domingo, 12 de dezembro de 2010

Coisas do Diabo!

Não o que nos vai queimar, o jornal:


Já acredito em tudo... mas não sei até que ponto se pode dar credibilidade a este mensageiro de notícias. Até porque não vi referências em mais nenhum orgão de comunicação social. Se é difamação, a culpa é deles, eu só dei a conhecer o que escreveram...

Abraço!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Explicador virtual" para o Português e para a Matemática

Vai ser lançado um "Explicador virtual" para o Português e para a Matemática. Pelo menos é o que se refere nesta notícia do Público.

..."Sócrates anunciou também a criação de uma tutoria digital nas áreas do Português, da Matemática e das Ciências. Trata-se de desenvolver uma “modalidade de ensino digital” através da disponibilização de conteúdos educativos digitais “e com uma equipa de professores preparada para responder a dúvidas, promover actividades e exercícios”, segundo o primeiro-ministro.


Mas a genorisade e grandiosidade do discurso continua:

"José Sócrates anunciou ainda um reforço dos programas para o sucesso escolar nos estabelecimentos de ensino abrangidos pelos territórios educativos de intervenção prioritária e nas escolas abrangidas pelo Programa Mais Sucesso."

Para mim, como já sabem, o que vem deste governo leva um grande selo de desconfiança... Mas quero estar errado!

Ainda nesta notícia, uma contradição(?):

"O primeiro-ministro anunciou hoje que o horário semanal atribuído ao estudo acompanhado será “obrigatoriamente alocado ao estudo da Matemática” no ensino básico. No entanto, as escolas podem optar por dedicar esse tempo ao estudo do Português e das Ciências. Esta foi uma das medidas avançadas hoje por José Sócrates no arranque do debate quinzenal no Parlamento."

Parece estranho, contraditório, pelo que fui pesquisar mais notícias, que deram no mesmo. No Jornal de Negócios escrevem:

"Em primeiro lugar, e para insistir com a melhoria da aprendizagem da matemática, “no ensino básico, do horário semanal atribuído ao estudo acompanhado, um tempo lectivo será obrigatoriamente alocado ao estudo da matemática”. E, sempre que essa for a opção de cada escola, o mesmo poderá ocorrer para o estudo do português e da ciência."


Fica o registo!

Abraço!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Novo Acordo Ortográfico será aplicado no próximo ano lectivo

É uma notícia do Público, onde se refere que "O novo Acordo Ortográfico vai ser aplicado nas escolas já no próximo ano lectivo 2011/2012, ou seja, em Setembro do próximo ano"

A 1 de Janeiro de 2012 será aplicado "a toda a actividade do Governo e dos organismos, entidades e serviços que dele dependem."

Antes disso existirão "campanhas de sensibilização e informação para os cidadãos e outras específicas para os funcionários públicos".

O conversor Lince - que já foi referido neste blogue - é adoptado como ferramenta de conversão ortográfica de texto para a nova grafia.

Sendo assim lá terei que tirar um "c" daqui, um "p" dali e fazer outras modificações, que me deixarão lembranças... este acordo parece-me mais um "abrasileiramento" do nosso português, mas não sou eu que mando...

Abraço!

Matrizes dos 2º e 3º Ciclos

Chama a atenção para estas duas mensagens do blog ad duo (presente na minha lista de blogues), que comparam a proposta actual da matriz destes ciclos com as que vigoravam anteriormente:

http://adduo.blogspot.com/2010/12/matriz-comparada-do-3-ciclo.html

http://adduo.blogspot.com/2010/12/matriz-comparada-do-2-ciclo.html

São cortes que nos tiram lugares na escola...

Abraço!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mais importante que os resultados estatísticos...

...é o que realmente sabem! E sabem ler?

Interrompi a correcção de testes para escrever umas linhas por aqui. Nestes comprovo: não, não sabem ler, não interpretam! E assim nem na minha Educação Física se safam...

"A professora que queria ensinar os alunos a ler


Boas notícias, finalmente! Os alunos portugueses estão, pela primeira vez, perto da média dos alunos que participam no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). O PISA testa o conhecimento de estudantes de 15 anos, independentemente do grau de ensino que frequentam, nas áreas de leitura, Matemática e Ciências. Portugal fica ao nível dos Estados Unidos, Suécia, Alemanha, Irlanda, França, Dinamarca, Reino Unido, Hungria e Taipé.

Boas notícias, portanto. O que soa estranho é a grandeza do salto. A que se deve tamanha evolução?

Ainda há pouco tempo, sensivelmente um ano, numa reunião de pais, com a direcção de turma, em que estive presente, participou a professora de Português. E veio ali pelo seguinte: pedia aos encarregados de educação de uma turma do 10.º ano autorização, por assim dizer, para deixar para trás por algumas aulas o programa curricular. Inesperado pedido, mas que se compreende bem. Em vez das aulas curriculares, a docente pretendia ajudar os alunos a ler! Os jovens, acabadinhos de fazer exame do 9.º ano a Língua Portuguesa, com sucesso, não sabiam ler. Era essa, pelo menos, a percepção dos professores que lhes davam aulas. Liam, mas não percebiam o que liam. Isto aconteceu há pouco tempo, no mesmo país que agora exibe os excelentes resultados no PISA. Seria um problema localizado naquela escola? Pouco provável. É certo que o contexto socioeconómico é importante, mas não chega.

As boas notícias não podiam vir em melhor altura. O Governo, como era de esperar, explorou a evolução dos resultados, levando o primeiro-ministro a prever um aumento da produtividade em Portugal. É uma leitura lógica. Se as competências dos cidadãos melhorarem, a competitividade da economia talvez acompanhe essa evolução.

Enquanto não chegamos lá, parece que existem outros meios para atingir melhores níveis de competitividade. Recentemente, numa reunião extraordinária de ministros das Finanças da União Europeia, Olli Rehn, comissário europeu dos Assuntos Económicos, anunciava: Portugal vai fazer uma reforma das leis laborais. Em Portugal, o primeiro-ministro, José Sócrates, admite a reforma, sem avançar pormenores. Mais informações para os próximos dias, diz. Se Bruxelas já sabe o que vai acontecer aos trabalhadores portugueses, seria bom que os portugueses também soubessem..."
Paula Ferreira no JN

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Espantem-se: são declarações do primeiro-ministro!

“Os principais agentes da educação em Portugal foram os professores, o mérito destes resultados é dos professores” - Espantem-se: são declarações do primeiro-ministro!

Frase dita aos jornalistas no final da apresentação dos resultados do relatório PISA 2009, da OCDE, que colocam "pela primeira vez Portugal “perto da média” dos países participantes no Programa Internacional de Avaliação de Alunos e na mesma categoria que os Estados Unidos, Suécia, Alemanha, Irlanda, França, Dinamarca, Reino Unido, Hungria e Taipei."

"Antes, na intervenção que fez durante a cerimónia de apresentação dos resultados do PISA 2009, José Sócrates tinha já deixado rasgados elogios aos professores, repetindo as palavras da ministra da Educação ao dizer que “os heróis destes resultados são os professores”.

Mas lembraram-se, e muito bem, de perguntar "se estes elogios eram uma tentativa de “fazer as pazes” com a classe, o primeiro-ministro sublinhou que “muitos professores” apoiaram as reformas educativas.


“Nunca achei que a classe estivesse contra essas reformas”, frisou, lembrando, contudo, as “incompreensões” e “obstáculos” que as alterações introduzidas mereceram.

Contudo, acrescentou, os resultados do relatório da OCDE mostram que políticas seguidas na área da Educação “foram na direcção correta”."

Para quem é professor e anda nesta vida há algum tempo: sabem como é que os alunos melhoraram(?) os resultados, não sabem? Mas o que interessa são os números bonitos...

E agora com os cortes atrás de cortes na Educação: podemos melhorar?

A presidente do Conselho Nacional de Educação afirma: “Parece que o país percebeu que o futuro está na Educação”." Pois a mim parece-me que, infelizmente, não, ainda não percebeu. Relatórios com números disfarçados, discursos em cimeiras onde se fala do sucesso dos países a partir da educação e outras hipocrisias ainda não me convenceram! Mas eu quero estar errado...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Magalhães, o milagroso!

"O primeiro-ministro destacou hoje as consequências da introdução de tecnologias na melhoria dos resultados educativos em Portugal, através do computador Magalhães..."

Acabei de ler e vieram-me logo estas questões à ideia:

Quem os usa na escola? Ou mesmo em casa para estudar?

Os alunos sabem trabalhar com eles? E se alguém carrega numa tecla e "aquilo desapareceu tudo"? Já sei, "vamo-nos queixar à professora, ela que trate disso!" - Alguém se lembrou que os melhores clientes destes computadores são os filhos dos pais a benificiar do RSI? E que estes, por norma, têm baixa instrução escolar e muito menor ao nível das TIC? "Dá-se isso e eles desenrascam-se..."

E os professores do 1º Ciclo, também têm direito a um por 50 euros? Ou a própria escola, quantos têm para que os professores se possam familiarizar com os programas "fantásticos"(?) que trazem instalados?

E são apenas algumas interrogações, de certo que se lembram de outras...

Viva o salvador, viva o Magalhães! Quantos mais Magalhães, melhor é a Educação neste país! Professores para quê?

E agora, o Magalhães visto pelos Gato Fedorento:





E são só dois, se forem ao youtube e procurarem "gato fedorento magalhães" vêm o resto da colecção.

Abraço!

Continuam os cortes na Educação

Desta vez é nos directores adjuntos.

E o critério é simples: pelo número de alunos. Não interessa se o agrupamento tem 5 ou 10 escolas, se estão próximas ou afastadas, as ofertas formativas, ou outras questões relevantes.

Alterações que entram em vigor a meio dos mandatos, já para o ano. Interrompem o ciclo normal de 4 anos.

"O despacho que reduz o número de directores adjuntos das escolas do ensino básico e secundário foi hoje publicado em Diário da República. Directores esperavam novos critérios."

Mais em Público.pt

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Estatuto da Carreira Docente - versão muito útil.

http://www.sprc.pt/upload/File/PDF/Propostas/ECDConsolidado_20101130.pdf

Cliquem e acedam ao Estatuto da Carreira Docente que o SPZS pôs ao nosso dispor. É muito útil, está com anotações e destacam as alterações introduzidas ao longo do tempo.

Agradeço ao blog dos Professores Lusos (está na minha lista de blogs), onde tomei conhecimento deste documento.

Abraço!

E se pudessemos escolher a escola dos nossos educandos?

A ideia parece boa e há quem aconselhe. Neste caso é o americano Herbert J. Walberg, especialista em Economia da Educação.

É simples: temos um voucheur para gastarmos na escola que escolhermos (tipo "cartão de presente" que gastamos na loja à escolha num determinado centro comercial). O Estado financia e nós escolhemos.

E acrecenta que “a concorrência parece funcionar na educação”.  Normalmente ficamos a ganhar com a concorrência, mais e melhor por menos custo, e parece que também pode ser este o caso.

Transcrevo a notícia do Público:

"Pais devem ter liberdade para escolher a escola, defende Herbert J. Walberg

O sistema educativo sueco pode ser um bom exemplo para Portugal, defende Herbert J. Walberg, especialista em Economia da Educação, que tem feito parte de vários grupos de conselheiros da OCDE para a área da Educação. Walberg recorda que a Suécia adoptou o cheque ensino, permitindo que as famílias escolhessem a escola, e que esta é obrigada a receber qualquer aluno.

“É o único país com um sistema de vouchers e as escolas têm vindo a melhorar os seus resultados [quando comparados com os internacionais]”, explica o autor do livro Escolha da Escola: descobertas e conclusões, uma edição do Fórum para a Liberdade de Educação, com o apoio da embaixada dos EUA e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. O lançamento é esta tarde, na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa.


“Gostava de ter vouchers para todos”, diz em conferência de imprensa. E retoma o exemplo da Suécia. Foi em 1993 que o Governo ordenou às autoridades locais que financiassem, o equivalente a 85 por cento do custo por aluno das escolas públicas tradicionais, as escolas que os pais escolhessem. Portanto, as famílias deixaram de pagar propinas na maioria das escolas privadas.

A par desta decisão, estabeleceu-se que as escolas eram obrigadas a admitir todos os alunos, independentemente do nível socioeconómico. Segundo Walberg, não se verificou o aumento da segregação, nem da concentração de crianças com necessidades educativas especiais em determinadas escolas.

Foi criado um “mercado da educação” que, segundo Walberg, “conduziu a uma concorrência crescente, melhorou o desempenho dos alunos e aumentou a satisfação dos pais com as escolas dos filhos”. No livro, Walberg cita vários estudos que comprovam que os pais a quem são dados os cheque ensino, participam mais activamente na vida escolar dos filhos.

Privatização do ensino

Mas há outras alternativas para que as famílias possam ter liberdade de escolha, continua. O especialista defende que os Estados podem definir metas de aprendizagem e privatizar as escolas: “As escolas privadas fazem melhor do que o Estado”, declara.

“A concorrência parece funcionar na educação”, diz, com base em investigação que tem sido feita nos EUA, onde há estados que apostaram nas charter schools, escolas com quem contratualizam que no espaço de cinco anos, os alunos têm de obter determinados resultados. Se esses não forem cumpridos, a escola fecha ou é mudado o seu corpo docente.

Segundo um estudo comparado entre as escolas com este tipo de contrato e as escolas públicas norte-americanas, as primeiras têm um bom desempenho, sobretudo os alunos pobres e hispânicos.

Walberg cita um outro estudo que revela que nos EUA, os professores do ensino público têm expectativas mais baixas do que os do ensino privado. Portanto, conclui, são muitos os dados que demonstram as mais valias das famílias poderem escolher a escola, dados que têm levado países como a Suécia, a Holanda, a República Checa ou o Chile a pôr em prática políticas de privatização na educação.

Os pais “têm tanto direito a tomar as decisões importantes sobre a educação dos filhos como o direito a dar-lhes um nome, morada e a escolher a pessoa que trata deles quando adoecem”, termina. "