sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Outro balanço das colocações/não colocações

E continuando a "balançar", deixo-vos mais uns números:

"...
O dirigente sindical Mário Nogueira revela que no topo "da razia", em que aumentou mais o desemprego estão os docentes do 1º Ciclo - uma "redução de quase 60%", (menos 635) face ao ano passado. O segundo grupo mais afectado pela redução das contratações, segundo a Fenprof, foi o de Educação Musical, com menos 55% (166) docentes colocados, seguindo-se o de Educação Visual e Tecnológica com uma redução de 44% (352). Foram colocados menos 193 professores de Inglês (42%) e 226 de Educação Física (39%)."
...
Diário Económico


Abraço!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Compensação por caducidade do contrato

Há coisas mais urgentes do que outras, coisas que interessa resolver, coisas que não interessa, dinheiros para poupar...

O cerco aperta-se, há a lei acima de tudo! Isto de interpretar a lei tem que se lhe diga, mas esta não tem muito que saber: paguem!

Para além desta notícia, podem ler esta no site da FENPROF.

"ME ainda não comenta pagamentos de compensações a docentes
Lusa / EDUCARE


Nuno Crato escusou-se ontem a pronunciar-se sobre a decisão da Provedoria de Justiça, que deu razão à reivindicação do pagamento de compensações a professores cujos contratos caducassem, argumentando que precisa de ler o ofício com atenção.

f"Essa informação chegou-nos há poucas horas. Vamos ter que a ler com atenção e ver exatamente o que é dito", afirmou Nuno Crato, quando questionado sobre a decisão da Provedoria de Justiça.

Num ofício a que a agência Lusa teve acesso, a Provedoria dá razão à Federação Nacional dos Professores (FENPROF) na reivindicação do pagamento de compensações a professores cujos contratos caducassem, que a Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE) não quer pagar.

Nuno Crato, que falava aos jornalistas no final de um jantar da Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide até domingo, reconheceu, contudo, que a colocação dos professores "é um problema muito sério" e que esse facto não deve ser iludido.

"O problema da colocação de professores é um problema muito sério. Infelizmente, os cortes na Educação e a própria evolução demográfica vão fazer com que haja muitos professores não colocados. Não estamos a iludir o país quanto a isso. É uma realidade", acrescentou apenas.

Em junho, a DGRHE emitiu uma circular em que dizia que não tinha que pagar compensações aos professores que vissem os seus contratos caducados e a quem não fosse comunicada a intenção de renovação.

Na circular, a DGRHE diz que como os contratos não são renováveis e caducam de qualquer maneira não há lugar a compensações.

No ofício enviado à DGRHE, a que a agência Lusa teve acesso, os serviços da Provedoria consideraram que esta argumentação "subverte a intenção do legislador ao deixar sem tutela situações que este claramente quis acautelar".

Por isso, recomenda à DGRHE que "se digne reapreciar o entendimento constante" da circular, de que a FENPROF apresentou reclamação à Provedoria.

A Provedoria considera, no entanto, acertada a interpretação da DGRHE segundo a qual os professores que consigam novo contrato de trabalho não têm direito a compensação por caducidade do anterior."

Abraço!

Um pequeno balanço das colocações/não colocações

"Balança-se" agora e estudam-se os números: mais desempregados! Disto não havia dúvida! Uns grupos mais afectados, outros menos, quadros por colocar (no meu grupo ficaram todos, ainda bem - mas surpreendentemente não eram muitos. Mesmo assim estou bem pior colocado face aos que ficaram desempregados à minha frente)) e no 100 e no 110 as listas foram reduzidas. Estes e outros números:

"Professores contratados. São 37 mil no desemprego e 13 mil nas escolas

Ensino público vai contar com menos 5 mil docentes: dos 55 mil candidatos, apenas 12 747 conseguiram um lugar

...Dos cerca de 55 mil candidatos, apenas 12 747 docentes escaparam ao desemprego.

São os números do concurso nacional divulgados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) e mostram que neste ano lectivo as escolas da rede pública vão contar com menos 5 mil contratados que no ano anterior. Não é a hecatombe anunciada pelos sindicatos, mas é um corte que vai representar menos 20% de docentes para assegurar o regresso às aulas na próxima semana.

Para uma minoria, há ainda uma oportunidade de ficarem num agrupamento nos próximos dias, uma vez que a tutela ainda não conseguiu preencher cerca de 3 mil horários: "A existência de 3179 horários não satisfeitos após a fase de concurso para a colocação de professores denota alguma ineficiência do sistema, que terá de ser solucionada", reconhece a nota do ministério de Nuno Crato, adiantando que vai recorrer aos professores que ontem não foram colocados e que vão integrar uma bolsa de recrutamento.

Segundo as contas feitas pela Associação Sindical de Professores Licenciados, são os docentes do 1.o ciclo do ensino básico que mais razões têm para ficarem angustiados: 74 obtiveram colocação e mais de 12 mil ficaram excluídos. Muito mais abaixo surgem os docentes do pré-escolar; 4533 educadores de infância souberam que estão desempregados e 172 foram colocados.

O grupo disciplinar de Português está igualmente entre os mais afectados - dos 4593 candidatos, apenas 258 foram convocados para dar aulas. E mais azar ainda teve quem ensina Latim e Grego - nenhum dos 249 candidatos foi colocado. A disciplina de Espanhol, contudo, representa um caso raro entre os contratados, uma vez que os 89 candidatos acabaram por conseguir um lugar nas escolas. Entre os grupos disciplinares com mais professores contratados, aliás, estão os que pertencem às áreas da Matemática e das Ciências da Natureza, com 353 colocados, ou Economia e Contabilidade (182 docentes).

Professores que ficaram na mesma escola foram quase 8 mil, uma redução de 21% em relação ao ano lectivo anterior, em que houve quase 10 mil docentes com contratos renovados. Há ainda, de acordo com os dados que a ASPL disponibilizou ao i, cerca de 1600 professores sem turmas atribuídas (horário zero) e a esmagadora maioria não conseguiu um lugar nas listas definitivas de destacamento por ausência da componente lectiva. Cerca de 300 não conseguiram lugar nas listas de destacamento por condições específicas.
...

Abraço!

ADD - 2ª Versão (Parte II)

A continuação:


"O que diz a segunda versão do projeto de Avaliação do Desempenho Docente

Terminada a segunda ronda negocial entre o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e sindicatos, ficou em cima da mesa a segunda versão do que vai ser o novo modelo de avaliação do desempenho docente.



Clarificações à primeira proposta de avaliação
Está mais clara a segunda versão apresentada pelo Ministério da Educação e Ciência para o novo modelo de avaliação do desempenho docente. Alguns artigos do texto inicial sofreram alterações, outros acrescentos de informação, sendo que dois foram eliminados. Mantêm-se iguais os principais pontos que têm suscitado o desacordo das organizações sindicais. Ciclos da avaliação

Os docentes integrados na carreira só são sujeitos a avaliação do desempenho desde que tenham prestado serviço docente efetivo durante, pelo menos, 2/3 do período em avaliação. Quando não se verificar este requisito de tempo mínimo, o docente pode requerer a ponderação curricular para efeitos de avaliação.

Os docentes contratados são avaliados mediante um limite mínimo de 180 dias de serviço letivo efetivamente prestado. Caso este resulte da celebração de mais do que um contrato, a avaliação será realizada na escola onde celebrou o último contrato, sendo os elementos avaliativos recolhidos das outras escolas.

Competências do diretor
O processo de avaliação é da responsabilidade do diretor que avalia ainda o subdiretor, adjuntos e assessores de direção, coordenadores de departamento curricular e avaliadores por estes designados, pelo trabalho realizado no exercício das suas funções.

Avaliadores externos e internos
Os parâmetros estabelecidos a nível nacional para a avaliação externa serão fixados pelo Ministério da Educação e Ciência. A avaliação interna é efetuada pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada do docente e realizada em todos os escalões, sem exceções. O avaliador externo continua a integrar uma bolsa de avaliadores (que será objeto de diploma próprio), mas deve agora estar integrado em escalão igual ou superior ao do avaliado; pertencer ao mesmo grupo de recrutamento do avaliado; ter formação em avaliação do desempenho ou supervisão pedagógica ou experiência profissional em supervisão pedagógica no âmbito da formação de docentes.

O avaliador interno é o coordenador de departamento curricular ou quem ele designar e compete-lhe a apreciação dos relatórios de autoavaliação.

Observação de aulas
A observação de aulas é da responsabilidade dos avaliadores externos. São efetuadas duas observações de aulas num dos dois últimos anos escolares de cada ciclo de avaliação do docente. No 5.º escalão da carreira, a observação de aulas é realizada no último ano escolar do ciclo avaliativo. Note-se que, para este efeito, uma aula corresponde a um período mínimo de 90 minutos. É obrigatória a observação nos docentes em período probatório; integrados no 2.º e 4.º escalão da carreira docente; para atribuição da menção de Excelente, em qualquer escalão, sendo que, neste caso, deve ser requerida pelo avaliado ao diretor até ao final do primeiro período do ano escolar anterior ao da sua realização. Não há lugar à observação de aulas dos docentes em regime de contrato.

Procedimento especial de avaliação
Deixa de haver isenção e passam a ser objeto de um procedimento especial de avaliação os docentes do 8.º escalão desde que no modelo de avaliação anterior tenham obtido Satisfaz e no presente Bom; os do 9.º e 10.º escalão da carreira docente; e os que se aposentem durante o ciclo avaliativo. Também os que exerçam os cargos de subdiretor, adjunto, assessor de direção, coordenador de departamento curricular e avaliador por este designado. No entanto, todos estes docentes entregam um relatório de autoavaliação no final do ano escolar anterior ao da progressão do docente na carreira, com um máximo de seis páginas, sem anexos.

Efeitos da avaliação
Com uma menção de Regular só é considerado o período de tempo a que respeita para efeitos de progressão na carreira após a conclusão com sucesso de um plano de formação com a duração de um ano. Insuficiente implica a não contagem do tempo de serviço do respetivo ciclo avaliativo e a obrigatoriedade de realização com sucesso de um plano de formação.
Para os professores integrados na carreira, a obtenção de duas menções Insuficiente consecutivas determina a instauração de um processo de averiguações, já para os que estão em regime de contrato, igual classificação impossibilita a admissão a qualquer concurso de recrutamento docente nos cinco anos escolares seguintes subsequentes à atribuição da última menção de Insuficiente.

Critérios de desempate
Quando for necessário o desempate entre docentes com a mesma classificação final, valem sucessivamente os seguintes critérios: a classificação obtida na dimensão científica e pedagógica; a classificação obtida na dimensão participação na escola e relação com a comunidade; a classificação obtida na dimensão formação contínua e desenvolvimento profissional; a graduação profissional calculada nos termos do artigo 14.º do Decreto - Lei n.º 20/2006, de 31 de janeiro; o tempo de serviço em exercício de funções públicas.

Avaliação final
A classificação final corresponde ao resultado da média ponderada das pontuações obtidas nas três dimensões de avaliação. Assim, são consideradas as seguintes ponderações: 60% para a dimensão científica e pedagógica; 20% para a dimensão participação na escola e relação com a comunidade; 20% para a dimensão formação contínua e desenvolvimento profissional. Caso haja observação de aulas, a avaliação externa representa 70% da percentagem prevista na dimensão científica e pedagógica. A avaliação final é comunicada por escrito ao avaliado."

Abraço!

ADD - 2ª Versão (Parte I)

Uma apanhado feito por Andreia Lobo, no Educare (Parte I):







"Avaliação do desempenho docente ganha segunda versão
Educare

Terminada a segunda ronda negocial entre o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e sindicatos, ficou em cima da mesa a segunda versão do que vai ser o novo modelo de avaliação do desempenho docente.


O Ministério da Educação e Ciência (MEC) não prescindiu "ainda", diz João Dias da Silva, dos principais aspetos que afastam a Federação Nacional da Educação (FNE) da proposta para o novo modelo de avaliação do desempenho docente. No entanto, a última reunião de 29 de agosto "clarificou aspetos que tinham ficado duvidosos e respondeu a algumas questões, em algumas matérias integralmente, noutras parcialmente", admite o secretário-geral daquela organização sindical.

João Casanova de Almeida tem conduzido as reuniões que começaram na semana passada com diversos sindicatos ligados ao ensino. Sobre as alterações suscitadas pela apresentação das propostas das diferentes partes, o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar já garantiu que o texto em discussão é "o que é possível executar", face ao contexto de contenção que se impõe ao país.

Essa será a justificação para a manutenção, até agora, da estrutura fundamental do modelo de avaliação, sendo que, de acordo com o governante, apenas "foram registados avanços, clarificações, incorporações, sempre no sentido de melhorar o resultado final".

Terminada a segunda ronda negocial, mantém-se inalterada a questão das quotas de classificação que limitarão as notas máximas a atribuir aos professores, da manutenção das vagas para o 5.º e 7.º escalão e os efeitos da avaliação sobre a graduação profissional.

"Estes são aspetos muito significantes que continuam a distanciar-nos das opções do MEC", confirmou João Dias da Silva, em declarações ao EDUCARE.PT. Ainda assim o dirigente não coloca de parte a hipótese de conseguir junto do MEC alterar mais alguns artigos do futuro diploma regulativo: "Esperamos a continuação do processo negocial para que a aproximação mesmo nessas questões seja significativa."

Recebida pela equipa negocial no mesmo dia em que a FNE, também de a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) mantém as expectativas de ver alterada a posição do MEC sobre o sistema de quotas: "Se evoluiu em alguns aspetos, esse é o que faria mais sentido", comentou Mário Nogueira, citado pelaLusa.

O secretário-geral da FENPROF continua a defender que "um modelo de avaliação bem feito, rigoroso, que distinga bem o mérito excecional do mérito normal, não precisa de quotas para que essa distinção se faça sem que aconteça o que o ministro disse, que sem quotas somos todos excelentes".

Apesar deste ponto de discórdia, a "disponibilidade" do ministério de Nuno Crato para a negociação merece um especial sublinhado de João Dias da Silva, secretário-geral da FNE. "Já não nos lembrávamos de um espírito negocial tão forte como se vê nesta equipa com o acolhimento de propostas que têm alguma relevância na construção do texto final", admite o dirigente. Um sinal positivo da boa disposição negocial foi a garantia dada por João Casanova de Almeida de que até dia 9 de setembro, altura em que o processo deve estar concluído, a distância entre as propostas das partes "será encurtada" no sentido de "minimizar" o que as afasta.

"É nossa convicção que a partir do mês de setembro deixaremos este dossier encerrado", de modo que os responsáveis possam concentrar-se "na melhoria da aprendizagem e na prevenção do abandono escolar", salientou o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar. Questões do dia a dia escolar que também preocupam as organizações sindicais. Mário Nogueira reconhece que apesar de a avaliação constituir "um problema que tem vindo a perturbar a vida das escolas e dos professores, está muito longe de ser o problema principal com que se confrontam.

Mas se "em relação aos aspetos mais relevantes o MEC não alterou a sua posição", já entre as "melhorias" contabilizadas pela FNE, João Dias da Silva destaca "a garantia de simplificação de procedimentos de todo o processo de avaliação" e "a clara distribuição de responsabilidades dentro da escola". Tudo isto "sem que a avaliação do desempenho constitua um elemento perturbador daquilo que deve ser o essencial do trabalho do professor".

De facto, o excesso de trâmites burocráticos foi uma das maiores críticas feita aos anteriores modelos de avaliação do desempenho docente. Por parte do MEC, o objetivo é ter "uma avaliação simplificada", esclareceu João Casanova de Almeida, acrescentando: "Nessa linha queremos uma avaliação que não olhe para os professores ao longo da sua carreira da mesma forma."

João Dias da Silva confirmou ao EDUCARE.PT que "houve a afirmação do MEC de que serão disponibilizadas às escolas matrizes de partida para que depois possam fazer a sua respetiva adaptação."

Outro aspeto, "muito significativo" dessa simplificação foi a garantia obtida por parte do MEC de que o relatório de autoavaliação terá um total de três páginas sem anexos. "Isto significa que o que é pedido ao professor que faça como relatório de autoavaliação fica efetivamente bastante reduzido", comenta João Dias da Silva.

Alterações já negociadas
Assim, a proposta ministerial para a reformulação da avaliação do desempenho docente encontra-se neste momento na sua segunda versão. Os pontos reformulados prendem-se com a avaliação externa e a questão da isenção.

Até agora, no que toca à avaliação externa, as observações de aulas serão obrigatórias apenas no período probatório em que o professor inicia a sua carreira, no 2.º e 4.º escalão, nos restantes só serão realizadas a pedido do professor para a atribuição, ou não, da menção de Excelente.

Sobre esta distinção, esclarece o secretário de Estado: "Estamos perante um documento que é muito mais simples, que diferencia os vários posicionamentos dos diferentes professores em função da posição que ocupam na carreira e que ajusta os ciclos de avaliação à duração dos escalões da carreira docente". Questionado sobre a isenção da avaliação que, na primeira versão do modelo, se aplicava aos professores no topo de carreira, mas que na segunda versão agora proposta pelo MEC passam a ficar sujeitos a um "procedimento especial de avaliação", João Casanova de Almeida negou ter havido um recuo. "No documento anterior percebia-se a intenção de proceder relativamente a esses professores de uma determinada forma em que lhes era permitido, por exemplo, que pedissem avaliação em qualquer escalão", explicou o governante, citado pela Lusa.

Para Mário Nogueira, "faz todo o sentido" que estes professores não sejam sujeitos ao procedimento completo de avaliação. Menos lógico é que o único critério tido em consideração seja o escalão.

"Por força dos congelamentos e da transição entre carreiras, há hoje professores com muitos anos de serviço que ainda não estão nesses escalões porque não conseguiram", explicou Mário Nogueira, em declarações à agência Lusa. Por isso, para o secretário-geral da FENPROF seria necessário considerar outros critérios, como "o tempo de serviço e o próprio grau académico que o professor obteve em processos de valorização em que participou".

O descongelamento na evolução de carreira dos docentes tem sido outra das batalhas das organizações sindicais. Mas neste ponto tudo permanecerá igual. João Casanova de Almeida considerou que a questão ultrapassava tudo e todos, lembrando a situação difícil do país.

Assim ficou concluída mais uma fase do processo negocial sobre o sistema de avaliação dos professores. Para além da FNE e da FENPROF, estiveram sentados à mesa com o secretário de Estado onze dos sindicatos com menor representatividade da classe docente.

Sobre os próximos passos negociais, o calendário já está completo. Até ao dia 2 de setembro o Ministério receberá os novos contributos dos sindicatos relativamente ao texto agora entregue. Dia 6 termina o prazo para a equipa ministerial enviar aos sindicatos a terceira versão do modelo de avaliação. E dia 9 de setembro o processo fica completo. Nessa altura já se saberá se as expectativas sindicais foram ou não confirmadas. "Eventualmente podemos ter um texto mais próximo do que desejamos", conclui João Dias da Silva."

Abraço!










quarta-feira, 31 de agosto de 2011

3 mil horários por preencher por "alguma ineficiência do sistema"

Acompanhem esta minha linha de pensamento e digam de vossa justiça:
"Necessidades transitórias" - são as que foram preenchidas agora. São horários completos e incompletos, mas todos anuais. Logo, nas Bolsas de Recrutamento vão aparecer 3179 horários anuais que, por "alguma ineficiência do sistema" não foram agora preenchidos.

Bom para quem ainda está de fora, mau para quem ficou colocado em horários "piores" do que os que vão sair.

E, se a lei das reconduções se mantiver, destes 3179 horários, os que forem completos não vão "permitir" que isso aconteça...

Tudo por causa de "alguma ineficiência do sistema"

"Mais de 3 mil horários por preencher em concurso professores

O Ministério da Educação revelou hoje que ficaram por preencher mais de três mil horários dos 18.118 solicitados pelas escolas no concurso para professores a contrato, o que revela «alguma ineficiência do sistema».

Em comunicado, o Ministério refere que ficaram «3179 horários não satisfeitos» do concurso para satisfação de necessidades transitórias.

Através do concurso foram contratados 12.747 professores e a tutela recorreu a 2192 professores de carreira para preencher as necessidades das escolas."
Diário Digital / Lusa

Abraço!

Saíram (de novo) as listas de colocações

Vamos ver se é desta...

Ainda nem as comparei com as primeiras que saíram.

Eu, como esperado, estou de fora, com muitos à minha frente.

Link directo para a contratação aqui.

Parabéns aos que conseguiram, boa sorte para os resistentes nesta vida!

Abraço!

Um contratado não pode ser Excelente

Poupar! É mesmo isto, poupar!

Como já vão avaliar os colegas de topo da carreira têm que cortar nos custos: não há aulas assistidas para contratados! Um contratado não pode ser Excelente!

Mais uma vez, contratado é m#$%a! 

Mais ainda: cada Agrupamento pode decidir como avalia os contratados. Estão a pensar no mesmo que eu? Grande confusão e disparidade nas formas de avaliar e nos resultados...

Enfim... És contratado? Coitado...


"Avaliação docente. Se é contratado, nunca será um excelente professor


Ministério da Educação quer impedir os docentes contratados de solicitarem aulas assistidas, negando-lhes assim o acesso à nota mais alta

Um professor contratado pode ser empenhado, ensinar bem e saber motivar os seus alunos. Pode até ser o melhor de todos, mas nunca será um excelente professor. Este é pelo menos o entendimento da equipa de Nuno Crato, que, no novo projecto de avaliação docente entregue aos sindicatos, os impede de solicitarem aulas assistidas, vedando-lhes desta forma o acesso à nota mais alta.

A condição está expressa de forma inequívoca no n.o 7 do artigo 18.o do projecto que o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, deu a conhecer às associações e federações sindicais: "Não há lugar à observação de aulas dos docentes em regime de contrato." E não havendo aulas assistidas também não há hipótese de ambicionar a menção de excelente.

É um ponto assente na segunda versão apresentada pelo Ministério da Educação e Ciência que, em contrapartida, prevê outro tratamento para os professores de quadro - estes, se estiverem convencidos de que são profissionais de primeira água, podem pedir aulas assistidas, condição essencial para se candidatarem à classificação de mérito que, contudo, continua dependente de uma quota de 5%, tal como acontecia no documento anterior.



POUPAR: A intenção da tutela poderá ter pouco a ver com confiar ou não nas competências dos docentes contratados, alerta Maria João Gonçalves, dirigente da Associação Sindical dos Professores Licenciados (ASPL): "Esta parece ser mais uma tentativa para economizar dinheiro e recursos humanos." A equação para poupar é simples: ao impedir os contratados de terem aulas assistidas, o ministério está igualmente a retirar uma boa parte do trabalho aos avaliadores externos.

Na proposta da tutela, são os professores de outras escolas que ficam com a missão de assistir as aulas dos colegas. Só que para isso Nuno Crato prometeu reduzir o seu horário de aulas e até retirar as suas turmas, no caso dos docentes do 1.o ciclo do ensino básico. "Evita-se assim reduzir os horários dos avaliadores externos bem como pagar mais deslocações às escolas onde irão assistir as aulas."

Se para a ASPL é "inaceitável" privar os contratados da nota mais alta por uma questão de "equidade" e "deontologia profissional", para a Fenprof esta medida do ministério pode até ser um "indício" de que a avaliação não vai produzir efeitos no concurso para recrutar docentes. "E se por acaso isso acontecer, a tutela já sabe que não contará com o nosso acordo", conta Mário Nogueira.

No modelo anterior, a classificação excelente permitia ao candidato ter uma bonificação de dois valores na lista graduada e, caso o MEC mantenha as mesmas condições, esta poderá ser mais uma desvantagem para os contratados.

DIFERENTES. Não é só na avaliação externa que os contratados têm um tratamento diferenciado. De acordo com o n.o 3 do artigo 28.o, a tutela propõe ainda que durante o ano lectivo de 2011-2012 estes docentes sejam avaliados através de um "procedimento simplificado a adoptar pelo agrupamento". Significa que cada escola decide como vai avaliar os contratados. "Cada estabelecimento de ensino terá as suas regras e as suas sentenças", critica Maria João Gonçalves.

Estão portanto reunidas as condições para abrir mais uma guerra entre colegas, adverte André Pestana, coordenador do movimento reivindicativo de professores 3R: "O ministério está a dividir a classe, criando professores de primeira e de segunda. O que exigimos é tão-só um modelo uniforme para todos, virado sobretudo para a vertente formativa", remata."

Abraço!

Colocações "desaparecidas" podem ser as verdadeiras

Pelo menos é o que assegura a TVI24, depois de consultar uma "fonte segura" do MEC.

Se assim for, estas listas são credíveis. Eu só vou a acreditar nelas se se confirmarem com a divulgação na DGRHE, mas...

Abraço!

Colocações. a nossa angústia na comunicação social

O Jornal i já tem uma notícia sobre esta situação de espera/angústia:


"Cerca de oito mil professores ficam na mesma escola

Primeiras listas foram divulgadas on line pela tutela durante pouco mais de 10 minutos e retiradas de seguida. O site da Direcção Geral dos Recursos Humanos encontra-se agora em manutenção

As primeiras listas colocação de professores foram esta manhã divulgadas pelo Ministério da Educação no site da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, mas retirada pouco tempo depois.

No primeiro documento, foi possível conhecer o número de professores que tiveram os seus contratos renovados na mesma escola. São cerca de oito mil, mas estes dados podem sofrer ainda alterações, uma vez que as listas acabaram por ser retiradas pelos serviços centrais da tutela.

Tem sido uma manhã inquietante para os cerca de 50 mil professores que hoje esperam pelas listas de colocação da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE). As listas foram divulgadas on line pouco depois das dez da manhã, mas acabaram por ser retiradas ao fim de poucos minutos, encontrando-se o site da DGRHE em actualização até agora.

Falta ainda conhecer a lista dos professores que ficaram colocados numa outra escola, a lista dos docentes excluídos, dos que não têm turmas atribuídas e ainda dos que foram contratados em condições especiais. Só após estes dados serem divulgados, será possível saber quantos professores ficam no desemprego."

Abraço!