quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ataque à EF e a outras

Mais poupança! Não se vê qualquer justificação se não esta...

E não é só na Educação Física. Podem ver mais aqui.

"Professores de Educação Física contra matriz curricular

Os professores de Educação Física insurgem-se, em carta aberta ao ministro Nuno Crato, contra o que classificam de "equívoco" e “desprezo pela disciplina” na matriz curricular que entrará em vigor no próximo ano lectivo.

"É atribuído um crédito total de minutos a esta área para ser gerido no seio de cada escola, de acordo com o critério dos seus gestores, permitindo que possa desprezar-se a carga horária que estava definida para esta disciplina", escrevem os autores do documento, divulgado esta terça-feira.

Na carta, assinada pelos dirigentes da Confederação Nacional de Associações de Profissionais de Educação Física (CNAPEF), João Lourenço, e da Sociedade Portuguesa de Educação Física (SPEF), Marcos Onofre, é pedida uma audiência urgente e a suspensão imediata do processo, com a correcção do alegado equívoco.

Em causa está a publicação pela Direcção-Geral da Educação das "matrizes curriculares dos ensinos básico e secundário", na semana passada, em que se indicam os tempos máximos e mínimos estabelecidos para as diversas disciplinas, os grupos a que pertencem, e a distribuição pelos respectivos ciclos, deixando às escolas uma margem de organização em função do seu próprio projecto educativo, conforme havia indicado o ministro da Educação, Nuno Crato, em Março.

As organizações subscritoras da missiva reagem esta terça-feira com "profunda indignação e total discordância", alegando que existe "falta de coerência" entre o documento inicialmente apresentado por Nuno Crato e o que agora foi publicado.

Temendo as consequências de uma redução do tempo dedicado à disciplina, os professores dizem também que não há razões conceptuais, científicas ou de natureza curricular que justifiquem a "agregação da Educação Física, Educação Visual, Tecnologias da Informação e Comunicação e Oferta de Escola" numa área intitulada "Expressões e Tecnologias" no 3.º Ciclo.

"No caso particular do ensino secundário é proposta uma redução de 30 minutos na carga horária, o que perfaz menos 16 horas de aulas anuais, ou seja, "menos cinco semanas de aulas por ano".

Os professores defendem a sua posição com base nos benefícios do exercício para a saúde, num país que revela "a segunda maior taxa de prevalência de obesidade e sobrepeso na Europa".

Esta matriz, dizem, vai ainda contra uma resolução da Assembleia da República em que se reconhece a "necessidade de reforçar a actividade física da população em idade escolar"."
Correio da Manhã

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terça-feira, 29 de maio de 2012

NO e o emprego

Numa época em que a economia está tão má, não é de admirar que as Novas Oportunidades não estejam muito associadas à empregabilidade...

"Professores questionam avaliação de Novas Oportunidades associada à "empregabilidade"


O Sindicato dos Professores do Norte desconfia das intenções do Governo ao não esperar pelo estudo de Roberto Carneiro sobre as Novas Oportunidades, optando por dar relevo um outro estudo que liga o programa à empregabilidade.

Segundo Carlos Midões, daquele sindicato, o último estudo apresentado recentemente pelo Governo "parece uma coisa um bocado encomendada para demonstrar que a empregabilidade não está a ter tanto sucesso com este modelo" das Novas Oportunidades.

"O governo pretende ligar a dificuldade que estas pessoas que frequentaram este tipo de modelo tiveram na obtenção de emprego quando há uma crise de emprego e um aumento do desemprego permanente", afirmou o dirigente do sindicato que, no âmbito das comemorações do seu 30º aniversário, organizou um seminário sobre "as políticas europeias para a educação e formação de adultos e sua implementação em Portugal", nomeadamente através das Novas oportunidades.

Para Carlos Midões, "num país que tem um número tão elevado de desempregados, não é o modelo de qualificação que vai resolver os problemas de empregabilidade porque este é um problema de desenvolvimento económico".

"De um momento para o outro, pretende-se alterar completamente o modelo sem se fazer um balanço sério, que admito que pudesse ser feito pelo estudo encomendado pelo anterior Governo a Roberto Carneiro", disse.

"Aquilo que a secretaria de Estado disse no último documento é um conjunto insignificante de ideias, que não me parece fazer nenhuma alteração", afirmou ainda.

O dirigente do Sindicato dos Professores do Norte está convencido de que "a oferta na área de educação de adultos vai ser diminuída garantidamente ou mesmo completamente destruída, lançando-se para a opinião pública a ideia de que a afetação de verbas será para a formação profissional"."
RTP

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"Importar" estudantes é uma forma de "exportação"

É uma forma de exportação, como já referi nesta mensagem de 5 de abril.

"Portugal está à procura de estudantes norte-americanos

Portugal participa esta semana pela primeira vez na maior feira universitária dos Estados Unidos, à procura de atrair para o país estudantes de ensino superior norte-americanos.

Para Fátima Fonseca, directora da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), o potencial de crescimento do número de estudantes norte-americanos que escolhem Portugal para fazer um ano ou um semestre lectivo é «bastante grande», dos actuais 200 por ano para perto de países como a República Checa, que capta perto de 3.000.

«Há um conjunto de razões que podemos `vender' nos Estados Unidos para captar o interesse para a escolha de Portugal como destino de formação», disse à Lusa.

Estas passam pela cotação internacional de universidades e centros de investigação portugueses, mas também o facto de ser um país europeu com História, «que pode abrir portas para outros mercados de língua portuguesa como o Brasil», adianta.

As «vantagens comparativas», incluindo para luso-descendentes, refere, incluem ainda a segurança, o custo relativamente baixo e o clima.

Recentemente, a FLAD apoiou a criação do primeiro programa de estudos no estrangeiro, que vai enviar alunos da Universidade de Massachusetts para Lisboa já a partir deste ano.

Com a participação na NAFSA 2012 - Association of International Educators, de 29 de maio a 1 de Junho na cidade de Houston, pretende-se gerar interesse de outras universidades norte-americanas para que sejam lançados mais programas do género, multiplicando a oferta ao dispor de alunos.

«Sentimos que há outras vontades para [mais programas] acontecerem, mas tem de haver conhecimento mútuo, um trabalho bilateral. Esta primeira presença como país dá a conhecer aos Estados Unidos e ao mundo» a oferta de ensino portuguesa, afirma.

A FLAD tem inclusivamente aberto um concurso que subsidia algumas das despesas inerentes à criação de programas do género study abroad ou summer school.

Este programa, 'Study in Portugal', é coordenado pela Fundação Luso-Americana (FLAD), em parceria com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, a Comissão Fulbright Portugal, o Turismo de Portugal, a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a Embaixada dos EUA em Portugal e algumas câmaras municipais.

Tal como o programa Erasmus na União Europeia, os alunos norte-americanos têm por hábito passar um semestre ou um ano numa universidade fora do país, sendo os preferidos países europeus como a Espanha, que recebe perto de 20 mil estudantes por ano.

«Hoje Portugal não está muito no circuito destes programas e uma das razões é que as universidades portuguesa não se têm promovido nos Estados Unidos», afirma Fonseca.

Na feira, com perto de oito mil participantes de 80 países, Portugal nunca esteve representado.

Este ano terá 27 pessoas, e todas as universidades portuguesas mostrarão a sua oferta académica, directa ou indirectamente.

Para Fátima Fonseca, as universidades portuguesas têm na captação de alunos estrangeiros uma oportunidade para compensar a previsível descida futura do número de alunos de ensino superior, por razões demográficas."
Diário Digital

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Desemprego Docente vai disparar

Porque a poupança está em primeiro lugar...

Já este ano o desemprego dos professores cresceu 136%.

"FENPROF: Desemprego de docentes vai disparar no novo ano lectivo

A FENPROF garante que, no próximo ano lectivo, o desemprego de docentes vai disparar devido às medidas que estão a ser tomadas pelo Ministério da Educação.

A FENPROF já veio a público alertar para a grave situação que vai atingir as escolas e os docentes no arranque do próximo ano lectivo, em Setembro.

De acordo com a FENPROF o desemprego entre os professores pode ter uma dimensão nunca vista devido às medidas que têm vindo a ser tomadas pelo Ministério da Educação com destaque para a constituição de mega-agrupamentos, a revisão da estrutura curricular e o aumento do número de alunos por turma.

Segundo a FENPROF são erros graves que merecem a enérgica condenação dos professores e das comunidades educativas.

Joaquim Páscoa, presidente do Sindicato de Professores da Zona Sul, disse ainda que as medidas que o Ministério da Educação está a tomar confirmam os piores receios que existiam e apela à resistência e luta dos professores."
Rádio Voz da Panície

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Fenprof compara Ministério a empresa de demolições

É mentira, não têm capacidade de demolição. Se tivessem não pagavam renda de uma Escola abandonada, como está escrito nesta notícia.

"A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusou hoje o Ministério da Educação de ser uma "empresa de demolições", apostada em "deitar abaixo" o setor em Portugal, em todos os níveis de ensino.

Em declarações aos jornalistas, após uma tribuna pública sobre ensino superior em frente às instalações do Ministério no Palácio das Laranjeiras, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, defendeu que "era altura de [o Ministério] se implodir - fazia um melhor serviço ao país".

Mário Nogueira afirmou que, no setor do ensino superior e ciência, os problemas começam com as "quebras de investimento" que PSD e CDS "aprofundam", apesar de enquanto eram oposição terem criticado o governo socialista por fazer a mesma coisa.

Quanto às reclamações específicas do pessoal docente, Mário Nogueira lembrou que "as carreiras estão congeladas" e salientou que há "problemas gravíssimos de gente que está a ser contratada em determinadas categorias e depois é remunerada em categorias inferiores, o que é perfeitamente ilegal".

Em relação aos alunos e suas famílias, a situação de crise no país traz "desemprego e baixos salários", o que, em conjunto, com uma ação social escolar que se complica burocraticamente e se fragiliza no financiamento", se traduz em "milhares e milhares de estudantes a abandonar os estudos".

Num documento que entregaram no Palácio das Laranjeiras, os sindicalistas da Fenprof reclamam mais dinheiro para o ensino superior e para a ação social, apontando a quebra "média de 22%" no financiamento do setor de 2011 para 2012 que acaba por ser "suportada diretamente pelos docentes, investigadores e outros trabalhadores do sub-setor público", que perderam subsídios de férias e de Natal.

Mário Nogueira disse que o ministro Nuno Crato tem cometido muitos "erros 'Cratos'" na educação, desde os "mega-agrupamentos" de escolas à revisão curricular e cortes no ensino superior.

"São erros 'Cratos' a mais para que a educação possa sobreviver em condições mínimas de qualidade na resposta que dá, quer em termos educativos quer sociais", afirmou."
DN




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domingo, 27 de maio de 2012

Jovem empreendedor?

Será um caso de empreendedorismo?

"Menor na posse de 60 doses de haxixe na sala de aulas


A PSP de Vila Franca de Xira identificou um menor de 15 anos na posse de mais de 32 gramas de haxixe, equivalentes a 60 doses individuais, na sala de aulas de uma escola do Forte da Casa.

Fonte policial adiantou hoje à Agência Lusa de que se trata da escola básica do 2.º e 3.º ciclos daquela freguesia.

A intervenção policial foi autorizada e acompanhada pela direção da escola, em virtude de sobre o menor recaírem suspeitas de andar a vender estupefaciente junto do estabelecimento de ensino.

O aluno foi identificado na sala de aulas na manhã de quinta-feira por elementos do programa Escola Segura.

O produto suspeito de ser haxixe foi apreendido pelas autoridades e o menor entregue aos pais.

O processo foi encaminhado para o Tribunal de Família e Menores de Vila Franca de Xira, no âmbito da Lei Tutelar Educativa, explica a PSP em comunicado."
DN

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sábado, 26 de maio de 2012

A renda é mais barata?

Se a renda der menos despesa do que a demolição...

"As antigas instalações da Escola Secundária Infante D. Pedro, em Alverca, têm sido alvo de roubos e de actos de vandalismo, alerta o presidente da junta de freguesia local. A escola está desocupada há dois anos mas o Ministério da Educação continua a pagar a renda aos proprietários do terreno."

...

"Segundo os autarcas locais, a DREL tem alegado que não tem meios financeiros disponíveis para demolir os pré-fabricados e limpar o espaço. Sem essa operação não pode entregar o terreno aos proprietários e, nestes últimos anos, já sem escola a funcionar, tem continuado a pagar as rendas mensais. "

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

O bicho papão chamado matemática

Qual é o problema? Até está na moda tirar nega a matemática...


"Os resultados do teste intermédio de Matemática do 9.º ano elaborado pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave) confirmam as piores expectativas e estão a assustar alunos, pais e professores."


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Mais um passo para a autonomia das Escolas

Ainda não se sabe até que ponto as Escolas serão autónomas, mas ficam ideias no ar:
"...Nuno Crato levanta o véu: as escolas poderão decidir os horários das disciplinas e organização dos tempos lectivos; bem como terão liberdade para definir créditos horários e gerir o tempo dos docentes."

E de contratar? Parece que ainda não vai ser para já...


"Governo reforçou poderes de directores e professores



Mais poder para os directores e um conselho pedagógico mais profissionalizado, ou seja, constituido só por professores, são as principais alterações ao diploma de autonomia das escolas.

O conselho de ministros desta quinta-feira aprovou finalmente o diploma sobre autonomia e gestão das escolas. Em conferência de imprensa, o ministro da Educação e Ciência Nuno Crato diz que o texto foi feito de acordo com negociações com todos os parceiros, das autarquias aos sindicatos e representantes dos pais.

Há muito que as escolas esperavam por este diploma, de maneira a poder aplicar as principais alterações previstas na preparação do próximo ano lectivo, que começa em Setembro.

O diploma prevê que as escolas tenham autonomia para flexibilizar planos curriculares próprios, informa. "Maior autonomia" para os estabelecimentos de ensino, faz questão de sublinhar o governante.

Em breve, o ministério dará conta de mais pormenores sobre como é que se vai traduzir esta autonomia, mas Nuno Crato levanta o véu: as escolas poderão decidir os horários das disciplinas e organização dos tempos lectivos; bem como terão liberdade para definir créditos horários e gerir o tempo dos docentes.

Para tudo isso, haverá um reforço da figura do director de escola, acrescenta Nuno Crato. Os directores serão eleitos pelo conselho geral – orgão da escola onde está representada toda a comunidade – o que lhes dará "maior legitimidade". Além disso, deverá ter formação em gestão escolar. "O que queremos é que, progressivamente, o corpo de directores do país tenha maior formação específica em aspectos que têm a ver com gestão e não directamente com a docência", explica o ministro. O director não tem de ser um professor do agrupamento, mas poderá ser escolhido fora da escola.

Também o conselho pedagógico terá um "carácter mais profissional", diz o governante. "O director em articulação com os professores são as peças fundamentais e estamos a reforçar o papel do professor no conselho pedagógico", sublinha.

Quanto ao conselho geral continuará a ter os diferentes intervenientes. Será aí que os pais e encarregados de educação estarão representados."

Abraço!