quarta-feira, 18 de maio de 2011

Políticos, deixem o ensino público em paz

Até parece um dos meus títulos, mas este vem directamente do Jornal i.

"Seja qual for o próximo ministro da Educação, que tenha a delicadeza de não entrar a matar. Esse é o pedido que professores, directores ou encarregados de educação fazem ao partido que ganhar as legislativas de 5 de Junho."

Aqui está um bom pedido, mas será que é um daqueles desejos que se concretizam?

Autonomia, mais lugares no quadro, revisão dos programas/disciplinas do 3º ciclo, reajustamentos, avaliação e mais nesta notícia.



Abraço!

Visões políticas sobre a Educação

Ou melhor, "dizer mal das políticas dos opositores" - seja na Educação ou noutra coisa qualquer!


Quem é que está à espera de uma campanha eleitoral esclarecedora onde se debatam ideias e que permita escolhermos o melhor?


E quem é que está à espera de mais uma fantochada de "bota abaixo" as ideias dos outros e de dar a volta aos assuntos que realmente importam?


Pois, eu pertenço ao segundo grupo.


Dizem mal das Novas Oportunidades, dizem que o Ensino não pode ser só uma "paixão", defendem as Novas Oportunidades...


Um 3 em um (desculpem, mas já sabem porque razão estou a "poupar"...)



"Ministra Educação diz que Passos está "desfasado" da realidade ao defender auditoria às Novas Oportunidades" - DN


Fernando Nobre defende que na Educação não basta "paixão" - Público


segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Paternidade do Professor Raro

Peço desculpa aos meus atentos leitores (e aos esporádicos também), mas a minha ausência prolongada tem uma explicação que todos, de certeza, compreenderão: tenho o dobro das filhas que anteontem tinha;)

O Professor Raro é também Papá Raro duas vezes.

Darei a atenção possível a este espaço, mas valores mais altos se levantam...

Abraço!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Entupiu! Valida-se como se pode...

Quem é que conseguiu navegar sem problemas na internet lá da Escola ontem e hoje?


Ora... se eu fosse do ministério o que estaria a pensar...? "Está tudo bem, não há problemas, é só uma coisita de nada... estes professores têm a mania de complicar, só porque o concurso deles (=vida profissional, para muitos até mais do que isso) está encalhado... até parece... quando é que os deixamos ficar mal? Digam, uma vezita que seja..." 


Pois... a ver vamos... Foi um "pico", dizem eles! 


Quanto a "uma vezita que seja": por onde podemos começar? Listas que desaparecem, programas que bloqueiam, informações diferentes a cada semana, verdades que duram só umas horas, esclarecimentos que são recusados, promessas que afinal não eram... mais?


"Às 17.55 de ontem, a chefe da secretaria do agrupamento de escolas Ibn Mucana, em Alcabideche (Cascais), agarrou na mala e foi para casa irritada. Durante os últimos três dias tentou aceder à rede de internet do Ministério da Educação. Das vezes que conseguiu, a ligação durou alguns minutos e voltou a cair. Insistiu, pensado que a anomalia fosse passageira, mas enganou-se, porque o seu desespero se estende pelos estabelecimentos de ensino de todo o país. As direcções não conseguem entrar na plataforma da Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) para validar as candidaturas dos 55 mil contratados que concorrem ao concurso de professores, um passo obrigatório. O prazo termina segunda-feira e o processo está paralisado.

Não cumprir o calendário é um risco que os directores não querem correr. Daí que o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) tenha solicitado ontem à tutela o prolongamento dos prazos. "Não vamos conseguir validar as candidaturas dos professores a tempo e a responsabilidade desse atraso não pode ser atribuído aos directores", avisa Adalmiro da Fonseca, alertando para o perigo de os professores ficarem excluídos do concurso que visa suprir as necessidades transitórias das escolas no próximo ano lectivo.

O pedido foi feito com urgência, a resposta ainda não chegou, mas segundo o esclarecimento prestado pelo ministério ao i, não há necessidade de alterar o calendário: "O prazo de validação de candidaturas por parte das escolas termina apenas no dia 16. Assim sendo, é extemporânea qualquer eventual alteração do prazo previsto para esse efeito." Fonte da tutela esclareceu ainda que congestionamento da rede informática do ministério se deve apenas ao "grande número de acessos", explicando que durante a fase de candidaturas, a plataforma da DGRHE registou mais de 280 mil acessos: "Não existe qualquer anomalia. Trata-se apenas de um pico de utilização da rede informática do ME."

Um "pico" que está a estrangular a rede interna, mas o problema deixa de existir se os funcionários optarem por usar as suas pen. No Agrupamento de São Julião da Barra, em Oeiras, os administrativos recorreram à internet pessoal e o mesmo acontece nas escolas de Cinfães, onde o director Manuel Pereira pediu a três colegas da direcção para usar a sua própria net: "Com a rede da escola não vamos a lado nenhum, por isso, os meus colegas estão a pagar do seu bolso para prestar um serviço ao Estado."

A dificuldade portanto não se resume à página da DGRHE, uma vez que não é possível navegar igualmente nos sites da Google, Sapo ou Hotmail, conta Paulo Vasconcelos, coordenador do Plano Tecnológico da Educação (PTE) no Agrupamento de Cinfães. O problema surge sobretudo nos sites que implicam uma senha de entrada. E isso só acontecerá porque os servidores da tutela não têm capacidade para suportar o grande afluxo de utilizadores. "É como se milhares de pessoas tentassem atravessar ao mesmo tempo uma porta estreita", explica José Nogueira, do Agrupamento Ibn Mucana. São as 1200 escolas a tentar cumprir os prazos do concurso para os professores contratados."





Abraço!

"Ò Magalhães: não batas nos americanos!"

Esta é mesmo para ter piada, até porque já não deixo momentos de humor há muito tempo.


Então não é que o Magalhães deu a volta ao mundo e agora, achando que foi pouco, quer guerra com os americanos?


É claro que estou a levar a história para onde quero, vá, confesso, é ficção. Mas é baseada em factos reais;)


Mas estamos a dar tareia ao Bill...


Mas por cá o pobre magalhães está a ser maltratado: 

"Magalhães. Oposição quer o fim da fundação. Governo recusa" - Jornal i



Parte tudo desta notícia do jornal i:


"Portáteis portugueses expulsam Bill Gates da Venezuela

 O software usado nos portáteis que Portugal vende à Venezuela, conhecidos pelo nome deCanaima, é apontado como uma das razões que levam a norte-americana Microsoft a ponderar abandonar o país, revela hoje a imprensa venezuelana.


Com o título de capa "Microsoft deixa a Venezuela, [Hugo] Chávez não quer receber Bill Gates", o semanário venezuelano As Verdades de Miguel (AVM) explica que a não inclusão do sistema operacional Windows nos portáteis comprados a Portugal "significa um revés na expansão da célebre empresa norte-americana".

"O projeto Canaima. Este é um acordo assinado com Portugal em função do software livre, que será usado nos computadores que se comprarão mediante esse tratado com os lusitanos, o que significa que um milhão de computadores não virão com o sistema operacional que vende [Bill] Gates", diz".

Segundo o AVM, desde que em 2002 a Venezuela implementou um sistema de controlo cambial que impede a livre obtenção de divisas estrangeiras no país, a Microsoft "tem depositado na banca, sem poder repatriar, mais de 38 milhões de dólares (26,57 milhões de euros), algo similar ao que ocorre com o resto das transnacionais no país".

No entanto, o semanário precisa que "a Venezuela é para o senhor Gates um erro de redondeio numérico, porque a sua capacidade é infinitamente maior e além disso o seu interesse na área regional continua em países como o Brasil e México" e que representantes da empresa "têm tentado, sem sucesso, contactar o alto Governo" venezuelano.

O jornal aponta ainda como razão para a Microsoft ponderar abandonar o país o decreto governamental 3.390, "que veta o uso de software comercial nos organismos do Estado".

Por outro lado, o decreto "só se cumpre parcialmente, porque a banca do Estado e a [petrolífera estatal] Pdvsa continuam a funcionar com aplicações de software comercial", explica.

Conhecidos na Venezuela pelo nome de Canaima, os portáteis portugueses são distribuídos pelo governo venezuelano com o sistema operativo livre também chamado Canaima, baseado noDebian Linux."


Abraço!

Escolas TEIP com bons resultados

O investimento extra parece estar a ser justificado, ainda bem.


Os  Directores aplaudem e gostam dos resultados. Mas também não iam dizer mal... se com mais meios não conseguirem melhores resultados não convém que o divulguem... mas prefiro acreditar que há sucesso.


Mas há Escolas por onde tenho passado, e outras como estas ou piores, que não são TEIP mas precisavam muito de o ser. Hoje em dia muitas têm que lidar com situações muito complicadas com os mesmos recursos que as outras...


Mas qualquer Escola só pode ser boa se tiver bons professores. Será que algum do sucesso anunciado se deve ao facto de poderem escolher os professores para o seu grupo de trabalho?


As contratações nas TEIP estão muitas vezes encobertas por histórias de muitos que concorreram e foram aceites por vias, no mínimo, passíveis de contestação... e não acredito - tenho a certeza - que os melhores lá estejam:  muitos não querem e  outros tiveram "sorte" e lá foram parar...


A notícia é da SIC:


"Educação: Escolas dão boa nota a programa para escolas de risco



Almada, Setúbal, 13 mai (Lusa) -- Diretores de agrupamentos de escolas que integram o programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), dirigido a escolas problemáticas, dão boa nota ao projeto e consideram-no responsável pelas melhorias no ambiente do estabelecimento de ensino e nos resultados escolares.
De acordo com um estudo do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciência do Trabalho e da Empresa (CIES/ISCTE), "o abandono e a indisciplina têm-se reduzido de forma significativa na grande maioria [das escolas do TEIP]. Cerca de metade [dessas escolas] evoluiu de forma muito positiva em termos de resultados escolares".
O coordenador do estudo, Pedro Abrantes, disse à agência Lusa que, "ainda que com traços e intensidades diferentes, em termos gerais, o programa TEIP tem tido um efeito positivo nos 105 agrupamentos de escolas que abrange".
Pela voz dos que o têm vivido é assim também. Inês de Castro é diretora do agrupamento de escolas do Monte da Caparica, em Almada, que tem cerca de 1.200 alunos, e integra o TEIP desde 1996, quando o projeto foi criado.
Nessa altura, contou à agência Lusa, "este era um agrupamento muitíssimo problemático, com gravíssimos casos de indisciplina, de violência, com um forte absentismo escolar, com uma taxa elevada de abandono escolar e com resultados escolares fracos, com um elevadíssimo número de reprovações".
Hoje, "e mesmo depois de os TEIP terem sido abandonados pelo poder político durante uns anos", o cenário é outro, "sem comparação": "A partir de 2006 o projeto ganhou um novo impulso, contratámos um mediador para a população de etnia cigana, animadores sócioculturais e mais professores do primeiro ciclo para dar apoio especializado aos alunos que apresentavam maiores dificuldades de aprendizagem", acrescentou.
"Reduzimos os casos de violência a quase zero, o ambiente escolar melhorou substancialmente, o abandono escolar no nosso agrupamento é claramente residual e melhorámos muito as taxas de transição de ano", disse ainda.
Pela frente "há, claro, um longo caminho a fazer", mas "as melhorias são evidentes".
O mesmo contou à Lusa Rui Filipe, diretor do agrupamento de escolas de Almancil, em Loulé, que tem 1.330 alunos e aderiu ao TEIP no início deste ano letivo.
"A escola mudou muito. Está muito diferente. Tem melhor ambiente, há mais atividades ligadas ao sucesso educativo, há menos indisciplina, mais recursos, mais ferramentas para resolver os problemas das famílias e dos alunos", afirmou.
O professor considerou também que "estas ferramentas deviam ser estendidas a todas as escolas do país".
Mais a Norte, em Gaia, Agostinho Guedes, diretor da escola secundária Inês de Castro, que tem 1.140 alunos e está integrada no programa desde 2006, afirmou que "a dinâmica criada foi bem articulada e trouxe com ela ferramentas que permitem às escolas com mais problemas terem um projeto educativo diferente".
Para o responsável, o programa trouxe "um reforço financeiro que permitiu reforçar a parte pedagógica e complementar o trabalho dos professores com o trabalho de profissionais especializados. A nossa equipa tem um animador sociocultural, um psicólogo e um educador social. Criam uma estrutura de apoio importante, são fundamentais".
O programa TEIP foi criado em 1996 mas esteve praticamente inativo durante dez anos. Em 2006 ganhou novo impulso e foi retomado. Em 2008 lançou-se o segundo TEIP, que alargou o projeto a mais agrupamentos de escolas, de Norte a Sul do país."

Abraço!

Santana Castilho critica programa do PSD para a Educação

O homem não fica calado.


Ter Passos Coelho como "apresentador" do seu novo livro (do qual já falei aqui ontem) não foi impedimento para criticar o programa do PSD para a Educação. E foram palavras duras, onde referiu que este é a

"continuação do programa de má memória do PS"


Guardou ainda palavras para criticar as Novas Oportunidades, que proporciona "certificados de ignorância".


Passos não gostou muito, mas ouviu... e no JN até refere que vai melhorar este programa, pois admira o homem que o criticou.


"Santana Castilho: programa do PSD é "continuação do programa de má memória do PS"



Santana Castilho lançou hoje duras críticas ao programa do PSD, durante a apresentação do seu livro "O Ensino Passado a Limpo".
"Não fiquei contente com o que li e não vai de encontro ao que conversamos. Este programa é a continuação do progrma de má memória do PS", disse o professor dirigindo-se a Passos Coelho, autor do prefácio.

Para Santana Castilho, "é preciso confiar nos professores e aquilo que está no programa não é confiar nos professores".
Dirigindo-se novamente a Passos Coelho, que ficou encarregue da apresentação do livro, o professor do Ensino Superior deixa um aviso: "Se conseguir substituir esta maneira autocrática de gerir o ensino, eu posso dizer que irei ter consigo pedir-lhe desculpa por esta acusação".
No início da sua apresentação, Passos Coelho caracterizou Santana Castilho como um "homem acutilante e que não se deixa levar pela políticamente correcto", mas no final, aos jornalistas, falou de algum "exagero" por parte do autor.

"Eu quando procuro ouvir outras opiniões não procuro apenas as que vão de encontro à minha. As críticas são sempre bem-vndas mas há aspectos em que exagera", acrescentou olíder social-democrata.

Para Passos Coelho, "a avaliação tem que ser para melhorar o desempenho e não transformar-se num sistema burocrático e estatístico".
"Impor um modelo só pode dar mau resultado. É colocar mais uma pressão sobre os professores e as escolas. Esta avaliação provoca a paralisação de qualque instituição", salientou.
Passos Coelho gostaria de ver algumas mudanças no sistema de ensino actual: "O Ministério da Educação deve garantir um tronco comum à educação mas não pode retirar poder às escolas. Isso obriga a pensar num perfil do Ministério diferente do actual."

Santana Castilho caracterizou ainda de "crime hediondo" o facto de o Estado "certificar a ignorância através desse crime a que dão o nome de Novas Oportunidades. Temos gente que entra na universidade sem ter terminado sequer o ensino básico".


Abraço!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Autoridade dos professores defendida por Passos Coelho

Vamos ouvindo o que eles dizem (em doses pequenas e de tempos a tempos pois a paciência para ouvir/ver debates já não é a que era...): umas coisas agradam, outras nem por isso. 


Neste caso agradam. Pelo menos a informação. Falta a concretização...


Quanto ao livro, o título é aliciante, o resto não conheço.


"Autoridade dos professores defendida em livro prefaciado por Passos Coelho


O professor do Ensino Superior Santana Castilho apresenta, esta quinta-feira, "O ensino passado a limpo", um livro com algumas propostas para o sector da educação de um Governo PSD, como mais autoridade para os professores dentro das escolas.
 
Autoridade dos professores defendida em livro prefaciado por Passos Coelho
Passos Coelho
 

O livro é prefaciado pelo líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, que garante no prefácio que as propostas de Santana Castilho são "orientações e soluções susceptíveis de serem incorporadas num programa de acção governativa".

Santana Castilho afirmou, a Lusa, que escrever "O ensino passado a limpo" foi "serviço cívico" solicitado pelo líder do PSD, sem qualquer perspectiva de cargo político num eventual Governo social-democrata.

Entre os pressupostos essenciais defendidos por Santana Castilho para inverter o que considera terem sido seis anos "ruinosos" está o do regresso da "hierarquia" à escola: "é absolutamente necessário devolver aos professores a soberania suficiente para leccionarem de forma célere e expedita".

A "cultura igualitária" nas escolas trouxe "galopante falta de autoridade" aos professores, sendo que "nenhuma aula será produtiva se o aluno tiver tanta autoridade como o professor", defende.

"Recuperar os exames nacionais nacionais sérios a todas as disciplinas no fim de todos os ciclos de estudo" é outra proposta de Santana Castilho para um eventual governo em que esteja o PSD.

O livro é apresentado, esta quinta, ao final da tarde, no hotel Tiara Atlantic Park, em Lisboa."
JN

Abraço!

Afinal estamos safos!

Ou não...


A notícia tem um título que chama à atenção, mas no desenvolvimento não encontro justificação para ele. 


Fala de especulação e "joga na segurança" dizendo que é muito cedo para saber isso. 



"Ministra nega redução drástica de professores


A ministra da Educação afirmou esta quarta-feira serem «especulativas» as notícias que apontam para uma redução drástica do número dos professores que ficarão colocados no concurso para docentes contratados.

Em declarações à Lusa, Isabel Alçada disse que o número de 55 mil candidatos aos concursos a prazo do ministério que tutela «não diferem muito do que tem sido hábito» e classificou de «especulativos» os números avançados por alguns dirigentes sindicais sobre a quantidade de profissionais a prazo que vão sair do sistema, referindo-se a uma notícia publicada hoje no Diário de Notícias.

«Este é um concurso de colocação anual que se realiza sempre por esta altura do ano para que as pessoas que querem entrar no sistema de ensino, mudar de escola, ou que estão contratadas e não são ainda professores de carreira, possam concorrer», declarou, explicando que «em função das necessidades de horários das escolas é que o ministério da Educação faz a colocação» e acrescentou ser «prematuro» fazer previsões nesta fase.

«Só depois dos horários elaborados é que ficaremos a saber exactamente quais as necessidades de horários para este ano», realçou.

O fecho de escolas e a criação de mais mega agrupamentos, a redefinição dos horários escolares e a reorganização curricular do ensino básico, actualmente suspensa, são factores que vão determinar o número de profissionais que integrar ou deixar o sistema.

A rede pública escolar emprega actualmente cerca de 35 mil professores a prazo"

TVI 24


Abraço!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Escolas portuguesas ainda não sabem comunicar com os pais

Este artigo mistura-se com este que está logo abaixo na mensagem anterior.


Fala de conclusões do estudo europeu "Indicadores de Participação dos Pais na Escola".


A propósito deste estudo, recordei-me de uma coisa que me disseram quando andava a estagiar (já lá vão uns anitos): "querem trazer cada vez mais os pais à Escola, mas não contem que a maior participação destes seja para melhorar o que fazemos..." Nessa altura fiquei a pensar. Agora, infelizmente, consigo perceber o que o colega queria dizer com tal afirmação... Mas isto foi só um aparte.


Outro aparte: "Jargão".  É uma linguagem incompreensível, ou própria de um determinado grupo profissional ou sócio-cultural, um pouco como a "gíria".Se não sabiam estão no meu grupo. Se já sabiam, fico mal visto ;) 


Sobre a notícia, é grave que tal aconteça. Não sinto que tal aconteça, mas não conheço todas as situações...

"Entender o que os professores ou directores dizem sobre os seus filhos é a principal dificuldade dos encarregados de educação nas escolas portuguesas. Esta é uma das conclusões do estudo europeu denominado Indicadores de Participação dos Pais na Escola, ontem apresentado no auditório do Conselho Nacional de Educação, em Lisboa. O relatório avaliou o papel dos pais nas escolas de 12 países ou regiões e, quando se tratou de medir o direito dos encarregados de educação a serem bem informados, Portugal ficou nos últimos lugares.
 

Ao nosso lado, com 75 pontos (numa escala de zero a 100), encontram-se também a Espanha, a Itália e a Roménia. Abaixo dos portugueses, apenas a região francófona da Bélgica (70 pontos) e o cantão suíço de Vaud (60). Portugal está a cinco pontos de distância da média e isso acontece sobretudo porque as escolas ainda não sabem traduzir a informação para que possa ser correctamente entendida pelos pais, defende Conceição Reis, do Conselho Nacional de Educação (CNE), um dos parceiros portugueses do estudo, juntamente com a Fundação Pro Dignitate. 

"Embora os direitos estejam globalmente assegurados e as estruturas de comunicação existam, a linguagem, os códigos, o jargão utilizados nas escolas não são acessíveis a uma boa parte dos encarregados de educação, principalmente quando estamos perante uma população imigrante", defende a especialista do CNE, alertando igualmente para a necessidade de se adequar a legislação para permitir a participação dos pais na actividade da escola sem penalizações profissionais.

Neste indicador, Portugal é o país que mais se afasta da pontuação máxima segundo os resultados dos relatórios nacionais. Por outro lado, o País de Gales, a Inglaterra e os cinco cantões suíços são os únicos casos em que a informação é "unicamente adaptada" às características dos pais. Escolher a escola do seu filho é igualmente um direito limitado entre os pais portugueses, também quase no fundo desta tabela, ao lado dos italianos e dos suíços de Berna (60 pontos) e acima de Genebra, que ocupa a última posição, com 50 pontos. Optar pelo ensino privado ainda é "muito condicionado" pelos apoios que o Estado dá às famílias e às escolas, esclarece Carmo Gregório, do CNE, defendendo mais medidas fiscais e meios financeiros para facilitar o acesso às escolas particulares dos alunos com recursos económicos baixos.

A liberdade de escolher a escola que consideram mais adequada para os seus filhos para além do ensino público é aliás uma das recomendações do estudo europeu. O relatório mostra, porém, que apenas na Inglaterra, na região francófona da Bélgica e no País de Gales, a frequência no ensino privado não implica despesa suplementar para as famílias. Nos outros países ou regiões, as propinas têm de ser asseguradas pelos pais e pelos estados.
É no direito dos pais de recorrer contra as decisões da escola que Portugal assume o melhor desempenho, igualando os outros oito países ou regiões. Neste capítulo, Genebra, Zurique (Suíça) e Roménia são os únicos a não atingir a pontuação máxima, fixando-se nos 80 pontos. No que toca à participação nos órgãos da escola, os pais portugueses estão bem posicionados. Embora a pontuação não ultrapasse os 50 pontos, Portugal encontra-se entre os três melhores classificados, apesar da distância que regista em relação ao País de Gales e à Inglaterra, com 73 pontos. São aliás estes últimos dois indicadores que fazem aproximar a média global portuguesa (71) da média europeia (72 pontos)".






Abraço!