A Fenprof saiu das negociações com dúvidas, mas nem me pareceram muito "tristes", pode ser bom sinal, mas...
"Ministério da Educação e sindicatos discutem avaliação dos professores
O Ministério da Educação e os sindicatos estão a discutir a avaliação dos professores. O ministro Nuno Crato quer ver o modelo aprovado antes do início do ano letivo, mas há vários pontos onde o consenso será difícil."
Abraço!
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Colocações saem no dia 31
Deve ser para não interrompermos as férias para as consultar... mas espera lá: já estamos a interromper as férias para concorrer às AEC e às Ofertas de Escola que estão a sair diariamente!
"Colocações saem no dia 31
Professores vão ter três dias para se apresentarem na escola

As colocações de professores para o próximo ano lectivo vão ser publicadas no dia 31 de Agosto mas em vez de apenas um dia para se apresentarem na escola atribuída os docentes vão ter três dias para o fazer. A revelação foi feita hoje pelo secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) à saída da primeira reunião para discutir o novo modelo de avaliação.
Mário Nogueira afirmou aos jornalistas que o Ministério da Educação assumiu o compromisso de alterar a lei para permitir que os professores “tenham 72 horas para se apresentarem” na escola onde foram colocados.
Sobre o novo modelo de avaliação, o líder da Fenprof qualificou a reunião de “útil” apesar de não ter permitido “grandes esclarecimentos”. “Há duas matérias sobre as quais há divergências profundas: a questão das quotas e a implicação nos concursos”, afirmou Mário Nogueira, salientando que ficou estabelecido que na próxima reunião, marcada para dia 29, o Ministério ficou de esclarecer “todas as questões”.
O secretário-geral desta estrutura sindical garantiu ainda que “a eventualidade de um acordo” está dependente “das progressões” na carreira, actualmente congeladas, e que a posição final da Fenprof “dependerá dos seus órgãos e de uma consulta aos colegas”, que irá decorrer até ao dia 7 de Setembro, dois dias antes da data apontada pelo ministro Nuno Crato para fechar um acordo. Mário Nogueira lembrou, porém, que poderá ainda haver lugar a um pedido de negociação suplementar.
Afinal deve ser para castigo, para ficarmos a sofrer mais uns dias.
Ou então o ministério não tem competência para as divulgar antes...
Outra novidade é termos 72h ("termos" foi para ser simpático para mim, incluí-me neste grupo...) para nos apresentarmos na Escola de colocação. Assim podemos fazer férias dia 1 e 2 de Setembro, já viram que simpáticos?
Não se esqueçam de uma coisa: se não mudar, começa o contrato só no dia da apresentação... cuidado, eles são uns marotos...
Não se esqueçam de uma coisa: se não mudar, começa o contrato só no dia da apresentação... cuidado, eles são uns marotos...
"Colocações saem no dia 31
Professores vão ter três dias para se apresentarem na escola
As colocações de professores para o próximo ano lectivo vão ser publicadas no dia 31 de Agosto mas em vez de apenas um dia para se apresentarem na escola atribuída os docentes vão ter três dias para o fazer. A revelação foi feita hoje pelo secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) à saída da primeira reunião para discutir o novo modelo de avaliação.
Mário Nogueira afirmou aos jornalistas que o Ministério da Educação assumiu o compromisso de alterar a lei para permitir que os professores “tenham 72 horas para se apresentarem” na escola onde foram colocados.
Sobre o novo modelo de avaliação, o líder da Fenprof qualificou a reunião de “útil” apesar de não ter permitido “grandes esclarecimentos”. “Há duas matérias sobre as quais há divergências profundas: a questão das quotas e a implicação nos concursos”, afirmou Mário Nogueira, salientando que ficou estabelecido que na próxima reunião, marcada para dia 29, o Ministério ficou de esclarecer “todas as questões”.
O secretário-geral desta estrutura sindical garantiu ainda que “a eventualidade de um acordo” está dependente “das progressões” na carreira, actualmente congeladas, e que a posição final da Fenprof “dependerá dos seus órgãos e de uma consulta aos colegas”, que irá decorrer até ao dia 7 de Setembro, dois dias antes da data apontada pelo ministro Nuno Crato para fechar um acordo. Mário Nogueira lembrou, porém, que poderá ainda haver lugar a um pedido de negociação suplementar.
O sindicalista afirmou ainda que, no que toca à avaliação externa, o modelo proposto pelo Ministério “não é exequível”. Relativamente à isenção de avaliação dos professores colocados nos escalões de topo, Mário Nogueira revelou que a Fenprof requereu ao Ministério informação sobre “a distribuição dos professores escalão a escalão” pois neste momento “ninguém sabe quantos estão nos últimos escalões”."
Abraço!
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
ADD: 2 dias de negociação - II
Crato, o optimista:
"O Ministério da Educação reúne hoje e amanhã com os sindicatos para negociar o novo modelo de avaliação.
Arrancam hoje as reuniões entre os sindicatos e parceiros sociais e o Ministério da Educação e Ciência (MEC) para negociar o novo modelo de avaliação de professores. Nuno Crato tem assim três semanas - até ao dia 9 de Setembro, altura em que arranca o novo ano lectivo - para chegar a um acordo com os sindicatos, uma meta por si estabelecida quando apresentou os princípios gerais do novo modelo de avaliação, no dia 29 de Julho.
Entre hoje e amanhã, vão decorrer as primeiras reuniões entre o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, para discutir a proposta de regulamentação da avaliação do desempenho docente com as organizações sindicais de professores.
Apesar do optimismo do ministro, que acredita ser "perfeitamente possível chegar a um acordo rapidamente", e da abertura a fazer alterações ao modelo que apresentou, as negociações podem vir a ser perturbadas pela existência de quotas para a classificação de mérito. Nuno Crato assegura que as quotas na avaliação dos professores vão continuar a existir. Em conferência de imprensa, o ministro da Educação já anunciou que "as quotas são uma orientação geral da Função Pública" e se não existissem "seríamos todos excelentes, o que seria injusto porque queremos que os melhores professores sejam privilegiados", justifica. Mas as estruturas sindicais defendem o modelo em vigor no ensino particular e cooperativo, no qual não existem quotas."
"O Ministério da Educação reúne hoje e amanhã com os sindicatos para negociar o novo modelo de avaliação.
Arrancam hoje as reuniões entre os sindicatos e parceiros sociais e o Ministério da Educação e Ciência (MEC) para negociar o novo modelo de avaliação de professores. Nuno Crato tem assim três semanas - até ao dia 9 de Setembro, altura em que arranca o novo ano lectivo - para chegar a um acordo com os sindicatos, uma meta por si estabelecida quando apresentou os princípios gerais do novo modelo de avaliação, no dia 29 de Julho.
Entre hoje e amanhã, vão decorrer as primeiras reuniões entre o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, para discutir a proposta de regulamentação da avaliação do desempenho docente com as organizações sindicais de professores.
Apesar do optimismo do ministro, que acredita ser "perfeitamente possível chegar a um acordo rapidamente", e da abertura a fazer alterações ao modelo que apresentou, as negociações podem vir a ser perturbadas pela existência de quotas para a classificação de mérito. Nuno Crato assegura que as quotas na avaliação dos professores vão continuar a existir. Em conferência de imprensa, o ministro da Educação já anunciou que "as quotas são uma orientação geral da Função Pública" e se não existissem "seríamos todos excelentes, o que seria injusto porque queremos que os melhores professores sejam privilegiados", justifica. Mas as estruturas sindicais defendem o modelo em vigor no ensino particular e cooperativo, no qual não existem quotas."
Diário Económico
Abraço!
ADD: 2 dias de negociação - I
Hoje e amanhã discute-se a ADD. Onde pode correr mal: poderes dos Directores, quotas, avaliadores, dispensas de avaliação...
"Avaliação. Sindicatos querem directores de escolas com menos poder
Quotas e carreiras congeladas são outros pontos de conflito nas negociações que arrancam hoje entre sindicatos e ministério da Educação

FENPROF avisa que dispensa de avaliação para 8º e 9º escalões pode ser ?presente envenenado?
mário cruz/lusa
As quotas na avaliação dos professores, as carreiras congeladas e a concentração de poderes nos directores das escolas prometem ser temas quentes nas reuniões negociais que arrancam hoje entre os sindicatos e o ministério da Educação.
O novo modelo apresentado pelo governo é uma "proposta aberta", disse o ministro da Educação, Nuno Crato. E é isso mesmo que os sindicatos esperam para os próximos dias: poder negociar alterações. "Porque certamente como está o modelo não merece o nosso acordo", avisa o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira.
Os sindicatos dos professores concordam todos num ponto: querem a eliminação das quotas na avaliação de desempenho dos docentes. "Não devem existir quotas, nem vagas para aceder a escalões mais elevados. Esta é uma das falhas deste modelo. A qualidade do desempenho não passa pela existência de quotas", afirma ao i João Dias da Silva, presidente da Federação Nacional da Educação (FNE). O ministro da Educação tinha afirmado que as quotas se vão manter, lembrando que existem em toda a Função Pública. Mas Mário Nogueira deixa um aviso: "A manutenção das quotas é um entrave fortíssimo a qualquer acordo".
Outro ponto de conflito entre sindicatos e ministério é o congelamento das carreiras. "Concordamos que a avaliação passe a coincidir com os momentos de progressão na carreira mas então temos de encontrar forma de progredirem ou isto é uma inutilidade", explica ao i Mário Nogueira. A progressão nas carreiras da Função Pública está congelada até 2014 devido ao acordo com a troika mas esta é uma das condições para que a Fenprof "admita um acordo" com o ministério, garante.
A concentração de poderes nos directores das escolas é uma das questões a gerar mais polémica. No modelo apresentado pelo ministro Nuno Crato, o director é responsável por todo o processo de avaliação e é quem homologa a decisão final, avaliando ainda os recursos. Mário Nogueira fala mesmo em aspectos "que não são legais": "O director preside ao Conselho Pedagógico e nomeia os membros e também preside à secção de avaliação. O professor pode reclamar da avaliação ao director mas foi ele quem fez a avaliação". Uma ideia partilhada por João Dias da Silva da FNE: "O Conselho Pedagógico não pode resultar de escolhas pessoais do director. Tem de ser eleito no âmbito do departamento e entre pessoas especializadas para o efeito". Já Carlos Chagas, presidente do Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (FENEI-SINDEP), afirma que a "prioridade deve ser científica e pedagógica e só depois pode ser rectificada pelo director".
O facto de os professores do 8.º e 9.º escalões ficarem de fora da avaliação também levantou críticas entre os sindicatos. Para Mário Nogueira este é um "presente envenenado": a real intenção do ministério pode ser "reservar para esses professores o papel de avaliadores", fazendo com que venham a ser depois avaliados pelos directores.
A maneira como serão avaliados os professores destacados para avaliar os outros é outra das principais dúvidas da FENPROF, que quer saber como é que será criada a "bolsa de avaliadores externos". "Quem designa esses professores e quem vai pagar as deslocações? Que reduções de horário vão ter?", questiona Mário Nogueira. Já a FNE irá propor ao ministério que os avaliadores pertençam ao mesmo grupo científico-pedagógico do professor avaliado, por exemplo, um professor de Matemática não poderá avaliar um de Educação Física.
Além dos pontos comuns, os sindicatos também vão levar uma série de propostas distintas. A FNE quer eliminar a avaliação para efeitos de concurso, mas por enquanto não existe qualquer indicação neste sentido por parte do ministério. Já a Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL) não quer aulas observadas. "Só se surgirem situações atípicas como procedimentos incorrectos por parte do docente e no caso do período probatório", diz ao i Maria João Alves."
"Avaliação. Sindicatos querem directores de escolas com menos poder
Quotas e carreiras congeladas são outros pontos de conflito nas negociações que arrancam hoje entre sindicatos e ministério da Educação

FENPROF avisa que dispensa de avaliação para 8º e 9º escalões pode ser ?presente envenenado?
mário cruz/lusa
As quotas na avaliação dos professores, as carreiras congeladas e a concentração de poderes nos directores das escolas prometem ser temas quentes nas reuniões negociais que arrancam hoje entre os sindicatos e o ministério da Educação.
O novo modelo apresentado pelo governo é uma "proposta aberta", disse o ministro da Educação, Nuno Crato. E é isso mesmo que os sindicatos esperam para os próximos dias: poder negociar alterações. "Porque certamente como está o modelo não merece o nosso acordo", avisa o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira.
Os sindicatos dos professores concordam todos num ponto: querem a eliminação das quotas na avaliação de desempenho dos docentes. "Não devem existir quotas, nem vagas para aceder a escalões mais elevados. Esta é uma das falhas deste modelo. A qualidade do desempenho não passa pela existência de quotas", afirma ao i João Dias da Silva, presidente da Federação Nacional da Educação (FNE). O ministro da Educação tinha afirmado que as quotas se vão manter, lembrando que existem em toda a Função Pública. Mas Mário Nogueira deixa um aviso: "A manutenção das quotas é um entrave fortíssimo a qualquer acordo".
Outro ponto de conflito entre sindicatos e ministério é o congelamento das carreiras. "Concordamos que a avaliação passe a coincidir com os momentos de progressão na carreira mas então temos de encontrar forma de progredirem ou isto é uma inutilidade", explica ao i Mário Nogueira. A progressão nas carreiras da Função Pública está congelada até 2014 devido ao acordo com a troika mas esta é uma das condições para que a Fenprof "admita um acordo" com o ministério, garante.
A concentração de poderes nos directores das escolas é uma das questões a gerar mais polémica. No modelo apresentado pelo ministro Nuno Crato, o director é responsável por todo o processo de avaliação e é quem homologa a decisão final, avaliando ainda os recursos. Mário Nogueira fala mesmo em aspectos "que não são legais": "O director preside ao Conselho Pedagógico e nomeia os membros e também preside à secção de avaliação. O professor pode reclamar da avaliação ao director mas foi ele quem fez a avaliação". Uma ideia partilhada por João Dias da Silva da FNE: "O Conselho Pedagógico não pode resultar de escolhas pessoais do director. Tem de ser eleito no âmbito do departamento e entre pessoas especializadas para o efeito". Já Carlos Chagas, presidente do Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (FENEI-SINDEP), afirma que a "prioridade deve ser científica e pedagógica e só depois pode ser rectificada pelo director".
O facto de os professores do 8.º e 9.º escalões ficarem de fora da avaliação também levantou críticas entre os sindicatos. Para Mário Nogueira este é um "presente envenenado": a real intenção do ministério pode ser "reservar para esses professores o papel de avaliadores", fazendo com que venham a ser depois avaliados pelos directores.
A maneira como serão avaliados os professores destacados para avaliar os outros é outra das principais dúvidas da FENPROF, que quer saber como é que será criada a "bolsa de avaliadores externos". "Quem designa esses professores e quem vai pagar as deslocações? Que reduções de horário vão ter?", questiona Mário Nogueira. Já a FNE irá propor ao ministério que os avaliadores pertençam ao mesmo grupo científico-pedagógico do professor avaliado, por exemplo, um professor de Matemática não poderá avaliar um de Educação Física.
Além dos pontos comuns, os sindicatos também vão levar uma série de propostas distintas. A FNE quer eliminar a avaliação para efeitos de concurso, mas por enquanto não existe qualquer indicação neste sentido por parte do ministério. Já a Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL) não quer aulas observadas. "Só se surgirem situações atípicas como procedimentos incorrectos por parte do docente e no caso do período probatório", diz ao i Maria João Alves."
Abraço!
20 mil de fora das Escolas
O número estimado já foi mais negro, "conversa dos sindicatos" que querem empolar a situação, mas entretanto tenho que reconhecer que têm mais dados, logo o número já deve estar mais perto da realidade.
Continua, no entanto, a ser um número muito drástico, onde eu vou estar metido!
Tenho um colega muito mais optimista do que eu e que diz que o 3º ciclo e o secundário serão menos afectados. Eu não tenho tanta confiança, mas, como já sabem, há vezes em que prefiro estar errado...
"FENPROF estima perda de quase 20 mil horários
Educare
Resultados dos concursos de colocação de professores são conhecidos no final de agosto. Ainda não há números, mas as previsões não são animadoras. Os "horários zero" vão aumentar. FNE pede que não se reduza a necessidade de professores ao funcionamento das disciplinas.

"FENPROF estima perda de quase 20 mil horários
Educare
Resultados dos concursos de colocação de professores são conhecidos no final de agosto. Ainda não há números, mas as previsões não são animadoras. Os "horários zero" vão aumentar. FNE pede que não se reduza a necessidade de professores ao funcionamento das disciplinas.

Todos já assumiram que haverá menos professores contratados no próximo ano letivo, inclusive o próprio ministro da Educação, Nuno Crato, numa cerimónia pública. O número de docentes sem horário vai aumentar. Por outras palavras: haverá menos contratações e mais "horários zero". No final de agosto, os professores saberão o destino que lhes é reservado para o próximo ano letivo. FNE e FENPROF estão preocupadas com a situação, alertam para a extinção de milhares de postos de trabalho, lembram que há projetos em risco e pedem soluções para quem ficar sem alunos.
"A conjugação das orientações dadas com a diminuição do número de alunos e algumas alterações curriculares determinará uma diminuição das necessidades do número de professores, que depois poderão ser ajustadas mediante a realidade de cada escola". Ao EDUCARE.PT, João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), refere que o cenário "é preocupante em termos de empregabilidade" da classe docente. Todos os anos, por esta altura, há professores com o coração nas mãos.
João Grancho tem acompanhado atentamente as palavras do ministro da Educação que dão conta da diminuição do número de professores que terão um horário no próximo ano letivo. Para o responsável da ANP, o problema não tem sido atacado na raiz. "Ao longo de muito tempo, não se atacou na base, foram sempre criados cursos de formação de professores, não acautelando as necessidades escolares que enfrentam uma diminuição do número de alunos", refere. A oferta da formação inicial não estancou e o mercado de trabalho deixou de ter capacidade para absorver tantos professores. Por isso, o presidente da ANP defende que é necessário ter "uma referência mais objetiva e concreta do que são as necessidades" do sistema educativo.
As escolas estão a fazer o inventário das suas necessidades para o ano letivo que arranca no próximo mês. A Federação Nacional de Educação (FNE) não tem dúvidas de que haverá mais professores contratados a ficar sem trabalho. "Pela primeira vez, haverá menos professores contratados no próximo ano letivo", diz João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, que avisa que não se deve "reduzir as necessidades de professores ao funcionamento das disciplinas". O responsável receia que haja projetos educativos que não sejam implementados precisamente por falta de profissionais. Além das aulas, há outras iniciativas de promoção de sucesso a que, em seu entender, é preciso dar resposta.
Dias da Silva pede soluções ao Governo, ou seja, "políticas ativas" para que os professores que não consigam um horário não sejam colocados numa prateleira. Nesse sentido, o responsável pede que se "alargue o leque da capacidade de emprego dessas pessoas". Isto é, que se estique a possibilidade de empregabilidade de quem não conseguiu um lugar numa sala de aula. Uma forma de, sublinha, aproveitar a experiência e os conhecimentos adquiridos ao longo de anos de serviço.
A vice-secretária-geral da FNE, Lucinda Dâmaso, já deixou um aviso à tutela. "Será um erro gravíssimo se as escolas, porque o ministério quer fazer cortes em termos financeiros com professores, ficarem sem recursos humanos para fazer face a todos os problemas que existem de ordem pedagógica", referiu.
Nas contas da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), o número de horários que poderão ser eliminados poderá chegar aos 20 mil. "O que significa muitos horários zero, muitos professores despedidos", diz Mário Nogueira ao EDUCARE.PT. Na sua opinião, a alteração das regras para a elaboração de horários e organização das escolas tem uma responsabilidade importante neste cenário. E não é tudo. O sistema da mobilidade especial entra também no rol das preocupações. "Há uma tentativa do Governo em querer livrar-se dos professores, nomeadamente através da mobilidade especial". "A intenção do Governo é reduzir a despesa através da redução de professores", acrescenta.
Mário Nogueira pede à tutela que acautele algumas situações. Ou seja, que seja garantido serviço aos professores com "horário zero" nas escolas a cujos quadros pertencem. "Há milhares de horários que vão embora", aponta. A FENPROF tem já alguns números nas mãos de escolas que ficarão com mais de 30 "horários zero" e em que os lugares de contratação desaparecem. "É da mais elementar justiça que um trabalhador que estabeleça uma relação contratual com o Estado por vários anos tenha direito à ambiciona estabilidade profissional, em resultado da sua utilização com caráter permanente para suprir necessidades do sistema educativo", escreve a Federação no seu site."
"A conjugação das orientações dadas com a diminuição do número de alunos e algumas alterações curriculares determinará uma diminuição das necessidades do número de professores, que depois poderão ser ajustadas mediante a realidade de cada escola". Ao EDUCARE.PT, João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), refere que o cenário "é preocupante em termos de empregabilidade" da classe docente. Todos os anos, por esta altura, há professores com o coração nas mãos.
João Grancho tem acompanhado atentamente as palavras do ministro da Educação que dão conta da diminuição do número de professores que terão um horário no próximo ano letivo. Para o responsável da ANP, o problema não tem sido atacado na raiz. "Ao longo de muito tempo, não se atacou na base, foram sempre criados cursos de formação de professores, não acautelando as necessidades escolares que enfrentam uma diminuição do número de alunos", refere. A oferta da formação inicial não estancou e o mercado de trabalho deixou de ter capacidade para absorver tantos professores. Por isso, o presidente da ANP defende que é necessário ter "uma referência mais objetiva e concreta do que são as necessidades" do sistema educativo.
As escolas estão a fazer o inventário das suas necessidades para o ano letivo que arranca no próximo mês. A Federação Nacional de Educação (FNE) não tem dúvidas de que haverá mais professores contratados a ficar sem trabalho. "Pela primeira vez, haverá menos professores contratados no próximo ano letivo", diz João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, que avisa que não se deve "reduzir as necessidades de professores ao funcionamento das disciplinas". O responsável receia que haja projetos educativos que não sejam implementados precisamente por falta de profissionais. Além das aulas, há outras iniciativas de promoção de sucesso a que, em seu entender, é preciso dar resposta.
Dias da Silva pede soluções ao Governo, ou seja, "políticas ativas" para que os professores que não consigam um horário não sejam colocados numa prateleira. Nesse sentido, o responsável pede que se "alargue o leque da capacidade de emprego dessas pessoas". Isto é, que se estique a possibilidade de empregabilidade de quem não conseguiu um lugar numa sala de aula. Uma forma de, sublinha, aproveitar a experiência e os conhecimentos adquiridos ao longo de anos de serviço.
A vice-secretária-geral da FNE, Lucinda Dâmaso, já deixou um aviso à tutela. "Será um erro gravíssimo se as escolas, porque o ministério quer fazer cortes em termos financeiros com professores, ficarem sem recursos humanos para fazer face a todos os problemas que existem de ordem pedagógica", referiu.
Nas contas da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), o número de horários que poderão ser eliminados poderá chegar aos 20 mil. "O que significa muitos horários zero, muitos professores despedidos", diz Mário Nogueira ao EDUCARE.PT. Na sua opinião, a alteração das regras para a elaboração de horários e organização das escolas tem uma responsabilidade importante neste cenário. E não é tudo. O sistema da mobilidade especial entra também no rol das preocupações. "Há uma tentativa do Governo em querer livrar-se dos professores, nomeadamente através da mobilidade especial". "A intenção do Governo é reduzir a despesa através da redução de professores", acrescenta.
Mário Nogueira pede à tutela que acautele algumas situações. Ou seja, que seja garantido serviço aos professores com "horário zero" nas escolas a cujos quadros pertencem. "Há milhares de horários que vão embora", aponta. A FENPROF tem já alguns números nas mãos de escolas que ficarão com mais de 30 "horários zero" e em que os lugares de contratação desaparecem. "É da mais elementar justiça que um trabalhador que estabeleça uma relação contratual com o Estado por vários anos tenha direito à ambiciona estabilidade profissional, em resultado da sua utilização com caráter permanente para suprir necessidades do sistema educativo", escreve a Federação no seu site."
domingo, 21 de agosto de 2011
Presente envenenado
É o termo mais usado nas notícias sobre a isenção de avaliação dos colegas mais velhos.
A meio da semana li na revista Sábado que isto de deixar os mais velhos de fora era uma forma destes não contestarem a nova ADD, como outros também acreditam, incluindo eu.
E não podemos esquecer que poupar 40 mil avaliações é poupar mais uns cobres aos cofres do MEC.
O contratado é que se lixa, lá leva com a avaliação todos os anos. E vai servir para quê?
"Fenprof receia "presente envenenado" para professores isentos de avaliação

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) receia que a isenção de avaliação a cerca de 40 mil docentes em topo de carreira seja um "presente envenenado" do Ministério da Educação para os "ganhar".
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou que a isenção de avaliação de professores no 8.º, 9.º e 10.º escalões prevista no novo modelo de avaliação de desempenho proposto pelo Ministério é "uma tentativa clara de ganhar aqueles professores".
Para a Fenprof, é uma tentativa de os fazer aceitar "um modelo não por ser bom mas por não se lhes aplicar".
"Não temos a certeza de que não esteja ali um presente envenenado", afirmou Mário Nogueira, que rejeita a "leitura simples" de se considerar que por estarem em topo de carreira, com cerca de 30 anos de exercício de profissão, os professores não têm de ser avaliados da mesma maneira que os outros.
Se a natureza do modelo de avaliação é também formativa e se destina a "ajudar a resolver problemas, não faz sentido pensar que um professor num escalão superior não tem problemas ou tem menos do que outro professor num escalão abaixo", argumentou.
Para a Fenprof, a real intenção pode ser "reservar para esses professores o papel de avaliadores", fazendo com que venham a ser avaliados, mas pelos diretores das escolas.
"Não nos parece que esses professores prefiram ser avaliadores externos, andar de escola em escola sem ter certeza sobre quem lhes paga as deslocações ou se têm reduções de horário para desempenhar essas funções e serem avaliados por diretores", sublinhou.
Mário Nogueira ressalvou que isso não está escrito no modelo de avaliação proposto aos sindicatos, mas a quantidade de dúvidas sobre esse modelo deixam a Fenprof preocupada sobre o que realmente se virá a passar.
O novo modelo de avaliação proposto pelo Ministério da Educação aos sindicatos supõe que os professores do nono e décimo escalões estão isentos, tal como os do oitavo que tenham tido boas classificações ao longo da carreira."
A meio da semana li na revista Sábado que isto de deixar os mais velhos de fora era uma forma destes não contestarem a nova ADD, como outros também acreditam, incluindo eu.
E não podemos esquecer que poupar 40 mil avaliações é poupar mais uns cobres aos cofres do MEC.
O contratado é que se lixa, lá leva com a avaliação todos os anos. E vai servir para quê?
"Fenprof receia "presente envenenado" para professores isentos de avaliação

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) receia que a isenção de avaliação a cerca de 40 mil docentes em topo de carreira seja um "presente envenenado" do Ministério da Educação para os "ganhar".
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou que a isenção de avaliação de professores no 8.º, 9.º e 10.º escalões prevista no novo modelo de avaliação de desempenho proposto pelo Ministério é "uma tentativa clara de ganhar aqueles professores".
Para a Fenprof, é uma tentativa de os fazer aceitar "um modelo não por ser bom mas por não se lhes aplicar".
"Não temos a certeza de que não esteja ali um presente envenenado", afirmou Mário Nogueira, que rejeita a "leitura simples" de se considerar que por estarem em topo de carreira, com cerca de 30 anos de exercício de profissão, os professores não têm de ser avaliados da mesma maneira que os outros.
Se a natureza do modelo de avaliação é também formativa e se destina a "ajudar a resolver problemas, não faz sentido pensar que um professor num escalão superior não tem problemas ou tem menos do que outro professor num escalão abaixo", argumentou.
Para a Fenprof, a real intenção pode ser "reservar para esses professores o papel de avaliadores", fazendo com que venham a ser avaliados, mas pelos diretores das escolas.
"Não nos parece que esses professores prefiram ser avaliadores externos, andar de escola em escola sem ter certeza sobre quem lhes paga as deslocações ou se têm reduções de horário para desempenhar essas funções e serem avaliados por diretores", sublinhou.
Mário Nogueira ressalvou que isso não está escrito no modelo de avaliação proposto aos sindicatos, mas a quantidade de dúvidas sobre esse modelo deixam a Fenprof preocupada sobre o que realmente se virá a passar.
O novo modelo de avaliação proposto pelo Ministério da Educação aos sindicatos supõe que os professores do nono e décimo escalões estão isentos, tal como os do oitavo que tenham tido boas classificações ao longo da carreira."
Abraço!
Professores reformados, alunos sem aulas
É um cenário que não é novo, mas mereceu notícia nos meios de comunicação.
"Alunos podem ficar sem aulas no início do próximo ano lectivo
Reforma de professores ameaça deixar alunos sem aulas no início do próximo ano lectivo

Quase 300 professores ainda vão ser colocados para deixar de dar aulas logo depois. Este ano já se reformaram mais de 2100 professores, numa média mensal de 237, avança o DN.
Os que se reformarem em Outubro ainda vão ter de dar aulas em Setembro. Ou seja, como osprofessores não têm a reforma aprovada vão ser colocados em escolas e obrigados a leccionar. Assim que esta estiver aprovada, os alunos deixam de ter professor.
Este processo de transição pode deixar os alunos um mês sem aulas, uma vez que as escolas só podem arranjar substituto depois de eles saírem."
Já houve tempos em que os colegas que aguardavam a reforma não tinham turma atribuída. Agora compreende-se que não pode ser assim.
O pior é que com a lentidão na "máquina da contratação", os alunos podem ficar ainda algum tempo sem aulas...
"Alunos podem ficar sem aulas no início do próximo ano lectivo
Reforma de professores ameaça deixar alunos sem aulas no início do próximo ano lectivo

Quase 300 professores ainda vão ser colocados para deixar de dar aulas logo depois. Este ano já se reformaram mais de 2100 professores, numa média mensal de 237, avança o DN.
Os que se reformarem em Outubro ainda vão ter de dar aulas em Setembro. Ou seja, como osprofessores não têm a reforma aprovada vão ser colocados em escolas e obrigados a leccionar. Assim que esta estiver aprovada, os alunos deixam de ter professor.
Este processo de transição pode deixar os alunos um mês sem aulas, uma vez que as escolas só podem arranjar substituto depois de eles saírem."
Abraço!
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Horários: Indicações às Escolas
Tive acesso a estas informações (podem vê-las todas na imagem que deixo mais abaixo) dadas às Escolas antes de procederem à identificação das necessidades transitórias (horários que vão ser lançados a concurso para as listas do fim do mês).
Pensem comigo:
No ponto 3 não há novidade, já no ano passado era igual. No entanto sabemos que isto não acontece, ou pelo menos não tem acontecido, pois há horários anuais, e até mesmo completos, a saírem depois. Será que se sair depois não o consideram anual mesmo que acabem a 31 de Agosto? Só se for uma questão de nomenclatura...
No ponto 9, estranho esta informação. Há Escolas que já disseram aos professores com condições de recondução ("renovação" é um termo mal empregue aqui, digo eu) se continuam ou não nelas. Outros dizem que ainda não sabem. Ora, pelo que aqui se lê, já têm que saber. Porque não dizem? Será que estão mesmo mal informados? Eu interpreto que os DACL já estão colocados, pois se não não poderiam dizer aos colegas se ficam ou não...
Pensem comigo:
No ponto 3 não há novidade, já no ano passado era igual. No entanto sabemos que isto não acontece, ou pelo menos não tem acontecido, pois há horários anuais, e até mesmo completos, a saírem depois. Será que se sair depois não o consideram anual mesmo que acabem a 31 de Agosto? Só se for uma questão de nomenclatura...
No ponto 9, estranho esta informação. Há Escolas que já disseram aos professores com condições de recondução ("renovação" é um termo mal empregue aqui, digo eu) se continuam ou não nelas. Outros dizem que ainda não sabem. Ora, pelo que aqui se lê, já têm que saber. Porque não dizem? Será que estão mesmo mal informados? Eu interpreto que os DACL já estão colocados, pois se não não poderiam dizer aos colegas se ficam ou não...
"3. Só podem ser pedidos, nestas necessidades transitórias, horários de duração anual. É fundamental que cada Director tenha presente que, após esta recolha de horários e, para a Bolsa de Recrutamento, apenas devem surgir horários temporários, decorrentes de substituição de docentes que já tinham serviço distribuído.
...
9. É impreterível que a indicação de intenção de renovação com docentes contratados seja feita antes de aceder à aplicação de Recolha de Necessidades Transitórias.
..."
Abraço!
Parabéns UP
Parabéns à Universidade do Porto, que vê o seu reconhecimento a aumentar.

"Universidade do Porto sobe 100 lugares no ranking das melhores do mundo

"Universidade do Porto sobe 100 lugares no ranking das melhores do mundo
A Universidade do Porto (UP) subiu 100 posições no «Academic Ranking of World Universities» e situa-se, segundo o estudo realizado pela Universidade de Shangai Jiao Tong (China), entre as 301 e 400 melhores do mundo.
Depois de durante os últimos quatro anos estar classificada entre as 400 a 500 melhores do mundo, o estudo realizado este anos pela Universidade de Shangai Jiao Tong (China), coloca a UP entre as 300/400 melhores, subindo por isso, 100 posições.
«O crescimento neste ranking revela o resultado do esforço e rigor que a Universidade do Porto tem colocado nas suas unidades de investigação», declarou o gabinete de imprensa da universidade ao TVI24, reforçando que «Tem sido uma aposta estratégica da instituição, desde há quatro anos, afirmar-se no plano internacional, como universidade de investigação».
Já em Outrubro, a Universidade do Porto tinha surgido entre as melhores do mundo no ranking «Times Higher Education World University Ranking». A instituição portuense estava entre as 250 melhores e foi considerada 106ª melhor da Europa.
Neste ranking, além da universidade do Porto, está ainda a Universidade de Lisboa, no patamar compreendido entre a 401ª e a 500ª posição mundial.
O top 10 da tabela é liderado pelos Estados Unidos da América com os três primeiros lugares ocupados pelas universidades de Harvard, Stanford e o MIT, respectivamente. Nos últimos três lugares estão a universidade Xian Jiao Tong, da China, a universidade japonesa Yamaguchi e a canadiana York.
A UP foi fundada em 1911 e é a maior universidade de Portugal, a todos os níveis. Tem mais estudantes, mais faculdades e mais cursos. É ainda reconhecida internacionalmente pela sua investigação."
Depois de durante os últimos quatro anos estar classificada entre as 400 a 500 melhores do mundo, o estudo realizado este anos pela Universidade de Shangai Jiao Tong (China), coloca a UP entre as 300/400 melhores, subindo por isso, 100 posições.
«O crescimento neste ranking revela o resultado do esforço e rigor que a Universidade do Porto tem colocado nas suas unidades de investigação», declarou o gabinete de imprensa da universidade ao TVI24, reforçando que «Tem sido uma aposta estratégica da instituição, desde há quatro anos, afirmar-se no plano internacional, como universidade de investigação».
Já em Outrubro, a Universidade do Porto tinha surgido entre as melhores do mundo no ranking «Times Higher Education World University Ranking». A instituição portuense estava entre as 250 melhores e foi considerada 106ª melhor da Europa.
Neste ranking, além da universidade do Porto, está ainda a Universidade de Lisboa, no patamar compreendido entre a 401ª e a 500ª posição mundial.
O top 10 da tabela é liderado pelos Estados Unidos da América com os três primeiros lugares ocupados pelas universidades de Harvard, Stanford e o MIT, respectivamente. Nos últimos três lugares estão a universidade Xian Jiao Tong, da China, a universidade japonesa Yamaguchi e a canadiana York.
A UP foi fundada em 1911 e é a maior universidade de Portugal, a todos os níveis. Tem mais estudantes, mais faculdades e mais cursos. É ainda reconhecida internacionalmente pela sua investigação."
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