sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Verbas para a Compensação por caducidade de contrato

Acrescento à notícia de ontem uma parte de outra onde se leem mais uns esclarecimentos:

"A FENPROF já se comprometeu a apoiar todos docentes no pedido de extensão de efeitos do pagamento de "compensação por caducidade", lembrando que “as cinco sentenças já proferidas são apenas algumas das que os Sindicatos da FENPROF interpuseram e referem-se ainda ao ano letivo 2009/2010” e que, “se considerarmos as que, desse ano, aguardam decisão e ainda as muitas que já foram e continuam a ser interpostas relativamente ao direito vencido no ano escolar de 2010/2011, são já centenas os processos que aguardam sentença e que, provavelmente, destacarão ainda mais a ilegalidade em que tem incorrido a tutela, quer a equipa ministerial anterior, quer a atual”.


Há esperança, sustentada em decisões legais positivas. Mas há sempre as manobras possíveis dos que não querem pagar... 

E, se pagarem, podem sempre ir buscar dinheiro que iria ser mal gasto:

"O Ministério da Educação espera poupar 64,5 milhões de euros com a reavaliação dos projectos aprovados para as 69 escolas que a empresa pública Parque Escolar ainda tem em obras."

Abraço!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Compensação por caducidade de contrato

Alguns colegas levaram esta questão a tribunal e agora há a possibilidade de todos podermos mais simplesmente receber o que temos direito.

Eu pedi a compensação à minha Escola e até hoje não obtive resposta. Muitos colegas receberam-na, negativa, claro, apoiada num documento (será que tem validade) informativo que veio "lá de cima" com uma "bela" justificação para pouparem (roubarem) nestas situações.

Será que é desta que somos compensados?

"Ministério condenado a indemnizar professores sem contrato

Estado já perdeu cinco ações movidas por professores. Em consequência, poderá ter de indemnizar mais de 20 mil docentes .
Com a sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, agora divulgada, já são cinco as decisões a condenar o Ministério da Educação. E as sentenças não abrangem apenas professores no desemprego mas também docentes que voltaram a ser recrutados pelas escolas depois do final dos seus contratos, o que eleva o potencial de indemnizações, a rondar os mil euros por caso, de alguns milhares para mais de 20 mil.
Em declarações ao DN, o especialista em direito do trabalho Garcia Pereira defendeu que os factos apreciados são os mesmos, o que significa que a partir de agora bastará aos docentes em situação igual dirigirem--se à tutela para reclamar a compensação. Outros juristas admitem, no entanto, que os processos não serão idênticos, até por estarem em causa valores diferentes. No entanto, atendendo a que prosseguem nos tribunais dezenas de processos, parece cada vez mais inevitável o fim deste braço de ferro com uma vitória do lado dos precários."
DN

Abraço!

domingo, 29 de janeiro de 2012

A família supera os amigos

“Há uma convicção, mais ou menos generalizada, de que durante a adolescência o grupo de pares acaba por substituir um pouco a família. Mas o que estes dados acabam por mostrar é que isso não é exactamente assim. No que toca ao sentimento de bem-estar, a família continua a ter um papel mais importante do que o grupo”, contou à agência Lusa o coordenador do estudo, Francisco Peixoto."


As famílias de alguns alunos que conheço, que não acompanham os filhos nem querem saber muito deles, têm um papel mais importante que os amigos? Se também puseram esta questão, aqui fica mais um excerto:


“Os pares acabam por ocupar o espaço, quando a família deixa esse espaço vazio. Se a família cuidar dos filhos que tem continuará a ter esse papel importante, de o jovem se sentir bem com ele próprio”, alertou."


É claro. E pelo que vejo, infelizmente a família deixa muito espaço vazio... demitiram-se da função de pais, a Escola que os eduque e depois...


Podem ler tudo aqui.


Abraço!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Pressionar os filhos para terem boas notas não resulta

Isto do "mandar" ter boas notas e andar a "vigiar" os resultados dos testes pode não ter os resultados pretendidos. Até porque seria fácil de mais, era só servir de polícia e fazer o papel de pai mau e estava tudo resolvido.


O problema é que educar é muito mais do que isso. Saber o que se passa com os filhos, os interesses, as dificuldades, onde podemos ajudar, o que estamos dispostos a abdicar para os ajudar é bem mais difícil: mas os resultados são os melhores!


“O facto de os pais pressionarem para ter boas notas acaba por ter um efeito contraproducente, porque os resultados normalmente são piores do que quando os pais estão mais preocupados com o processo de ensino da aprendizagem”, disse à Lusa o coordenador do estudo do ISPA."


Abraço!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Emprego para docentes de Língua Portuguesa



É uma oferta de trabalho para desenvolvimento de projetos para a Escola Virtual, que podem consultar aqui.

Abraço!

Chumbar aumenta a auto-estima?

É claro que nem vou entrar por esta perspetiva, foi só um título "malicioso".



"...perante o insucesso escolar, os estudantes têm tendência a investir noutras áreas do auto-conceito para conseguir manter uma imagem positiva de si próprios. “Quando o auto-conceito académico é mais baixo, acabam por compensar isso com outras áreas como a das relações sociais, do desporto ou das relações interpessoais com o sexo oposto”, explicou o investigador."


Abraço!

CNE e Provedor de Justiça defendem a Formação Cívica







Abraço!

Concordo. Mas a questão não será outra?

Concordo que cobrem pela ocupação da sala!

Calma, antes de me "atirarem pedras" eu explico-me: a sala está a ser "alugada", a terapia da fala não é da responsabilidade da Escola nem do MEC, é paga pelos pais. Se pagam à terapeuta e usam um sala da escola... 

Agora a resposta ao título que dei a esta mensagem: a questão é outra porque antes deste "problema" existir, a aluna devia ter terapia da fala facultada pelo MEC, é uma aluna com necessidades educativas especiais que precisa desta terapia, como comprovam alegados relatórios médicos em posse da mãe. Se o MEC cumprisse com a parte dele não havia problema!


"Ministério averigua caso de escola que quer cobrar sala a pais de criança deficiente



O Ministério da Educação e Ciência (MEC) está a averiguar o caso de uma escola lisboeta que quer cobrar aos pais de uma criança com deficiência para esta poder ter sessões de terapia da fala na escola.

Em nota enviada à agência Lusa, o MEC explica que o assunto está a ser averiguado pela Direção Regional de Lisboa e Vale do Tejo.

Carla Alves, mãe de Joana, uma criança com trissomia 21 de nove anos, disse à agência Lusa que a filha "praticamente não consegue dizer o seu nome" e que precisa de terapia da fala "pelo menos duas vezes por semana", uma necessidade que está expressa no seu plano educativo especial.

Até agora, os pais têm pago a terapeuta da fala e têm podido usufruir de uma sala na escola Básica Integrada Vasco da Gama, no Parque das Nações, onde a filha tinha sessões de terapia.

Na semana passada, uma mensagem de correio eletrónico "sem assunto" informou os pais de que "a cedência desse espaço passará a ter o custo de 10 euros por hora, caso se mantenha o interesse, caso contrário deixará de ser permitida a entrada da terapeuta".

A diretora do Agrupamento de Escolas Eça de Queiroz, a que pertence a Vasco da Gama, Maria José Soares, disse à agência Lusa que "a terapia da fala é um cuidado de saúde, não é competência da escola".

Maria José Soares afirmou que se Joana tem "necessidade de cuidados de saúde que lhe melhorem o desempenho", os pais podem recorrer ao "aluguer de uma sala a um preço tabelado, mas com uma atenção especial".

A mãe de Joana garante que a filha precisa de terapia da fala para conseguir aprender e desenvolver as suas capacidades de comunicação, afirmando que os relatórios médicos que acompanham o seu processo assim o comprovam.

A diretora do agrupamento contrapõe que "é um problema pessoal de logística dos pais, a quem dá jeito deixar a criança na escola e que a terapeuta lá se desloque".

"Isto é o mesmo que eu precisar de uma costureira para me arranjar a roupa e pô-la a trabalhar aqui na escola", prosseguiu.

Maria José Soares afirmou que se trata de "uma escola pública com sobrelotação de salas" e negou que a escola tenha tomado esta atitude para "lesar uma criança".

Este caso recebeu já a condenação da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) que considerou uma ilegalidade e uma vergonha que uma escola cobre aos pais pelo aluguer de uma sala para a filha com Trissomia 21 ter terapia da fala assim como da Confederação de Associações de Pais (Confap).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Confap, Albino Almeida, afirmou que "é claramente uma ilegalidade que pode ter começado por ser uma ilegitimidade".

A situação já chegou à Assembleia da República, com o Bloco de Esquerda a questionar o Ministério da Educação sobre as "escolas que cobram pelo aluguer do espaço escolar para fins terapêuticos" e exigindo a sua intervenção para Joana poder continuar as sessões com a terapeuta."

Abraço!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Autonomia das Escolas

Já há muito tempo que se fala deste assunto e várias pistas foram sendo lançadas.

Agora começaram os passos mais concretos das negociações.

"Autonomia para quê?", pergunto eu e muitos colegas. Não no sentido de desacordar com esta forma de gestão, mas sim no sentido de "onde vai existir, até que ponto se aplica a todos os campos".

Contratação? Gestão de fundos?  Liberdade na escolha de currículos? Em que campos vamos ser brindados com esta autonomia?

Fico um pouco receoso e quero saber mais.

"Governo e sindicatos iniciam negociações para autonomia das escolas
O Governo iniciou hoje reuniões com os sindicatos de professores para alterar o modelo de gestão das escolas, no sentido de conferir mais liberdade aos estabelecimentos de ensino na escolha dos seus projectos pedagógicos.
“Hoje apresentámos um conjunto de princípios”, disse aos jornalistas o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, depois de se reunir com delegações da Federação Nacional da Educação (FNE) e da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), em Lisboa.

Segundo o governante, o objectivo é acautelar condições para as escolas terem “mais tempo para pensarem o seu projecto educativo”, ou seja, aquilo que as vai diferenciar.

“As escolas têm recursos diferentes, comunidades envolventes diferentes, alunos diferentes”, sustentou, defendendo que são necessárias respostas diferentes.

De acordo com o secretário de Estado, é necessário preparar um conjunto de procedimentos para que se possa “trilhar o caminho da autonomia”.

O primeiro passo, indicou, é a desburocratização para que a escola possa concentrar-se na função pedagógica.

O secretário de Estado avançou, a este respeito, que está feito o trabalho para as várias direções gerais deixarem de pedir às escolas individualmente o mesmo tipo de dados em vários momentos.

“Vai ser criada uma base de dados para que a recolha de dados ocorra de uma só vez, cabendo depois a cada direção geral ficar apenas na posse dos dados que precisa”, afirmou.

Depois de enumerados os princípios, o Governo vai agora fazer chegar aos parceiros negociais as propostas concretas, para alterar o diploma de administração das escolas, até 10 de Fevereiro.

As respostas dos sindicatos devem ser remetidas até 17 de Fevereiro e a 29 voltam a reunir-se para negociar as matérias em causa, entre elas um novo regime de avaliação para os directores das escolas.

O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, manifestou já concordância com os princípios da autonomia, mas considerou que prosseguir a política de agregação de escolas, com os chamados mega agrupamentos, “não bate certo” com o caminho para desburocratizar e democratizar a escola.

“Para se dar autonomia tem de se deixar as escolas fazerem escolhas, como por exemplo, que tipo de órgãos de gestão querem ter, se colegial ou unipessoal”, declarou.

Para Mário Nogueira, se a autonomia for através da contratualização de mais responsabilidades e menos recursos “não é autonomia nenhuma”.

João Dias da Silva, da FNE, sublinhou que para um verdadeiro exercício de autonomia as escolas precisam de recursos.

Destacou como positivo a garantia que terá sido dada pelo secretário de Estado de que, no âmbito da reorganização da rede escolar, não haverá agregação de escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), nem com ensino artístico ou profissional ou relacionadas com estabelecimentos prisionais.

“Parece-nos bem o respeito pela especificidade destas escolas”, referiu.

Em causa na próxima negociação está a revisão do decreto-lei 75/2008, relativo ao regime de autonomia, administração e gestão das escolas.

Abraço!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

170 vagas em Timor

São mais 90 colocações. Grão a grão...


"Timor-Leste: Número de professores portugueses vai duplicar este ano - Governo

Lisboa, 24 jan (Lusa) -- O número de professores portugueses em Timor-Leste vai duplicar a partir deste ano, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

Em nota enviada à agência Lusa, a diplomacia portuguesa indica que, em resultado de um novo protocolo, "Portugal duplicará o número de professores portugueses contratados, dos atuais 80 para aproximadamente 170".

Estes docentes "serão colocados em todos os 13 distritos do território timorense" e a cooperação portuguesa contribuirá ainda "para a formação de 7000 candidatos a professores timorenses, bem como de professores que lecionam atualmente nos níveis básico e secundário, num universo escolar que compreende 300 mil alunos", acrescenta o comunicado."
Sic/Lusa

Abraço!