domingo, 6 de fevereiro de 2011

Educação: sindicatos vão estar atentos a avaliação, contratos a prazo e "mega agrupamentos"

Os sindicatos fazem o que fazem, mas parece que não têm força - a culpa é nossa, que não nos unimos, mas também deles, que não estão muito bem ajustados à realidade quotidiana. Os meios de luta são sempre os mesmos, as críticas repetem-se, e os resultados não aparecem... E os contratados são sempre deixados para último plano!

Quero acreditar que vão conseguir alguma coisa, mas...

Mais uma notícia do Jornal i de 6 de Fevereiro:

"A aplicação do novo modelo de avaliação dos professores, a defesa de um concurso extraordinário em 2011, as alterações curriculares e os novos “mega-agrupamentos” estarão sob a mira dos sindicatos da educação durante o próximo ano letivo.


“É fundamental que este ano letivo seja marcado pela estabilidade nas políticas educativas, mas também pela reformulação de políticas erradas”, disse à agência Lusa o secretário geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva.

Reformulação na qual a FNE quer ver o envolvimento de todos os atores sociais, “particularmente os que estão mais ligados à área da educação”.

Neste contexto, está a revisão curricular dos ensinos básico e secundário e a consequente alteração dos conteúdos programáticos de várias disciplinas.

A FNE considera fundamental que o próximo ano letivo, que arranca na quarta feira, fique marcado pela realização de um concurso extraordinário de professores que permita “corrigir injustiças” e “acabar ou limitar as margens de instabilidade que têm marcado o sistema educativo, com aquilo que tem sido o uso excessivo de professores contratados”. Esta será também uma batalha, já anunciada, da Federação Nacional dos Professores (FENPROF).

A FNE espera ainda ver o ano marcado pelo aumento da oferta da educação pré-escolar, também para as crianças com menos de três anos de idade, “limitando-se o acesso a amas e pondo à disposição das famílias profissionais de educação pré-escolar”.

“Queremos também que haja crescimento das condições de exigência e rigor nas certificações escolares e profissionais”, afirmou Dias da Silva, considerando fundamental que da parte dos ministérios da Educação e do Trabalho existam mecanismos que “garantam altas qualificações” ao nível escolar e profissional para quem as procura, sejam jovens ou adultos “à procura de uma segunda oportunidade”.

A FNE vai reunir nos dias 08 e 09 o secretariado nacional, em Lisboa, para identificar ações a realizar no primeiro período.

Os responsáveis da FENPROF vão para as escolas logo no início do ano letivo preparar reuniões e o secretário geral, Mário Nogueira, tem agendada presença em cerimónias de receção aos docentes realizadas pelas autarquias.

A FENPROF está já a preparar o Dia Internacional do Professor (05 de outubro) que por este ano coincidir com o Centenário da República pode ver passadas algumas iniciativas para mais tarde, como um seminário internacional sobre a profissão.

Muito trabalho no terreno, segundo Mário Nogueira, vai requerer o acompanhamento de novas dinâmicas, como “o funcionamento dos novos mega-agrupamentos” e do “novo modelo de avaliação que, na verdade, vai ser lançado em setembro”.

“Vamos ter de acompanhar isso muito de perto porque no final do ano letivo está previsto um momento de avaliação do novo modelo e eventual alteração”, indicou.

“Temos de ver o que se passa para termos exemplos concretos para fundamentar a nossa opinião”, declarou, prevendo um ano “complicado”.

“Estamos bastante apreensivos com o aumento da precariedade. Há escolas que começam a ter níveis de precariedade e de instabilidade do corpo docente muito relevantes e que fazem com que não funcionem bem”, referiu."



Abraço!

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