sexta-feira, 24 de junho de 2011

Compensação por Caducidade de Contrato

Paga, não paga, é legal, não é, somos funcionários públicos iguais aos outros, não somos...

Pior do que não querem pagar este ano é o facto de algumas escolas terem pedido de volta o que pagaram no ano passado.

Quem recorreu para a DGRHE (depois de pagar, claro, porque antes de o fazer não podia reclamar) recebeu resposta negativa: não têm direito! Mas com argumentos discutíveis...

O assunto voltou à discussão e já há versões contraditórias, documentos que estão a ser tidos em conta mas que não são válidos, avisos que vêm esclarecer e só complicam...

Para poupar na factura da Educação nada mais fácil do que reduzir o número de professores. E quem pode ser reduzido sem grandes problemas: nós os contratadozitos!

Mas depois vem aquela parte "chata" de nos terem que compensar pela caducidade do contrato, como fazem aos outros funcionários públicos. E esta parte é mesmo chata, pois sai-lhes cara, quando a ideia é poupar...

Poupam na mesma, pois mais vale pagar a compensação uma vez do que um ano de salário. Mas se poderem não pagar - nem que seja com artimanhas e recorrendo à interpretação duvidosa das leis - é claro que não o querem fazer.

Devem pagar? Sim! Vão pagar? Parece que não!

Podemos protestar? Sim! Vale o esforço? Cada um sabe de si!

E quem nos protege/ajuda a protestar? Desenrasquem-se! Organizem-se e apresentem um protesto colectivo, poupam nos advogados dividindo despesas.

Somos todos iguais? Não! Umas escolas pediram as compensações de volta e outras não!

Há um artigo no Jornal i sobre este assunto (cuidado com este e com outros artigos que por vezes não estão bem "dentro" dos assuntos da docência e que podem falhar num ou noutro ponto. No entanto somos "crescidinhos" e sabemos melhor do que os jornalistas da nossa vida. O problema é o resto dos leitores que não conhecem e podem ficar com ideias erradas. Temos que os "educar"!). Há também outros colegas que apresentaram este assunto nos seus blogues, como por exemplo alguns do que tenho na minha lista identificada aqui na barra lateral. Leiam e se tiverem dúvidas exponham-nas: se puder ajudo!

Abraço!

Registo na DGRHE - Avaliação

Como muitos, fiquei curioso e lá entrei na página "área reservada", na dgrhe, e confirmei os meus dados da ficha de docentes.

Era só isto?

Posso não ter percebido muito bem, mas creio que este aviso posto nas escolas "de que devemos ter um registo na DGRHE para sermos avaliados" é mais para aqueles colegas que nunca concorreram e/ou não têm "utilizador" e "password" para acederem à área reservada, concursos, etc.

O NIF é essencial para os avaliadores acederem aos professores avaliados, pelo que confirmem que ele está nos vossos dados. Descobri que não tinha o meu código postal, foi a única coisa que preenchi.

Se não sabem do que estou a falar, leiam isto (e/ou vejam a vitrine na vossa sala de professores onde constam as informações importantes):

"Exmo. (a) Sr. (ª) Director (a) Informa-se que se encontra disponível no portal da DGRHE a aplicação electrónica para a avaliação do desempenho do pessoal docente, bem como o respectivo manual de utilizador.

Aconselhamos que indique aos docentes do seu agrupamento ou escola não agrupada, a necessidade de efectuarem o registo no portal da DGRHE, de forma a poder indicar quais os avaliadores e correspondentes avaliados na aplicação disponibilizada para que posteriormente os avaliadores possam continuar o preenchimento e emissão do anexo.

Cumps,

DGRHE"


Abraço!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Segurança no Facebook

Já sabemos que as redes sociais não são inofensivas.

Até já sabemos mais: as redes sociais são um bom meio para roubo de identidade, recolha de informações úteis para a prática de crimes, ciberbullying, abusos e outros.

Mas há quem teime em dar tudo a conhecer, em acreditar em todos, em dar o benefício da dúvida aos gestores destas redes...

Para ajudar  os pais e os alunos a "protegerem-se" do Facebook - e não só, pois muitas recomendações podem ser usadas para outras redes - a seguranet tem 2 panfletos informativos:

Guia do Facebook para os Jovens

Guia do Facebook para os Pais

Espero que estes documentos já não ajudem, se é que me estão a perceber...

Abraço!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Deixem-no aterrar, ele só pede que o deixem...

... aterrar. Ainda agora chegou, tem que aterrar e depois diz de sua justiça!

Foi o pedido de Nuno Crato:

"O ministro da Educação, Nuno Crato, pediu aos jornalistas «uns dias para aterrar» na pasta ministerial para a qual foi empossado no Palácio da Ajuda, em Lisboa.
«Dêem-me uns dias, dêem-me uns dias para aterrar», limitou-se a dizer aos jornalistas Nuno Crato, à saída da cerimónia de tomada de posse do novo Governo.

O ministro tinha sido questionado pelos jornalistas sobre as medidas prioritárias que tomará à frente do Ministério da Educação."
TVI24


Abraço!

O novo Ministro da Educação não agrada a todos, mas...

...tem, pelo menos, o benefício da dúvida.

É mais ligado ao Ensino Superior e já ouvi quem teme que possa "puxar a brasa mais para essa sardinha".

Tem ideias que batem com as "tentadas" pelo governo do PS - o caso das provas de ingresso para os professores.

Tem muito menos dinheiro para gerir e muito pessoal para dispensar.

Está com a batata quente na mão e pode queimar-se... espero que não.

Mas não parece que vá ser "meu ministro", devo ser um dos muitos que vão ficar a ver o seu lugar como docente "por um canudo"... espero estar errado!

"


Nuno Crato é aguardado com expectativa
Sara R. Oliveira - Educare

Sindicatos e associações esperam que o novo ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência passe da teoria à prática, que aplique no terreno as ideias que tem defendido, que assuma uma postura dialogante. FENPROF e FNE aguardam pelas medidas que serão anunciadas e não desistem da suspensão do atual modelo de avaliação. Neste momento, pede-se rapidez na definição das normas de gestão do próximo ano letivo.
O novo ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência é Nuno Crato, matemático, professor catedrático, pró-reitor da Universidade Técnica de Lisboa. Tem 59 anos, é licenciado em Economia, doutorado em Matemática Aplicada e tem um mestrado em Métodos Matemáticos para Gestão de Empresas. Foi presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, tem vários livros e artigos publicados em revistas científicas.

Em 2008, recebeu o prémio de comunicador científico do ano, atribuído pela União Europeia. Nesse mesmo ano, recebeu a comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelas mãos do Presidente da República. Amanhã, terça-feira, toma posse para liderar um ministério sensível durante os próximos quatro anos.

Nuno Crato tem três áreas sob a sua alçada e várias tarefas pela frente, como poupar 195 milhões de euros até 2012 e mais 175 milhões em 2013, reduzir pessoal e negociar com mais de uma dezena de sindicatos do setor. Combater a baixa escolaridade, travar o abandono escolar e melhorar a qualidade do ensino e da formação são assuntos que obrigatoriamente terá de manter debaixo de olho. De que forma o seu nome está a ser recebido? Com bastante expectativa. Até pelas ideias que tem vindo a defender ao longo dos anos.

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) e a Federação Nacional de Educação (FNE) não abdicam da suspensão do atual modelo de avaliação de professores e aguardam pelas medidas que Nuno Crato irá implementar. "O que é determinante não é o ministro, mas sim os programas que vão ser implementados", referiu, à Lusa, Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF. De qualquer forma, o responsável espera que o novo titular da pasta mostre disponibilidade e capacidade para dialogar e negociar.

João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, quer, além da suspensão do modelo de avaliação, que a fusão dos agrupamentos de escolas seja colocada de lado. "No imediato, é evidente que queremos a suspensão da avaliação de desempenho e a suspensão do processo de fusão de agrupamentos para se encontrar uma nova forma de concretização dos agrupamentos de escola e também para determinação de um novo modelo de avaliação" - sustenta, a propósito.

A FNE vê com bons olhos a fusão das três áreas num único ministério, relembrando que essa divisão significou dificuldades no passado. "Houve alguma falta de articulação e este reencontro parece-nos positivo", referiu Dias da Silva, à Lusa. A FENPROF, por seu turno, prefere esperar para ver se se trata de apenas um ministério ou se serão dois com o mesmo ministro.

O Conselho de Escolas (CE) está satisfeito com a nomeação de Nuno Crato e acredita que o seu trabalho poderá ser uma mais-valia para o setor educativo. Para Manuel Esperança, o novo ministro percebe do que fala, está "por dentro dos problemas da Educação" e, por isso, espera que coloque em prática "as ideias que tem transmitido". O presidente do CE não discorda da fusão de três áreas no mesmo ministério, mas sublinha que é fundamental conhecer a equipa que irá acompanhar Nuno Crato. "Talvez um ministro só para o Ensino Superior fosse um exagero", reparou.

A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) aguarda com "serenidade" o desenrolar dos acontecimentos para ver o que acontece, apesar de reconhecer valor a Nuno Crato. "O ministro é pessoa cujo valor reconhecemos, mas como se trata de um super-ministério, é vital aguardarmos pelo programa do Governo e pelos nomes dos secretários de Estado, antes de nos pronunciarmos", disse Albino Almeida, presidente da CONFAP. O responsável espera abertura por parte da tutela para dialogar e expor situações que preocupam pais e encarregados de educação.

A Confederação Independente de Pais (CNIPE) espera que Nuno Crato seja coerente e que aplique no terreno o que tem vindo a defender publicamente. A nomeação não foi totalmente uma surpresa e não há contestação ao nome indicado. Maria José Viseu, presidente da CNIPE, gostaria que o novo ministro não tardasse a explicar as regras do jogo, ou seja, as normas de gestão do ano letivo. "Ele defende uma escola de qualidade, uma escola exigente, onde os conhecimentos científicos sejam valorizados, uma escola responsabilizadora e responsabilizante e, portanto, nesse sentido nós só podemos concordar com ele", comentou, em declarações à Lusa.

Uma pessoa dialogante, com sensibilidade e que reflete sobre o setor. É assim que o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESUP) olha para Nuno Crato. "Temos expectativas positivas. Trata-se de alguém que já tem reflexão sobre o Ensino Superior e cujas ideias, em grande parte, vão ao encontro do que defendemos. Aguardamos agora o início do diálogo", afirmou o presidente do SNESUP, António Vicente. E mais do que fusão de três áreas, o importante é, sustenta, "ter um ministro preocupado e sensível para as matérias". 


Abraço!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Nuno Crato "pré-ministro"

Antes de saber que ia ser ministro, Nuno Crato opôs-se a várias políticas educativas e escreveu/comentou muito sobre Educação.

Se as suas ideias não mudaram - não sei quanto às ideias, mas o contexto mudou e teremos que lhe dar "um desconto" - vamos ter exames no fim de cada ciclo, avaliação consoante os resultados dos alunos, mais autonomia para as escolas e outros pontos que podem ler nesta parte de uma notícia, muito interesssante, publicada pelo Jornal i:


"O que pensavam os novos ministros quando não sabiam do futuro
...
Nuno Crato

Mais exames nacionais. O novo ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência considera que os professores devem ser avaliados com base na evolução dos resultados dos alunos nos exames nacionais, propondo por isso a realização destas provas no final de todos os ciclos de ensino. Esta foi uma das ideias defendidas por Nuno Crato no Fórum Portugal de Verdade, organizado pelo PSD em 2009.
Crato defende que os professores devem ser “avaliados com base nos resultados” dos alunos e criticou repetidamente o facilitismo nos exames nacionais. “Só há uma maneira de fazer isto que não signifique inflação nas notas. Uma avaliação externa” das provas, afirmou.
O novo ministro defende também mudanças na estrutura do Ministério da Educação, com a extinção, por exemplo, do GAVE (Gabinete de Avaliação Educacional), tornando-o um gabinete independente. Nuno Crato sugere que poderá ser tutelado por uma empresa privada, à semelhança do que acontece nos EUA, ou por uma universidade, como em Inglaterra. “Não são precisos muitos decretos para fazer isto, não é preciso muita coisa. É preciso um ministro que tenha a coragem de chegar e dizer ‘o gabinete de avaliação educativa está encerrado’”, assegurava o novo ministro no mesmo fórum.
Os programas escolares não devem ser feitos pelo Ministério da Educação, acredita ainda Nuno Crato, que diz que o ministério só deve dar indicações-padrão: objectivos concretos relativos ao que cada aluno deve ficar a saber no final de cada ciclo. O ministro defende uma maior autonomia das escolas e acredita que o ministério não pode ter “a educação como sua pertença”. A passagem para as aulas de 90 minutos foi dada como exemplo por Crato, que defende que os horários escolares devem ser geridos pelas próprias escolas: “Não percebo como nenhum partido disse ‘o que é que o Ministério da Educação tem a ver com isso?’”.
A formação de novos professores é uma aposta “fundamental”, segundo o novo governante, que defende um exame de acesso à profissão. Matemático e professor universitário, Nuno Crato tem para já “expectativas positivas”por parte do Sindicato Nacional do Ensino Superior e as reticências da Fenprof: “Não é um nome que nos descanse”, afirmou ao i o secretário-geral, Mário Nogueira."



Abraço!

Ex-Ministra M L Rodrigues acusada de ser prevaricadora

Coitada da sra., teve azar. Todos, alegadamente (deixa-me dizê-lo assim para não me processarem), fazem-no, mas só alguns é que são apanhados... e pouquíssimos condenados!

Isto de dar uma obra ao primo empreiteiro, um estudo ao amigo do marido, um subsídio a filha da prima, etc e tal já nem é considerado crime aos nossos olhos de tão comum que é.

A cunha, que é crime, é uma forma tão presente na nossa vida, que quando nos perguntam se somos corruptos afirmamos que não convencidos que não somos mesmo.

Mas cuidado: quem tiver telhados de vidro é melhor que não atire pedras ao vizinho...

E não digo mais nada.


"Maria de Lurdes Rodrigues acusada por crime de prevaricação

A antiga ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, foi acusada pelo crime de prevaricação no processo relacionado com o contrato celebrado com o jurista João Pedroso, irmão do ex-ministro do Trabalho e da solidariedade, Paulo Pedroso.


Em causa está uma adjudicação directa por parte do Ministério da Educação (ME), no valor de 266 mil euros, para a execução de uma série de trabalhos a partir de um levantamento exaustivo da legislação sobre educação. A verba foi paga, mas o contrato acabou por ser cancelado depois de o PÚBLICO ter revelado que a maior parte do trabalho nunca chegou a ser efectuada.

Além da antiga ministra, estão também acusados a sua então chefe de gabinete, Maria José Matos Morgado, o secretário-geral do ME, João Batista, aos quais são imputados crimes e prevaricação. Também João Pedroso foi acusado pelo procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal que dirigiu inquérito.

O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) investigou este caso concluindo que “tais adjudicações, de acordo com os indícios, não tinham fundamento, traduzindo-se num meio ilícito de beneficiar patrimonialmente o arguido João Pedroso com prejuízo para o erário público” e que os arguidos “estavam cientes” desse facto.

Durante a investigação foram feitas buscas nas instalações do ME, tendo sido recolhida documentação relacionada com os dois contratos assinados, em 2005 e em 2007, com João Pedroso, então professor em regime de exclusividade na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra."




Abraço!

A difícil tarefa de Nuno Crato

Há promessas eleitorais para cumprir (?), mas também há as imposições da Troika: poupar, poupar, poupar!

No meio disto Crato tem que conduzir este enorme barco, o motor de uma Nação - não há como fugir, quem não tem boa Educação fica para trás, como temos, infelizmente, ficado.

Ele que esteve muitas vezes contra a nossa Isabelinha agora vai ter que se distanciar das medidas dela: mais uma política de Ensino, como já estamos acostumados quando muda o governo. Mas há medidas que ele vai ter que manter e outras que vai ter que aprofundar para conseguir a poupança que lhe é exigida - 195 milhões de euros. E os maiores gastos são com o pessoal...

"Nuno Crato. Entre a troika e as promessas do PSD

Nuno Crato, o matemático, o professor universitário, o investigador de 59 anos, o divulgador de ciência, esteve sempre entre os críticos mais duros das políticas de Isabel Alçada, censurando o facilitismo nos exames nacionais ou o mérito de tomar boas medidas e depois a capacidade técnica para "anular" as decisões acertadas. Defendeu repetidamente a necessidade de políticas urgentes no ensino da Matemática, menos obsessão com os números, sugerindo mudanças na estrutura do Ministério da Educação, com a extinção dos gabinetes de exames e de estatísticas, que gostaria de entregar a entidades independentes. 

Só que ainda antes de pôr sequer em prática as ideias que já defendeu, o novo ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência tem pela frente a missão de aplicar as medidas da troika, longe de serem populares e longe de agradarem aos 12 sindicatos de professores, que não vão ficar quietos perante um plano de austeridade que envolve redução de pessoal, cortes na despesa ou fusão de agrupamentos de escolas. Para cumprir as medidas inscritas no memorando de entendimento, Crato vai ter de poupar 195 milhões de euros na área da Educação. E ainda cumprir promessas recentes do PSD e do CDS-PP, que piscou o olho ao ensino particular mas agora se vê confrontado com a necessidade de reduzir e racionalizar as transferências para as escolas privadas com contratos de associação. E ainda de um PSD que quis mostrar à classe docente que o modelo de avaliação de desempenho não é para ficar como está. "Saber bem a matéria que vai ensinar" é o mais importante para um professor, defendeu há um ano em entrevista ao i. Para isso, a formação é a peça-chave, com o que até concordam a maioria dos professores.

Revolucionar o modelo de financiamento do ensino básico e secundário é outra tarefa a médio prazo que terá pela frente. As escolas públicas deverão receber mais ou menos recursos financeiros com base na evolução de desempenho e na prestação de contas. Foi isso o acordado com a troika e é isso tudo que leva Mário Nogueira, líder da Fenprof, a temer o pior: "Foi uma pessoa que em determinados momentos teve afirmações que nos preocuparam, em relação ao método de selecção dos professores, à avaliação e à relação público-privado. Não é um nome que nos descanse", contou ao i. Porém, o dirigente sindical avisa que mais importante que os nomes são as políticas, e lembra que no passado "muitas vezes o estilo" constituiu um entrave às negociações. "Vamos ver se isso não acontece outra vez.""

Abraço!

domingo, 19 de junho de 2011

Lugares para os contratados em 2011/2012

Tenho falado com alguns colegas, uns pessimistas, outros "neutros" e outros menos pessimistas (sim, porque optimistas não há!) sobre os número de contratados que vão ter trabalho para o ano.

Há muitos factores a considerar, muitas contas (mesmo sem termos os números necessários) para fazer e alguma reflexão à mistura.

No lado do "mau" temos, entre outras, as seguintes medidas:

As horas que deixam de ser lectivas;
Os cargos que deixam de ser equiparados a estas horas;
O corte enorme no Desporto Escolar;
Os colegas que regressam à vida docente depois de terem de deixar cargos fora da escola que eram equiparados à actividade docente;
Os colegas das privadas que vão ficar sem emprego e vão-se virar para o concurso público (sim, eu sei, há o "problema" da 2ª prioridade para estes, mas não se esqueçam que muitas escolas quando estabelecem critérios para a contratação nem sempre querem saber destas prioridades);
A obrigatoriedade de leccionarem a uma ou mais turmas mesmo tendo outros cargos que até agora permitiam que não o fizessem;
O corte no número de acessores dos directores;
a junção de escolas (pelo menos os "mega-agrupamentos" parecem estar parados por agora, mas ainda há escolas por agrupar...);
o fecho de várias escolas com menos de 21 alunos;
...

Do lado do "bom":

Grande número de reformas - mas não se esqueçam que embora os Educadores e os Professores do 1º Ciclo deixem a vaga completa, os dos 2º, 3º e secundário deixam 14 horas lectivas... é preciso mais do que "professor e meio" para originar um horário completo;
...(?)

E agora pesa-se tudo: está mau! As reformas não vão compensar os cortes!

Há quem esteja descansado porque no grupo tal não vai haver muitos cortes, outros porque já são do quadro e têm lugar garantido... cuidado!

Já falei, e volto a falar, do exemplo do Desporto Escolar: quem não é da Educação Física até chega a aplaudir os cortes, pois nós somos uma cambada de malandros e andamos a enganar o pessoal com isto do desporto Escolar, blá, blá, blá, etc e tal, como já devem ter reparado se estiveram atentos aqui há uns tempos atrás quando originei uma "acesa" discussão noutro blogue sobre Educação.

Se os quadros de Educação Física não vão ter essas horas, vão ter que fazer outras coisas, ficar com outros cargos, logo vão "competir" directamente com outros colegas que normalmente os teriam.

E um Quadro em final de carreira sai muito caro ao Estado: porque não começar a cortar despesa pelo topo? Não podem? Também não podiam obrigar-nos a dar aulas de substituição, não podiam obrigar-nos a corrigir exames de graça, não podiam isto e mais aquilo... é só mudar um ou outro ponto na lei e conseguem tudo (e agora têm maioria, nem precisam negociar com a oposição).

E que tal considerá-los excedentes e transferí-los para outro ministério? E que tal obrigarem-nos a trabalhar administrivamente noutras funções? E que tal obrigarem-nos a exames para comprovar as suas capacidades? Muda-se o cenário, as condições e as regras e não vai faltar quem saia voluntariamente...

Resumindo: nós os contratados estamos tramados (vai dar para os melhor graduados - e nem sei para quantos); os Quadros mais cedo ou mais tarde também poderão ficar...

O que dizem?

Abraço!

Quando o dinheiro não chega para tudo...

..."corta-se" na Educação. E estou a referir-me ao orçamento familiar.

É de esperar que cada vez mais os alunos saiam das Escolas privadas por motivos económicos. Mau para estas, mas também pode ser mau para as públicas, que vêm aumentar o número de alunos por turma (sim, pois o aumento de turmas só é possível com a aprovação do "Papa" hoje em dia...) e muitas vezes em estabelecimentos que já estão a arrebentar pelas costuras.

Mas se o "Papa" autorizar pode ser bom para os professores que leccionam no público, sempre são mais uns lugares... Já para os que leccionam nas privadas...

Podem ler esta notícia da TVI:


"Pais transferem filhos do ensino privado para público

Escolas públicas estão a receber cada vez mais pedidos de alunos de colégios particulares

As escolas públicas estão a receber cada vez mais pedidos de transferência de alunos de colégios particulares. Segundo a agência Lusa, em Lisboa, há um estabelecimento onde metade dos estudantes do 7.º ano veio de privados.

Com o primeiro período a chegar ao fim, a direcção da escola Rainha Dona Amélia começou a notar «um aumento de procura muito acima do normal de alunos do ensino particular», contou à Lusa a diretora da secundária, Isabel Le Guê.

Mas, garante a responsável, as transferências de privadas para o público é um fenómeno que já começou há algum tempo. Prova disso é o facto de «este ano, cerca de 50 por cento dos alunos do 7.º ano serem meninos que vieram do privado», contou à Lusa Isabel Le Guê, explicando que na Rainha Dona Amélia existem atualmente seis turmas de 28 alunos.

Além disso, «no ano passado, a procura foi tão elevada que o Director Regional de Educação mandou abrir duas turmas de 7.º ano aqui na escola vizinha», recordou, antevendo um agravamento da situação este ano.

A escola é tão procurada que não se consegue livrar da «injusta fama» de ali se conseguir entrar apenas com cunhas. Isabel Le Guê garante que todos são tratados da mesma maneira: «Explicamos aos pais que seguimos as normas definidas a nível nacional. Primeiro entram os meninos com necessidades educativas especiais. Depois conta ter irmãos na escola. A proximidade ao local de residência ou trabalho é a terceira razão».

Também na Escola Filipa de Lencastre a procura de vagas de alunos que frequentavam o privado sentiu-se este ano com mais intensidade. Segundo contou à Lusa o vice-presidente Luís Sequeira, «durante o ano houve muitos pais a tentar transferir os filhos».

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Adalmiro Botelho da Fonseca, confirma que são cada vez mais os alunos que abandonam o privado. «Em conversa com colegas que trabalham no particular eles contam-nos que estão preocupados com a saída cada vez maior de alunos para o público», resumiu Adalmiro da Fonseca.

No entanto, o número real de transferências só será conhecido no próximo mês, quando terminarem as inscrições no ensino público. Até lá, os responsáveis falam apenas em «perceções».

Segundo presidente da ANDAEP, se a maioria dos pais procura as escolas bem posicionadas nos rankings, também existem encarregados de educação que, influenciados pelos filhos, acabam por escolher escolas próximas de zonas de lazer. «Há alunos que preferem escolas que estejam pertinho do metro, de centros comerciais e bares bonitos. Querem ficar perto das zonas de entretenimento», sublinha, referindo-se a um caso concreto em Gaia. Mas, garante, os pais mais preocupados com a qualidade de ensino ignoram estes desejos."


Abraço!