quarta-feira, 15 de junho de 2011

Asma e desporto: incompatíveis?

Não estou a dar novidades aos meus colegas de Educação Física, mas passar esta informação para os "outros" é importante.


Se há coisa que eu detesto é um aluno que não faz a parte prática da aula de Educação Física com aquelas justificações na caderneta assinadas pelos pais que, por vezes, são espelho de algum proteccionismo que não era necessário.


É claro que há situações que são legítimas, mas outras...


Quanto à asma ficam esclarecidos ( o artigo não é "científico", mas ajuda). Mas alerto que é um artigo de "opinião no geral": há maratonistas asmáticos, por exemplo, e os esforços contínuos são "menos bons" para os asmáticos. Percebem o que estou a dizer...?




"Asma e desporto: incompatíveis?


Com a doença bem controlada, cumprindo um plano adequado de controlo da asma feito pelo seu médico, uma criança asmática pode praticar as atividades desportivas de que gosta e deve ser encorajada a fazê-lo.
"O meu filho é asmático. Poderá praticar desporto?" Esta é a pergunta habitual de todos os pais de crianças asmáticas.

Muitas crianças evitam participar nas atividades desportivas na escola porque são asmáticas e pensam que não podem praticar desporto. Esta ideia não corresponde à verdade, porque a asma induzida pelo exercício (ataque de asma: pieira, tosse ou sensação do peito "apertado") pode ser prevenida e tratada.

Com a doença bem controlada, cumprindo um plano adequado de controlo da asma feito pelo seu médico, uma criança asmática pode praticar as atividades desportivas de que gosta e deve ser encorajada a fazê-lo.

Como escolher a melhor modalidade desportiva para meu filho?

A escolha deve ser feita em função dos gostos da criança. A natação é geralmente um bom desporto para asmáticos, já que tem muitos fatores positivos, como a atmosfera húmida e quente da piscina e o treino dos músculos respiratórios.

Em contrapartida, os desportos de longa distância, sem paragens, como a corrida, o ciclismo e os desportos de inverno - que forçam os pulmões a um trabalho pesado e contínuo, muitas vezes com ar frio - serão os que mais poderão desencadear uma crise de asma.

Também a equitação poderá não ser o desporto mais indicado, já que existe um risco significativo de sensibilidade ao cavalo ou a outros alergéneos presentes na palha. Nestes casos, é preferível orientar a criança para outro desporto.

Alguns conselhos

A atividade desportiva é, regra geral, aconselhada na criança asmática, exceto no decurso de uma crise, durante picos de poluição ou por indicação médica. Atenção no inverno aos dias com temperaturas mais baixas, em que o ar está muito frio.

Se a criança for alérgica ao pólen, evite fazer treinos no exterior durante a época polínica, sobretudo nos dias quentes e ventosos. Evite irritantes como o fumo de tabaco ou cheiros ativos.

A atividade física regular é benéfica, mas deve obedecer a algumas precauções:

- Aquecimento prévio progressivo de 10 a 15 minutos;

- Começar e terminar o exercício de forma progressiva;

- Tomar, se indicado pelo médico assistente, medicação broncodilatadora, 10 a 15 minutos antes do exercício, o que lhe dará uma proteção de 2-3 horas sem sintomas. Estes mesmos medicamentos também são utilizados para alívio dos sintomas de asma, por isso é necessário ter sempre consigo a medicação;

- Inspiração nasal a fim de aquecer e humidificar o ar inspirado (se tiver rinite ou nariz entupido, a situação pode piorar porque o ar inspirado vai passar pela boca e não pelo nariz);

- Se ficar cansado, não deve parar subitamente mas sim diminuir o ritmo;

- Saber gerir o esforço em função de seu estado respiratório.

Concluindo, a criança com asma não deve deixar de praticar um desporto de que gosta. Se sentir dificuldade em respirar durante o exercício, deve falar com o seu médico para que este possa aconselhar exercícios e tratamentos preventivos. Com treino adequado, com controlo da doença, cumprindo o plano estabelecido pelo médico, a asma raramente é um obstáculo à prática de qualquer desporto.

E não esquecer que quanto menos desporto o asmático praticar, maior e mais precoce será o cansaço durante o exercício físico."


Augusta Gonçalves, assistente de Pediatria
Educare

Abraço!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Erasmus menos na moda?

Baixou o número de portugueses envolvido neste programa, mas não é uma baixa relevante. 


E até podemos pôr as culpas na economia, já não há tanta disponibilidade financeira para suportar os custos envolvidos (sim, os apoios não chegam para tudo, os interessantes têm que suportar parte dos custos).


Nós continuamos na moda como destino o que me leva a crer que somos bonitos e por isso nos querem vir visitar e interagir connosco - é claro que estou a brincar, mas ao mesmo tempo a dizer uns 10% de verdade, certo? As motivações são diversas e o estudo nem sempre é a maior delas;).


Acredito no "pensamento alargado", tanto para estudar como para trabalhar. Temos que ser europeus para além de portugueses (ou sair mesmo da Europa) e é nestas idades que se começa melhor, solteiros e cheios de ideias para a vida.


E o Erasmus também tem a vertente do trabalho, os estágios oferecidos podem ser bem interessantes para o futuro profissional .


Podem ler esta notícia mais detalhada no Público:



"Há menos estudantes portugueses com bolsas Erasmus

Num ano em que a União Europeia (UE) voltou a bater o recorde do total de bolsas Erasmus atribuídas a estudantes, em Portugal verificou-se uma ligeira diminuição, pela primeira vez desde que o popular programa de intercâmbio foi lançado, em 1987.

Para o estrangeiro foram 5388 portugueses em 2009/2010, menos seis apenas do que no ano lectivo anterior, mas a tendência é contrária à ocorrida na maior parte dos países da UE.

A boa notícia é que são cada vez mais os estrangeiros que escolhem Portugal para estudar ou receber formação: 7385, mais 1153 do que em 2008/2009. Portugal é escolhido sobretudo por espanhóis, italianos, polacos e alemães. Outro indicador positivo: o cruzamento do número de bolseiros Erasmus com o total de licenciados coloca o país na sexta posição deste ranking e bem acima da média da UE (os bolseiros nacionais do programa correspondem a mais de sete por cento dos licenciados, para uma média europeia de apenas 4,5 por cento).

Os países preferidos pelos portugueses para estudar ou receber formação são a Espanha, a Itália e a Polónia e a Universidade do Porto destaca-se tanto por ser a que mais alunos envia para o exterior como a que mais estrangeiros recebe.

"O programa Erasmus é um dos grandes êxitos da União Europeia. Os números falam por si: o Erasmus está cada vez mais popular e é minha intenção afectar-lhe mais recursos no futuro", declarou Androulla Vassiliou, comissária europeia responsável pela Educação, Cultura e Juventude, satisfeita com o crescimento de 7,4 por cento registado em 2009/2010. Actualmente, há 33 países a participar nesta iniciativa (27 Estados-membros da UE, a Croácia, a Islândia, o Liechtenstein, a Noruega, a Turquia e a Suíça, que aderiu este ano).

Em 2009/2010, Portugal, Noruega e República Checa foram as únicas excepções na tendência global de crescimento deste programa, que beneficiou então um total de 213 mil estudantes europeus. Razões para o ligeiro recuo verificado em Portugal? Eventualmente, o facto de o valor médio das bolsas atribuídas ter diminuído - cada estudante português recebeu 301,5 euros por mês, mais do que a média global da UE (254 euros), mas um apoio financeiro reduzido quando comparado com o atribuído ao país que mais recebe, o Chipre (quase mil euros por mês). O valor da contribuição financeira diminuiu, aliás, pela primeira vez desde 2003, "devido ao número cada vez maior de bolseiros", justifica a Comissão Europeia, que não deixa de notar que a UE investiu no Erasmus 415 milhões de euros em 2009/2010. Um recente inquérito do Eurobarómetro permitiu justamente perceber que muitos estudantes não conseguem ir para o estrangeiro por falta de apoios. Dos que pretendiam fazê-lo, 33 por cento não tinham meios económicos e quase dois terços dos que conseguiram ir tiveram de recorrer a empréstimos ou poupanças.

A Comissão Europeia acredita, mesmo assim, que em 2012/2013 vai atingir a meta de apoiar três milhões de estudantes desde que o programa foi lançado. Além dos estudantes que vão para universidades, desde 2007 que o Erasmus apoia também estágios em empresas, modalidade que é cada vez mais popular."


Abraço!

Mais um nome para a Educação

Segundo esta notícia do Público, António Rendas, reitor da Universidade Nova de Lisboa, é um nome que parece ter algum consenso nos dois partidos para herdara pasta de Isabel Alçada na Educação.

Mas amanhã, se não antes, já devemos ter o nome definitivo.

A vontade de deixar o governo é grande, bem como a vontade de começar a governar... hummm... "cheira-me" a desilusão de uma das partes. Pegar num barco que já meteu tanta água...

Mas tenho que ter esperança, não quero acreditar que afunde mais. Seja um partido vermelho, laranja, azul ou amarelo às pintinhas o que todos queremos é ser salvos deste naufrágio eminente, certo?

E os nossos olhos nãos e voltam só para a Educação...

Abraço!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Resulta?

Pelo que me parece não faltam mentirosos nas nossas turmas e a tendência é para o "não fui eu", nunca sabem de nada.


Mas parece que há salvação para acabar com os mentirosos (se resultar eu alinho!):

"O que fazer se o seu filho mentir? Siga as dicas da psicóloga Inês Afonso Marques

1 - Relaxe e aprecie a imaginação fértil do seu filho. Uma das melhores formas de encarar a mentira de uma criança pequena é relaxar e saborear as histórias que ela conta. É normal que fantasie, criando histórias detalhadas. Não se preocupe, a fantasia inofensiva faz parte do normal desenvolvimento do seu filho.

2 - Fomente a honestidade. Embora o ideal seja não punir o seu filho de dois anos - que "embeleza" a verdade -, é fundamental fomentar a honestidade, de uma forma adequada à sua idade.

3 - Encoraje a verdade. Agradeça ao seu filho, se perceber que ele está a dizer a verdade. Se por outro lado, verificar que está a mentir, evite ficar zangado e gritar com ele. Se gritar, o seu filho começa a sentir que a mentira compensa, nem que seja por perceber que os pais perdem o controlo e lhe dão atenção.

4 - Evite fazer acusações. Faça comentários que incentivem a confissão e não a negação. "Pergunto-me como é que estes carrinhos ficaram todos espalhados no corredor. Gostava que alguém me ajudasse a apanhá-los." Tudo depende da forma como o disser e no que o seu tom de voz soar ao seu filho. Se ele se sentir seguro, diz a verdade. Vai depender de si.

5 - Defina regras de acordo com a idade e capacidade do seu filho. Se o sobrecarregar com exigências de difícil cumprimento, ele pode sentir-se tentado a mentir, para evitar desapontá-lo.

6 - Construa a confiança. Mostre ao seu filho que confia nele e que ele pode confiar em si. Seja para ele um modelo de honestidade. Nesse sentido, e sempre que possível, evite contar meias verdades. De que serve dizer à criança que a injecção não vai doer nada, quando passados uns segundos, ele percebe que até dói um pouco? Cumpra sempre o prometido. Senão for possível, peça desculpa.

7 - Elogie. Mesmo que o seu filho admita que fez um disparate, elogie-o por ter optado por dizer a verdade. Ao menos, ele teve a coragem de assumir um erro. São duas coisas positivas, numa negativa. "
Jornal i

Abraço!

domingo, 12 de junho de 2011

Quem quer dar aulas em Miami?

Não querem professores de Educação Física? Pois, parece que é só para os sortudos de Português.

Estejam atentos ao Instituto Camões, se isto avançar é uma oportunidade de emprego que muitos vão querer.

Alberto Carvalho, luso-americano que dirige o quarto maior distrito escolar dos Estados Unidos, em Miami, e é um dos quatro candidatos a receber em setembro das mãos do Presidente Barack Obama o “Óscar da Educação” no país (podem ler outra notícia relacionada aqui). Quer agora professores de Português para se juntarem à sua força de trabalho naquela parte dos EUA.

Quem quer ir para os "states"?

"Miami quer receber professores portugueses no próximo ano letivo, através de um acordo que está a ser negociado com as autoridades portuguesas, disse à Lusa o superintendente das escolas do principal distrito da cidade, quarto maior dos Estados Unidos.

“Sou uma pessoa muito impaciente. A partir da altura em que discuto alguma coisa, gosto de vê-la materializar-se. Temos algum tempo, mas adorava ter algo em prática no próximo ano letivo, que começa em agosto”, disse à lusa Alberto de Carvalho.

Português naturalizado norte-americano que dirige as escolas do condado de Miami-Dade desde setembro de 2008, Carvalho discutiu na terça-feira a preparação do memorando de entendimento, que está a envolver também o Instituto Camões, com o embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito.

Segundo disse à Lusa, o acordo está a ser moldado à semelhança de outros firmados com Espanha, Itália, França e Alemanha, que negociou diretamente ao longo dos últimos anos.

Estes preveem intercâmbio de professores e aluno para ensino de diferentes programas e línguas em Miami.

“Com o Brasil, uma força económica tão potente e a crescer a cerca de 10 por cento ao ano, com um enorme contingente de emigrantes brasileiros e cerca de 70 mil portugueses a viver aqui no estado da Florida - 1,5 milhões no país - com um superintendente português do quarto maior sistema escolar, achamos que era altura de discutir o desenvolvimento de um acordo”, adiantou.

O objetivo é o fomento da instrução da língua portuguesa em Miami-Dade, e o vencimento dos professores pode vir a ser suportado pela parte norte-americana, portuguesa, ou ambas.

Atualmente, o ensino do português está “modestamente presente” em Miami, e existe até uma escola de ensino básico - Ada Merritt K-8 - e dois liceus em que todo o ensino é bilingue português e inglês.

“O português é ensinado talvez numa dúzia de escolas, em diferentes graus, mas nestas três escolas os alunos estão a aprender não apenas português mas todo o programa em português e inglês em simultâneo”, disse à Lusa Alberto Carvalho.

Para o embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito, está em causa um “objetivo estratégico e mais vasto” de implantação do português nos Estados Unidos e mesmo a nível internacional.

“É um trabalho de persistência que tem de ser feito por nós, pelo Brasil e pelos outros países de língua portuguesa. Estamos a ver também se conseguimos fazer pontes com o Brasil nestas áreas”, disse à Lusa.

O número de falantes de português tem vindo a subir, existindo atualmente cerca de 300 mil pessoas a aprender a língua nos Estados Unidos, desde o básico ao ensino superior, adianta.

Alberto de Carvalho, que apesar de mais de vinte anos dos Estados Unidos fala português fluentemente e segue a atualidade da terra-natal, Portugal, tem “um contacto muito fácil” e importa “manter o diálogo e acompanhar” o seu trajeto na vida pública e até política norte-americana, sublinha o diplomata.

“É uma pessoa com muito interesse, um americano recente, veio de Lisboa e é o superintendente do sistema escolar de Miami. Politicamente falando, está a tornar-se num peso pesado no Estado”, considerou."
Correio do Minho

Abraço!

E quando o dinheiro não chega para estudar?

É uma realidade que vai entrando no Ensino livre e universal que o estado deve conseguir conceder a todos os alunos. E não estou a falar do Ensino Superior, onde conseguir estudar já é um luxo.

É claro que não é como no meu tempo, mas estamos a regredir em vez de avançar...

E agora vamos tê-los até ao 12º ano... quem paga?

"Alunos abandonam escola obrigatória por dificuldades financeiras                            

Um pouco por todo o país há alunos a abandonar a escola por causa das dificuldades financeiras da família. Uns fazem-no para ajudar os pais, outros simplesmente porque deixaram de ter dinheiro para estudar.

No agrupamento de Escolas da Cruz de Pau, no Seixal, há mais mesas vazias nas salas de aula desde o final do segundo período.

“Este ano tenho recebido várias anulações de matrículas: dez, até agora. São de alunos do 9º ano ou com mais de 15 anos. Três delas tenho a certeza de que foram feitas por questões económicas, porque os alunos falaram comigo”, conta o director do agrupamento, Nuno Adeganha.

Os casos detectados aconteceram na escola do 2.º e 3.º ciclos, frequentada por cerca de 870 estudantes e “inserida num contexto económico frágil”.

No entanto, sublinha Nuno Adeganha, os alunos que têm anulado as matrículas “não são dos bairros mais problemáticos. Pertencem à classe média baixa, são de famílias que de um momento para o outro deixaram de ter dinheiro para pagar coisas elementares. Dois dos casos são de famílias mono parentais, o outro é de uma família em que os pais ficaram desempregados”, explica.

Na perspectiva do representante dos encarregados de educação do distrito, o cenário não é tão delicado como Nuno Adeganha o descreve. António Amaral, presidente da Federação Regional de Setúbal das Associações de Pais, afirma que “o abandono escolar está ao nível do ano passado” e considera que existem no distrito apenas casos “pontuais”.

A Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) discorda e diz que o fenómeno acontece um pouco por todo o país. Manuel Pereira, presidente da ANDE, lembra que algumas famílias em situação limite vêem nos filhos uma fonte de rendimento extra: “Sei que há miúdos que estão a apoiar as famílias”, diz.

Pessoalmente, Manuel Pereira conhece apenas um caso: “Um aluno meu que frequentava um curso de formação e o pai tirou-o da escola para ir trabalhar”, revela.

Já o presidente do Conselho de Escolas, Manuel Esperança, diz que há regiões onde o trabalho sazonal tem forte impacto, “nomeadamente no Algarve, onde os alunos deixam a escola para ir trabalhar”. O responsável conta à Lusa que o início da época balnear é sinónimo de salas de aulas mais vazias.

Há alguns anos “a taxa de abandono escolar em algumas escolas era surpreendente: era vê-los sair para ir trabalhar nas praias, nos bares e cafés”, recorda.

Também neste sentido, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Albino Almeida, admite “situações pontuais” em zonas com produção de calçado e vestuário, que nesta altura do ano “precisam de mais trabalhadores para acabar as encomendas a tempo de irem de férias”.

Mas não considera generalizado o fenómeno do abandono escolar em prol da economia familiar. Até porque, defende, “o mercado não tem capacidade para absorver este tipo de mão-de-obra tão jovem e tão pouco qualificada”.

Actualmente, os alunos só precisam de ter o 9º ano ou 15 anos para poderem abandonar a escola. A partir de Setembro, o ensino obrigatório estende-se a 12 anos. Este domingo comemora-se o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil."

Abraço!

sábado, 11 de junho de 2011

Há vida para lá do trabalho

O Educare repescou esta notícia/estudo, que já tinha comentado há uns tempos atrás, e apresenta-nos este artigo.

É sobre o stress dos professores que, muitas vezes, não conseguem "desligar" do trabalho. Daí à falta de descanso/relaxamento é um "pulinho" e o desgaste vai-se sentindo, como uma "pilha viciada".

Recomendo a leitura:



Os professores funcionam como uma "bateria viciada"
Sara R. Oliveira
Tese de doutoramento "Há vida para lá do trabalho" revela que os docentes não conseguem desligar-se da profissão no final de um dia de aulas. A autora da investigação, Maria Alexandra Costa, professora do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), obteve um dado curioso: segunda-feira é o dia mais difícil.
Durante duas semanas, no ano letivo passado, 100 professores do pré-escolar ao Ensino Secundário foram seguidos atentamente. Maria Alexandra Costa, professora do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), acompanhou os docentes e colocou-lhes várias questões em duas fases, ou seja, antes do início de mais uma jornada de trabalho e depois das portas da escola se fecharem. Na tese de doutoramento "Há vida para lá do trabalho - A relação entre a recuperação de recursos e o desempenho no trabalho", a investigadora analisou um grupo profissional com elevados níveis de stress e concluiu que os docentes não conseguem desligar o botão quando chegam a casa.

A pesquisa revela que os docentes não conseguem recarregar baterias quando acaba um dia de trabalho, funcionando, por isso, como "uma bateria viciada". "A partir do momento em que têm níveis de stress muito altos, não conseguem recuperar de forma a não sentirem stress no dia a dia", refere a investigadora ao EDUCARE.PT. Quando o dia acaba e a porta de casa se abre, há muitos professores que têm aulas para preparar, testes para corrigir ou precisam de ajudar os filhos nos trabalhos para a escola. Nestas condições, é complicado interromper a rotina, desligar o interruptor e relaxar antes de ir para a cama. "Torna-se mais complicado, parece que o professor está sempre a trabalhar porque recorre a recursos semelhantes aos que usa no trabalho."

E se, à partida, a segunda-feira poderia ser o dia mais relaxante, depois de um fim de semana para descansar o corpo e a cabeça, o estudo da docente do ISEP indica que o primeiro dia da semana é o mais complicado para quem tem de ensinar. Sexta-feira é o dia em que os professores começam a distanciar-se psicologicamente do trabalho, aplicando-se o efeito de contaminação de fim de semana, à segunda-feira é o momento de enfrentarem mais uma semana de aulas. "É ao fim de semana que mais recuperaram, que se sentem mais em forma, mas quando regressam ao trabalho, o confronto com a realidade parece provocar uma sensação de desgaste maior", afirma.

Maria Alexandra Costa partiu da teoria da recuperação de recursos - cognitivos, psicológicos e emocionais - para tentar perceber se os professores conseguiam recarregar baterias nos tempos de lazer. A maioria não consegue encher o balão de oxigénio, descarregar todo o stress, recuperar em atividades que lhes permitam respirar tranquilamente. "Há três processos que têm impacto nesse carregamento de baterias: a capacidade de se envolverem em atividades que lhes permitam afastar-se psicologicamente do trabalho, o relaxamento e o sono", explica.

"Apesar de os professores terem uma grande necessidade de recarregar baterias, até porque têm um desgaste muito grande ao longo do dia, têm uma inabilidade para o fazer", sustenta. Por isso, a investigadora defende que cada professor deve encontrar a sua própria forma de relaxamento que pode passar por praticar ioga ou um desporto, frequentar um workshop de teatro ou de dança, ir ao cinema, meditar. A escolha é de cada um. O processo de relaxamento de uma pessoa pode ser completamente diferente de outra.

As escolas também podem dar uma ajuda neste processo. "As salas de professores são tudo menos espaços de relaxamento", observa. Portanto, a docente sugere que os responsáveis educativos se debrucem sobre o que pode ser feito para que os docentes consigam relaxar, nem que seja por alguns momentos, dentro do recinto escolar. Como, por exemplo, criar condições para que os professores façam todas as tarefas relacionadas com o ensino na escola, de forma a definir fronteiras entre a vida profissional e a vida privada. Em seu entender, a própria organização escolar podia incentivar os docentes a envolver-se em atividades que promovam relaxamento e bem-estar e assim criar clubes de leitura, classes de ginástica, sessões de relaxamento, tertúlias, entre outras. E para que o desempenho seja o melhor possível, o período antes do início das aulas deve ser o mais relaxante possível, com uma sala de professores simpática e, se possível, com música ambiente.


"O que as pessoas fazem nos seus tempos livres tem impacto naquilo que é o seu trabalho", reforça a investigadora. O sono também faz milagres e naturalmente influencia o estado de recuperação matinal que, por sua vez, se reflete no desempenho ao longo do dia. "O efeito do sono, a quantidade e qualidade desse descanso, tem um impacto muito grande na recuperação." 


Abraço!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Exames: um sistema de avaliação justo

Concordem ou não, dá-nos que pensar...


Grandes realidades definem-se em curtos momentos: esta é uma verdade que se verifica em quase tudo na vida, e os exames nacionais são também uma dessas situações.
O que é necessário salientar é que antes desse curto momento existiram vários anos de prepa-ração, o que faz toda a diferença pois estabelece uma ligação desse momento de avaliação a todo o percurso escolar na disciplina.
Os exames têm por base um princípio de equidade. Pode-se concordar que qualquer exame procura medir conhecimentos e que é desejável que coloque todos os alunos em igualdade de circunstâncias.

É certo que a seriação não é perfeita mas também é verdade que décadas de investigação vieram mostrar que, não sendo os exames infalíveis, são uma razoável medida dos conhecimentos adquiridos. 
Se a educação fosse igual em todo o lado, seria escusado existirem momentos em que os alunos fossem todos avaliados de igual forma porque isso já seria feito na avaliação contínua. Precisamente pelo facto das realidades das escolas serem tão diferentes que há necessidade de haver exames nacionais.

Sendo do senso comum que algumas escolas tendem a inflacionar os resultados dos seus alunos, por razões diversas, e tendo por base essas atitudes, obter dados objectivos que permitam estudar correctamente a evolução doensino em Portugal e, simultaneamente, seriar com justiça os alunos que concorrem, por exemplo, ao ensino superior, parece muito difícil sem exames nacionais.

É costume tratarem-se as variáveis “trabalho contínuo ao longo de vários anos” e “momento do exame” como se fossem completamente independentes. Na verdade, estão altamente ligadas. Mesmo considerando que há dias de azar e que esse dia pode calhar no dia do exame, essas variações são pontuais e não invalidam a estreita relação que existe entre as duas variáveis acima: de uma forma geral, quanto maior for o esforço e o estudo ao longo dos vários anos da disciplina, melhor correrá o exame.

Vale sempre a pena o esforço pois este aumenta muito as hipóteses de sucesso no momento decisivo. Ou, como disse Thomas Jefferson, “Acredito muito na sorte, pois percebi que quanto mais trabalho, mais sorte tenho”.
De uma coisa não restam dúvidas: não há sistemas de avaliação perfeitos mas há sistemas de avaliação mais ou menos justos; mais ou menos credíveis.
Ora, a única forma de fazer justiça, actualmente, é com critérios de avaliação iguais para todos, isto é, com exames nacionais.

Correio do Minho




Abraço!

GNR: Operação Exames!

Brigadas especiais, metralhadoras, carros blindados, cães amestrados e tudo mais, só para proteger os Exames.


É claro que estou a "inventar", foi só um momento de distracção dos leitores. A realidade é que a GNR tem a seu cargo a segurança dos Exames feitos nas Escolas, como já todos sabemos.


Nunca os fui buscar ao posto mais próximo, mas há quem o tenha que fazer.


"Educação: Forças de segurança iniciam na quinta-feira operação exames nacionais 2011



Lisboa, 08 jun (Lusa) -- A GNR inicia na quinta-feira uma das operações nacionais do ano, com a proteção dos exames que os alunos do 9.º ano e do ensino secundário realizam a partir do dia 20

A tarefa da guarda, que nas zonas urbanas é assumida pela PSP, começa por "ir buscar as provas à editorial do Ministério da Educação" para depois as distribuir pelas escolas, disse à agência Lusa o major Copeto.
As aulas terminam hoje para os alunos do 9.º, 11.º e 12.º ano, que terão de realizar exames nacionais, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Educação para o ano letivo que agora termina.
Os agentes da autoridade têm a missão de garantir, entre 09 de junho e 09 de agosto, que as provas decorrem com normalidade, estando por isso incumbidas do transporte e guarda dos enunciados até ao dia do exame.
Os testes ficam guardados nos postos territoriais e são entregues aos professores credenciados, uma hora antes da sua realização, para que todos os alunos os concretizem "em pé de igualdade", sem haver "fugas de informação".
O major garante que, apesar de especulações nesse sentido, "nunca aconteceu".
Os exames começam no dia 20, segunda-feira, com as provas da primeira chamada para Língua Portuguesa no 3.º Ciclo (9.º ano).
No mesmo dia, realiza-se a primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário para as disciplinas de Latim e Português.
A PSP fica com as zonas mais urbanas e a GNR atua fora das capitais de distrito, cobrindo 90 por cento do território, frisou.
Nos dias de "maior empenhamento", quando há exames nas escolas, estarão 600 militares e 300 viaturas no terreno.
Concluída a prova, regressam ao posto com os exames realizados, onde ficam guardados até serem entregues ao júri da correção.
Estão envolvidos 250 militares da Escola Segura, reforçados por elementos do serviço territorial.
Os exames nacionais vão decorrer até finais de julho (segunda fase) para os diferentes anos e disciplinas."
SIC

Abraço!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Humor, para variar.

Há que habituar os pequeninos ao país onde vivem...


Esta é do Inimigo Público:

"Programa da “troika” vai ser leitura obrigatória nas escolas primárias


As crianças portuguesas vão começar a ler o programa da “troika” mal saibam ler. A decisão foi tomada esta semana pelo Ministério da Educação e deverá arrancar já no próximo ano lectivo. O objectivo é familiarizar os jovens com o conceito de austeridade e com o endividamento português que, afinal de contas, será pago por eles. Os professores deverão estimular a reflexão sobre o documento através de actividades como redacções sobre o tema “Eu e a ‘troika’ nas férias do Verão” e visitas de estudo a aterros sanitários onde podem ver o que de mais parecido existe com a dívida pública portuguesa."


Abraço!