Sabe-se mesmo em cima da hora e tem que se procurar muito bem no site da DGRHE, não sei muito bem porquê, mas não me vou por a conspirar...
E é tudo "à molhada" em 7 dias, imagino como serão os últimos...
Podem ver aqui esta imagem que também vos deixo abaixo.
Boa sorte!
Abraço!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
"As aulas assistidas têm custos" - N Crato
"As aulas assistidas têm custos", mas deve ser a parte mais lógica desta ADD. Afinal o que faz o professor? Lecciona! Não interessa se tem umas planificações coloridas e muito bem justificadas, não interessa se tem um belo plano de aula, se faz um teste muito fácil ou aceita trabalhos fora do prazo, o que interessa é o reflexo do seu trabalho na aprendizagem dos alunos. E onde é que isso acontece? Nas aulas, é aí que se vê o verdadeiro professor.
É claro que 2 ou 3 aulas podem ser muito bem ensaiadas, promete-se uns bonús aos alunos para se portarem bem, apresentam-se um lindos planos de aula feitos por um colega competente, etc, etc... É preciso saber se somos bons todas as aulas, ou, deve bastar para sermos um professor excelente, 90% delas. Ou mesmo 75% para sermos muito bons.
Fazendo as contas: dei à volta de 100 aulas por turma, em 4 turmas, logo tenho que ter 360 aulas boas para ser Excelente! Ou 300 para ser Muito Bom. É claro que não há esta possibilidade. Mas e se as aulas assistidas não forem marcadas? Imaginemos que vão assistir a 2 por turma - no meu caso seriam 8. É claro que dessas 8 umas seriam melhores do que outras. E que tal se dessas 8 pudessemos escolher as 5 ou 6 melhores? E as restantes servissem para aprendermos com os erros?
Para isto teria de haver a figura de avaliador em exclusivo, não poderia fazer mais nada. E um por grupo em cada agrupamento... ui, onde é que isso ia dar?
Lembram-se da minha velha mensagem "Os Professores não querem esta ADD. Como querem a "outra"?".
(Tinha tantas esperanças nesta mensagem, pensei que surtisse efeitos neste blogue, mas... pelo menos fui insultado no "A Educação do Meu Umbigo", lá gerou-se uma boa "onda" de discussão)
Não é fácil arranjar um modelo que sirva para avaliar um professor. Não é fácil definir o que é um bom professor. Não é fácil arranjar colegas capazes de avaliar. Não é fácil... Não é fácil!
"Novo modelo irá diminuir custos de avaliação externa de professores
O ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou hoje que o novo modelo de avaliação de desempenho dos professores terá “soluções” para resolver os custos da avaliação externa dos professores.
Numa audição na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, Nuno Crato indicou que a avaliação externa – que se traduz nas aulas assistidas – tem “algumas limitações”, só se fazendo “em alguns escalões” e “para quem a requeira”.
Em declarações aos jornalistas no fim da audição, o ministro destacou que “as aulas assistidas têm custos” e que no modelo que o Governo irá apresentar a 12 de Agosto “tudo será conhecido”.
O ministro destacou ainda que o trabalho na proposta concreta de modelo de avaliação continua e que essa proposta será depois sujeita a “discussão pública”.
Reiterou que o novo modelo visará, entre outros objectivos, “desburocratizar” o processo de avaliação de desempenho.
Nuno Crato referiu que “nem tudo vai correr tão bem para os [professores] contratados” como o Governo desejaria, mas quis deixar “uma palavra de esperança e trabalho” aos docentes.
“Temos que estar preparados porque estamos com dificuldades”, apontou, apelando aos professores para que “se inscrevam” e garantindo que “as direcções das escolas estão a funcionar de forma clara”."
Numa audição na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, Nuno Crato indicou que a avaliação externa – que se traduz nas aulas assistidas – tem “algumas limitações”, só se fazendo “em alguns escalões” e “para quem a requeira”.
Em declarações aos jornalistas no fim da audição, o ministro destacou que “as aulas assistidas têm custos” e que no modelo que o Governo irá apresentar a 12 de Agosto “tudo será conhecido”.
O ministro destacou ainda que o trabalho na proposta concreta de modelo de avaliação continua e que essa proposta será depois sujeita a “discussão pública”.
Reiterou que o novo modelo visará, entre outros objectivos, “desburocratizar” o processo de avaliação de desempenho.
Nuno Crato referiu que “nem tudo vai correr tão bem para os [professores] contratados” como o Governo desejaria, mas quis deixar “uma palavra de esperança e trabalho” aos docentes.
“Temos que estar preparados porque estamos com dificuldades”, apontou, apelando aos professores para que “se inscrevam” e garantindo que “as direcções das escolas estão a funcionar de forma clara”."
Abraço!
FNE e o "mais com menos"
Pois, há quem também não acredite no milagre do "mais com menos"...
Agora é só pegar no que dizem no MEC, somar-lhe o que dizem os sindicatos e dividir por 2 para termos algo mais parecido com a realidade, tipo as contas dos números das greves...
"«Escolas poderão ficar sem professores devido a cortes»
Aviso é feito por parte da Federação Nacional da Educação
A vice-secretária-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), Lucinda Manuela Dâmaso, referiu esta quarta-feira que as escolas poderão ficar sem professores devido a cortes orçamentais, pois perdem capacidade para enfrentar «problemas de ordem pedagógica», noticia a Lusa.
«Num país onde a taxa de abandono escolar é tão elevada, onde o insucesso é tão elevado, todos os professores são precisos para minimizar estas situações», disse.
Na terça-feira, o ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou que devido aos cortes orçamentais vai haver «bastantes» professores não colocados e «muitos» sem horários.
A vice-secretária geral da FNE realça a questão de que nunca houve um número tão elevado de docentes com horário zero a ser obrigado a concorrer, mas considera «um problema grave» a possibilidade de um «conjunto significativo» de professores contratados ficar sem colocação.
A FNE espera para 12 de Agosto uma proposta de diploma, a ser discutida na primeira ronda negocial com o Governo a 22 e 23 de Agosto, sobre a avaliação dos professores.
Sobre a opção pelo ensino particular em contrato de associação com o Estado como forma de poupar dinheiro, como defendeu Nuno Crato, a sindicalista também prefere aguardar para ter mais informações sobre o assunto.
«O ensino particular prestou serviços muito valiosos ao país. Em muitas zonas se não houvesse ensino particular haveria muitas pessoas, que hoje são pessoas de sucesso, que não teriam feito a escolaridade até ao terceiro nível de ensino público», salientou.
Quanto às dúvidas de Nuno Crato sobre o programa Novas Oportunidades, a sindicalista defendeu a realização de um estudo sobre as repercussões da iniciativa.
«A avaliação é fundamental, é necessária, não só nas novas oportunidades, como em todas as outras situações. Parece-nos que depois de uma avaliação correcta e de uma avaliação profunda há que fazer as alterações que podem ser necessárias e há que deixar aquilo que está bem»."
"«Escolas poderão ficar sem professores devido a cortes»
Aviso é feito por parte da Federação Nacional da Educação
A vice-secretária-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), Lucinda Manuela Dâmaso, referiu esta quarta-feira que as escolas poderão ficar sem professores devido a cortes orçamentais, pois perdem capacidade para enfrentar «problemas de ordem pedagógica», noticia a Lusa.
«Num país onde a taxa de abandono escolar é tão elevada, onde o insucesso é tão elevado, todos os professores são precisos para minimizar estas situações», disse.
Na terça-feira, o ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou que devido aos cortes orçamentais vai haver «bastantes» professores não colocados e «muitos» sem horários.
A vice-secretária geral da FNE realça a questão de que nunca houve um número tão elevado de docentes com horário zero a ser obrigado a concorrer, mas considera «um problema grave» a possibilidade de um «conjunto significativo» de professores contratados ficar sem colocação.
A FNE espera para 12 de Agosto uma proposta de diploma, a ser discutida na primeira ronda negocial com o Governo a 22 e 23 de Agosto, sobre a avaliação dos professores.
Sobre a opção pelo ensino particular em contrato de associação com o Estado como forma de poupar dinheiro, como defendeu Nuno Crato, a sindicalista também prefere aguardar para ter mais informações sobre o assunto.
«O ensino particular prestou serviços muito valiosos ao país. Em muitas zonas se não houvesse ensino particular haveria muitas pessoas, que hoje são pessoas de sucesso, que não teriam feito a escolaridade até ao terceiro nível de ensino público», salientou.
Quanto às dúvidas de Nuno Crato sobre o programa Novas Oportunidades, a sindicalista defendeu a realização de um estudo sobre as repercussões da iniciativa.
«A avaliação é fundamental, é necessária, não só nas novas oportunidades, como em todas as outras situações. Parece-nos que depois de uma avaliação correcta e de uma avaliação profunda há que fazer as alterações que podem ser necessárias e há que deixar aquilo que está bem»."
TVI24
Abraço!
135 em 38 391
135 notas 20 no exame de Matemática (Correio da Manhã)!
No meio de 38391 alunos, eis um grupo de "marrões", "anti-sociais", "totós" ou outro nome qualquer que os invejosos lhes podem chamar que é "perfeito" - pelo menos no que tratava este exame.
Nos meus tempos de juventude também tirei um 20 a Matemática, não num exame, apenas num teste. Mas, por outro lado, reprovei à mesma disciplina nos tempos que não sabia estudar para ela... de "besta" a "bestial" só porque descobri que a Matemática pode ser apelativa. Muito à minha custa, mas também à de um professor que parecia simplificar a matéria (pelo menos para mim e para os que estavam interessados a aprender, pois para outros continuou a ser uma disciplina dificilmente alcançável...)
Mais horas para a Matemática ajudam, mas há mais problemas para resolver...
Abraço!
No meio de 38391 alunos, eis um grupo de "marrões", "anti-sociais", "totós" ou outro nome qualquer que os invejosos lhes podem chamar que é "perfeito" - pelo menos no que tratava este exame.
Nos meus tempos de juventude também tirei um 20 a Matemática, não num exame, apenas num teste. Mas, por outro lado, reprovei à mesma disciplina nos tempos que não sabia estudar para ela... de "besta" a "bestial" só porque descobri que a Matemática pode ser apelativa. Muito à minha custa, mas também à de um professor que parecia simplificar a matéria (pelo menos para mim e para os que estavam interessados a aprender, pois para outros continuou a ser uma disciplina dificilmente alcançável...)
Mais horas para a Matemática ajudam, mas há mais problemas para resolver...
Abraço!
terça-feira, 2 de agosto de 2011
DACL: confusões no concurso
Transcrevo dois artigos que testemunham o que se vai passando neste concurso.
A minha guerra é outra e não me parece que estes colegas fiquem sem ordenado no fim do mês, mas a situação deles não é boa...
"Professores confusos com normas do concurso

Erro foi corrigido, mas não da forma mais eficaz, critica associação sindical
A minha guerra é outra e não me parece que estes colegas fiquem sem ordenado no fim do mês, mas a situação deles não é boa...
"Professores confusos com normas do concurso

Erro foi corrigido, mas não da forma mais eficaz, critica associação sindical
Os professores dos quadros que ficaram sem turmas e horários atribuídos para o próximo ano lectivo começaram ontem a concorrer às escolas ou agrupamentos que melhor se adequam às suas conveniências. A Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) disponibilizou a aplicação electrónica e os candidatos têm até ao fim desta semana para declarar as suas preferências. Boa parte dos docentes entraram ontem no site da tutela, mas esbarraram numa impossibilidade quando lhes foi pedido que introduzissem a avaliação qualitativa e quantitativa de 2009/2011. Este processo só termina em Dezembro e poucos são os que neste momento sabem qual foi a nota final da sua avaliação de desempenho.
A confusão instalou-se, já que a avaliação é uma componente determinante não só para concluir este processo mas também para ganhar vantagem sobre outros concorrentes. "Uma nota excelente, por exemplo, vale dois valores e pode significar subir alguns lugares na lista graduada", conta ao i um professor que tentou ontem candidatar-se, mas quis manter o anonimato. Só pode tratar-se de "mais um engano", pensou Adalmiro Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que durante a tarde de ontem socorreu também uma professora da sua escola que se deparou com o mesmo problema: "A professora estava muito aflita sem saber o que fazer e com medo de ser excluída do concurso porque lhe pediam que introduzisse a nota da avaliação de 2009/2011."
O correcto será introduzir a avaliação mais recente, que neste caso diz respeito ao biénio 2007-2009, até porque é isso que está expresso na lei, adverte Fátima Ferreira, dirigente da Associação Sindical dos Professores Licenciados. A associação diz ter conseguido entretanto contactar a DGRHE, que lhes deu a mesma informação. O problema, aliás, terá sido corrigido ao longo da tarde de ontem, mas não da forma mais eficaz: "As funcionárias das nossas delegações estão a apoiar os professores neste processo e constaram que essa informação não é explícita, uma vez que não há referência ao ciclo avaliativo que é preciso introduzir na aplicação." Como o aviso de abertura do concurso também não faz qualquer referência, Fátima Ferreira alerta para a confusão que isso pode originar entre os professores."
"«Caos» na candidatura dos professores
A FENPROF acusou os serviços do Ministério da Educação de estarem a lançar o «caos» na candidatura dos docentes por falta de informação e ausência de componente lectiva, pondo em causa a colocação de alguns professores.
Em declarações à agência Lusa, Luís Lobo, do secretariado nacional da Federação Nacional de Professores, afirmou que as informações prestadas pelos serviços do ministério são «contraditórias».
O sindicalista recorda que «faltam apenas três dias» para terminar o prazo dos concursos e que muitos professores «não sabem nem conseguem saber, porque os serviços não estão a funcionar, se devem concorrer».
Luís Lobo criticou ainda a «inoperância» dos serviços ministeriais e a «incapacidade para produzir instruções claras e inequívocas». «Há milhares de professores sem obter uma resposta da DGRHE [Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação], porque os telefones e mails não encontram ninguém do outro lado».
De acordo com a FENPROF, as instruções do Ministério da Educação e da Ciência sobre procedimentos a adoptar nos concursos «não estão devidamente explicadas».
A FENPROF alerta para o risco de «milhares de professores» ficarem este ano sem componente lectiva atribuída, resultado das decisões governamentais de encerrar escolas e de reduzir os créditos de horas atribuídas às escolas (destinadas às direcções escolares para poderem contratar professores ou distribuir horários pelos professores)."
Abraço!
A confusão instalou-se, já que a avaliação é uma componente determinante não só para concluir este processo mas também para ganhar vantagem sobre outros concorrentes. "Uma nota excelente, por exemplo, vale dois valores e pode significar subir alguns lugares na lista graduada", conta ao i um professor que tentou ontem candidatar-se, mas quis manter o anonimato. Só pode tratar-se de "mais um engano", pensou Adalmiro Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que durante a tarde de ontem socorreu também uma professora da sua escola que se deparou com o mesmo problema: "A professora estava muito aflita sem saber o que fazer e com medo de ser excluída do concurso porque lhe pediam que introduzisse a nota da avaliação de 2009/2011."
O correcto será introduzir a avaliação mais recente, que neste caso diz respeito ao biénio 2007-2009, até porque é isso que está expresso na lei, adverte Fátima Ferreira, dirigente da Associação Sindical dos Professores Licenciados. A associação diz ter conseguido entretanto contactar a DGRHE, que lhes deu a mesma informação. O problema, aliás, terá sido corrigido ao longo da tarde de ontem, mas não da forma mais eficaz: "As funcionárias das nossas delegações estão a apoiar os professores neste processo e constaram que essa informação não é explícita, uma vez que não há referência ao ciclo avaliativo que é preciso introduzir na aplicação." Como o aviso de abertura do concurso também não faz qualquer referência, Fátima Ferreira alerta para a confusão que isso pode originar entre os professores."
"«Caos» na candidatura dos professores
A FENPROF acusou os serviços do Ministério da Educação de estarem a lançar o «caos» na candidatura dos docentes por falta de informação e ausência de componente lectiva, pondo em causa a colocação de alguns professores.
Em declarações à agência Lusa, Luís Lobo, do secretariado nacional da Federação Nacional de Professores, afirmou que as informações prestadas pelos serviços do ministério são «contraditórias».
O sindicalista recorda que «faltam apenas três dias» para terminar o prazo dos concursos e que muitos professores «não sabem nem conseguem saber, porque os serviços não estão a funcionar, se devem concorrer».
Luís Lobo criticou ainda a «inoperância» dos serviços ministeriais e a «incapacidade para produzir instruções claras e inequívocas». «Há milhares de professores sem obter uma resposta da DGRHE [Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação], porque os telefones e mails não encontram ninguém do outro lado».
De acordo com a FENPROF, as instruções do Ministério da Educação e da Ciência sobre procedimentos a adoptar nos concursos «não estão devidamente explicadas».
A FENPROF alerta para o risco de «milhares de professores» ficarem este ano sem componente lectiva atribuída, resultado das decisões governamentais de encerrar escolas e de reduzir os créditos de horas atribuídas às escolas (destinadas às direcções escolares para poderem contratar professores ou distribuir horários pelos professores)."
TVI24
Abraço!
Quantos menos contratados nas Escolas?
Já se falou em 30 mil, 20 mil, mais mil, menos mil... Acredito que ainda não haja um número e só quando as escolas lançarem todos os horários é que ficaremos com uma ideia mais clara. Mas mesmo assim não vamos saber logo o número, há sempre situações em que não se sabe muito bem se "x" vai manter um cargo ou se "y" entra já na reforma ou só no mês seguinte, entre outras.
Certo, certinho é que vai diminuir drasticamente o número de contratados. E eu estou mesmo a contar estar no grupo dos que não vão conseguir lugar.
Par outros que estão ou pensam como eu, vou tentar animar-vos: resta-me uma esperança! Imaginemos que sada a lista de Agosto cai a bomba: "Escolas, contratem directamente!" Não vou discutir agora a justiça ou injustiça desta possível medida. Nem posso afirmar que seja a salvação para todos, mas pode ser para alguns. Para os que, por muita infelicidade, azar, más opções ou pelo que seja, acabaram o curso há 10 anos como eu e concorrem com pouco mais de 18 valores. Mas nos anos que trabalharam, mesmo com horários miseráveis e a muitos quilómetros de casa, conseguiram mostrar trabalho, pelo menos numa ou outra Escola. E, ainda assim tendo também sorte, uma dessas Escolas prefere Professores que já lhes deram provas de profissionalismo...
Não vos chateia ver colegas a concorrer com graduações enormes (alguns acabaram o curso com médias quase acima da minha graduação actual e não sei o que eles sabem ou se sabem mais do que eu, só sei que gastaram mais dinheiro a tirar o curso e/ou o tiraram numa faculdade que não tinha prazer de se afirmar como muito difícil e dar notas baixas) e depois verem o trabalho que fazem na Escola ser, no mínimo, discutível? Pois, a mim também...
No entanto os sindicatos, e outros, defendem com unhas e dentes a graduação... porque não defendem, porque não defendemos todos, a competência?
Eu sei que isso da competência é relativo. A menina jeitosa com peito avantajado é muitas vezes mais competente do que a "caixa de óculos" escanzelada que também apareceu na entrevista. A filho do Presidente da Câmara é muitas vezes mais competente que outro com vários anos de experiência e provas dadas de competência. E outras que tais.
Mas a Escola não contrata um ou dois profissionais. A Escola contrata para várias Disciplinas. A Escola serve os pedidos deste ou daquele, mas depois sobra sempre um ou outro lugar.
Se a Escola pode escolher os Professores, na altura de apresentar resultados não tem desculpa de lhe ter calhado uma mão cheia de fracos trabalhadores.
Mas levanta-se (pelo menos um, mas de certeza que são mais) um problema: a competência e a capacidade da Escola para contratar. Teria que haver um grupo muito eficaz e competente para analisar todas as candidaturas e conseguir identificar os melhores. Mas as empresas fazem-no, claro que com uns erros pelo meio, mas fazem-no. E até há empresas que podem tratar disso para as Escolas.
Desculpem-me a extensão do desabafo/análise/comentário. Tudo isto veio-me à cabeça por causa desta notícia que transcrevo, e disponibilizo o audio, abaixo, da Antena 1.
Para ler:
"Ministro da Educação admite que haverá bastantes professores não contratados
Certo, certinho é que vai diminuir drasticamente o número de contratados. E eu estou mesmo a contar estar no grupo dos que não vão conseguir lugar.
Par outros que estão ou pensam como eu, vou tentar animar-vos: resta-me uma esperança! Imaginemos que sada a lista de Agosto cai a bomba: "Escolas, contratem directamente!" Não vou discutir agora a justiça ou injustiça desta possível medida. Nem posso afirmar que seja a salvação para todos, mas pode ser para alguns. Para os que, por muita infelicidade, azar, más opções ou pelo que seja, acabaram o curso há 10 anos como eu e concorrem com pouco mais de 18 valores. Mas nos anos que trabalharam, mesmo com horários miseráveis e a muitos quilómetros de casa, conseguiram mostrar trabalho, pelo menos numa ou outra Escola. E, ainda assim tendo também sorte, uma dessas Escolas prefere Professores que já lhes deram provas de profissionalismo...
Não vos chateia ver colegas a concorrer com graduações enormes (alguns acabaram o curso com médias quase acima da minha graduação actual e não sei o que eles sabem ou se sabem mais do que eu, só sei que gastaram mais dinheiro a tirar o curso e/ou o tiraram numa faculdade que não tinha prazer de se afirmar como muito difícil e dar notas baixas) e depois verem o trabalho que fazem na Escola ser, no mínimo, discutível? Pois, a mim também...
No entanto os sindicatos, e outros, defendem com unhas e dentes a graduação... porque não defendem, porque não defendemos todos, a competência?
Eu sei que isso da competência é relativo. A menina jeitosa com peito avantajado é muitas vezes mais competente do que a "caixa de óculos" escanzelada que também apareceu na entrevista. A filho do Presidente da Câmara é muitas vezes mais competente que outro com vários anos de experiência e provas dadas de competência. E outras que tais.
Mas a Escola não contrata um ou dois profissionais. A Escola contrata para várias Disciplinas. A Escola serve os pedidos deste ou daquele, mas depois sobra sempre um ou outro lugar.
Se a Escola pode escolher os Professores, na altura de apresentar resultados não tem desculpa de lhe ter calhado uma mão cheia de fracos trabalhadores.
Mas levanta-se (pelo menos um, mas de certeza que são mais) um problema: a competência e a capacidade da Escola para contratar. Teria que haver um grupo muito eficaz e competente para analisar todas as candidaturas e conseguir identificar os melhores. Mas as empresas fazem-no, claro que com uns erros pelo meio, mas fazem-no. E até há empresas que podem tratar disso para as Escolas.
Desculpem-me a extensão do desabafo/análise/comentário. Tudo isto veio-me à cabeça por causa desta notícia que transcrevo, e disponibilizo o audio, abaixo, da Antena 1.
Para ler:
"Ministro da Educação admite que haverá bastantes professores não contratados
O ministro da Educação, Ciência e Ensino Superior diz que é uma situação inevitável. Nuno Crato admite que muitos professores contratados vão ficar sem contrato. Numa audição na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, Nuno Crato adiantou ainda que muitos professores vão ficar nas escolas em horário zero a fazerem trabalho administrativo, mas não adiantou números."
Para ouvir é só clicar aqui.
Abraço!
Vamos continuar a receber uma vez por mês...
Já ouviram o comentário "tu é que estás bem, recebes ao dia 23..."? Pode parecer muito bom receber quando os outros já não têm dinheiro na carteira, mas só passado um mês é que voltamos a receber... e quando os outros recebem já somos nós que não temos o dito no bolso, vai dar ao mesmo!
No meio das mudanças ficamos iguais (pelo menos na maior parte dos casos, já recebi ao dia 20 numa Escola, mas de resto é sempre a 23...): recebemos a 23, ou antes se este dia calhar ao fim de semana ou num feriado.
No tempo das mudanças, é bom ficarmos iguais em algumas coisas...
"Governo altera datas de pagamentos dos salários na função pública
O Ministério das Finanças anunciou hoje as novas datas de pagamento dos salários na função pública, alteração que resulta da reafectação de alguns serviços à nova composição de ministérios.

Em comunicado, o ministério tutelado por Vítor Gaspar explicita que o pagamento dos salários vai decorrer entre 20 e 23 de cada mês, com efeitos práticos já a partir de Agosto.
No dia 20 de cada mês, são realizados os encargos gerais do Estado, bem como os pagamentos nos ministérios das Finanças, da Defesa, da Solidariedade e Segurança Social, dos Negócios Estrangeiros e os da Presidência do Conselho de Ministros.
No dia seguinte, são pagos os funcionários afectos aos serviços dos ministérios da Saúde, da Justiça e da Administração Interna.
Os funcionários dos serviços sob tutela do Ministério da Economia e Emprego recebem no dia 22 de cada mês.
A 23, são pagos os serviços dos ministérios da Educação e Ciência e da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.
Nos casos em que estes dias coincidem com um sábado, um domingo ou um feriado, os pagamentos passam, como habitualmente, para o dia útil anterior, esclarece o Ministério das Finanças."
"Governo altera datas de pagamentos dos salários na função pública
O Ministério das Finanças anunciou hoje as novas datas de pagamento dos salários na função pública, alteração que resulta da reafectação de alguns serviços à nova composição de ministérios.
Em comunicado, o ministério tutelado por Vítor Gaspar explicita que o pagamento dos salários vai decorrer entre 20 e 23 de cada mês, com efeitos práticos já a partir de Agosto.
No dia 20 de cada mês, são realizados os encargos gerais do Estado, bem como os pagamentos nos ministérios das Finanças, da Defesa, da Solidariedade e Segurança Social, dos Negócios Estrangeiros e os da Presidência do Conselho de Ministros.
No dia seguinte, são pagos os funcionários afectos aos serviços dos ministérios da Saúde, da Justiça e da Administração Interna.
Os funcionários dos serviços sob tutela do Ministério da Economia e Emprego recebem no dia 22 de cada mês.
A 23, são pagos os serviços dos ministérios da Educação e Ciência e da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.
Nos casos em que estes dias coincidem com um sábado, um domingo ou um feriado, os pagamentos passam, como habitualmente, para o dia útil anterior, esclarece o Ministério das Finanças."
Abraço!
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Mais com menos?
Ou é milagreiro ou vai revolucionar a Educação em Portugal. Ou então está num meio-termo...
Nós os contratados somos descartáveis, é claro que vamos ser nós a sofrer. Mas já o disse anteriormente: livrar-se dos mais antigos é um negócio muito melhor. E se consegue mais com menos, também consegue livrar-se de quem lhe gasta mais dinheiro em ordenados...
"Nuno Crato diz que menos contratações nas escolas é “inevitável”
Em entrevista à TVI, o ministro da Educação e ciência diz estar mais empenhado em “emagrecer” a máquina da tutela e promete “fazer mais com menos”

Menos contratações de professores para o próximo ano lectivo será “inevitável”, reconheceu ontem o ministro da Educação e Ciência. Nuno Crato, contudo, garantiu em entrevista concedida à TVI que vai estar muito mais empenhado em “emagrecer” as estruturas do ministério do que a cortar no orçamento destinado às escolas públicas.
Reduzir os cargos directivos ou algumas competências dos serviços regionais ou entidades tuteladas pelo Ministério da Educação e Ciência já tinham sido, aliás, intenções anunciadas por Crato. Durante a conversa com o professor Marcelo Rebelo de Sousa e o jornalista da TVI Júlio Magalhães, o ministro manteve a convicção de que, mesmo com o corte orçamental no ensino público, será “possível fazer mais com menos recursos”.
No ensino superior haverá também mudanças, a começar pelos orçamentos das universidades que estavam sob a alçada da Assembleia da República e voltam para a esfera do governo. Crato defendeu igualmente uma reorganização na oferta de licenciaturas: “Há muitos cursos, muitos nomes diferentes para o mesmo curso e ainda cursos duvidosos”, criticou o ministro que prometeu lançar novas regras para reestruturar a oferta no ensino superior."
Abraço!
Nós os contratados somos descartáveis, é claro que vamos ser nós a sofrer. Mas já o disse anteriormente: livrar-se dos mais antigos é um negócio muito melhor. E se consegue mais com menos, também consegue livrar-se de quem lhe gasta mais dinheiro em ordenados...
"Nuno Crato diz que menos contratações nas escolas é “inevitável”
Em entrevista à TVI, o ministro da Educação e ciência diz estar mais empenhado em “emagrecer” a máquina da tutela e promete “fazer mais com menos”

Menos contratações de professores para o próximo ano lectivo será “inevitável”, reconheceu ontem o ministro da Educação e Ciência. Nuno Crato, contudo, garantiu em entrevista concedida à TVI que vai estar muito mais empenhado em “emagrecer” as estruturas do ministério do que a cortar no orçamento destinado às escolas públicas.
Reduzir os cargos directivos ou algumas competências dos serviços regionais ou entidades tuteladas pelo Ministério da Educação e Ciência já tinham sido, aliás, intenções anunciadas por Crato. Durante a conversa com o professor Marcelo Rebelo de Sousa e o jornalista da TVI Júlio Magalhães, o ministro manteve a convicção de que, mesmo com o corte orçamental no ensino público, será “possível fazer mais com menos recursos”.
No ensino superior haverá também mudanças, a começar pelos orçamentos das universidades que estavam sob a alçada da Assembleia da República e voltam para a esfera do governo. Crato defendeu igualmente uma reorganização na oferta de licenciaturas: “Há muitos cursos, muitos nomes diferentes para o mesmo curso e ainda cursos duvidosos”, criticou o ministro que prometeu lançar novas regras para reestruturar a oferta no ensino superior."
Abraço!
A importância do "macho"
Alegrem-se machos do mundo: ainda somos nós que mandamos! Quem nos dera...
"A importância do pai na educação dos filhos
Quando quiser impor limites aos seus filhos, é melhor que seja o pai
Quando quiser impor limites aos seus filhos, é melhor que seja o pai
Por Solange Sousa Mendes - Jornal i

Em que medida é que o pai pode ter mais eficácia a impor regras do que a mãe?
1 - A voz grossa. Ao contrário do que se possa pensar, os limites não dependem da voz grossa, mas sim de uma firmeza e coerência no discurso. Normalmente, o pai é mais respeitado, porque ao dar ordens consegue fazê-lo com mais segurança e objectividade. Diz o que tem a dizer e termina. As mães costumam alongar-se. A questão é que os limites não combinam com muitas explicações da razão da regra a impor. Como tal, a mãe não convence tanto, deixa dúvidas. Atenção que estamos a falar em termos gerais. Não quer dizer que não haja mães bastante assertivas.
2 - Os momentos a sós com os filhos são muito importantes. A convivência entre toda a família é muito importante, mas os momentos em que o pai está só com o filho também. Por norma, são momentos mais lúdicos do que os passados com a mãe. Os pais costumam ser mais brincalhões, ter mais paciência para jogos, para rir ou dizer disparates. As mães têm mais paciência para tolerar os filhos de um modo geral e para resolver problemas. Os pais são óptimos para os bons momentos.
3 - As tarefas consideradas da mãe também devem ser adoptadas pelo pai. Há casos em que o pai assume literalmente estas funções, por circunstâncias, escolha ou falta de escolha. E nada de mal acontece. Só há problema, se o pai se sentir culpado por se considerar incapaz de as fazer ou se sentir diminuído por ter de as fazer.
4 - Pai. A verdade é que pai é aquele que dialoga com seus filhos, discute possibilidades, demonstra afecto e preocupação com a educação dos filhos. É aquele que observa, examina, acompanha, faz actividades e que está presente nas dúvidas, incertezas e alegrias."

Em que medida é que o pai pode ter mais eficácia a impor regras do que a mãe?
1 - A voz grossa. Ao contrário do que se possa pensar, os limites não dependem da voz grossa, mas sim de uma firmeza e coerência no discurso. Normalmente, o pai é mais respeitado, porque ao dar ordens consegue fazê-lo com mais segurança e objectividade. Diz o que tem a dizer e termina. As mães costumam alongar-se. A questão é que os limites não combinam com muitas explicações da razão da regra a impor. Como tal, a mãe não convence tanto, deixa dúvidas. Atenção que estamos a falar em termos gerais. Não quer dizer que não haja mães bastante assertivas.
2 - Os momentos a sós com os filhos são muito importantes. A convivência entre toda a família é muito importante, mas os momentos em que o pai está só com o filho também. Por norma, são momentos mais lúdicos do que os passados com a mãe. Os pais costumam ser mais brincalhões, ter mais paciência para jogos, para rir ou dizer disparates. As mães têm mais paciência para tolerar os filhos de um modo geral e para resolver problemas. Os pais são óptimos para os bons momentos.
3 - As tarefas consideradas da mãe também devem ser adoptadas pelo pai. Há casos em que o pai assume literalmente estas funções, por circunstâncias, escolha ou falta de escolha. E nada de mal acontece. Só há problema, se o pai se sentir culpado por se considerar incapaz de as fazer ou se sentir diminuído por ter de as fazer.
4 - Pai. A verdade é que pai é aquele que dialoga com seus filhos, discute possibilidades, demonstra afecto e preocupação com a educação dos filhos. É aquele que observa, examina, acompanha, faz actividades e que está presente nas dúvidas, incertezas e alegrias."
Abraço!
domingo, 31 de julho de 2011
EFA's: Novas turmas suspensas
Abrir novas turmas só com garantia de financiamento parece-me bem e ninguém discorda. O problema é a confusão e a falta de uma orientação que dê confiança.
Quando estava tudo alinhado com as turmas e docentes distribuídos, lá vem o balde de água fria: não há garantia das novas turmas de EFA (Educação e Formação de Adultos). E quem já estava destinado a leccionar nessas turmas? Pois é, as Escola, mais uma vez, vão ter que se desenrascar! E sozinhas, pois com orientações destas...
"Ministério suspende novas turmas para adultos

As escolas só poderão abrir novas turmas dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) quando estiver garantido o financiamento por parte do Programa Operacional Potencial Humano (POPH), que gere o financiamento oriundo do Fundo Social Europeu, confirmou ontem o Ministério da Educação e Ciência.
"Haverá novas turmas quando houver financiamento, o que acontecerá ainda este ano lectivo, mas não já", garantiu ao PÚBLICO a assessora de imprensa do MEC. Esta informação já está a ser divulgada pela Direcção Regional de Lisboa e Vale do Tejo (DRLVT), mas ainda não chegou a escolas de outras regiões do país.
Nos cursos EFA estavam inscritos, no ano passado, cerca de 78 mil pessoas. Por causa de uma nova circular da DRLVT, vários directores e professores acreditaram que podiam avançar para a abertura de novas turmas. Agora a confusão parece instalada.
O primeiro comunicado da DRLVT foi feito na quarta-feira. Precisamente o último dia do prazo dado às direcções de escolas e agrupamentos para indicarem à Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE) quais os professores sem componente lectiva no próximo ano - depois de conhecido o número de alunos inscritos e os respectivos cursos.
"Aqui na escola já tínhamos tudo apurado quando chegou a informação de que não abririam para já as novas turmas dos cursos EFA - foi um momento de forte impacte emocional, porque de um momento para o outro, sem que nada o fizesse prever, mais dois professores ficaram com horário zero e obrigados a concorrer para Destacamento por Ausência de Componente Lectiva (DACL)", descreveu ontem, em declarações ao PÚBLICO, José António Sousa, director da Escola Secundária D. Dinis, de Lisboa.
Ao fim do dia de anteontem viveu-se um segundo momento de confusão, graças a uma segunda nota da DRLVT em que se informava que "as ofertas de dupla certificação de jovens e adultos integrados no Sistema Nacional de Qualificações (CEF, EFA, cursos profissionais e formações modulares certificadas) não sofrerão qualquer alteração para o próximo ano lectivo, face ao que estava planeado". No blogue de Paulo Guinote, por exemplo, a afirmação foi interpretada como um recuo do Governo e José António Sousa admite que o mesmo tenha acontecido em vários estabelecimentos de ensino.
"Num primeiro momento, eu próprio pensei que era assim", admite o director da Secundária D. Dinis que, depois de pedir um novo esclarecimento, foi informado pela DRELVT de que não havia alterações "em termos de matéria curricular, mas que as escolas deveriam continuar a aguardar autorização para abertura de novas turmas e afectação de recursos humanos nos casos dos cursos de EFA".
Apesar de não dispor de mais informação, José António Sousa disse-se convicto de que não se trata de acabar com os cursos, mas de um mero adiamento que, se ficar resolvido até meados do mês, "permitirá recuperar os professores agora dispensados". Só na Secundária D. Dinis estão inscritos cerca de cem alunos para novas turmas.
"Manda o bom senso que só se abram primeiras turmas depois da candidatura ser aprovada", comenta Manuel Pereira, dirigente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares."
Abraço!
Quando estava tudo alinhado com as turmas e docentes distribuídos, lá vem o balde de água fria: não há garantia das novas turmas de EFA (Educação e Formação de Adultos). E quem já estava destinado a leccionar nessas turmas? Pois é, as Escola, mais uma vez, vão ter que se desenrascar! E sozinhas, pois com orientações destas...
"Ministério suspende novas turmas para adultos
As escolas só poderão abrir novas turmas dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) quando estiver garantido o financiamento por parte do Programa Operacional Potencial Humano (POPH), que gere o financiamento oriundo do Fundo Social Europeu, confirmou ontem o Ministério da Educação e Ciência.
"Haverá novas turmas quando houver financiamento, o que acontecerá ainda este ano lectivo, mas não já", garantiu ao PÚBLICO a assessora de imprensa do MEC. Esta informação já está a ser divulgada pela Direcção Regional de Lisboa e Vale do Tejo (DRLVT), mas ainda não chegou a escolas de outras regiões do país.
Nos cursos EFA estavam inscritos, no ano passado, cerca de 78 mil pessoas. Por causa de uma nova circular da DRLVT, vários directores e professores acreditaram que podiam avançar para a abertura de novas turmas. Agora a confusão parece instalada.
O primeiro comunicado da DRLVT foi feito na quarta-feira. Precisamente o último dia do prazo dado às direcções de escolas e agrupamentos para indicarem à Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE) quais os professores sem componente lectiva no próximo ano - depois de conhecido o número de alunos inscritos e os respectivos cursos.
"Aqui na escola já tínhamos tudo apurado quando chegou a informação de que não abririam para já as novas turmas dos cursos EFA - foi um momento de forte impacte emocional, porque de um momento para o outro, sem que nada o fizesse prever, mais dois professores ficaram com horário zero e obrigados a concorrer para Destacamento por Ausência de Componente Lectiva (DACL)", descreveu ontem, em declarações ao PÚBLICO, José António Sousa, director da Escola Secundária D. Dinis, de Lisboa.
Ao fim do dia de anteontem viveu-se um segundo momento de confusão, graças a uma segunda nota da DRLVT em que se informava que "as ofertas de dupla certificação de jovens e adultos integrados no Sistema Nacional de Qualificações (CEF, EFA, cursos profissionais e formações modulares certificadas) não sofrerão qualquer alteração para o próximo ano lectivo, face ao que estava planeado". No blogue de Paulo Guinote, por exemplo, a afirmação foi interpretada como um recuo do Governo e José António Sousa admite que o mesmo tenha acontecido em vários estabelecimentos de ensino.
"Num primeiro momento, eu próprio pensei que era assim", admite o director da Secundária D. Dinis que, depois de pedir um novo esclarecimento, foi informado pela DRELVT de que não havia alterações "em termos de matéria curricular, mas que as escolas deveriam continuar a aguardar autorização para abertura de novas turmas e afectação de recursos humanos nos casos dos cursos de EFA".
Apesar de não dispor de mais informação, José António Sousa disse-se convicto de que não se trata de acabar com os cursos, mas de um mero adiamento que, se ficar resolvido até meados do mês, "permitirá recuperar os professores agora dispensados". Só na Secundária D. Dinis estão inscritos cerca de cem alunos para novas turmas.
"Manda o bom senso que só se abram primeiras turmas depois da candidatura ser aprovada", comenta Manuel Pereira, dirigente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares."
Abraço!
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