quarta-feira, 23 de março de 2011

Rede escolar vai perder 170 agrupamentos de escolas em Setembro

Cada vez se sabe mais sobre esta razia. E se o governo muda?

"A meta do Ministério da Educação é reduzir de 1070 para 900 agrupamentos, mas boa parte dos directores diz que o processo parou.

A meta para cumprir até Setembro é ambiciosa. O Ministério da Educação já comunicou aos directores que pretende reduzir os cerca de 1070 agrupamentos escolares que estão a funcionar para cerca de 900 no próximo ano lectivo. Isto significa que após terminar a segunda fase do processo, que arrancou este ano lectivo, a rede escolar pública no território continental terá menos 170 agrupamentos. Saber quais são as escolas que podem vir a ser fundidas com outros estabelecimentos de ensino ou agrupamentos é por enquanto uma informação que não chegou a boa parte dos autarcas ou dos directores escolares. O processo, aliás, começou a ganhar forma em finais do ano passado, mas nas últimas semanas desacelerou e agora parece estar em banho-maria à espera que a tempestade política amaine.


Os directores de escolas ou dos agrupamentos de Lisboa, Coimbra, Gaia ou Viana do Castelo aguardam com impaciência as orientações das direcções regionais de educação e temem que os erros cometidos este ano lectivo se repitam mais uma vez, quando as direcções provisórias foram obrigadas a reorganizar as 84 novas unidades escolares entre Agosto e Setembro de 2010. Em Cascais, por exemplo, as reuniões com a Direcção de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT) ainda não ultrapassaram a "fase exploratória", conta o director de uma escola do concelho que prefere manter o anonimato. Isto apesar de a autarquia ter dado o primeiro passo e propor a criação de quatro novos agrupamentos, com uma média de 2 mil alunos em cada um, deixando de fora só duas escolas básicas.

Em Oeiras a ignorância é ainda maior. Segundo os directores ouvidos pelo i, os contactos com a DRELVT não acontecem desde Dezembro e a câmara municipal até já suspendeu as reuniões com as escolas e os agrupamentos, até que surja um sinal da Direcção Regional de Lisboa de que o processo é mesmo para avançar. Oeiras, aliás, é um dos concelhos que escaparam ilesos à primeira fase dos reagrupamentos. Tudo porque - contam os directores - o presidente da câmara, Isaltino Morais, pediu à tutela para ficar fora do processo, uma vez que o prazo era curto. O pedido foi atendido, mas ficou o aviso de que no próximo ano lectivo o município já não seria uma excepção. Até à data, a comunidade escolar desconhece o destino da rede escolar do seu concelho. Em Sintra, o processo estará igualmente parado. A única informação que chegou aos directores das escolas é que há pelo menos sete agrupamentos verticais que terão de ser "reorganizados e reagrupados" em Setembro. Este concelho é contudo um caso especial, esclarece António Castel-Branco, director do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro: "A rede escolar de Sintra está sobrelotada e ainda se encontra por concluir a construção e ampliação de várias escolas básicas e ainda de uma secundária." Assim, o reagrupamento só poderá avançar após a conclusão do parque escolar.

Sesimbra, Loures, Lisboa, Coimbra, Gaia ou Viana do Castelo são outros concelhos onde os directores estão ainda à espera de novidades. Em Loures as reuniões entre autarquia e escolas foram interrompidas em Janeiro, dado o "silêncio da DREL", e em Sesimbra a "câmara e a comunidade escolar estão contra esta medida, logo ninguém ousa fazer perguntas, esperando que este silêncio signifique que ficámos de fora deste processo", confidencia outro director.

Em Coimbra a curiosidade foi maior e um grupo de directores dirigiu-se em finais de Janeiro à Direcção Regional de Educação do Centro para saber se o processo avançava. No entanto, a única resposta que obtiveram foi que nada havia a informar e que seriam contactados assim que se justificasse: "E não soubemos mais nada", conta Rosário Gama, da Secundária Infanta D. Maria. Adalmiro Fonseca, dirigente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, está convencido de que o "silêncio da tutela é só um sintoma de que não pode comprometer-se perante o actual contexto político". "
 
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Abraço!

terça-feira, 22 de março de 2011

Fenprof promete voltar a encher a Avenida da Liberdade no dia 2 de Abril


Nós e todos os interessados - são muitos!

Podem ser bem mais proveitosas do que greves...

"O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, prometeu hoje voltar a encher a avenida da Liberdade, no dia 2 de Abril, com uma grande marcha pela Educação em que participarão pais, alunos e trabalhadores não docentes.

A garantia foi dada hoje por Mário Nogueira, segundo o qual estão já completos vários autocarros para transportar docentes de todo o país até Lisboa. O líder da Fenprof falava à porta do Ministério da Educação, onde hoje teve início um ciclo de protestos sobre a situação dos professores e os cortes financeiros no sector.

“É preciso, é urgente uma política diferente” e “Queremos a aposentação muito antes do caixão” foram algumas das palavras de ordem entoadas na avenida 5 de Outubro, onde se encontra o gabinete da ministra da Educação, Isabel Alçada.

No estacionamento frente ao edifício foi edificado um castelo de cartas, com a imagem de outros ministros do Governo socialista, nomeadamente do Trabalho, Helena André, da Cultura, Gabriela Canavilhas, da Economia, Vieira da Silva e da Administração Interna, Rui Pereira.

O primeiro-ministro, José Sócrates, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, foram igualmente visados na encenação e nas rábulas teatrais que decorreram hoje de manhã.

De acordo com Mário Nogueira, trata-se do lançamento de um ciclo de iniciativas que pretendem transformar a 5 de Outubro num “manifestódromo”, em preparação da Grande Marcha pela Educação, a realizar no próximo dia 2 e para qual a Fenprof espera milhares de pessoas. Mário Nogueira frisou que este ano foram já eliminados cinco mil professores do sistema educativo, antevendo o despedimento de mais 30 mil a 40 mil no próximo ano lectivo, que se inicia em Setembro, devido às medidas de contenção da despesa do Estado.

Em vez de cortar nos professores, o Governo devia cortar na administração educativa, defendeu o dirigente sindical, criticando o PEC IV (actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento), que prevê uma poupança de 450 milhões de euros na Educação em 2012 e 2013, dos quais 300 no próximo ano. Os dirigentes e delegados sindicais hoje reunidos à porta do Ministério da Educação aprovaram uma moção em que dizem não poder continuar a ser alvo da “fúria economicista” do Governo.

Para a Fenprof, o PEC IV é a continuação dos anteriores do Orçamento do Estado, que deveria resolver os problemas do défice ao longo do ano. Porém, ainda não passaram três meses e já são anunciadas mais “medidas draconianas”, como a poupança de 450 milhões de euros em dois anos com o reordenamento da rede escolar, ou seja, “nos encerramentos de escolas” e na criação de “mega-agrupamentos”, frisou Mário Nogueira. “É bom que se diga que, na maior parte dos casos, esse dinheiro corresponde a empregos, a professores necessários para dar as respostas que têm de dar”, sublinhou.

O dirigente da Fenprof lembrou também as medidas que afectam muitos outros portugueses, como o corte nos salários, nas reformas, nas aposentações, o agravamento dos impostos e a dificuldade de acesso à saúde. “Eu acho que o que estão fazer é tentar destruir a esperança dos portugueses no futuro, mas nós estamos cá para defender esse futuro”, prometeu."




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Abraço!

Quando é para ajudar os portugueses ajudam!

É bem verdade que nestas coisas de ajudar os mais necessitados o povo abre a porta e o necessitado "senta-se à mesa com a gente", o "dar e ficar contente" que a cantiga indica é real.

E na escola ensina-se solidariedade. E quem pode e quer contribui:



Abraço!

O livro morreu, longa vida ao livro

José Couto Nogueira, no Jornal i, escreve sobre a morte do livro em papel e na modernização do seu formato: digital!

Como já referi anteriormente, o folhear tem algo que não passa para uma máquina, mas os tempos mudam... adaptamo-nos ou ficamos para trás?

Por enquanto não sou adepto, mas quando só forem publicados assim....

"Vai continuar a haver escritores e leitores, o que vai mudar é apenas o tipo de suporte em que as palavras estão gravadas. O digital é mais barato que o papel e mais fácil de armazenar


MacLuhan esteve certo durante muitos anos, "o meio era a mensagem". Mas a evolução vertiginosa da tecnologia só poderia ser prevista por um génio da ficção científica (Bradbury, por exemplo), não por um cientista, por genial que fosse. A televisão mudou a nossa maneira de nos entretermos - na protecção da casa, no conforto do sofá, a ver o mundo passar ao vivo e a cores, em tempo real. Os computadores mudaram a nossa maneira de trabalhar, os telemóveis o modo de comunicar. É o progresso, e o progresso, tal como a religião e a morte, é incontornável. Tudo o que já fora imaginado pelos artistas da literatura, até da banda-desenhada.

Por falar em meio e em progresso, os livros em papel vão ser substituídos pelos livros digitais!

Escrevo isto e estou a sentir o arrepio assustado e irritado do leitor. Os livros são insubstituíveis, dirá. Há um valor no livro que não se pode perder, ou cai a civilização. Por um lado, representa o conhecimento, a cultura, a informação e, em última análise, a liberdade de pensamento. Os regimes totalitários proíbem--nos ou censuram-nos. As sociedades livres deixam publicar todos e mais alguns, mesmo aqueles que as criticam. Por outro lado, é um lindo objecto. Folheá-lo, sentir o cheiro do papel impresso; coleccioná-lo, encher as paredes de cor e sabedoria; dá-lo transmite o conhecimento. Ao simbolizar a sociedade da cultura democratizada, o livro tem um valor moral insubstituível.

Com certeza. Mas o que conta no livro é o que lá está dentro, o texto. Como o que conta no CD é a música. Antigamente ouvia-se música tocada ao vivo em instrumentos. Os instrumentos e os músicos não desapareceram, mas, graças à gravação, a música chega a mais pessoas, mais barata. Agora até o CD está a desaparecer, substituído por coisas tão intangíveis como o dowload e a cloud. Graças a essa mudança de meio, a música é acessível a toda a gente, em todas as situações - a andar, a fazer ginástica.

A mudança do livro do papel para o digital é idêntica. Continua a ser escrito por um autor, lido pelo leitor. Mas torna-se mais acessível. Um leitor digital tipo Kindle ou iPad, ou mesmo um smartphone, permite ter 10 mil livros no espaço de um, com menos peso. Também deixa que se receba um livro no meio do campo num país distante. Mesmo que o ditador de serviço não queira. E não se estraga papel, ou seja, árvores, esse bem em extinção.

Mesmo agora, sem que nos apercebamos, a comunicação social já é mais transmitida digitalmente que em papel. O i, por exemplo, tem mais de 3 milhões de leitores mensais. O Sapo, que agrega tudo, informação, opinião e minudências, tem 30. Isto para não falar na televisão, também ela electrónica.

Depois também há a questão dos custos. Pelo que gasta a imprimir o jornal em papel, o "New York Times" podia oferecer quatro Kindles por ano aos seus leitores digitais. Para o leitor, o livro digital sai mais barato - mas o escritor, o editor e o distribuidor continuam a receber.

O genial MacLuhan, se fosse vivo, poderia acrescentar que o meio não muda a mensagem. Claro, os livros em papel vão continuar a existir. Lindos, impressionantes. Como os pianos de cauda. Quer levar quantos nas próximas férias?"

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Abraço!

"Manifestódromo" à porta da ministra Isabel Alçada

Mais uma (quatro) manifestação de desagrado.

"Contra a política educativa do Governo, a Fenprof inicia, esta manhã, um ciclo de protestos junto ao Ministério da Educação.




O maior sindicato de professores agendou quatro acções, para quatro dias diferentes sobre a situação profissional dos docentes, a rede escolar, a avaliação de desempenho e os horários de trabalho. Uma iniciativa a que a Fenprof dá o nome de “manifestódromo”.

Estão marcados para hoje e quinta-feira e para 29 e 31 de Março, sempre entre as 11h00 e as 15h00.

"No local e em cada um dos dias será feita a divulgação de dados, colocados painéis que ilustrarão as situações relatadas e suas consequências e, sobre alguns dos temas, desenvolvidas rábulas alusivas às situações em causa", afirma Federação Nacional dos Professores em comunicado.

Sobre a situação sócio-profissional da classe, será abordada a "crescente" precariedade, a suspensão dos concursos e o congelamento da carreira, enquanto sobre a rede escolar serão focados os problemas registados na sequência do encerramento de escolas e da criação de "mega-agrupamentos".

A avaliação de desempenho dos docentes será naturalmente outro dos temas, nomeadamente o seu carácter "injusto, burocrático e gerador de problemas e conflitos", sendo o último protesto, no dia 31, dedicado aos horários de trabalho "absurdos" dos professores."
Rádio Renascença

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Abraço!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Por cá não se aprende nada com as ilhas?


Os insulares são diferentes? Simplificam...


"Madeira quer retirar burocracias da avaliação de professores



O secretário regional da Educação assegurou hoje que o processo de avaliação de professores será, na Região, menos burocrático do que no espaço nacional. Francisco Fernandes falava aos jornalistas à margem de um seminário promovido pelo Sindicato Democrático dos Professores da Madeira (SDPM) e pela Federação Nacional da Educação (FNE) sob o lema "Educação, uma realidade em mudança -As alterações curriculares e as novas profissões na Educação".
Concluído o processo da avalaiação transitória de professores, o próximo passo é assentar sobre os critérios da avaliação definitiva. "Queremos retirar, na medida do possível, tudo aquilo que tem sido a razão de crítica nacional que é o execesso de burocracia, de papéis, de impressos", disse.
Na próxima quarta-feira, começa uma nova ronda negocial entre o Governo Regional e os sete sindicatos para adaptação do Estatuto da Carreira Docente (ECD) à Região, incluindo a avaliação de professores. Para Francisco Fernandes, a proposta do Executivo regional não tem grandes pontos de discórdia e só não vai mais longe por motivos de mobilidade nacional de professores.
"Os professores sabem que a existência de uma carreira única em termos nacionais deixa pouco margem de alteração", disse.
Ainda não há prazo para a conclusão do processo negocial mas Francisco Fernandes admite que não se alongue.
A 2 de Abril há uma manifestação nacional de professores e Francisco Fernandes asegurou que não há razões para que os docentes insulares se associem a esse "descontentamento". 
"O que tem vindo a ser feito na Região tem assentado sempre numa perpectiva de diálogo com as organizxações sindicais", justifcou. E aguarda que esse clima de "trabalho e de diálogo" prevaleça em atenção pelos alunos e pelas famílias.
Por seu turno, o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva congratulou-se com o facto de haver "diálogo e negociação", na Região, ao contrário da posição intransigente do Ministério da Educação (ME).
No continente "há um modelo de avaliação de desempenho em que os professores se afogam em papéis inúteis, que não trazem nada de positivo para a melhoria da sua qualidade de relação com os alunos", disse.
Para Dias da Silva, a avaliação implementada pelo ME transforma os professores em "apontadores de obra". Perde-se em papéis e afasta-se do "essencial" que é o trabalho com os alunos. Espera que, este ano, na alteração do actual modelo de avaliação de desempenho que entrará em vigor a 1 de Setembro, o ME seja mais sensível às propostas dos professores.
Dias da Silva criticou ainda o ME por, este ano, não abrir o concurso extraordinário para recolocação de professores. Uma promessa feita no ano passado que não irá acontecer, comprometendo a vinculação de mais professores aos quadros das escolas."
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Abraço!

Seis alunos por ano vão para a escola com armas de fogo

Mesmo que não as disparem, intimidam, conseguem algo com elas... É preocupante!

"Seis alunos por ano vão para a escola com armas de fogo

De Marco Lopes da Silva (LUSA)

Uma média de seis casos de alunos que levam para a escola armas de fogo são registados anualmente, um número "mínimo" tendo em conta o universo de estudantes, mas "preocupante", segundo o Gabinete Coordenador de Segurança Escolar (GCSE).

"Todos os anos letivos acontecem meia dúzia de casos de crianças que pegam em armas... uma espingarda, uma pistola e levam para dentro da escola", afirmou a diretora do GCSE, Paula Peneda, em entrevista à agência Lusa."

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Abraço!

Eleições vão congelar fusões de escola, avisam pais e directores

Tem lógica. No fundo ficamos "suspensos" até se decidir a situação política...

"Faz sentido o Ministério da Educação dar a conhecer o mapa dos novos agrupamentos de escolas quando é cada vez maior a probabilidade deste processo ficar congelado perante a perspectiva de eleições antecipadas? Este é o dilema das confederações de pais ou das associações de directores de escola que nos próximos dias vão ter reuniões com tutela para conhecer as propostas de fusão. "Uma vez que esta é uma das medidas determinantes para cumprir o mais recente programa de estabilidade e crescimento e, dado que o seu chumbo implicaria queda do governo, a reorganização da rede pública escolar ficaria imediatamente congelada", avisa Albino Almeida, da Confap - Confederação Nacional das Associações de Pais.


A não ser que seja intenção das autarquias ou das direcções de escola prosseguir por conta própria, os novos agrupamentos terão de esperar por um novo governo para avançarem. Apesar de tanto as câmaras municipais como as escolas poderem propor a fusão, Manuel Pereira, dirigente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, não acredita que sejam os directores a tomar iniciativa: "A maioria dos meus colegas não está feliz com esta nova vaga de reagrupamentos por considerar uma medida pedagogicamente desastrosa, logo ficarão satisfeitos se o processo for suspenso."

Esta não é a única encruzilhada que os directores têm pela frente. A preparação do arranque do ano lectivo deveria começar agora, mas as escolas ainda não sabem se a revisão curricular do ensino básico avança - como quer o governo - ou fica sem efeito depois de a oposição travar no parlamento a intensão da tutela em acabar com a Área de Projecto ou em reduzir os docentes da disciplina de Educação Visual e Tecnológica. "A oposição suspendeu estas medidas, mas esqueceu-se de de aprovar um orçamento suplementar que permita às escolas contratar professores e assegurar estas disciplinas nos moldes actuais", diz Albino Almeida.

De um lado, as direcções têm carta branca para fazer tudo como dantes, mas por outro, sem a "validação do Ministério das Finanças" ficam impossibilitados de tomar essa iniciativa: "O orçamento da Educação não prevê verbas para as escolas fazerem contratação e enquanto não existir uma aprovação da Assembleia da República nesse sentido, a suspensão decretada pela oposição não terá qualquer efeito", remata o dirigente da Confap."

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Abraço!

domingo, 20 de março de 2011

Fenprof agenda quatro protestos à porta do Ministério para as próximas duas semanas

Já não temos o mesmo peso que tínhamos há uns anos atrás, deixamo-nos corromper pelo "deixa andar"?

Manifestações são uns pequenos arranhões no poder, não basta...


"A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai realizar nas próximas semanas, à porta do Ministério da Educação, quatro "acções de denúncia e protesto" sobre a situação profissional dos docentes, rede escolar, avaliação de desempenho e horários de trabalho.

Em comunicado, a estrutura sindical indica que estas são as "dimensões" do "grande problema" que hoje se vive no sector da Educação.

Os protestos, que o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, já apelidou de "manifestódromo", estão marcados para terça e quinta-feira da próxima semana e 29 e 31 de Março, sempre entre as 11h00 e as 15h00.

"No local e em cada um dos dias será feita a divulgação de dados, colocados painéis que ilustrarão as situações relatadas e suas consequências e, sobre alguns dos temas, desenvolvidas rábulas alusivas às situações em causa", afirma a Fenprof, em comunicado.

Sobre a situação sócio-profissional da classe, será abordada a "crescente" precariedade, a suspensão dos concursos e o congelamento da carreira, enquanto sobre a rede escolar serão focados os problemas registados na sequência do encerramento de escolas e da criação de "mega-agrupamentos".

A avaliação de desempenho dos docentes será naturalmente outro dos temas, nomeadamente o seu carácter "injusto, burocrático e gerador de problemas e conflitos", sendo o último protesto, no dia 31, dedicado aos horários de trabalho "absurdos" dos professores."

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Abraço!

Professores escolhidos para corrigir exames recusam assinar acordo com o ministério

Já estamos habituados a documentos pouco claros vindos lá de cima, é pena.

Se não é claro é melhor não assinar...

"Dezenas de professores escolhidos pelo Ministério da Educação (ME) para corrigir os exames nacionais do ensino secundário recusaram-se ontem a assinar um acordo que os vincula a esta função por quatro anos. Esta é uma das novas regras estipuladas pelo ME num despacho de Dezembro passado que alterou as condições de selecção e exercício de funções daqueles docentes

O acordo elaborado pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), o organismo do ME responsável pelos exames, foi ontem apresentado aos professores que foram convocados para a primeira leva de acções de formação, a decorrer até hoje. Segundo testemunhos recolhidos pelo PÚBLICO, em várias turmas de docentes a recusa em assinar o acordo foi unânime.

Os professores afirmam que este "não é claro" quanto às consequências da vinculação por quatro anos a uma bolsa de professores classificadores, que passou agora a ser gerida pelo Gave. Alegam, por exemplo, que não está claro se este poderá comprometer a mobilidade dos docentes que tencionem mudar de região neste período ou se os classificadores poderão ser chamados a corrigir exames em zonas longe das suas escolas de origem ou onde e que tipo de acções de formação irão ter nos próximos anos. Segundo o despacho de Dezembro, estas acções são obrigatórias em cada um dos anos de vigência do acordo.

"Não me candidatei a esta função. Enviaram-me um e-mail do Gave a comunicar que fora seleccionada e que tinha de frequentar acções de formação, já com a data e o local marcados. Não vou assinar um acordo por um tempo tão longo", disse uma das seleccionadas, que pediu o anonimato. Muitos dos professores que recusaram assinar o acordo comunicaram que não só continuam disponíveis para continuar a corrigir exames, como o desejam fazer. "Não é por causa do Gave, mas sim pelos alunos, que não podem ser prejudicados", frisou outra docente.

O PÚBLICO questionou o ME sobre os termos do acordo proposto e a recusa de muitos docentes em assiná-lo. Numa nota à comunicação social, enviada à noite, o ME não faz qualquer referência à questão. Mas afirma que "as sessões de formação já realizadas decorreram de acordo com o previsto, com a participação activa e interessada dos formandos que nelas participaram".



Erro no acordo

Os nomes dos professores classificadores - que pela primeira vez não serão remunerados pela correcção das provas - foram enviados ao Gave pelos directores das escolas, que se limitaram para o efeito a fazer uma listagem dos docentes que cumpriam os requisitos exigidos pelo despacho de Dezembro. O critério principal é o de que "tenham exercido a função de professor classificador em, pelo menos, três dos últimos cinco anos e estejam a leccionar a disciplina" das provas que vão corrigir. Foram seleccionados cerca de seis mil.

A meio da semana receberam a proposta de acordo que os vincula por quatro anos. Mas ontem os formadores apresentaram-lhes outro contrato, uma vez que a primeira versão continha um erro. O acordo é estabelecido entre um primeiro outorgante, que é o Gave, e um segundo, que é o docente. Na última cláusula podia ler-se que aquele contrato "caduca sempre que ao primeiro outorgante seja atribuída a classificação de insuficiente no programa de formação". Ora, quem está a ser avaliado nas acções são os professores classificadores e não o Gave.

Estas sessões estão a cargo dos professores que nos anos anteriores foram supervisores dos que corrigiam exames. Ontem, os formandos passaram o dia a corrigir os mesmos exames que corrigiram em Julho passado e com os mesmos critérios de classificação. "Sentimo-nos insultados", comentou uma das seleccionadas."

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Abraço!