segunda-feira, 25 de julho de 2011

900+77?

Só não sei se estes 77 estão no "monte" dos 900 que referi anteriormente...


"Educação: eliminados 77 cargos

Medida de cortes imposta pela troika terá de ser implementada até ao final do ano

A educação vai ser uma das pastas mais afectadas pelos cortes nos cargos de chefia. Deverão ser eliminados 77 cargos de dirigente até ao final do ano.

O ministro da Educação, Nuno Crato, garante que é preciso fazer mais com menos e que o emagrecimento do Estado é importante numa altura de contenção.

Até ao final do ano, o governo vai ter de apresentar à troika o plano para reduzir em 15 por cento os custos da administração central.

Se o novo Governo seguir a proposta do executivo de José Sócrates serão eliminados mais de mil cargos de chefia e sessenta organismos públicos."
TVI24

Abraço!

Crato pondera anular efeitos da avaliação nos contratados

Uns vão esfregar as mãos de contentes (alguns esfregam mesmo até ficar em carne viva) e outros vão ficar desapontados: parece que os efeitos da avaliação nos concursos deste ano vão ser anulados.

Os célebres asteriscos já tinham os dias contados, mas será que vão já morrer neste concurso? Vão anular as listas que já saíram? Estranho que isso aconteça, mas...

Já me confessei "asteriscado", com orgulho. Mas reconheço que esta avaliação pouco tem de justa. Quando há cotas é cortado o acesso às melhores notas a muitos que as merecem. Com critérios tão diversificados, com tantas maneiras de impressionar uns e não outros, com tantas artimanhas que se viram e tudo mais, o que a ADD avaliou nem sempre (posso ousar dizer "quase nunca") foi a competência do Professor.

Mas também digo: mesmo sendo má, já que sobrou para mim não me vou recusar a aproveitar. E podem-me "atacar" à vontade! Se não vier a surtir efeito o que me vai acontecer é o mesmo que aconteceria com mais um valor em cima: desemprego!

Trabalhei uma miséria de tempo e de horas, que me valeram 96 dias de serviço no ano passado. mesmo com o valor do Muito Bom "melhorei" uns escassos lugares. sabendo o que sei, vendo o que vejo, sabendo o que faço, fico revoltado por ter acabado o curso em 2001 e ter somado apenas 4 anos e pouco de serviço. Isso sim, é revoltante!

Venha lá esse valor que eu mereço! Se não vier, desempregado fico na mesma. Pode ser que ganhe juízo!



"Crato pondera anular efeitos da avaliação nos contratados

Sindicatos dizem que Crato está “receptivo” a cancelar resultados da avaliação.

A avaliação dos docentes, aprovada pelo anterior Governo e ainda em vigor, está em vias de ser neutralizada nos concursos para professores contratados. Esta foi uma das principais reivindicações dos sindicatos de professores durante as primeiras reuniões com o novo ministro da Educação, Nuno Crato, segundo a Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE).

Em causa estão cerca de 35 mil professores contratados, que concorreram ao próximo ano lectivo, e que foram avaliados no actual sistema. Este modelo prevê que os professores com um resultado "muito bom" ou "bom" consigam um lugar à frente na lista nacional, sendo assim mais fácil a colocação numa escola.

"O ministro reconheceu como sendo absurdas" as implicações que os resultados da avaliação docente têm no concurso de colocação dos professores contratados, assegura ao Diário Económico o membro da direcção nacional da Fenprof, António Avelãs. Também a FNE levantou esta questão junto do ministro e assume que quer "diminuir ao máximo as consequências desta avaliação", ao que Nuno Crato terá sido "receptivo", acrescenta o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva."
Diário Económico


Abraço!

domingo, 24 de julho de 2011

Logo agora que eu estava disposto a corromper para arranjar trabalho...

...e a ficar esperançado com a notícia, apercebi-me que esta realidade é no Brasil...

Mesmo assim aproveito e divulgo a minha oferta de um ordenado e um leitão (se me agradar a Escola posso mesmo aumentar o tamanho do bicho para "porco adulto") para quem me quiser contratar no próximo ano lectivo. Já que não tenho cunha e que o valor do meu trabalho dificilmente será tido em conta nos critérios das Escolas, tenho que apelar ao bolso dos "contratantes"...

A brincar, a brincar, já ouvi histórias sobre este tipo de "suborno" pedido por pessoas com peso de decisão sobre admissão de pessoal - mas não se passavam nas Escolas. Mas como a crise anda por aí...


"Educação e Saúde são os sectores onde há mais corrupção" - no Brasil! JN


Abraço!

Aqui está uma prática louvável

O sr. Ministro vai ao encontro dos alunos. Alunos que devem ser acarinhados, pois mostram o que de bom temos. E estes são do tempo em que não havia mais uma hora para a matemática... e são bons na mesma! (Será isto uma crítica? Não, é só uma deixa para ficarmos a pensar...)

"Matemática: Ministro Nuno Crato vai ao aeroporto receber equipa que se distinguiu nas Olimpíadas Internacionais

Miguel Santos, estudante do 10.º ano em Alcanena e que conquistou hoje [22 de Julho] uma medalha de ouro nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, em Amesterdão, terá a recebê-lo no domingo no aeroporto de Lisboa o ministro Nuno Crato.

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, vai receber ao aeroporto, no próximo domingo, a equipa que representou Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Matemática (IMO), que decorreram em Amesterdão na última semana, anunciou hoje o Ministério.

"Este ano, e pela primeira vez, um aluno português conquistou uma medalha de ouro nas IMO. O medalhado, Miguel Martins dos Santos, tem apenas 16 anos e é aluno do 10.º ano da Escola Secundária de Alcanena. A equipa conseguiu ainda arrecadar duas medalhas de bronze e uma menção honrosa", realça o Ministério da Educação em comunicado."
Lusa/DN

Abraço!

Crato, promessas e expectativas

Não concordo inteiramente com Luís Ferreira, autor deste texto que abaixo transcrevo.

Para ficarmos desiludidos, temos que nos iludir primeiro: e quem estava iludido? Quem é que estava à espera do Cavaleiro montado num belo cavalo branco e de armadura reluzente?

É claro que todos gostamos das palavras iniciais, de que os professores estavam a ser "maltratados" e que a situação não podia continuar. Mas sabíamos que os tempos são de contenção, de aperto do cinto e que não iam haver milagres.

No entanto continuo esperançado, a tal luz no fundo do túnel que agora pode estar mais comprido, como refere o autor. Creio que muito há para fazer e muito vai ser feito. Pelo menos vai ser diferente das linhas que estavam a ser seguidas.

Quanto a resultados, vamos esperar (ainda algum tempo) para os ver...



"


Nem tudo o que luz é ouro




Ouvimos dizer e com alguma razão, que as coisas nem sempre são o que parecem e que tudo o que nos acontece não é sempre o que se deseja. É natural que nos enganemos de vez em quando ou mesmo que nos enganemos nas nossas expectativas.

O desejo de cada um reflecte-se muitas vezes na enorme vontade de querermos ver concretizado o que está subjacente a ele e o que se verifica é que raramente isso acontece. Ou seja, não se cumpre o desejo, não por culpa nossa, mas devido à interferência de outros que não nos proporcionam a concretização do desejo. A conclusão é que ficamos decepcionados. Nem outra coisa seria de esperar.

Antes das eleições ouvimos algumas comunicações e mesmo conferências de Nuno Crato sobre o estado da Educação em Portugal, tendo mesmo adiantado algumas possíveis medidas que considerava necessárias para que a Educação fosse completamente alterada. Os professores congratularam-se com isso e ficaram esperançosos que, sendo eleito para ministro da educação, ele cumprisse as suas ideias, pondo-as em prática o mais rápido possível. Foi eleito e isso fez nascer um desejo enorme nos professores porque viram nele a possibilidade de, finalmente, se cumprir um desejo de alguns anos. Ele passou a ser durante algum tempo, a luz que se pretendia para iluminar o caminho que levaria à remodelação da Educação, satisfazendo alguns desejos dos professores. Era normal esse estado de alma depois de tantas incongruências dentro do ministério da educação e de determinadas acções avulsas que desagradaram à classe docente e não só. O que se verificava então era uma sintonia, há muito desejada, entre o ministro da educação e os professores e, talvez não seja despiciendo incluir aqui os alunos, já que eles também anseiam por algumas mudanças, principalmente aqueles que querem ir mais além, cumprindo um trajecto de sucesso. Nada mais natural que assim fosse.

Iniciada a actuação do governo, todos preconizavam a concretização dos seus anseios. Seus, deles e nossos. Seus de todos os ministros. Seus do ministro da educação e nossos dos professores. Muito embora os tempos sejam de crise, nada impediria o cumprimento das ideias do ministro, pensavam os professores, até porque as suas medidas pouco colidiriam com as imposições da troika. As primeiras medidas prometidas criaram uma esperança extraordinária. Foi o bálsamo necessário neste final de ano lectivo, para que os professores encarassem o próximo ano com outra disposição. Escolas que não iriam fechar, mais horas para as disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática, exames nos finais de ciclo para melhorar o aproveitamento dos alunos e a necessidade de alterar o processo de avaliação dos professores. Era o mínimo desejável para iniciar uma mudança profunda na educação em Portugal.

O estado de graça não durou muito tempo. Nuno Crato esqueceu-se que devia obediência a um primeiro-ministro e a uma troika que impôs condições restritas às actuações do mesmo governo e que, por isso mesmo, não podia actuar independentemente como era seu desejo. Afinal iriam fechar mais de duas centenas de escolas do primeiro ciclo, seriam aumentados os horários das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática e embora adiantando a necessidade de os alunos serem submetidos a exames no final de ciclo, nada adiantou sobre a avaliação dos professores, dizendo somente que iria ser objecto de alterações tornando-a menos burocrática.

Eu compreendo que ele não possa fazer o que quer, mas que a engrenagem em marcha-atrás desta mudança, numa marcha que se queria acelerada, levou a um descontentamento dos professores e dos sindicatos, é verdade. Não sei se nos enganámos ou se foi ele que se enganou, mas estou convencido que ele deixou de ser tão independente como julgava e tem agora de cumprir com as determinações que o conselho de ministros aprova e só isso.

É verdade que ele era o ouro que faltava à educação, mas só brilhou um momento. Talvez continue a ser a luz ao fundo do túnel que todos esperam, mas parece-me que o túnel agora é muito mais comprido do que inicialmente. Realmente as coisas nem sempre são o que parecem e esta luz, oxalá não se apague dentro em breve."
Diário de Trás-os-Montes



Abraço!

sábado, 23 de julho de 2011

900 voltam para a Escola

Simplificar a máquina da Educação passa também por isto. São 900 que regressam (alguns já nem se devem lembrar da última vez que deram aulas) às Escolas. Menos 900 para contratar...

"900 professores deixam direções-gerais e voltam à escola

Ministério de Nuno Crato vai retirar cerca de 900 professores das direções-gerais e fazê-los regressar às escolas.

O Ministério da Educação mandou retirar cerca de 900 professores das direções-gerais, fazendo-os regressar ao ensino.

"Cerca de 900 professores voltam às escolas já no próximo ano letivo", disse Carlos Chagas, do Sindicato Nacional Democrático dos Professores, ao jornal "Correio da Manhã".

Numa reunião com o sindicato, Nuno Crato ter-se-á mostrado disponível para rever o Estatuto do Aluno e da Carreira Docente e o modelo da gestão das escolas.

A tutela espera apresentar na próxima semana os princípios gerais do novo modelo de avaliação dos professores."
Expresso

Abraço!



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Também somos bons!

Parabéns!


"Aluno português conquista medalha de ouro nas Olímpiadas Internacionais da Matemática


Miguel Santos, estudante do 10º ano em Alcanena, conquistou hoje uma medalha de ouro nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, realizadas em Amesterdão, Holanda, um resultado inédito para a selecção portuguesa.



Actualmente com 16 anos, Miguel Santos já tinha arrebatado uma Menção Honrosa nas Olimpíadas Internacionais de Matemática em 2010, e no ano anterior a medalha de ouro na competição portuguesa.

“É fantástico. É o melhor resultado individual”, confessou à agência Lusa Joana Teles, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, que acompanhou a selecção portuguesa.

Na competição conquistaram medalhas de bronze os estudantes do 12º ano Raul Penaguião, da Escola Secundária Santa Maria, de Sintra, e João Santos, da Escola Secundária da Maia, com 17 e 18 anos, respetivamente.

Luís Duarte, estudante do 10º ano na Escola Secundária de Alcains, ainda com 15 anos, arrebatou uma menção honrosa.

Dos seis elementos que compunham a selecção portuguesa a estas olimpíadas, apenas dois não receberam qualquer distinção individual.

“Isto é a prova de que, se houver trabalho e empenho, conseguimos ter os melhores resultados. Temos alunos excelentes, e isso é óptimo”, sublinhou Joana Teles, igualmente docente do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, que há uma década, com o seu programa Delfos, prepara estes talentos matemáticos.

Na sua perspectiva, o caminho é trabalhar com mais alunos, e mais precocemente, e nesse sentido as olimpíadas portuguesas de matemática já se alargaram aos 6º e 7º anos de escolaridade.

“Consigo ver na matemática mais originalidade e mais criatividade do que em muitas outras coisas. E há sempre coisas em aberto que precisam de mais desenvolvimento”, confessou Miguel Santos à agência Lusa, pouco antes de partir para a Holanda, no estágio final realizado na Universidade de Coimbra.

Para esse sucesso, e a conquista agora da medalha de ouro, terá contribuído aquilo que na sua mente está cimentado, que “como em qualquer coisa na vida, para se ter sucesso na matemática é preciso gostar da matemática”.

Também João Santos, “medalha de bronze”, na mesma altura confessara à Lusa o gosto que tinha em resolver problemas de matemática, e o quão “é desafiante um problema novo”.

Este aluno há um ano também conquistou para Portugal uma menção honrosa na Olimpíadas Internacionais de Matemática, depois da medalha de bronze nas Olimpíadas Ibero-Americanas de 2009.

Raul Penaguião, agora também “medalha de bronze”, arrebatara duas menções honrosas em anteriores olimpíadas internacionais.

As melhores classificações da selecção portuguesa foram alcançadas em 2010 nas Ibero-Americanas, com todos os alunos medalhados (uma medalha de prata e três de bronze), e no ano anterior nas “internacionais”, com uma medalha de prata e três de bronze."



Abraço!

Exames nacionais: saiba por que as notas foram más

Na TVI24 têm uma explicação, não sei se é a mais acertada.


Eu tenho uma teoria: será que o Ensino nas Escolas está orientado para os exames a que os alunos estão sujeitos?


Acredito que sejam cumpridos os programas (o que por vezes até pode ser mau: injecção de matéria para ficar tudo dado), mas será que os testes têm  estrutura, dificuldade e modo de abordagem dos assuntos semelhante aos exames?


A ordem é para passar os alunos desde que saibam o "a e i o u" e depois...




"Exames nacionais: saiba por que as notas foram más


Professores falam em «excesso de rigor» na correcção, docentes «sem formação» e perguntas «não compreendidas» pelos alunos



As notas dos exames nacionais do ensino básico e secundário desceram bastante em relação aos anos anteriores e surpreenderam muitos pais, professores e alunos. No caso dos exames do 12º ano, foram mesmo as mais baixas de sempre em algumas disciplinas.

tvi24.pt usou o caso do Português para tentar perceber as razões do enorme falhanço. Falou com vários professores que corrigiram os exames e ouviu queixas de «excesso de rigor» e, em alguns casos, «critérios incongruentes» na correcção e nas determinações dadas pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE).

Mas os problemas não se ficaram por aqui. Apesar do anterior Governo ter criado uma Bolsa de Professores Classificadores, que deveriam ser responsáveis pela correcção dos exames após acções de formação, muitos docentes, não incluídos na bolsa, foram chamados a avaliar os testes.

Além do mais, os docentes responsáveis pela correcção dos exames do 9º ano reuniram-se duas vezes, por determinação superior, para «debaterem» a correcção e, em conjunto com um supervisor, colocarem as suas dúvidas ao GAVE. Mas estas reuniões não foram obrigatórias em relação aos docentes responsáveis pelos exames do ensino secundário.

Exemplos dos critérios de avaliação

Numa das perguntas do exame de português do ensino básico, os alunos foram confrontados com uma estrofe de «Os Lusíadas» de Luís de Camões e tinham de identificar num único texto: o episódio a que pertencia a estrofe, o narrador, alguns grupos de personagens, referir o momento de acção, descrever o estado de espírito das personagens, entre outros pontos.

O aluno podia ter a resposta quase toda certa, mas bastava indicar de forma errada o narrador ou esquecer-se de o referir, para que fosse atribuído «zero» de valor a esta questão. Os professores que falaram com tvi24.pt consideraram «excessiva» esta especificidade, já que num teste normal atribuiriam sempre algum valor à resposta.

E, por isso, fizeram chegar ao GAVE a sua discordância em relação a esta determinação. No entanto, «este ano ao contrário de outros anos», as suas dúvidas, reclamações e sugestões não foram aceites. 

Mas se no exemplo anteriormente dado se «pecou pelo exagero», o mesmo não aconteceu noutras perguntas. Ainda no mesmo teste, em referência a um texto de José Saramago, os alunos deviam identificar «de forma completa e bem estruturada», entre outros itens, as personagens referidas.

Um aluno que não tenha construído essa resposta e apenas tenha indicado nomes como, por exemplo, «Maria, João e Manuel» terá direito a pontos na resposta, mesmo que a sua frase não esteja completa ou bem estruturada. «Se aqui o que o aluno sabe é valorizado, por que motivo isso não acontece em todas as perguntas?», questionam os professores, lamentando a «incongruência».

Em relação ao exame de Português do ensino secundário, outros professores que corrigiram os testes explicaram ao tvi24.ptque os maus resultados se devem em grande parte ao Grupo I da prova. No entanto, reconhecem que noutros anos os critérios foram «mais abertos, nas respostas que não fossem completamente ao encontro do que era pedido».

Na verdade, muito poucos alunos parecem ter percebido o que se pretendia na análise do poema de Álvaro de Campos. Mesmo alunos com notas altas falharam o essencial. Admitindo que nem sempre os jovens lêem com a calma e atenção a pergunta, os professores questionam se «podem todos os alunos estar enganados» ou se as questões podiam estar mais bem colocadas.

tvi24.pt procurou esclarecimentos junto do Ministério da Educação sobre os factos relatados pelos professores, mas até à publicação da notícia não obteve resposta."





Abraço!



quinta-feira, 21 de julho de 2011

Modernices II: O início do fim da letra "à mão"

A letra cursiva ("à mão") começa a perder terreno para os teclados. As tecnologias ensombram um uso com milhares de anos. Lá se vão as canetas e os lápis...

Não deve acontecer totalmente num futuro próximo, mas a médio prazo... 

Lá vamos ter que nos adaptar às modernices e metê-las no Ensino. E quem não acompanha os tempos fica a viver no passado...

Deixo-vos este excerto de uma notícia do "país irmão", no Globo:

"EUA começam a dispensar ensino de letra de mão nas escolas

Vários estados americanos entendem que letra de forma é mais importante.
.,..

O ensino da letra cursiva (de mão) será opcional no estado norte-americano de Indiana e deverá ser banido definitivamente nos próximos anos. A decisão deve ser seguida por mais de 40 Estados do país que também consideram esta forma de escrever como ultrapassada. Na avaliação deles, é mais importante se concentrar no aprendizado das letras bastão (de forma).

O argumento dos defensores desta lei, que provocou polêmica nos Estados Unidos nas últimas semanas, é de que hoje as crianças praticamente não necessitam mais escrever as letras com caneta ou lápis no papel. Seria mais importante elas aprenderem a digitar mais rapidamente, já que quase toda a comunicação acontece por meio de letras de forma nos celulares e computadores.

"As escolas devem decidir se pretendem ensinar letra cursiva, mas recomendamos que deixem de ensinar e se foquem em áreas mais importantes. Também seria desnecessário encomendar apostilas que ensinem letra cursiva", diz um memorando do Departamento de Educação de Indiana.

A Carolina do Norte também já anunciou que adotará uma medida similar, segundo suas autoridades educacionais. A Geórgia é outro Estado americano que recomenda o fim do ensino, segundo seu porta-voz Matt Cardoza, apesar de "aceitar que os alunos aprendam a letra de mão caso os professores considerem necessário".

Esses Estados, assim como outros 40, integram o Common Core Stated Standards Initiativa (Iniciativa para um Padrão Comum de Currículo), responsável por tentar padronizar o ensino básico nos Estados Unidos. O grupo defende abertamente o fim do ensino da letra cursiva."
...


Abraço!

Modernices I: O "efeito google"

É mais uma forma de preguiça.

Por que razão nos damos ao trabalho de registar na memória quando podemos aceder à informação armazenada num disco duro qualquer? Está ali ao lado, à distância de uns cliques...

E com a tecnologia cada vez "mais dentro" das Escolas, quando quisermos respostas dos alunos estes vão só ter que pesquisar : "um momento stôr, estou a "googolar" sobre isso!"


"O "efeito Google" está a mudar a forma como memorizamos informação


Há quatro anos, Betsy Sparrow, psicóloga e professora assistente da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, estava a ver um filme a preto e branco, dos anos 40. Sabia que conhecia uma das actrizes, a cara era-lhe familiar, mas... não se lembrava do nome dela. Não perdeu muito tempo. Agarrou no smartphone, entrou na Internet e teve a resposta em segundos. "Como é que se fazia antigamente para memorizar coisas destas?", recorda-se de perguntar, em conversa com o marido, nessa mesma noite.



Algum tempo depois, decidiu estudar a questão, com dois colegas. A equipa acaba de publicar um artigo na revista Science que resulta de uma série de experiências com estudantes da Universidade de Harvard. Chama-se O Efeito Google na Memória: Consequências cognitivas de ter a informação na ponta dos dedos. Uma das experiências consistiu, no essencial, no seguinte: pediu-se a um grupo de estudantes que escrevessem no computador um conjunto de informações; antes de começarem, os investigadores disseram a metade dos alunos que o que iriam escrever ficaria guardado no computador; à outra metade foi dito que a informação se perderia. De seguida, pediu-se-lhes que reproduzissem as frases, de cabeça. Resultado: os que achavam que a informação tinha desaparecido revelaram, de longe, melhor memória, "como se os seus cérebros tivessem feito um backup". Os que acreditavam que poderiam consultar a informação, porque ela estava guardada, saíram-se pior.

Numa outra experiência, os estudantes tiveram que escrever perguntas e respostas, sendo a informação guardada em diferentes "pastas". No final, os alunos revelaram ser mais capazes de recordar as "pastas" onde podiam encontrar as respostas do que as respostas propriamente ditas.

Se dantes as pessoas confiavam nos livros, nos colegas e nos familiares para as ajudarem a encontrar determinadas informações - é um clássico, por exemplo, que os homens confiem que as mulheres não deixarão escapar uma data importante e que elas confiem nos maridos para se lembrar do nome de um amigo distante - hoje confiamos cada vez mais que a Net cumpre essa função. A Net tornou-se uma espécie de banco pessoal de memória."


Abraço!