sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ADD aprovada

Desta não nos livramos, pelo menos por agora.

O processo é mais simples, mas as quotas continuam.

O mal-estar nas Escolas vai-se manter até que nos vamos habituar como nos habituamos a tudo o resto que nos têm feito. 

Será que se trabalha mais ou menos desde que nos meteram nesta salsada da avaliação?

Será que se trabalha melhor?

Será que se dá o mérito a quem o merece? Ou há negociações e interesses na atribuição das avaliações?

Ou seja, será que a Escola tirou benefícios com a implementação da avaliação nos termos em que a temos e vamos continuar a ter?

"Governo mantém quotas no topo

O Governo aprovou ontem em Conselho de Ministros os diplomas de um novo e mais simples modelo de avaliação de professores, bem como a sua adaptação ao estatuto da carreira docente.


O novo regime resulta do acordo assinado em Setembro com sete de 13 sindicatos e entra em vigor no próximo ano lectivo. Os ciclos de avaliação passam a ter quatro anos, coincidindo com os escalões da carreira (a excepção é o 5º escalão, que tem apenas dois anos); as quotas para aceder às classificações mais elevadas mantêm-se; e a avaliação da componente pedagógica será efectuada por docentes de outras escolas, que integrarão uma bolsa de avaliadores.

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, afirmou ontem que com ciclos de avaliação maiores haverá "maior tranquilidade" na vida das escolas.

A Fenprof ficou de fora do acordo, em especial por não concordar com a manutenção das quotas, mas Mário Nogueira reconheceu que este modelo é mais simples e menos burocrático. O líder da Fenprof lembrou ontem que "enquanto a carreira estiver congelada não haverá conclusão do processo avaliativo".

O Conselho de Ministros aprovou ainda mudanças às leis orgânicas, devido à junção da Educação e do Ensino Superior num só ministério."

Correio da manhã

Abraço!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

ATL, explicador e afins


O negócio que vai dando sustento a muitos colegas nem sempre é levado com seriedade. Parte desta notícia é corroborada por casos que conheço na prática. A "ajuda" tem que ser mais do que "dar a resposta".

"Ensinar a “pescar” em vez de dar o “peixe”
Armanda Zenhas | Educare

Seja com a ajuda de explicadores, seja com a ajuda de familiares, os estudantes precisam que os ensinem a pescar e não que lhes deem o peixe.

Quem fez o trabalho de casa? - pergunta o professor.
Quase todos fizeram. O António vem, então, ao quadro fazer o exercício pedido. Não consegue. A professora pede-lhe o caderno com o TPC e está certo.

- António, fizeste tão bem em casa e agora não consegues? Explica lá como fizeste em casa.
- Foi a explicadora que me disse como era.
- E não ficaste a saber?
- Não, ela só me disse a resposta.

Sorte a do António, a professora tê-lo chamado e ter-se apercebido de que ele continuava com dúvidas. Pôde, assim, tirar-lhas.

Este relato, correspondente a muitas situações vividas nas salas de aulas, não significa que as explicações são sempre inúteis. Elas podem ser muito úteis, inúteis ou até prejudiciais.

Explicações prejudiciais ou, no mínimo, inúteis:
- Salas com muitos alunos de turmas/escolas diferentes em que o explicador dá aulas paralelas. Dá a matéria escolar a um ritmo que pode corresponder ou não ao que cada um dos alunos tem na escola. Desta forma, o aluno tem aulas em duas escolas paralelas e chega a casa sem ter estudado individualmente e, provavelmente, sem ter feito os TPC. Com uma escola dupla e com os TPC ainda para fazer em casa, quando vai ter tempo para descansar, para brincar e para ser criança?
- Salas com muitos (ou mesmo com poucos) alunos em que as respostas são dadas pelo explicador, em vez de este levar o aluno a descobrir a resolução das suas próprias dificuldades, ou seja, ensiná-lo a estudar autonomamente, apoiando-o nesse processo.

Explicações úteis:
- O explicador está atento a cada um dos alunos. Ajuda-os a organizarem o seu estudo diário e a sua sessão de estudo. Quando surgem dúvidas, ajuda-os a procurar as melhores formas/instrumentos para as resolverem. Dá o apoio de que cada um precisa, tendo em vista a construção da sua autonomia.

Seja com a ajuda de explicadores, seja com a ajuda de familiares, os estudantes precisam que os ensinem a pescar e não que lhes deem o peixe.

Quero com isto dizer que, de forma progressiva, eles devem aprender a encontrar a melhor forma para organizar o seu estudo e para encontrar respostas para as suas dúvidas. Muitas vezes, as soluções são tão simples quanto estas: primeiro estudar a matéria dada na aula e apenas depois fazer os TPC; se não percebe um conceito, procurar nas páginas anteriores do manual a sua explicação. Claro que dá trabalho, mas sem esse esforço individual não há aprendizagem nem desenvolvimento da autonomia.

Vários artigos que tenho publicado dão sugestões úteis que os pais podem pôr em prática quando ajudam os filhos a estudar (e quem sabe, até, poupar nas explicações). Aqui ficam alguns exemplos: "Como ajudar os filhos nos TPC", "Como organizar eficazmente o tempo de estudo", "A postos no posto de estudo".

Lembro ainda que nas escolas existem salas de estudo e que há professores disponíveis para ajudar os alunos no seu estudo. A frequência é gratuita. Nestes tempos de crise, nenhuma ajuda pode ser desperdiçada.

Termino dizendo que este artigo não é contra as explicações e lembrando que há situações em que elas podem ser muito úteis se, de facto, respondem às dificuldades do estudante, tendo sempre presente o objetivo de promover a sua autonomia. Pretendo, sim, dar algumas pistas de reflexão para os pais ponderarem na decisão a tomar sobre a melhor forma de apoiar os seus filhos."

Abraço!

Menos 20 mil professores em 6 anos

Desde 2006 pediram a reforma 23.469 docentes e entraram para os quadros, de escola e de zona pedagógica, apenas 3.493. 

Saíram mais de 23 mil e entraram 3500... e ainda temos que ouvir que estamos a mais no país???

Nós somos é muito bons (bons=burros), cada um de nós faz o trabalho de muitos. E depois é simples: se nos desenrascamos com 1, não nos vão dar 2. pior ainda: no ano seguinte vão tentar que funcionemos com 0,5...


"Educação perdeu 20 mil professores nos últimos seis anos

Desde 2006, quando o concurso para quadros deixou de ser anual, é este o saldo entre entradas e saídas no sistema. Este ano 3361 já pediram a reforma.

Em seis anos o sistema educativo perdeu 19.976 professores no ensino básico e secundário. Este é o resultado líquido que deriva da diferença entre admissões e saídas de efectivos. Desde 2006 - ano em que foram alteradas as regras de concurso de admissão aos quadros - pediram a reforma 23.469 docentes e entraram para os quadros, de escola e de zona pedagógica, apenas 3.493. Segundo um levantamento feito pelo Diário Económico com base nas publicações mensais do Diário da República, temos portanto uma quebra de perto de 17% no universo de 120 mil docentes em exercício.

Número que os sindicatos dizem ter um impacto forte no sistema e que prova que "não há nenhum excesso de professores nas escolas", como sublinha o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira. Além disso, os sindicatos encontram nestes números a resposta às declarações de Pedro Passos Coelho, que há quatro dias atrás aconselhou a emigração como alternativa aos docentes excedentários, lançando a polémica no sector.

Com a saída de docentes, João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE), sublinha que as escolas "têm vindo a perder estabilidade porque funcionam cada vez mais com professores contratados"."
Económico

Abraço!

Educar para a poupança

Já que os pais não estão a ter muito sucesso neste campo, eduquem-se os (ainda) "educáveis". 

Gerir bem hoje para ter algum no futuro... e até podem ser um veículo de transmissão de conhecimentos para os mais velhos.

"Exposição itinerante da U. de Aveiro ensina jovens a poupar

Mais de quatro mil alunos do básico e secundário visitaram já a exposição itinerante de literacia financeira «Educação+Financeira», que, através de jogos interativos, os ajuda a ter noções de poupança e de gestão da «mesada».

Os dados foram hoje divulgados pela Universidade de Aveiro, que criou a exposição através do Projeto Matemática Ensino (PmatE), com o apoio da Caixa Geral de Depósitos.

A «Educação+Financeira» foi lançada em setembro, em Lisboa, e já percorreu cinco cidades de cinco distritos diferentes, sendo retomada em 2012, na cidade de Espinho."
Dinheiro Digital

Abraço!

Mais conclusões do CNE

São conclusões do CNE:

"Um curso superior ainda faz a diferença quando se procura trabalho, garante o Conselho Nacional de Educação (CNE), que concluiu que a taxa de emprego é mais elevada entre os licenciados."

Ainda faz? Por quanto tempo? Ou estarei a ser pessimista... é que para ser, por exemplo, caixa num supermercado, a licenciatura pode ser um entrave, por excesso de habilitações. É claro que um licenciado em princípio aspira a mais (não "desfazendo" qualquer profissão), mas quem precisa de trabalhar...


"O programa Novas Oportunidades deu um «forte contributo» no aumento da qualificação dos portugueses, considera o Conselho Nacional de Educação (CNE), mas precisa de avaliação externa e estabilidade nas equipas."

É claro que sim para as duas afirmações! Ou melhor, no que diz respeito à primeira, aumentou-se a (equivalência à) escolaridade, mas a qualidade das aprendizagens é, no mínimo, discutível.

Abraço!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Chumbos e abandono

CNE analisa e diz de sua justiça. Mas não é ouvido...

"Alunos portugueses chumbam muito e é preciso investir no apoio

Conselho Nacional de Educação chama à atenção para o número elevado de alunos que chumbam no ensino português e sugere reforço de apoio ao estudantes.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) alertou hoje para o elevado número de repetentes em todos os graus do sistema educativo português, defendendo que não se deve poupar no apoio aos alunos para evitar "chumbos".

"Temos um grande desvio etário. Os nossos alunos estão na escola mas não estão no ano em que deviam estar", afirmou aos jornalistas a presidente do CNE, Ana Maria Bettencourt.

Os alunos de meios sociais desfavorecidos são os que mais vão ficando para trás, com "desmotivação e o abandono escolar precoce" como consequências.

De acordo com os dados do CNE, no ano letivo de 2009/2010, 100 por cento dos jovens de 15 anos estavam na escola, mas "43% ainda permanecia no ensino básico e apenas 57% se encontra no nível adequado à sua faixa etária, o secundário".

Quando se olha para os jovens de 17 anos, 80% já chegaram ao secundário, mas 10%ainda estão no terceiro ciclo do básico. Quanto mais para a frente no grau de ensino, pior o desvio: em 2009/2010, 14% dos rapazes e 10% das raparigas a frequentar o 12º ano tinha 20 anos ou mais, quando idealmente deviam ter 17 anos.
"Não vale a pena investir [na educação] se as pessoas não aprendem"

Ana Maria Bettencourt defendeu a necessidade de "não deixar arrastar" os problemas, intervindo "ao primeiro sinal de dificuldade" e investindo no "apoio aos alunos" porque "se não se gasta agora gasta-se mais tarde e já com as pessoas fora da escola".

"Não vale a pena investir [na educação] se as pessoas não aprendem", reforçou a presidente do CNE, que nas suas recomendações apela a uma "mudança profunda na atitude das escolas e dos professores face ao insucesso".

Para o CNE, a solução passa pelo "reforço da formação em exercício dos professores e maior autonomia das escolas" para poderem "organizar as melhores soluções".

Em relação ao abandono escolar precoce, os dados do CNE indicam uma descida constante dos números: dos 43,6% em 2000, em 2009 chegou-se a 28,7% de população entre os 18 e os 24 anos que estudou no máximo até ao nono ano.

Mas os resultados de Portugal ainda estão 14 pontos acima da média europeia de taxa de abandono, que se situa nos 14,1% e que de acordo com as metas definidas pela União Europeia deve descer abaixo dos 10% até 2020.

Os maus resultados estão também relacionados com a situação social dos alunos, embora o CNE registe que Portugal está no sexto lugar entre 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico no que toca aos bons resultados obtidos por alunos desfavorecidos.

Mas na última década verifica-se uma tendência "preocupante": um aumento de 25% no número de alunos abrangidos pela ação social escolar. Atualmente, 42% dos alunos recebe ação social e destes, 56% estão no escalão mais elevado de apoio.

E de 68.421 crianças acompanhadas pelas Comissões de Proteção de Crianças e Jovens em 2010, mais de 15 mil não andavam na escola. Os distritos de Setúbal, Évora, Beja, Portalegre e Faro são aqueles onde há mais desvio etário e coincidem nos resultados mais baixos nas provas de aferição e exames nacionais, assinala o CNE.

Em oposição, Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Coimbra são os distritos onde que há menos repetentes e onde se verificam classificações mais elevadas nos exames."
Expresso

Abraço!

Ainda a emigração docente

A polémica/troca de ideias/desaforos continuam.
Duas mensagens do "contra", no Económico.

A Presidente do CNE, Ana Maria Bettencourt, diz que somos todos necessários.

O comissário europeu dos assuntos sociais, Laszlo Andor, diz-se preocupado com a emigração de jovens europeus.


"Não há professores a mais para a dimensão do País. Para melhorar o rendimento das escolas, todos os professores são necessários. Com a democratização do acesso à educação é preciso dar resposta e dar apoio a todos os alunos. É preciso que os alunos aprendam mais nas escolas e para que isso aconteça todos os professores são necessários."

""Alguns jovens já estão a sair da Europa para encontrar emprego em países como os EUA, o Canadá, Austrália ou o Brasil, Angola e mesmo Moçambique dependendo da sua língua de origem", lamentou o comissário."

Abraço!





Emigração Docente

Como não gosto de usar aquelas "palas" dos equídeos, deixo-vos um comentário de João Silva que considera "não escandaloso" as afirmações do nosso primeiro (sim, nosso, quer tenhamos votado ou não, é o que temos...).
Também não considero escandaloso, mas dito da forma que foi dito e pela pessoa que o disse...

"Onde está o escândalo?
João Cândido da Silva


Perante a crua realidade, adquirir uma qualificação é relevante, mas assegurar a empregabilidade e estar disponível para aprender a executar novas tarefas é ainda mais importante. E, por mais que custe admitir, isto não é válido apenas para os docentes.
Nos últimos anos, Portugal foi terreno fértil para semear e fazer crescer todo o género de ilusões. Da prosperidade baseada numa espiral de endividamento ao fim da necessidade de procurar soluções profissionais para lá das fronteiras nacionais, houve de tudo um pouco na promoção de sonhos e miragens que estouraram como bolas de sabão.

O futuro era tão radioso que o País se podia orgulhar de ter passado de uma nação de emigrantes para local de acolhimento de imigrantes em busca de uma carreira e de uma vida melhores. Mas o desenvolvimento era apenas aparente e assentava em pés de barro. Agora, não só os cidadãos estrangeiros estão a regressar às suas origens, motivados pela falta de perspectivas em território português, como o fenómeno da emigração regressou e vai subtraindo a Portugal gente qualificada, mas também mão-de-obra indiferenciada a que o mercado de trabalho não fornece respostas.

Esta tendência tem um motivo óbvio. A economia está a atravessar uma fase de contracção, o desemprego está em alta, as oportunidades são escassas e não há expectativas razoáveis de que o cenário venha a mudar tão cedo. Mas não é apenas a conjuntura recessiva que explica a situação. Há razões estruturais que se reflectem na menor procura por algumas qualificações e profissões. Têm a ver com o envelhecimento da população portuguesa e com os rápidos avanços tecnológicos que tornam obsoletas tarefas que já foram, pelo menos, mais relevantes.

Sobre estas matérias, Pedro Passos Coelho disse, numa entrevista ao "Correio da Manhã", duas coisas que parecem bastante evidentes. Referindo-se aos professores que não têm colocação pelo facto de haver cada vez menos alunos, sugeriu que tentassem encontrar outras saídas, através da formação profissional e da sua reconversão. Trata-se de uma realidade difícil de enfrentar, mas o facto é que, se já não existem empregos para toda a vida, também é verdade que começa a não haver profissões com prazo vitalício. Perante a crua realidade, adquirir uma qualificação é relevante, mas assegurar a empregabilidade e estar disponível para aprender a executar novas tarefas é ainda mais importante. E, por mais que custe admitir, isto não é válido apenas para os docentes.

Na mesma entrevista, o primeiro-ministro afirmou que "os professores podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa". Pode discutir-se se Passos Coelho devia ter dito o que disse e, até, ler nas suas declarações um convite para que os professores, ou qualquer outro português, optem pela emigração. Não há é motivos para escândalos ou para tirar da jaula a hipersensibilidade patriótica que já animou algumas reacções.

Se as declarações do líder do Governo têm algum aspecto relevante é o de não alimentarem novas ilusões sobre aquilo que professores ou outros desempregados podem esperar nos próximos anos. Mesmo que na frente externa tudo corra pelo melhor, o que exclui o cenário tenebroso de um colapso do euro, e que na frente interna as políticas sigam o caminho da perfeição, o que é duvidoso, os anos que se seguem vão ser de crise e de sacrifícios.

Nesta atmosfera, e havendo liberdade de circulação, é tão natural que as pessoas procurem saídas em mercados onde elas existam, como esperar que as empresas combatam pela conquista de posições nos mercados em que há negócios para concretizar. Seria preferível ter Portugal a crescer, pelo menos, o suficiente para evitar uma sangria de cidadãos em direcção ao estrangeiro? Seria. Mas, se alguém tiver a receita mágica, que avance e explique como se faz. Isso é que seria verdadeiramente patriótico."

Jornal de Negócios

Abraço!

Ano ainda será lectivo ou já será letivo?

Pelo que tenho visto "em campo", o Acordo, que tem tanto Desacordo, lá vai entrando na rotina.

Quanto ao Professor Raro, tenho algumas (várias) dúvidas que vou tentando esclarecer para entrar na corrente. Há mais do que os "c" ou os "p", não vai ser uma mudança pacífica, mas ficar para trás não me parece opção...

"Ano ainda será lectivo ou já será letivo?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Corte de 380 M€ na Educação

Já não é grande novidade. Nem onde se vai cortar: pessoal! Somos o maior custo e, pelos vistos, dispensáveis...

Nós, habituados a artes mágicas, gestores incríveis de meios que não temos, tempo que não nos é dado, tarefas que não são nossas, e outros milagres mais, conseguimos (quase) tudo. Se "conseguimos" com 10, porque razão nos vão dar/contratar 20?

"Redução de custos em €380 milhões na Educação

O memorando revisto da troika estipula como meta a redução de €380 milhões do sector da Educação, através da racionalização da rede e pessoal.
A redução de custos na Educação, com o objetivo de poupar 380 milhões de euros, racionalizando a rede escolar e criando agrupamentos, diminuindo ao mesmo tempo as necessidades de pessoal, estão nas metas do memorando revisto da troika.

O documento aponta para uma centralização da oferta, redução e racionalização das transferências para as escolas privadas com contratos de associação e uma maior utilização de fundos comunitários para financiar atividades na área da Educação.

O texto, hoje divulgado, diz que o Governo vai continuar a trabalhar para combater a baixa escolaridade e o abandono escolar precoce, melhorando a qualidade do ensino secundário, a via vocacional e a formação, com vista a aumentar a eficiência no sector, a qualidade do capital humano e a entrada no mercado de trabalho.

Para estes objetivos, o Governo vai estabelecer um sistema de análise, monitorização, avaliação e informação para apurar a evolução dos resultados e impactos das políticas de educação e formação, nomeadamente os planos já existentes.

Mais incentivos ao desempenho
As ações para melhorar a qualidade do ensino passam por generalizar acordos de confiança entre o Governo e as escolas públicas, no sentido de uma ampla autonomia, um quadro de financiamento simples, baseado em critérios de desempenho, evolução e prestação de contas.

Preconiza-se também para as escolas profissionais e particulares com contratos de associação um quadro claro de financiamento fixo por turma e mais incentivos ligados ao desempenho.

O reforço do papel de supervisão da Inspeção-Geral está igualmente previsto.

O Governo deve ainda apresentar um plano de ação destinado a assegurar a qualidade, atratividade e relevância da educação no mercado de trabalho e formação profissional, através de parcerias com 60 empresas ou outros parceiros interessados."

Económico

Abraço!