domingo, 12 de junho de 2011

Quem quer dar aulas em Miami?

Não querem professores de Educação Física? Pois, parece que é só para os sortudos de Português.

Estejam atentos ao Instituto Camões, se isto avançar é uma oportunidade de emprego que muitos vão querer.

Alberto Carvalho, luso-americano que dirige o quarto maior distrito escolar dos Estados Unidos, em Miami, e é um dos quatro candidatos a receber em setembro das mãos do Presidente Barack Obama o “Óscar da Educação” no país (podem ler outra notícia relacionada aqui). Quer agora professores de Português para se juntarem à sua força de trabalho naquela parte dos EUA.

Quem quer ir para os "states"?

"Miami quer receber professores portugueses no próximo ano letivo, através de um acordo que está a ser negociado com as autoridades portuguesas, disse à Lusa o superintendente das escolas do principal distrito da cidade, quarto maior dos Estados Unidos.

“Sou uma pessoa muito impaciente. A partir da altura em que discuto alguma coisa, gosto de vê-la materializar-se. Temos algum tempo, mas adorava ter algo em prática no próximo ano letivo, que começa em agosto”, disse à lusa Alberto de Carvalho.

Português naturalizado norte-americano que dirige as escolas do condado de Miami-Dade desde setembro de 2008, Carvalho discutiu na terça-feira a preparação do memorando de entendimento, que está a envolver também o Instituto Camões, com o embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito.

Segundo disse à Lusa, o acordo está a ser moldado à semelhança de outros firmados com Espanha, Itália, França e Alemanha, que negociou diretamente ao longo dos últimos anos.

Estes preveem intercâmbio de professores e aluno para ensino de diferentes programas e línguas em Miami.

“Com o Brasil, uma força económica tão potente e a crescer a cerca de 10 por cento ao ano, com um enorme contingente de emigrantes brasileiros e cerca de 70 mil portugueses a viver aqui no estado da Florida - 1,5 milhões no país - com um superintendente português do quarto maior sistema escolar, achamos que era altura de discutir o desenvolvimento de um acordo”, adiantou.

O objetivo é o fomento da instrução da língua portuguesa em Miami-Dade, e o vencimento dos professores pode vir a ser suportado pela parte norte-americana, portuguesa, ou ambas.

Atualmente, o ensino do português está “modestamente presente” em Miami, e existe até uma escola de ensino básico - Ada Merritt K-8 - e dois liceus em que todo o ensino é bilingue português e inglês.

“O português é ensinado talvez numa dúzia de escolas, em diferentes graus, mas nestas três escolas os alunos estão a aprender não apenas português mas todo o programa em português e inglês em simultâneo”, disse à Lusa Alberto Carvalho.

Para o embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito, está em causa um “objetivo estratégico e mais vasto” de implantação do português nos Estados Unidos e mesmo a nível internacional.

“É um trabalho de persistência que tem de ser feito por nós, pelo Brasil e pelos outros países de língua portuguesa. Estamos a ver também se conseguimos fazer pontes com o Brasil nestas áreas”, disse à Lusa.

O número de falantes de português tem vindo a subir, existindo atualmente cerca de 300 mil pessoas a aprender a língua nos Estados Unidos, desde o básico ao ensino superior, adianta.

Alberto de Carvalho, que apesar de mais de vinte anos dos Estados Unidos fala português fluentemente e segue a atualidade da terra-natal, Portugal, tem “um contacto muito fácil” e importa “manter o diálogo e acompanhar” o seu trajeto na vida pública e até política norte-americana, sublinha o diplomata.

“É uma pessoa com muito interesse, um americano recente, veio de Lisboa e é o superintendente do sistema escolar de Miami. Politicamente falando, está a tornar-se num peso pesado no Estado”, considerou."
Correio do Minho

Abraço!

E quando o dinheiro não chega para estudar?

É uma realidade que vai entrando no Ensino livre e universal que o estado deve conseguir conceder a todos os alunos. E não estou a falar do Ensino Superior, onde conseguir estudar já é um luxo.

É claro que não é como no meu tempo, mas estamos a regredir em vez de avançar...

E agora vamos tê-los até ao 12º ano... quem paga?

"Alunos abandonam escola obrigatória por dificuldades financeiras                            

Um pouco por todo o país há alunos a abandonar a escola por causa das dificuldades financeiras da família. Uns fazem-no para ajudar os pais, outros simplesmente porque deixaram de ter dinheiro para estudar.

No agrupamento de Escolas da Cruz de Pau, no Seixal, há mais mesas vazias nas salas de aula desde o final do segundo período.

“Este ano tenho recebido várias anulações de matrículas: dez, até agora. São de alunos do 9º ano ou com mais de 15 anos. Três delas tenho a certeza de que foram feitas por questões económicas, porque os alunos falaram comigo”, conta o director do agrupamento, Nuno Adeganha.

Os casos detectados aconteceram na escola do 2.º e 3.º ciclos, frequentada por cerca de 870 estudantes e “inserida num contexto económico frágil”.

No entanto, sublinha Nuno Adeganha, os alunos que têm anulado as matrículas “não são dos bairros mais problemáticos. Pertencem à classe média baixa, são de famílias que de um momento para o outro deixaram de ter dinheiro para pagar coisas elementares. Dois dos casos são de famílias mono parentais, o outro é de uma família em que os pais ficaram desempregados”, explica.

Na perspectiva do representante dos encarregados de educação do distrito, o cenário não é tão delicado como Nuno Adeganha o descreve. António Amaral, presidente da Federação Regional de Setúbal das Associações de Pais, afirma que “o abandono escolar está ao nível do ano passado” e considera que existem no distrito apenas casos “pontuais”.

A Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) discorda e diz que o fenómeno acontece um pouco por todo o país. Manuel Pereira, presidente da ANDE, lembra que algumas famílias em situação limite vêem nos filhos uma fonte de rendimento extra: “Sei que há miúdos que estão a apoiar as famílias”, diz.

Pessoalmente, Manuel Pereira conhece apenas um caso: “Um aluno meu que frequentava um curso de formação e o pai tirou-o da escola para ir trabalhar”, revela.

Já o presidente do Conselho de Escolas, Manuel Esperança, diz que há regiões onde o trabalho sazonal tem forte impacto, “nomeadamente no Algarve, onde os alunos deixam a escola para ir trabalhar”. O responsável conta à Lusa que o início da época balnear é sinónimo de salas de aulas mais vazias.

Há alguns anos “a taxa de abandono escolar em algumas escolas era surpreendente: era vê-los sair para ir trabalhar nas praias, nos bares e cafés”, recorda.

Também neste sentido, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Albino Almeida, admite “situações pontuais” em zonas com produção de calçado e vestuário, que nesta altura do ano “precisam de mais trabalhadores para acabar as encomendas a tempo de irem de férias”.

Mas não considera generalizado o fenómeno do abandono escolar em prol da economia familiar. Até porque, defende, “o mercado não tem capacidade para absorver este tipo de mão-de-obra tão jovem e tão pouco qualificada”.

Actualmente, os alunos só precisam de ter o 9º ano ou 15 anos para poderem abandonar a escola. A partir de Setembro, o ensino obrigatório estende-se a 12 anos. Este domingo comemora-se o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil."

Abraço!

sábado, 11 de junho de 2011

Há vida para lá do trabalho

O Educare repescou esta notícia/estudo, que já tinha comentado há uns tempos atrás, e apresenta-nos este artigo.

É sobre o stress dos professores que, muitas vezes, não conseguem "desligar" do trabalho. Daí à falta de descanso/relaxamento é um "pulinho" e o desgaste vai-se sentindo, como uma "pilha viciada".

Recomendo a leitura:



Os professores funcionam como uma "bateria viciada"
Sara R. Oliveira
Tese de doutoramento "Há vida para lá do trabalho" revela que os docentes não conseguem desligar-se da profissão no final de um dia de aulas. A autora da investigação, Maria Alexandra Costa, professora do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), obteve um dado curioso: segunda-feira é o dia mais difícil.
Durante duas semanas, no ano letivo passado, 100 professores do pré-escolar ao Ensino Secundário foram seguidos atentamente. Maria Alexandra Costa, professora do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), acompanhou os docentes e colocou-lhes várias questões em duas fases, ou seja, antes do início de mais uma jornada de trabalho e depois das portas da escola se fecharem. Na tese de doutoramento "Há vida para lá do trabalho - A relação entre a recuperação de recursos e o desempenho no trabalho", a investigadora analisou um grupo profissional com elevados níveis de stress e concluiu que os docentes não conseguem desligar o botão quando chegam a casa.

A pesquisa revela que os docentes não conseguem recarregar baterias quando acaba um dia de trabalho, funcionando, por isso, como "uma bateria viciada". "A partir do momento em que têm níveis de stress muito altos, não conseguem recuperar de forma a não sentirem stress no dia a dia", refere a investigadora ao EDUCARE.PT. Quando o dia acaba e a porta de casa se abre, há muitos professores que têm aulas para preparar, testes para corrigir ou precisam de ajudar os filhos nos trabalhos para a escola. Nestas condições, é complicado interromper a rotina, desligar o interruptor e relaxar antes de ir para a cama. "Torna-se mais complicado, parece que o professor está sempre a trabalhar porque recorre a recursos semelhantes aos que usa no trabalho."

E se, à partida, a segunda-feira poderia ser o dia mais relaxante, depois de um fim de semana para descansar o corpo e a cabeça, o estudo da docente do ISEP indica que o primeiro dia da semana é o mais complicado para quem tem de ensinar. Sexta-feira é o dia em que os professores começam a distanciar-se psicologicamente do trabalho, aplicando-se o efeito de contaminação de fim de semana, à segunda-feira é o momento de enfrentarem mais uma semana de aulas. "É ao fim de semana que mais recuperaram, que se sentem mais em forma, mas quando regressam ao trabalho, o confronto com a realidade parece provocar uma sensação de desgaste maior", afirma.

Maria Alexandra Costa partiu da teoria da recuperação de recursos - cognitivos, psicológicos e emocionais - para tentar perceber se os professores conseguiam recarregar baterias nos tempos de lazer. A maioria não consegue encher o balão de oxigénio, descarregar todo o stress, recuperar em atividades que lhes permitam respirar tranquilamente. "Há três processos que têm impacto nesse carregamento de baterias: a capacidade de se envolverem em atividades que lhes permitam afastar-se psicologicamente do trabalho, o relaxamento e o sono", explica.

"Apesar de os professores terem uma grande necessidade de recarregar baterias, até porque têm um desgaste muito grande ao longo do dia, têm uma inabilidade para o fazer", sustenta. Por isso, a investigadora defende que cada professor deve encontrar a sua própria forma de relaxamento que pode passar por praticar ioga ou um desporto, frequentar um workshop de teatro ou de dança, ir ao cinema, meditar. A escolha é de cada um. O processo de relaxamento de uma pessoa pode ser completamente diferente de outra.

As escolas também podem dar uma ajuda neste processo. "As salas de professores são tudo menos espaços de relaxamento", observa. Portanto, a docente sugere que os responsáveis educativos se debrucem sobre o que pode ser feito para que os docentes consigam relaxar, nem que seja por alguns momentos, dentro do recinto escolar. Como, por exemplo, criar condições para que os professores façam todas as tarefas relacionadas com o ensino na escola, de forma a definir fronteiras entre a vida profissional e a vida privada. Em seu entender, a própria organização escolar podia incentivar os docentes a envolver-se em atividades que promovam relaxamento e bem-estar e assim criar clubes de leitura, classes de ginástica, sessões de relaxamento, tertúlias, entre outras. E para que o desempenho seja o melhor possível, o período antes do início das aulas deve ser o mais relaxante possível, com uma sala de professores simpática e, se possível, com música ambiente.


"O que as pessoas fazem nos seus tempos livres tem impacto naquilo que é o seu trabalho", reforça a investigadora. O sono também faz milagres e naturalmente influencia o estado de recuperação matinal que, por sua vez, se reflete no desempenho ao longo do dia. "O efeito do sono, a quantidade e qualidade desse descanso, tem um impacto muito grande na recuperação." 


Abraço!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Exames: um sistema de avaliação justo

Concordem ou não, dá-nos que pensar...


Grandes realidades definem-se em curtos momentos: esta é uma verdade que se verifica em quase tudo na vida, e os exames nacionais são também uma dessas situações.
O que é necessário salientar é que antes desse curto momento existiram vários anos de prepa-ração, o que faz toda a diferença pois estabelece uma ligação desse momento de avaliação a todo o percurso escolar na disciplina.
Os exames têm por base um princípio de equidade. Pode-se concordar que qualquer exame procura medir conhecimentos e que é desejável que coloque todos os alunos em igualdade de circunstâncias.

É certo que a seriação não é perfeita mas também é verdade que décadas de investigação vieram mostrar que, não sendo os exames infalíveis, são uma razoável medida dos conhecimentos adquiridos. 
Se a educação fosse igual em todo o lado, seria escusado existirem momentos em que os alunos fossem todos avaliados de igual forma porque isso já seria feito na avaliação contínua. Precisamente pelo facto das realidades das escolas serem tão diferentes que há necessidade de haver exames nacionais.

Sendo do senso comum que algumas escolas tendem a inflacionar os resultados dos seus alunos, por razões diversas, e tendo por base essas atitudes, obter dados objectivos que permitam estudar correctamente a evolução doensino em Portugal e, simultaneamente, seriar com justiça os alunos que concorrem, por exemplo, ao ensino superior, parece muito difícil sem exames nacionais.

É costume tratarem-se as variáveis “trabalho contínuo ao longo de vários anos” e “momento do exame” como se fossem completamente independentes. Na verdade, estão altamente ligadas. Mesmo considerando que há dias de azar e que esse dia pode calhar no dia do exame, essas variações são pontuais e não invalidam a estreita relação que existe entre as duas variáveis acima: de uma forma geral, quanto maior for o esforço e o estudo ao longo dos vários anos da disciplina, melhor correrá o exame.

Vale sempre a pena o esforço pois este aumenta muito as hipóteses de sucesso no momento decisivo. Ou, como disse Thomas Jefferson, “Acredito muito na sorte, pois percebi que quanto mais trabalho, mais sorte tenho”.
De uma coisa não restam dúvidas: não há sistemas de avaliação perfeitos mas há sistemas de avaliação mais ou menos justos; mais ou menos credíveis.
Ora, a única forma de fazer justiça, actualmente, é com critérios de avaliação iguais para todos, isto é, com exames nacionais.

Correio do Minho




Abraço!

GNR: Operação Exames!

Brigadas especiais, metralhadoras, carros blindados, cães amestrados e tudo mais, só para proteger os Exames.


É claro que estou a "inventar", foi só um momento de distracção dos leitores. A realidade é que a GNR tem a seu cargo a segurança dos Exames feitos nas Escolas, como já todos sabemos.


Nunca os fui buscar ao posto mais próximo, mas há quem o tenha que fazer.


"Educação: Forças de segurança iniciam na quinta-feira operação exames nacionais 2011



Lisboa, 08 jun (Lusa) -- A GNR inicia na quinta-feira uma das operações nacionais do ano, com a proteção dos exames que os alunos do 9.º ano e do ensino secundário realizam a partir do dia 20

A tarefa da guarda, que nas zonas urbanas é assumida pela PSP, começa por "ir buscar as provas à editorial do Ministério da Educação" para depois as distribuir pelas escolas, disse à agência Lusa o major Copeto.
As aulas terminam hoje para os alunos do 9.º, 11.º e 12.º ano, que terão de realizar exames nacionais, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Educação para o ano letivo que agora termina.
Os agentes da autoridade têm a missão de garantir, entre 09 de junho e 09 de agosto, que as provas decorrem com normalidade, estando por isso incumbidas do transporte e guarda dos enunciados até ao dia do exame.
Os testes ficam guardados nos postos territoriais e são entregues aos professores credenciados, uma hora antes da sua realização, para que todos os alunos os concretizem "em pé de igualdade", sem haver "fugas de informação".
O major garante que, apesar de especulações nesse sentido, "nunca aconteceu".
Os exames começam no dia 20, segunda-feira, com as provas da primeira chamada para Língua Portuguesa no 3.º Ciclo (9.º ano).
No mesmo dia, realiza-se a primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário para as disciplinas de Latim e Português.
A PSP fica com as zonas mais urbanas e a GNR atua fora das capitais de distrito, cobrindo 90 por cento do território, frisou.
Nos dias de "maior empenhamento", quando há exames nas escolas, estarão 600 militares e 300 viaturas no terreno.
Concluída a prova, regressam ao posto com os exames realizados, onde ficam guardados até serem entregues ao júri da correção.
Estão envolvidos 250 militares da Escola Segura, reforçados por elementos do serviço territorial.
Os exames nacionais vão decorrer até finais de julho (segunda fase) para os diferentes anos e disciplinas."
SIC

Abraço!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Humor, para variar.

Há que habituar os pequeninos ao país onde vivem...


Esta é do Inimigo Público:

"Programa da “troika” vai ser leitura obrigatória nas escolas primárias


As crianças portuguesas vão começar a ler o programa da “troika” mal saibam ler. A decisão foi tomada esta semana pelo Ministério da Educação e deverá arrancar já no próximo ano lectivo. O objectivo é familiarizar os jovens com o conceito de austeridade e com o endividamento português que, afinal de contas, será pago por eles. Os professores deverão estimular a reflexão sobre o documento através de actividades como redacções sobre o tema “Eu e a ‘troika’ nas férias do Verão” e visitas de estudo a aterros sanitários onde podem ver o que de mais parecido existe com a dívida pública portuguesa."


Abraço!

EPIS ajuda a reduzir abandono em 60 escolas

Se é para ajudar...


"A associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS) está a promover projectos de parceria com 60 escolas de todo o País, que visam reduzir de forma significativa as taxas de abandono e de insucesso escolares.


Ao longo desta semana, a EPIS promove fóruns regionais de balanço do trabalho desenvolvido. O primeiro, dedicado à Região de Lisboa e Vale do Tejo, teve lugar hoje em Vila Franca de Xira. Seguem-se as áreas da Direcção Regional de Educação do Centro (terça-feira) e do Norte (quarta-feira).

O objectivo, segundo Diogo Simões Pereira, presidente da EPIS, é discutir de forma mais aprofundada as “boas práticas” existentes em várias escolas do país, avaliá-las e disseminá-las.

No fórum realizado esta segunda-feira na Escola Secundária e do 2.º e 3.º ciclos Professor Reynaldo dos Santos foram apresentados casos de estudo como a parceria desenvolvida por escolas do Médio Tejo para a organização de horário dos docentes que facilitem a aprendizagem e o sucesso educativo e o projecto de prevenção e controlo do absentismo escolar promovido na Secundária Fernão Mendes Pinto.

Em foco, estiveram também iniciativas de integração de alunos de etnia cigana, o marketing na afirmação da marca de uma escola e a parceria entre a Secundária Reynaldo dos Santos e a Central de Cervejas para desenvolver a área de comunicação interna.

Diogo Simões Pereira salientou que outro dos grandes objectivos da EPIS é desenvolver projectos-piloto de combate ao abandono escolar em 60 escolas de todo o País, que já têm objectivos definidos até 2013. “Creio que neste aspecto ainda há muito trabalho a fazer. Ainda não se assume o abandono como ele na realidade é. Para nós, se o jovem não vem à escola ou se não está a progredir, isso é uma situação de abandono escolar. É um desafio que ainda tem muito caminho a percorrer”, referiu.

De acordo com um balanço também ontem divulgado, a EPIS está a trabalhar em 88 escolas do País, já acompanhou mais de 6100 alunos desde 2007 e ajudou a criar 1074 novos bons alunos no 3º. Ciclo. Actualmente a associação tem cerca de 170 empresas e empresários associados e desenvolve projectos como o “Todos Bons Alunos”, “Abandono Zero” e “Escolas do Futuro”."



Abraço!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Passos Coelho: o "forreta"!

Numa notícia do Expresso fazem o retrato do homem que vai partilhar para governar.


Desenrascado, trabalhador, controlado, "forreta" e outros adjectivos vêm ao de cima.


Sinceramente não sei se a notícia é "comprada" e se há uma tendência laranja na redação. A ser verdade, parece-me "um bom homem".  


Mas, como será quando tiver o destino do país na mão? Um bom homem não é necessáriamente um bom primeiro-ministro...


E como será a Educação que tanto nos apoquenta?



Um execerto da notícia "Conheça o novo primeiro-ministro de Portugal". O resto podem ler aqui.


"No limiar da forretice

Manuel Castro, administrador da Tecnoforma, onde Pedro Passos Coelho chegou como consultor em 1996, confirma.
Entrou naquela empresa deixando a política para trás das costas e com o feito de ter sido o único deputado a deixar o Parlamento sem requerer a subvenção mensal a que tinha direito. "Acho mesmo que prescreveu", diz Miguel Relvas que, encolhendo os ombros, assume que não seria de esperar outra coisa "do Pedro". O administrador lembra-se da altura em que lhe passaram para as mãos o pelouro financeiro da Tecnoforma com a intenção de reduzir custos. "Aí sofremos um bocadinho", recorda. Passos Coelho foi direito às "gorduras da empresa" e passou-a a pão e água. Cortou nos cartões de crédito, nos carros, nos extras de representação e nas viagens a que todos se habituaram a ter direito. Adotou a receita que usa consigo próprio. "É incapaz de tirar proveitos", acrescenta Miguel Relvas. Ainda hoje, "tem um carro pequeno onde não cabe toda a família.
Por isso, as filhas mais velhas vão de comboio para férias. Nem pensar em usar o carro do partido!", acrescenta. "É muito poupado", acrescenta Feliciano Barreiras Duarte, seu chefe de gabinete e ex-parceiro na Jota.
É dos que "apagam sempre as luzes e desligam o ar condicionado quando saem do escritório".
Usa as canetas até ao fim, aproveita o lado B de cada papel, tem um toque de economia doméstica em cada gesto banal.
"É um bocadinho avarento", prefere resumir Sérgio Porfírio, o administrador que o convidou para entrar na Tecnoforma. Lembra-se dele a chegar num velho "Panda, quase podre", enquanto conciliava trabalho e as aulas da universidade, para onde voltou adulto feito e direito para tirar Economia. "Era extremamente organizado e disciplinado", afirma. Equilibrava tarefas, mudou de vida, passou por um divórcio, sem que, na empresa, se desse por nada. "Tem grande autocontrolo, nunca o sentimos alterado". Nesta pausa da política, em plenas férias de verão, conhece Laura Ferreira, na Praia da Oura, em casa de Manuel Castro. Começam a sair, decidem casar-se, mas as emoções são matéria para deixar à porta do escritório. "No dia do casamento, ainda veio trabalhar para aqui.
Só depois nos encontrámos todos no restaurante", lembra Sérgio Porfírio.
Laura tinha uma filha e um casamento falhado.
Apaixonou-se "pela calma, pela tranquilidade" que o homem mantém apesar de todas as crises. "E pela diferença enorme que existe entre a aparência certinha e distante que tem sempre e a emoção que põe em cada coisa que faz". Esta "paixão que tem pela vida", a maneira como "é atento e carinhoso com todos os que ama" são traços que, ainda hoje, enchem de emoção a voz da mulher.
A família é o seu "estabilizador", diz Laura. Precisa dela como de um carregador de baterias. Não gosta de dormir fora de casa, prefere fazer o dobro dos quilómetros se isso for necessário para o trazer de volta a Massamá onde, com a mulher, a enteada de 16 anos e a filha de 4, passa do reboliço da política para a calma caseira."

Abraço!

Apoio às privadas mantém-se nos 90 mil euros

Pelos vistos é o 2º veto que usa neste mandato. 


Ficam os 90 mil euros por turma.


E sendo "mauzinho" no pensamento, será que a decisão é para dar "razão" ao PSD eleito agora fresquinho?


Aquelas ideias do "cheque-ensino", escolher a Escola...







"Presidente veta alteração ao apoio do Estado ao ensino particular


O Presidente da República anunciou hoje que decidiu não promulgar a lei que alterava a regulamentação do apoio do Estado aos estabelecimentos do ensino particular e cooperativo e já a devolveu à Assembleia da República. Este diploma resultou de uma iniciativa legislativa do PSD, que pretendia modificar o regime de apoios financeiros ao ensino particular e cooperativo, o que nunca chegou a ser concretizado.

O novo regime de apoios às escolas particulares e cooperativas, definido pelo Ministério da Educação, e que prevê uma redução nos montantes atribuir às escolas privadas, mantém-se por isso inalterado.

O diploma não promulgado pelo Presidente da República, e que foi aprovado na Assembleia da República por iniciativa do PSD, estabelecia um regime de transição para os apoios às escolas particulares e cooperativas até à entrada em vigor da portaria que definiria os novos montantes a atribuir.

Na mensagem enviada ao Parlamento, e que foi publicada no site da Presidência da República, Cavaco Silva relembra, no entanto, que a referida portaria, que foi aprovada pelo Ministério da Educação, “já se encontra em vigor” e que, não tendo sido aprovada “qualquer alteração” a esta norma, “suscitam-se fundadas dúvidas” sobre que alcance” pretendido pelo legislador e “sobre que efeitos concretos e reais poderia o mesmo ter na ordem jurídica”.

“Como a portaria que define os valores a atribuir às escolas entrou entretanto em vigor e como no parlamento não foi possível alterar ou modificar essa portaria, este diploma que estabelecia um regime de transição acaba por inconsequente do ponto de vista legal”, reconhece Emídio Guerreiro, um dos deputados do PSD que esteve envolvido na iniciativa de apreciar o decreto-lei aprovado pelo Governo.

As alterações introduzidas pelo Governo no financiamento às escolas particulares mantêm-se em vigor, nomeadamente a redução, a partir de Setembro, do montante a atribuir por turma que vai passar de 90 para 80 mil euros."

Abraço!

O novo rosto para a Educação?

José Manuel Canavarro pode ser o novo Ministro da Educação, segundo um artigo do Correio da Manhã.

"Canavarro é director do grupo de estudos do PSD e cabeça-de-lista por Coimbra. Antigo secretário de estado da Educação do Governo PSD/CDS, é dado agora como ministro."


Já segundo o Jornal i, "Nuno Crato é o primeiro nome de que se fala para o ministério da Educação e do Ensino Superior (que ficarão juntos). "




A notícia completa no Correio da Manhã:

"Educação e Justiça para o PSD


As negociações entre o PSD e o CDS de um governo de coligação podem impedir que Passos Coelho cumpra um dos objectivos eleitorais: reduzir o governo a dez ministérios. Deve ficar mais próximo dos números de Paulo Portas, que apontava para um governo com o máximo de doze pastas executivas.

Entre os nomes sociais-democratas apontados para ministérios, conta-se Paula Teixeira da Cruz para a pasta da Justiça e Administração Interna, mas também o de José Manuel Canavarro para o ministério da Educação.

Canavarro é director do grupo de estudos do PSD e cabeça-de-lista por Coimbra. Antigo secretário de estado da Educação do Governo PSD/CDS, é dado agora como ministro. Isto para além de Aguiar Branco, Vítor Bento, Miguel Macedo, Bagão Félix e Paulo Portas (ver textos em cima). O novo governo deverá começar a ser discutido a partir de hoje por Passos Coelho e Paulo Portas.

Ao Correio da Manhã, na última entrevista que deu antes das eleições, Passos afirmou que pretendia que o CDS entrasse no novo executivo, mesmo que o PSD obtivesse a maioria absoluta. Falta saber se Portas e Passos chegam a um acordo para governar."


Abraço!