domingo, 13 de maio de 2012

Urso na Escola

Não é assim tão invulgar vermos animais a entrar para a Escola (cada um interpreta como quiser...)

Podem ver o vídeo aqui.

"Urso entra de rompante em escola de Nova Jérsia

O animal atravessou uma porta de vidro na passada sexta-feira e, visivelmente nervoso, chegou a entrar numa sala de aula situada no primeiro andar do estabelecimento de ensino.

Ninguém ficou ferido e, segundo a estação CBS, o urso ficou fechado na sala até à chegada das autoridades, destruindo alguns livros escolares.

Apesar disso, o episódio não terminou por aqui: depois da entrada de dois agentes no espaço, o animal saltou da janela e refugiou-se numa mata próxima."
Correio da Manhã

Abraço!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

É preciso uma inspeção?


"Inspecção recomenda formação em educação especial para docentes do ensino regular"


Até eu lhes podia dizer isso (e bem mais barato, de certeza...).

Abraço!

Mais de 700 alunos desistiram este ano do Erasmus

Logo agora que o governo nos manda ser europeus (ou internacionais) quando pensamos em emprego e vida melhor, acabam-se as possibilidades financeiras para suportar um Erasmus.


Este programa é para "disfarçar" umas belas férias para uns, mas para outros são uma porta aberta para uma carreira "lá fora".


São as contradições de cá...



"O número de estudantes que desistem de estudar no estrangeiro ao abrigo do Erasmus está a aumentar por causa de dificuldades financeiras."

Abraço!

Parque Escolar: As dúvidas dos arquitetos

Nem eles (?) sabem para onde foi tanto dinheiro...


"Educação: Ordem dos Arquitetos quer comissão de inquérito a obras da Parque Escolar

A Ordem dos Arquitetos recomendou hoje [8 de maio] na Assembleia da República a constituição de uma comissão eventual de inquérito ao programa de renovação de escolas secundárias da Parque Escolar para apurar "toda a verdade" sobre os desvios de custos.

A sugestão foi feita pelo bastonário da Ordem, João Belo Rodeia, numa audição na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura.

O arquiteto afirmou que é "urgente avaliar tecnicamente o programa da Parque Escolar", aprofundando as auditorias da Inspeção Geral das Finanças e do Tribunal de Contas para "compreender as razões dos desvios de custos e saber toda a verdade"."
JN

Abraço!

Claro que não é para amontoar crianças!

Claro que a intenção não é amontoar crianças. A intenção é mesmo poupar "à força toda"! 

Os professores tanto ensinam a 10 como a 30, é tudo igual. E já se diz (os "lá de cima") que não se encontram diferenças nos resultados das turmas com mais ou menos alunos... é claro que os "lá de cima" têm o traseiro sentado na cadeira do gabinete e recorrem a umas estatísticas que valem o que valem.

Como dizia um professor meu da faculdade " tu comes um frango e eu não como nenhum. Em média comemos metade cada um. Mas eu continuo cheio de fome..."


"Nuno Crato rejeita estar a “amontoar crianças”

O ministro da Educação e Ciência rejeitou esta quinta-feira que o aumento do número máximo de alunos por turma no básico e secundário sirva para "amontoar" crianças nas escolas, respondendo a críticas da oposição.

Na interpelação feita pelo PS na Assembleia da República, Nuno Crato afirmou que "o número máximo não é o número obrigatório", referindo-se ao aumento de 28 para 30 alunos que o Governo determinou.

O ministro afirmou que "Portugal tem um número médio de alunos por turma inferior à média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento" e que em Espanha, por exemplo, se foi bastante mais longe, com um aumento de 30 para 36 alunos por turma, no máximo.

Nuno Crato reconheceu que "há de facto escolas com capacidade bastante mais limitada que o número máximo de alunos por turma", mas que essas escolas podem escolher "a melhor maneira de organizar as salas de aula".

Respondendo a uma crítica do deputado socialista Acácio Pinto, recusou que a medida signifique "amontoar crianças nas escolas". Quanto às agregações de escolas, caracterizada pela socialista Odete João como uma "trapalhada", Crato afirmou que "nunca serão superiores às agregações feitas pelo anterior governo" do PS.

"Destinam-se a reforçar a coerência do projecto educativo e a qualidade pedagógica", defendeu o ministro, afirmando que "há sempre alguém que não fica satisfeito" e acenando com as atas das "trezentas reuniões" que afirmou demonstrarem o "diálogo" como comunidades educativas em torno dessa matéria."
Correio da Manhã

Abraço!

NO: conclusões na próxima semana

O homem não gosta nada deste programa.

Para a semana são divulgados os resultados, mas o sr. Nuno já divulgou que "não há impacto em termos de empregabilidade ou de aumento de remunerações dos formandos das Novas Oportunidades."

Dar uma escolaridade quase de graça é "desprezar" a Educação. Tanto de bom que este programa podia ter e, pelos vistos, foi tão mal aproveitado.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Uma voz contra os "mega"

Manias de grandeza? Não, manias de poupança... quem "poupa" na Educação põe em cheque o futuro!

"Portugal em contramão e obstinado na razão


J. A. Pinto de Matos


O início do ano letivo começou (bem) com a preocupação do Mi-nistério da Educação e Ciência (MEC) em restabelecer a acalmia de que as escolas andavam arredadas, apagando, com cuidada negociação, incêndios que os seus antecessores trataram de manter acesos (para conquistar público!...), contaminando as relações e o ambiente educativo nas escolas.

É disso paradigmático o processo de avaliação do desempenho docente. Contrastando com essa postura inicial, o ano letivo aproxima-se do fim num ambiente de enorme incerteza e preocupação e não se nota grande cuidado do MEC para com a turbulência, instabilidade, apreensão e mesmo desilusão geradas por medidas não “compreensíveis”. Quando as escolas e as suas comunidades não entendem o sentido de medidas decretadas que (no mínimo na aparência) contrariam os objetivos propostos, algo vai mal. Sinalizemos apenas duas (a juntar à revisão da estrutura curricular, ainda não “digerida”): a agregação de Agrupamentos e Escolas e o aumento do número de alunos por turma.

Em contraciclo com o que está a acontecer em países citados habitualmente como exemplo e que já viveram a experiência com maus resultados, o MEC está a “impor” a agregação de Agrupamentos e Escolas, com dimensões inacreditáveis. Um Agrupamento com mais de uma dezena de edifícios escolares, dispersos por oito freguesias e com mais de 1600 alunos já deveria ser considerado um Mega agrupamento.

Pois para o MEC ainda não, ainda se lhe pode agregar um outro de dimensões semelhantes. É este o cenário que o MEC está a desenhar para o concelho de Braga. É uma decisão temerária que trará gravosas consequências educativas e pedagógicas, ainda que os atores se empenhem em as minimizar.

Fruto de uma experiência semelhante mal sucedida, em Nova Iorque tem-se vindo a fazer exatamente ao contrário (o número máximo de alunos, nas novas escolas, vai pouco além dos 400) e verifica-se que a taxa de sucesso entre os alunos das escolas mais pequenas é superior. Os resultados de excelência que se verificam na Finlândia, operam-se num sistema de ensino com escolas de pequena dimensão.

Também no Reino Unido o governo está a abandonar a tendência registada na última década, apresentando como uma das suas prioridades a aposta em escolas mais pequenas, mais bem qualificadas e com maior autonomia. Em Portugal avançamos “a toda a força” em contramão, ignorando os bons exemplos de quem já caiu nesse erro e se “estampou”. É preciso por a mão no fogo para saber que queima?

É possível gerir um mastodôntico agrupamento de mais de três mil alunos e de grande dispersão dos seus edifícios? Glosando um anúncio publicitário, respondemos: 'poder pode, mas não é a mesma coisa'. Nesta 'mesma coisa' podíamos incluir, entre muitas outras, a criação e/ou manutenção das condições para o exercício dum trabalho qualidade, basilar para o sucesso dos alunos, e a participação democrática.

As direções tenderão (ainda mais!) a uma gestão burocrático-administrativa de estruturas e a participação da comunidade educativa diminuirá. Está provado que o nível e a qualidade de participação diminuem à medida que aumenta a dimensão das instituições. Não é por acaso que as associações de pais se têm manifestado veementemente contra a agregação de agrupamentos.

A Ferlap, por exemplo, manifestou “indignação e surpresa perante a ligeireza com que o MEC desrespeita a estabilidade do ensino e menospreza o trabalho complexo e moroso” desenvolvido por professores, alunos, pais e encarregados de educação, pessoal não docente e comunidades locais.

Sem avaliação do grau de execução e qualidade da implementação dos objetivos e das metas dos projetos educativos e dos mandatos dos órgãos de administração e gestão (em democracia, salvo em situações de manifesto desajustamento ou incumprimento, os mandatos deviam ser ‘sagrados’), o MEC impõe um caminho que o GPS testado noutros países desaconselha.

O aumento do número de alunos por turma (até 30 alunos) é outra das medidas que não se compreende. Já ouvimos dizer que “no meu tempo também as turmas tinham muitos alunos e nós aprendíamos”. Dando de barato de que realmente aprendeu, quem assim fundamenta a sua anuência a tão desfasada medida, já se está a colocar fora do ‘nosso’ tempo. E o mundo mudou imenso!

No ‘nosso’ tempo (o atual, naturalmente), as atitudes e os comportamentos dos alunos, seja nas suas relações, seja no seu posicionamento perante as instituições e seus representantes, mudou abissalmente. Há comportamentos e atitudes que, no tempo de quem fala no 'meu tempo', ninguém tão-pouco as imaginaria; mas hoje em dia acontecem com inusitado àvontade e multiplicam-se na sala de aula, também em função do número de alunos por turma. O bom decisor deve ter os pés bem assentes no contexto temporal em que está inserido e não com os olhos num tempo - romântico porventura; saudosista, talvez - mas desajustado da atualidade.

Temos consciência de que a decisão não foi tomada por aquelas razões, antes seguem a lógica impositiva da “troika” (que neste caso mais parece a régua que nos impele a aceitar pacificamente as decisões), mas era desaconselhável.

Há aparentes poupanças que no futuro se revelarão custos inestimáveis e irrecuperáveis para o país, para os cidadãos do nosso país."
Correio do Minho

Abraço!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Aulas de culinária: porque não?

Num país em que os miúdos estão cada vez mais obesos, num panorama em que se espera, pela primeira vez e devido à obesidade, que os filhos morram primeiro que os pais, porque não educá-los para a alimentação saudável? Mesmo que não se chegue ao ponto de os por a cozinhar, há muito para ensinar sobre os hábitos alimentares.

Já agora, porque não começarem a dar o devido valor à Educação Física e à sua potencialidade de combater este verdadeiro "vírus"?

"Jamie Oliver e Steven Gerrard defendem aulas de culinária nas escolas

O chef britânico Jamie Oliver e o jogador de futebol da selecção inglesa Steven Gerrard querem que o governo britânico combata a obesidade com aulas de culinária nas escolas.

Eles uniram-se a nomes importantes das áreas de saúde e educação como signatários de uma carta enviada ao primeiro-ministro, David Cameron, sugerindo mudanças no currículo escolar.

A carta diz que todos os alunos entre quatro e 14 anos de idade seriam beneficiados com aulas sobre alimentação e defende que a «honra» de sediar os Jogos Olímpicos de 2012 foi «manchada pelo facto vergonhoso de a Grã-Bretanha ser a nação mais gorda da Europa».


O presidente do Fórum Nacional de Obesidade, David Haslam, que também assinou a carta, disse: «Os Jogos Olímpicos de 2012 oferecem a oportunidade perfeita para melhorar a saúde da nação e reduzir o fardo da obesidade.»

«No entanto, sentar-se em frente à televisão, apoiando os nossos atletas de elite, enquanto comemos batata fritas e chocolates, e tomamos bebidas cheias de açúcar, é completamente contraproducente», defendeu.

Ensinar crianças a preparar refeições nutritivas seria um passo importante no combate a uma epidemia de obesidade, segundo a carta."
Diário Digital

Abraço!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Americanisses...

Isto nos "states" é um espetáculo. A terra da liberdade, das oportunidades, onde todos podem vencer na vida... e onde se registam as maiores contradições!

Em tom de brincadeira, relacionando esta notícia com a mensagem dos "minivigilantes", como será que eles reagiriam se vissem esta situação no recreio?

Já agora, também posso suspender alunos com comportamentos "sexys" menos corretos? "Ó deixem, pleaaaase!"


"Escola suspende criança: ‘Assédio sexual’

Um menino de 6 anos foi suspenso por três dias de uma escola primária de Aurora, no Colorado (EUA), acusado de assédio sexual, depois de ter cantado a uma colega uma canção intitulada ‘I’m sexy and I know it’ (’Sou sexy e sei disso’)."