sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

E em Março (março pela nova moda ortográfica)...

... mais uma "grande manifestação de rua" de professores - diz Mário Nogueira.

Acredito que uma manif tem mais peso do que uma greve, concentrar muitos professores (120 mil na última do género não passou despercebida) num local mostra mais força de que uma greve passada em casa. Mas ainda falta algum tempo, esperemos para ver como corre.

Abraço!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Portugalex - 3 melhores vídeos de 2010

O Portugalex é um programa de rádio com dois excelentes profissionais (e outros que não são visíveis), Manuel Marques e António Machado , que fazem "paródias" das notícias "reais".

"Portugal simplificado em três minutos. Quatro, vá lá, se acontecer muita coisa. Um magazine humorístico, que combina as principais notícias da actualidade com várias rubricas: Já Bateu (boletim de trânsito), Gosto Muito do Seu Programa (fórum de opinião pública), Escuta em Dia (escutas telefónicas), Previsão do Estado da Actualidade (futurologia), Informação Personalizada (para quem não tem tempo de se informar sobre a sua vida), OPA Ela (tudo sobre Opas e contra-Opas), Momento Relax, Pensamento do Dia, etc."

Deixo-vos com os 3 vídeos do ano, onde não podia deixar de faltar o da Sra. Isabel Alçada:



Divirtam-se.

Abraço!

Medidas de consolidação e controlo orçamental

"A presente resolução do Conselho de Ministros detalha
e concretiza um conjunto de medidas de consolidação e
controlo orçamental que integram a estratégia de correcção
estrutural do défice e da dívida pública, estratégia
essa subjacente ao Orçamento do Estado para 2011 e ao
Programa de Estabilidade e Crescimento."

Diário da República, 1.ª série — N.º 249 — 27 de Dezembro de 2010
Resolução do Conselho de Ministros n.º 101-A/2010

No anexo podem ver mais concretamente as medidas aplicadas ao Ministério da Educação (quase todas na primeira página, mas há mais nas seguintes).

Destaco, infelizmente, a medida "Redução de 5000 docentes no ano lectivo de 2010 -2011, decorrente de uma gestão mais eficaz na constituição de turmas e distribuição de horários de docência, nomeadamente através do encerramento de escolas com menos de 20 alunos e da  agregação de unidades de gestão."

..."gestão mais eficaz na constituição de turmas e distribuição de horários de docência": Com a minha desconfiança habitual, não posso deixar de pensar que vamos ter turmas de 30 alunos (ou mais) e que nos vão tirar muitas horas que eram equivalentes às lectivas - esta última parte já é certa, com destaque para a redução de muitas horas lectivas para o Desporto Escolar (não pensem que só afecta os professores de Educação Física - os quadros destes grupos vão ter que fazer outras coisas que poderiam ser para colegas de outras disciplinas).

Não sei se são 30 mil ou mais, como dizem os sindicatos, que vão ficar de fora do ensino. Cada vez mais acredito nesses números...

Abraço!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Governo vai defender o corte de salários com parecer de Jorge Miranda

"Governo vai defender o corte de salários com parecer de Jorge Miranda"

Mas,

"Função pública. Cortes nos salários podem não ser para todos"

Agora escolham (como se pudessemos...) o grupo em que querem ficar, nos que vão sofrer os cortes ou no dos que têm direito ao que o " governo não quer dar o nome de "excepções" mas sim de "adaptações".


Abraço!

ROUBO - Remunerações do ano anterior sujeitas aos cortes salariais

Já leram?

Está no blogue ad duo.

"Significa isto, que quem tem a receber retroactivos por efeitos de progressão, verá aplicar-lhe os cortes agora decididos.


É vergonhoso.

O que se possa dizer, é pouco.

Para quando o corte nas ajudas de custo dos membros do governo?

Esqueceram-se ou foi propositado?"
 
Não é novidade que os cortes são só para alguns, embora seja uma grande hipocrisia, é assim que fazem por aqui...
 
Abraço!

A propósito das "boas notícias" que referi atrás

Será que fui (fomos) enganado(s)?

Eu sei que ainda estamos no início do ano, mas não notei mais policiamento junto à minha escola. E quando perguntei a outros, a resposta foi semelhante.    

Quem notou diferença?

Espero ainda para ver, pois este policiamento faz mesmo falta: há casos de agressões, tráfico, crianças transportadas sem condições e tudo mais à frente dos nossos estabelecimentos de ensino...

Abraço!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Reconstruindo a imagem profissional do professor

Reconstruindo a imagem profissional do professor
Cristina Sousa - educare.pt

"Os "verdadeiros" profissionais da educação utilizam muitas ferramentas diferenciadas para avaliar como os seus alunos aprendem, bem como para saber aquilo que eles já sabem. Eles usam esta informação para ajudar os alunos a avançarem do ponto da aprendizagem onde se encontram até ao ponto aonde precisam de ir. Os professores organizam actividades, materiais e a instrução com base nos conhecimentos que os alunos detêm e também de acordo com o nível de desenvolvimento que se espera que estes atinjam. Os professores devem ter uma ideia clara sobre as concepções que os alunos têm daquela disciplina. A partir destas interpretações, quer elas sejam positivas ou negativas, o professor poderá começar a fazer o design das lições. Ao fazer a adaptação dos currículos nacionais tendo em consideração as avaliações referidas, o professor poderá mais facilmente tornar acessíveis os conteúdos aos alunos que apresentem mais dificuldades ou que tenham necessidades educativas especiais.

Os professores que agem como profissionais normalmente criam situações de aprendizagem activa para os seus alunos através da organização de debates, do desenvolvimento de pesquisas, de trabalhos de escrita, de envolvimento na avaliação, no uso da experimentação e através da construção de modelos, da escrita de artigos, e construção de produtos em adição ao ouvir e ler informação, assistir a simulações e fazer uso das novas tecnologias.

A capacidade de comunicar com os mais jovens é também decisiva para um bom professor. Esta capacidade passa por gostar de estar com os mais novos, da exuberância barulhenta dos seus comportamentos e do intenso questionamento, uma vez que estes fazem parte do seu processo de crescimento como pessoas. Comunicar com os mais jovens significa criar empatia, significa procurar compreender a realidade através dos seus olhos, o que nem sempre acontece nas salas de aula. Rogers há décadas atrás referia que poderemos assistir a milhares de interacções em sala de aula sem nunca nos cruzarmos com um caso de comunicação clara, de cuidado sensível, de compreensão empática.

Os professores que agem como profissionais esperam que os seus alunos alcancem níveis de qualidade e de excelência muito elevados e por isso mesmo eles próprios agem desse modo, servindo de modelos para os seus estudantes. Eles também dão um feedback constante aos seus alunos o que lhes propicia uma informação preciosa para constantemente reverem os seus modos de trabalho e estudo com vista a alcançar os padrões de qualidade e de excelência desejados."

Este artigo não está completo, apenas extraí esta parte.

Até posso concordar com quase tudo, mas não se aplica facilmente aos contextos educativos por onde tenho passado.

Infelizmente a escola não é um espaço onde há quem quer ensinar e quem quer aprender.

Quem quer ensinar quer condições, estabilidade, respeito, consideração e outras coisas mais que parecem estar fora da moda.

Quem quer aprender acaba por ser diluido na imensa maioria dos que não querem. Querem ser respeitados, querem condições, a atenção e tratamento que merecem, conteúdos que valham a pena aprender, um ensino prático e aplicável na sua vida e outras coisas mais que parecem estar fora de moda (ou, sendo mais "ousado" na afirmação, que nunca estiveram na moda).

"É tudo muito bonito", mas não é real!

Abraço!

Acontece nas nossas escolas

“Nunca me viro para o quadro”. Porquê? “Não se sabe o que pode acontecer nas minhas costas”.

É apenas um extracto da notícia do Público: Linha SOS Professores regista 400 pedidos de ajuda por casos de indisciplina e agressão

Continuando:
"...o quadro não está afixado na parede, mas tombado no chão da sala de aula. É preciso pedir giz para escrever e não há apagador. Os que houve, foram logo roubados pelos alunos, crianças dos 5 aos 9 anos oriundas de bairros considerados muito problemáticos. Não há lápis de cor, nem cadernos, nem material nenhum. Mas é uma escola de ensino básico, do primeiro ao quarto ano. Não, não é em Moçambique. Fica no centro de Lisboa."


"Quando uma professora tentou impor-se, os pais protestaram, acusando-a de ser demasiado rígida e o caso foi analisado pelo director."

"Em Março deste ano, num encontro realizado na cidade espanhola de Valência um grande número de especialistas em educação, defendeu que o aumento da violência e da indisciplina nas escolas resulta, sobretudo, de uma crise de autoridade familiar. Os pais não estabelecem regras e limites em casa e transferem essa responsabilidade para os professores."

"...a generalidade dos pais das sociedades actuais condicionados pelo pouco tempo que habitualmente passam com os filhos, preferem que essse convivio “seja alegre” e sem conflitos, preferindo transferir a responsabilidade do exercício da autoridade para as escolas e para os professores. Só que, quando os professores tentam desempenhar esse papel “são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os”

Acontece nas nossas escolas...

Abraço!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Também há boas notícias

Também há boas notícias (clicar no texto para ler tudo):

"A GNR vai aumentar o policiamento junto às escolas, especialmente do Ensino Básico e segundo ciclo, no primeiro dia de regresso às aulas do segundo período lectivo, a 3 de Janeiro, em acções de sensibilização sobre o transporte de crianças."

_______          _          _______

"Os familiares dos alunos podem vir a ser acusados da prática de bullying caso cometam actos de violência nas comunidades escolares a que estes pertençam. A proposta de lei do Governo para a criminalização da violência escolar prevê penas até dez anos aplicáveis aos estudantes com mais de 16 anos.

A grande novidade do texto legislativo, a que o PÚBLICO teve acesso, é que as penas previstas são aplicáveis aos pais dos alunos e demais familiares até ao terceiro grau sempre que estes sejam responsáveis por agressões a membros da comunidade escolar a que pertença um parente seu."



Abraço!

O GAVE e o PISA

Podem ler no JN e ver o vídeo abaixo (se não conseguirem ver tentem abrir o vosso browser na versão de 32 bit - por exemplo: menu>todos os programas>internet explorer (sem o 64bit)):





A situação é simples: os resultados do PISA são bonitos, mas não prestam!

O PISA - que pelo menos serviu para conseguirmos ouvir elogios do sr. Primeiro-ministro - nunca enganou os professores. Quem anda nestas andanças sabe o que se passa. Interessa é que passem, agora o que sabem...

E sabem de que é a culpa? Certamente é nossa, esperem para ouvir os discursos. Aqueles cuurrículos inadequados, aquela carga horária sem nexo, aquelas condições materiais e humanas à base do "dersenrasca", etc e tal, são culpa dos suspeitos do costume - os professores! O Governo mandou fazer escolas todas bonitas e nós, o que fizemos?

Abraço!