quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Estudantes inglesas prostituem-se para pagar estudos



E em Portugal? O que é preciso para se poder estudar?

"A tendência não é nova e está longe de ser exclusiva de algum país. Mas os dados que emergiram recentemente em Inglaterra mostram claros sinais de que as raparigas estão a recorrer cada vez mais à prostituição para poderem pagar os estudos."


Abraço!

Adeus DRE's, olá DSAE's

Se é para mudar, que se mude para melhor(?).


"Educação: Direções regionais de educação substituídas por direções de serviço

As direções regionais de educação vão ser substituídas por direções de serviço para apoio às escolas, incluindo jurídico e inspetivo, disse hoje à agência Lusa o dirigente sindical Carlos Chagas, após uma reunião no Ministério da Educação.

De acordo com o presidente da Federação Nacional do Ensino e Investigação (FENEI), a informação foi avançada pelo secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, durante uma reunião pedida pela estrutura sindical para debater um novo modelo de gestão escolar e alterações à contratação de professores.

"Questionámos como seria feita a articulação às escolas com o fim das direções regionais de educação e sugerimos que deviam ter um jurista para interpretação de leis. O secretário de Estado disse que haveria direções de serviço, que apoiariam as escolas também juridicamente", afirmou Carlos Chagas."

Visão

Abraço!

Quem quer ser professor? Ou deixar de ser...

Quem quer ser professor? Ou deixar de ser...

Quem quer ser meu sócio no "RestGin", o novo negócio do Restaurante+Ginásio inspirado no modelo de uma Escola de Odivelas (ver mensagem abaixo)?

Ministro da Educação: "Não há nenhum professor do quadro que venha a ser despedido"

Ensino público: 2600 professores ficarão sem horário


Abraço!


Polivalência de espaços: comer e exercitar!


Come e logo a seguir abate as calorias... Até pode ser uma bela ideia para o negócio, já que estou à beira do desemprego: abro um Restaurante e um Ginásio, um 2 em 1 com todo o potencial de grande sucesso... "RestGin" soam-me bem...


"Alunos comem no mesmo sítio onde fazem ginástica

Os pais das crianças da escola Barbosa do Bocage, em Odivelas, criticam as condições do estabelecimento onde todos os dias o refeitório é montado e desmontado no ginásio, e os alunos comem no mesmo sítio onde a seguir fazem ginástica.

O ritual diário repete-se desde que a escola foi inaugurada, há dois anos, após obras de reabilitação que custaram quase dois milhões de euros.

Na escola Barbosa du Bocage estudam atualmente 363 alunos, sendo que 293 frequentam o ensino básico e os restantes 70 o jardim-de-infância.

O refeitório improvisado no ginásio funciona só durante o período do almoço, sendo em seguida desmontando pelas auxiliares e o seu chão lavado para que possa receber as aulas de ginástica da tarde, disseram à Lusa encarregados de educação.

Esta situação gera consternação junto dos pais que acusam a Câmara Municipal de Odivelas de ter projetado mal este equipamento escolar.

“Já na altura em que a escola foi inaugurada manifestámos a nossa insatisfação pela falta de condições que a escola oferecia aos nossos filhos. Desde então promovemos várias reuniões com a Câmara Municipal e visitas à escola, mas até agora não obtivemos resposta”, explicou à agência Lusa a vice-presidente da Associação de Pais, Maria Ferreira.

Além da falta de um refeitório os pais queixam-se também de outras deficiências da escola, nomeadamente as casas de banho terem equipamentos sanitários para adultos, sendo só acessíveis às crianças através de um degrau, assim como da ocorrência de infiltrações.

“Devido às últimas chuvas numa das salas caiu um bocado do teto e estamos à espera que a Câmara venha solucionar o problema. Também é comum chover cá dentro”, contou.

A Associação de Pais critica igualmente a falta de espaços exteriores com proteções para o sol e chuva e a existência de várias situações de risco no recreio.

“Os pais estão muito preocupados porque sabem que todos os dias as crianças correm perigo. É raro o dia em que não há braços e pernas partidas e que tenham de vir os bombeiros à escola”, alertou.

O descontentamento dos pais é partilhado pelo vereador independente da Câmara de Odivelas Paulo Aido que acusa o executivo municipal (PS e PSD) de ignorar os avisos dos vereadores da oposição.

“Sempre alertamos a Câmara para corrigir os erros mais graves. O problema é que esta escola foi edificada há apenas dois anos com graves problemas estruturais. São compreensíveis as queixas que recebemos dos pais, dos professores e das auxiliares”, sublinhou Paulo Aido.

A agência Lusa tentou contactar a vereadora com o pelouro da Educação na Câmara Municipal de Odivelas, mas não obteve resposta."

Destak


Abraço!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Preparados para o Acordo Ortográfico?


O tema volta a estar actual na altura em que arranca o novo ano lectivo. Já o referi por várias vezes e até disponibilizo uma mensagem (que podem aceder logo abaixo do arquivo de mensagens deste blogue) com várias ligações para ajudas neste campo.

Como já repararam, eu ainda não comecei a aplicá-lo, mas não posso fugir por muito mais tempo...




"Preparados para a nova grafia?
Sara R. Oliveira | Educare


Aplicação do novo acordo ortográfico arranca agora nos primeiros anos de escolaridade e chega ao Secundário em 2013/2014. Professores e responsáveis educativos defendem ações de formação e avisam que a convivência de duas grafias poderá complicar a adaptação.

O novo acordo ortográfico começa a sair do plano das intenções. Há jornais, canais de televisão e editoras que já adotaram a nova grafia e, este ano, alguns manuais escolares já foram publicados com as regras que progressivamente serão usadas por toda a população dos países de língua oficial portuguesa. No sistema de ensino, os primeiros passos são dados agora.

Para facilitar a vida aos alunos que já interiorizaram uma grafia, há um período de transição em que os erros não serão bem erros. Depois disso, não haverá desculpas. Tudo preparado? A resposta é sim e não.

O diretor do Agrupamento de Escolas da Sertã, Alfredo Serra, considera que ainda há coisas por fazer. "Creio que as escolas não estão preparadas porque nada foi feito para que estivessem", afirma ao EDUCARE.PT. As orientações para que o novo acordo fosse implementado foram dadas. Depois disso, avisa, "não foi feito mais nada".

"O grande problema vai situar-se nos alunos", alerta. O responsável considera que os alunos mais velhos, que entraram na escola com uma determinada grafia, poderão ter dificuldades em adaptar-se. Na opinião de Alfredo Serra, seria importante agendar ações de sensibilização pública, que explicassem o acordo ortográfico, e avançar com formações específicas sobretudo para os professores. "Até para perceber porque foram definidas essas regras ortográficas", refere. As diretivas serão cumpridas à risca no Agrupamento da Sertã. "Vamos cumprir a lei com todos os dispositivos e com a benevolência do período de transição", garante.

Quando há uma novidade, as expectativas são muitas. Para Ana Carvalho, professora de Português, haverá naturalmente dúvidas quanto às novas regras ortográficas e, por isso, a colaboração entre todos será fundamental. "A introdução da nova ortografia vai implicar muitas adaptações na vida das escolas, desde logo no quotidiano da sala de aula, com os hábitos ortográficos que já estão muito enraizados em todos", observa. A velha e a nova ortografia irão conviver durante um algum tempo e há questões a ter em conta. "Impõe-se a necessidade de converter toda a documentação produzida pela escola à nova grafia: projeto educativo, regulamento interno, projeto curricular, plano de atividades, planificação, testes, entre outros", acrescenta a docente.

Há muito trabalho pela frente. Ana Carvalho não sente que os professores estejam totalmente preparados para a aplicação do acordo. Os de Português estarão mais informados. "No entanto, a introdução do acordo será mais um desafio, entre outros, que se prendem com a implementação dos novos programas de Português no Ensino Básico e o novo dicionário terminológico". Na sua opinião, as implicações em termos de trabalho, de estudo e de investigação por parte dos professores são e continuarão a ser grandes. "Não vai ser tarefa fácil introduzir todas estas mudanças em simultâneo, tanto mais que a formação, que se exigia ao Ministério, tem sido dinamizada pelos próprios professores, com o apoio possível dos centros de formação", repara.

A professora de Português acredita que os estudantes vão adaptar-se sem muitos problemas. "O conhecimento dos alunos, neste momento, deverá cingir-se ao que já veem na televisão e ao que vão ouvindo. Será precisamente em contexto de sala de aula que vão tomar verdadeiramente consciência das novas alterações. Aqui o papel do professor de Português será muito importante, não descurando, naturalmente, os demais professores, cujo contributo, no âmbito das suas disciplinas, será igualmente precioso".

As principais dificuldades, em seu entender, relacionam-se com a insuficiente formação dada aos docentes e a existência de uma nova grafia que colide com a velha em livros escolares, artigos científicos e outras obras literárias. "Neste momento, apenas alguns manuais, muito poucos, respeitam o acordo. Por conseguinte, os professores e alunos irão trabalhar neste ano, e nos próximos, ainda com materiais impressos na velha ortografia e isto pode gerar alguma confusão nos próprios alunos e constituir mais uma dificuldade para o professor", salienta.
Na escola de Ana Carvalho tem havido a preocupação de chamar a atenção dos professores para a introdução do novo acordo, nomeadamente divulgando diversos documentos e informações disponibilizados pelas editoras, pela Direção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular e por vários docentes. A utilização de ferramentas e conversores ortográficos é também valorizada. Tudo para tomarem consciência e se familiarizarem com as principais mudanças ortográficas que também afetarão "a metalinguagem das suas disciplinas". "Penso que a preocupação da escola também se estende à restante comunidade educativa, aos pais e pessoal não docente, que necessitam igualmente de esclarecimento e informação sobre estas alterações do acordo".

"Vai parecer estranho"
Emília Espezinho, diretora do Agrupamento de Escolas Augusto Moreno, de Bragança, adianta que a introdução do novo acordo tem sido tema de conversa no seio da comunidade educativa. O assunto tem sido divulgado nas reuniões gerais dos professores, no conselho de diretores de turma, na coordenação de departamentos. Todos estão avisados do que é necessário fazer, falta agora investir na formação para passar da teoria à prática. Segundo a responsável, há vontade de marcar uma "formação intensiva nessa área". Uma iniciativa aberta a todos os professores e não apenas aos de Português. A diretora espera que a mudança seja pacífica.

Ana Maria Soares, professora de Português, também acredita que o processo será tranquilo, mas não deixa de fazer algumas observações. O mais complicado, na sua perspetiva, é o ano arrancar com manuais escolares ainda sem a nova grafia. Se todos a tivessem, todos a aprenderiam ao mesmo tempo. "Vai parecer estranho. Uns vão escrever de uma forma e outros doutra. Vai ser confuso", comenta.

"É um trabalho que vai ser iniciado e que vai ser gradual". A docente recorda que nos vários momentos em que o novo programa de Português do 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico foi analisado, alguns professores foram tendo formação básica acerca do novo acordo ortográfico. Além disso, sustenta, há um período de transição que ajudará a assimilar as mudanças.

A Direção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC) já definiu o calendário para a aplicação do novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa aos manuais escolares até 2015. O primeiro passo é dado durante este ano letivo. Em 2011/2012, o acordo abrange os livros do 1.º e 2.º anos de escolaridade, a área curricular disciplinar de Matemática do 4.º ano, todas as disciplinas do 2.º ciclo do Ensino Básico - exceto Educação Física, Educação Musical e Educação Visual e Tecnológica do 5.º e 6.º anos e Língua Portuguesa do 6.º ano -, e o manual de Língua Portuguesa do 7.º ano e o de Matemática do 8.º ano.

Em 2012/2013, o acordo chega ao 3.º ano de escolaridade, às disciplinas de Educação Física, Educação Musical e Educação Visual e Tecnológica do 5.º ano, ao manual de Língua Portuguesa do 6.º ano, a todas as matérias do 7.º ano - com exceção da Língua Portuguesa - ao Português do 8.º ano e a Matemática do 9.º ano. No ano letivo seguinte, em 2013/2014, as novas regras ortográficas são aplicadas nos manuais do 4.º ano - exceto na área curricular disciplinar de Matemática - nas disciplinas de Educação Física, Educação Musical e Educação Visual e Tecnológica do 6.º ano, nos manuais do 8.º ano - com exceção de Língua Portuguesa e Matemática -, na Língua Portuguesa do 9.º ano e ainda em todas as disciplinas do Ensino Secundário. Por fim, em 2014/2015, o acordo abrange todas as disciplinas do 9.º ano, à exceção de Língua Portuguesa e Matemática.

A Porto Editora tem, no seu site na Internet, um conversor do acordo ortográfico totalmente gratuito que converte as palavras para a nova grafia e tira todas as dúvidas a quem quer utilizar a nova grafia sem erros. O que muda no emprego das maiúsculas, do hífen, na acentuação gráfica, nos grupos consonânticos e no alfabeto é também explicado com pequenos vídeos. Este conversor não funciona como corretor ortográfico.

Recorde-se que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 pretende criar uma ortografia unificada que seja utilizada por todos os países de língua oficial portuguesa. O acordo foi assinado pelos países lusófonos que decidiram pôr um ponto final a duas normas ortográficas divergentes - a utilizada no Brasil e a usada nos restantes países -, com o objetivo de contribuir para o aumento do prestígio internacional, expansão e afirmação da língua portuguesa. Trata-se de um acordo que valoriza o critério fonético em detrimento do critério etimológico, de forma a aproximar a escrita da forma falada das palavras. A 1 de janeiro de 2012, os serviços e organismos do Estado português terão a grafia adaptada."

Abraço!



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mas ainda estamos longe de estar unidos!


Há muitas ideias, muitos sindicatos, muita preguiça, muito conformismo... Só não há união, daquela "a sério", que nos leve a fechar as Escolas uma semana se for preciso, que mostre que somos importantes e necessários!



"Professores só abandonam ministério depois de terem garantias de Nuno Crato




Em causa estão alterações introduzidas na plataforma informática dos concursos que passaram a mensais os contratos

Os professores que foram "ilegalmente" ultrapassados no concurso de colocação vão concentrar-se hoje, em Lisboa, frente às instalações do Ministério da Educação e Ciência (MEC) e dizem que só abandonam o local quando o problema estiver resolvido.


"Não vale a pena o senhor ministro vir com conversa, porque os professores só querem uma coisa: que seja feita justiça e respeitada a lei", declarou ontem ao PÚBLICO Mário Nogueira, da Fenprof.

Em causa estão alterações introduzidas na plataforma informática dos concursos que passaram a mensais os contratos que antes eram anuais, o que levou a que muitos docentes que concorreram a horários completos se vissem excluídos das listas e ultrapassados por colegas menos graduados. O MEC atirou a responsabilidade pelo problema criado para as escolas, que devolveram à tutela as culpas pela situação.

"Há muito professores que ficaram desempregados de forma ilegal e o ministério tem de assumir a responsabilidade política pelo que aconteceu", disse Mário Nogueira, frisando que "há muitos professores com muitos anos de serviço que ficaram desempregados porque, deliberadamente, foi criada uma situação pelo ministério que teve a ver com a introdução de dados incorrectos no sistema".

A meio da tarde de ontem, o ministro Nuno Crato afirmava, na Anadia, que a concentração de professores marcada para hoje "não tem razão de ser" e que "o secretário de Estado da Administração Escolar já esclareceu todos os pontos que estão em causa". Apesar disso, o ministro mostrou disponibilidade para receber os professores e esclarecer todas as dúvidas."
Abraço!

E que tal esta ideia do PCP?


Não há por aí uma lei para a Função Pública que diz qualquer coisa do género "3 contratos no máximo, ao 4º entra para o quadro"? Pois, deve ser para a "outra" Função Pública... (a tal que interessa estarmos integrados para umas coisas, mas para outras não...)

"Além disso, o PCP apresentou um projecto de lei que garante a vinculação na carreira docente dos professores contratados. Os professores com três ou mais anos de serviço “são integrados em quadro a criar pelo ministério” e “aos docentes detentores apenas de habilitação própria, o governo assegura, no prazo máximo de três anos, o acesso à profissionalização”, pode ler-se no projecto comunista. Caso seja aprovado este projecto de lei só poderá entrar em vigor no próximo ano lectivo."

Abraço!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

MEC vai corrigir erros(?)

O que é que o MEC assume como erro?

De quem foi o erro?

Vão corrigir os erros de quem?

Como os vão corrigir?

Este meu pessimismo... eu não era assim...

"Ministério promete à FNE corrigir erros detectados nas listas

A FNE recebeu do Ministério da Educação o compromisso de que serão corrigidos os erros detectados nas listas de colocação de professores e a promessa de que a legislação em vigor para os concursos será revista.

João Dias da Silva, dirigente da Federação Nacional de Professores (FNE), disse, esta quarta-feira, que as injustiças cometidas nas listas por causa da carga horária dos docentes e as regras para a colocação estão mais perto de serem corrigidas.

Uma primeira garantia recebida do Ministério da Educação é de que ainda em 2011 «vamos passar para a revisão de diploma de concurso de 2006 para eliminar aquilo que são factores que consideramos profundamente negativos», disse.

A segunda questão, continuou, foi o compromisso do Ministério no sentido de que «todas as situações verificadas de horários que devendo ser anuais foram temporários voltarão a ser colocadas à disposição dos candidatos que concorreram a horários anuais».

«Se houver circunstância em que o candidato tenha direito a esse lugar, haverá lugar à reposição da situação justa que devia ter ocorrido já na colocação anterior», acrescentou.

Segundo João Dias da Silva, esta situação «não impõe que os professores que já foram colocados percam a sua colocação, mas garante aos professores que não foram colocados nos horários a que tinham direito a colocação nesses horários».

Por ter saído satisfeita da reunião com a Executivo, a FNE não vai aderir ao protesto de sexta-feira convocado pela FENPROF."
TSF

Abraço!

"Não fui eu, foi ele!" - II


Minha não é...


"Professores excluídos: de quem é a culpa?
Educare


Ainda não se sabe. O certo é que milhares de professores que concorreram a horários anuais foram ultrapassados por docentes com menores habilitações e menos anos de serviço. Ministério garante que respeitou os pedidos das escolas, diretores dos estabelecimentos de ensino asseguram que a aplicação não está a validar corretamente.

A polémica estalou. Milhares de professores que concorreram a horários anuais ficaram automaticamente excluídos da lista de colocação porque as vagas anuais se tornaram temporárias - estima-se que mais de 85% dos horários disponibilizados na segunda bolsa de recrutamento eram temporários, quando no ano passado esse valor rondou os 29%. O Ministério da Educação e Ciência (MEC) já assegurou que está a respeitar as indicações dadas pelas escolas. A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) pede a anulação do concurso e pondera interpor uma providência cautelar.

A aplicação informática estará a ignorar os docentes que se candidataram a horários anuais porque o sistema só valida horários para um mês? O MEC garante que está a cumprir a lei, mas as escolas asseguram que não se enganaram nos pedidos de horários e que a aplicação transforma horários anuais em temporários. Na semana passada, o ministro Nuno Crato lembrou que sempre houve professores com contratos a termo de um mês. O que mudou, sustentou, foi que a Direção-Geral dos Recursos Humanos da Educação promoveu as contratações na sua plataforma. "Está a fazer-se o mesmo que já se fazia, mas não de forma automática e sem apoio central", disse.

O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar esclareceu entretanto que os contratos temporários terão a duração mínima de um mês e que duram conforme as necessidades. "O que diz a legislação é que os contratos não podem ter um período inferior a um mês", adiantou João Casanova Almeida. O assunto, que está a perturbar a comunidade educativa, poderá não ser discutido na Assembleia da República. O BE pediu uma audição ao ministro Nuno Crato sobre a questão, mas o requerimento foi chumbado pela maioria PSD-CDS/PP. "Só falta o ministro da Educação contratar professores ao dia ou pagar a recibos verdes", comentou a deputada Ana Drago.

A situação não é consensual e está a agitar águas. O movimento de professores desempregados, criado a partir das redes sociais, vai pedir uma reunião ao Provedor de Justiça a propósito desta colocação de professores e também para abordar a condição precária dos docentes sem trabalho. "Precisamos de uma clarificação, por exemplo, na questão das contratações de escolas por mês. Parece que o Ministério se recusa a contratar ao mês em junho para poder despedir e não pagar os meses de julho e agosto. É um abuso que nos surpreende", referiu, à Lusa, Miguel Reis, do movimento.

A Federação Nacional de Educação (FNE) escreveu a Nuno Crato uma carta sobre o assunto porque, em seu entender, não faz sentido que se substitua professores aposentados ou em licença de parto por contratados a um mês. E considera uma "ilegalidade grosseira" que o prazo máximo de duração dos contratos de trabalho termine a 31 de julho, acusando o ministério de estar a provocar "instabilidade e insegurança" no corpo docente. "Se não quiser pagar o mês de Agosto aos professores que diga isso e seja claro", refere João Dias da Silva, secretário-geral da FNE.

Nos últimos dias, a FNE tem sido confrontada com diversas situações, pediu uma reunião ao MEC que está marcada para esta quarta-feira ao final da tarde. A FNE fez uma recolha exaustiva dos casos que lhe foram parar às mãos e tenciona discutir os que lhe parecem "irregulares". "Temos de perceber qual a origem destas circunstâncias", defende Dias da Silva, secretário-geral da FNE, em declarações ao EDUCARE.PT.

A FNE exige o cumprimento da lei e, para isso, sustenta que é necessário esclarecer as dúvidas quanto aos horários mensais ou anuais, percebendo se o problema está na aplicação informática ou nos horários solicitados pelas escolas ou ainda no procedimento adotado pela Direção-Geral dos Recursos Humanos da Educação. Dias da Silva diz que convém não esquecer o respeito pela graduação e pela manifestação de preferências por parte dos professores.

O Sindicato dos Professores do Norte, que está a contactar vários diretores de escolas para perceber o que passou, concorda que a situação tem de ser esclarecida e resolvida quanto antes. "Está criada uma situação de grande injustiça para os professores e de falta de transparência. Exigimos que o MEC corrija esta situação", sustenta Manuela Mendonça, coordenadora da estrutura sindical, ao EDUCARE.PT.

Depois da indicação da tutela de que as escolas seriam responsáveis pela situação, o sindicato está empenhado em esclarecer o que se passou. Até porque a última indicação é de que os diretores não assumem a responsabilidade nesta matéria. "Trata-se de uma situação que tem necessariamente de ser corrigida rapidamente. É injusto para os professores que só concorreram a horários anuais serem ultrapassados por outros com graduação inferior", afirma Manuela Mendonça.

A Associação Nacional de Professores (ANP) defende que o bom senso deve imperar. "O Ministério diz que a culpa não é sua, que é das escolas. Acontece que este procedimento foi aplicado sem qualquer problema no ano passado. Não vejo que, este ano, as direções das escolas tenham incorrido em tantos erros que lhes permitiram transformar horários que eram anuais em horários temporários", adianta Armindo Cancelinha, da ANP, ao EDUCARE.PT. A associação pede celeridade na resolução do problema. "É necessário averiguar a situação, apurar a verdade e depois agir em conformidade", acrescenta o responsável.

A FENPROF admite recorrer aos tribunais para impugnar a segunda bolsa de recrutamento dos professores se se comprovar a existência de ilegalidades. A hipótese de "recorrer aos tribunais administrativos com uma providência cautelar se houver razões jurídicas para isso, se se provar que há ilegalidades", está em cima da mesa, conforme anunciou Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF - que diz ter conhecimento de uma escola do Norte que quis declarar 14 horários anuais e 13 acabaram por ser validados como temporários. A FENPROF está também a contactar várias escolas para perceber o que está a acontecer."

Abraço!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"Não fui eu, foi ele!"

 Lembram-se do "Você decide"?

 Cá vai a versão actual: 

"Os Directores são uma cambada de totós e não sabem mexer na aplicação dos concursos!"

ou

"O MEC faz uma finta ao problema e sacode a água do capote, num golpe de rins digno de um matador de toiros!"

Agora, você decide!


"Ministério responsabiliza escolas pelos problemas nas colocações

O Ministério da Educação e Ciência atribuiu hoje às escolas a responsabilidade por horários que são anuais terem sido transformados em temporários.

Em declarações aos jornalistas esta noite, depois de uma reunião com a Federação Nacional de professores, o director-geral dos recursos humanos da educação, Mário Pereira, garantiu que a plataforma central informática onde são colocados os horários por preencher “não transforma coisíssima nenhuma e respeita em absoluto o que foi colocado pelas escolas”. Vários directores têm afirmado que os horários por preencher eram anuais, mas que foram validados na plataforma da Direcção-geral dos Recursos Humanos da Educação como temporários.

Segundo Mário Pereira, a DGRHE apenas colocou na plataforma o tempo mínimo de duração de contrato. Foi essa a razão pela qual foram acrescentados automaticamente aos horários por preencher apresentados pelas escolas, uma data de Outubro próximo, acrescentou o director-geral.

Questionado pelos jornalistas, o secretário de Estado da Educação e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, escusou-se a confirmar se foi a introdução desta data que poderá ter induzido os directores em erro. “Está explicado o que os vários agentes devem fazer. Se tinham uma necessidade anual, por certo colocaram anual.”.

Segundo Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores, na segunda a bolsa de recrutamento para responder a necessidades transitórias das escolas, que ontem fechou, 87,5 por cento dos horários disponibilizados eram temporários.

No ano passado esta percentagem era de 29 por cento. “Não vejo porque é que de um ano para outro tenha de existir relação entre horários anuais e transitórios”, contrapôs Casanova Almeida, acrescentando que “as escolas colocaram os horários que necessitaram”.

Durante o dia de hoje vários professores não colocados indicaram ao PÚBLICO que os agrupamentos de escolas lhes garantiram que tinham horários anuais, mas que não estavam a conseguir disponibilizá-los como tal na plataforma da DGRHE.

Um director de uma escola secundária confirma: o facto de terem sido centralmente introduzidas datas de validade de um mês, levou a que a aplicação informática ignorasse os professores que se tenham candidatado a horários anuais. Isto aconteceu mesmo quando as escolas indicaram, na plataforma, que se tratava de facto de horários anuais.

Adalmiro Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, não esconde a sua indignação e exortou o ministério a provar que foram os directores que se enganaram: “Não acredito que um director de uma escola que precisa de preencher um horário anual o ponha como temporário. Haja Deus! Isso não cabe na cabeça de ninguém”.

A Federação Nacional de Professores vai contactar nesta quarta-feira os directores para tentar apurar o que de facto se passou. Depois desta consulta, “e se os juristas descobrirem ilegalidades, admitimos recorrer aos tribunais administrativos, apresentando providências cautelares para suspender as listas de colocação”, disse Mário nogueira.

Os professores que entretanto foram colocados estão já assinar contratos com as escolas. Na lista de graduação dos concursos muitos deles estão colocados muitos números abaixo dos docentes que ficaram sem lugar. A lista de graduação ordena os professores em função do seu tempo de serviço, dos resultados de avaliação e da nota final da sua formação.

Os professores mais bem colocados habitualmente só concorrem a horários anuais, por isso, foram automaticamente preteridos uma vez que a maioria dos lugares por preencher estavam apresentados como temporários, apesar de em muitos casos se destinarem a preencher necessidades de docentes para todo o ano escolar. “A duração máxima dos contratos era aquela que decorre da necessidade”, confirmou Casanova Almeida."



Fenprof admite ir a tribunal contra colocações "irregulares"

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) admitiu hoje impugnar nos tribunais a bolsa de recrutamento de professores caso se verifique que houve ilegalidades nas colocações, mas o Governo garante que não houve qualquer irregularidade.

Em declarações aos jornalistas após uma reunião no Ministério da Educação, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou que a organização pondera "recorrer aos tribunais administrativos com uma providência cautelar se houver razões jurídicas para isso, se se provar que há ilegalidades".

Os sindicatos contestam as colocações da segunda bolsa de recrutamento de professores para preenchimento de horários nas escolas, afirmando que nas listas há horários anuais que surgem como temporários e que por causa disso muitos professores graduados que se candidataram a lugares anuais são automaticamente preteridos em favor de outros professores menos graduados.

Por seu turno, o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, garantiu que "não há qualquer ilegalidade nem irregularidade".

"O Ministério da Educação está tranquilo por que está a cumprir a lei e os critérios que a lei determina. As escolas manifestaram os horários que pretendiam, anuais e temporários, e a Direção- Geral dos Recursos Humanos da Educação colocou-os na plataforma informática", referiu.

Para o ministério, a haver responsabilidades por erros na classificação dos horários, classificando-os como temporários quando na verdade eram anuais, será das escolas.

Mas a Fenprof mantém que muitos professores graduados, que indicaram pretender horários anuais, viram-nos fugir para colegas com menos tempo de serviço. A estes terá calhado um bónus: candidataram-se a horários temporários e acabaram por ficar com anuais.

Mário Nogueira afirma que, uma vez que "as escolas não se contactaram em rede" para lançar como temporários horários que eram anuais, "com certeza" que a responsabilidade será do ministério, que provocou algum "equívoco" ou que não deixou as escolas declararem tantos horários anuais.

O sindicalista referiu que uma escola do norte do país quis declarar 14 horários anuais e os 13 validados foram "transformados em temporários".

Mário Nogueira criticou a atual equipa do ministério, que "não se conseguiu libertar" da herança da anterior, que também fez "gafes inacreditáceis em matéria de concursos e colocações".

Afirmou que não se trata de pôr em causa a "seriedade", mas a "transparência" do processo.

A prioridade da Fenprof vai ser agora contactar as escolas para tentar averiguar de quem foi o erro. Quanto aos professores ainda por colocar, podem ter esperança de ainda ter emprego, mas para já estão a "perder tempo de serviço".

Abraço!