sexta-feira, 6 de maio de 2011

Professores defendem que provas de aferição deviam ser por amostragem

" Os professores defendem a realização de provas de aferição para conhecer o nível de desempenho dos alunos, mas consideram que o actual formato não é eficaz, argumentando que cria um “ambiente de laboratório favorável a resultados” positivos."
Já me passou pela ideia, e a vós também, certo?


Não querem poupar? Quanto custam estas provas a nível nacional? Param-se escolas, imprimem-se milhares de cópias, transportam-nas, corrigem-nas... 


Porque não uma amostra representativa? 


E afinal estas provas são mesmo para quê?


Abraço!

Escolas estão obrigadas a manter aulas nos dias das provas

É uma novidade para este ano.

Mas a greve parece que "camuflou" esta medida.

Podem ler no Público.


"As escolas do ensino básico e secundário estão obrigadas a manter as actividades lectivas nos dias em que decorrem as provas de aferição e os exames nacionais, confirmou ao PÚBLICO o Ministério da Educação. É a primeira vez que tal acontece, mas os efeitos desta medida poderão ficar diluídos devido à greve da função pública que está convocada para hoje, coincidindo com a primeira das duas provas de aferição que serão realizadas por cerca de 237 mil alunos do 4.º e 6.º anos."


Abraço!

Poupar, poupar, poupar...

Ou preferem um mais cruel "cortar, cortar, cortar!"?

A Educação não escapa (mas escaparam outras despesas absurdas em tempo de crise. Alguém, como eu, estava esperançado que a tróica - é assim em português - cortasse no esbanjamento do estado? Institutos, motoristas, assessores, conselheiros de imagem, fundações, parcerias ruinosas, carros topo de gama, etc., etc., etc.? Pois...).

Neste artigo juntam-se declarações e notícias que têm saído:

""Troika" educativa: conter despesas e aumentar a qualidade do ensino
Andreia Lobo - Educare
Financiar as escolas mediante o cumprimento de objetivos, avaliar os resultados das políticas educativas já em vigor, tendo em vista a contenção de custos. São algumas das medidas que constam do memorando de entendimento entre o Governo e a "troika" e que visam o setor da Educação. E que se espera possam ainda contribuir para a diminuição do abandono escolar e o aumento das qualificações, bem como da qualidade do ensino secundário em Portugal.

As escolas públicas vão prestar contas sobre os resultados obtidos e serão financiadas com base na evolução de desempenho. O mesmo se aplicará às escolas profissionais e particulares com contratos de associação, cujo financiamento terá ainda como referência o custo por turma. Assim, os incentivos ficarão em ambos os casos associados a critérios de qualidade.

Estas medidas resultam do acordo entre o Governo e a "troika" internacional, constituída pelo Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI), com vista à ajuda financeira a Portugal. Servem o objetivo de continuar a combater a baixa escolaridade e o abandono escolar precoce e a lutar pela melhoria da qualidade do ensino secundário e do ensino profissional", noticia a agência Lusa.

Do lado do Governo, a "troika" espera um reforço da fiscalização levada a cabo pela Inspeção-geral da Educação e um plano de ação que garanta "a qualidade, atratividade e relevância do mercado de trabalho de educação e formação profissional".

A criação dos mega-agrupamentos, no âmbito da reorganização escolar, é vista com bons olhos pela "troika". Apesar da forte contestação da comunidade escolar, esta é outra das medidas previstas no memorando de entendimento. Uma continuidade na política traçada pelo Governo que o antigo ministro da Educação Roberto Carneiro considerou "positiva", em declarações à Lusa.

"O memorando vem acentuar algumas coisas que o Governo tem vindo a fazer [ao nível dos mega-agrupamentos]", confirmou Roberto Carneiro, à agência Lusa. "As medidas quantitativas são as mesmas que temos defendido, nomeadamente melhorar a educação pré-escolar, a qualidade do ensino secundário e dar maior ênfase às escolas profissionais", disse o antigo ministro da Educação.

Ainda sobre o memorando fechado pela "troika", Roberto Carneiro mostrou-se satisfeito com as medidas que na sua opinião vão permitir "tornar menos opaco" o sistema educativo e o mercado de trabalho.

Questionado sobre o impacto das medidas do lado das famílias, em termos fiscais, o professor da Universidade Católica referiu que não observa no acordo "nada que implique concretamente menores deduções em IRS [Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares] das despesas em educação".

Comparativamente às restrições na área da saúde, Roberto Carneiro, considerou-as "muito mais gravosas", mas esclareceu: "É genérico diminuir as deduções fiscais". "Espero é que na aplicação o Governo tenha o entendimento e a inteligência de fazer essas deduções fiscais de uma forma diferenciada e que não venham a penalizar ainda mais as famílias que têm os maiores encargos com a educação, nomeadamente em livros e propinas", salientou.

Reações das escolas Menos esperançoso está Manuel Esperança. O presidente do Conselho de Escolas veio a público manifestar o receio de que as medidas para a educação definidas para "fazer o Estado poupar" - presentes no acordo entre Governo e "troika" - "não sejam exequíveis e tenham consequências negativas em termos pedagógicos", cita a Lusa.

Sobre os mega-agrupamentos e a modalidade de financiamento por objetivos, com base em contratos programa, Manuel Esperança afirmou em declarações à Lusa, "não estar contra". Porém há uma condição: "Desde que sejam dadas às escolas condições para trabalharem de acordo com estas medidas... Mas mostrou-se preocupado com o que designou como os "agrupamentos ingovernáveis".

Em declarações à agência Lusa, Manuel Esperança recordou ainda: "O Conselho de Escolas pronunciou-se há uns tempos dizendo que os agrupamentos não deveriam ter mais de 1500 alunos, mas sabemos que isto é pouco para quem decide. Formar agrupamentos na casa dos 3000 ou 4000 alunos é mau".

Manuel Esperança acredita que, com os contratos por objetivos, foi encontrada a via para as escolas verem aumentada a sua autonomia, no entanto insistiu: "Não tenho receio que me deem autonomia, mas temos que ter condições para trabalhar".

"As escolas têm serviços administrativos que deixam muito a desejar, com chefes que não têm os conhecimentos que deveriam ter e diretores que não dominam determinadas áreas e precisam de apoio dos chefes", exemplificou o presidente do Conselho de Escolas.

Preocupado com as medidas da "troika" está também João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE). "Esperamos que as medidas que agora vão ser adotadas, na sequência das decisões de cortes na área da educação, não correspondam à diminuição da equidade do sistema educativo", afirmou à Lusa.

O sindicalista quis ainda lembrar ao Governo o compromisso assumido de atingir as metas "estratégicas para o desenvolvimento nacional" que foram definidas ao nível da União Europeia. Metas essas que dizem respeito à redução da taxa de abandono escolar para 10%, entre outras.

João Dias da Silva defendeu ainda a "estabilização das políticas educativas", como uma urgência a ter em conta "a partir da tomada de posse do novo Governo". O dirigente deixou ainda um apelo aos futuros governantes: "Que não se ande num ziguezaguear de políticas que fazem com que haja sistematicamente insegurança e desconfiança relativamente ao futuro". "


Abraço!

A ADD e a Educação propostas pelo PP


Parece-me que vai um pouco ao encontro da idéia de Passos Coelho no que toca à escolha da escola feita livremente pelos pais, seja pública ou privada.


Quanto à ADD, não conheço o modelo a que se refere.

Fica ainda no ar a autonomia das Escolas, tema cada vez mais na moda... como e qual é que ainda não sabemos.


Mas há mais para ler neste artigo do Público:

"Paulo Portas quer avaliação de professores baseada no modelo do particular e exames no final de cada ciclo




O CDS-PP vai propor no seu programa eleitoral uma avaliação de professores baseada no sistema do ensino particular, que não “prejudique o funcionamento” do ano lectivo, e exames no final de cada ciclo escolar, anunciou hoje Paulo Portas.


Em conferência de imprensa na sede do partido depois de reunir com sindicatos de professores afectos à UGT, o líder dos democratas-cristãos enumerou alguns dos tópicos que em matéria de Educação vão constar dos “documentos programáticos” do partido.

“Há um modelo de avaliação que está a funcionar e que foi subscrito por empregadores e trabalhadores, que é consensual e permite fazer uma avaliação exigente dos professores. É o modelo em vigor no ensino particular e cooperativo. Com as devidas adaptações, pode ser um modelo inspirador”, afirmou Paulo Portas.

O líder dos centristas sublinhou que, neste sistema, a avaliação começa quando termina o ano escolar e está concluída antes do início das aulas, em Setembro, o que “não prejudica o funcionamento do ano lectivo”.

Por outro lado, acrescentou, este modelo “está a funcionar”, não inclui “burocracia permanente” e permite fazer uma “avaliação exigente dos professores”.

Lembrando que o partido defende uma política de avaliação completa, e não apenas dos docentes, mas também de alunos, escolas, currículos, Portas apontou ainda a adopção de “um sistema de exames no final de cada ciclo escolar”.

“As famílias têm de poder confiar que numa escola pública há disciplina, há pontualidade, há assiduidade, há exigência e há provas verdadeiramente de exame num sistema nacional que promovem o esforço e o mérito. É isto que nos distingue de todos os outros partidos, que têm medo da palavra exame. Nós não temos”, acrescentou.

Para Paulo Portas, são igualmente importantes a “autoridade do professor”, o “reconhecimento do esforço e do mérito”, bem como “a autonomia das escolas”.

“É essencial que cada escola possa ter uma identidade, um projecto educativo e isso é a única forma de as famílias poderem progressivamente fazer uma escolha sobre a escola que, desde logo do sistema público, e depois em concorrência com o particular e cooperativo, preferem para os seus filhos”, defendeu.

Para o líder do CDS-PP, o director da escola deve ser “sempre” um professor, mas não deve ser escolhido apenas pelos docentes, mas sim por toda a comunidade educativa."





Abraço!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Milhares alunos poderão ficar sem aulas devido à greve e à prova de aferição

É uma notícia do JN, embora não seja novidade...

De salientar: é ilegal (pelo menos era e creio que não mudou) substituir um funcionário que faça greve. Já me aconteceu negar fazer uma substituição de um colega que estava em greve, e não a fiz mesmo, ninguém me podia obrigar a tal. A intenção da greve é mesmo mostrar que quem não lá está faz falta!


Por isso se vos pedirem para abrirem o portão, para organizarem a sala, etc., etc., só o fazem se quiserem.

É claro que amanhã não se realizam só provas. Há aulas em muitas escolas. E sem funcionários as Escolas podem ter que dispensar os alunos...

Muitos já não iam durante a manhã pela realização das provas. Muitos não irão de tarde pois não haverá condições para a escola estar aberta...


"A Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas acredita que serão pontuais as escolas onde não se vão realizar as provas de aferição devido à greve, mas alerta para a hipótese de milhares de alunos não terem aulas.

"Acredito que vão ser residuais as escolas que não poderão fazer as provas de aferição, uma vez que quem faz a vigilância das provas são os professores e, por isso, basta ter alguém que abra a porta da escola", defendeu Adalmiro Botelho da Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que diz ter conhecimento pessoal de apenas dois estabelecimento de ensino onde não se deverá realizar a prova por falta de pessoal.

O Ministério da Educação estimou em cerca de 237 mil o número de alunos do 4º e 6º ano de escolaridade que deverão realizar sexta-feira de manhã a prova de aferição de Língua Portuguesa.

Também o dia dos restantes alunos do 1º e 2º ciclo continua uma incógnita, já que os profissionais não docentes poderão participar na greve geral da Função Pública que se realiza em todo o país.

"Basta faltar o funcionário responsável pelo bar para a escola não poder permanecer aberta. Os alunos do 1º ano não podem sair da escola para ir comer à rua. Acredito que deverá haver bastantes alunos sem aulas", disse à Lusa Adalmiro Botelho da Fonseca.

No total, estão em causa mais de 500 mil alunos, de acordo com os dados da Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação que apontavam para a existência de cerca de 488 mil alunos no 1º ciclo e 271 mil alunos no 2º ciclo no ano lectivo de 2008/2009.

Entretanto, a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP) alertou esta quinta-feira para a "ilegalidade" de pôr os professores a desempenhar as tarefas dos funcionários das escolas que venham a fazer greve."


Abraço!

Li estas duas notícia e decidi juntar os comentários, há cruzamentos entre elas.


Mais fechos de escolas e menos professores



A "troika" (= Tróica = Conjunto de três pessoas ou entidades, geralmente com uma finalidade política, segundo  o dicionário Priberam - desculpem, mas pelos vistos há muitas pessoas que não sabem o significado) aconselha (= manda, segundo o meu dicionário e de outros que concordam comigo) os mega-agrupamentos, a redução dos professores contratados e o financiamento das escolas segundo os seus resultados (entre outras medidas).

Interpreto isto deste modo: juntar para poupar em várias estruturas e no pessoal, contratar menos e desenrascarem-se com menos docentes e portas abertas para se introduzir a autonomia das Escolas que tanto se tem falado.


Do corte nas verbas não há dúvida! E a grande despesa é com o pessoal, principalmente com os docentes...

Autonomia: será desta que cada escola vai ter o poder de contratar? Pois, lá vem a questão das cunhas, da contratação pelo mérito dos professores...

Se a Escola receber fundos condicionados pelos resultados que apresenta, tem todo o direito de exigir autonomia na gestão de vários aspectos, um deles o da contratação!

Mas isto são só umas abordagens ligeiras a tudo isto que se vai sabendo. Deve haver mais para saber, aos poucos vamos conhecendo melhor o que se passa e vai passar...

De certeza que este assunto não fica por aqui.

Abraço!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

"Escolas, desenrasquem-se!"

Quem precisa de funcionários para manter uma escola aberta?


"Andam por aí tantos professores que fazem já de tudo, porque não dar-lhes mais uma função e livramo-nos de vez dos outros funcionários! Escolas, desenrasquem-se! Não têm cão? Caçam com gato..."


Pois, pois, a brincar que eu o sugira, um dia destes lá vamos nós de vassoura na mão completar o horário...


Não estou a menosprezar o trabalho e a importância dos funcionários das Escolas, que respeito como respeito qualquer pessoa que o mereça. Apenas a diferenciar as nossas funções, ambas importantes!


O nosso ministério diz: 


"... que "a falta de pessoal administrativo não é motivo para encerrar escolas", frisando que estas "têm autonomia para gerir a situação da melhor forma, assegurando que as provas se realizam com normalidade". 


Isto é que é fazer fé nas capacidades das Escolas! Habituadas ao milagre de fazer vinho a partir de água, é agora a vez de fazerem outro milagre famoso: o da multiplicação dos funcionários!




Abraço!



Instituto Camões corta 30 horários no estrangeiro

Segundo a FNE,  o Instituto Camões vai cortar 30 horários no estrangeiro.
São menos 30 vagas... é a poupança...


"A Federação Nacional da Educação (FNE) acusa o Instituto Camões de se preparar para extinguir 30 horários no ensino português no estrangeiro no próximo ano lectivo, mas o organismo garante que a rede ainda não está fechada."




Abraço!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Concursos: BI/Cartão de Cidadão

Pensava eu que estava a ser muito picuinhas e até desisti de proceder ao envio do fazx para alterar o número do BI para o número do CC, ou seja, incluir aques números e letrinhas "novos".

Afinal vários colegas tiveram a mesma dúvida (vi no Educare e no Arlindovsky, por exemplo).

A resposta surge neste documento:

"NOTA INFORMATIVA
CONCURSO ANUAL COM VISTA AO SUPRIMENTO DAS NECESSIDADES TRANSITÓRIAS DE PESSOAL DOCENTE,
PARA O ANO ESCOLAR DE 2011-2012
PEDIDOS DE RECTIFICAÇÃO AO DOCUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO

Informam-se todos os candidatos, Agrupamentos de Escolas e Escolas Não Agrupadas que, o número do documento de identificação solicitado nas aplicações informáticas, corresponde ao número de identificação civil, que é idêntico, independentemente, do documento identificativo utilizado (Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade).

Pelo que, não existe qualquer necessidade de requerer rectificação.
DGRHE, 29 de Abril de 2011"



Abraço!

"Pressão? Não, nada disso..."

Claro que não, nem é costume haver este tipo de pressões, somos um país livre em que se identificam os professores que fazem greve, onde a polícia vai visitar os sindicatos ná véspera destas, mas tirando isso...

Podem ler e/ou ouvir estas duas notícias da Antena 1:

"Sindicatos acusam direções de escolas de pressionarem funcionários para não fazerem greve

A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública acusa direções de escolas de coagirem os trabalhadores não docentes para que não façam greve na sexta-feira, dia da greve nacional da função pública e também das provas de aferição do 4º ano. O porta-voz da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, Luís Pesca, explica à Antena1 que já enviou uma carta de protesto à ministra da Educação, porque está em causa o direito à greve."

Ouvir a notícia: Antena 1.



"Ministra da Educação desmente pressões sobre funcionários para que não adiram à greve

A ministra da Educação desmente a existência de quaisquer pressões das direções das escolas sobre os trabalhadores não docentes para que não façam greve na sexta-feira, dia da greve nacional da função pública e também das provas de aferição do 4º ano. Isabel Alçada diz que é falsa a denúncia da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública e afirma que as escolas vão ser capazes de organizar tudo para que as coisas corram normalmente."

Ouvir a notícia: Antena 1.



Abraço!