segunda-feira, 4 de abril de 2011

Portas a favor da avaliação dos professores e alunos

Também eu, sr. Dr. Portas, também nós!

O complicado é arranjar um modelo que sirva para todos e gere consenso. E é aí que discordo(amos?) consigo: “Há outros modelos de avaliação dos professores que estão em vigor que foram consensualizados, que não geram conflitos e que permitem uma avaliação objectiva, justa e exigente dos docentes” - não estou bem a ver a qual se refere.

Eu já tentei lançar a discussão/sugestão mas sou "pequeno" - o que consegui foi nada ou quase nada. Mas uma discussão séria a nível geral pode trazer "fumo branco"...

E rever o currículo, cargas horárias, o papel real da escola...
Uma nptícia do Público:

"O líder do CDS-PP disse hoje em Mafra que é a favor da avaliação das escolas, incluindo a dos professores e dos alunos, para introduzir mais exigência no sistema educativo.

“Sou totalmente a favor de uma avaliação justa, objectiva, exigente quer da escola, quer dos alunos, quer dos manuais, quer dos currículos, quer dos professores”, afirmou aos jornalistas Paulo Portas.

“Há outros modelos de avaliação dos professores que estão em vigor que foram consensualizados, que não geram conflitos e que permitem uma avaliação objectiva, justa e exigente dos docentes”, sublinhou.

O líder do CDS-PP falava à entrada para uma conferência onde ia falar aos alunos da escola secundária José Saramago, de Mafra, sobre “A Europa, os jovens e o Futuro e a Educação”.

A oposição parlamentar aprovou a revogação do actual sistema de avaliação de desempenho dos professores com os votos favoráveis de PSD, PCP, BE, PEV e CDS-PP e contra da bancada do PS e do deputado social-democrata Pacheco Pereira.

Em matéria de educação, Paulo Portas mostrou-se a favor de uma revisão curricular, que privilegie o português e a matemática, bem como a redução do número de disciplinas.

"Eu não sou a favor de horários demasiado carregados nem de aulas demasiado longas, porque perde-se eficácia e atenção”, disse, acrescentando logo de seguia que é “a favor que certas áreas que ocupam tempo nos currículos, como a Área Projecto, dêem lugar a um maior investimento no português e na matemática porque são as disciplinas em que os jovens têm maiores dificuldades”."

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Abraço!

Skype lança serviço específico para professores

Não podemos virar costas à tecnologia sob o risco de ficarmos "ultrapassados".

Se é evidente a marca em todos os domínios, não pode faltar também na Educação. Se é para trazer melhoria, que venha! E nós temos que aprender a lidar com tudo isto! Sábios sempre a aprender...


Um artigo do SOL:


"A Skype lançou um novo serviço dedicado ao sector da Educação, que permite aos professores partilharem as suas experiências e projectos com outras escolas através da tecnologia


O serviço Skype in the Classroom (Skype na sala de aula, traduzido para português), foi disponibilizado em versão beta no final do ano passado, mas só agora começou a ser divulgado pela empresa.

Este novo serviço baseia-se numa lógica de rede social onde os docentes podem criar perfis e partilhar interesses e ideias de projectos com outros professores.

O objectivo da empresa é promover a utilização da tecnologia em actividades conjuntas, organizadas em estabelecimentos de ensino de diferentes países, ou para partilhar recursos entre professores sobre as matérias que ensinam.

De acordo com a Skype, desde que foi lançado no passado mês de Dezembro, o Skype in the Classroom já conta com mais de 4.600 professores inscritos e 39 projectos."

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Abraço!

domingo, 3 de abril de 2011

Educar para os ecrãs

""A educação para os media serve para melhorar a nossa condição de cidadãos." A ideia é tão consensual entre especialistas e investigadores que merece as aspas. Como se fosse uma citação coletiva. Foi repetida vezes sem conta durante o primeiro congresso nacional de "Literacia, Media e Cidadania", que decorreu em Braga."

É um extracto de um artigo algo longo (por isso não o exponho por completo) no educare sobre os media/tecnologias, com o título "Educar para os ecrãs" (clicar para ler).

O que aprendemos frente ao ecrã, a qualidade dos conteúdos, a quem se dirigem... Leiam, nem que seja na diagonal.

Abraço!

Discussão entre alunos, facadas, perseguição - Outra versão

Encaminho-vos para outra versão desta história, deixada num comentário à mensagem original. Não conheço a fonte, mas senti que devia transmitir esta versão dos acontecimentos (que não posso confirmar ou desmentir):

"Tudo o que está a ser contado e mentira.Tudo começou a escola como esta escrito mas o Zé não levou nenhum grupo!Já cá fora o "Angolano" emporrou-o e disse:Então já não queres andar ao "fight" comigo?E o Zé nem respondeu.Então o angolano emporra-o e o Zé da-lhe uns cinco socos na cara.Então o angolano pega na navalha e esfaqueia-o sete vezes.Cinco na perna, uma na cabeça e uma no dedo.depois o angolano tenta fugir e um grupo de rapazes desconhecidos apanha-o e da-lhe um encherte de porrada."

E esta é a mensagem original:

Começou dentro da escola e acabou fora.

É mais uma notícia de violência, reflexo da situação social/económica/educacional (ou do que lhe quiserem chamar). A escola pouco pode fazer. Ou melhor, até pode fazer muito, mas se o que faz se não tiver continuidade na família e na comunidade...

"Não sejas violento! Mostro-te que não sou violento, mostro-te que isso pode ter consequências, mostro-te que não é um comportamento certo!" - Sai da escola e entra noutro mundo: os pais agridem-se, os colegas batem e roubam, a comunidade funciona com regras diferentes, os actos reprováveis não são repreendidos..." É remar contra a maré! E temos que lidar com eles todos os dias...


É uma notícia do Correio da Manhã:

"Um jogo de futebol acabou, ontem à tarde, com um aluno de 15 anos esfaqueado na cabeça, junto ao portão da Escola Preparatória Conceição e Silva, na Cova da Piedade, Almada.

‘Zé’ e ‘Angolano’, como são conhecidos pelos colegas, envolveram-se numa forte discussão durante um jogo de futebol. Como estavam dentro da escola, combinaram defrontar-se após as aulas, já na parte exterior do estabelecimento. Os dois jovens, ambos com 15 anos, trocaram insultos e daí às agressões físicas foi um ápice.

Apesar de o confronto ser apenas entre os dois, ‘Zé’ fez-se acompanhar por um grupo de amigos e desferiu um murro e um estalo ao ‘Angolano’. "Como estava em menor número, sacou da faca e atingiu o ‘Zé’ na cabeça, num braço e num joelho", contou um amigo da vítima.

"Quando eu cheguei disseram--me que o ‘Angolano’ estava a fugir e fomos atrás dele. Obrigamo-lo a entregar-se à PSP, que já estava a caminho", conta.

Enquanto ‘Zé’ foi levado para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, porque estava a perder muito sangue, ‘Angolano’ ficou sob a custódia de elementos da Escola Segura da PSP. O estado do jovem esfaqueado é considerado estável.

Como o agressor é menor de idade, será o Tribunal de Família e Menores a encarregar-se do caso."

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Abraço!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Assaltos e agressões a estudantes

Será que os assaltantes estudaram o panorama actual no Ensino Superior e constataram que quem é estudante é rico, logo é um "bom" assalto? É que este nível de Ensino está cada vez mais é limitado a quem tem um ´bom suporte financeiro...

Deixando a sátira de lado, é grave. Infelizmente toca-nos a todos..

"Estudantes de Viseu queixam-se de crimes violentos


A Associação Académica de Viseu está preocupada com a onda de assaltos e ameaças aos estudantes, em especial na Zona Histórica da cidade. Alertada a PSP e o Governo Civil, já houve uma reunião, onde foram prometidas medidas excepcionais."




Abraço!

Plataforma da Educação adia marcha de sábado para a próxima legislatura

Acredito que a adesão não fosse grande, pelo que é bem jogado adiá-la.

E, quem sabe, até pode nem ser necessária... (que optimismo, nem parece meu quando se trata de decisões emanadas pelo ministério da educação...)

"A Plataforma da Educação, que tinha convocado para sábado uma marcha em defesa da qualidade do ensino e das condições de trabalho nas escolas, decidiu hoje «transferir a iniciativa para o próximo Governo».


O destinatário deste protesto é o próximo Governo e a marcha será o «cartão de visita» para o Executivo que sair das eleições legislativas de 5 de Junho, afirmou o porta-voz da Plataforma e secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira.

A Plataforma é constituída por várias organizações representativas da comunidade educativa, nomeadamente de professores, inspectores, trabalhadores não docentes, psicólogos, estudantes e encarregados de educação.

A alteração, anunciada em conferência de imprensa pelas entidades promotoras da marcha, foi justificada com as recentes alterações na cena política nacional, nomeadamente o chumbo do PEC 4, a queda do Governo e a dissolução da Assembleia da República."
TSF
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Abraço!

A ADD do ano passado continua relevante para o concurso dos contratados

É o que afirma a FENPROF. E mais:

"Esclarecimentos aos Professores, ao PM, ao Grupo Parlamentar do PS e à Ministra


ESCLARECIMENTO AOS PROFESSORES E EDUCADORES

A suspensão da avaliação de desempenho, tal como foi concretizada pela Assembleia da República, não cria qualquer problema de carreira ou contratação aos docentes, pelo contrário, retira dos seus ombros uma carga inútil de burocracia, de problemas, de conflitos. Assim, relativamente a algumas dúvidas que têm surgido, esclarece-se que:

•Para efeitos de concursos de contratação, este ano, é considerada a avaliação do ano anterior;

•Para contagem do tempo de serviço relativo ao biénio 2009/2011 e avaliação, este ano, dos docentes contratados, o procedimento avaliativo a adoptar será o que foi estabelecido para a “apreciação intercalar” que vigorou até 31/12/2010 para quem progrediu na carreira;


•Para outras situações que, eventualmente, necessitem de ser esclarecidas, já não competirá ao governo demissionário fazê-lo, mas ao seguinte com quem será negociado um modelo diferente e as normas de transição entre modelos;


•Logo que a Lei aprovada na Assembleia da República seja publicada, fica revogado o Decreto Regulamentar 2/2010, de 23 de Junho, não havendo lugar a quaisquer procedimentos avaliativos nele previstos. Os procedimentos já realizados deverão constar do “documento de auto-avaliação, não sujeito a regra formal” a apresentar pelo docente, dando cumprimento ao disposto no artigo 3.º da Lei aprovada pela Assembleia da República.



ESCLARECIMENTO AO SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO

Em declaração que fez no domingo, 27 de Março, o Primeiro-Ministro, José Sócrates, afirmou que seria preciso explicar aos professores que tiveram Excelente e Muito Bom por que tinha sido suspensa a avaliação do desempenho. Ora, a avaliação de desempenho suspensa foi a do ciclo em curso e não a do ciclo anterior, que já terminou e cujas menções já foram atribuídas.

Relativamente àqueles professores, bem como em relação a todos os que obtiveram a menção de Bom, quem deve uma explicação aos professores é o Senhor Primeiro-Ministro, José Sócrates, e o seu governo. Deve ser explicado a todos os professores por que é que, tendo sido avaliados com Bom ou menção superior, estão impedidos de progredir desde Janeiro, viram as suas carreiras congeladas, não lhes está a ser contado o tempo de serviço em 2011 e foi imposto um roubo mensal ao seu salário.

Os Professores e Educadores, Senhor Primeiro-Ministro, aguardam as suas explicações e um pedido de desculpas!



ESCLARECIMENTO AO GRUPO PARLAMENTAR DO PS

Fez correr o grupo parlamentar do PS que não teria eficácia a suspensão da avaliação, pois as duas leis a aprovar pelo Parlamento não teriam tempo de regressar ao plenário, dada a previsível dissolução da Assembleia da República para muito breve. Felizmente, feito o alerta, foi possível ultrapassar o problema, com a aprovação global e final de uma só lei, que resultou da fusão dos dois projectos apresentados.

Mais difícil se torna o pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade, que o grupo parlamentar do PS pretenderia requerer, precisamente devido à previsível dissolução da AR antes da publicação da Lei aprovada.

Poderia, no entanto, o grupo parlamentar do PS aproveitar os dias que antecedem a dissolução da Assembleia da República para requerer a fiscalização sucessiva e abstracta da constitucionalidade de outras medidas, tais como a redução do salário ou o congelamento das carreiras. Mereceria, decerto, o reconhecimento dos professores!



ESCLARECIMENTO À SENHORA MINISTRA DA EDUCAÇÃO

O regime de avaliação de desempenho agora suspenso nunca mereceu o acordo das organizações sindicais. Integrou um acordo sobre carreiras, mas constituiu matéria de que, como consta da acta da reunião realizada, a FENPROF discordou, declarando que tudo faria para a alterar. Foi, por isso, difícil a decisão sobre a assinatura de tal acordo. No entanto, a eliminação da divisão da carreira e a progressão de milhares de docentes que, há anos, não o conseguiam, a par do compromisso de realização de concurso nacional em 2011, contribuíram para que o acordo se fizesse.

Foi o governo, como a Senhora Ministra reconheceu em reunião com a FENPROF, que não cumpriu o acordo, nem honrou o compromisso. Rompeu o acordo quando impôs o congelamento das progressões, impediu milhares de docentes de progredirem em 2011, aumentou um ano o tempo de permanência nos escalões e reduziu unilateralmente o valor das remunerações; desrespeitou o compromisso quando anunciou não realizar o concurso!

Só por falta de seriedade política poderá ser alegado o acordo para justificar a não suspensão do actual regime de avaliação!

Lisboa, 29 de Março de 2011
O Secretariado Nacional da FENPROF"

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Abraço!

Isto é sátira ou apoio?

Deixo-vos com palavras "diferentes" (não me ocorre outro adjectivo) sobre a ADD, numa mensagem de José Quaresma, no blogue Falta de Castigo (Expresso).

Interpretem como quiserem, são bem discutíveis estas palavras. Não sei se rio com a sátira ou me desiludo com a falta de informação (ódio?), ainda não percebi a intenção do autor. Mas eu sou das "ginásticas"... Como diria uma nossa colega: "Não é melhor ser outro a fazer a acta? É que o colega é de Educação Física..."


"Uma coligação de deputados muito afins, do PSD, CDS, BE e PCP, pôs fim por ora, na Assembleia da República, à avaliação dos professores. O PS votou contra. De Lurdes para Alçada, o PS já tinha cedido muito. Nos dias que correm, depois de muito voto a favor, tem de estar no contra. Nesta legislatura, o PS evoluiu de um posição de favor para o contrário. Contrariedades.


Os professores andavam sossegados. E não estavam a ser avaliados. A não ser os infelizes migrantes dos contratos a prazo. Agora rejubilaram. A avaliação, que estava contratualizada e aquietada entre ministério e sindicatos, até ao fim de 2011, passou para a desordem do dia. Graças a esta amorável sintonia ideológica que transforma inimigos fidagais em amigos do peito.

A deliberação de chumbar a avaliação, de duvidosa constitucionalidade, colheu o beneplácito, sempre isento e razoável, dos sindicatos que nunca estão acorrentados a nenhum partido do arco parlamentar. Nem mesmo a Fenprof de Nogueira que, com aquele bigode de estalinho, há-de ter saudades, daqui a 20 ou 30 anos, do tempo em que dava aulas. O sindicalista não esqueceu a matéria. Pelo menos, a matéria salarial dos docentes que não consegue impedir que vá mirrando.

É preciso compreender que os professores não precisam de avaliação. E nem a apreciam. Fogem dela, se puderem, como o diabo da cruz.

A missão de um docente é avaliar. Não é ser avaliado. É mais estimulante classificar uma chusma de alunos do que sujeitar-se ao olhinho impiedoso de um colega, autoritário e ressabiado, que devassa o espaço da turma em aulas assistidas.

Um relatoriozinho, muito auto-encomiástico, em que o docente afirme que não é o melhor do mundo, mas anda lá perto, é mais do que suficiente. Até é excessivo para avaliar as verdadeiras competências. Para não subir numa carreira, que nem o aquecimento global descongela, não era preciso mais.

E, se o docente for de uma área científica pouco dada a humanidades, e tiver dificuldades na ortografia, então que mal faz pedir uma ajudazinha profissional a uma colega - que só não é o Alves Redol do século XXI porque o neo-realismo caiu em desuso - para lhe fazer a prosa escorreita do inventário das pujantes actividades que desenvolveu durante o ano lectivo?

Os deputados muito afins, nesta votação, prestaram um bom serviço. Acabar com a avaliação dos professores é um imperativo moral e cívico. A democracia precisa deste elevado sentido de consciência social. Se ninguém, em parte alguma do país é avaliado, por que carga de água os professores deveriam sê-lo? Não somos todos iguais?

Imaginem se, durante uma normal legislatura de quatro anos, fosse possível avaliar, com consequências impiedosas, a produção dos deputados? Sim, aqueles que, na sua esmagadora maioria, ninguém sabe o que fazem para além de assentirem ao primeiro sinal do chefe da bancada. Seria uma maçada, um incómodo, um transtorno democrático.

Avaliação dos docentes para quê? Acabe-se de vez com ela. É preciso sentido de oportunidade. E o PSD, o CDS, o BE e o PCP, tiveram-no. Vozes ao alto, vozes ao alto, unidos como os dedos da mão, Jerónimo, Louçã, Portas e Passos, deram bom exemplo à grei. Regressa a esperança. Portugal tem futuro. Não é preciso ter Spínola na garganta para o entender.

Que a próxima legislatura não seja como esta, uma sorte de coito interrompido. O interrompido é um bom método. Mas não é seguro.

Os professores só têm de agradecer a harmonia duradoura entre os partidos, da extrema-esquerda à direita, a pretexto da rejeição do peque quatro. É certo que o PS ia embalado no peque muito. E Deus castiga.

Os docentes são uma força. Andam sobreavaliados. Basta. É que, nestas eleições antecipadas, mais de uma centena e meia de milhar de votos podem acudir, a alguns acólitos anónimos parlamentares, para manterem morno o coiro dos assentos da Assembleia, na próxima legislatura.

Em tempo de crise, há que apadrinhar uma ocupaçãozinha de jeito a quem dela precisa. A vida está difícil. O rating anda a ratar, e muito, na vida dos portugueses. E o Parlamento é, cada vez mais, um refúgio de segurança, probidade, coerência, vida airosa."

Uma excelente sugestão

Que bela ideia. E nem estamos a mentir, é mesmo assim!

As 22 horas que todos invejam mas que todos desconhecem (não querem conhecer) esgotam-se na sala de aula. E o resto? "Corrigir uns testes, preencher umas papeladas? O que querem eles? É difícil? Boa vida a de Professor... ganham tanto e fazem tão pouco!"

E depois vem aquela história do tal professor - que todos nós conhecemos, todos tivemos um destes - que não fazia nada, que se sentava e deixava os alunos destruírem tudo, que copiava os testes das fichas de trabalho do livro... sabem do que estou a falar.

É como quando falamos do funcionário público e nos vem à cabeça a sra. sentada atrás do balcão a ignorar-nos - estando nós já com mais de 2 horas de espera no corpo - nas finanças. No fundo é a "generalização" a que todos somos sujeitos.

Mas podemos sair da função pública e reconhecemos incompetentes em todos os campos profissionais. Há maus engenheiros, enfermeiros, mecânicos, operadores de call center, etc e tal...

Mas já me desviei do assunto inicial. A tal boa ideia está no blogue do Arlindo. Ao preenchermos os Censos devemos ter muita atenção ao preencher o campo do tempo que dispendemos para o trabalho. E 35 horas, o nosso verdadeiro horário, não chegam. Por isso preencham o máximo, "45 ou mais".

Abraço!

E vale a pena ser professor?

Mais uma opinião de João Ruivo no Educare.

Dei alguns destaques:

"O novo milénio atribui aos professores funções e competências indispensáveis ao desenvolvimento da sociedade do conhecimento. O futuro tem que ser construído com os professores e as suas organizações. Nunca contra, ou apesar deles.


Claro que vale. E muito! Ser professor é a mais nobre dádiva à humanidade e o maior contributo para o progresso dos povos e das nações. E, como ninguém nasce professor, é necessário aprender-se a ser. Leva muitos anos de estudo, trabalho, sacrifício, altruísmo e até dor.

Um professor tem que aprender o que ensina, o modo de ensinar e tudo (mesmo tudo) sobre os alunos que vão ser sujeitos à sua atividade profissional. Mas não se iludam: depois de tudo isso um professor nunca está formado. Tem que aprender sempre. Um professor carrega para toda a vida o fardo de ter que ser aluno de si próprio. De se cuidar, de estar sempre atento, ter os pés bem postos no presente e os olhos bem focados no futuro.

Ser professor obriga a não ter geração. Professor tem que saber lidar com todas elas, as que o acompanham durante quatro décadas de carreira. É pai, mãe e espírito santo. E, para o Estado, ainda é um funcionário que, zelosamente, se obriga a cumprir todas as regras da coisa pública.

Por tudo isso, professor é obra permanentemente inacabada. É contentor onde cabe sempre mais alguma coisa. O professor é um intelectual, mas também é um artesão; é um teórico, mas que tem que viver na e com a prática; é um sábio, mas que tem de aprender todos os dias; é um cientista que tem que traduzir a sua experimentação para mil linguagens; é um aprendente que ensina; é um fazedor dos seres e dos saberes; mas é também um homem, ou uma mulher, como todos nós, frágil, expectante e sujeito às mais vulgares vulnerabilidades.

O professor contenta-se com pouco: alimenta a sua autoestima com o sucesso dos outros (os que ensina), e tanto basta para que isso se revele como a fórmula mágica que traduz a medida certa da sua satisfação pessoal e profissional. Por isso é altruísta e, face ao poder, muitas vezes ingénuo e péssimo negociador.

O professor vive quase todo o tempo da sua carreira em estádios profissionais de enorme maturidade e de mestria. São estádios em que a maioria dos docentes se sentem profissionalmente muito seguros, em que trabalham com entusiasmo, com serenidade e com maturidade, e em que, num grande esforço de investimento pessoal, se auto conduzem ao impulsionar da renovação da escola e à diversificação das suas práticas letivas.

Infelizmente, de onde devia partir o apoio, o incentivo e o reconhecimento social, temos visto aplicar medidas políticas, e expressar pensamentos, através de palavras e de obras, que menorizam os professores, que os denigrem junto da opinião pública, no que constitui o maior ataque à escola e aos professores perpetrado nas últimas três décadas do Portugal democrático.

Um ataque teimoso, persistente, vitimador e injustificado que tem levado o grande corpo da classe docente a fases profissionais negativas, de desânimo, de desencanto, de desinvestimento, de contestação, de estagnação, e de conformismo, o que pressagia a mais duradoira e a mais grave conjuntura profissional de erosão, mal-estar e de desprofissionalização.

Se não for possível colocar um fim rápido a estas políticas de agressão profissional, oxalá uma década seja suficiente para repor toda uma classe nos trilhos do envolvimento, do empenhamento e do ânimo, que pressagiem o regresso ao bem estar e à busca do desenvolvimento pessoal.

Importante, agora, será a persistência na ilusão. Os professores são uma classe única e insubstituível. A sociedade já não sabe, nem pode, viver sem eles. O Estado democrático soçobraria sem a escola. O novo milénio atribui aos professores funções e competências indispensáveis ao desenvolvimento da sociedade do conhecimento. O futuro tem que ser construído com os professores e as suas organizações. Nunca contra, ou apesar deles.

Ser professor é, portanto, tudo isto e muito mais. É uma bênção, é um forte orgulho e uma honra incomensurável. Quem é professor ama o que faz e não quer ser outra coisa. Mesmo se, conjuntural e extemporaneamente, diz o contrário. Fá-lo por raiva e revolta contra os poderes que, infamemente, o distraem da sua missão principal e, injustamente, o tentam julgar na praça pública, com cobardia e sempre com grave falta ao rigor e à verdade.

Como diria a minha colega Alen, ao longo da história mais recente a sociedade já precisou que os professores fossem heróis para que assegurassem o ensino nos momentos mais difíceis e nas condições mais adversas; já necessitou que fossem apóstolos para que aceitassem ganhar pouco; que fossem santos para que nunca faltassem, mesmo quando doentes; que se revelassem sensíveis, para que garantissem as funções assistenciais e se substituíssem à família e ao Estado; e que, simultaneamente, se mantivessem abertos e flexíveis para aceitarem todas as novas políticas e novas propostas governamentais. Mesmos as mais ilógicas e infundadas.

Porém, agora é bom que os mantenhamos lúcidos para que possam ultrapassar com sucesso este desafio, esta dura prova a que todos os dias se têm visto sujeitos e para que possam ver ficar pelo caminho as políticas e os políticos que os quiseram humilhar."

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Abraço!