quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Saíram as listas, mas desapareceram...

Por volta das 10 da manhã saíram as listas. Pouco depois foram retiradas(?).

Alguns colegas que as conseguiram descarregar estão a disponibilizá-las. Eu não o vou fazer!

Em princípio será uma sobrecarga no servidor da DGRHE e as listas estarão correctas. Creio que sim, mas não me sai da cabeça aquele ano em que saíram não sei quantas listas com incorrecções e que nos levaram ao desespero. Por isso vou aguardar, um pouco mais de paciência para depois ter certezas.

Actualização: cuidado, já afirmam que têm erros. Pelo sim, pelo não, aguardem mais um pouco...

Abraço!

Crato tira 95 milhões às universidades

Ou seja, o Ensino Universitário vai ser mais caro para os alunos. Sim, pois a minha bola de cristal vê um óbvio aumento das propinas... o estado tira, o aluno dá! Mas isto é o meu lado pessimista a falar...


"Em 2012, universidades e politécnicos terão menos 8,5% no orçamento.

As universidades portuguesas vão ter menos 66 milhões de euros e os politécnicos menos 29 milhões de euros, em 2012. A informação foi comunicada pelo Ministério da Educação ao Conselho Permanente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e confirmada ao Diário Económico por Fernanda Matias, vice-reitora da Universidade de Coimbra.

No total, são menos 95 milhões de euros no orçamento destinado às instituições do Ensino Superior, o que significa um corte de 8,5%. A Universidade de Lisboa terá um "corte de 8,46%, e de 2,5% na cativação, o que dá cerca de 11%", revela o vice-reitor da instituição, António Vasconcelos Tavares.

Esta situação é "uniforme" entre as universidades e politécnicos nacionais, garante ainda o vice-reitor. A universidade está agora, no Conselho Geral e nas suas unidades orgânicas, a analisar que medidas tomar em relação a este corte."
Económico

Abraço!

Compensação por Caducidade de Contrato: mais um passo

Paguem! É o que diz a Provedoria de Justiça. E não sei onde está a dúvida, é mesmo para pagar, ganhamos esse direito, somos função pública para o bem e para o mal!

Mas isto ainda se vai arrastar...

Chamo a atenção para o último parágrafo. Vou aguardar por desenvolvimentos...


"Docentes com contrato caducado devem ser remunerados, diz Provedoria

A Provedoria de Justiça deu razão à Federação Nacional dos Professores (Fenprof) na reivindicação do pagamento de compensações a professores cujos contratos caducassem, que a Direção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE) não quer pagar.

Em Junho deste ano, a DGRHE emitiu uma circular em que dizia que não tinha que pagar compensações aos professores que vissem os seus contratos caducados e a quem não fosse comunicada a intenção de renovação.

Segundo o Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas, quando um contrato caduca porque o empregador não comunica a vontade de o renovar, o trabalhador tem direito a uma compensação por cada mês em que esteve empregado.

Na circular, a DGRHE diz que como os contratos não são renováveis e caducam de qualquer maneira não há lugar a compensações.

No ofício enviado à DGRHE, a que a Lusa teve acesso, os serviços da Provedoria consideraram que esta argumentação “subverte a intenção do legislador ao deixar sem tutela situações que este claramente quis acautelar”.

Por isso, recomenda à DGRHE que “se digne reapreciar o entendimento constante” da circular, de que a Fenprof apresentou reclamação à Provedoria.

Em comunicado, a Fenprof recorda que os Tribunais Administrativos e Fiscais de Leiria e Castelo Branco já tinham emitido acórdãos dando razão à Fenprof.

A Provedoria considera, no entanto, acertada a interpretação da DGRHE segundo a qual os professores que consigam novo contrato de trabalho não têm direito a compensação por caducidade do anterior."


Abraço!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Crianças têm problemas de visão que afetam o rendimento escolar

É verdade, estas situações acontecem. Até podemos pensar que é apenas mais uma aluno que não quer saber, no meio de todos os outros... Mais cedo ou mais tarde (espera-se que "mais cedo") acabam por ser identificados.


"Crianças têm problemas de visão que afetam o rendimento escolar
A sociedade portuguesa de oftalmologia alerta que 20 por cento das crianças têm problemas de visão que interferem com o rendimento escolar. As doenças que mais afetam os mais novos são os erros refrativos, estrabismo e ambliopia."


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FNE comenta as negociações de hoje

Mais uma ronda de negociações.

A FNE reconhece mais abertura do MEC, mas não me parece muito optimista...

O que parece já claro é os avaliadores terem que ser da área do avaliado.

Não sei se é claro ou se sou eu a interpretar de outra forma: os 180 dias necessários para que haja avaliação poderem ser em diferentes escolas. Sobre isto ainda vou ter que ler mais.






Ministério apresenta nova versão do projecto de avaliação dos professores
FNE elogia atitude negocial mas diz que ainda estão longe de um acordo

A FNE ficou agora de apresentar o seu parecer sobre a nova versão do projecto (PÚBLICO)

O secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE) considera "muito positiva" a atitude negocial do Ministério da Educação mas, depois de uma reunião esta manhã, salienta que um acordo ainda está longe.

“O Ministério da Educação está com uma atitude negocial muito positiva, mas se pesarmos o que ainda nos separa do que nos aproxima, diria que ainda pende mais para o lado negativo”. Foi desta forma que o secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE), João Dias da Silva, respondeu quando questionado pelo PÚBLICO sobre se estava mais perto ou mais longe de um acordo após a segunda ronda negocial para discutir o futuro modelo de avaliação de desempenho dos docentes.

À saída da reunião, João Dias da Silva revelou aos jornalistas que o Ministério apresentou uma nova versão do projecto, versão esta que acolhe algumas das propostas apresentadas pela FNE mas que “não houve acolhimento de outras mais significativas como a questão das quotas e das vagas”.

Questionado sobre se acredita num acordo até ao dia 9, o secretário-geral da FNE respondeu: “acredito que é possível trabalhar para encontrar novas soluções” para “valorizar os professores. Acordo está em aberto”.

João Dias da Silva salientou que houve aproximações de posições, nomeadamente em relação à “simplificação do processo” e “clarificou-se a questão dos avaliadores externos”. “Tem de ser um docente do mesmo grupo de recrutamento, do mesmo escalão ou superior e ter formação especializada”, explicou. Em relação aos professores contratados, o sindicalista referiu que “o texto ainda precisa de ser ajustado”.

A FNE ficou agora de apresentar o seu parecer sobre a nova versão do projecto e irá consultar os professores até ao dia 6 para ter uma posição final para a reunião de dia 9.

As negociações prosseguem à tarde com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof)."

Abraço!

domingo, 28 de agosto de 2011

Opinião "externa" sobre a ADD

Outra vez o raio do "não querem é ser avaliados!"!

E o pior é que nós permitimos que isso seja dito sem nos defendermos como deve ser.

A opinião pública já está "menos agressiva" e lá reconhecem que fomos (e ainda estamos a ser) maltratados, desde o patrão (Governo) ao cliente (Alunos/Encarregados de Educação).

Como somos funcionários públicos não queremos fazer nada e só chupamos dinheiro aos contribuintes, somos parasitas. O facto de sermos nós a dar a enorme base para o futuro da nação não interessa! Temos é que passar os filhinhos e estar calados para não levarmos porrada ou um processo em cima! "Mai nada!"

Leiam esta opinião do sr. Leonel Moura no Jornal de Negócios:

"Avaliar ou não avaliar, eis a questão

Leonel Moura


A avaliação dos professores é uma daquelas sagas tipo "Guerra das Estrelas". A força avança um pouco, a seguir o império contra-ataca e recomeça tudo de novo. Interminável, repetitivo e entediante.

Por estes dias estamos numa espécie de prelúdio dado o aparecimento em cena de um novo governo cheio de boas vontades, declarações patrióticas e sobretudo muita indefinição. Nunca é fácil iludir a realidade. E esta, no tema específico da avaliação dos professores, não podia ser mais adversa para quem acaba de chegar.

É preciso não esquecer que PSD e CDS se aliaram ao PCP, Bloco e sindicatos na guerra contra a avaliação. Chegaram mesmo, num ato indigno que até desagradou a Cavaco Silva, a aprovar no Parlamento, claramente fora de prazo, a sua suspensão. Agora, perante o concreto, e tal como vai sucedendo noutras matérias, nada é tão peremptório e definitivo. O novo ministro, por quem tenho estima pessoal diga-se a título de declaração de interesses, bem se esforça por realizar a quadratura do círculo, ou seja, agradar a professores e sindicatos mantendo a avaliação. O que, como se sabe, é uma impossibilidade matemática já que os professores pura e simplesmente não querem qualquer tipo de avaliação. Toda a conversa sobre metodologias, sistemas, quotas, alunos, excesso de trabalho, burocracias, etc., só tem um único e muito preciso objetivo: inviabilizar qualquer processo de avaliação séria. Aliás, basta olhar para as "contrapropostas" da Fenprof. Remetem invariavelmente para a autoavaliação, ou seja, para avaliação nenhuma.

Neste contexto, Nuno Crato parece seguir a tática de dizer o que os professores querem ouvir e fazer o que eles não querem aceitar. Pelo meio vai fazendo algumas cedências consideradas menores. Uma delas, contudo, de menor não tem nada e é particularmente perniciosa. Refiro a de isentar os professores "mais velhos" da avaliação. Um terço em números redondos, o que não é pouco.

A ideia é péssima qualquer que seja a perspetiva. O "já não vale a pena avaliar os velhos" remete para uma forma de discriminação intolerável. Que infelizmente continua a ser recorrente. José Pacheco, especialista de educação da Universidade do Minho, vai ao ponto de considerar que "os professores com mais anos de carreira 'nem sempre estão mentalmente preparados' para responder às novas exigências do sistema de ensino". Caberia perguntar se não estão "mentalmente preparados" então o que fazem na escola? Mas será mesmo assim? Será uma fatalidade genética? Ou, é precisamente a falta de exigência e de avaliação que conduz ao deixa andar, à passividade e, sobretudo, a essa desistência de se continuar a aprender, evoluir e melhorar capacidades? Só envelhece mentalmente quem quer.

Eventualmente, alguns professores "mais velhos" terão ficado satisfeitos por escaparem à avaliação. Mas haverá quem, legitimamente, se sinta ofendido. Esta isenção é um opróbrio e só estranha que sociedade e professores não reajam com veemência a esta forma de discriminação que, no fundo, diminui e marginaliza os "velhos". "Já não vale a pena" é uma morte antecipada.

Na outra perspetiva, a de privilegiar quem com o tempo chegou a um certo estatuto profissional e portanto não deve mais ser avaliado, estamos ainda pior. É certo que vivemos numa sociedade que trata de forma diferenciada os privilegiados. O chefe tem sempre razão, o senhor doutor não pode ser incomodado, o rico é um cidadão exemplar. De qualquer modo, tem-se evoluído no sentido de separar os privilégios do mérito. É esse, por exemplo, o caso da ciência em que, nas publicações ou para efeito de avaliação e financiamento de projetos de investigação, o professor catedrático é tratado exatamente nas mesmas condições do jovem licenciado. Isto é, pelo mérito das respetivas propostas. E os resultados não podiam ser melhores.

Não vale a pena iludir os factos. Todos os professores devem ser avaliados, da mesma maneira, com o mesmo grau de exigência. Novos e velhos. Em princípio ou em fim de carreira. De contrário, através da discriminação ou do favorecimento, tanto faz, continuaremos a não ter uma avaliação séria e digna desse nome. Não se pode ter medo do império. Darth Vader não pode vencer."


Abraço!

sábado, 27 de agosto de 2011

Coisas das regras da ADD

Neste caso é sobre as gravidezes de risco e licenças de maternidade.

Mas há mais casos em que os colegas não trabalham tempo suficiente para serem avaliados.

No ano lectivo passado fui fazer uma substituição, à partida de 1 mês. Ao inteirar-me melhor da situação que levou a colega a ausentar-se por lesão, apercebi-me que seria possível ficar colocado até ao fim do ano lectivo, pelo que teria o tempo necessário para ser avaliado "normalmente". Solicitei à Directora a avaliação com aulas assistidas e esta permitiu-o.

Apesar de ter só 12 horas lectivas e ter trabalhado menos tempo, o Muito Bom que consegui faz muita diferença na minha graduação... mas, por uma questão de dias, quase não tive acesso à avaliação!

Este ano falam de 180 dias a trabalhar  para se poder ser avaliado. Ainda não se falou da relevância da avaliação para a graduação - mas parece-me que vai influenciar, é só um palpite, mas... Será que a discriminação vai ser maior? Quem trabalha menos de 6 meses não pode ser Muito Bom nem Excelente?

"Professoras grávidas impedidas de progredir na carreira por não serem avaliadas

Teresa Fernandes falhou duas avaliações só porque estava grávida

Muitas escolas negam avaliação de desempenho mesmo às docentes que a solicitam. Resultado: não avançam na carreira. Sindicato dos professores pede alterações a lei "discriminatória".

Há agrupamentos de escolas que se têm recusado a avaliar o desempenho de professoras e educadoras de infância que foram forçadas a interromper as aulas por estarem perante uma situação de gravidez de risco ou em gozo de licença de maternidade e que, deste modo, se vêem impedidas de progredir na carreira. O argumento é o de que as professoras não cumpriram o tempo mínimo de serviço com a entidade avaliadora (escola), que é de seis meses.

A denúncia partiu do Sindicato dos Professores do Norte (SPN), que garante ter vindo a deparar-se com "inúmeras situações de discriminação de professoras que, por razões de gravidez de risco e/ou gozo de licença de maternidade, estão a ser penalizadas, nomeadamente na sua posição na lista graduada para concurso, na progressão na carreira e na colocação em concursos de oferta de escola".

Teresa Fernandes é uma das professoras que não viram o seu desempenho avaliado, apesar de o ter solicitado junto dos directores dos agrupamentos de escolas de Canelas e de Arouca, onde esteve colocada no ano lectivo de 2008/2009. "Entreguei relatórios de auto-avaliação, os objectivos mínimos nas datas estipuladas, mas nenhuma das escolas me avaliou", diz esta professora do ensino básico. "Sinto uma enorme revolta por não ter sido avaliada, apesar de ter cumprido mais de 11 meses de serviço naquele ano. Só que foram repartidos por duas escolas, não fazendo os seis meses obrigatórios em nenhuma delas", explicou ao PÚBLICO Teresa Fernandes.

Dupla penalização

Esta professora, de 32 anos, falhou uma segunda avaliação, desta vez por causa de uma gravidez de risco. No ano lectivo de 2009/2010, Teresa Fernandes foi colocada nos Açores e, devido à sua gravidez de risco, só trabalhou até inícios de Janeiro de 2010. Depois teve de parar e a avaliação do seu desempenho ficou por fazer. "Fui prejudicada por causa de uma gravidez de risco e licença de maternidade e agora não posso avançar um valor na graduação", afirma, inconformada.

A professora revelou ainda que tentou reverter esta situação, propondo no início do ano lectivo 2010/2011 ao director do agrupamento de escolas de Arouca, onde foi colocada, que a nota de avaliação do desempenho que viesse a obter fosse extensiva ao ano anterior, mas a sua pretensão saiu gorada. "Ainda insisti, mas de nada valeu", adiantou, dizendo que se lhe tivesse sido concedida essa avaliação podia avançar um valor na graduação, tendo em conta que a sua classificação no último não lectivo foi de "muito bom".

Graça Pereira, professora de Educação Física e Desporto numa escola de Espinho, engrossa o grupo de docentes que não conseguiram subir de escalão porque não foi avaliada o ano passado pela escola onde fora colocada. A história desta professora, de 42 anos, cruza-se também com uma gravidez de risco que a impossibilitou de participar em duas aulas assistidas no primeiro período do ano lectivo 2010/2011, um requisito que é exigido no processo avaliativo.

Um mês após o início das aulas, Graça Pereira sofreu um acidente de trabalho quando estava a dar uma aula e ficou de baixa médica, e foi na sequência desse acidente que descobriu que estava grávida. Tendo em conta o historial de abortos que sofrera antes, foi-lhe decretada gravidez de alto risco. Para progredir ao terceiro escalão da carreira docente, esta professora do ensino secundário tinha de apresentar um relatório intermédio de avaliação até ao dia 30 de Novembro de 2010, mas o seu estado não lhe permitiu participar nas duas aulas observadas que precisava de fazer. Perante o silêncio da escola, a professora tentou perceber o que se passava, tendo sido informada que não reunia todos os requisitos para poder ser avaliada.

Mudar a lei

"Acho isto muito injusto, porque a minha situação não me permitia fazer as duas aulas", declarou ontem ao PÚBLICO, sustentando que ainda fez uma exposição do seu caso na tentativa de ascender ao terceiro escalão da carreira, mas sem qualquer sucesso.Estes e outros casos constam de um documento que o Sindicato dos Professores do Norte enviou ao Presidente da República, primeiro-ministro, ministro da Educação e Ciência, entre outras entidades, e no qual o SPN critica o "comportamento discriminatório" dos directores de escolas e agrupamentos. O sindicato apela, por isso, a que "sejam introduzidas alterações e adequações legais necessárias ao pleno exercício do direito ao trabalho e progressão na carreira em igualdade" e que "seja reforçada a fiscalização de actos praticados à margem da lei que possam inibir o exercício daqueles direitos". Um novo modelo de avaliação está neste momento a ser negociado entre os sindicatos e o Ministério da Educação e Ciência, que já fez saber que o quer ver aprovado ainda antes do início do próximo ano lectivo.

José Manuel Costa, do SPN, explicou ao PÚBLICO que a legislação em vigor que regula a carreira e a avaliação de desempenho (Estatuto da Carreira Docente) "é insuficiente", porque não contempla excepções. "A legislação devia salvaguardar que não houvesse nenhum prejuízo para quem não fosse avaliado devido a uma situação de maternidade de risco", diz. Isto porque, frisa, "a legislação prevê que a avaliação seja considerada para efeitos de graduação em concursos".

Também o Bloco de Esquerda entregou esta semana no Parlamento uma pergunta dirigida ao Ministério da Economia e do Emprego onde relata estas situações."

Abraço!

Muitos alunos não conseguiram lugar na escola que queriam

Esta notícia do Público enquadra-se com as mensagens/notícias que já aqui deixei sobre a "fuga" dos alunos das privadas para as públicas (estou a falar de Escolas, claro) e pela busca de Escolas mais "reputadas".

Podem ler um excerto abaixo e a notícia completa no Público.

"O fenómeno é simples: tomada a decisão de poupar despesas e abdicar do ensino privado, os encarregados de educação procuraram sobretudo as escolas públicas nos lugares cimeiros do ranking publicado todos os anos pelo Ministério da Educação. O resultado também é fácil de perceber: algumas destas escolas sentiram um aumento da procura de alunos e foram este ano obrigadas a encaminhar mais processos de matrículas para as escolas de segunda escolha."


Abraço!

Novo ano "letivo", mas também "lectivo"

O AO (Acordo Ortográfico) entra em vigor este ano lectivo.

Quase todos os novos livros estão dentro desta ortografia, mas os que vão ser reutilizados dos anos anteriores ainda não.

Pode trazer alguma confusão, mas temos que aceitar este período de transição (um ou dois anos) e acreditar que tudo vai correr pelo melhor.


"Pais preocupados com grafias diferentes em manuais escolares
EDUCARE


Milhares de alunos vão começar a aprender uma nova ortografia do português, mas as associações de pais estão preocupadas com a possibilidade de, por causa da crise, o próximo ano ser "lectivo" para uns e "letivo" para outros.


O presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais (CONFAP), Albino Almeida, disse à agência Lusa que só no fim do primeiro período se verá que problemas existirão devido à forte possibilidade de existirem na mesma sala de aulas livros com grafias diferentes.

Mas admitida essa possibilidade, do lado dos docentes não parecem existir preocupações: "não antevejo grandes problemas, vamos entrar numa fase de adaptação, transitória, mas da parte das escolas houve um trabalho de preparação bem feito", disse àLusa o presidente da Associação Nacional de Professores, João Grancho.

Albino Almeida prevê que "centenas ou milhares" de alunos façam o ano com manuais do ano passado, sem o novo acordo ortográfico, uma circunstância agravada pela crise económica.

"Vemos com preocupação a situação, sabemos que há muitas famílias a pedirem manuais emprestados. Este ano, cerca de 18 mil famílias deixaram de ser elegíveis para o apoio social", indicou.

O presidente da CONFAP acrescentou que há autarquias que costumavam subsidiar a compra dos manuais e que agora estão a dizer "comprem-nos e nós depois reembolsamos", mas que um investimento de centenas de euros em manuais está fora de questão para os rendimentos de muitas famílias.

A presidente da Associação de Professores de Português, Edviges Ferreira, admite que pode haver "algumas confusões" e que a coexistência de manuais diferentes na mesma sala de aula vai originar alguma preparação por parte dos professores.

"Tudo o que é novo implica reflexão, estudo e os professores vão ter que se preparar, vai ser complicado pôr toda a gente a escrever, mas não são assim tantas as alterações", acrescentou.

Edviges Ferreira referiu que "é evidente que os livros de grafias diferentes vão coexistir, mas os professores vão ter de chamar a atenção para a maneira correta de escrever" segundo o acordo.

O acordo estará em todos os livros adotados este ano para o 1.º e 2.º ano do primeiro ciclo do Ensino Básico.

Segundo uma das principais editoras do setor do livro escolar, a Porto Editora, a assimilação da nova maneira de escrever nos manuais "está a decorrer tal como foi definido, em 2010, pelo Ministério da Educação em articulação com a Comissão do Livro Escolar da APEL, num calendário que terminará no ano letivo de 2014/2015".

O responsável pela comunicação da Porto Editora, Paulo Gonçalves, indicou que a adoção faseada visa "minimizar os custos para as famílias, autarquias, livrarias, bibliotecas escolares e editoras, evitando desperdícios desnecessários".

No 4.º ano do Ensino Básico, os manuais de Matemática já deverão ter a nova ortografia, tal como todos os do 5.º - menos Educação Física, Educação Musical, Educação Visual e Tecnológica.

Quanto ao 6.º ano, os alunos já vão aprender em livros adaptados ao novo acordo em todas as cadeiras exceto as de Língua Portuguesa, Educação Física, Educação Musical e Educação Visual e Tecnológica.

Paulo Gonçalves lembrou que nas salas de aula, tal como nas bibliotecas, nas livrarias e em muitos outros sítios, continuarão a coexistir livros com a "antiga" e a "nova" ortografia", que poderão ser utilizados pelos professores e alunos."

Abraço!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Parabéns UM

Depois dos parabéns à UP por figurar na lista das melhores universidades, deixo agora os parabéns ao que se faz de bom por cá, neste caso na Universidade do Minho:


"Minho cria embalagem comestível para alimentos




Nanotecnologia permite aumentar tempo de conservação dos alimentos. Lacticínios serão os primeiros a adoptar tecnologia.

Não se vê, não tem cheiro, mas come-se. A Universidade do Minho está a propor uma revolução na indústria alimentar: uma película que permite embalar alimentos, aumentando o seu tempo de conservação, mas que é de tal forma fina que é invisível. E pode comer-se, porque na sua base está um material 100 por cento seguro para o consumo humano.

Os alimentos são cobertos com uma solução líquida que contém uma nanopartícula que, depois de seca, vai criar uma película protectora. Este material impede que os microrganismos contaminem o fruto ou legume, resolvendo problemas de segurança alimentar. "Na prática, isto é uma barreira", explica José Teixeira, investigador da Universidade do Minho (UM) que coordena a equipa de cinco pessoas que desenvolveu esta inovação.

O material que está na base desta solução é usado há vários anos na indústria alimentar. Trata-se de polissacáridos, que estão na base dos caldos de cozinha, por exemplo. A novidade está na forma como é posto ao serviço da segurança dos alimentos. A tecnologia desenvolvida no Minho apresenta um conjunto de vantagens que leva os seus responsáveis a acreditar que podem revolucionar o mercado alimentar.

Deterioração diminui

Os produtos envolvidos com esta nano-película ficam menos expostos à deterioração natural, aumentando o período durante o qual é possível consumi-los. No caso dos morangos - um dos frutos em que a aplicação desta tecnologia está mais desenvolvida - foram conseguidas reduções das perdas de 30 por cento.

"O consumidor não vê, não sente e pode comer o alimento sem problemas", garante José Teixeira. A solução permite aumentar o tempo de prateleira dos alimentos e reforçar a segurança alimentar. Além disso, a membrana pode tornar-se um veículo de acrescento de valor acrescentando, permitindo a incorporação de compostos bioactivos nos alimentos, como antioxidantes ou antibióticos A nanopelícula pode ser aplicada de três formas. A mais fácil é a imersão dos alimentos num líquido viscoso com as características necessárias à sua protecção, mas é uma solução mais cara, porque gasta maior volume de material. Os investigadores têm agora trabalhado num modelo de aspersão, que pode ser adaptado às soluções já existentes na indústria alimentar para a lavagem dos alimentos. A UM está ainda a desenvolver uma aplicação em filme, muito semelhante às películas aderentes que são normalmente usadas nas cozinhas domésticas.

O queijo Quinta das Marinhas fará, em breve, o primeiro grande teste a este invento. Os produtos embalados com a nanopelícula desenvolvida no Minho chegarão em breve ao mercado, dando resposta a um problema que a empresa - que há vários anos trabalha com a UM - enfrentava e que é comum a várias empresas de lacticínios. O queijo é um alimento facilmente perecível, o que obriga a rotações constantes dos stocks nos supermercados, implicando muitas vezes grandes perdas para os produtores.

A invenção da equipa coordenada por José Teixeira reduz em 20 por cento as perdas de massa do queijo, que assim poderá passar mais tempo nas prateleiras das lojas. Este tipo de soluções já está a ser testado com outras duas empresas de lacticínios e há também empresas do Brasil interessadas em aplicar a tecnologia.

A nova solução parte da investigação em nanotecnologia aplicada a embalagens na indústria alimentar em que este grupo da UM se tem especializado. A área está em forte expansão e o mercado que representava, em 2002, 150 milhões de dólares anuais, deverá valer, no próximo ano, qualquer coisa como 20 mil milhões de dólares, apontam as últimas estimativas.

Brasileiros querem melhorar qualidade

A embalagem comestível desenvolvida pelo Instituto para a Biotecnologia e Bioengenharia (IBB) da Universidade do Minho é um dos projectos de um consórcio internacional a que a instituição está associada, juntamente com outros cinco centros de investigação e universidades de Portugal e Espanha.As universidades de Aveiro, Vigo, País Basco e Complutense de Madrid, bem como o Centro de Investigação Valenciano IATA-CSIC são os restantes parceiros, que estão a desenvolver outras aplicações da nanotecnología aplicada à industria alimentar. O próprio desenvolvimento da nanopelícula contou com a participação de investigadores de universidades cubanas e brasileiras. Essa abertura levou a que algumas empresas do Brasil estejam a estudar a hipótese de aplicar a invenção aos frutos tropicais que exportam para a Europa, para melhorar a sua qualidade."

Abraço!