quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Escolas: mais despesa, menos verbas.

Já se previa que o cinto era para apertar, mas com o aumento das despesas e a diminuição do financiamento, onde vai parar a Educação?

É um extracto de uma notícia do Público:

"Escolas têm mais despesas, mas vão ter menos dinheiro já a partir de Janeiro

A partir do próximo mês, o orçamento de funcionamento das escolas do ensino básico e secundário vai ser reduzido em 5,5 por cento. A medida faz parte do pacote de "consolidação orçamental" elencado num diploma que foi publicado, segunda-feira, em Diário da República.

Os directores de escola alertam que muitos projectos poderão ser interrompidos
O corte estava previsto no Orçamento do Estado para 2011, mas a sua dimensão, que só agora foi conhecida, surpreendeu os directores das escolas.

"É muito. Fiquei espantado", disse ao PÚBLICO o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Adalmiro Fonseca, que confessa estar "muito preocupado" com as consequências: "É uma redução que não vai ser possível para as escolas. Já agora a ginástica que se tem de fazer para honrar pagamentos é tremenda. Não sei como vou conseguir suportar a factura da electricidade, do telefone e da água. E é provável que, em muitas escolas, a maior parte dos projectos que têm vindo a ser desenvolvidos seja interrompida".

Adalmiro Fonseca, que é director da Escola Secundária de Oliveira do Douro, lembra que vão ter que viver com menos dinheiro numa altura em que as despesas estão a disparar. Os estabelecimentos que foram sujeitos a obras terão que pagar rendas à empresa Parque Escolar - cerca de 500 mil euros em 2011 - e a climatização das escolas mais do que duplicou a factura da electricidade. "Só nos faltava mais este corte. Não auguro nada de bom para as escolas no próximo ano", confessa Adalmiro Fonseca."


E é assim que estamos...

Abraço!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Educação: o que é preciso?

"Educação: Os desejos para 2011


Sara R. Oliveira no site educare.pt

Professores desejam mais tranquilidade, escolas com mais autonomia, alunos motivados e famílias atentas aos sucessos e insucessos dos filhos. Dirigentes sindicais defendem uma educação de qualidade para todos.

O calendário segue o percurso dos dias e há desejos que sobressaem com o aproximar de 2011. O primeiro período das escolas terminou, as notas foram atribuídas, o segundo começa no início do novo ano. É tempo de análise. Para 2011, os professores pedem paz. Querem mais tempo para investir nos alunos e menos horas a preencher papelada. Querem menos instabilidade e escolas mais autónomas, com uma maior margem de manobra para apostar na competência. O ano de 2011 está à porta, é hora de fazer desejos.

Paula Canha, professora de Biologia e Geologia da Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, em Odemira, distinguida pelo Ministério da Educação com o Prémio Inovação há dois anos, deseja que em 2011 não se façam leis a pensar nas estatísticas de final de ano ou no orçamento que entretanto emagreceu. "O que desejo para a educação no próximo ano é um ministério que legisle apenas a pensar em longo prazo, em gerações bem formadas para o futuro", refere. A esperança faz parte do seu discurso. "Gostaria que todas as dificuldades por que estamos a passar não desalentem os professores sérios e empenhados, que eles continuem a achar que vale a pena, e que a falta de perspectivas de futuro não faça desanimar os alunos, mas os empenhe ainda mais num trabalho sério e criativo".

A professora deseja também escolas com verdadeira autonomia, que tenham nas mãos a escolha dos docentes e do restante pessoal pela sua competência. "E não uma falsa autonomia que passa para a responsabilidade da escola apenas algumas batatas quentes". Paula Canha gostaria de ver a classe docente a investir mais nos alunos e que os professores não passassem horas e horas em reuniões "a preencher formulários e a produzir planos e projectos sem fim", bem como famílias mais responsabilizadas pelos sucessos e insucessos dos filhos. "E alunos com mais vontade de construir o seu futuro com as suas próprias capacidades e trabalho."

Para Luís Sottomaior Braga, do agrupamento das escolas de Darque, em Viana do Castelo, e professor de História, é preciso, acima de tudo, saber o que se quer. "Estratégia em educação é a procura do bem comum e bem comum não é o bem do Governo. É pensar a 15 anos e não no horizonte do próximo PISA." Paz é um dos seus desejos. "O Governo, com Maria de Lurdes Rodrigues e seus acólitos e sucessores, apostou numa estratégia de confronto e divisão", recorda.

Na sua opinião, os problemas que o sector atravessa passam para o exterior como sendo culpa dos docentes. "Esse maniqueísmo bloqueador - fruto de marketing a mais e gestão a menos, na definição de políticas a nível superior - é uma das coisas que é urgente mudar". Motivar também é preciso e Luís Braga destaca essa componente. "A motivação dos agentes educativos preserva-se à força de sentirmos os nossos deveres como acções de interesse público. Essa motivação para o dever de educar e de contribuir para o interesse educativo é uma das coisas que se deve manter, apesar de a barca estar no meio da tempestade dos mercados e sofrer os embates das medidas desesperadas que agora se tomam", refere.

A crise não passa ao lado. Crise que, em seu entender, também atingiu a comunidade educativa, atacando, sustenta, de "forma corrosiva". "Corroeu solidariedade, motivação, perspectivas de longo prazo e sentimento de futuro". E a resposta surgiu com "visões de 'bola de sabão' ao nível das políticas macro e repercussão do desânimo nos agentes abaixo do nível central: escolas, pais, alunos, etc.". Por tudo isso, Luís Braga deseja uma mudança estrutural de espírito para que, explica, "os espíritos que conjunturalmente lutam continuem a fazê-lo".

Paulo Guinote, professor de História e de Português e autor do blogue "A educação do meu umbigo", gostaria que a educação "não se tivesse tornado o campo privilegiado para as experiências orçamentais do Governo", mas que se "mantivesse o pouco que resta de hábitos de companheirismo nas escolas". "Neste momento, gostaria que mudasse o clima de absoluta ansiedade que se começa a viver nas escolas, em relação à indefinição que existe em muitas áreas do sector, desde a reorganização do currículo à concentração da rede escolar, passando pela forma 'feudal' em que passou a ser gerida a educação, sem que pareça existir um centro decisor próprio", afirma.


Governantes "iluminados"

Políticas responsáveis e governantes "iluminados" que cuidem bem da educação e do país. Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), deseja que em 2011 os responsáveis políticos ponham a mão na consciência para que "percebam o mal que estão a fazer às escolas e à educação". Algumas medidas constantes no Orçamento do Estado para o próximo ano, relativamente ao sector, têm merecido duras críticas dos dirigentes sindicais e Mário Nogueira não tem dúvidas que terão consequências "ao nível da própria qualidade de ensino". "Além disso, "terão um impacto no desemprego: milhares de professores virão para a rua", sustenta. Para 2011, o porta-voz da FENPROF não deseja bens materiais. Mas sim "um anjo da guarda que fizesse aquelas cabeças pensantes terem a noção de que, de facto, as medidas vão ficar para a História como o maior atentado que foi feito à educação e ao ensino do país".

João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), deseja que os princípios da coesão social não fiquem esquecidos durante o próximo ano. "Que se trabalhe no sentido de uma educação de qualidade para todos, que se combata o insucesso escolar e que se valorize e dignifique os trabalhadores da educação", afirma.

João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), tem vários desejos para 2011 na área da educação. Gostaria que o sector deixasse de funcionar "como um palco de afirmação política" e que se empenhasse no que interessa, ou seja, na "valorização da Educação". "Que o ano de 2011 não fique marcado como o 'ano horribilis' do desemprego para os professores, com as medidas que se desenham", avisa. O responsável gostaria de assistir à estabilização das políticas educativas, para que o consenso educativo fosse, de facto, uma realidade.

No próximo ano, a ANP vai insistir na auto-regulação da profissão. João Grancho considera este ponto fundamental. A ideia é que a classe docente tenha uma entidade representativa para cuidar dos assuntos que lhe dizem directamente respeito. Para cuidar da dignidade. Este é um dos assuntos que marcará a agenda da ANP em 2011."

Quanto disto se vai tornar realidade?

Abraço!

domingo, 26 de dezembro de 2010

CNE - Reorganização Curricular Do Ensino Básico (de novo)

Desta vez transcrevo uma notícia do JN. Aumentei a letra em porções do texto onde se destacam as seguintes ideias:

- Alteração simplesmente económica, com falta de fundamentação pedagógica;

- CNE é um orgão plural e competente, não é "conversa" de sindicato ou de professores revoltados;

- Urgência em rever a carga horária, o número de disciplinas, os programas e os ciclos de ensino;

- Ministério das Finanças não vai ter em conta este documento e

- Em Janeiro já se vão sentir os cortes no orçamento (Em Setembro vão-se sentir os cortes no número de docentes).

Mesmo sendo optimista por natureza, desta vez não o consigo ser. as espero ser uma daquelas situações em que é mesmo melhor estar errado...


"Conselho de Educação rejeita reorganização curricular



O Conselho Nacional de Educação aprovou, por unanimidade, dois pareceres que criticam a reorganização curricular do ensino básico e secundário, proposta pelo Governo. Os professores garantem que não sabem como as escolas vão funcionar a partir de Setembro.

"Trata-se de uma alteração curricular que, na sua essência, é determinada por critérios económicos e não por questões educativas e pedagógicas", lê-se no parecer referente à reorganização do ensino básico. Os conselheiros consideram "discriminatórias" as limitações a Estudo Acompanhado, "perigosa" a redução de dois para um dos docentes de Educação Visual e injustificada a eliminação da Área Projecto.

Os dois documentos, apurou o JN, foram aprovados por unanimidade pelo CNE, órgão consultivo do Ministério da Educação (ME) com representatividade plural, já que inclui membros nomeados pelo Governo e grupos parlamentares, sindicatos, Associação de Municípios e confederação de pais, além de associações do ensino privado, superior e de juventude. A rejeição à reorganização proposta pelo ME transmite, por isso, alegam dirigentes ao JN, a posição do sector. O problema, insistem, é que o "Ministério das Finanças não terá em conta o parecer" e face aos cortes orçamentais - que, garantem os sindicatos, podem conduzir ao despedimento de 30 mil docentes, no próximo ano lectivo - as organizações não sabem como as escolas vão funcionar a partir de Setembro.

Nos pareceres, o CNE acusa a tutela de propor alterações "pontuais ou desconexas" e "sem fundamentação", especialmente pedagógica. "Não deve ser o caminho a seguir no sistema educativo português", sublinham os conselheiros, apelando "à tomada de medidas devidamente sustentadas por estudos de avaliação das práticas" curriculares.

Os presidentes da associação de directores (Andaep) e do Conselho de Escolas (CE), e os líderes da Fenprof, FNE e Sindep defenderam ao JN que urgente seria uma revisão global do sistema, que abrangesse a carga horária dos alunos, o número de disciplinas, programas e até reorganização dos ciclos de ensino. João Dias da Silva, da FNE, considera mesmo que a Lei de Bases do Sistema Educativo deve ser revista.

Manuel Esperança, presidente do CE, garante não estar previsto os directores pronunciarem-se sobre a proposta, porque o ME não pediu parecer ao órgão (também consultivo). No entanto, frisou, o Conselho de Escolas tem dois representantes no CNE.

O secretário-geral da Fenprof insiste nas contas: só as alterações curriculares propostas (eliminação da Área Projecto, reduções do Estudo Acompanhado e Educação Visual) podem determinar despedimento de 12 mil docentes. A partir de Janeiro, as escolas vão sentir o corte nas verbas de funcionamento, previstas no Orçamento de Estado, mas após as férias sentirão a redução de docentes. "Vai ser muito violento. Não sei como as escolas vão funcionar", diz Mário Nogueira.

Confrontado com o parecer pelo JN, o ministério rejeitou comentar a posição do CNE ou revelar quando pretende aprovar a proposta em Conselho de Ministros. Fonte oficial garante, porém, que vai "considerar o parecer, no âmbito das decisões que tem de tomar"."

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O que mais poderia ser?

Na véspera da véspera de Natal deixo-vos os meus votos de Boas Festas e um muito obrigado a quem permitiu que este blogue atingisse (mais do que - a qualquer momento) 3000 visitas.

Não exitem, comentem, critiquem, sugiram - aceito o que servir para eu melhorar!

Abraço!


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CNE - Reorganização Curricular Do Ensino Básico

Há mais, no blogue de Paulo Guinote. Mas destaco:

"As medidas de alteração do Decreto-lei nº 6/2001, de 18 de Janeiro, não deveriam ser uma sequência directa de restrições orçamentais, já que o investimento em educação torna-se prioritário, sobretudo quando é reconhecida a melhoria dos resultados escolares, com base em estudos avaliativos internacionais (Estudo PISA 2009) e a partir de análises que têm sido feitas pela OCDE. O CNE considera, por isso, que as áreas curriculares não disciplinares tiveram, ao longo da década de 2000, um papel significativo na aquisição e desenvolvimento de competências dos alunos e que a sua redução representa uma revisão que atinge o elo mais fraco da organização curricular. Trata-se, assim, de uma alteração curricular que, na sua essência, é determinada por critérios económicos e não por questões educativas e pedagógicas."

Querer mais resultados com menos recursos... os euros falam mais alto e continuamos a cortar as pernas à educação, a alavanca da sociedade! Assim vai ela, a mancar...

Enfim...

Abraço!

Contra a violência sexual sobre as crianças

Outra notícia no educare.pt de leitura importante.

É bom saber que se tomam medidas, e parece que estas são adequadas, embora se saiba que lidar com esta questão pode sempre gerar polémicas.

Criaram um regra muito boa e fácil de passar:  não deixes que mexam nas partes cobertas pela roupa interior!

Pena não ser traduzido para português.

"Conselho Europeu criou um site para desenvolver uma campanha de luta contra a violência sexual sobre as crianças. Para que os mais pequenos, dos 4 aos 7 anos, aprendam a estabelecer limites e a denunciar abusos.

O filme é pequeno, mas a informação está lá e os desenhos foram criados a pensar nos mais novos. Uma grande mão faz festinhas na cabeça de um boneco, que representa uma criança. Faz-lhe cócegas e ouvem-se gargalhadas. Até que a mão fica atrevida e tenta tocar na roupa interior. A resposta é não. Nas partes cobertas pela roupa interior, não é permitido mexer. Esta é a regra da roupa interior.


O anúncio é um dos meios utilizados por uma campanha que o Conselho Europeu lançou contra a violência sexual sobre crianças. O objectivo é ensinar os mais pequenos, entre os 4 e os 7 anos, a estabelecer limites e a denunciar abusos. Melhorar a cooperação internacional na captura de pedófilos é também um dos propósitos da iniciativa. Até porque, segundo Maud de Boer Buquicchio, subsecretária do Conselho Europeu, "uma em cada cinco crianças é vítima de abuso sexual" na Europa. É essa dura realidade, "Uma em cada cinco", que baptiza a campanha alojada num site com várias informações disponíveis.

A iniciativa tem ainda um livro em que é revelado o nome do boneco do anúncio televisivo. Kiko volta a aparecer com a mão numa versão mais longa do que no vídeo. E quando Kiko diz que não se pode tocar na roupa interior, a mão dá-lhe os parabéns e aconselha-o a não guardar segredo se alguém tentar tocar-lhe. "Aqui não se toca" é a mensagem que se quer transmitir.

O assunto é sério e é fundamental que os mais pequenos percebam e saibam estabelecer fronteiras. "Todos os dias, crianças são vítimas de abuso, frequentemente cometidos por pessoas nas quais confiam: pais, professores ou figuras de autoridade", sublinhou Maud Buquicchio. Além do site, disponível em inglês, francês e italiano, a campanha tem também cartazes para que a mensagem passe. Os pais e as escolas não ficam à margem desta iniciativa e, nesse sentido, o Conselho Europeu vai distribuir um kit de documentação que aborda os meios de prevenção de abusos sexuais. É importante que os mais velhos saibam lidar com a questão para que os mais novos sintam que podem confiar nos adultos. A vigilância é importante e é necessário decretar tolerância zero face à violência sexual contra os mais pequenos.

"É muito importante que não se chateie com o seu filho e que não o faça sentir que fez alguma coisa de errado". Este é um dos conselhos lançados para que os interrogatórios intimidatórios não aconteçam. Os pais devem saber explicar aos filhos que ninguém pode tocar no seu corpo sem a sua autorização e que há bons e maus toques. A campanha lembra ainda que os maus toques podem acontecer em qualquer idade. "Uma boa comunicação com as crianças é a chave", aconselha-se. O que implica abertura, determinação e um ambiente amigável.

A campanha explica, por outro lado, o que fazer em caso de suspeitas. Como reagir, como procurar ajuda. É importante não ficar zangado com a criança, nem fazê-la sentir que fez alguma coisa de errado. Pode-se perguntar quando e com quem, mas nunca porque isso aconteceu. "Tente não ficar aborrecido em frente ao seu filho. As crianças podem facilmente sentir-se culpadas e podem guardar informação". Procurar ajuda técnica é também um dos caminhos a seguir. A informação do site foi desenvolvida por profissionais de vários países, que tiveram em linha de conta diversas campanhas desenvolvidas pelo mundo.

Informações:

http://www.underwearrule.org/ "
 
Abraço!

Quatro em 300 escolas avaliadas com "muito bom" em todos os domínios

É uma notícia do educare.pt

"Apenas quatro das 300 escolas sujeitas a avaliação externa no último ano lectivo obtiveram a classificação de "muito bom" em todos os domínios analisados, segundo dados a que a agência Lusa teve hoje acesso.


De acordo com um relatório da Inspecção-Geral de Educação, no ano lectivo de 2009/2010 foram avaliados 233 agrupamentos e 67 escolas não agrupadas, tendo em conta cinco parâmetros: "resultados", "prestação de serviço educativo", "organização e gestão escolar", "liderança" e "capacidade de auto-regulação e melhoria". 
Questionado pela agência Lusa, o Ministério da Educação revelou que quatro unidades de gestão alcançaram a classificação de "muito bom" nos cinco domínios: Agrupamento de Escolas de Minde (Alcanena), Agrupamento de Escolas D. João II (Santarém), Agrupamento de Escolas Joaquim Inácio da Cruz Sobral (Sobral de Monte Agraço) e Agrupamento de Escolas Grão Vasco (Viseu). - Parabéns!

Os resultados da avaliação externa determinam as percentagens de classificações de "muito bom" e "excelente" que cada escola poderá atribuir aos seus professores no âmbito da avaliação de desempenho.

Em termos globais, as escolas sujeitas a avaliação externa em 2009/2010 revelam mais dificuldades na "capacidade de autorregulação e melhoria", sendo que quase metade das 300 avaliadas não foram além de uma classificação de "suficiente" neste domínio.

Neste último domínio, 3% dos estabelecimentos obtiveram "insuficiente", 47% "suficiente", 46% "bom" e 4% "muito bom".

"O domínio 'capacidade de auto-regulação e melhoria da escola' assume uma distribuição de classificações diferente dos restantes domínios, ao registar, para além do equilíbrio entre as classificações de 'bom' e 'suficiente', uma expressão reduzida de 'muito bom' e a maior representação de 'insuficiente'", lê-se no relatório.

Nos últimos quatro anos lectivos em que se realizou a avaliação externa das escolas, este foi o parâmetro no qual sempre se registaram as percentagens mais elevadas da classificação de "suficiente": 39%, 50%, 54% e 47% em 2006/07, 2007/08, 2008/09 e 2009/10, respectivamente.

No parâmetro da "liderança", 92% das escolas tiveram este ano uma classificação de "bom" ou "muito bom", o mesmo valor registado em relação à "organização e gestão escolar".

Na "prestação do serviço educativo" registou-se uma classificação de "suficiente" em 17% das unidades avaliadas, 70% obtiveram "bom" e 13% "muito bom". - Prestar bom serviço educativo não será o que realmente importa?

No domínio dos "resultados", 24% das escolas foram classificadas com "suficiente", 64% com "bom" e 12% com "muito bom".

À excepção do parâmetro da "capacidade de auto-regulação e melhoria da escola", não se registaram notas de "insuficiente" nos outros quatro domínios.

Em 2010/2011 serão sujeitos a avaliação externa 147 agrupamentos e escolas não agrupadas."

E agora com cortes e mais cortes, exigências atrás de exigências, leis inadequadas e tudo mais, quem vai ter melhores avaliações? As escolas vão funcionar melhor?

Abraço!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Escolas educam e... alimentam!

Têm saído várias notícias e comentários sobre as medidas que várias escolas e autarquias têm desenvolvido para combaterem a fome!

Mais uma vez, a escola é mais do que uma instituição para educar (a "educação dos livros"), são-lhe dadas "obrigações" que não deveriam ser necessárias.

Temos que leccionar, preparar aulas, organizar visitas, dar educação que devia ser dada em casa, ser psicólogos/conselheiros, entreter alunos, resolver conflitos, ser administrativos e tudo mais. E agora alimentamos! Sim, há professores (e sempre existiram) a contribuir para alimentar alunos, dinheiro que sai do seu bolso por solidadriedade social.

Somos humanos, somos solidários, concordo que todos ajudemos, mas será que tinhamos que chegar a este ponto? Onde anda quem disto devia tratar?  Mais uma função - pesada - para a escola que cada vez mais tem menos recursos e mais funções! "Desenrasquem-se"...

Abraço!

P.S - E por que é que o menino que tem fome tem um telemóvel topo de gama e uma playstation portátil? E mesmo quando alimentamos somos "pisados" pelos pais? Dar-lhes o peixe ou ensiná-los a pescar?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Menos alunos por professor, mas...

"Uma turma inteira de Estudo Acompanhado não permite relação directa entre aluno e professor. Concluímos que o EA fosse reservado para os alunos que precisam de facto, sendo os alunos que não precisam dispensados" - Isabel Alçada em educare.pt

E tem toda a razão!

Menos alunos por professor, excelente ideia! Mas, consegue-se isso a reduzir os alunos ou aumentar os professores? Parece que a primeira opção é mais económica... Ou "mete-se isso como tempo não lectivo"?

Mas, quem (quantos) são os alunos com dificuldades? Como são identificados? Conseguem o apoio que precisam?

São só algumas dúvidas que quando forem esclarecidas não nos devem agradar... digo eu, que tenho esta desconfiança entranhada quando se trata de medidas deste ministério!

Abraço!

Ainda o PISA

Li e vou dar relevância.

Paulo Guinote, no blogue A Educação do Meu Umbigo (um dos que sigo):

"E só voltarei ao assunto se tiver mesmo mais elementos. O que se segue é parte de um mail que enviei em resposta a umas perguntas que me foram dirigidas acerca do assunto. Em vez de fazer post mais longo e elaborado, fica aqui o que acho e transmito, quer em privado, quer em público.


Tentando ser conciso:

O ME não disponibiliza os dados porque diz existir um “acordo de confidencialidade” com a OCDE.

A OCDE não disponibiliza porque diz que isso foi responsabilidade do Governo português.

As escolas que entraram não foram as mesmas, pelo menos em número assinalável, mas que não consigo quantificar neste momento.

O que eu acho é que estes PISA 2009 foram preparados com um “profissionalismo” que não existiu antes. A percepção da necessidade de resultados foi evidente e a “sensibilização” das escolas e alunos foi maior nos casos que conheço. No fundo, acho que fizeram em 2009 o que em outros países se faz há muito.

Penso que se este “profissionalismo” tivesse existido antes, em 2006 os resultados já teriam sido melhores.

Uma rede muito informal de pessoas está a tentar apurar mais informações sobre tudo isto, não para confirmar uma qualquer “teoria da conspiração”, mas para perceber se estaríamos assim tão mal em 2003 e 2006.

A teoria que apresentei pode ser confirmada (ou não) pelos dados. Não vou retorcê-los para “caberem” numa suspeita apriorística, Sinto o “aroma” de algo. Just that…."
 
Sim, também me ficou essa ideia, de, pelo menos, desconfiança... Nem precisam mentir sobre os números, esses vêm de "cima", da OCDE. Mas basta a questão do "profissionalismo" referida para que os dados sejam diferentes. 
 
Mas afinal pode ser bom: em anos anteriores eramos melhores do que faziamos ver!(?)
 
Mas assim surge outra questão: mais vale ser mau e subir ou ser bom e manter? Subir dá mais importância à notícia, manter é "mais do mesmo"...
 
Que sirva para motivar e dar alento à Educação!
 
Abraço!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Os nossos alunos

São estes os nossos alunos até aos 15 anos. Mais droga (mais barata e eficiente do que o álcool?), mais computador do que TV (compreende-se, até eu já devo estar perto disso), menos violentos (não noto), mais preservativos - mas não estão mais informados - e com hábitos mais saudáveis (praticam mais desporto). Há mais, podem ler:

"Jovens fumam e bebem menos, mas consomem mais droga" - IOL


"Jovens portugueses estão a sair menos à noite e já trocaram a TV pelo computador" - Público

Pelo menos não se lembraram de os chamar "rasca", como fizeram à minha geração.

Já agora leiam esta também:

"Falar de sexo é com colegas e não com pais" - Público

"Estou preocupada porque eles atrasam o início da vida sexual mas não têm mais informação [do que antes]. Os jovens não privilegiam os pais nem os professores para falar de sexualidade ou de infecções sexualmente transmissíveis. A vontade de falar de sexualidade é com os colegas. A maioria diz que aprende via Internet ou televisão, o que é um risco." - Margarida G. de Matos

Abraço!

Menos 30 mil professores: a confirmação?

Desta notícia de ontem, do Público, concluo o que não queria calcular: são mesmo muitos os professores que vão ficar de fora no próximo ano lectivo. Como diz Mário Nogueira, se os 30 mil cortes previstos pelos sindicatos fossem irrealistas o ministério da educação pelo menos contestaria-os.

Por outro lado vem o discurso bonito de Alexandre Ventura: "serão colocados nas escolas todos os docentes necessários para o funcionamento das aulas e para a prestação de um serviço educativo com o máximo de qualidade”. Nisto não acredito. se este ano já não o fazem, como o vão fazer com os cortes ainda maiores do próximo? Mas calma, a educação é prioritária para o Sócrates, tudo se resolve... por milagre!

A notícia:



"O Ministério da Educação diz que só em Setembro do próximo ano será possível saber quantos professores serão necessários nas escolas, recusando-se a comentar os números da Fenprof que alerta para o desemprego de mais de 30 mil docentes.


O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura, esteve hoje mais de duas horas reunido com representantes da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). No final, o secretário-geral da estrutura sindical, Mário Nogueira, disse à Lusa que a reunião foi inconclusiva: “Saímos exactamente com as preocupações com que entrámos”.

Entre as principais “preocupações” estava a possível redução do número de docentes, resultado dos cortes previstos no Orçamento do Estado. As contas feitas pela Fenprof apontam para que "mais de 30 mil professores" fiquem de fora já no próximo ano lectivo.

O secretário de Estado Alexandre Ventura recusou-se a comentar os números avançados pela Fenprof, dizendo que as contas ainda não podem ser feitas, porque cabe às escolas decidir de quantos professores é que vão precisar e essa é uma decisão que só será divulgada no próximo ano lectivo.

“O número de professores será conhecido em Setembro do próximo ano porque há um concurso para satisfação de necessidades transitórias onde se faz a contratação de docentes em função da manifestação de necessidades apresentadas pelas diferentes escolas”, disse à Lusa no final da reunião.

Alexandre Ventura acrescentou que o ministério quer “optimizar todos os seus recursos” mas que vai garantir que “serão colocados nas escolas todos os docentes necessários para o funcionamento das aulas e para a prestação de um serviço educativo com o máximo de qualidade”.

Já Mário Nogueira diz que se o número avançado pelo sindicato fosse surrealista, alguém já teria vindo a público contrariar a informação.

“O silêncio do ministério significa que a dimensão da catástrofe é tão grande como aquela que nós temos vindo a projectar. Se, eventualmente, fosse metade ou um terço daquilo que nós achamos seguramente o ME diria: 'não, vocês estão a exagerar', mas nem isso consegue dizer”, declarou.

Para Mário Nogueira, “quando alguém esconde aquilo que se quer saber é porque sabe que aquilo que esconde é muito, muito grave”.

Para a Fenprof, a situação “não pode ficar como ficou hoje”: “O Ministério tem de nos dizer com rigor quais é que são os impactos nos horários dos professores [no emprego dos professores] das medidas que já começaram a ser tomadas”, disse Mário Nogueira.

Por isso, a Fenprof vai enviar nova carta para o Ministério da Educação exigindo saber quais os impactos das medidas na situação laboral dos professores.

Mário Nogueira diz que o fim da Área de Projecto e do Estudo Acompanhado colocará no desemprego milhares de professores. Além destas duas situações, lembrou ainda as mudanças para as substituições de longa duração.

O sindicalista referiu ainda que não faz sentido que haja “muito menos professores por escola” numa altura em que se prevê que venha a haver “muito mais alunos nas escolas”, graças a medidas como o alargamento do ensino obrigatório até aos 12 anos de escolaridade ou o esforço no sentido de reduzir o abandono escolar."

Abraço!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Coisas do Diabo!

Não o que nos vai queimar, o jornal:


Já acredito em tudo... mas não sei até que ponto se pode dar credibilidade a este mensageiro de notícias. Até porque não vi referências em mais nenhum orgão de comunicação social. Se é difamação, a culpa é deles, eu só dei a conhecer o que escreveram...

Abraço!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Explicador virtual" para o Português e para a Matemática

Vai ser lançado um "Explicador virtual" para o Português e para a Matemática. Pelo menos é o que se refere nesta notícia do Público.

..."Sócrates anunciou também a criação de uma tutoria digital nas áreas do Português, da Matemática e das Ciências. Trata-se de desenvolver uma “modalidade de ensino digital” através da disponibilização de conteúdos educativos digitais “e com uma equipa de professores preparada para responder a dúvidas, promover actividades e exercícios”, segundo o primeiro-ministro.


Mas a genorisade e grandiosidade do discurso continua:

"José Sócrates anunciou ainda um reforço dos programas para o sucesso escolar nos estabelecimentos de ensino abrangidos pelos territórios educativos de intervenção prioritária e nas escolas abrangidas pelo Programa Mais Sucesso."

Para mim, como já sabem, o que vem deste governo leva um grande selo de desconfiança... Mas quero estar errado!

Ainda nesta notícia, uma contradição(?):

"O primeiro-ministro anunciou hoje que o horário semanal atribuído ao estudo acompanhado será “obrigatoriamente alocado ao estudo da Matemática” no ensino básico. No entanto, as escolas podem optar por dedicar esse tempo ao estudo do Português e das Ciências. Esta foi uma das medidas avançadas hoje por José Sócrates no arranque do debate quinzenal no Parlamento."

Parece estranho, contraditório, pelo que fui pesquisar mais notícias, que deram no mesmo. No Jornal de Negócios escrevem:

"Em primeiro lugar, e para insistir com a melhoria da aprendizagem da matemática, “no ensino básico, do horário semanal atribuído ao estudo acompanhado, um tempo lectivo será obrigatoriamente alocado ao estudo da matemática”. E, sempre que essa for a opção de cada escola, o mesmo poderá ocorrer para o estudo do português e da ciência."


Fica o registo!

Abraço!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Novo Acordo Ortográfico será aplicado no próximo ano lectivo

É uma notícia do Público, onde se refere que "O novo Acordo Ortográfico vai ser aplicado nas escolas já no próximo ano lectivo 2011/2012, ou seja, em Setembro do próximo ano"

A 1 de Janeiro de 2012 será aplicado "a toda a actividade do Governo e dos organismos, entidades e serviços que dele dependem."

Antes disso existirão "campanhas de sensibilização e informação para os cidadãos e outras específicas para os funcionários públicos".

O conversor Lince - que já foi referido neste blogue - é adoptado como ferramenta de conversão ortográfica de texto para a nova grafia.

Sendo assim lá terei que tirar um "c" daqui, um "p" dali e fazer outras modificações, que me deixarão lembranças... este acordo parece-me mais um "abrasileiramento" do nosso português, mas não sou eu que mando...

Abraço!

Matrizes dos 2º e 3º Ciclos

Chama a atenção para estas duas mensagens do blog ad duo (presente na minha lista de blogues), que comparam a proposta actual da matriz destes ciclos com as que vigoravam anteriormente:

http://adduo.blogspot.com/2010/12/matriz-comparada-do-3-ciclo.html

http://adduo.blogspot.com/2010/12/matriz-comparada-do-2-ciclo.html

São cortes que nos tiram lugares na escola...

Abraço!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mais importante que os resultados estatísticos...

...é o que realmente sabem! E sabem ler?

Interrompi a correcção de testes para escrever umas linhas por aqui. Nestes comprovo: não, não sabem ler, não interpretam! E assim nem na minha Educação Física se safam...

"A professora que queria ensinar os alunos a ler


Boas notícias, finalmente! Os alunos portugueses estão, pela primeira vez, perto da média dos alunos que participam no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). O PISA testa o conhecimento de estudantes de 15 anos, independentemente do grau de ensino que frequentam, nas áreas de leitura, Matemática e Ciências. Portugal fica ao nível dos Estados Unidos, Suécia, Alemanha, Irlanda, França, Dinamarca, Reino Unido, Hungria e Taipé.

Boas notícias, portanto. O que soa estranho é a grandeza do salto. A que se deve tamanha evolução?

Ainda há pouco tempo, sensivelmente um ano, numa reunião de pais, com a direcção de turma, em que estive presente, participou a professora de Português. E veio ali pelo seguinte: pedia aos encarregados de educação de uma turma do 10.º ano autorização, por assim dizer, para deixar para trás por algumas aulas o programa curricular. Inesperado pedido, mas que se compreende bem. Em vez das aulas curriculares, a docente pretendia ajudar os alunos a ler! Os jovens, acabadinhos de fazer exame do 9.º ano a Língua Portuguesa, com sucesso, não sabiam ler. Era essa, pelo menos, a percepção dos professores que lhes davam aulas. Liam, mas não percebiam o que liam. Isto aconteceu há pouco tempo, no mesmo país que agora exibe os excelentes resultados no PISA. Seria um problema localizado naquela escola? Pouco provável. É certo que o contexto socioeconómico é importante, mas não chega.

As boas notícias não podiam vir em melhor altura. O Governo, como era de esperar, explorou a evolução dos resultados, levando o primeiro-ministro a prever um aumento da produtividade em Portugal. É uma leitura lógica. Se as competências dos cidadãos melhorarem, a competitividade da economia talvez acompanhe essa evolução.

Enquanto não chegamos lá, parece que existem outros meios para atingir melhores níveis de competitividade. Recentemente, numa reunião extraordinária de ministros das Finanças da União Europeia, Olli Rehn, comissário europeu dos Assuntos Económicos, anunciava: Portugal vai fazer uma reforma das leis laborais. Em Portugal, o primeiro-ministro, José Sócrates, admite a reforma, sem avançar pormenores. Mais informações para os próximos dias, diz. Se Bruxelas já sabe o que vai acontecer aos trabalhadores portugueses, seria bom que os portugueses também soubessem..."
Paula Ferreira no JN

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Espantem-se: são declarações do primeiro-ministro!

“Os principais agentes da educação em Portugal foram os professores, o mérito destes resultados é dos professores” - Espantem-se: são declarações do primeiro-ministro!

Frase dita aos jornalistas no final da apresentação dos resultados do relatório PISA 2009, da OCDE, que colocam "pela primeira vez Portugal “perto da média” dos países participantes no Programa Internacional de Avaliação de Alunos e na mesma categoria que os Estados Unidos, Suécia, Alemanha, Irlanda, França, Dinamarca, Reino Unido, Hungria e Taipei."

"Antes, na intervenção que fez durante a cerimónia de apresentação dos resultados do PISA 2009, José Sócrates tinha já deixado rasgados elogios aos professores, repetindo as palavras da ministra da Educação ao dizer que “os heróis destes resultados são os professores”.

Mas lembraram-se, e muito bem, de perguntar "se estes elogios eram uma tentativa de “fazer as pazes” com a classe, o primeiro-ministro sublinhou que “muitos professores” apoiaram as reformas educativas.


“Nunca achei que a classe estivesse contra essas reformas”, frisou, lembrando, contudo, as “incompreensões” e “obstáculos” que as alterações introduzidas mereceram.

Contudo, acrescentou, os resultados do relatório da OCDE mostram que políticas seguidas na área da Educação “foram na direcção correta”."

Para quem é professor e anda nesta vida há algum tempo: sabem como é que os alunos melhoraram(?) os resultados, não sabem? Mas o que interessa são os números bonitos...

E agora com os cortes atrás de cortes na Educação: podemos melhorar?

A presidente do Conselho Nacional de Educação afirma: “Parece que o país percebeu que o futuro está na Educação”." Pois a mim parece-me que, infelizmente, não, ainda não percebeu. Relatórios com números disfarçados, discursos em cimeiras onde se fala do sucesso dos países a partir da educação e outras hipocrisias ainda não me convenceram! Mas eu quero estar errado...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Magalhães, o milagroso!

"O primeiro-ministro destacou hoje as consequências da introdução de tecnologias na melhoria dos resultados educativos em Portugal, através do computador Magalhães..."

Acabei de ler e vieram-me logo estas questões à ideia:

Quem os usa na escola? Ou mesmo em casa para estudar?

Os alunos sabem trabalhar com eles? E se alguém carrega numa tecla e "aquilo desapareceu tudo"? Já sei, "vamo-nos queixar à professora, ela que trate disso!" - Alguém se lembrou que os melhores clientes destes computadores são os filhos dos pais a benificiar do RSI? E que estes, por norma, têm baixa instrução escolar e muito menor ao nível das TIC? "Dá-se isso e eles desenrascam-se..."

E os professores do 1º Ciclo, também têm direito a um por 50 euros? Ou a própria escola, quantos têm para que os professores se possam familiarizar com os programas "fantásticos"(?) que trazem instalados?

E são apenas algumas interrogações, de certo que se lembram de outras...

Viva o salvador, viva o Magalhães! Quantos mais Magalhães, melhor é a Educação neste país! Professores para quê?

E agora, o Magalhães visto pelos Gato Fedorento:





E são só dois, se forem ao youtube e procurarem "gato fedorento magalhães" vêm o resto da colecção.

Abraço!

Continuam os cortes na Educação

Desta vez é nos directores adjuntos.

E o critério é simples: pelo número de alunos. Não interessa se o agrupamento tem 5 ou 10 escolas, se estão próximas ou afastadas, as ofertas formativas, ou outras questões relevantes.

Alterações que entram em vigor a meio dos mandatos, já para o ano. Interrompem o ciclo normal de 4 anos.

"O despacho que reduz o número de directores adjuntos das escolas do ensino básico e secundário foi hoje publicado em Diário da República. Directores esperavam novos critérios."

Mais em Público.pt

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Estatuto da Carreira Docente - versão muito útil.

http://www.sprc.pt/upload/File/PDF/Propostas/ECDConsolidado_20101130.pdf

Cliquem e acedam ao Estatuto da Carreira Docente que o SPZS pôs ao nosso dispor. É muito útil, está com anotações e destacam as alterações introduzidas ao longo do tempo.

Agradeço ao blog dos Professores Lusos (está na minha lista de blogs), onde tomei conhecimento deste documento.

Abraço!

E se pudessemos escolher a escola dos nossos educandos?

A ideia parece boa e há quem aconselhe. Neste caso é o americano Herbert J. Walberg, especialista em Economia da Educação.

É simples: temos um voucheur para gastarmos na escola que escolhermos (tipo "cartão de presente" que gastamos na loja à escolha num determinado centro comercial). O Estado financia e nós escolhemos.

E acrecenta que “a concorrência parece funcionar na educação”.  Normalmente ficamos a ganhar com a concorrência, mais e melhor por menos custo, e parece que também pode ser este o caso.

Transcrevo a notícia do Público:

"Pais devem ter liberdade para escolher a escola, defende Herbert J. Walberg

O sistema educativo sueco pode ser um bom exemplo para Portugal, defende Herbert J. Walberg, especialista em Economia da Educação, que tem feito parte de vários grupos de conselheiros da OCDE para a área da Educação. Walberg recorda que a Suécia adoptou o cheque ensino, permitindo que as famílias escolhessem a escola, e que esta é obrigada a receber qualquer aluno.

“É o único país com um sistema de vouchers e as escolas têm vindo a melhorar os seus resultados [quando comparados com os internacionais]”, explica o autor do livro Escolha da Escola: descobertas e conclusões, uma edição do Fórum para a Liberdade de Educação, com o apoio da embaixada dos EUA e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. O lançamento é esta tarde, na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa.


“Gostava de ter vouchers para todos”, diz em conferência de imprensa. E retoma o exemplo da Suécia. Foi em 1993 que o Governo ordenou às autoridades locais que financiassem, o equivalente a 85 por cento do custo por aluno das escolas públicas tradicionais, as escolas que os pais escolhessem. Portanto, as famílias deixaram de pagar propinas na maioria das escolas privadas.

A par desta decisão, estabeleceu-se que as escolas eram obrigadas a admitir todos os alunos, independentemente do nível socioeconómico. Segundo Walberg, não se verificou o aumento da segregação, nem da concentração de crianças com necessidades educativas especiais em determinadas escolas.

Foi criado um “mercado da educação” que, segundo Walberg, “conduziu a uma concorrência crescente, melhorou o desempenho dos alunos e aumentou a satisfação dos pais com as escolas dos filhos”. No livro, Walberg cita vários estudos que comprovam que os pais a quem são dados os cheque ensino, participam mais activamente na vida escolar dos filhos.

Privatização do ensino

Mas há outras alternativas para que as famílias possam ter liberdade de escolha, continua. O especialista defende que os Estados podem definir metas de aprendizagem e privatizar as escolas: “As escolas privadas fazem melhor do que o Estado”, declara.

“A concorrência parece funcionar na educação”, diz, com base em investigação que tem sido feita nos EUA, onde há estados que apostaram nas charter schools, escolas com quem contratualizam que no espaço de cinco anos, os alunos têm de obter determinados resultados. Se esses não forem cumpridos, a escola fecha ou é mudado o seu corpo docente.

Segundo um estudo comparado entre as escolas com este tipo de contrato e as escolas públicas norte-americanas, as primeiras têm um bom desempenho, sobretudo os alunos pobres e hispânicos.

Walberg cita um outro estudo que revela que nos EUA, os professores do ensino público têm expectativas mais baixas do que os do ensino privado. Portanto, conclui, são muitos os dados que demonstram as mais valias das famílias poderem escolher a escola, dados que têm levado países como a Suécia, a Holanda, a República Checa ou o Chile a pôr em prática políticas de privatização na educação.

Os pais “têm tanto direito a tomar as decisões importantes sobre a educação dos filhos como o direito a dar-lhes um nome, morada e a escolher a pessoa que trata deles quando adoecem”, termina. "