quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

E depois das reuniões sobre os concursos...


Surgem os primeiros comentários dos sindicatos e as afirmações do sr. Casanova (o último parágrafo é "um pouco cómico"):






"Professores pedem justiça e bom senso
Sara R. Oliveira | Educare

Governo não deverá antecipar concurso previsto para 2013. Sindicatos consideram alguns pontos "inaceitáveis" no novo regime de concursos, como a obrigatoriedade de concorrer a três zonas pedagógicas.

O novo regime dos concursos de professores é o assunto do momento. As negociações começaram esta segunda-feira e o próximo encontro está marcado para 5 de março. A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) e a Federação Nacional da Educação (FNE) estiveram reunidas com o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, pediram esclarecimentos, tiraram dúvidas e insistiram para que o concurso geral previsto para 2013 seja antecipado e feito ainda este ano. As sugestões estão agora em cima da mesa.

A FENPROF já começou a trabalhar para esta quinta-feira ao final da tarde entregar um parecer ao Ministério da Educação e Ciência (MEC). Esta segunda-feira esclareceu as dúvidas que tinha para então começar a preparar um documento com os seus pontos de vista. A estrutura sindical teme que a revisão do atual regime de concursos traga mais desemprego, mais precariedade e maior instabilidade. E, por isso, defende a realização de um concurso interno e externo com vagas ainda este ano, que os concursos sejam feitos anualmente e que haja um regime de vinculação para os docentes contratados.

"Este regime de concursos está feito para justificar duas coisas: uma limpeza completa de contratados das escolas e criar um regime de mobilidade forçada dos professores numa área geográfica muito extensa", refere Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, ao EDUCARE.PT. A obrigatoriedade de todos os docentes terem de se candidatar a três zonas pedagógicas, ou seja, a três distritos, independentemente do concurso, é uma situação que lhe parece "absolutamente absurda e inaceitável". Um professor poderá ter de aceitar um horário de seis horas numa escola que fica a centenas de quilómetros de distância de casa. E o mesmo poderá acontecer a um professor que pretenda aproximar-se da sua residência através de concurso ou de destacamento.

"Um professor de Olhão que queira ir para Tavira poderá ir parar a Grândola ou Alcácer do Sal. Ou um professor contratado que fique com um horário de seis horas pode ficar a 300 quilómetros de distância, com um salário que nem sequer dá para alugar um apartamento", alerta o secretário-geral da FENPROF. É quase como "um totoloto". Um contratado tanto pode conseguir um horário de 21 horas ao pé de casa, como com um de seis a centenas de quilómetros da residência.

A FENPROF discorda também da existência de apenas um intervalo, de seis a 21 horas, para efeitos de contratação, bem como da integração na primeira prioridade do concurso de candidatos provenientes de estabelecimentos privados, afastando-se assim outros docentes que deram aulas em escolas públicas. Neste ponto, Mário Nogueira diz que não se trata de uma questão de discriminação, mas sim de entidade patronal. "É um frete que se faz aos colégios privados e não um favor que se faz aos professores", comenta.

O recurso a outros critérios para a seleção de docentes que não sejam a graduação profissional e a extinção da reserva de recrutamento antes de se esgotarem os candidatos que a integram também não convence uma das maiores organizações sindicais da classe docente no país. Mário Nogueira acrescenta que há "discriminação" nas regras dos concursos quando, no processo, se diferenciam os professores do continente e das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, que poderão estar impedidos de concorrer em pé de igualdade.

A FENPROF espera receber mais contributos de professores para elaborar o parecer. Ao MEC já deixou claro que, entre outros fatores, "as necessidades permanentes deverão ser satisfeitas por docentes do quadro (que o MEC designa de carreira) e as necessidades temporárias por docentes contratados". E também que "os docentes com habilitação própria deverá poder ser candidatos ao concurso, sendo ordenados em prioridade seguinte à dos docentes profissionalizados". A FENPROF não afasta a hipótese de recorrer a formas de luta caso a tutela não altere o que, na sua opinião, são os aspetos mais negativos do novo projeto.

Substituir e corrigir
A FNE considera que há justificação plena para se antecipar o concurso geral previsto para 2013 e apresenta vários argumentos, como o aumento do número de docentes contratados, em função das saídas de muitos docentes dos quadros, e haver milhares de professores que foram impedidos de concorrer no último concurso geral em 2006 - sendo assim ultrapassados nas suas preferências por candidatos com menor graduação profissional. Já em 2011, no Governo anterior, a estrutura tinha pedido essa antecipação e nas negociações desta segunda-feira voltou a insistir neste ponto, ou seja, que o concurso de 2013 seja realizado este ano. João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, pede "bom senso e justiça" na nova proposta que o MEC irá colocar em cima da mesa na próxima segunda-feira, 5 de março. "Há um conjunto de aspetos que precisam claramente de ser substituídos e corrigidos", adianta ao EDUCARE.PT.

A FNE defende que os docentes contratados que não puderem ser avaliados por não terem completado 180 dias de serviço devem poder contar com a nota da última avaliação para a graduação profissional. E não só. Na sua opinião, a contratação a nível de escola deve obedecer a critérios a definir em legislação, devendo a graduação profissional ter um peso relativo superior a 50 por cento em relação aos restantes critérios. A FNE também não concorda com a obrigatoriedade de concorrer a três zonas pedagógicas e considera que há "algumas injustiças", nomeadamente na "recolocação de forma simplista" dos professores das escolas privadas com contrato de associação com o Estado em detrimento dos docentes do setor público.

No final da reunião de segunda-feira, o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar sustentou que o concurso nacional de abertura de quadros se realiza de quatro em quatros anos e que, portanto, o próximo será feito em 2013. Até lá, e segundo o governante, a metodologia passa por perceber as necessidades do sistema grupo a grupo. E sublinhou que "em função da distância, os professores concorrerão ao horário que mais lhes convier: podem ter um horário mais reduzido perto de casa e um mais alargado a uma distância superior". João Casanova de Almeida garantiu ainda que nenhum professor será preterido, no escalão de primeira prioridade, por também estarem nesse patamar os docentes de estabelecimentos privados com contrato de associação. "Ninguém ultrapassa ninguém, a primeira prioridade contempla a maioria dos horários atribuídos", assegurou."

Abraço!

Sindicatos de professores voltam ao Ministério

Desta vez para "negociarem" o modelo de gestão escolar:

"Alterações ao modelo de gestão escolar levam hoje novamente os sindicatos ao Ministério da Educação, com a Fenprof a temer que sejam apenas ajustamentos subordinados aos interesses administrativos e financeiros impostos pela 'troika' para dispensar professores e funcionários.

Depois de uma primeira reunião em que a tutela apresentou os princípios orientadores para um novo regime jurídico de autonomia, administração e gestão das escolas públicas, os sindicatos esperam agora receber um documento que inclua já as sugestões que enviaram na semana passada.

O Governo anunciou um documento em que os directores perdem poderes e passam a ser avaliados por toda a comunidade escolar, mas esta questão está em segundo plano na análise dos sindicatos.

De acordo com o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), a proposta do Governo estava sobretudo direccionada para a criação automática de mais mega agrupamentos.

«Previa um mecanismo automático para constituir cada vez maiores agrupamentos. Cada vez que cessassem funções os órgãos de gestão que estão em funções – até ao final do próximo ano lectivo – seria designada uma comissão administrativa provisória para as escolas ou agrupamentos já existentes, no sentido de criar novas unidades orgânicas», disse Mário Nogueira à agência Lusa.

Para o líder da Fenprof, a prática implícita deixaria de ter em consideração a opinião das autarquias e das próprias escolas.

Mário Nogueira entende que um «ajuntamento cada vez maior de escolas» tem como objectivo «quase único» a dispensa de professores e outros funcionários: «O Orçamento do Estado para este ano prevê que com a criação de mega agrupamentos, deverão poupar-se 54 milhões de euros. Toda a dinâmica pedagógica é submetida aos interesses administrativos e financeiros».

Também contactado pela Lusa, o dirigente da Federação Nacional da Educação (FNE) insistiu em alterações justamente no sentido de reforçar o plano pedagógico, nomeadamente na composição do Conselho Geral.

«Pretendemos um equilíbrio na distribuição de responsabilidades e de funções dentro da escola, sem que haja um órgão que concentre um excessivo número de competências e que haja depois uma predominância daquilo que é a ordem pedagógica», afirmou Dias da Silva.

Segundo o secretário-geral da FNE, a escola deve ter um conselho pedagógico «autónomo, independente e com capacidade para, por si, tomar decisões».

«Consideramos que o conselho pedagógico deve ser constituído apenas por professores e que o seu presidente seja eleito de entre os membros» que o compõem, defendeu.

O documento divulgado pelo Governo prevê, entre outros pontos, que possam ser estabelecidas parcerias entre escolas públicas e privadas, de «forma temporária ou duradoura de cooperação e de articulação aos diferentes níveis», uma questão que a Fenprof quer também ver esclarecida."
Lusa/SOL

Abraço!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Comportamentos inadequados: a culpa é dos pais!

Não é novidade, mas fica mais "provado" quando fala um especialista...

"Crianças: mau comportamento é fruto da educação dada pelos pais desde o berço

 
As práticas educativas parentais desde o nascimento dos filhos são responsáveis, em noventa por cento dos casos, por comportamentos inadequados como o bullying e a indisciplina escolar, defende em livro o investigador e psicólogo Luís Maia, avança a agência Lusa.

“E Tudo começa no Berço”, é o título do livro a ser lançado esta segunda-feira, no qual o autor defende que é desde o nascimento da criança que se desenvolvem grande parte das suas características, positivas ou negativas.

“Perdoem-me pais, mas a culpa de muitos de nós não termos controlo sobre o comportamento dos nossos filhos, estou convencido, não é dos filhos, nem da sociedade: é nossa”, escreve o autor alertando para a necessidade de os pais estarem mais presentes na vida dos filhos.

Partindo de exemplos práticos, Luís Maia pretende demonstrar como a desresponsabilização dos membros familiares e educadores próximos das crianças e adolescentes apenas contribui para a acomodação a uma sociedade desumanizada.

Então haverá ou não uma relação entre o comportamento das crianças e a forma como são educadas desde bebés? Na opinião do psicólogo, baseada em 20 anos de prática clínica, essa relação é bem evidente e manifesta-se em 90 por cento dos casos.

“Na minha opinião cerca de 90% da responsabilidade do comportamento inadequado das crianças e adolescentes está sedeado nas práticas educativas nos primeiros dias e anos da criança”, disse em declarações à Lusa, adiantando que na maioria dos casos são os pais que precisam de ajuda para se reorientarem na educação dos seus filhos.

Luís Maia explica que nos milhares de casos que já atendeu, quando começa a investigar as causas dos comportamentos inadequados das crianças quer sejam de indisciplina escolar, de violência contra os pares ou de outras atitudes anti-sociais, na maioria das vezes os pais foram orientados percebendo que eram as suas práticas educativas que deveriam ser alteradas.

A má prática educativa, explicou, ocorre em todas classes socioeconómicas e mesmo em ambientes familiares normais quando por exemplo os pais se desautorizam em frente à criança, quando quebram rotinas ou quando delegam competências.

A sociedade, defende o autor em declarações à agência Lusa, desaprendeu a arte de educar os filhos e a comportarem-se em sociedade, delegando nas estruturas essa responsabilidade. Uma aposta que considera errada.

A educação desde o nascimento, diz, determina efectivamente o percurso de uma criança, porque "tudo começa no berço” à excepção de uma pequena minoria em que há de facto problemas no desenvolvimento ou distúrbios psicopatológicos.

O livro é baseado em vivências e casos reais, fruto da experiência do autor no acompanhamento de jovens e famílias.

Trata-se de um guia com informações dedicadas à boa aplicação da prática educativa, para pais, educadores, cuidadores, educadores de infância, professores dos mais variados níveis de ensino, psicopedagogos, psicólogos, técnicos de saúde mental, entre outros."
rcm pharma

Abraço!


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Concursos: negociações começam hoje

Todos(?) estamos contra esta proposta, não parece agradar a ninguém. 

O MEC lança vários pontos, alguns "a mais", para poder "negociar" e "esquecer" um ou outro pormenor, numa atitude de "abertura", fica-lhes bem. Acredito que se consigam alguns resultados, mas não sei em que aspetos... como contratado, sinto-me bastante lesado com as propostas, vai ser complicado manter-me na profissão. Como sou estúpido(?), tenho gosto no que faço e não quero mudar. Mas...


"Governo e sindicatos de professores iniciam hoje negociações sobre concursos



O Ministério da Educação começa hoje a negociar alterações ao sistema de recrutamento de professores com os sindicatos, que continuam a exigir a realização de um concurso nacional este ano.

Em cima da mesa vão estar as propostas das partes sobre o novo diploma de regulação dos concursos para selecção e recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário.

A proposta do Governo mereceu já críticas dos sindicatos, com o líder da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira, a defender que mais importante do que um novo regulamento é que haja um concurso este ano para compensar milhares de professores que faltam efectivamente no sistema.

O Governo enviou há pouco mais de uma semana aos sindicatos uma proposta de decreto-lei para um novo regulamento, mas para a FENPROF este tipo de legislação não é uma prioridade.

O Ministério pretende, com a nova proposta, acelerar a substituição de professores e gerir melhor os recursos humanos ao serviço das escolas.

Neste sentido, um professor contratado que tenha horário incompleto poderá preenchê-lo até 22 horas semanais se a escola em que dá aulas precisar, por falta de outro docente doente ou de baixa.

A Federação Nacional da Educação (FNE) considera que a proposta do Governo tem aspectos negativos para os professores contratados.

«As pessoas terem de concorrer a nível de três quadros de zona pedagógica, o facto de, para estar na primeira prioridade, terem de ter tido horário completo e anual em quatro dos últimos seis anos são duas situações particularmente graves. Não têm qualquer consideração por aquilo que é a realidade dos professores que temos no nosso país», disse à agência Lusa o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva.

Mário Nogueira sublinhou que o projecto de diploma praticamente extingue os professores contratados, não pela via da integração nos quadros, mas «pondo-os fora da profissão».

O líder da FENPROF continua a exigir a realização de um concurso este ano, condição sem a qual afirma nem valer a pena alterar o regime de concursos.

«Há omissões terríveis» na proposta do Governo, assinalou ainda, acrescentando que não inclui qualquer sistema de vinculação de professores.
Durante todo o dia, o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, vai reunir-se com as diversas organizações sindicais."
Lusa/SOL

Abraço!

Defesa pessoal para Professores

Seria uma formação bem importante para os professores, melhor do que algumas que se fazem neste momento.



"Empresa ensina professores a defenderem-se dos ataques físicos e verbais dos alunos"



Abraço!

50 Técnicas de Avaliação Formativa

Para quem estiver interessado:

"Dois professores da UTAD apresentam “50 Técnicas de Avaliação Formativa”

Dois professores do Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Helena Santos Silva e José Lopes, acabam de publicar o livro “50 Técnicas de Avaliação Formativa”, uma obra que responde às necessidades de um bom desempenho do professor na sua relação com os alunos.

Os efeitos da boa avaliação formativa sobre o rendimento escolar são poderosos e é, das estratégias utilizadas pelo professor, a que tem maior efeito no desempenho escolar dos alunos: pelo feedback que dá aos professores sobre a eficácia das aulas e das actividades desenvolvidas; pelo feedback que dá aos alunos sobre o grau em que a sua aprendizagem e o seu trabalho correspondem às expectativas e às metas; pelas revisões que inspira ao ensino e à aprendizagem. Este livro, que se destina a professores dos vários ramos de ensino e a alunos universitários nas áreas da educação, apresenta não só as 50 técnicas de avaliação formativa, mas também a fase do processo de ensino-aprendizagem em que devem ser utilizadas e os objectivos que permitem atingir. A sua descrição, o modo de funcionamento e as finalidades, entre outros aspectos, também são exploradas. Uma vez postas em prática podem ainda vir a descobrir-se outras finalidades da sua utilização para informar o ensino e a aprendizagem, incluindo formas de adaptá-las à utilização em todas as disciplinas.

Assinale-se que os dois docentes publicaram anteriormente, também em conjunto, e na mesma editora (Lidel), os livros “A Aprendizagem Cooperativa na Sala de Aula” e “O Professor Faz a Diferença”."

Abraço!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Acordo ortográfico: mais uma ajuda

É um guia para a nova ortografia, prático, bem construído, que pode ser consultado (e/ou descarregado) aqui.

Aos poucos lá se vai entranhando...

Podem ainda ver mais ligações relevantes aqui (compilação de várias ligações relacionadas com este assunto).

Abraço!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

CNE defende Formação Cívica

Com tantas vozes contra o fim da Formação Cívica, haverá coragem de prosseguir com a intenção?

"Revisão curricular deve garantir tempo próprio para Formação Cívica, defende CNE

O Conselho Nacional de Educação recomenda ao Governo que, no âmbito da revisão curricular para o ensino básico e secundário, assegure um tempo próprio de Formação Cívica.

A recomendação é feita num parecer sobre a “Proposta de Revisão da Estrutura Curricular para o Ensino Básico e Secundário” hoje aprovado em sessão plenária e elaborado a pedido do Ministério da Educação e Ciência.

Na proposta de revisão curricular apresentada em Dezembro pelo ministro da Educação, Nuno Crato, é defendida a concentração do horário nas disciplinas fundamentais ao conhecimento e o combate à dispersão curricular, que afecta sobretudo os alunos do 3.º Ciclo, apontando um aumento carga horária de História e Geografia nos 7.º e 9.º anos.

As medidas propostas pelo Ministério da Educação e Ciência reforçam as disciplinas nucleares e eliminam outras ofertas mais recentes, como a formação cívica, que tem sido alvo de muitas posições a favor da sua manutenção no currículo.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) defende agora, no parecer votado em plenário, que a Formação Cívica deve ter um tempo próprio “em complementaridade com a dimensão transdisciplinar da Educação para a Cidadania”.

No seu parecer, o CNE defende também que as alterações a introduzir no sistema educativo devem decorrer de um processo de monitorização e avaliação sistemática, de modo a garantir a sustentabilidade das mudanças, a melhoria do funcionamento das escolas e das aprendizagens dos alunos.

Assinalando a importância de uma educação para todos, o CNE defende também a clarificação de qual o contributo das novas propostas para que mais alunos aprendam e aprendam mais sustentando que “mais qualidade não pode significar menor equidade”.

O Conselho Nacional de Educação aconselha o MEC que as alterações a realizar sejam concebidas no quadro de uma reflexão participada sobre o que deve ser a escolaridade obrigatória de 12 anos, aprovada em 2009, e cujos efeitos começarão a fazer-se sentir no próximo ano.

Recomenda, também, uma maior coerência entre as mudanças no currículo, os manuais escolares utilizados, os conteúdos e práticas de ensino, a formação dos professores e a avaliação do desempenho do sistema.

Por outro lado, o CNE considera importante que, no currículo, se compatibilizem saberes e competências.

A proposta do MEC esteve em discussão pública até ao final de Janeiro tendo recebido 1.628 contributos. A versão final deverá ser apresentada em Março."

Abraço!

Protestos frente ao MEC

"O objectivo do protesto, frente às instalações do Ministério da Educação e Ciência (MEC) na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, é reforçar a denúncia dos problemas de precariedade e desemprego que se "abatem violentamente" sobre os docentes e investigadores, afirma a FENPROF."


Abraço!