quinta-feira, 5 de abril de 2012

Desemprego docente: quadros

Os quadros não vão ser despedidos (digo eu...), mas o que vão fazer se não tiverem serviço letivo? Horários zero só dão prejuízo e a ordem é para poupar...

E não pensem que é só para os colegas de EVT: se estes não derem aulas têm que fazer outra coisa, como ficar com dirções de turma, cargos, etc., que poderiam ser ocupados por outros. Já quando nos cortaram no Desporto Escolar os colegas de outras disciplinas pensaram que só nós desta área é que seriamos afetados e depois...

E não se esqueças dos colegas do 1º ciclo que vão ver mais escolas a encerrar.

São 100 milhões de euros que têm que poupar com despesas de pessoal...

"Professores dos quadros em risco


«O Ministério da Educação e Ciência (MEC) não sabe o que fazer aos professores do quadro que ficarão sem horário graças à revisão curricular». É esta a certeza com que saiu do encontro com o MEC José Alberto Rodrigues, da Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT) – uma das áreas curriculares que mais horas vão perder com o novo currículo.

«O Ministério quer ideias para o que fazer com estes docentes», acrescenta José Alberto Rodrigues, que estima que três mil professores de EVT dos quadros deixarão de ter turmas para leccionar, com o fim do par pedagógico (aulas dadas por dois professores) e a passagem de Educação Tecnológica (ET) – que até aqui era obrigatória no 3.º Ciclo – a oferta de escola opcional.

Esta mudança vai, aliás, ter consequências na disciplina de Educação Musical no 3.º Ciclo. «Com a passagem a oferta de escola de ET, é natural que as escolas deixem cair a oferta de Música neste ciclo», comenta Manuela Encarnação da Associação de Professores de Educação Musical (APEM).

Esta associação não tem números sobre quantos docentes dos quadros podem ficar sem horários graças a estas mudanças, mas as contas da Federação Nacional de Professores (Fenprof) apontam para um valor global de cerca de dez mil professores – de várias áreas – que deixam de ter o que fazer nas escolas.

«É trágico para muitos professores que vão perder o emprego», afirma Manuela Encarnação, enquanto José Alberto Rodrigues conta que no Facebook da APEVT se têm acumulado relatos de «indignação e desânimo» de docentes que não sabem o que o futuro lhes reserva.

Contactado pelo SOL, o gabinete do ministro Nuno Crato não avança números de professores que podem ficar sem horários, explicando que «qualquer estimativa só poderá ser feita após a constituição de turmas pelos estabelecimentos de ensino». E também não revela qual a poupança que pode ser alcançada com estas medidas, apesar de ter sido traçado o objectivo orçamental de cortar cerca de 100 milhões de euros em custos com pessoal.

A mesma fonte sublinha que «a revisão da estrutura curricular não põe em causa os lugares dos docentes do quadro» e adianta que, «quanto aos restantes, estão a ser equacionadas alternativas».

Uma das ideias que saiu da reunião, esta quarta-feira, entre a APEVT e o secretário de Estado do Ensino, João Casanova, passa por pôr docentes das áreas de Expressão (como EVT e Música) a dar apoio a actividades do 1.º Ciclo. José Alberto Rodrigues diz, porém, que «não é claro em que moldes vão operacionalizar» esta ideia e que não está sequer definida «uma grelha específica com horas a atribuir».


Estudo na componente não lectiva

Certo é que o anunciado Apoio ao Estudo – que será opcional para os alunos – não dará mais horas de aulas aos docentes do quadro, uma vez que, como avançou ao SOL fonte oficial do MEC, este «deverá ser integrado na componente não lectiva de trabalho dos professores»."
SOL

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Desemprego docente

Está mau, muito mau.

Para quem vai sobrar lugares para o novo ano letivo?

"FENPROF diz que desemprego docente «é uma brutalidade»

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) afirmou hoje que os professores desempregados aumentaram 120 por cento, entre 2010 e 2011, citando dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

«Se tivermos em conta o ano de 2009, então o aumento foi de 225 por cento. Uma brutalidade», diz a FENPROF em comunicado.

A estrutura sindical foi hoje ao Ministério da Educação tentar saber qual o impacto da revisão curricular no desemprego docente a partir de Setembro.

O Governo tem dito que ainda não é possível ter esses dados, mas a FENPROF estima em cerca de 10 mil os professores que ficarão sem trabalho com as alterações ao currículo.

«Não será por mera coincidência que o Governo, através de proposta apresentada pelo Ministério das Finanças, pretende agora eliminar da lei a compensação por caducidade que é devida aos docentes cujos contratos cessam», lê-se no documento.

A FENPROF diz ainda que não obteve resposta do Governo relativamente aos docentes dos quadros, especialmente no Ensino Básico, que fiquem sem horário no próximo ano lectivo."
Diário Digital com Lusa

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Contratados: Exame de ingresso na carreira

A ideia já é antiga e está prevista na lei. Agora parece mesmo que avança.

Não há pormenores. Não é para todos os contratados, vai depender de um determinado tempo de serviço que ainda não está estipulado.

Outro pormenor a destacar é a vontade de dar mais autonomia aos agrupamentos para a contratação dos docentes. A intenção é boa: escolher o melhor professor independentemente do tempo de serviço. Mas todos receiam que se abra a porta (que já está aberta nas TEIP e escolas com autonomia) do fator "C".

Mas quero ser otimista: se dão autonomia para contratar podem pedir responsabilidade nos resultados. Se contratarem os familiares e amigos podem não estar a contratar profissionais competentes e depois... E não há assim tantos primos e amigos para encher todas as vagas (digo eu). Quem conseguir comprovar que é bom vai ter mais hipóteses de trabalhar por mérito próprio. E pode ser uma forma de colocar os professores mais perto da sua área de residência. Ficam as esperanças...

"Professores vão fazer exame de ingresso na carreira este ano

Os professores com menos tempo de serviço vão realizar este ano civil uma prova de avaliação que terá influência no concurso de colocação, com vista a seleccionar os melhores docentes, afirmou hoje o ministro da Educação.

Nuno Crato respondia a perguntas dos jornalistas no final de um almoço do American Club, em Lisboa, em que falou das medidas que o Governo português tem estado a desenvolver na área da Educação.

Os moldes em que a prova vai ser aplicada estão ainda a ser discutidos pela equipa de Nuno Crato, que admite, no entanto, dispensar daquele exame “professores com um determinado tempo de serviço”, tal como chegou a ser equacionado pela tutela de Maria de Lurdes Rodrigues.

Durante o discurso que proferiu perante a plateia de convidados, o ministro sublinhou que a peça principal do ensino são os professores e que estes só podem ensinar bem se dominarem o conhecimento das matérias que têm de transmitir.

De acordo com Nuno Crato, não basta aumentar a escolaridade obrigatória e pôr mais dinheiro na educação para melhorar a qualidade do ensino.

Aos jornalistas, Crato afirmou que estão a ser introduzidas algumas mudanças em relação ao recrutamento e à formação inicial de professores.

“Queremos dar, na formação inicial de professores, mais peso aos conteúdos. Ninguém pode ensinar muito bem se não dominar aquilo que vai ensinar. E estamos a introduzir uma prova de acesso à carreira docente, que, aliás, está na lei, mas que vai este ano ser implementada”, indicou.

Os professores do quadro não terão de se submeter a esta avaliação, mas “para entrar na profissão, em termos definitivos, vai haver uma prova de acesso”, garantiu o ministro.

Nuno Crato referiu também a autonomia que progressivamente está a ser dada às escolas e manifestou o desejo de a ver reforçada.

“Estamos a reforçar os contratos de autonomia, têm sido experiências muito positivas”, disse, acrescentando que, havendo ainda concursos nacionais, a equipa que dirige gostaria também que “houvesse uma maior autonomia das escolas na contratação de professores”.

São questões que, segundo o ministro, têm de “ser resolvidas a pouco e pouco”.

Aos participantes no evento, Nuno Crato disse que o Governo está empenhado em reforçar os conhecimentos dos alunos nas matérias essenciais e seleccionar os melhores professores para melhorar a qualidade do ensino.

“A peça essencial que garante a qualidade do ensino chama-se professor. Sem bons professores é muito difícil ter sucesso no sistema de ensino”, afirmou, destacando: “Estamos a dar uma grande atenção à formação inicial de professores, avaliação e selecção. Queremos que os professores que vão ensinar sejam aqueles mais bem preparados”."

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É uma forma de "exportação"

Se virmos bem, é uma forma de exportação. Não mandamos nada para lá, mas eles mandam para cá para nosso ganho.

" Universidade de Massachusetts quer multiplicar número de alunos norte-americanos em Portugal

A Universidade de Massachusetts, Estados Unidos, vai lançar um programa de estudos para multiplicar o número de alunos norte-americanos a estudar em Portugal, usando o país como 'pólo' universitário para o mundo lusófono.

O programa Study Abroad 'UMass Lisbon', hoje publicamente apresentado, será o programa virado para Portugal, envolvendo todas as faculdades de uma grande universidade norte-americana, disse à agência Lusa Michael Baum, presidente do departamento de ciência política da universidade norte-americana.

«Gostávamos de aumentar dramaticamente o número de alunos norte-americanos a escolher Portugal como destino para estudar no estrangeiro. Quando se olhar para o número dos que estudam em Espanha, por exemplo, a diferença é desproporcionalmente baixa para Portugal», afirmou o professor norte-americano, que vai coordenar o programa.

«Esperamos que, tornando Lisboa no nosso pólo, o mundo lusófono se torne mais acessível aos nossos alunos, criando assim elos mais fortes entre as economias dos Estados Unidos, União Europeia, Brasil, Angola, Moçambique e outras economias emergentes em rápido crescimento no mundo lusófono», adiantou.

Com cinco 'campus' e 66 mil alunos, a Universidade de Massachusetts serve um Estado onde vivem muitos portugueses e luso-descendentes, mas também brasileiros e cabo-verdianos.

Baum frisou que, «apesar de todos os horrores da crise da zona euro», Lisboa «continua a ser uma cidade incrivelmente encantadora, com infra-estruturas de primeira».

Em Portugal, a universidade norte-americana terá como parceiro o ISCTE e Baum mostra-se confiante que o programa «vai crescer com o passa-palavra», assim que for atingida uma «massa crítica» de alunos a estudar em Lisboa.

Michael Baum assumiu que o mais difícil é «pôr Portugal no radar dos alunos norte-americanos a considerar estudar no estrangeiro», uma vez que a maioria considera naturalmente outros países anglófonos, Itália ou Espanha.

O programa é também aberto a alunos de outras universidades que queiram participar, por períodos de um verão, um semestre ou um ano lectivo.

A apresentação do programa, nos Arquivos Luso-Americanos Ferreira Mendes, contará com a presença do embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito, e com representantes da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e da TAP.

A FLAD apresenta-se como maior patrocinador da iniciativa, com 75 mil dólares ao longo de três anos, juntamente com a Elisia and Mark Saab Foundation (30 mil dólares em bolsas de estudo).

A TAP vai disponibilizar tarifas especiais Newark-Lisboa aos alunos norte-americanos.

O recrutamento está em curso para o primeiro grupo, de menos de 10 alunos, que chegará a Lisboa para o semestre de Outono.

«Esperamos ver este número crescer nos próximos semestres», adiantou Baum.

Desde 2001, a UMass tem um programa de estudos de verão em Lisboa, que vai continuar até no próximo ano ser integrado no novo programa.

Segundo o Consulado de Portugal em New Bedford, no âmbito da sua visita à Costa Leste, o embaixador em Washington vai ainda encontrar-se com os presidentes da câmara de New Bedford, Taunton e New Bedford, cidades de grande presença luso-americana, e participar no banquete anual da Prince Henry Society"
Sol

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Portugal no "Google Art Project"

Já despertamos interesse...


"O projecto online de acesso a museus de todo o mundo do Google vai ser alargado a 151 novos parceiros de 40 países, incluindo Portugal, com o Museu Colecção Berardo, e obras do pintor português Amadeo de Souza Cardoso."

Podem ver o Museu Coleção Berardo aqui.


Abraço!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Concursos: comparação

Mais uma comparação entre propostas e versão final do documento que regula os concursos, uma vez que a FENPROF conseguiu uns "arranjos estéticos" na lei.

O trabalho é do ad duo e pode ser visto aqui.

Abraço!

Uma infeliz verdade


"União Europeia de Estudantes diz que cortes nos apoios sociais estão a levar portugueses a desistir de estudar"


Abraço!

Ciberbullying

"Putos que crescem sem se ver
Basta pô-los em frente à televisão..."

É assim uma parte da letra da "Chuva Dissolvente", dos Xutos e Pontapés. Para atualizar, é só mudar a "televisão" para "internet" ou "telemóvel".

Faço questão de me repetir: a internet é boa porque tem tudo e é má porque tem tudo! 

" O docente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) João Amado considerou hoje que “ainda há muito a fazer” junto dos professores, mas sobretudo dos pais, sobre a problemática do ciberbullying.
...
...em Portugal verifica-se “um atraso em acções e iniciativas dirigidas aos pais”, comparando com o que acontece noutros países. "

Abraço!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

"Megas" em risco

Os "megas" estão em risco, mas não acredito que não avancem, é muito dinheirinho que se poupa e a ordem é poupar!

O MEC comeu muito queijo e "esqueceu-se" de falar com as autarquias que  têm a responsabilidade no transporte escolar e na Ação Social Escolar, entre outros. 

O tempo esgota-se...

"Fusão de escolas está em risco

O processo de fusão de escolas e agrupamentos está em risco de não ser concretizado, caso o Ministério da Educação e Ciência (MEC) deixe a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) fora das negociações.

Segundo António José Ganhão, responsável da ANMP para a Educação, o MEC ainda não ouviu a associação, que ameaça devolver ao Governo as competências adquiridas em 2009, na gestão do pessoal não docente, manutenção de edifícios e Acção Social Escolar.

"A reorganização da rede escolar vai ter fortes interferências no transporte escolar, na Acção Social Escolar e em muitos outros aspectos que são da responsabilidade dos municípios", comentou ao CM António José Ganhão, para quem "o tempo de se preparar o próximo ano lectivo está a escassear".

Mostrando estranheza pela ausência de contactos por parte do MEC, António José Ganhão reclama o cumprimento da lei: "O ministério tem de ouvir a Associação de Municípios. Além de estar obrigada por Lei a fazê--lo, temos uma palavra a dizer neste processo, até pelas nossas responsabilidades".

São precisamente essas responsabilidades que António José Ganhão apresenta como trunfo negocial. "Se o ministro quiser continuar a ignorar a associação, teremos de denunciar uma situação anómala e tomar medidas que podem passar pela devolução de competências ao Ministério", referiu. A reorganização da rede escolar vai juntar no mesmo agrupamento escolas do pré-escolar ao secundário.

PROCESSO DIFÍCIL EM GAIA

Adalmiro da Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), considera que o processo de reorganização da rede escolar está a decorrer sem grandes incidentes. Os pontos negros, aponta, são os grandes centros urbanos. "A Direcção Regional de Educação do Norte tinha o processo mais atrasado. O número de alunos de cada agrupamento obriga a uma ponderação maior na reorganização", explicou ao CM, dando o exemplo de Vila Nova de Gaia. "Existem 23 escolas agrupadas e não agrupadas e o objectivo é passar a existirem 14 mega-agrupamentos. Mas a dimensão de cada escola pode dificultar muito este processo", acrescentou Adalmiro da Fonseca."
Correio da Manhã

Abraço!

domingo, 1 de abril de 2012

Doenças dos adultos nas crianças

É grave! É o que temos vindo a observar...

"Doenças de adultos atingem cada vez mais jovens




Há cada vez mais miúdos com doenças de adultos. “E isso deve-se a quê?”, quis o Jornal da Madeira saber junto do nutricionista Bruno Sousa. O especialista diz que os erros alimentares e a falta de exercício físico estão na base desta situação.

Se antes os jovens chegavam a casa depois de um dia de aulas e ainda iam para o quintal ou para a estrada entreter-se em corridas ou jogos de bola, hoje sentam-se à frente do computador ou de outros jogos que proporcionam muito sedentarismo. Apesar de continuarem com a disciplina de educação física na escola, o certo é que a mesma, por si só, não é suficiente para eliminar as gorduras que se acumulam na zona abdominal e que acabam por ter consequências graves na saúde das crianças e jovens, conforme diz ao Jornal da Madeira Bruno Sousa.

Daí que seja cada vez mais frequente “aparecer jovens no médico com diabetes tipo II ou com hipertensão”. Doenças que, noutros tempos, surgiam em casos pontuais.

O nutricionista Bruno Sousa refere que “estamos a verificar que os jovens passam muito tempo sedentários, não jogam à bola, não exercem força física. Estão muito tempo parados”. Para Bruno Sousa, a juntar à falta de exercício físico e aos erros alimentares – como o fast-food – que provocam colesterol alto, há a acrescentar o facto de a alimentação dos portugueses continuar a ter excesso de sal, o que ajuda a “encontrarmos muitos jovens com uma tensão arterial demasiado alta para a sua idade”.

As aulas de educação física nas escolas são importantes, muito importantes mesmo mas não são suficientes para contrariar esta situação. É preciso que os jovens se mexam mais em casa. Façam caminhadas e jogos ao ar livre”, alerta o nutricionista madeirense.

O Instituto do Coração já alertou para esta situação, afirmando haver um crescente número de adolescentes obesos, com dietas inadequadas, fumadores e que não praticam regularmente exercício físico.



Resultados mais visíveis no 1.º ciclo

A Secretaria Regional da Educação diz que tudo tem feito no sentido de alterar a tendência de as crianças e jovens se alimentarem de uma forma pouco saudável. Em declarações prestadas ao Jornal da Madeira, o director regional da Educação, João Estanqueiro recorda a Rede de Bufetes Saudáveis que funciona ao nível das escolas de segundo e terceiro ciclo e secundário, abrangendo quase todos os estabelecimentos da Região.

“Acabámos com as batatas fritas, os sumos são naturais em vez de refrigerantes. Deixámos apenas um chocolate e que tenha determinadas propriedades. Tudo isto monitorizado pelas nutricionistas da Direcção Regional de Educação”, sublinha João Estanqueiro. Já no primeiro ciclo do ensino básico, as ementas são feitas pela nutricionista da Direcção Regional de Planeamento e Recursos Educativos.

“Este trabalho vai ter repercussões no futuro. Não tenho quaisquer dúvidas”, a firma João Estanqueiro, o qual admite que, no início, foi difícil, ofereceu resistência não só dos alunos mas também dos pais. “Penso que dentro de anos, teremos pessoas com menos diabetes e menos problemas de saúde”, sublinha João Estanqueiro o qual espera que, no próximo ano, todas as escolas estejam integradas na Rede de Bufetes Saudáveis. João Estanqueiro diz que o grande problema não está nas crianças de primeiro ciclo, mas nos mais crescidos que saem da escola e vão para os cafés comer as tais “coisas que fazem mal à saúde”. Assim, os resultados são mais visíveis no 1.ciclo.


Colesterol elevado é frequente nos jovens

No estudo Hipócrates, publicado na revista Factores de Risco da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2010), a prevalência de colesterol elevado em idades inferiores a 40 anos é de 47 por cento. Outro estudo, o Recipe (Reduce Cholesterol Involving Patient Endorsemente), realizado em Espanha e França e que contou com a participação de 200 médicos de clínica geral e mais de mil pacientes, concluiu que a ingestão de esteróis vegetais aliada a uma vida mais saudável ajuda a eliminar o LDL (mau colesterol). Num período de quatro meses, as pessoas que consumiram regularmente um alimento enriquecido com esteróis vegetais e que melhoraram os seus hábitos em termos de exercício físico, por exemplo, viram os seus níveis de LDL diminuírem em 13 por cento."

Abraço!