domingo, 1 de maio de 2011

O mais importante são os Docentes, os não docentes e os alunos

E quem faz esta afirmação?

Preparem-se para o espanto: a nossa Isabel!

Ela inaugura montes de betão (muito lindos, todos modernos) mas o importante são as pessoas!

Não é carinhoso de parte dela...


"Isabel Alçada inaugura Centro Escolar do Cávado

O mais importante são as pessoas: os alunos, os docentes e os não docentes; mas as instalações são factor relevante na qualidade do ensino” — afirmou ontem a ministra da Educação, Isabel Alçada, ao inaugurar o novo Centro Escolar de Sudro — Vieira do Minho.

De concepção moderna e evidente qualidade construtiva, o imóvel está implantado numa encosta sobranceira ao Cávado.

Foi construído de raiz para servir os alunos das EB1 e jardins-de-infância das freguesias de Campos, Ruivães, Salamonde, Louredo, Cova, Ventosa e Caniçada.

Considerando tratar-se de “uma escola do século XXI, com conforto, luminosidade e espaços amplos”, a governante fez a apologia da educação “ao alcance de todos, sem excepção”.

Em todo o país, acrescentou, estão a ser ultimados seiscentos centros escolares.

“Uma revolução silenciosa” foi a expressão usada por Rui Silva, o director do Agrupamento de Escolas do Vale do Cávado, lembrando a evolução recente e reordenamento do parque escolar desde o ano 2004.

Jorge Dantas, o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, frisando que a autarquia contribuiu com dois milhões de euros para a empreitada, considerou que se trata de uma escola “ao nível das melhores que existem no país”.

“O primeiro dever (de um político) é a educação; o segundo dever é a educação; o terceiro dever é a educação”, disse o autarca, citando Bernardino Machado. Jorge Dantas aludiu à situação presente para afirmar que o país “tem sido vítima dos ataques das agências de rating”.

Num evidente confronto com o discurso do PSD para o sector, o edil socialista sustentou que é preciso desenvolver a educação na escola pública.

Um milhão e 700 mil

Trata-se de um investimento de um milhão e setecentos mil euros, co-financiado pelo ON2 - O Novo Norte (Programa Operacional Regional do Norte).

A escola, dotada de refeitório onde ontem foi servido almoço, conta cinco salas de aulas para o primeiro ciclo e duas para o pré-escolar, sala de professores, sala de reuniões, sala de educação especial, sala de actividades, sala de repouso, sala de educação plástica, biblioteca e centro de recursos e informática.

Segundo uma nota da Câmara Municipal de Vieira do Minho, com esta obra, que dá resposta a 170 alunos, integrando diversos níveis de ensino, encerram escolas de pequena dimensão e eliminam-se regimes de funcionamento duplo. Concentra-se e requalifica-se o parque escolar.

Este equipamento possibilitará também cumprir uma das normativas do Ministério de Educação que passa por garantir que os estabelecimentos com 1º ciclo e pré-escolar se mantenham abertos até às 17h30 e no mínimo oito horas diárias, sem prejuízo da normal duração diária e semanal das actividades curriculares de cada ensino.

Ao lado será também construído um pavilhão desportivo, de utilização comum, refere ainda a autarquia."
Correio do Minho


Abraço!

Educação: O que é que a Finlândia tem de especial?

Tem-se falado mais neste país ultimamente porque nos podem "apertar a corda" que já temos no pescoço há muito tempo.

Mas esta mensagem vai passar ao lado desse assunto (passou quase ao lado) e vai-se centrar no Ensino.

Em entrevista ao Público, o investigador finlandês Jouni Välijärvi revela-nos alguns "segredos" do sucesso da Educação naquele país.

Querem uns destaques?

Professores bem pagos são melhores; turmas de 19 alunos no secundário; pais que respeitam os professores e até querem que os filhos assumam essa profissão no futuro; 30 horas semanais entre escola e trabalhos de casa para os alunos; um importantíssimo ensino primário como base; alguma autonomia para as escolas e outros aspectos mais.

A notícia/entrevista:

"A Finlândia surge sistematicamente no topo dos estudos PISA, em que tri-anualmente a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) examina as capacidades dos alunos de 15 anos em Ciência, Matemática e Leitura. O investigador finlandês Jouni Välijärvi surgiu numa sala apinhada de professores portugueses, num encontro organizado pelo Ministério da Educação na quarta-feira, em Lisboa, no papel de mestre a quem pedem que ensine "como se faz". No fundo, queriam saber o que é a Finlândia tem de especial? Välijärvi, director do Instituto Finlandês para a Investigação em Educação, na Universidade de Jyväskylä, explica que muito está na base, no ensino primário, onde um professor motivado e bem preparado acompanha os alunos durante seis anos.
Defende que um dos segredos do sucesso finlandês é a qualidade do ensino primário. Por que é que os professores da primária têm tanta popularidade?

Tem muito a ver com a nossa história. A Finlândia só é independente há 100 anos e os professores primários eram colocados por todo o país para espalhar a identidade nacional. É umas razões que explicam uma popularidade tão alta. Ser professor primário é tão prestigiado como ser médico ou advogado: os pais querem que os filhos sejam professores primários e, quando perguntam aos miúdos que acabaram o secundário que carreira querem seguir, a profissão surge nos dois primeiros lugares.

E muitos dos que têm essa ambição não a conseguem alcançar, porque é muito difícil entrar para o curso.

A popularidade estende-se aos professores do secundário?

Depende das áreas. No secundário, muitas vezes ir para professor não é uma primeira escolha, é um recurso, e isso tem reflexos na motivação dos professores e na aprendizagem.

Por que é que ser professor primário é tão apelativo?

Uma das coisas mais importantes é a autonomia, em que cada professor organiza o trabalho como entende, por isso a questão da avaliação é muito sensível. As aulas estão muito fechadas sobre si mesmas, o que é uma força do sistema mas também uma fraqueza. Mas o facto é que os pais confiam nos professores e nas escolas.

Na Finlândia, o ensino primário prolonga-se por seis anos, as crianças ficam durante este período com o mesmo professor. Isso é importante?

Sim, é a base de tudo. Costuma ser um professor que trabalha com eles ao longo dos seis anos, mas há escolas que dividem os anos por dois professores e pode haver outros professores que ajudam nalgumas matérias, por exemplo, em Matemática ou Desporto. Fica ao critério da escola.

Os poucos chumbos que existem são na primária...

Analisando os alunos do 9.º ano, constata-se que só 2,6 por cento chumbaram e a grande maioria foi na primária. É mais eficaz reter um aluno um ano no início do que este ter que repetir um ano mais tarde, porque é uma altura em que estão a ser dadas as bases. Os professores finlandeses têm expectativas muito altas em termos académicos, incluindo os primários, mais até do que noutros países nórdicos. Por exemplo, na Dinamarca o ensino está mais centrado no bem-estar e felicidade das crianças do que nos resultados académicos. O modelo finlandês mistura os dois factores, preocupa-se com a felicidade e com a parte cognitiva, o que se traduz na aquisição de certos níveis na Escrita, Leitura e Matemática, algo que também já é importante na pré-primária.

O que faz com que um professor seja bom?

Perguntámos isso a alunos e concluímos que é quando sentem que percebe do tema que ensina e também, e este aspecto é interessante, quando sentem que se interessa por eles e está disposto a ter conversas que lhes dizem algo e que não têm necessariamente a ver com a cadeira que lecciona.

Questões como a sexualidade?

Sim, mas também quando o professor os ajuda a escolher o caminho que vão seguir, que está disposto a discutir com eles o porquê das suas escolhas.

As escolas finlandesas têm turmas pequenas. Este poderá ser outro factor de sucesso?

São pequenas e os professores defendem que devem ser ainda mais pequenas. Eu sou céptico em relação à utilidade de reduzir as turmas. Actualmente, na primária, em média, temos 21 alunos por turma, no secundário 19. Eu acho que não é possível chegar a um número óptimo, que a dimensão das turmas deve depender dos alunos, do que se ensina. Até porque ter turmas mais pequenas significa ter mais professores e isso implica aumentar gastos. Penso que o dinheiro pode ser usado para criar mais apoios de acordo com o contexto de cada escola: há escolas em que 15 por cento são imigrantes.

Uma das conclusões da OCDE é a de que pagar bem a professores resulta em melhores resultados, porque aumenta a sua motivação.Até certo nível. O importante são as condições de trabalho como um todo, o salário é um sinal. O mais importante é os professores sentirem que, quando têm dificuldades, não estão sozinhos, o que não é o caso em muitos países.

A Finlândia é um dos países onde se passa menos tempo na escola.

Quando se está na escola está-se concentrado na escola, quando se sai vai-se fazer outras coisas, são tempos perfeitamente separados. Na Coreia [outro país bem classificado no PISA], os alunos levantam-se às 6h00 e voltam a casa às 21h00, e ainda têm que fazer trabalhos de casa. Para estes jovens, a escola e a educação são tudo na vida. Os finlandeses, entre tempo na escola e trabalhos de casa, passam um total de 30 horas por semana, face a 50 horas da Coreia.

Moral da história?

A forma como os países conseguem bons resultados é completamente diferente. Esse é o reverso da medalha destes estudos internacionais que incentivam a imitação. Os países podem aprender uns com os outros, mas tem que se ter muito cuidado em transplantar modelos."



Abraço!

Precisamos de quem dê valor à Educação

Anadamos a ser gozados à muito tempo, nós e a Educação.

E muda hoje, muda para a semana, mudou ontem... com tantas mudanças porque é que ainda não se chegou a um caminho realmente aceitável? Quanto mais vezes vão ter que errar? Por quanto tempo mais vão hipotecar o futuro do país?



"Precisamos de políticos mais qualificados na educação
Por Lusa - No DN


O ex-ministro da Educação e assessor da Presidência da República David Justino defendeu hoje que Portugal precisa de políticos mais qualificados no domínio da Educação, considerando que falta sentido de futuro na área.

Em declarações aos jornalistas à entrada para uma sessão do ciclo de conferências "Fórum Ciência e Educação" - organizado pelo Pelouro do Conhecimento e da Coesão Social da Câmara do Porto - David Justino afirmou que "falta sentido de futuro à Educação em Portugal". "Estamos muito absorvidos com o dia a dia, com o amanhã, com a notícia que sai todos os dias de manhã sobre Educação e deixamos de começar a pensar a médio e longo prazo", criticou, lançando um apelo para que se possa "superar essa limitação", começando a pensar sobre o que é que preciso não só para o país mas acima de tudo para a Educação.

Questionado sobre umas anteriores declarações em que defendia que os políticos precisam de ser mais qualificados, o ex-ministro explicou que precisam de o ser no domínio da Educação. "Porque a classe política, quer queiramos quer não, tem um nível de qualificação superior à média da população portuguesa e o problema é que a população portuguesa tem níveis de qualificação muito baixos. Quando eu digo que precisamos de políticos mais qualificados é na área da Educação", explicou. Para David Justino são precisas "pessoas que se possam associar para encontrar soluções para os problemas do sistema educativo".

"A política da Educação não se compadece com algumas iniciativas parlamentares e depois só com a tomada de medidas por parte do ministério. Precisa acima de tudo que os políticos possam ser mediadores entre aquilo que são os interesses da população e que tenham uma visão e uma capacidade estratégica, que eu não tenho visto", sublinhou. O ex-deputado deixou o alerta aos cidadãos e aos decisores. "Eu próprio também senti essa dificuldade e portanto é bom que alguém possa dizer que o rei vai nu e que temos de pensar as coisas de forma diferente. Não andarmos debaixo desta pressão constante de saber o que é que se vai fazer amanhã", condenou. Sobre a suspensão da avaliação dos professores, David Justino - assessor da Presidência da República - disse não se querer pronunciar sobre a matéria pelas funções que desempenha, deixando apenas uma ideia: "a única coisa que eu digo, pela experiência que eu tenho, é que é mais fácil reformular um sistema, mesmo que seja mau mas que existe, do que partir do zero"."



Abraço!

sábado, 30 de abril de 2011

Desporto Escolar: uma visão mais atenta do despacho próprio

Não é o fim do Desporto Escolar como se chegou a temer. Não morre, mas foi ferido com alguma gravidade.

É uma restruturação, com regras novas para serem aplicadas e outras para serem melhor cumpridas.

Mas não se deixem enganar: o objectivo é a poupança!

A. Começando pela carga horária disponível, 24 000 horas (assim de repente até parece muito) são (24 000:22) 1091 horários. Fala-se actualmente (não consigo confirmar) em 1500 horários, pelo que a redução (e isto olhando apenas ao lado bruto dos dados) é de 409 horários.

Pode parecer pouco, mas é bastante significativo. Os mais graduados nem sentirão a diferença, mas nós que estamos mais para baixo na lista sabemos bem que é mais do que suficiente para ficarmos sem colocação...

Estes 24 000 tempos são distribuídos, por critérios que desconheço, pelas DRE's.


B. Segundo o ponto 3, 

"Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, os projectos aprovados no âmbito doprograma de desporto escolar para 2009/2013 só poderão ter continuidade mediante apresentação de novo projecto para 2011/2013, tendo em conta as prioridades seguintes:
a) Modalidades que em 2010/2011 tiveram presença em quadros competitivos
regionais, nacionais ou internacionais;
b) Modalidades que tenham protocolos e/ou acordos com entidades desportivas
federativas, municipais ou locais;
c) Modalidades, que não se enquadrem nos números anteriores, mas cujas instalações
desportivas existentes na escola tenham sido objecto de requalificação ou construção
nos últimos 5 anos;
d) Outras situações."

Para os melhores, para os que têm acordos com entidades desportivas, para os que não estão enquadrados nestas situações por só há pouco tempo terem condições para a pratica de determinadas modalidades (interpretam como eu?) e depois as restantes situações.

Os novos projectos serão também analisados à luz destes critérios.

C. Um grande corte nas actividades não competitivas: passam para a actividade interna. Estão em risco...

D. Quanto à carga horária,

"a) Um crédito de três tempos lectivos, por grupo equipa, para as modalidades referidas nas alíneas a) a c) do n.º 3;
b) Um crédito de dois tempos lectivos, por grupo equipa, para as modalidades referidas na alínea d) do n.º 3;
c) Um crédito de três tempos lectivos, por grupo equipa que apenas integre alunos com necessidades educativas especiais."

Passamos de 4 para 3 ou mesmo para 2 quando são modalidades referidas na alínea d) do n.º 3 (outras sitiações). Quantas para treino e quantas para os jogos? Não sei.

Serão 2 tempos para treino e 1 para as competições? É pouco para treinos se assim for. E as deslocações com as equipas levam-nos muito tempo e muitas vezes são ao sábado. No ano passado gastei mais do que a soma de todas as horas para a competição de todo o tempo que trabalhei naquela escola. Mas reconheço que noutros anos nem sempre aconteceu.

Esta situação devia ser tida em conta para quem continuasse apurado para as fases seguintes de competição, nem que fosse contemplado com horas extra, visto que são estes que gastam mais tempo com as saídas para competições.

E. 18 alunos inscritos, no mínimo, num grupo/equipa, com excepção dos desportos náuticos e dos que envolvem apenas alunos com necessidades educativas especiais, onde podem ter só 8 alunos.

Há escolas mais pequenas e outras com menos tradição em determinados desportos onde vai ser difícil conseguirem estes mínimos.

Mais complicado é conseguirem 12 alunos por treino. E é um requisito obrigatório.

As escolas não têm a tradição de dar atenção à distribuição dos tempos do Desporto Escolar. Quantas vezes nem aparecem no horário de trabalho?

Para termos 12 alunos num treino é preciso que hajam tempos distribuídos pelos horários da escola onse seja possível ter várias turmas sem outra actividade. Não podem ser as "horas de almoço" (se não se marca a educação Física logo a seguir ao almoço...) nem interessam muito os últimos tempos ou os primeiros da manhã, a adesão é fraca.

Há disciplinas que, pela sua necessidade de espaços específicos, devem ser as primeiras a ver o seu horário distribuído. Falo da Educação Física, claro, mas também de Ciências (laboratórios), de disciplinas artísticas e outras. Com a Educação Física tal dificilmente acontece. Com as outras não sei, estou informado...

Um relatório por período sobre as presenças, competições, e outros aspectos já se faz. A novidade poderá ser a entrega deste ao Director de Turma para ser divulgado aos pais. Concordo. Os pais têm direito de saber e assim poderão levar mais a sério a participação dos seus filhos nas equipas.

F. Agora os prazos, apertados: As escolas têm 15 de Maio para apresentar novos projectos ou a reformulação dos existentes`; Depois DRE's, DGIDC, Governo e de volta às Escolas até 15 de Junho.

É pouco tempo para nós, 15 de Maio está já aí. Criar alianças com entidades desportivas neste tempo é (quase) impossível. Reformular ou criar novos projectos não é "do pé para a mão"... 



Há mais no despacho. Se quiserem consultá-lo na íntegra podem fazê-lo aqui. E há mais para dizer: façam-no nos comentários ou mandem-me um e-mail, sou "todo ouvidos" (ou "todo olhos").

Boa sorte para o Desporto Escolar. Já teve melhores dias... Como disse acima, não morreu, mas foi ferido com alguma gravidade...


Abraço!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Contagem do tempo de serviço

Em velhos tempos quem trabalhasse até 31 de Agosto e depois fosse colocado antes de 31 de Dezembro beneficiava da contagem do tempo de serviço entre o término do contrato anterior e o início do seguinte.

Pois esses tempos ficaram para trás. Agora (creio que no ano passado tal já aconteceu, mas não afirmo) o tempo de serviço que se regista é o que se efectivamente trabalha. Se entrarem, por exemplo, a 21 de Setembro conta a partir daí e termina no fim do contrato.

A DGRHE publicitou a Circular n.º B11069994M, de 27.abr.2011 (podem aceder também através do ad duo) onde tal é esclarecido.

Abraço!

Avaliação dos professores continua como está

Continua esta ADD, continua o nosso desagrado.

O governo esfrega as mãos de contente, a opinião pública exclama "é "bem feitos", querem boa vida? Trabalhem mas é...". E quem se trama é a Educação (para não ser sempre o mexilhão).

O Educare.pt tem esta notícia que é um bom aglomerado dos "recortes" que fiz na mensagem abaixo:
"Tribunal Constitucional garante que a suspensão da avaliação dos professores é inconstitucional. Reações divergem: FNE continua a defender outro sistema, Conselho de Escolas ficou satisfeito. PS fala em vitória, PSD promete modelo menos burocrático se ganhar as eleições.

A avaliação da classe docente traçada pelo Ministério da Educação vai continuar. A 25 de março, a revogação desse sistema de avaliação tinha sido aprovada na Assembleia da República pela oposição parlamentar, com os votos favoráveis do PSD, PCP, BE, PEV e CDS-PP e contra da bancada do PS e do social-democrata Pacheco Pereira. O Presidente da República decidiu, pouco depois, remeter o assunto para o Tribunal Constitucional (TC), que acaba de anunciar a sua decisão: a revogação violava o princípio da "separação e interdependência dos poderes". A ministra da Educação, Isabel Alçada, fala em "vitória do sistema educativo" e diz que o chumbo da instância judicial vem "travar aquilo que seria um erro e um prejuízo para a qualidade da educação".

As reações ao chumbo do TC divergem e as posições sindicais e políticas voltam ao de cima. A Federação Nacional da Educação (FNE) respeita a decisão do TC, mas não desarma da defesa de um novo modelo de avaliação. João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, gostava que a "sentença" tivesse sido diferente e lembra que o próximo Governo não pode ignorar a decisão que foi tomada na Assembleia da República em relação a essa matéria. "Teremos um novo Governo que necessariamente vai ter que ter como prioridade a definição de um novo modelo", refere, em declarações à Lusa. Na sua opinião, é necessário encontrar "mecanismos de proteção relativamente às injustiças que este modelo pode ter introduzido e que precisam de ser salvaguardadas em legislação futura".

O Conselho das Escolas (CE) não tem a mesma opinião e está satisfeito com a decisão do TC. O presidente do CE, Manuel Esperança, recorda, aliás, que o processo de avaliação nunca parou nas escolas. "Acho bem (a inconstitucionalidade), que é para ver se há possibilidade de chegarmos ao final do ano e avaliarmos o modelo de avaliação e depois separarmos o trigo do joio", sustenta Manuel Esperança.

O PSD não desiste e insistirá na revogação da atual avaliação. Esta é a promessa deixada pelo deputado social-democrata, Pedro Duarte, que, em conferência de imprensa, garantiu que o processo parará se o seu partido ganhar as eleições de 5 de junho. E prometeu um novo sistema que acabará com a burocracia inútil e que clarificará o que é classificação e melhoria do desempenho. "O ideal seria suspender e revogar o atual modelo o mais rapidamente possível, por forma a que o mesmo não crie instabilidade neste final de ano letivo nas nossas escolas", disse.
"Má notícia para as escolas" O CDS-PP, por seu turno, admitiu que tinha algumas dúvidas precisamente no ponto que o TC evoca para justificar a sua posição, mas os valores que defende falaram mais alto na discórdia do sistema de avaliação em vigor. O partido recorda, a propósito, que chegou a apresentar um modelo de avaliação "mais simples e com menos carga burocrática". "Era uma questão de princípio, porque achávamos que o modelo de avaliação contrariava o que o CDS-PP defende para os docentes portugueses", justifica, à Lusa, o popular José Manuel Rodrigues.

O PCP discorda em absoluto com a decisão do TC. "A manutenção do atual modelo de avaliação nas escolas é penalizadora não apenas para os professores, mas também para os alunos devido à instabilidade criada nas escolas", sustenta Jorge Pires, membro da comissão política do PCP. O comunista não tem dúvidas de que o recente chumbo terá repercussões na qualidade do ensino. Para o partido não há meias medidas. Em seu entender, o modelo de avaliação devia "ser banido do sistema educativo o mais depressa possível".

Para o BE foi uma má notícia para as escolas. A deputada Ana Drago voltou a defender que o sistema educativo precisa de um modelo de avaliação que "permita conhecer as falhas das escolas, conhecer os contextos em que elas estão". Segundo a bloquista, os próximos governantes não podem esquecer a posição tomada a 25 de março. "Houve uma articulação entre diferentes partidos políticos a partir deste diagnóstico que vinha das escolas, ou seja, que este modelo de avaliação é muito pesado, é muito burocrático, não permite de facto melhorar as práticas que são seguidas nas escolas e que era preciso discutir um outro modelo", lembrou.

O PS, que se opôs determinantemente à suspensão do modelo de avaliação dos docentes, ficou naturalmente satisfeito com a decisão do TC e voltou a apontar o dedo ao "golpe de teatro" da Oposição. "Estamos perante uma vitória da democracia e das regras", afirma Ana Catarina Mendes, vice-presidente da bancada socialista. E deixou um aviso: "Não podemos fazer tudo de forma tão atabalhoada e tão atrapalhada, porque o que foi feito gerou uma enorme confusão nas escolas portuguesas e uma enorme ilusão aos professores portugueses".

Segundo a socialista, estiverem em causa dois planos: o jurídico e o político. Para Ana Catarina Mendes, a suspensão da avaliação significava uma ingerência nas competências do Governo. "Do ponto de vista político, o que aconteceu na Assembleia da República, no passado dia 25 de março, foi um golpe de teatro, passando por cima de todas as regras constitucionais, que iludiu os portugueses e, sobretudo, os professores", reforça.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, também ficou agradado com a posição do TC. E explicou as razões. "A regularidade da vida das nossas escolas pode continuar - e essa é a melhor notícia para o país". A decisão da Oposição também entrou no seu discurso. "Tive a ocasião de dizer que essa iniciativa era um ato de falta de decência democrática, que vinha comprometer um trabalho difícil e de concertação aturado, envolvendo o Governo, as organizações representativas dos professores para estabilizar a vida nas nossas escolas. Mas, de um dia para o outro, entre 24 e 25 de março, assistimos na Assembleia da República a alterações sucessivas das tentativas de legislar em cima do joelho".

Até ao fecho desta peça, a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) ainda não se tinha pronunciado sobre o assunto."



Abraço!

Não nos livramos desta ADD

Parece que veio para ficar, pelo menos até ao fim deste ano lectivo, ou melhor será dizer, até ao fim deste ciclo de avaliação (Outubro?).

Notícias não faltam. Uns alegres, outros que se justificam, outreos que mostram indiganação e não o permitiriam se fossem governo ("ora dá cá um votinho para eu ir para o poleiro")...

Certo, certo, mesmo certo, é que ninguém quis saber até hoje e assim vai continuar: pontapés na Educação! Quem vier vai trazer ideias novas, mas se forem como as antigas...

A justificação:

"O Tribunal Constitucional justificou hoje a declaração de inconstitucionalidade da revogação da avaliação de desempenho dos professores, aprovada pela oposição, com a «violação do princípio da separação e interdependência dos órgãos de soberania»."
Diário Digital


A alegria:
"A ministra da Educação aplaudiu a declaração de inconstitucionalidade da revogação da avaliação dos professores, pelo Tribunal Constitucional, que classificou de "uma vitória do sistema educativo" contra o que disse ser a "irresponsabilidade e oportunismo da oposição". "
JN


O "comigo não":
"PSD promete insistir na revogação do actual modelo de avaliação"
...
O PSD, "se merecer a confiança dos portugueses no próximo dia 5 de Junho para governar o nosso país, revogará o actual modelo de avaliação de professores que está em vigor e apresentará uma proposta de um novo modelo de avaliação", afirmou. [Pedro Duarte]"
JN

A "absoluta discordância":
"Para o dirigente comunista, «a manutenção do actual modelo de avaliação nas escolas é penalizadora não apenas para os professores», mas também para os alunos devido «à instabilidade criada nas escolas», o que, acrescentou, vai reflectir-se na «qualidade do ensino»."
TSF


Os que afinal tinham dúvidas:
"«Mesmo tendo votado a favor da revogação do decreto regulamentar, também tínhamos dúvidas dessa separação agora evocada pelo TC», disse. [José Rodrigues - CDS-PP]
TSF

Os que esperam "juízo" do próximo governo:

"Ouvido pela TSF, João dias da Silva, da FNE, disse que agora a esperança para a mudança do modelo de avaliação de professores passa pela eleição do novo Governo."
TSF


Os que esperam mais conflitos:

"Para o dirigente da Fenprof, «os conflitos que estão instalados entre professores nas escolas tenderão a agudizar-se»."
TSF



Para todos os gostos e feitios. E não estão cá todas as reacções...

Abraço!

Despacho do Desporto Escolar

Foi-me enviado este despacho do Desporto Escolar, o tal despacho próprio que estavamos à espera que saísse.

Não tive ainda oportunidade para me debruçar sobre ele com mais atenção, mas vem restringir muito a atribuição de tempos lectivos para os grupos/equipa.

Mais uma vez a intenção de poupar parece ter orientado este despacho...

Mais tarde voltarei a referir-me a ele. No entretanto aceito comentários sobre o mesmo...


Podem aceder ao Despacho aqui.



Abraço!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Retrato de alguns dos nossos alunos

Eu sei que a nossa paciência está em baixo. Andamos 2 períodos a batalhar para transmitir conhecimentos e conseguir que os interiorizem e as perspectivas para o 3º não saõ as melhores.

Mas as situações sociais estão a modificar drasticamente, e os nossos alunos são espelho disso.

É claro que podem pensar, eu também o penso, que não podemos ser nós a resolver tudo: há instituições/organismos que têm mais competência e obrigação do que a Escola em resolver/atenuar estes casos.

Mas o que é certo é que somos nós a "levar com eles" e, no fundo, lá vamos ter que intervir ou majorar a nossa compreensão. O que não quer dizer que agora vamos permitir tudo por pena dos miúdos... Mas somos crescidinhos e conseguimos encontrar um equilíbrio saudável ao tratarmos destas situaçãoes, ou melhor, ao tratarmos das consequências destas situações.

Deixo-vos um extracto de uma notícia da RTP:

"Portugal tem a 8ª maior taxa de pobreza infantil da OCDE

Portugal apresenta uma taxa de pobreza infantil acima da média dos 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que publicou um relatório sobre o bem-estar das famílias dos Estados-membros. As pressões económicas sobre as famílias têm contribuído para a descida da taxa de natalidade. Ainda segundo este estudo, as mulheres portuguesas representam 60 por cento da força laboral do país e a segunda taxa de natalidade mais baixa.

A pobreza em Portugal atinge 16,6 por cento das crianças, um valor superior à média dos países da OCDE (12,7 por cento), de acordo com o estudo “Doing better for families”, hoje publicado. Portugal apresenta a oitava maior taxa de pobreza infantil entre os 34 países da OCDE. Os valores registados posicionam Portugal atrás de Israel, México, Turquia, Estados Unidos, Polónia, Chile e Espanha.

A OCDE, que analisou dados relativos à última década, apurou que Dinamarca, Noruega e Finlândia têm as menores taxas de pobreza infantil, com 3,7 por cento, 4,2 por cento e 5,5 por cento, respetivamente.

Portugal partilha com os países nórdicos a caraterística de famílias monoparentais tenderem a apresentar menor taxa de pobreza do que famílias duo-parentais em que apenas um adulto trabalha.

Mais de 60 por cento das crianças portuguesas vivem em famílias em que os dois pais estão empregados e trabalham a tempo inteiro. Esta é uma situação idêntica ao que se verifica na Eslovénia e nos Estados Unidos."
...


Abraço!

Conselho das escolas quer separar férias de datas religiosas

Não é má ideia repensar esta distribuição de aulas pelo ano lectivo...

Tal como eu, devem ter andado a fazer uma grande ginástica para encaixarem todos os conteúdos que ainda faltam introduzir este ano, devido a este mini-período que temos pela frente.



"Páscoa tardia e com pontes limitou 3.º período a 30 dias úteis para alunos com exames. Líder do Conselho das Escolas defende que calendário escolar deveria ser autónomo dos feriados religiosos, mas a ideia não reúne consenso.
O presidente do Conselho das Escolas, Manuel Esperança, defendeu ao DN a necessidade de "pensar o calendário escolar de uma forma diferente" da actual, em que os feriados religiosos servem de referência para as férias lectivas, sendo que a data da Páscoa pode variar num mês.

A ideia é recusada pela Confederação Nacional de Pais, que, no entanto, admite um diálogo, "abrangendo a sociedade", sobre o número de feriados e a duração das férias de Verão escolares.

A Federação Nacional de Educação (FNE) propõe maior autonomia das escolas nesta matéria, enquanto os alunos consideram mais grave o "excesso" de matéria nos actuais programas."
DN


Abraço!