quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Escolher o bem ou o mal compete a cada um…

"Escolher o bem ou o mal compete a cada um…
Sandra Porto Ferreira | Educare



E para isso precisamos, urgentemente, de pais conscientes que ensinem verdadeiros valores aos seus filhos. Que lhes digam que é nobre dizer a verdade, mesmo que isso não os credencie a receber algum prémio de compensação.


É bastante comum as pessoas justificarem os seus erros, invocando as suas precárias condições de vida.

Dizem que foi o desespero que as levou a tomar atitudes equivocadas ou que as circunstâncias negativas as fizeram agredir o seu semelhante ou as suas propriedades.

Filhos agridem pais porque não lhes deram o que pediram no momento exato...Irmãos que mentem, enganam para ter um "quinhão" maior em heranças, não se importando em que condições ficarão os demais irmãos...

Viktor Frankl, um judeu vienense, que foi prisioneiro dos alemães, durante a Segunda Guerra Mundial, escreveu: "Nós que vivemos em campos de concentração podemos lembrar dos homens que andavam pelos alojamentos confortando os outros, distribuindo os seus últimos pedaços de pão..." Talvez eles tenham sido poucos. Mas são prova suficiente de que tudo pode ser retirado e um homem. Menos uma coisa, a última das liberdades humanas - escolher que atitude tomar em quaisquer circunstâncias, escolher o seu próprio caminho.

Portanto, escolher o bem ou o mal compete a cada um. O que nos falta sim, é uma melhor educação. Mas aquela que tem a ver com a formação do carácter de cada um. E para isso precisamos, urgentemente, de pais conscientes que ensinem verdadeiros valores aos seus filhos. Que lhes digam que é nobre dizer a verdade, mesmo que isso não os credencie a receber algum prémio de compensação.

Pais que tenham coragem de falar aos seus filhos sobre os dias mais tristes das suas vidas. Que tenham a ousadia de contar sobre as suas dificuldades do passado e como as conseguiram ultrapassar. Pais que não desejem dar um mundo aos seus filhos, mas que queiram sim abrir-lhes o livro da vida. Pais presentes que desenvolvam nos seus filhos: a autoestima, a capacidade de trabalhar perdas e frustrações, filtrar estímulos stressantes, dialogar e ouvir.

Pais que tenham tempo, mesmo que o tempo seja curto, que se sentem para conversar com os seus filhos sobre tudo o que os rodeia, descobrindo-lhes desta forma o mundo íntimo. Pais que não se preocupem somente com festas, com roupas, aniversários e com produtos eletrónicos. Mas que também se preocupem em dialogar e refletir.

Pais que sabem que não devem atender a todos os desejos dos seus filhos, pois isso torná-los-á fracos e dependentes. Existem pais que dão algo que "todo o dinheiro do mundo não pode comprar": o seu amor, as suas experiências, as suas lágrimas e o seu tempo.

Um autêntico processo de educação em que o filho aprende que amar é o maior dos tesouros. E não haverá de se tornar infeliz somente porque não tem a roupa griffe, ou não conseguiu viajar ao exterior nas férias.

É bom sempre pensar num bom processo de educação."


Abraço!

Por cá faz-se bem!

Mais uma oportunidade para louvar o que por cá se faz! E bem!

"Alunos da Universidade de Aveiro criam primeira impressora 3D portuguesa 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Educação para o consumo

E porque não também no continente?


"Governo aposta em educação para o consumo

Esta é uma iniciativa promovida pelo Governo dos Açores, através da Direcção Regional da Juventude, com vista a que os jovens envolvidos neste projecto ganhem competências na área do consumo inteligente.

Foi apresentado o projecto “Educação para o Consumo”, na Escola Secundária Domingos Rebelo, em Ponta Delgada, uma iniciativa promovida pelo Governo dos Açores, através da Direcção Regional da Juventude, no âmbito da Educação para a Cidadania.

Este projecto-piloto visa esclarecer conceitos relacionados com o consumo, a utilização de bens e serviços, a publicidade e marketing e, ainda, o orçamento e endividamento, de forma a promover jovens consumidores socialmente responsáveis.

O director regional da Juventude pretende que, desta forma, os jovens envolvidos neste projecto ganhem competências na área do consumo inteligente, defendendo que o hiperconsumismo e o sobre-endividamento obrigam ao uso da “inteligência emocional no acto do consumo”, por parte do consumidor.

Neste sentido, a iniciativa “Educação para o Consumo”, numa primeira fase, irá abranger cerca de 400 alunos de dez escolas do ensino secundário e profissional da ilha de S. Miguel e será materializado na concretização de cinco sessões de esclarecimento a alunos que frequentem o 10º ano de escolaridade.

“Comprar no século XXI”, “Utilizadores de serviços”, “Publicidade e meios de comunicação”, “Jogos, brinquedos e outros” e “Consumidores informados” são os tópicos das sessões.

Entre Julho e Dezembro, na ilha Terceira, realiza-se a iniciativa “Educa-te com a Crise”, que será desenvolvida em parceria com aAJITER-Associação Juvenil da Ilha Terceira. Ambos estes dois projectos são apoiados por fundos comunitários, através do programam europeu Juventude em Acção.

Bruno Pacheco afirmou que o objectivo, a médio prazo, é alargar este projecto inicial “a outras escolas e tentar abranger o maior número de alunos possível, à semelhança do que já se faz com a Educação para o Empreendedorismo”."


Abraço!

Escola como "depósito" de filhos?

O sr. Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais (Confap), explica o seu problema: "Os pais que vão trabalhar nesse dia vão encontrar as escolas encerradas. Se não tiverem onde deixar os filhos, em familiares ou noutras soluções, têm de tirar um dia de férias para não faltar ao trabalho"



O problema é não ter onde deixar os filhos?


E não é costume as Escolas estarem fechadas no dia de Carnaval?



Por seu lado, "Adalmiro da Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), desdramatiza, e diz que a decisão do Governo "não vai ter influência nas escolas", até porque "já estava prevista uma interrupção lectiva". "As escolas vão estar abertas, com serviços mínimos, mas não vão servir refeições porque já não era suposto haver aulas nesse dia", acrescentou."
(Excertos retirados do Correio da Manhã)


Afinal qual é o problema???


Abraço!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Plano Tecnológico: "desenrasquem-se!"


"Plano Tecnológico. Estado gastou 14 milhões para prestar assistência que escolas não usam


Docentes consideram o centro de apoio tecnológico lento e burocrático e optam por sobrecarregar o seu horário de trabalho para gerir o parque informático das escolas




Mais de 900 escolas públicas têm tudo o que é tecnologia de ponta – um computador para cada dois alunos, quadros inte-ractivos em cada sala de aula, retroprojectores, banda larga e internet nas salas de aulas. Entre 2008 e 2010, o Estado gastou 400 milhões de euros com o Plano Tecnológico da Educação (PTE). Agora que 75% das escolas portuguesas estão apetrechadas com o equipamento mais avançado da Europa há um problema que se levanta: o anterior governo retirou o tempo lectivo às equipas de professores que faziam a gestão e a manutenção do parque informático. Resta saber quem vai desempenhar essa tarefa nos estabelecimentos do ensino secundário e ainda dos 2.o e 3.o ciclos.

A resposta até poderia ser simples. O governo de José Sócrates pensou nisso e criou o Centro de Apoio Tecnológico às Escolas (CATE), com uma dupla finalidade: assegurar a manutenção do parque informático nos estabelecimentos de ensino e ainda desembaraçar os professores dessa responsabilidade, para que pudessem centrar toda a atenção nas aulas e no ensino.

O projecto custou 14,6 milhões de euros e começou a funcionar este ano lectivo. Só que boa parte das escolas não usa o serviço por o considerar lento e burocrático. Boa parte das escolas tem de depender agora do voluntarismo dos professores para manter as máquinas a funcionar sem falhas nem anomalias. “O CATE para nós não existe. É pouco ágil, implica enviar e reenviar emails, aguardar a resposta e as escolas não podem dar-se ao luxo de esperar esse tempo, porque quase tudo está dependente da rede informática”, explica José Alberto Ramos, director da Secundária Gonçalves Zarco, em Matosinhos. José Nogueira, professor e coordenador do PTE no agrupamento Ibn Mucana, em Cascais, também não fica à espera que lhe resolvam os problemas. De cada vez que surgiu uma anomalia na rede informática ou num computador da escola sede do agrupamento, contactou o CATE. Enviou um email com o relatório da avaria e a informação seguiu o seu percurso interno até ser devolvido ao coordenador do PTE com a indicação de que tudo estaria resolvido. Só que a anomalia persistiu.

José Nogueira repetiu o processo e voltou a fracassar. Prometeram-lhe então assistência presencial, perante algumas condições – depois das 18 horas, quando a escola está fechada, e na presença de um dos professores que integram a equipa. “Ao fim de duas ou três experiências destas desisti de recorrer ao centro e somos nós que fazemos a intervenção quando é possível”, conta.

Recorrer aos professores da escola é a única solução, até porque – esclarece a directora do agrupamento, Teresa Lopes – a escola não se compadece com as “listas de espera” do CATE, pois todos os serviços dependem da rede informática: “Estas questões têm de ser tratadas com urgência e com eficácia, daí necessitarmos de assistência disponível no momento e no local.”

SERVIÇO DUPLICADO. Há escolas que continuam a manter contratos de manutenção com outras empresas, apesar de o CATE ter sido criado para suprir essa necessidade. É o caso dos agrupamentos da Apelação (Loures) ou de São Julião da Barra, em Oeiras. O modelo de gestão do parque informático é semelhante nas duas escolas-sede. As anomalias “mais complicadas” são resolvidas com recurso a uma empresa e a manutenção do equipamento é feita por professores com experiência na área: “O tempo lectivo que os docentes têm para essa tarefa é mínimo, logo é por voluntarismo que asseguram esse serviço”, conta Félix Bolaños, director das escolas da Apelação.

Na Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa, ou na Secundária Severim de Faria, em Évora, o esquema repete-se. Direcção e professores reorganizaram-se internamente para não terem de depender do CATE. Por enquanto a solução funciona, embora seja difícil perceber porque é que o Estado gastou 14 milhões de euros para criar um serviço que boa parte das escolas não usam e nem sequer cumprem o objectivo de aliviar a carga horária dos professores, que têm agora de trabalhar horas extra e não remuneradas para manter o PTE.

“É bonito ter as escolas com computadores, internet, videovigilância e outras tecnologias, mas, se não é possível assegurar a sua manutenção, seria preferível ter menos”, censura Carlos Percheiro, da Secundária Severim de Faria.

O director da escola de Évora está convencido de que o único caminho para garantir o bom funcionamento do parque informático escolar passa por a tutela pôr técnicos a trabalhar “três ou quatro horas semanais” em cada escola com flexibilidade para responder prontamente aos casos de emergência com que os estabelecimentos de ensino se deparam frequentemente: “Os professores não devem ser missionários. Não se pode despejar tudo em cima deles, esperando que resolvam tudo à custa do seu voluntarismo. Caso contrário, vamos estar muito mal a curto prazo.”
Jornal i

Abraço!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Um gasto desnecessário

Pagar para ver pornografia? Há tantos que o fariam de graça...

"Universidade paga 30 euros a alunos para ver pornografia"

A estudantada, sempre a cravar dinheiro aos velhotes, tem aqui um meio de subsistência.

Abraço!

Rádio fármaco produzido pela UC

É melhor do que os da concorrência espanhola e mais barato. É produzido pela Universidade de Coimbra.

Por cá há muita coisa que se faz bem feita!

"Medicamento para diagnóstico do cancro apresentado na Universidade de Coimbra

Este rádio fármaco já está a ser fornecido aos centros privados existentes em Lisboa e Porto. Poderá evitar o gasto anual de cinco milhões de euros na sua importação de Espanha.

A Universidade de Coimbra (UC) apresenta hoje um medicamento para o diagnóstico do cancro que poderá evitar o gasto anual de cinco milhões de euros na sua importação de Espanha.

O primeiro rádio fármaco produzido por uma universidade portuguesa chega também ao mercado a cerca de metade do custo atual.

O denominado FDG (Fluodesoxiglucose[18f]), usado nos exames PET (Tomografia por Emissão de Positrões) para o diagnóstico de doenças oncológicas, já está a ser fornecido pelo Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da UC aos centro privados existentes em Portugal, em Lisboa e Porto, e a expectativa é que as unidades públicas o venham a comprar também, em breve, logo que cessem os contratos de importação com Espanha.

Além de tornar desnecessário o recurso à importação, e de fazer baixar os custos para os serviços de saúde, "há ganhos de eficiência" porque a molécula "tem uma atividade que decai a partir de duas horas após a sua produção", na sua componente radioativa, o que pode obrigar a utilizar mais do que uma dose para conseguir o mesmo efeito, explicou à lusa o investigador Antero Abrunhosa.

A sessão de lançamento formal no mercado realiza-se hoje com a presença dos ministros da Saúde, Paulo Macedo, e da Educação e Ciência, Nuno Crato, acompanhados pelo secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró."
Expresso

Abraço!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Profissão de risco

Esta nossa vida de professor tem-se complicado de ano para ano. São os congelamentos, os cortes, o aumento do número de alunos por turma, a falta de condições para exercícios das nossas funções, o desinteresse dos alunos e das suas famílias na Educação, enfim, uma longa lista que nos deixa  a pensar por que motivo ainda não abandonamos a profissão.

Já nem se pode ir almoçar descansado, pois no regresso podemos ter uma "espera", talvez por termos apenas cumprido com as nossas tarefas...

Não conheço o caso a fundo, não sei quais foram os motivos da marcação da falta, não sei como agiu o colega, mas seria mesmo necessário um 3 contra 1, desequilibrado, cobarde?

Será que o colega vai ter a coragem de manter a queixa e levar a sua intenção até ao fim? Não o condeno se desistir, mas espero que não, que seja um exemplo.

Já que nos cortam de todos os lados, posso sugerir um subsídio de risco? Ou uma estatuto que nos reconheça como profissionais de desgaste rápido?


"Ministério Público investiga agressão a professor que expulsou aluna da sala

A agressão ao professor de matemática dos Carvalhos, por alegados familiares da aluna que expulsou de uma aula, vai ser investigada pelo Ministério Público de Vila Nova de Gaia.

A informação foi prestada nesta quinta-feira à Lusa pela Procuradoria Geral da República.

O docente de 63 anos já apresentara queixa por agressão na PSP e encontra-se com baixa psiquiátrica, depois de ter sido esmurrado e pontapeado, na terça-feira de tarde, frente à Escola Padre António Luís Moreira, nos Carvalhos, concelho de Gaia.

A aluna do 5º ano foi expulsa da sala ao fim da manhã, por o professor considerar que estava a perturbar a aula e a agressão ocorreu ao início da tarde quando o docente regressava ao estabelecimento após o intervalo para ao almoço.

Após a agressão, a aluna abandonou a escola numa viatura com os três homens que terão espancado o professor, segundo testemunhas.

O docente foi transportado para o Hospital de Gaia, onde foi tratado aos ferimentos que apresentava no rosto, e teve alta médica por volta das 18h do mesmo dia."

Abraço!

Verbas para a Compensação por caducidade de contrato

Acrescento à notícia de ontem uma parte de outra onde se leem mais uns esclarecimentos:

"A FENPROF já se comprometeu a apoiar todos docentes no pedido de extensão de efeitos do pagamento de "compensação por caducidade", lembrando que “as cinco sentenças já proferidas são apenas algumas das que os Sindicatos da FENPROF interpuseram e referem-se ainda ao ano letivo 2009/2010” e que, “se considerarmos as que, desse ano, aguardam decisão e ainda as muitas que já foram e continuam a ser interpostas relativamente ao direito vencido no ano escolar de 2010/2011, são já centenas os processos que aguardam sentença e que, provavelmente, destacarão ainda mais a ilegalidade em que tem incorrido a tutela, quer a equipa ministerial anterior, quer a atual”.


Há esperança, sustentada em decisões legais positivas. Mas há sempre as manobras possíveis dos que não querem pagar... 

E, se pagarem, podem sempre ir buscar dinheiro que iria ser mal gasto:

"O Ministério da Educação espera poupar 64,5 milhões de euros com a reavaliação dos projectos aprovados para as 69 escolas que a empresa pública Parque Escolar ainda tem em obras."

Abraço!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Compensação por caducidade de contrato

Alguns colegas levaram esta questão a tribunal e agora há a possibilidade de todos podermos mais simplesmente receber o que temos direito.

Eu pedi a compensação à minha Escola e até hoje não obtive resposta. Muitos colegas receberam-na, negativa, claro, apoiada num documento (será que tem validade) informativo que veio "lá de cima" com uma "bela" justificação para pouparem (roubarem) nestas situações.

Será que é desta que somos compensados?

"Ministério condenado a indemnizar professores sem contrato

Estado já perdeu cinco ações movidas por professores. Em consequência, poderá ter de indemnizar mais de 20 mil docentes .
Com a sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, agora divulgada, já são cinco as decisões a condenar o Ministério da Educação. E as sentenças não abrangem apenas professores no desemprego mas também docentes que voltaram a ser recrutados pelas escolas depois do final dos seus contratos, o que eleva o potencial de indemnizações, a rondar os mil euros por caso, de alguns milhares para mais de 20 mil.
Em declarações ao DN, o especialista em direito do trabalho Garcia Pereira defendeu que os factos apreciados são os mesmos, o que significa que a partir de agora bastará aos docentes em situação igual dirigirem--se à tutela para reclamar a compensação. Outros juristas admitem, no entanto, que os processos não serão idênticos, até por estarem em causa valores diferentes. No entanto, atendendo a que prosseguem nos tribunais dezenas de processos, parece cada vez mais inevitável o fim deste braço de ferro com uma vitória do lado dos precários."
DN

Abraço!