Não sou eu que o digo, são dados de um estudo apresentado na na revista Brain, Behavior, and Immunity.
Concluíram "que pessoas com menos escolaridade tinham células mais velhas". Velhos já estamos , o país está a braços com uma população cada vez mais envelhecida. Se forem mais Educados vivem melhor a velhice?
"Uma equipa de cientistas associou o envelhecimento celular com o grau de educação da população, concluindo que pessoas com menos escolaridade tinham células mais velhas. Este factor, segundo o artigo publicado recentemente na revistaBrain, Behavior, and Immunity, era mais importante do que o nível económico actual das pessoas.
...
É difícil perceber quais é que são as raízes desta ligação. O artigo sugere que as pessoas mais educadas são capazes de tomar decisões mais informadas que beneficiam a sua saúde e, por outro lado, têm uma maior capacidade para gerirem o stress e a pressão."
Podem ler o resto no Público.
Abraço!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
E lá vão 1200 cursos à vida...
Isto da reputação da instituição de ensino pode ser muito importante para o mercado de trabalho.
"A revolução no ensino superior
No próximo ano electivo vão encerrar mais de 1.200 cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento nas universidades portuguesas, revela a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).
Antes mesmo de a avaliação ter início foram excluídos 885 cursos cujos processos não foram entregues para avaliação. Depois, a A3ES avaliou os mais de 4.000 cursos que lhe foram submetidos para apreciação e decidiu eliminar outros 335 após duas fases de avaliação e discussão com as instituições a que pertenciam. A maior parte dos cursos que obtiveram uma avaliação negativa pertencem às áreas da Educação e das Ciências Sociais, embora também sejam abrangidos cursos de Engenharia, Gestão e Comunicação, entre outros. De assinalar ainda que a maioria dos cursos que vão encerrar são de mestrado, embora também exista um número apreciável de licenciaturas. Esta é uma limpeza que se impunha fazer há muito para garantir a qualidade do ensino, bem como a legalidade dos graus conferidos e dar maior credibilidade ao ensino universitário como um todo. O mercado de trabalho já valorizava mais determinados cursos ministrados por determinadas instituições, mas o certo é que foram saindo pessoas sem preparação académica adequada que serviam para engordar o exército de desempregados com qualificações. Um país precisa de licenciados, mas tem de ter uma estratégia e tem de saber dar orientações sobre as necessidades futuras em matéria de especialistas das diferentes áreas. A fusão de universidades, tal como preconiza nesta edição o presidente do ISEG, deverá ser o próximo passo na revolução do ensino superior."
Se eu sei que o fulano x tem um curso tirado na instituição y e que esta é melhor reputada, porque não optar por ele em detrimento de outro que tirou o mesmo curso numa instituição com menos reputação? Parece lógico...
O mesmo curso pode ter muitas diferenças consoante a Universidade/Faculdade. E ninguém nega que há uns melhores do que outros...
Infelizmente no Ensino o que conta é a nota final do curso e não onde foi tirado.
E agora vou dar uma "machadada": há tantas faculdades que dão belas notas e que nada ensinam...
E conhecem aqueles "mestrados" que para nada servem mas que se fazem cobrar e passam alunos quase sem os verem ou sem exigirem esforço para serem concluídos?
Ma atenção: as boas faculdades também têm maus alunos, futuros professores que trazem o canudo com uma bela nota lá escrita e quando caem no meio dos leões... matança total!
E se continuar por este caminho ainda vou falar na tal prova que foi sugerida no fim dos cursos para "separar o trigo do joio"... Mas no Ensino não é só uma prova que interessa, a prática é quase tudo! E avaliar a prática não é nada fácil.
E até pode haver uma ou outra Universidade ou Cooperativa de Ensino que lá dá uns trocos a este e àquele partido para as campanhas eleitorais, que dá emprego a uns "boys" do governo... mas isto sou eu com a mania das conspirações...
E isto vem tudo depois de eu ler esta notícia do Diário Económico:
"A revolução no ensino superior
No próximo ano electivo vão encerrar mais de 1.200 cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento nas universidades portuguesas, revela a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).
Antes mesmo de a avaliação ter início foram excluídos 885 cursos cujos processos não foram entregues para avaliação. Depois, a A3ES avaliou os mais de 4.000 cursos que lhe foram submetidos para apreciação e decidiu eliminar outros 335 após duas fases de avaliação e discussão com as instituições a que pertenciam. A maior parte dos cursos que obtiveram uma avaliação negativa pertencem às áreas da Educação e das Ciências Sociais, embora também sejam abrangidos cursos de Engenharia, Gestão e Comunicação, entre outros. De assinalar ainda que a maioria dos cursos que vão encerrar são de mestrado, embora também exista um número apreciável de licenciaturas. Esta é uma limpeza que se impunha fazer há muito para garantir a qualidade do ensino, bem como a legalidade dos graus conferidos e dar maior credibilidade ao ensino universitário como um todo. O mercado de trabalho já valorizava mais determinados cursos ministrados por determinadas instituições, mas o certo é que foram saindo pessoas sem preparação académica adequada que serviam para engordar o exército de desempregados com qualificações. Um país precisa de licenciados, mas tem de ter uma estratégia e tem de saber dar orientações sobre as necessidades futuras em matéria de especialistas das diferentes áreas. A fusão de universidades, tal como preconiza nesta edição o presidente do ISEG, deverá ser o próximo passo na revolução do ensino superior."
Abraço!
domingo, 22 de maio de 2011
Melhor do que cursos vocacionados para o Ensino...
Há várias gestões e engenharias... fujam é dos cursos vocacionados para o Ensino. Aproveitem os vocacionados para... pois, para... desculpem, não sei!
E que tal "fujam dos cursos superiores e aproveitem os cursos profissionais"? Começam a trabalhar mais cedo, podem ter boas hipóteses de progredirem na carreira e até de saberem mais do que um licenciado (agora são todos mestres, no meu tempo é que era diferente). Quem sabe não é a melhor opção... pelo menos analisem!
"Estudo conclui que Portugal é um país de gestores e engenheiros
Quase um quarto dos alunos que frequentam o ensino superior em Portugal está a tirar Gestão e cursos na área da Engenharia. Esta é uma das principais conclusões que se pode retirar daCaracterização do sistema de ensino superior 2009/2010, o primeiro grande estudo elaborado pela Agência de Avaliação do Ensino Superior (A3ES) sobre o ensino superior em Portugal, abrangendo os vários sectores e subsectores e tipo de ensino."
Abraço!
A Escola onde os Professores eram "Srs. Professores"?
PSD quer uma Escola como havia na ditadura, diz o sr. José.
E eu pensei logo: "uma Escola onde o professor é respeitado e tem autoridade?"
Mas afinal estava errado...
"Num almoço com mais de mil militantes e simpatizantes, em Elvas, José Sócrates voltou a disparar sobre a direita, incluindo sobre Paulo Portas que até hoje tinha passado quase ileso de todos os discursos desde o início da crise política.
Agora, para o PS, "é o entendimento entre eles que é o problema". Pois ficou a mensagem: "Vão ter uma lição nas eleições legislativas!"
A tensão entre o PSD e o CDS dos últimos dias valeu uma nova mensagem aos socialistas. "Temos agora eleições, mas o dia de ontem foi passado um dizendo ao outro que está mais irredutível, porque não se pode entender com o PS. Que espectáculo absolutamente deprimente, ver dois partidos a disputar qual é o mais sectário. O país já pagou um preço por isso. O que estão a fazer é cumprir uma agenda ideológica e partidária que ofende os interesses partidários", declarou Sócrates.
A agenda da direita, para Sócrates é clara: "radical", "insensata". E a defesa do Estado Social continua a marcar a diferenciação que Sócrates vinca a cada dia. Hoje, vincou ainda mais, dizendo que o que o PSD quer é "que haja uma educação para pobres e uma educação para ricos, como havia antes do 25 de Abril." Nos últimos dias, o líder já tinha aberto caminho à acusação - desta vez foi direito ao assunto: "E é aqui que as águas se separam", disse, recuperando o projecto de revisão constitucional social-democrata. "Propôs que deixasse de proibir o despedimento sem justa causa. Querem pôr em causa a escola pública, propondo que o Estado não tenha a obrigação de fazer uma rede de escolas públicas. Também querem retirar da constituição o SNS tendencialmente gratuito. Afinal de contas, ele diga quem vai pagar e quanto vai pagar!"
Antes tinha ficado uma longa lista de medidas do Governo nos últimos seis anos, do Complemento para Idosos à rede de equipamentos sociais, e também uma "história do último mês e meio em 10 palavras". Em síntese - porque foram mais que dez palavras, a ideia é esta: "A única razão pela qual a direita abriu uma crise política teve a ver com a ambição do poder. Mas atiraram abaixo o Governo e fizeram levantar o PS"."
DN
Abraço!
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Portas: Avaliação igual à das privadas
Não é novidade, aqui mesmo já tinha sido comentado.
Não conheço o modelo, por isso não vou comentar.
Fica a notícia:
"Paulo Portas insiste em avaliação de professores baseada no modelo dos privados
De Marco Lopes da Silva (LUSA)
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, insistiu hoje num modelo de avaliação dos professores baseado no sistema do ensino particular e apontou a autoridade dos docentes como essencial no setor da Educação.
"[O sistema vigente no ensino particular e cooperativo] funciona, está a correr bem e foi subscrito por professores e empregadores", declarou Paulo Portas, depois de uma visita à feira quinzenal de Arouca e de outra à Vicaima, uma empresa em Vale de Cambra.
Entre os aspetos positivos que identifica no modelo atualmente em vigor no ensino particular, Paulo Portas sublinhou que o relatório é entregue a 30 de junho, quando as aulas já acabaram, que a avaliação é feita pelo diretor pedagógico, ou seja, o avaliador não concorre com o avaliado para o mesmo lugar, que a avaliação termina antes do novo ano letivo começar e que em caso de divergência existe um sistema de arbitragem para a dirimir."
Abraço!
PS - Ainda não "voltei ao activo" em força, mas vou tentar fazê-lo na próxima semana quando isto da paternidade a dobrar se tornar mais fácil;)
Portugueses não são exigentes na educação
Palavras de Marçal Grilo - lembram-se dele?
Isto dos pais exigirem das escolas... quem leu o que escrevi ontem naquele recordar do meu estágio em que ouvi "os pais não vêm para melhorar o Ensino..." sabem o que estou a pensar.
Para se exigir tem que se dar. Quem não se lembra do professor que nada fazia mas era o primeiro a dar os testes mais difíceis e o menos intolerante na correcção destes? Mas também se lembram dos professores que davam e que depois exigiam de nós... qual preferem?
"Os portugueses não são exigentes, os pais não exigem das escolas nem dos filhos e os estudantes não exigem de si próprios nem dos estabelecimentos de ensino, defendeu hoje o ex-ministro Eduardo Marçal Grilo.
O ex-ministro da Educação, que falava no seminário “Participação dos Pais na Escola”, a decorrer hoje no Conselho Nacional de Educação (CNE), em Lisboa, afirmou que o povo português “protesta, mas não é verdadeiramente exigente nos locais próprios”.
“Os pais não são exigentes em relação aos filhos, os pais e filhos não são exigentes em relação à escola e não há exigência dos estudantes em relação a si próprios”, disse o actual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian.
Marçal Grilo, como outros especialistas que participam no seminário, salientou a importância e necessidade de envolver os pais na vida da escola e dos alunos.
Apesar de reconhecer “a vida infernal de muitos pais”, Marçal Grilo não deixou de referir que “há muitos que não têm problemas de horários e não estão disponíveis” e, neste contexto, a escola “tem um papel importante na mobilização dos pais”.
E, quando existem problemas, o diálogo continuado entre pais e professores é fundamental para enfrentar as situações, apontou.
Para o ex-ministro, “os exemplos têm de vir de cima e pais e professores devem ser referência” para os mais jovens.
“Os professores têm de assumir-se como referência” para os alunos, disse ainda o especialista."
Abraço!
Isto dos pais exigirem das escolas... quem leu o que escrevi ontem naquele recordar do meu estágio em que ouvi "os pais não vêm para melhorar o Ensino..." sabem o que estou a pensar.
Para se exigir tem que se dar. Quem não se lembra do professor que nada fazia mas era o primeiro a dar os testes mais difíceis e o menos intolerante na correcção destes? Mas também se lembram dos professores que davam e que depois exigiam de nós... qual preferem?
"Os portugueses não são exigentes, os pais não exigem das escolas nem dos filhos e os estudantes não exigem de si próprios nem dos estabelecimentos de ensino, defendeu hoje o ex-ministro Eduardo Marçal Grilo.
O ex-ministro da Educação, que falava no seminário “Participação dos Pais na Escola”, a decorrer hoje no Conselho Nacional de Educação (CNE), em Lisboa, afirmou que o povo português “protesta, mas não é verdadeiramente exigente nos locais próprios”.
“Os pais não são exigentes em relação aos filhos, os pais e filhos não são exigentes em relação à escola e não há exigência dos estudantes em relação a si próprios”, disse o actual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian.
Marçal Grilo, como outros especialistas que participam no seminário, salientou a importância e necessidade de envolver os pais na vida da escola e dos alunos.
Apesar de reconhecer “a vida infernal de muitos pais”, Marçal Grilo não deixou de referir que “há muitos que não têm problemas de horários e não estão disponíveis” e, neste contexto, a escola “tem um papel importante na mobilização dos pais”.
E, quando existem problemas, o diálogo continuado entre pais e professores é fundamental para enfrentar as situações, apontou.
Para o ex-ministro, “os exemplos têm de vir de cima e pais e professores devem ser referência” para os mais jovens.
“Os professores têm de assumir-se como referência” para os alunos, disse ainda o especialista."
Abraço!
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Políticos, deixem o ensino público em paz
Até parece um dos meus títulos, mas este vem directamente do Jornal i.
"Seja qual for o próximo ministro da Educação, que tenha a delicadeza de não entrar a matar. Esse é o pedido que professores, directores ou encarregados de educação fazem ao partido que ganhar as legislativas de 5 de Junho."
Aqui está um bom pedido, mas será que é um daqueles desejos que se concretizam?
Autonomia, mais lugares no quadro, revisão dos programas/disciplinas do 3º ciclo, reajustamentos, avaliação e mais nesta notícia.
Abraço!
Visões políticas sobre a Educação
Ou melhor, "dizer mal das políticas dos opositores" - seja na Educação ou noutra coisa qualquer!
Quem é que está à espera de uma campanha eleitoral esclarecedora onde se debatam ideias e que permita escolhermos o melhor?
E quem é que está à espera de mais uma fantochada de "bota abaixo" as ideias dos outros e de dar a volta aos assuntos que realmente importam?
Pois, eu pertenço ao segundo grupo.
Dizem mal das Novas Oportunidades, dizem que o Ensino não pode ser só uma "paixão", defendem as Novas Oportunidades...
Um 3 em um (desculpem, mas já sabem porque razão estou a "poupar"...)
"Ministra Educação diz que Passos está "desfasado" da realidade ao defender auditoria às Novas Oportunidades" - DN
Quem é que está à espera de uma campanha eleitoral esclarecedora onde se debatam ideias e que permita escolhermos o melhor?
E quem é que está à espera de mais uma fantochada de "bota abaixo" as ideias dos outros e de dar a volta aos assuntos que realmente importam?
Pois, eu pertenço ao segundo grupo.
Dizem mal das Novas Oportunidades, dizem que o Ensino não pode ser só uma "paixão", defendem as Novas Oportunidades...
Um 3 em um (desculpem, mas já sabem porque razão estou a "poupar"...)
"Ministra Educação diz que Passos está "desfasado" da realidade ao defender auditoria às Novas Oportunidades" - DN
Fernando Nobre defende que na Educação não basta "paixão" - Público
segunda-feira, 16 de maio de 2011
A Paternidade do Professor Raro
Peço desculpa aos meus atentos leitores (e aos esporádicos também), mas a minha ausência prolongada tem uma explicação que todos, de certeza, compreenderão: tenho o dobro das filhas que anteontem tinha;)
O Professor Raro é também Papá Raro duas vezes.
Darei a atenção possível a este espaço, mas valores mais altos se levantam...
Abraço!
O Professor Raro é também Papá Raro duas vezes.
Darei a atenção possível a este espaço, mas valores mais altos se levantam...
Abraço!
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Entupiu! Valida-se como se pode...
Quem é que conseguiu navegar sem problemas na internet lá da Escola ontem e hoje?
Ora... se eu fosse do ministério o que estaria a pensar...? "Está tudo bem, não há problemas, é só uma coisita de nada... estes professores têm a mania de complicar, só porque o concurso deles (=vida profissional, para muitos até mais do que isso) está encalhado... até parece... quando é que os deixamos ficar mal? Digam, uma vezita que seja..."
Pois... a ver vamos... Foi um "pico", dizem eles!
Quanto a "uma vezita que seja": por onde podemos começar? Listas que desaparecem, programas que bloqueiam, informações diferentes a cada semana, verdades que duram só umas horas, esclarecimentos que são recusados, promessas que afinal não eram... mais?
"Às 17.55 de ontem, a chefe da secretaria do agrupamento de escolas Ibn Mucana, em Alcabideche (Cascais), agarrou na mala e foi para casa irritada. Durante os últimos três dias tentou aceder à rede de internet do Ministério da Educação. Das vezes que conseguiu, a ligação durou alguns minutos e voltou a cair. Insistiu, pensado que a anomalia fosse passageira, mas enganou-se, porque o seu desespero se estende pelos estabelecimentos de ensino de todo o país. As direcções não conseguem entrar na plataforma da Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) para validar as candidaturas dos 55 mil contratados que concorrem ao concurso de professores, um passo obrigatório. O prazo termina segunda-feira e o processo está paralisado.
Não cumprir o calendário é um risco que os directores não querem correr. Daí que o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) tenha solicitado ontem à tutela o prolongamento dos prazos. "Não vamos conseguir validar as candidaturas dos professores a tempo e a responsabilidade desse atraso não pode ser atribuído aos directores", avisa Adalmiro da Fonseca, alertando para o perigo de os professores ficarem excluídos do concurso que visa suprir as necessidades transitórias das escolas no próximo ano lectivo.
O pedido foi feito com urgência, a resposta ainda não chegou, mas segundo o esclarecimento prestado pelo ministério ao i, não há necessidade de alterar o calendário: "O prazo de validação de candidaturas por parte das escolas termina apenas no dia 16. Assim sendo, é extemporânea qualquer eventual alteração do prazo previsto para esse efeito." Fonte da tutela esclareceu ainda que congestionamento da rede informática do ministério se deve apenas ao "grande número de acessos", explicando que durante a fase de candidaturas, a plataforma da DGRHE registou mais de 280 mil acessos: "Não existe qualquer anomalia. Trata-se apenas de um pico de utilização da rede informática do ME."
Um "pico" que está a estrangular a rede interna, mas o problema deixa de existir se os funcionários optarem por usar as suas pen. No Agrupamento de São Julião da Barra, em Oeiras, os administrativos recorreram à internet pessoal e o mesmo acontece nas escolas de Cinfães, onde o director Manuel Pereira pediu a três colegas da direcção para usar a sua própria net: "Com a rede da escola não vamos a lado nenhum, por isso, os meus colegas estão a pagar do seu bolso para prestar um serviço ao Estado."
A dificuldade portanto não se resume à página da DGRHE, uma vez que não é possível navegar igualmente nos sites da Google, Sapo ou Hotmail, conta Paulo Vasconcelos, coordenador do Plano Tecnológico da Educação (PTE) no Agrupamento de Cinfães. O problema surge sobretudo nos sites que implicam uma senha de entrada. E isso só acontecerá porque os servidores da tutela não têm capacidade para suportar o grande afluxo de utilizadores. "É como se milhares de pessoas tentassem atravessar ao mesmo tempo uma porta estreita", explica José Nogueira, do Agrupamento Ibn Mucana. São as 1200 escolas a tentar cumprir os prazos do concurso para os professores contratados."
Abraço!
Ora... se eu fosse do ministério o que estaria a pensar...? "Está tudo bem, não há problemas, é só uma coisita de nada... estes professores têm a mania de complicar, só porque o concurso deles (=vida profissional, para muitos até mais do que isso) está encalhado... até parece... quando é que os deixamos ficar mal? Digam, uma vezita que seja..."
Pois... a ver vamos... Foi um "pico", dizem eles!
Quanto a "uma vezita que seja": por onde podemos começar? Listas que desaparecem, programas que bloqueiam, informações diferentes a cada semana, verdades que duram só umas horas, esclarecimentos que são recusados, promessas que afinal não eram... mais?
"Às 17.55 de ontem, a chefe da secretaria do agrupamento de escolas Ibn Mucana, em Alcabideche (Cascais), agarrou na mala e foi para casa irritada. Durante os últimos três dias tentou aceder à rede de internet do Ministério da Educação. Das vezes que conseguiu, a ligação durou alguns minutos e voltou a cair. Insistiu, pensado que a anomalia fosse passageira, mas enganou-se, porque o seu desespero se estende pelos estabelecimentos de ensino de todo o país. As direcções não conseguem entrar na plataforma da Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) para validar as candidaturas dos 55 mil contratados que concorrem ao concurso de professores, um passo obrigatório. O prazo termina segunda-feira e o processo está paralisado.
Não cumprir o calendário é um risco que os directores não querem correr. Daí que o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) tenha solicitado ontem à tutela o prolongamento dos prazos. "Não vamos conseguir validar as candidaturas dos professores a tempo e a responsabilidade desse atraso não pode ser atribuído aos directores", avisa Adalmiro da Fonseca, alertando para o perigo de os professores ficarem excluídos do concurso que visa suprir as necessidades transitórias das escolas no próximo ano lectivo.
O pedido foi feito com urgência, a resposta ainda não chegou, mas segundo o esclarecimento prestado pelo ministério ao i, não há necessidade de alterar o calendário: "O prazo de validação de candidaturas por parte das escolas termina apenas no dia 16. Assim sendo, é extemporânea qualquer eventual alteração do prazo previsto para esse efeito." Fonte da tutela esclareceu ainda que congestionamento da rede informática do ministério se deve apenas ao "grande número de acessos", explicando que durante a fase de candidaturas, a plataforma da DGRHE registou mais de 280 mil acessos: "Não existe qualquer anomalia. Trata-se apenas de um pico de utilização da rede informática do ME."
Um "pico" que está a estrangular a rede interna, mas o problema deixa de existir se os funcionários optarem por usar as suas pen. No Agrupamento de São Julião da Barra, em Oeiras, os administrativos recorreram à internet pessoal e o mesmo acontece nas escolas de Cinfães, onde o director Manuel Pereira pediu a três colegas da direcção para usar a sua própria net: "Com a rede da escola não vamos a lado nenhum, por isso, os meus colegas estão a pagar do seu bolso para prestar um serviço ao Estado."
A dificuldade portanto não se resume à página da DGRHE, uma vez que não é possível navegar igualmente nos sites da Google, Sapo ou Hotmail, conta Paulo Vasconcelos, coordenador do Plano Tecnológico da Educação (PTE) no Agrupamento de Cinfães. O problema surge sobretudo nos sites que implicam uma senha de entrada. E isso só acontecerá porque os servidores da tutela não têm capacidade para suportar o grande afluxo de utilizadores. "É como se milhares de pessoas tentassem atravessar ao mesmo tempo uma porta estreita", explica José Nogueira, do Agrupamento Ibn Mucana. São as 1200 escolas a tentar cumprir os prazos do concurso para os professores contratados."
Abraço!
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