Li no Público e achei relevante transcrever esta parte:
"Restituição é legal
Vieira de Andrade, professor catedrático da Universidade de Coimbra e especialista em Direito Administrativo, disse ser "pacífico que os funcionários do Estado estão obrigados a restituir as verbas que tenham recebido indevidamente", ainda que não tenham responsabilidade na situação. À semelhança de Veiga e Moura, advogado especialista na mesma área, sublinha, contudo, que para que tal se verifique tem de ser provado que o pagamento foi ilegal."
Mas certifiquem-se, antes de restituir, que têm mesmo que o fazer. Os sindicatos já tinham sugerido que se contactasse primeiro o apoio jurídico que disponibilizam antes de agirem.
Abraço!
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Educação Financeira
Leram no Educare?
Transcrevo aqui algumas partes:
"Professores e alunos das escolas do 1.º ao 3.º ciclo do Ensino Básico vão ter um novo instrumento de trabalho a partir deste mês: guiões pedagógicos para dinamização de actividades sobre educação financeira."
"A secretária-geral da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) disse à agência Lusa que o documento está "praticamente concluído", tendo o Ministério da Educação, entidade parceira no projecto, assumido o compromisso de ajudar à divulgação dos guiões a partir de Novembro."
""Há um interesse crescente por parte das escolas e dos professores em leccionar estas matérias, até pela conjuntura económica recessiva que estamos a viver. É importante percebermos como podemos ter uma relação mais equilibrada e positiva com o dinheiro", afirmou Susana Albuquerque."
"Os guiões destinam-se aos docentes, que "devem ser os agentes da mudança em relação ao aumento da literacia financeira", mas contam com um conjunto de actividades que podem ser dinamizadas directamente pelos alunos."
""Consistem no desenvolvimento de competências como gerir um orçamento, gastar, poupar, investir, desenvolver o espírito de iniciativa, aprender a falar sobre dinheiro, saber fazer as perguntas certas no banco, por exemplo, através de actividades experimentais", explicou."
"A educação financeira é uma das matérias que podem ser abordadas durante o ano lectivo na Educação para a Cidadania, não sendo, no entanto, obrigatória."
"Susana Albuquerque defende que a educação financeira deveria ser uma disciplina autónoma, mas tendo em conta o tempo que demoraria uma reforma curricular, a ASFAC decidiu avançar com o que estava ao seu alcance."
""A área financeira é tão especializada e tão complexa que todos precisamos de formação. Ouvimos todos os dias falar de conceitos financeiros que não são necessariamente óbvios para toda a gente. A isto há a acrescentar que a nossa relação com o dinheiro é muito mais emocional do que racional", defendeu."
"A ASFAC vai no próximo ano formar formadores de educação financeira e em Março realiza a I Conferência Nacional de Educação Financeira, dirigida a professores."
Creio que faz muito sentido. Mas agora aguardo que não sejam só "boas intenções" que ficam pelo caminho.
Até sugiro uma disciplina neste âmbito, e até um pouco mais alragado, para substituir a Área de Projecto ou o Estudo Acompanhado.
Abraço!
Transcrevo aqui algumas partes:
"Professores e alunos das escolas do 1.º ao 3.º ciclo do Ensino Básico vão ter um novo instrumento de trabalho a partir deste mês: guiões pedagógicos para dinamização de actividades sobre educação financeira."
"A secretária-geral da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) disse à agência Lusa que o documento está "praticamente concluído", tendo o Ministério da Educação, entidade parceira no projecto, assumido o compromisso de ajudar à divulgação dos guiões a partir de Novembro."
""Há um interesse crescente por parte das escolas e dos professores em leccionar estas matérias, até pela conjuntura económica recessiva que estamos a viver. É importante percebermos como podemos ter uma relação mais equilibrada e positiva com o dinheiro", afirmou Susana Albuquerque."
"Os guiões destinam-se aos docentes, que "devem ser os agentes da mudança em relação ao aumento da literacia financeira", mas contam com um conjunto de actividades que podem ser dinamizadas directamente pelos alunos."
""Consistem no desenvolvimento de competências como gerir um orçamento, gastar, poupar, investir, desenvolver o espírito de iniciativa, aprender a falar sobre dinheiro, saber fazer as perguntas certas no banco, por exemplo, através de actividades experimentais", explicou."
"A educação financeira é uma das matérias que podem ser abordadas durante o ano lectivo na Educação para a Cidadania, não sendo, no entanto, obrigatória."
"Susana Albuquerque defende que a educação financeira deveria ser uma disciplina autónoma, mas tendo em conta o tempo que demoraria uma reforma curricular, a ASFAC decidiu avançar com o que estava ao seu alcance."
""A área financeira é tão especializada e tão complexa que todos precisamos de formação. Ouvimos todos os dias falar de conceitos financeiros que não são necessariamente óbvios para toda a gente. A isto há a acrescentar que a nossa relação com o dinheiro é muito mais emocional do que racional", defendeu."
"A ASFAC vai no próximo ano formar formadores de educação financeira e em Março realiza a I Conferência Nacional de Educação Financeira, dirigida a professores."
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Creio que faz muito sentido. Mas agora aguardo que não sejam só "boas intenções" que ficam pelo caminho.
Até sugiro uma disciplina neste âmbito, e até um pouco mais alragado, para substituir a Área de Projecto ou o Estudo Acompanhado.
Abraço!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Bullying
Voltou hoje às notícias o bullying, como por exemplo no jornal Público - "Bullying pode dar prisão se o agressor tiver mais de 16 anos"
No entanto também li, e confirmei uma ideia que tinha, que afinal o bullying não é um fenómeno usual nas escolas portuguesas. Agora calma: antes que me chamem louco, eu passo a explicar.
"Há algumas crianças instáveis e até agressivas, mas um bully é uma criança que assume uma ação agressiva para com o seu par de forma continuada, que continuadamente persegue o par, o colega, e que o agride verbalmente, psicologicamente e até fisicamente. O que concluímos é que isso não acontece continuamente"
Na definição de bullying podemos ler: "Conjunto de maus-tratos, ameaças, coações ou outros atos de intimidação física ou psicológica exercido de forma continuada sobre uma pessoa considerada mais fraca ou mais vulnerável."
Agressão continuada e sempre sobre o mesmo. Assim concordo, pelo que vejo, que não é o bullying que acontece mais frequentemente na escola. Vejo violência, reflexo do que também se passa fora dela...
É mais um termo do inglês que nos parece "chic", "cool" e usamos sem saber bem o que define.
Abraço!
No entanto também li, e confirmei uma ideia que tinha, que afinal o bullying não é um fenómeno usual nas escolas portuguesas. Agora calma: antes que me chamem louco, eu passo a explicar.
Na definição de bullying podemos ler: "Conjunto de maus-tratos, ameaças, coações ou outros atos de intimidação física ou psicológica exercido de forma continuada sobre uma pessoa considerada mais fraca ou mais vulnerável."
Agressão continuada e sempre sobre o mesmo. Assim concordo, pelo que vejo, que não é o bullying que acontece mais frequentemente na escola. Vejo violência, reflexo do que também se passa fora dela...
É mais um termo do inglês que nos parece "chic", "cool" e usamos sem saber bem o que define.
Abraço!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
PCP e BE estão connosco (ou contra o PS)
Pelo que se vai lendo e ouvindo, pelo menos o PCP e o BE têm manifestado desagrado com o incumprimento do prometido no início deste ano: concurso extraordinário. Mas não seria extraordinário se se mantivesse anual, como deveria de ser: as escolas só precisam de quadros só de 4 em 4 anos?
Abraço!
Abraço!
Fenprof estima que “sete a oito mil” docentes vão abandonar sistema de ensino
"...7 a 8 mil..." - Espero que não seja verdade, mas nem que sejam os 5 mil previstos anteriormente continua a ser um número assustador.
"...a grande maioria contratados..." - Vão despedir quadros?
"...medidas previstas na proposta de Orçamento do Estado para 2011, como o fim do Estudo Acompanhado e da Área de Projecto, a obrigatoriedade dos professores bibliotecários lecionarem pelo menos uma turma ou a redução do número de horas de assessoria às direcções escolares." - Espero que não se lembrem de cortar na carga horária de outras disciplinas.
"Nogueira deu depois alguns exemplos de como começa a ser feita a gestão de recursos humanos nas escolas: a Direção Regional de Educação do Centro, afirmou, não autorizou o recurso à bolsa de recrutamento para ser substituída uma docente em licença de maternidade, tendo a escola recorrido a professores nos apoios educativos." - Vou lendo e ouvindo cada vez mais sobre estas situações, não são só boatos.
"...a grande maioria contratados..." - Vão despedir quadros?
"...medidas previstas na proposta de Orçamento do Estado para 2011, como o fim do Estudo Acompanhado e da Área de Projecto, a obrigatoriedade dos professores bibliotecários lecionarem pelo menos uma turma ou a redução do número de horas de assessoria às direcções escolares." - Espero que não se lembrem de cortar na carga horária de outras disciplinas.
"Nogueira deu depois alguns exemplos de como começa a ser feita a gestão de recursos humanos nas escolas: a Direção Regional de Educação do Centro, afirmou, não autorizou o recurso à bolsa de recrutamento para ser substituída uma docente em licença de maternidade, tendo a escola recorrido a professores nos apoios educativos." - Vou lendo e ouvindo cada vez mais sobre estas situações, não são só boatos.
Abraço!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Portugal mantém-se como um dos países mais corruptos da Europa
Por vezes surge a ideia que o suborno implica entrega de dinheiro para obter "favores". Mas não se esqueçam de trocas de influências e interesses... O conhecido deste, o primo do presidente, o nosso amigo, a irmã daquele e por aí fora.
E integro isto neste blog sobre educação pois recordei-me logo dos concursos para as TEIP e outras ofertas de escola. Como dizia o agricultor/ex-treinador/(ex-)comentador: "Vocês sabem do que eu estou a falar..."
"Portugal surge na 32.ª posição no quadro dos 178 países analisados pela Transparência Internacional (TI)"
"Portugal mantém-se como um dos países da Europa Ocidental em pior posição do ranking anual sobre a perceção da corrupção, embora tenha melhorado ligeiramente em relação ao ano passado."
"O documento avaliou o grau de corrupção no setor público..."
"“A mensagem é clara: por todo o mundo, a transparência e a prestação de contas são condições cruciais para restabelecer a confiança e inverter o flagelo da corrupção. A sua ausência diminui o impacto das políticas públicas na busca por soluções para os diversos problemas nacionais”, lê-se ainda no documento."
E integro isto neste blog sobre educação pois recordei-me logo dos concursos para as TEIP e outras ofertas de escola. Como dizia o agricultor/ex-treinador/(ex-)comentador: "Vocês sabem do que eu estou a falar..."
"Portugal surge na 32.ª posição no quadro dos 178 países analisados pela Transparência Internacional (TI)"
"Portugal mantém-se como um dos países da Europa Ocidental em pior posição do ranking anual sobre a perceção da corrupção, embora tenha melhorado ligeiramente em relação ao ano passado."
"O documento avaliou o grau de corrupção no setor público..."
"“A mensagem é clara: por todo o mundo, a transparência e a prestação de contas são condições cruciais para restabelecer a confiança e inverter o flagelo da corrupção. A sua ausência diminui o impacto das políticas públicas na busca por soluções para os diversos problemas nacionais”, lê-se ainda no documento."
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Cortar na despesa
A iniciativa foi do PSD e até me pareceu boa, alguém quis ouvir o cidadão comum. Não sei como trataram os dados, que dados realmente recolheram, mas revelaram o resultado desta iniciativa.
Recortei a parte relativa à Educação (excepto o Ensino Superior) e colei aqui, para ser mais fácil de consultar. O resto pode ser lido aqui.
"Na Educação, podemos classificar as numerosas propostas de redução de despesa segundo o seu âmbito de aplicação:
Administração da Educação; Escolas e Ambiente Escolar; e os “Programas” Escolares. Abaixo reproduzimos as propostas recebidas para cada uma das áreas.
• Administração da Educação:
- Reorganizar o Ministério da Educação, com fusão de Direcções Gerais, extinção das Direcções Regionais e extinção das Equipas de Apoio às Escolas;
- Auditoria à empresa Parque Escolar, impedindo que novos compromissos sejam assumidos sem prévia análise de derrapagens orçamentais ou “falhas” na construção;
- Avaliação do funcionamento e financiamento dos TEIP, “Territórios Educativos de Intervenção Prioritária”;
- Racionalização dos apoios à Educação pré-escolar (ME- MTSS- CM’s), criando uma base única de apoio e gestão;
- Auditoria urgente ao Programa Novas Oportunidades – limitação total de gastos com a promoção do
Programa (só utilizar meios pro bono e canais institucionais) redução ZERO das despesas com promoção.
• Escolas e Ambiente Escolar:
- Apoiar o uso de “e-books” e iniciativas locais e de escolas para troca e reutilização de manuais escolares;
- Criar Centros de Apoio especializado às Escolas, em matérias administrativas e pedagógicas, de base concelhia ou considerando um número de alunos máximo. Utilizar espaços do Estado para esse fim. Libertar o património imobiliário das actuais DRE’s (Direcções Regionais de Educação);
- Eliminar o “Boletim dos Professores” – versão em papel;
- Reduzir o número de elementos das equipas directivas das Escolas e também das IES (Instituições de Ensino Superior), com redução dos subsídios de Direcção;
- Desmaterialização dos processos e cadernetas dos alunos, dos sumários, de, tendencialmente, todos os registos em papel.
• “Programas” Escolares:
- Avaliar o funcionamento das AEC’s (Actividades de Enriquecimento Curricular); re-equacionar a forma de
financiamento; procurar soluções equilibradas e menos onerosas que gerem aprendizagens válidas nos alunos;
- Acabar com as áreas Curriculares Não Disciplinares no 2º e 3º Ciclos."
Temos aqui matéria para pensar, mas apetece-me ser ligeiro na apreciação e assim realço apenas o "Eliminar o “Boletim dos Professores” – versão em papel". Eu devo ter lido um ou dois neste tempo todo de docência, realmente parece-me excessivo imprimirem um exemplar por professor, uma vez que depois ficam amontoados na sala dos professores até irem para o lixo (para a reciclagem, espero eu). Não digo eliminar, mas uns dois ou três exemplares por escola devem ser mais do que suficientes.
Abraço!
Recortei a parte relativa à Educação (excepto o Ensino Superior) e colei aqui, para ser mais fácil de consultar. O resto pode ser lido aqui.
"Na Educação, podemos classificar as numerosas propostas de redução de despesa segundo o seu âmbito de aplicação:
Administração da Educação; Escolas e Ambiente Escolar; e os “Programas” Escolares. Abaixo reproduzimos as propostas recebidas para cada uma das áreas.
• Administração da Educação:
- Reorganizar o Ministério da Educação, com fusão de Direcções Gerais, extinção das Direcções Regionais e extinção das Equipas de Apoio às Escolas;
- Auditoria à empresa Parque Escolar, impedindo que novos compromissos sejam assumidos sem prévia análise de derrapagens orçamentais ou “falhas” na construção;
- Avaliação do funcionamento e financiamento dos TEIP, “Territórios Educativos de Intervenção Prioritária”;
- Racionalização dos apoios à Educação pré-escolar (ME- MTSS- CM’s), criando uma base única de apoio e gestão;
- Auditoria urgente ao Programa Novas Oportunidades – limitação total de gastos com a promoção do
Programa (só utilizar meios pro bono e canais institucionais) redução ZERO das despesas com promoção.
• Escolas e Ambiente Escolar:
- Apoiar o uso de “e-books” e iniciativas locais e de escolas para troca e reutilização de manuais escolares;
- Criar Centros de Apoio especializado às Escolas, em matérias administrativas e pedagógicas, de base concelhia ou considerando um número de alunos máximo. Utilizar espaços do Estado para esse fim. Libertar o património imobiliário das actuais DRE’s (Direcções Regionais de Educação);
- Eliminar o “Boletim dos Professores” – versão em papel;
- Reduzir o número de elementos das equipas directivas das Escolas e também das IES (Instituições de Ensino Superior), com redução dos subsídios de Direcção;
- Desmaterialização dos processos e cadernetas dos alunos, dos sumários, de, tendencialmente, todos os registos em papel.
• “Programas” Escolares:
- Avaliar o funcionamento das AEC’s (Actividades de Enriquecimento Curricular); re-equacionar a forma de
financiamento; procurar soluções equilibradas e menos onerosas que gerem aprendizagens válidas nos alunos;
- Acabar com as áreas Curriculares Não Disciplinares no 2º e 3º Ciclos."
Temos aqui matéria para pensar, mas apetece-me ser ligeiro na apreciação e assim realço apenas o "Eliminar o “Boletim dos Professores” – versão em papel". Eu devo ter lido um ou dois neste tempo todo de docência, realmente parece-me excessivo imprimirem um exemplar por professor, uma vez que depois ficam amontoados na sala dos professores até irem para o lixo (para a reciclagem, espero eu). Não digo eliminar, mas uns dois ou três exemplares por escola devem ser mais do que suficientes.
Abraço!
Se não aconteceu, podia ter acontecido!
"Contribuintes preferem dar comida a Teixeira dos Santos do que dinheiro porque já sabem que ele depois vai gastar em coisas que não deve"
Não podem deixar de soltar uma bela gargalhada!
Abraço!
Por João Henrique
Os constantes aumentos de impostos estão a levar os contribuintes portugueses a lidar com o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, como se lida com os arrumadores, já que encontram muitas semelhanças.
“Quanto mais nós damos mais pedinchões são eles. Eles dizem que têm muita fome e pedem dinheiro para comprar coisas de que precisam muito mas nós sabemos que é para alimentar o vício. Eles nunca admitem que têm uma dependência e que precisam de tratamento. A partir de agora, acabou-se o dinheiro. Se o Teixeira dos Santos tem fome, eu posso dar-lhe uma sopinha ou um bolo. Mas é para comer à minha frente. Se eu viro as costas, eu já sei que ele depois deita fora."
Não podem deixar de soltar uma bela gargalhada!
Abraço!
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