quinta-feira, 30 de junho de 2011

Escola de 1 M€ inaugurada em 2009 vai fechar

E assim vamos...


"Barcelos: escola de 1 M€ inaugurada em 2009 vai fechar

A escola do 1º ciclo de Minhotães, em Barcelos, inaugurada em setembro de 2009 após um investimento de um milhão de euros, vai fechar no final do próximo ano letivo «por falta de alunos», informou hoje fonte municipal.

O encerramento é contestado pela Junta de Freguesia (PSD) e pelos pais e encarregados de educação, que alegam que aquela é «uma escola modelo» e lembram que neste ano foi frequentada por 49 alunos (37 no 1º ciclo e 12 no pré-primário), pelo que prometem lutar para que continue aberta.

Em declarações à Lusa, a vereadora da Educação na Câmara de Barcelos, Armandina Saleiro (PS), admitiu que a construção daquela escola «foi um erro» face «ao forte decréscimo da natalidade» registado no concelho."
Diário Digital / Lusa

Abraço!

Ainda a Compensação por Caducidade do Contrato

Chamo a vossa atenção para esta mensagem no http://www.saladosprofessores.com.


Não posso comprovar a autenticidade, mas transcrevo a mensagem de um(a) vitorioso(a) que conseguiu a sua Compensação:


"Tenho na minha mão a cópia da primeira sentença de tribunal administrativo que condena o ME ao pagamento a uma colega (cerca de 500 euros), mas por precaução jurídica ainda não tenho ordem para divulgar aqui, o que deve acontecer dentro de dias. 

Esta sentença é definitiva, pois o ME deixou passar todos os prazos de recurso. E deixou, porque obviamente não iria recorrer, fundamentando de novo em legislação revogada há 2 anos. Se o fizesse averbaria ainda outra condenação: por litigância de má-fé.
  
Chamo a atenção para, que nestes casos (por diferirem uns dos outros) não há direito à figura da jurisprudência.

Por isso, quem quiser recuperar a "massa" indevidamente apropriada pelo ME, só tem arranjar um advogado para instruir o processo de acusação ao ME e aguardar. No caso que referi acima, a colega é sindivalizada e o seu advogado é do sindicato, pelo que não pagou nada. 

Quanto aos outros, os masoquistas, que não se imprtam de perdoar este roubo em larga escala praticado pela "mafia" da 5 de Outubro, bom proveito, mas "que se cale para sempre" com este assunto...

Boa sorte para todos!

TODOS EM FORÇA PARA TRIBUNAL!

"QUEM O ALHEIO VESTE, NA PRAÇA O DESPE"!"

Abraço!

Exames para candidatos a professores

Concordo que nem todos saímos da faculdade com o mesmo nível ou preparação para nos lançarmos às "feras".


Concordo que as faculdades inflacionam ou impõem barreiras às notas dos seus alunos.


Concordo que há muitos teóricos que são maus na prática.


Concordo que devíamos ter uma Ordem, como os advogados, médicos e outros - e estas exigem exames para admitirem associados.


O exame de admissão à carreira, visto como um meio para avaliar justamente o que realmente cada um sabe, não me parece mal.


O que me deixa preocupado é o tipo de exame e o que se pode concluir depois de o corrigirem. 


Teórico? Sobre o quê? Mistura-se cultura geral e conhecimentos de língua portuguesa nas questões de pedagogia e didática?


Todos nós sabemos que as teorias dos grandes "entendidos" funcionam quando funcionam. E acabo por acreditar que, de uma forma geral, "pedagógico é o que resulta": se resultar para a esquerda lá vamos nós para a esquerda. Se resultar para uns à esquerda e para outros para cima, lá vamos nós para os dois lados.


E como se avalia isto? Como se avalia a gestão dos alunos e das mil e uma situações com que nos deparamos? Como se avalia a interacção com eles? Como se avalia a transmissão dos conhecimentos? Como se avalia... Para isso temos o estágio!


Mas cada grupo de estagiários é avaliado por um professor diferente. E cada professor defende os seus estagiários como entende que deve fazê-lo. E um considera que fazer da forma "A" é melhor do que da forma "B", enquanto que outro prefere a "B".


Ou seja, uma prova "no terreno", prática, não é viável.


Pois, voltamos à prova teórica: é igual para todos e os critérios de correcção estão bem estabelecidos, logo a correcção é mais justa.


Mas há algum modelo de prova que nos garanta que o futuro professor que tira 16 é melhor do que o que tirou 13? Teremos um belo teórico mas mau professor na prática? Alguém que domina as teorias do estudioso "X" e do "Y" mas que se vê no inferno quando lida com os alunos?






"O programa hoje divulgado reintroduz como uma das condições de acesso à profissão docente a realização de uma prova da avaliação de conhecimentos dos candidatos a professores. 

Esta medida é justificada pela necessidade de “uma selecção inicial de professores que permita integrar no sistema os mais bem preparados e vocacionados”.

O Ministério liderado por Maria de Lurdes Rodrigues defendeu a realização de provas de ingresso, alegando que há professores "que não têm, de facto, condições mínimas" para serem docentes, apontando o dedo à formação ministrada em várias escolas do ensino superior. A medida foi fortemente contestada pelos sindicatos de professores, aplaudida por associações de pais, mas não chegou a ser implementada."

Abraço!

A educação dos pais

É verdade...



"Desde que tenho filhos estou muito mais educada. Nem se compara. Sou o orgulho de qualquer avó. Concluo que, ao contrário do que se pensa, são os filhos que educam os pais e não o contrário. É perverso, eu sei, mas é assim. Ora como os pais têm de dar o exemplo, vão assimilando as sentenças educativas e sendo forçados a cumpri-las. Ou seja, a dar o exemplo. E isto, parece que não, mas educa. Ter de cumprir regras todos os dias, ter a preocupação diária de não dar o dito por não dito, transforma qualquer pessoa numa pessoa bem-educada. É o meu caso. 

Se dizemos a um filho que não pode dizer palavrões, estamos feitos, nunca mais podemos insultar o condutor da frente; se sentenciamos que não se interrompe, nunca mais conseguimos ter uma discussão de jeito com um socialista; se obrigamos os pequeninos a mastigar de boca fechada e a não chamar nomes feios à sopa, é meio caminho andado para aderirmos a uma alimentação regrada e saudável (sempre de boa fechada). O caso torna-se mais sério quando as regras dizem respeito a questões estruturais como a arrumação, o trabalho, o ambiente, as regras de trânsito, o respeito pelos mais velhos, o cumprimento de horários, a poupança, a preguiça, a gula, a inveja, a vaidade, enfim, tudo.

Um pai quando se põe a educar um filho tem de saber ao que vai; tem de ter consciência de que mais cedo ou mais tarde o feitiço se vira contra o feiticeiro e a boa vida acaba-se. É preciso alertar os pais: se não tiverem cuidado, podem ficar uns betinhos do caraças! "

Inês Pereira - Jornal i


Abraço!

Calendário Escolar 2011/2012

Dei uma vista de olhos rápida, mas, se não me enganei nas contas, temos períodos, no mínimo, com 11 semanas e no máximo com 13, pelo que a distribuição é bem mais equilibrada quando comparada com a deste ano.

Podem ver (e fazer as contas para me corrigirem se for necessário) aqui.

Se quiserem o calendário civíl, podem ver, por exemplo, aqui.

Abraço!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Educação: Programa do Governo

Vi o documento e decidi partilhar convosco alguns excertos, que devem ser tidos em conta no seu contexto, pelo que também disponibilizo o documento na íntegra aqui - a parte da Educação vai da página 109 à 117.

Cada um vai poder pensar pela sua cabeça...


"A Educação é uma área que determina, de forma indelével, o nosso futuro colectivo."

"O Governo assume a Educação como serviço público universal e estabelece como sua
missão a substituição da facilidade pelo esforço, do laxismo pelo trabalho, do dirigismo
pedagógico pelo rigor científico, da indisciplina pela disciplina, do centralismo pela
autonomia."

"...necessidade de melhorar a qualidade do que se ensina e do que se aprende..."

"Estabelecer e alargar contratos de autonomia que constituem uma das políticas essenciais para garantir a diversidade e o prémio do mérito nas escolas"

"Apostar no estabelecimento de uma nova cultura de disciplina e esforço, na maior
responsabilização de alunos e pais, no reforço da autoridade efectiva dos
professores e do pessoal não docente"

"Proceder a uma intensa desburocratização e à avaliação das práticas e dos
processos administrativos aplicados à gestão da Educação"

"Implementar modelos descentralizados de gestão de escolas"

"Generalização da avaliação nacional: provas para o 4.º ano; provas finais de ciclo
no 6.º e 9.º anos, com um peso na avaliação final; exames nacionais no 11.º e 12.º
ano"

"Reestruturação do Programa Novas Oportunidades com vista à sua melhoria em
termos de valorização do capital humano dos Portugueses e à sua credibilização perante a sociedade civil"

"Revisão do modelo de contratualização da autonomia das escolas, assentando-o
em objectivos e incentivos definidos pelo Ministério e pela comunidade escolar, de
forma a que as escolas se possam abrir a projectos educativos diferenciados e credíveis"

"A simplificação do Estatuto da Carreira Docente a par do estabelecimento de
 medidas que reforcem as competências dos directores de escola"

"Uma selecção inicial de professores que permita integrar no sistema os mais bem
preparados e vocacionados designadamente através da realização de uma prova de avaliação de conhecimentos de acesso à profissão"

"Reforçando a autoridade do professor"

"Valorizando profissionalmente os docentes através de um investimento na
formação contínua e na elaboração de um modelo de selecção e de profissionalização, em exercício, dos novos professores e educadores"

"Reformando o modelo de avaliação do desempenho dos docentes de forma a
desburocratizar o processo, promovendo um regime exigente, rigoroso, autónomo
e de responsabilidade, sem que estes princípios conduzam a cargas desmedidas de
procedimentos burocráticos e administrativos, e ponderando os resultados de
outros modelos de avaliação, nomeadamente os já obtidos no modelo de avaliação em vigor no ensino particular e cooperativo"

"Implementar uma política de avaliação global, incidindo não apenas sobre os professores, mas também sobre a escola, os alunos e os currículos"

"Incrementação progressiva da descentralização de competências no domínio dos
estabelecimentos de ensino, em cada comunidade e município, integrando as escolas nas suas comunidades locais"

"Estabilização do processo de organização dos agrupamentos de escolas,
privilegiando a verticalização pedagógica e organizacional de todos os níveis de ensino, bem como a progressiva autonomia da sua organização e funcionamento"

"Contratualização com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses de um
novo modelo de delegação de competências correspondente aos objectivos acima enunciados"

"Reforçar a aprendizagem das duas disciplinas estruturantes: Língua Portuguesa e Matemática"

"Avaliar as actividades de enriquecimento curricular e promover a qualidade do ensino nessas actividades"
"Redução da dispersão curricular do 3.º Ciclo"


Abraço!

Autonomia das Escolas é para avançar!

Já antes deste novo governo tomar posse se falava nesta situação e agora Nuno Crato é também a favor.


E muitas vozes se juntam à dele.


É só esperar uns tempos e ver o que acontece.


E neste artigo de mais se fala: formação, avaliação, exames...


"Veiga Simão e Roberto Carneiro concordam com mais autonomia para escolas

Os ex-ministros da Educação Veiga Simão e Roberto Carneiro defendem que as mudanças para melhorar a Educação têm de passar por mais autonomia para as escolas e concordam que os resultados educativos devem ser interpretados por uma entidade independente.

O programa do Governo, conhecido esta terça-feira, aponta para a "progressiva autonomia da sua organização e funcionamento” dos agrupamentos de escolas. O Executivo quer generalizar a avaliação nacional a todos os ciclos de ensino e estipula "uma cultura de avaliação a todos os níveis do sistema de ensino”, prevendo a criação de “uma unidade autónoma e independente" para "aplicar provas e exames nacionais validados, fiáveis e comparáveis".
Tal medida poderá significar a extinção do atual Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), como muitas vezes o agora ministro da Educação, Nuno Crato, defendeu.
“A formação de professores para escolas em mudança parece-me ser tarefa prioritária”, disse à Lusa Veiga Simão.
O responsável pela maior reforma do ensino em Portugal, nos anos 70, defende: “As perspetivas derivadas da competência do ministro Nuno Crato resultam objetivamente da qualidade da sua intervenção pública e do mérito do seu currículo como professor, investigador e gestor”, indiciando uma governação “educativa e científica”, caracterizada pela autonomia das escolas e pelo culto de valores.
Para Veiga Simão, os exames são instrumentos reais de igualdade de oportunidades. “Estou certo de que eles serão inseridos num equilíbrio dinâmico do binómio qualidade – quantidade”. Confia que na base estarão metas internacionais que garantam a credibilidade de graus, diplomas e títulos profissionais, obtidos nas escolas, institutos e universidades portuguesas.
Sobre a extinção do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) afirma que a “excessiva politização” dos resultados educativos e científicos, bem como “as polémicas antagónicas” na sua interpretação por fontes governamentais e da sociedade civil “exigem que a avaliação seja protagonizada por entidades independentes”, constituídas por “personalidades de mérito reconhecido”.
Roberto Carneiro, que assumiu a pasta na governação de Cavaco Silva, defende “uma mudança radical” na autonomia das escolas para as coisas melhorarem.
Defende também que é preciso acabar com a “burocracia central” do Ministério da Educação, com a “quase opressão das escolas” por uma “máquina obsessiva” que “quer regulamentar tudo, em termos padronizados, como se existisse uma escola padrão, que não existe”.
As comunidades escolares “são todas diferentes”, sublinha, pedindo mais confiança nas escolas e “alguma municipalização das responsabilidades”.
Concorda também com uma agência independente para fazer os exames e considera que são uma forma de impor justiça no sistema.
Alerta, porém, que não deve ser imposto “um standard que negue a inovação”, sustentando que se os professores passarem a preparar os alunos tendo em vista apenas os exames e os testes “é mau”.
Os docentes “têm de se ocupar com o conhecimento, com a boa aquisição de competências dos alunos e não apenas com a passagem em exames”.
Exames compatíveis com inovação, elaborados de forma a estimular a criatividade, é o que pede à nova equipa ministerial.
“Mais exigência, mais rigor e uma pedagogia de esforço, acho que é muito importante, quer da parte dos alunos, quer dos professores”, anui.
Entende que avaliação dos professores tem de ser uma clara prioridade: “Não pode haver uma classe que não é avaliada”, refere, sustentando que o processo tem de ser feito com justiça e sem burocracia."
Destak/Lusa

Abraço!

Uma Escola com Surdos

Já leccionei numa Escola que tinha surdos. Numa das minhas turmas tinha 3, para além de outras duas alunas com Necessidades Educativas Especiais de outra ordem.

Na minha disciplina trabalhavam de forma igual aos outros. Para passar as informações tinha que os olhar de frente e certificar-me que me viam, para além de falar um pouco mais alto, uma vez que estes não tinham surdez total.

Os próprios colegas ajudavam-nos, não havia exclusão deste alunos no seio da turma. E eles também não se "encostavam a um canto", conviviam com os outros.

Posso-vos dizer que um dos meus alunos no ano lectivo anterior pertencia ao grupo de Danças de Salão e outro, que não era meu aluno mas tinha surdez total, também fazia parte deste grupo - não ouvia mas seguia muito bem os outros e com o treino adquiriu bem a "rotina" da dança que tinha que fazer.


"Uma escola como não imaginamos

A Caravana VISÃO foi até Riachos, Torres Novas, e encontrou uma escola como poucos imaginarão em Portugal. Uma escola para onde confluem miúdos surdos de todo distrito de Santarém e onde surdos e ouvintes constroem todos os dias um sítio melhor, como diz a canção que interpretaram na festa de final de ano

A Escola EB2,3 dr. António Chora Barroso é uma escola de referência para a educação bilingue de surdos e para a multideficiência, e aqui confluem miúdos de locais longíquos como Coruche, chegados todas as manhãs de táxi e regressados a casa ao final do dia também de táxi. À festa de final de ano, a que a Caravana VISÃO assistiu, juntaram-se os alunos do Jardim de Infância e da Escola Primária de Riachos, no fundo da rua, que estão também de braços abertos a miúdos diferentes. Numa comunidade de quase 900 alunos, existem 18 miúdos surdos.

As diferenças são visíveis mal entrámos no pátio : um rapaz faz gestos depressa, e uma rapariga olha atentamente para as mãos do seu amigo. Quando o rapaz pára, começa ela uma dança de dedos semelhante. Aparece uma senhora, que se junta à conversa sem som. Estão animados. Ao entrar no edifício, descobre-se, numa porta, por baixo da indicação "Casa de Banho", fotografias com gestos - é a tradução da palavra para Língua Gestual, a língua natural dos surdos.

Mas as diferenças acabam aí - porque aqui os miúdos surdos são tratados da mesma forma que os ouvintes, tendo acesso exactamente às mesmas actividades. Trabalham todos juntos dentro da sala de aula e fora dela. Dentro da sala de aula, além do professor da disciplina (História, Português ou Matemática), por exemplo, há um intérprete de Língua Gestual Portuguesa, que vai traduzindo o que o professor está a dizer. Estes intérpretes acompanham também os alunos nas actividades extra-curriculares - e esta escola tem recebido distinções em várias áreas, da Dança ao Português -, trabalhando para lá do seu horário. Trabalho dificil o seu: têm de dominar todas as matérias leccionadas no currículo para saberem como explicarem as palavras que não existem em Língua Gestual. Não existe, por exemplo, um gesto para conde ou para nobreza.

Os alunos surdos têm a mesma carga horária de Língua Gestual Portuguesa que um ouvinte tem Língua Portuguesa - e isto porque esta é a sua língua natural, aquela que têm de dominar com perícia para conseguirem comunicar e exprimir. O Português é a segunda língua leccionada (a de um aluno ouvinte é o Inglês) e, a partir do 7º ano, frequentam uma terceira língua.

À tarde, os alunos surdos têm apoio, para reforçar a aprendizagem das matérias curriculares, com professores de Educação Especial. De uma forma geral, estes alunos lêem muito bem mas têm dificuldade em escrever. Frequentam a terapia da fala uma vez por semana. Ao todo, trabalham no Gabinete da Escola de Referência quatro professores de Educação Especial, cinco intérpretes de Língua Gestual, três professores de Língua Gestual e uma terapeuta fala."
Visão



Abraço!

ADD - Continua esta

Fica esta até Outubro. Depois também fica, mas simplificada(?), para o próximo ano lectivo.

Já contava que a deste ano não fosse mexida, nesta altura seria complicado alterá-la. Mas a do próximo ano ser apenas "reformada"(?) - se é tão má, basta remendá-la para ficar melhor?

"Avaliação. Governo quer “reformar” o modelo que os professores gostavam de ver no lixo

Reforçar as competências dos directores ou simplificar o estatuto da carreira dos professores são algumas das novas linhas para a educação no ensino básico e secundário traçado no programa do governo. A primeira desilusão para a classe docente será a não suspensão do modelo de avaliação antes de terminar este ciclo avaliativo.

Só depois de Setembro é que o executivo pretende “reformar” o modelo actual. Reformar é um conceito abrangente, mas que deixará os sindicatos e docentes muito pouco satisfeitos, uma vez que exigiam a suspensão ou revogação do actual modelo. O governo contudo promete tornar o sistema avaliativo dos professores menos burocrático e inspirado no sistema utilizado no ensino particular.

Conceber uma prova de conhecimentos para acesso à profissão docente e ainda a criar um modelo de profissionalização em exercício para novos docentes são outras medidas que este executivo quer implementar.

Na avaliação dos alunos haverá também mudanças, com provas nacionais para os alunos dos 4.º e 6.º ano de escolaridade com maior peso na nota final dos estudantes. O executivo de Passos Coelho quer também criar uma entidade externa e independente do Ministério da Educação com competências para conceber e aplicar as provas e exames nacionais dos alunos.

A racionalização da rede escolar com a fusão de agrupamentos - tal como impõe a troika – ou mais contratos de autonomia com as escolas, alargando as competências dos agrupamentos e autarquias são outras áreas de relevo neste programa.

Nas linhas de acção do governo de coligação está também um reforço no investimento do ensino profissional que passará a ter uma maior ligação às empresas podendo estas vir até a financiar esta via de ensino.

Conheça em baixo o que é novo, o que vai ser revisto e o que vai continuar na educação com este governo.

O que é novidade
Criar de um sistema nacional de indicadores de avaliação da Educação, inspirado em práticas internacionais que permita à famílias tomar decisões informadas

Alargar "progressivamente" a liberdade de escolha para as famílias face à oferta disponível, considerando os estabelecimentos de ensino público, particular e cooperativo

Implementar uma política de avaliação global, incidindo sobre os professores, a escola, os alunos e os currículos

Exames nacionais: provas no final de cada ciclo de ensino, sendo que as provas dos 6.º e 9.º anos passam a ter peso na avaliação final; mantêm-se os exames nacionais para  o 11.º e 12.º anos

Criar uma entidade autónoma e independente responsável por conceber e aplicar provas e exames nacionais validados. A unidade deverá cumprir esse objectivo em articulação com entidades “internas e externas” ao ME
  • Lançar um programa de formação para os recursos humanos com o objectivo de:
    simplificar do Estatuto da Carreira Docente
    reforçar as competências dos directores das escolas.
  • sujeitar os candidatos a professores a uma prova de avaliação de conhecimentos e acesso à profissão que permita seleccionar os melhores
    elaborar um modelo de selecção e de profissionalização, em exercício, dos novos professores

Sector privado mais presente na educação

Defender uma política de contratos de associação com estabelecimentos de ensino particular e cooperativo que prestam serviço público em regime de contrato com o Estado

Lançar concursos públicos para contratualização de oferta privada em situações de carência ou ruptura da rede de oferta de ensino

No ensino técnico e formação profissional, as empresas serão incentivadas apoiar as escolas na vertente prática dos cursos, de forma a facilitar a transição para o mercado de trabalho; o financiamento desta rede pode ser partilhado entre o Estado e as empresas


O que vai ser reavaliado:
reformar o modelo de avaliação do desempenho dos docentes de forma a desburocratizar o processo

reavaliar e ajustar o Plano Nacional de Leitura e o Plano de Acção para a Matemática

avaliar as actividades de enriquecimento curricular

avaliar a componente de apoio à família e organizá-la de forma a constituir um estímulo directo para o estabelecimento de relações positivas entre a escola, a família dos alunos e a comunidade local

reestruturar o Programa Novas Oportunidades com vista à sua melhoria

rever o modelo de contratualização da autonomia das escolas, assentando-o em objectivos e incentivos definidos pela tutela e pela comunidade escolar, para que as escolas se possam abrir a projectos educativos diferenciados e credíveis


O que fica na mesma ou é reforçado

prosseguir a política de avaliação e certificação de manuais escolares

estabilizar o processo de organização dos agrupamentos de escolas

contratualizar com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses de um novo modelo de delegação de competências

reforçar o Programa Escola Segura em zonas urbanas de maior risco criando incentivos ao voluntariado da comunidade educativa."

Abraço!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Governo avança com rescisões amigáveis na Função Pública

Ui, se a moda pega no Ensino...

Eu vou ser amigavelmente dispensado, ou melhor, nem dispensado vou ser, apenas deixado de lado.

E se alguém se lembra de incentivar a mobilidade dos trabalhadores (docentes) entre os vários organismos do estado? Lá vai um quadro que sai caro e entra um contratado baratinho... A brincar que o diga...


"Passos Coelho vai criar um programa de rescisões por mútuo acordo na Função Pública.

No Programa do Governo, hoje entregue na Assembleia da República, o Executivo prevê a “optimização progressiva dos meios humanos afectos à Administração Pública, através da gestão de entradas e saídas, incentivando a mobilidade dos trabalhadores entre os vários organismos, e entre estas e o sector privado, criando um programa de rescisões por mútuo acordo”.

Programa acrescenta que será seguida uma “política de recrutamento altamente restritiva, avaliada globalmente, em articulação com os movimentos normais de passagem à reforma dos servidores do Estado”.

Ainda no âmbito da redução de custos, o Plano de Recursos Humanos deverá cumprir os termos e prazos inscritos no Memorando de Entendimento, sendo posteriormente objecto de reavaliação para efeitos de estabelecimento de novas regras de recrutamento.

Limitar o recurso ao “outsourcing”, racionalizar o património do Estado e remodelar os edifícios existentes são outras das medidas apresentadas pelo novo Governo.

Além da redução do número de cargos de direcção e administração e de dirigentes intermédios, respeitando constrangimentos legais, o parque de viaturas também vai sofrer restrições.

“Redução do parque de viaturas e revisão das categorias automóveis das administrações públicas de uma forma considerável e maximização do uso comum de viaturas”, lê-se no documento."

Abraço!