sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Just for fun!

De Antero:

Abraço!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Alunos das privadas entopem Escolas públicas

Afinal pensei bem. Na mensagem que escrevi ontem referi que os alunos vindos das privadas estavam a "entupir" as públicas:

"Alunos sem Escola

Primeiro pensei que há muitos alunos a saírem das privadas, o que implica que sejam colocados nas públicas. Isto deve ajudar, mas segundo esta notícia do público a razão, pelo menos a principal, é outra: os pais querem as melhores escolas públicas para os filhos."

Numa notícia do Jornal i apontam esta saída do privado como problema para os "não colocados" nas públicas, a confirmar o que eu e vocês já sabiamos:


"Fuga do ensino privado ameaça “fazer estragos” na colocação de alunos

Número de vagas no ensino público não tem em conta transferências do privado. Colocação de alunos complica-se



Alunos que chegam do privado ao ensino público podem não ficar nas escolas que pretendiam

A transferência de alunos do ensino privado para o público é uma “variável incontrolável” pelas Direcções Regionais de Educação e “vai fazer estragos” no processo de colocação de alunos, ainda a decorrer, para o ano lectivo de 2011/2012. Um processo que, contudo, só poderá ser avaliado no final do mês.

O alerta é dado por Manuel Esperança, presidente do Conselho de Escolas, que admite que as condições socioeconómicas que o país atravessa vão reflectir-se num maior número de alunos transferidos do ensino privado para o ensino público. Um número que ficou de fora das contas do Ministério, em Abril, altura em que cada escola vê definido o número de turmas a abrir no ano lectivo seguinte. A planificação de vagas é feita entre a rede escolar e a DRE, de acordo com o número de alunos que cada escola espera receber. Segundo Manuel Esperança, as transferências do privado para o público, são “dados que a Direcção Regional de Educação não consegue controlar” e que estão apenas na posse dos estabelecimentos de ensino privado, que não participam nessa reunião.

A confirmar-se a maior afluência de alunos ao serviço público, “a diferença para os números avançados vai fazer estragos” num procedimento já de si complexo, diz o presidente do Conselho de Escolas.

Em causa está um processo de colocação de alunos por escola que todos os anos se arrasta até ao início das aulas. Agora, e desde que estejam abrangidos pelo critério da área de residência (ou de área de trabalho dos encarregados de educação), estes novos alunos, que vêm de escolas privadas, entram em pé de igualdade com as restantes transferências de ensino. Ou seja, entre alunos que já frequentavam a rede pública. Pese a discrepância de números, Manuel Esperança garante que “nenhum destes alunos [quer venha do particular ou do público] vai ficar sem escola. Mas é natural que não seja na primeira que escolheram”.

Um cenário bastante provável tanto para o Conselho de Escolas como para a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas, contactada pela Agência Lusa.

Segundo estas associações, o peso dos “rankings” na hora de escolher uma escola pública, levou a que os estabelecimentos com melhores resultados nos exames tenham um número de inscrições superior àquele que podem comportar. Facto que leva a que, a um mês do início das aulas, muitos alunos estejam ainda por colocar. O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Adalmiro da Fonseca, também garante que “o ensino público vai conseguir dar resposta a todos” mas não excluí a hipótese de “problemas pontuais”.

Segundo a explicação de Manuel Esperança, este movimento de processos de alunos a tão pouco tempo do início do ano lectivo já é habitual. Não havendo vaga na primeira escola elegida, as inscrições vão sendo transferidas por ordem de preferência, de escola em escola, até encontrarem vaga numa turma incompleta.

Ajudas ao ensino privado
O novo ministro da Educação, Nuno Castro, chegou a acordo este fim--de-semana quanto ao financiamento das escolas privadas que recebem alunos do sistema público. Segundo Valter Branco, do Movimento de Escolas Privadas com Ensino Público Contratualizado, o Estado vai avançar com 85,3 mil euros por cada turma (dos 2º e 3º ciclos). Um valor acima do prometido pelo anterior Governo, que previa 80 mil euros em ajudas, mas inferior aos 90 mil euros que o movimento exigia no início das negociações.

A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular (AEEP) classificou este protocolo como uma “esmola” acordada com “um pequeno movimento de escolas”. "

Abraço!

Dormem pouco, rendem menos

Tantas vezes dizemos que os nossos alunos andam a dormir e tantas vezes temos razão. Se perguntarmos a que horas se deitam dizem todos orgulhosos (pois isto de deitar tarde é de crecido) que o fazem muito tarde. É a tv, as redes sociais, os jogos...
Não descansam o que devem e as consequências passam também por pior rendimento escolar.

Este é um extracto de uma notícia do Público:


"Um grande número de crianças e de adolescentes portugueses só dorme metade do que precisa, revelam os inquéritos que Teresa Paiva e Helena Rebelo Pinto realizaram recentemente em escolas de Lisboa e de Soure. "Estudos recentes comprovam taxas de sonolência excessiva em mais de 50 por cento dos estudantes, o que tem um impacto evidentemente negativo no sucesso escolar", diz a neurologista.

Especialmente em época de férias é comum encontrar jovens que adoptam uma rotina de sono trocada em relação ao dia e à noite. Saem e divertem-se até de madrugada, deitam-se de manhã, dormem até meio da tarde e "acordam" já de noite para voltarem a deitar-se de madrugada. Mesmo em tempo de aulas, embora reduzam este ritmo, a tendência para deitar tarde e levantar cedo e portanto dormir pouco mantém-se entre grande número de crianças e de jovens portugueses. Uma prática que pode ser "altamente prejudicial", alerta Teresa Paiva. "As crianças que dormem menos do que precisam têm um risco aumentado de hipertensão arterial, de diabetes, de insucesso escolar, de depressão e de insónia", explica, chamando a atenção para a gravidade da situação, já que se trata de "doenças crónicas que são problemas para toda a vida".

Dormir menos do que se precisa "afecta ainda a aquisição de conhecimentos abstractos" e traduz-se no insucesso escolar e nas dificuldades em relação à aprendizagem da Matemática, o que já se tornou num "problema nacional".

Mesmo que os jovens que trocam o dia pela noite acabem por dormir o mesmo número de horas, esse sono "não tem qualidade", afirma a médica. "Dormem fora da fase do sono, portanto o sono nunca tem tanta qualidade e sabe-se que, para além da depressão e da obesidade, o dormir assim tem um risco aumentado de cancro".

Está provado como a luz "tem importância para a saúde", nota Teresa Paiva. E, explicando o benefício de dormir de noite, lembra que "as primeiras células que existiram aprenderam a multiplicar-se de noite e não de dia" e que "são as hormonas [muitas das quais são produzidas exclusivamente quando estamos a dormir] que facilitam a divisão celular". Também é de noite que "há mais interacções entre os neurónios nas várias fases do sono". "Não somos nem ratos nem morcegos, não somos feitos para andar a dormir de dia", nota a neurologista, referindo que "temos relógios no organismo" e que "tudo se passa de forma muito padronizada, tanto durante a noite, como durante o dia relativamente aos horários alimentares e às produções hormonais".

O grande problema é que muitos adolescentes com estes hábitos recusam mudar. "Quando lhes fazemos uma proposta diferente, não querem, porque todo o seu esquema de relações sociais está montado para a noite e de outra forma perdem o círculo social que conhecem", explica aquela médica.

Verifica-se sempre uma grande resistência à alteração de hábitos. "Quando dizemos que uma criança de dez anos deve dormir dez horas e que os mais novos devem dormir muito mais, muitos pais deitam as mãos à cabeça", conta Helena Rebelo Pinto, defendendo que os hábitos de sono fazem parte de "uma aprendizagem que vem desde a mais tenra idade". A experiência mostra "como os pais sofrem, quando as crianças dormem mal e quantas práticas erradas têm para tentar que as crianças durmam bem", diz. Refere a importância de que "os pais tenham informações sobre o que se passa com o sono dos filhos", o que frequentemente não se verifica: "Muitos pais acham que as crianças têm de dormir o mesmo tempo do que eles e ir para a cama ao mesmo tempo que eles."Na sua opinião, há na sociedade portuguesa "uma cultura de desvalorização do sono e um desconhecimento e conjunto de ideias erradas acerca do sono".

Atentas ao surgimento precoce de problemas do sono, Teresa Paiva e Helena Rebelo Pinto lançaram no último ano lectivo o projecto Sono-Escolas, que envolveu mais de cem estabelecimentos escolares em todo o país.

Divulgar os conhecimentos básicos sobre o sono e a sua relação com a saúde, sensibilizar as crianças e os jovens para a importância de dormir bem e adquirir bons hábitos de sono e preparar os agentes educativos para uma intervenção eficaz na melhoria do sono das crianças e dos adolescentes são os principais objectivos deste projecto, que prosseguirá durante o próximo ano lectivo, já com um trabalho integrado num concelho cuja identificação as autoras preferem ainda não revelar. A investigação consistirá num "estudo epidemiológico do sono naquele concelho em determinados anos de escolaridade, junto de uma amostra representativa dos estudantes", esclarece Helena Rebelo Pinto. A partir desse estudo, o projecto inclui também a "formação dos professores que vão trabalhar directamente com os alunos".

No âmbito deste projecto, a neurologista e a professora de Psicologia já escreveram três livros sobre o sono destinados a crianças de várias faixas etárias: Dormir É Bom, Dormir Faz Bem, para crianças dos três aos cinco anos; O Meu Amigo, o Sono, para crianças dos oito aos 12 anos e Os Mistérios do Sono para adolescentes dos 13 aos 18 anos."

Abraço!

Alunos sem Escola

Primeiro pensei que há muitos alunos a saírem das privadas, o que implica que sejam colocados nas públicas. Isto deve ajudar, mas segundo esta notícia do público a razão, pelo menos a principal, é outra: os pais querem as melhores escolas públicas para os filhos.

Há pouco tempo atrás falou-se dos "esquemas" para se conseguir vaga numa determinada Escola mais reputada, do género mentir sobre a residência (fácil de detectar), alugar casa na zona de abrangência da Escola mesmo sem a habitarem, fazerem pressão (mesmo com muito tempo de antecedência) sobre os directores e outras.

Em parte temos que perceber que os pais querem o que pensam ser melhor para os filhos. mas nem todos os bons alunos estão nas melhores Escolas, há muito mais do que estar num estabelecimento com um bom lugar no ranking nacional. Um mau aluno não se transforma por milagre num bom se estiver numa boa Instituição. Não há "osmose", não aprendem por estar junto a melhores alunos. Pode ajudar, mas se não estiverem dispostos a um esforço constante...
Este ano estive a fazer turmas do 6º, 8º e 9ºs anos no Agrupamento onde ainda estou colocado até ao fim do mês. Pensei que seria tarefa para umas boas horas, mas acabei por estar lá bem mais tempo do que eu, e a própria direcção, esperava, apesar de ter a colaboração de outra colega. Não é fácil gerei pedidos de transferência da e para a nossa Escola. Não é fácil meter todos os alunos num número restrito de turmas (por não haver autorização para mais, por não haver instalações para tal, porque uns são de Espanhol e outros de Ingês e outras situações que quem está de fora só imagina), não é fácil abrir um curso e não ter inscrições suficientes (por vezes menos 2 ou 3 alunos "estragam" a abertura desse curso), não é fácil...

Assim acredito que muitos alunos ainda andem "de Escola para Escola" á espera de uma que os possa aceitar. O trabalho que desenvolvi com a minha colega ainda não está terminado, apesar de termos trabalhado até ao limite do início das nossas férias. é mesmo moroso e complicado!

"Há alunos que ainda não estão colocados em nenhuma escola


A um mês do início das aulas, há alunos que ainda desconhecem onde vão estudar. Os responsáveis das escolas apontam o dedo à divulgação de rankings que fizeram com que as preferências dos pais recaíssem em apenas alguns estabelecimentos.

Neste momento, “ainda está a haver movimento de processos de alunos” de umas escolas para as outras, contou à Lusa Manuel Esperança, presidente do Conselho de Escolas. Ou seja, há estudantes que ainda não estão colocados em nenhum estabelecimento de ensino.

“Os pais procuram as escolas mais bem colocadas nos rankings, mas elas têm o seu limite e os pais não podem pensar que todos irão para o estabelecimento X”, alertou o responsável, lembrando que, não havendo vaga na preferida, os processos vão sendo transferidos por ordem de preferência, de secretaria para secretaria, até encontrar uma turma incompleta.

Desde que começaram a ser divulgadas listas com as médias das notas dos exames dos alunos, a escolha da grande maioria dos encarregados de educação começou a incidir em apenas alguns estabelecimentos de ensino, lamentou Manuel Esperança.

A agravar a situação, a crise sentida no país veio aumentar os casos de transferências de alunos do ensino privado para o ensino público.

O presidente do Conselho das Escolas diz que só no final do mês será possível traçar um quadro realista, mas neste momento já são conhecidas algumas “zonas extremamente problemáticas”, como os agrupamentos escolares de Benfica ou Carnide, em Lisboa.

Adalmiro da Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos das Escolas Públicas, acrescenta outros casos no norte do país: “Há escolas que não conseguem dar resposta a todos os pedidos. Em Gaia, por exemplo, temos uma escola a abarrotar e mesmo ao lado temos outras duas praticamente vazias. Os pais querem pôr os filhos todos nas mesmas escolas”, disse.

O presidente desta associação não tem dúvidas de que “o ensino público vai conseguir dar resposta a todos os meninos”, mas admite que possam surgir “problemas pontuais”. Adalmiro da Fonseca lamenta o “lado pior dos famosos rankings, que valem o que valem”.

A própria Confederação Nacional de Associações de Pais (CONFAP) reconhece que as direcções escolares não podem fazer mais. Albino Almeida, presidente da CONFAP, lembra que o direito de liberdade de escolha da escola consagrado na lei não pode ser visto de forma cega, como acontecia há poucos anos.

“Houve uma altura em que tínhamos escolas na zona de Lisboa, Porto e Coimbra com uma ocupação de 170 por cento, porque os pais pareciam preferiam ter os filhos a estudar no telhado de uma boa escola do que numa escola menos considerada”, criticou Albino Almeida.

Hoje, sublinha o responsável da CONFAP, os responsáveis das escolas estão obrigados a respeitar a limitação máxima das escolas e todas as situações extra têm de ser autorizadas pelas direcções regionais de educação."

Abraço!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Desistência Parcial ou Total de Preferências

Se estão arrependidos e querem tirar algumas opções...

"Desistência Parcial ou Total de Preferências - Candidatos
17 Agostoa 18 Agosto
Contratação + Destacamento por Condições Específicas (DCE)"

Abraço!

TEIP e Autónomas já contratam

A aplicação já lá estava desde o dia 12, bem como o aviso correspondente.

Hoje abri a aplicação e vi que já estão a aceitar candidaturas, embora, pelo que pude entender no aviso, os seleccionados só possam aceitar (ou não) em Setembro:

"Os Agrupamentos de Escolas/Escolas não Agrupadas deverão colocar a concurso, novamente, na aplicação da Contratação de Escola, todas as necessidades declaradas na aplicação das Necessidades Transitórias 2011 (Horários). Após as colocações das Necessidades Transitórias, em finais de Agosto, só permanecerão a concurso, nesta aplicação, os horários não preenchidos pelos docentes de carreira (QA/QE e QZP).

Desta forma, estes Agrupamentos de Escolas/Escolas não Agrupadas, deverão efectuar todos os procedimentos necessários, até à fase da selecção, de contratação de candidatos permitindo que a aceitação, por parte dos mesmos, possa ocorrer a partir de 1 de Setembro de 2011."

Podem concorrer aqui.

Abraço!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Respeito pelos Professores!

Alunos empenhados + respeito pelos Professores = Sucesso!

Parece uma fórmula simples, mas...

Nesta era do pouco esforço, das máquinas que fazem tudo, dos sofás confortáveis, de tantas redes sociais para explorar, de tantas prendas para compensarem a ausência, de tanto facilitismo, em que se vê que quem não se esforça também se safa, empenharem-se para quê?

Nesta era em que os ministros da Educação nos espezinham, somos tratados como números, avaliados à toa, agredidos sem que os agressores sofram consequências, mandados daqui para acolá, a trabalhar muito para além do que devíamos, com a instabilidade sempre presente, respeitarem-nos porquê?

Ainda há esperança...

"Nuno Crato: "Mais que computadores, o que mais faz falta nas escolas é empenho"

O ministro da Educação e da Ciência (MEC), Nuno Crato, defendeu hoje, em Gouveia, que "mais que computadores ou quadros interativos, o que mais falta faz nas escolas é empenho".

Nuno Crato afirmou que é "necessário fazer melhor com menos meios" e que isso obriga ao "empenho" de todos, professores, alunos e pais.

O governante visitou Gouveia, que hoje festeja o seu feriado municipal, a convite da Câmara Municipal, onde assistiu à homenagem ao pintor Abel Manta, natural desta cidade.

No discurso proferido nos Paços do Concelho, o ministro salientou a necessidade de "haver mais disciplina e respeito pelos professores", tanto da parte dos alunos como dos educadores.

"O problema central das escolas não é a avaliação dos professores", disse Nuno Crato, adiantando que está a trabalhar para que este modelo de avaliação seja "o mais justo possível".

O ministro quer dar maior autonomia às escolas, às autarquias e às populações para que sejam elas os protagonistas nas mudanças e afirmou que o seu ministério lhes dará todo o apoio.

"Temos de ter o bom senso de não tentar fazer tudo de novo e de uma só vez", disse Nuno Crato, que disse preferir ir fazendo "pequenas mudanças".

Questionado pela Lusa sobre se o aumento do número de alunos por turma - de 24 para 26 - terá como consequência o despedimento de professores, Nuno Crato disse que esta medida terá "muito pouca" influência sobre os quadros das escolas, mas adianta que tal não invalida que vá haver contratos que não serão renovados.

O presidente da Câmara de Gouveia, Álvaro Amaro, elogiou a "tranquilidade" do novo ministro e realçou a importância das políticas educativas no sentido de evitar a desertificação do interior e apelou ao governante para que ajude a autarquia na sua vontade de instalar na cidade um curso superior de saúde."
DN

Abraço!

ADD a piscar o olho à autonomia das Escolas

Parece que o caminho é mesmo o da autonomia das Escolas, inclusive na ADD, ou, pelo menos em parte, pois noutra há avaliação externa.

Acredito até que a autonomia para contratar pessoal docente esteja para breve...


"Cada escola terá o seu método de avaliação interna de professores

Regras da avaliação externa serão determinadas pela tutela, mas metas da avaliação interna estarão fixadas no projecto educativo de cada escola


Professores dos escalões mais elevados não serão alvo de avaliação

O projecto do modelo de avaliação docente de Nuno Crato tem tudo para abrir uma nova guerrilha, entre professores, directore e sindicatos. A proposta do Ministério da Educação e Ciência para a avaliação interna concentra quase todos os poderes nas direcções escolares. Do princípio ao fim, o director de um agrupamanto tem uma palavra decisiva sobre a avaliação dos seus professores. A tutela quer que seja o director a definir as metas e objectivos da avaliação; quer igualmente que o director decida juntamente com os outros membros do conselho pedagógico os parâmetros da avaliação e, por fim, que presida a secção de avaliação, o órgão que aprova a classificação final dos professores.

A decisão está sobretudo nas mãos dos directores e esse será aliás um dos pontos que os sindicatos querem rever com a tutela. João Dias da Silva, dirigente da Federação Nacional de Educação (FNE), entende que a proposta do ministro da Educação e Ciência "concentra demasiados poderes na direcção" das escolas. "Os avaliadores (coordenadores de departamentos curriculares) não devem resultar de escolhas pessoais de cada director", defende o sindicalista, acrescentando que essa será para a FNE uma das principais questões a rever durante as negociações com o ministério de Nuno Crato, agendadas para dia 22.

Os directores das escolas, por seu turno, não se supreendem com a concentração de poderes que a tutela lhes quer atribuir. A autoridade nas escolas tem de estar no director e nos conselhos pedagógicos", avisa Adalmiro Fonseca, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), admitindo no entanto que "se um professor obtiver um "Muito Bom" ou "Excelente" faz todo o sentido ter outro avaliador" para evitar injustiças na avaliação. Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), também refuta as críticas dos sindicatos. "Ao director compete escolher os órgãos de gestão intermédia. O director sempre teve o poder de escolher os coordenadores de cada departamento."

A tendência dos últimos governos tem sido centralizar todas as decisões no director das escolas ou dos agrupamentos. Em matérias de avaliação, o método também não difere. Embora muitas das funções não sejam assumidas em exclusivo pelo director, ao presidir a todos os órgãos com poder de decisão (à excepção do Conselho Geral), será ele a figura determinante na avaliação interna dos docentes, de acordo com a proposta apresentada por Nuno Crato na sexta-feira à noite.

Cada escola terá as suas metas Além de um avaliador externo - que vai integrar uma bolsa de avaliadores constituída por docentes de todos os grupos de recrutamento -, serão os directores da escola e quatro professores do conselho pedagógico nomeados por ele a aprovar a classificação final de um professor.

E enquanto as metas dos avaliadores externos serão determinadas pela tutela, os objectivos da avaliação interna estarão fixados no projecto educativo de cada estabelecimento de ensino. Isto significa que cada escola terá o seu próprio método de avaliação de um professor.

Adalmiro Fonseca, da ANDAEP, recusa olhar para este ponto como algo que vai dificultar a harmonização dos resultados da avaliação. "Se fosse igual para todo o país muito mal estávamos. Cada escola é um caso e cabe a cada escola saber os objectivos que tem de perseguir para conseguir melhores resultados." Manuel Pereira, da ANDE, sublinha que este modelo de avaliação interna "não dá poderes ilimitados" às direcções, porque "existem quotas de avaliação definidas e por isso cada escola sabe as percentagens que pode cumprir".

O projecto educativo de cada escola é sempre apresentado pelo director e é aprovado pelo Conselho Geral depois de passar pelo Conselho Pedagógico. Nele cada director estabelece no princípio do ano um plano de actividades para a escola e as metas a atingir no final do ano lectivo.

A Secção de Avaliação do Desempenho Docente do Conselho Pedagógico terá como competências assegurar a aplicação do sistema de avaliação de desempenho tendo em consideração o projectivo educativo da escola, calendarizar os procedimentos de avaliação e conceber a folha de registo e avaliação do desenvolvimento das actividades realizadas pelos avaliados. No final, caberá a este grupo aprovar a classificação final "integrando e harmonizando as propostas dos avaliadores, garantindo o rigor e a aplicação das percentagens de diferenciação de desempenhos, cabendo-lhe validar as avaliações de desempenho de Muito Bom, Excelente e Insuficiente."

Um "Excelente" determina um ano de progressão na carreira docente, enquanto um "Muito Bom" levará a uma progressão de seis meses. A regra será diferente para os professores nos 4.o e 6.o escalões da carreira: essas classificações permitirão um salto automático para os 5.o e 7.o escalões, respectivamente, independentemente do número de vagas. Já um "Insuficiente" implica que as horas de serviço nesse ciclo avaliativo não contarão para efeitos de progressão na carreira."

Abraço!

Após 2 dias, a actualização! Parte III

O fim de semana foi atribulado e não deixei mensagens neste blogue. Foi também um fim de semana com muitas novidades (e a sexta também). Junta-se tudo e temos uma grande desactualização!

1. Proposta do Governo para a ADD.
2. Reacções à ADD.
3. Aumento do número de alunos por turma no 1º ciclo.
4. Acordo com as privadas.


3. É claro que mais alunos por turma só vai complicar o que já era complicado.
Pensem nos colegas do 1º ciclo com um 1º ano: não têm autonomia, precisam de muita atenção personalizada (carteira a carteira, aluno a aluno) e estão naquela fase fundamental em que se não começam bem depois é complicado...

Para além disto, não será uma medida economicista? Vai dar para poupar uns professores...

"Dizem os professores
Mais alunos por turma terá como consequência menos qualidade


Ministério diz que houve uma "procura excepcional de matrículas"

O número máximo de alunos por turma no 1.º Ciclo passa de 24 para 26. O Bloco de Esquerda já pediu explicações.


O sistema público de educação tem de estar preparado para uma maior procura de modo que "a consequência não seja mais alunos e menos qualidade". Para Miguel Reis, do Movimento Escola Pública, será este o resultado do aumento do número máximo de alunos por turma, agora aprovado pelo Ministério da Educação e Ciência.

Na quinta-feira foi enviada para as escolas uma circular da Direcção-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular transmitindo orientações da secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário no sentido de aumentar de 24 para 26 o número máximo de alunos por turma no 1.º Ciclo. Esta alteração é justificada com a "procura excepcional de matrículas em escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico".

O Movimento Escola Pública entregou, no ano passado, uma petição no Parlamento onde se pedia o movimento inverso: a redução do número de alunos por turma nos vários níveis de ensino. A petição, subscrita por mais de 18 mil pessoas, traduziu-se em dois projectos no mesmo sentido, apresentados pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP, que não chegaram a ser votados. O então secretário de Estado da Educação, João da Mata, alegou que cerca de 60 por cento das turmas já têm menos alunos do que os máximos estipulados.

O Bloco de Esquerda já pediu esclarecimentos ao MEC. "A alteração ocorre a menos de um mês do arranque do ano lectivo de 2011-2012 e pode comprometê-lo, o que não seria novo para um Governo de maioria PSD-CDS", sustenta em comunicado. O BE requereu também o "acesso aos dados que justificam a excepcionalidade da procura de matrículas no 1.º ciclo com que o Governo fundamenta esta alteração".

Os bloquistas querem saber também como é que esta medida está em articulação com os compromissos programáticos deste Governo de "melhoria das aprendizagens no 1.º Ciclo". "Quem tomou esta medida foi alguém que, por certo, nunca trabalhou no 1.º Ciclo", criticou o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira. Este responsável lembra que as turmas para o próximo ano lectivo já estão constituídas e que as alterações deverão ser pontuais. Por isso sustenta que a medida adoptada "é um alargamento para o futuro". Miguel Reis não tem essa certeza: "Veremos em Setembro se o objectivo do ministério não será também o de reduzir o número de turmas e, portanto, de professores."

Também o líder da Federação Nacional de Professores, Mário Nogueira, advertiu que esta medida poderá levar as escolas a refazerem as turmas já constituídas e homologadas e, por conseguinte, "dispensarem professores e criarem mais horários zero".

O aumento do número de alunos por turma foi anunciado no mesmo dia em que o Ministério da Educação e Ciência divulgou a lista das 297 escolas do 1.º Ciclo que vão fechar em Setembro. Esta lista contou com o aval da Associação Nacional de Municípios Portugueses, confirmou à Lusa António José Ganhão, responsável pela área da Educação na ANMP."

Abraço!

Após 2 dias, a actualização! Parte IV

O fim de semana foi atribulado e não deixei mensagens neste blogue. Foi também um fim de semana com muitas novidades (e a sexta também). Junta-se tudo e temos uma grande desactualização!

1. Proposta do Governo para a ADD.
2. Reacções à ADD.
3. Aumento do número de alunos por turma no 1º ciclo.
4. Acordo com as privadas.

4. Há um entendimento que acabou por agradar aos dois lados, com cedências de ambas as partes. Ou será que não?


"Escolas privadas com ensino público contratualizado
Ministério mantém pagamento e reduz turmas

O Ministério da Educação e Ciência vai atribuir 85 288 euros a cada turma dos segundo e terceiro ciclos do ensino básico e secundário das escolas privadas com ensino público contratualizado, que terão de reduzir as turmas até 50 por cento do número anteriormente acordado até ao final do ano 2012/2013 .

As condições estão no protocolo assinado entre o Ministério e o Movimento de Escolas Privadas com Ensino Público Contratualizado. O director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular, Rodrigo Queiroz e Melo, reagiu "com espanto" a este protocolo, afirmando que o valor devia ser 90 mil euros, e criticou a assinatura de um protocolo entre a tutela e "um pequeno movimento de escolas"."
Correio da Manhã


Abraço!