...de quem nos anda a gozar e, sobretudo, à Educação em Portugal, há já muito tempo!
Há uma área do cérebro que quanto mais pequena for menos vergonha se sente.
Posso abusar e dizer que há pessoas que nem têm essa área?
"Cientistas localizam a região do cérebro responsável pela vergonha
Descoberta pode antecipar diagnósticos de doenças neurodegenerativas.
G1, Globo
Uma pesquisa apresentada num encontro da Academia Norte-americana Neurologia de localizou a região do cérebro responsável pelo sentimento de vergonha: “córtex cingulado anterior pregenual”.
Os participantes do estudo foram filmados cantando e depois tiveram de assistir ao vídeo. O nível de vergonha que eles sentiam era medido pelas expressões faciais e por fatores fisiológicos, como o suor e os batimentos cardíacos. Em seguida, foram submetidos a exames de ressonância magnética para fazer o mapeamento do cérebro.
A importância médica da descoberta está no fato de que a região se atrofia no caso de doenças neurodegenerativas – grupo de doenças que inclui, entre outros, os males de Parkinson e Alzheimer. “Essa região do cérebro previu o comportamento”, afirmou Virgina Sturm, professora da Universidade da Califórnia em São Francisco, autora do estudo. “Quanto menor for a região, menos vergonha a pessoa sente”, explicou.
Saber que as pessoas perdem a capacidade de sentir vergonha e qual parte do cérebro comanda essa capacidade pode sugerir modos de diagnosticar mais cedo certas doenças neurodegenerativas.
“Não é que eles não tenham nenhuma reação emotiva, mas pacientes com perda nessa região do cérebro parecem perder mais emoções sociais complexas”, esclareceu Sturm."
Abraço!
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Krugman e a educação
"Assim, se quisermos uma sociedade em que a prosperidade é amplamente partilhada, a educação não é a resposta – teremos de construir essa sociedade directamente, pelas nossas mãos."
É um extracto deste artigo de opinião de Luís Malheiro, no jornal da Madeira.
Numa altura em que se tem falado muito da importância da Educação para o desenvolvimento do país, surge esta perspectiva, que não queria afirmar ser contrária, apenas útil para reflectirmos mais e melhor.
É verdade que não é um curso superior que nos garante o emprego, mas a Educação é fundamental. Possivelmente um curso profissional numa escola de secundária ou de formação pode ser mais vantajoso do que um curso universitário para um vasto leque de jovens/adultos: saem mais cedo para o mercado de trabalho (logo ganham mais experiência e recebem salário mais cedo, não tendo gastos com a continuação dos estudos), ganham mais experiência no terreno (em oposição às "teorias" das aulas), podem ter um emprego mais estável mais cedo e assim pensar em construir família também mais cedo, entre outras vantagens.
Não me alongo mais (sei que esta questão foi só aflorada, muito há para dizer, mas dêm a vossa opinião e posso lançar uma nova menssagem mais direccionada para as conclusões a que chegarmos) e deixo-vos o texto integral:
"Estamos em época de Páscoa, de férias escolares, de feriados e tolerâncias de ponto – criticadas por alguns por poderem constituir um mau exemplo dos negociadores da “troika” que em Portugal estudam a forma como nos vão passar a corda pelo pescoço e a intensidade do respectivo nó…. – pelo que o tema da educação, particularmente depois de indicadores da OCDE pouco favoráveis, parece-me constituir uma ideia de reflexão recomendável.
Mas em vez de perorar ou de inventar, sujeitando-me ao julgamento fundamentalista do sector – ainda por cima sendo eu um “outsider” – nada melhor que usar um texto opinativo de quem acredito saber do que escreve. Refiro-me a Paul Krugmam, docente universitário, investigador, economista e Prémio Nobel da Economia. Já sei! Para alguns um “tonto” que não percebe patavina do assunto. Sim, porque em Portugal falar de educação é falar de sindicalistas, já que fico muitas vezes com a ideia de que só eles é que sabem do que falam, só eles conhecem os problemas do sector, só eles são capazes de dar a volta aos obstáculos que afectam a educação de uma maneira geral, e que na minha opinião, não começam na escola, nem nas decisões tomadas pelos governantes (também…), mas na mentalidade social, na educação que as pessoas adquirem nos seus meios familiares, na forma como a sociedade valoriza a educação na perspectiva de mais-valia para quem a frequenta, na postura dos pais relativamente aos filhos no que à educação diz respeito. Contento-me com a alusão ao facto de se tratar “só” de um Prémio Nobel (2008), com tudo o que isso implica.
Com a devida vénia utilizarei o texto, intitulado “A educação não é a chave do sucesso económico”, publicado no Jornal I onde aquele economista reputado é articulista, dele extraindo algumas das ideias essenciais de uma filosofia que, no caso do nosso país, muito raramente alguém ousaria utilizar. A minha ideia é apenas deixar algumas ideias para reflexão as quais, apesar de terem os EUA como pano de fundo, acabam por ser as mesmas noutras latitudes:
“A ideia de que a educação é a chave do sucesso económico é aceite por toda a gente; todos concordam que os empregos do futuro vão exigir um maior grau de qualificação. Foi por isso que, numa aparição pública na última sexta-feira com o antigo governador da Florida Jeb Bush, o presidente Barack Obama declarou que, "se quisermos melhores notícias na frente do emprego, temos de investir mais na educação". Só que toda a gente está enganada. No dia a seguir ao do evento Obama-Bush, o "The Times" publicou um artigo acerca do uso crescente de software em pesquisas de natureza jurídica. Acontece que os computadores podem analisar rapidamente milhares de documentos, desempenhando por um custo baixíssimo uma tarefa que antigamente exigia verdadeiros exércitos de advogados.
A investigação jurídica não é um exemplo isolado. Como o artigo indica, o software também está a substituir os engenheiros em tarefas como a concepção de novos chips. De uma maneira mais geral, a ideia de que a tecnologia moderna elimina apenas empregos pouco qualificados, de que as pessoas com formação académica sofisticada não têm nada com que se preocupar, pode dominar a imprensa popular mas é claramente anacrónica – várias décadas. A realidade é que desde o início dos anos 90, mais ou menos, o mercado de trabalho dos Estados Unidos se tem caracterizado não por um aumento generalizado de competências, mas por um fenómeno diferente: tanto os empregos muito bem como muito mal pagos têm crescido imensamente, mas não os de remuneração média – aqueles com que contamos para alimentar uma classe média forte –, que têm ficado claramente para trás. E o fosso está a alargar-se: muitas das ocupações que cresceram de forma rápida nos anos 90 têm crescido de forma mais lenta nos últimos anos, ao mesmo tempo que o emprego mal pago e pouco qualificado tem aumentado.
Por que razão está isto a acontecer? A ideia de que a formação académica se está a tornar cada vez mais importante assenta na noção aparentemente razoável de que os avanços da tecnologia aumentam as oportunidades de emprego para aqueles que trabalham com informação – em sentido lato, que os computadores favorecem aqueles que trabalham com a mente, prejudicando os que fazem trabalho manual (…)
A maior parte do trabalho manual que ainda não desapareceu na economia norte-americana é do tipo que é difícil de automatizar. Numa altura em que a força de trabalho em linhas de montagem nos Estados Unidos está reduzida a 6% da população activa, já não há muitos empregos deste tipo que possam ser eliminados. No entanto, muitos trabalhos de pessoas com formação e relativamente bem pagos podem vir a ser informatizados em breve. Os robôs domésticos são engraçados, mas os empregados domésticos ainda estão longe de passar à história; a investigação jurídica computorizada e o diagnóstico médico com ajuda computacional também já existem.
E depois há a globalização. Em tempos só os operários tinham de se preocupar com a concorrência dos operários de outros países, mas a combinação entre informática e telecomunicações tornou possível transferir muitos trabalhos para outros países. A pesquisa dos meus colegas da Universidade de Princeton Alan Blinder e Alan Krueger sugere que os trabalhos altamente qualificados e muito bem pagos são, em certo sentido, mais facilmente deslocalizáveis que os menos qualificados e mais mal pagos. Se eles tiverem razão, o crescimento do comércio internacional de serviços vai afectar ainda mais o mercado de trabalho norte-americano.
De que maneira é que isto afecta a educação nos Estados Unidos? É um facto que temos um problema com a educação. O mais preocupante são as desigualdades à partida – as crianças inteligentes de famílias pobres têm menos probabilidades de concluir a faculdade que crianças muito menos inteligentes de meios mais ricos. Isto não só é escandaloso como representa um desperdício imenso do potencial humano do país. Mesmo assim, há coisas que a educação não tem capacidade de fazer. A ideia de que mandar mais jovens para a universidade poderia recuperar a nossa classe média é pura fantasia. Se hoje já não se pode dizer que um curso universitário assegura um bom emprego, a cada nova década isso vai sendo mais evidente.
Assim, se quisermos uma sociedade em que a prosperidade é amplamente partilhada, a educação não é a resposta – teremos de construir essa sociedade directamente, pelas nossas mãos. Temos de devolver à força de trabalho o poder negocial que ele perdeu ao longo dos últimos 30 anos, de maneira que tanto um vulgar operário como uma superestrela possam exigir bons salários. Temos de garantir os direitos essenciais a todos os cidadãos, em especial o direito à saúde. O que não podemos é chegar onde queremos distribuindo mais formação universitária a torto e a direito. Podemos estar apenas a vender bilhetes para empregos que já não existem, ou então que não asseguram salários de classe média”.
Não me digam que o homem não tem razão?!..."
Abraço!
É um extracto deste artigo de opinião de Luís Malheiro, no jornal da Madeira.
Numa altura em que se tem falado muito da importância da Educação para o desenvolvimento do país, surge esta perspectiva, que não queria afirmar ser contrária, apenas útil para reflectirmos mais e melhor.
É verdade que não é um curso superior que nos garante o emprego, mas a Educação é fundamental. Possivelmente um curso profissional numa escola de secundária ou de formação pode ser mais vantajoso do que um curso universitário para um vasto leque de jovens/adultos: saem mais cedo para o mercado de trabalho (logo ganham mais experiência e recebem salário mais cedo, não tendo gastos com a continuação dos estudos), ganham mais experiência no terreno (em oposição às "teorias" das aulas), podem ter um emprego mais estável mais cedo e assim pensar em construir família também mais cedo, entre outras vantagens.
Não me alongo mais (sei que esta questão foi só aflorada, muito há para dizer, mas dêm a vossa opinião e posso lançar uma nova menssagem mais direccionada para as conclusões a que chegarmos) e deixo-vos o texto integral:
"Estamos em época de Páscoa, de férias escolares, de feriados e tolerâncias de ponto – criticadas por alguns por poderem constituir um mau exemplo dos negociadores da “troika” que em Portugal estudam a forma como nos vão passar a corda pelo pescoço e a intensidade do respectivo nó…. – pelo que o tema da educação, particularmente depois de indicadores da OCDE pouco favoráveis, parece-me constituir uma ideia de reflexão recomendável.
Mas em vez de perorar ou de inventar, sujeitando-me ao julgamento fundamentalista do sector – ainda por cima sendo eu um “outsider” – nada melhor que usar um texto opinativo de quem acredito saber do que escreve. Refiro-me a Paul Krugmam, docente universitário, investigador, economista e Prémio Nobel da Economia. Já sei! Para alguns um “tonto” que não percebe patavina do assunto. Sim, porque em Portugal falar de educação é falar de sindicalistas, já que fico muitas vezes com a ideia de que só eles é que sabem do que falam, só eles conhecem os problemas do sector, só eles são capazes de dar a volta aos obstáculos que afectam a educação de uma maneira geral, e que na minha opinião, não começam na escola, nem nas decisões tomadas pelos governantes (também…), mas na mentalidade social, na educação que as pessoas adquirem nos seus meios familiares, na forma como a sociedade valoriza a educação na perspectiva de mais-valia para quem a frequenta, na postura dos pais relativamente aos filhos no que à educação diz respeito. Contento-me com a alusão ao facto de se tratar “só” de um Prémio Nobel (2008), com tudo o que isso implica.
Com a devida vénia utilizarei o texto, intitulado “A educação não é a chave do sucesso económico”, publicado no Jornal I onde aquele economista reputado é articulista, dele extraindo algumas das ideias essenciais de uma filosofia que, no caso do nosso país, muito raramente alguém ousaria utilizar. A minha ideia é apenas deixar algumas ideias para reflexão as quais, apesar de terem os EUA como pano de fundo, acabam por ser as mesmas noutras latitudes:
“A ideia de que a educação é a chave do sucesso económico é aceite por toda a gente; todos concordam que os empregos do futuro vão exigir um maior grau de qualificação. Foi por isso que, numa aparição pública na última sexta-feira com o antigo governador da Florida Jeb Bush, o presidente Barack Obama declarou que, "se quisermos melhores notícias na frente do emprego, temos de investir mais na educação". Só que toda a gente está enganada. No dia a seguir ao do evento Obama-Bush, o "The Times" publicou um artigo acerca do uso crescente de software em pesquisas de natureza jurídica. Acontece que os computadores podem analisar rapidamente milhares de documentos, desempenhando por um custo baixíssimo uma tarefa que antigamente exigia verdadeiros exércitos de advogados.
A investigação jurídica não é um exemplo isolado. Como o artigo indica, o software também está a substituir os engenheiros em tarefas como a concepção de novos chips. De uma maneira mais geral, a ideia de que a tecnologia moderna elimina apenas empregos pouco qualificados, de que as pessoas com formação académica sofisticada não têm nada com que se preocupar, pode dominar a imprensa popular mas é claramente anacrónica – várias décadas. A realidade é que desde o início dos anos 90, mais ou menos, o mercado de trabalho dos Estados Unidos se tem caracterizado não por um aumento generalizado de competências, mas por um fenómeno diferente: tanto os empregos muito bem como muito mal pagos têm crescido imensamente, mas não os de remuneração média – aqueles com que contamos para alimentar uma classe média forte –, que têm ficado claramente para trás. E o fosso está a alargar-se: muitas das ocupações que cresceram de forma rápida nos anos 90 têm crescido de forma mais lenta nos últimos anos, ao mesmo tempo que o emprego mal pago e pouco qualificado tem aumentado.
Por que razão está isto a acontecer? A ideia de que a formação académica se está a tornar cada vez mais importante assenta na noção aparentemente razoável de que os avanços da tecnologia aumentam as oportunidades de emprego para aqueles que trabalham com informação – em sentido lato, que os computadores favorecem aqueles que trabalham com a mente, prejudicando os que fazem trabalho manual (…)
A maior parte do trabalho manual que ainda não desapareceu na economia norte-americana é do tipo que é difícil de automatizar. Numa altura em que a força de trabalho em linhas de montagem nos Estados Unidos está reduzida a 6% da população activa, já não há muitos empregos deste tipo que possam ser eliminados. No entanto, muitos trabalhos de pessoas com formação e relativamente bem pagos podem vir a ser informatizados em breve. Os robôs domésticos são engraçados, mas os empregados domésticos ainda estão longe de passar à história; a investigação jurídica computorizada e o diagnóstico médico com ajuda computacional também já existem.
E depois há a globalização. Em tempos só os operários tinham de se preocupar com a concorrência dos operários de outros países, mas a combinação entre informática e telecomunicações tornou possível transferir muitos trabalhos para outros países. A pesquisa dos meus colegas da Universidade de Princeton Alan Blinder e Alan Krueger sugere que os trabalhos altamente qualificados e muito bem pagos são, em certo sentido, mais facilmente deslocalizáveis que os menos qualificados e mais mal pagos. Se eles tiverem razão, o crescimento do comércio internacional de serviços vai afectar ainda mais o mercado de trabalho norte-americano.
De que maneira é que isto afecta a educação nos Estados Unidos? É um facto que temos um problema com a educação. O mais preocupante são as desigualdades à partida – as crianças inteligentes de famílias pobres têm menos probabilidades de concluir a faculdade que crianças muito menos inteligentes de meios mais ricos. Isto não só é escandaloso como representa um desperdício imenso do potencial humano do país. Mesmo assim, há coisas que a educação não tem capacidade de fazer. A ideia de que mandar mais jovens para a universidade poderia recuperar a nossa classe média é pura fantasia. Se hoje já não se pode dizer que um curso universitário assegura um bom emprego, a cada nova década isso vai sendo mais evidente.
Assim, se quisermos uma sociedade em que a prosperidade é amplamente partilhada, a educação não é a resposta – teremos de construir essa sociedade directamente, pelas nossas mãos. Temos de devolver à força de trabalho o poder negocial que ele perdeu ao longo dos últimos 30 anos, de maneira que tanto um vulgar operário como uma superestrela possam exigir bons salários. Temos de garantir os direitos essenciais a todos os cidadãos, em especial o direito à saúde. O que não podemos é chegar onde queremos distribuindo mais formação universitária a torto e a direito. Podemos estar apenas a vender bilhetes para empregos que já não existem, ou então que não asseguram salários de classe média”.
Não me digam que o homem não tem razão?!..."
Abraço!
Retrato de Portugal
Se estiveram atentos às notícias mais recentes ouviram falar na Pordata. Eu já vos tinha falado deste sítio (www.pordata.pt) onde se podem ver e cruzar várias informações muito interessantes sobre diferentes indicadores nacionais (e estrangeiros).
Está nas notícias pois lançou um e-book onde apresenta alguns desses dados, referentes a 2009. Desta publicação já sairam várias notícias sobre a justiça, literacia, tecnologia e outros. A parte da educação pode ser consultada em http://www.retrato-de-portugal.com/#/p10
É sempre interessante saber mais...
Abraço!
Está nas notícias pois lançou um e-book onde apresenta alguns desses dados, referentes a 2009. Desta publicação já sairam várias notícias sobre a justiça, literacia, tecnologia e outros. A parte da educação pode ser consultada em http://www.retrato-de-portugal.com/#/p10
É sempre interessante saber mais...
Abraço!
Patrões portugueses são menos qualificados que empregados
Não querendo ofender os patrões com menos habilitações literárias, pode ser esta uma das explicações para a falta de investimento/actualização das nossas empresas.
É uma notícia do Jornal i:
"A escolarização dos empregadores portugueses está abaixo do nível dos trabalhadores empregados. Mais de 70% do total de empregadores não foi além da escolaridade obrigatória (9.o ano). isto quando apenas 63% dos trabalhadores portugueses empregados por conta de outrem não passaram esse nível.
Além disso, e embora continuemos a registar os trabalhadores empregados menos qualificados dos 27 países da União Europeia, a melhoria entre estes tem sido maior que a registada entre os patrões portugueses. De 2000 a 2009, a taxa de empregados com qualificações entre o analfabetismo e o 9.o ano caiu 12 pontos percentuais, de 73,9% para 62,3%. Já a queda no lado dos empregadores não chegou aos 10 pontos, passando de 81,1% para 71,3%.
Este foi um dos principais problemas referidos ontem por Maria João Valente Rosa, directora do portal Pordata, a propósito do lançamento do livro "Retrato de Portugal - 2009", online desde ontem. A proporção é explicada pela realidade do tecido empresarial português, composto em 99% por empresas com menos de 250 trabalhadores. Segundo Maria João Rosa, "é deste tipo de empresas que falamos quando olhamos para estes números [de escolarização]".
A educação é um dos "sérios bloqueios em sectores muito importantes" em Portugal. "Partimos muito tarde, o que significa que temos que andar mais depressa que outros países para os apanhar", disse aos jornalistas, acrescentando que "se calhar a resposta [a este problema] está lá fora. É preciso atrair pessoas qualificadas." Mas há factores que afastam esse investimento no país, como é o caso da justiça, referiu. Segundos dados publicados no livro, os tribunais portugueses estão cada vez mais lentos: por cada 100 processos findos, mais de 184 ficam pendentes. O indicador tem vindo a piorar consideravelmente: em meados dos anos 90, esta percentagem rondava valores abaixo dos 80% - por cada 100, 80 ficavam pendentes.
retrato online "Espero que estes números façam sobretudo pensar", referiu Maria João Valente acerca do primeiro livro digital de estatísticas publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. A ideia, esclareceu, é lançar uma edição a cada ano.
Esta primeira versão engloba um total de cerca de 130 indicadores, arrumados em 12 temas, à semelhança do que se encontra no site Pordata. Cada um dos indicadores do livro digital tem um link directo para os quadros estatísticos correspondentes no site."
É uma notícia do Jornal i:
"A escolarização dos empregadores portugueses está abaixo do nível dos trabalhadores empregados. Mais de 70% do total de empregadores não foi além da escolaridade obrigatória (9.o ano). isto quando apenas 63% dos trabalhadores portugueses empregados por conta de outrem não passaram esse nível.
Além disso, e embora continuemos a registar os trabalhadores empregados menos qualificados dos 27 países da União Europeia, a melhoria entre estes tem sido maior que a registada entre os patrões portugueses. De 2000 a 2009, a taxa de empregados com qualificações entre o analfabetismo e o 9.o ano caiu 12 pontos percentuais, de 73,9% para 62,3%. Já a queda no lado dos empregadores não chegou aos 10 pontos, passando de 81,1% para 71,3%.
Este foi um dos principais problemas referidos ontem por Maria João Valente Rosa, directora do portal Pordata, a propósito do lançamento do livro "Retrato de Portugal - 2009", online desde ontem. A proporção é explicada pela realidade do tecido empresarial português, composto em 99% por empresas com menos de 250 trabalhadores. Segundo Maria João Rosa, "é deste tipo de empresas que falamos quando olhamos para estes números [de escolarização]".
A educação é um dos "sérios bloqueios em sectores muito importantes" em Portugal. "Partimos muito tarde, o que significa que temos que andar mais depressa que outros países para os apanhar", disse aos jornalistas, acrescentando que "se calhar a resposta [a este problema] está lá fora. É preciso atrair pessoas qualificadas." Mas há factores que afastam esse investimento no país, como é o caso da justiça, referiu. Segundos dados publicados no livro, os tribunais portugueses estão cada vez mais lentos: por cada 100 processos findos, mais de 184 ficam pendentes. O indicador tem vindo a piorar consideravelmente: em meados dos anos 90, esta percentagem rondava valores abaixo dos 80% - por cada 100, 80 ficavam pendentes.
retrato online "Espero que estes números façam sobretudo pensar", referiu Maria João Valente acerca do primeiro livro digital de estatísticas publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. A ideia, esclareceu, é lançar uma edição a cada ano.
Esta primeira versão engloba um total de cerca de 130 indicadores, arrumados em 12 temas, à semelhança do que se encontra no site Pordata. Cada um dos indicadores do livro digital tem um link directo para os quadros estatísticos correspondentes no site."
Abraço!
Também conta como tempo de serviço e antiguidade?
Quem é que já se arrependeu de responder nos Censos que trabalha 35 horas semanais? Eu sugeri, como outros o fizeram, para porem o máximo...
Eu também trago a escola para casa! Mas não no sentido de arrastar comigo os problemas de lá. Há momentos para tudo.
Em casa faço a parte que é possível fazer fora da escola: planeio, invento, corrijo, edito, crio, investigo, reflicto e tudo o mais que muitos de nós fazemos.
Gosto do que faço, mas não sou (nem quero ser) escravo do trabalho. Nem só de trabalho vive o Professor Raro...
O artigo é interessante, mas quem vai acreditar nisto?
"Estudo revela que professores portugueses não conseguem desligar-se do trabalho fora da escola
Os professores portugueses não conseguem “recarregar baterias” após um dia de escola, mantendo-se sempre ligados ao trabalho, o que provoca “um desgaste enorme”, conclui um estudo hoje revelado.
Desenvolvido em 2010 no âmbito da tese de doutoramento da docente do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) Maria Alexandre Costa, este estudo visou estudar uma população que vivesse elevados níveis de stress e de que forma as actividades desenvolvidas nos tempos livres têm impacto no seu trabalho.
A docente escolheu um grupo de cem professores do ensino pré-universitário para tentar perceber qual a influência do tempo livre na produtividade destes profissionais.
“A maioria dos professores revela uma grande dificuldade em distanciar-se do trabalho”, disse, acrescentando que estes profissionais “levam muitas vezes trabalho para casa”, como correcção de testes e preparação de aulas, “mas também muitas preocupações”, como mau comportamento dos alunos.
Na sua opinião, os professores são incapazes de recarregar totalmente as baterias e, por estarem sujeitos a níveis elevados de stress, “o desgaste é tal que pode já não ser possível algum dia recuperá-las”, podendo-se comparar a “uma bateria viciada”.
Maria Alexandre Costa acrescenta que os professores “têm maior dificuldade em se envolver em actividades de recuperação" (relaxamento), porque muitas vezes “são confrontados em casa com situações similares às vividas durante o dia de trabalho”, como, por exemplo, explicações/orientações aos filhos.
Na sua opinião, o segredo “é encontrar formas de relaxamento que são próprias para cada pessoa”, porque “quanto maior é o desgaste de um dia de trabalho, mais difícil é relaxar, embora haja uma maior necessidade de o fazer”.
O estudo conclui também que a segunda-feira é o dia mais difícil para os professores, porque é quando “os profissionais se sentem menos relaxados”.
Para a docente, esta é uma conclusão “curiosa”, uma vez que, apesar de ser o dia seguinte ao maior período da semana destinado aos tempos livres, apresenta-se como aquele em que “os professores mais rapidamente perdem esse relaxamento”.
O estudo permitiu também concluir que “à sexta-feira há recuperação de relaxamento” (distanciamento psicológico da actividade profissional), referiu a docente, que interpreta este dado como “o efeito de contaminação do fim-de-semana”.
Para realizar este estudo, Maria Alexandre Costa acompanhou os professores durante duas semanas, colocando-lhes questões antes do início do trabalho, “logo pelas 08h00”, e ao final da jornada “para avaliar como correu o dia de trabalho”."
Abraço!
Eu também trago a escola para casa! Mas não no sentido de arrastar comigo os problemas de lá. Há momentos para tudo.
Em casa faço a parte que é possível fazer fora da escola: planeio, invento, corrijo, edito, crio, investigo, reflicto e tudo o mais que muitos de nós fazemos.
Gosto do que faço, mas não sou (nem quero ser) escravo do trabalho. Nem só de trabalho vive o Professor Raro...
O artigo é interessante, mas quem vai acreditar nisto?
"Estudo revela que professores portugueses não conseguem desligar-se do trabalho fora da escola
Os professores portugueses não conseguem “recarregar baterias” após um dia de escola, mantendo-se sempre ligados ao trabalho, o que provoca “um desgaste enorme”, conclui um estudo hoje revelado.
Desenvolvido em 2010 no âmbito da tese de doutoramento da docente do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) Maria Alexandre Costa, este estudo visou estudar uma população que vivesse elevados níveis de stress e de que forma as actividades desenvolvidas nos tempos livres têm impacto no seu trabalho.
A docente escolheu um grupo de cem professores do ensino pré-universitário para tentar perceber qual a influência do tempo livre na produtividade destes profissionais.
“A maioria dos professores revela uma grande dificuldade em distanciar-se do trabalho”, disse, acrescentando que estes profissionais “levam muitas vezes trabalho para casa”, como correcção de testes e preparação de aulas, “mas também muitas preocupações”, como mau comportamento dos alunos.
Na sua opinião, os professores são incapazes de recarregar totalmente as baterias e, por estarem sujeitos a níveis elevados de stress, “o desgaste é tal que pode já não ser possível algum dia recuperá-las”, podendo-se comparar a “uma bateria viciada”.
Maria Alexandre Costa acrescenta que os professores “têm maior dificuldade em se envolver em actividades de recuperação" (relaxamento), porque muitas vezes “são confrontados em casa com situações similares às vividas durante o dia de trabalho”, como, por exemplo, explicações/orientações aos filhos.
Na sua opinião, o segredo “é encontrar formas de relaxamento que são próprias para cada pessoa”, porque “quanto maior é o desgaste de um dia de trabalho, mais difícil é relaxar, embora haja uma maior necessidade de o fazer”.
O estudo conclui também que a segunda-feira é o dia mais difícil para os professores, porque é quando “os profissionais se sentem menos relaxados”.
Para a docente, esta é uma conclusão “curiosa”, uma vez que, apesar de ser o dia seguinte ao maior período da semana destinado aos tempos livres, apresenta-se como aquele em que “os professores mais rapidamente perdem esse relaxamento”.
O estudo permitiu também concluir que “à sexta-feira há recuperação de relaxamento” (distanciamento psicológico da actividade profissional), referiu a docente, que interpreta este dado como “o efeito de contaminação do fim-de-semana”.
Para realizar este estudo, Maria Alexandre Costa acompanhou os professores durante duas semanas, colocando-lhes questões antes do início do trabalho, “logo pelas 08h00”, e ao final da jornada “para avaliar como correu o dia de trabalho”."
Abraço!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Mais uma forma de Educar crianças
Calma. quando comecei a ler vieram-me logo várias ideias contrárias ao que lia, que não podia ser be assim. Mas depois lá vem a ressalva que não é uma táctica para usar em todos os casos.
"Simplesmente não lhes ligar
Ignorar uma atitude é uma das melhores formas de levar ao seu desaparecimento. Se a criança percebe que determinado comportamento não está a produzir os efeitos desejados, acaba por o abandonar. Tal como dar atenção é uma das principais armas ao nosso dispor quando pretendemos estimular a criança a portar-se bem, também o inverso é verdade: não dar atenção é uma das melhores formas de levar os nossos filhos a eliminarem comportamentos incorrectos.
Ignorar é mais fácil que outras atitudes possíveis, por exemplo, pôr de castigo. É também uma atitude que exige pouco esforço por parte dos pais, porque não envolve contacto físico, verbal ou visual com a criança.
Como é óbvio, apenas podemos usar esta estratégia quando a saúde ou a segurança da criança não está em risco. É uma forma inteligente de não termos que estar constantemente a repreender os nossos filhos por pequenas coisas que eles fazem propositadamente para nos provocar, como quando fazem caretas, lançam olhares, deitam a língua de fora, chamam a atenção, fazem birras ou choram por tudo e por nada.
Não deve ser uma estratégia a utilizar quando as faltas são mais graves, como, por exemplo, quando dizem palavrões, insultam, fazem gestos grosseiros, batem nos irmãos, correm ao atravessar a estrada ou desobedecem deliberadamente aos pais."
"Simplesmente não lhes ligar
Ignorar uma atitude é uma das melhores formas de levar ao seu desaparecimento. Se a criança percebe que determinado comportamento não está a produzir os efeitos desejados, acaba por o abandonar. Tal como dar atenção é uma das principais armas ao nosso dispor quando pretendemos estimular a criança a portar-se bem, também o inverso é verdade: não dar atenção é uma das melhores formas de levar os nossos filhos a eliminarem comportamentos incorrectos.
Ignorar é mais fácil que outras atitudes possíveis, por exemplo, pôr de castigo. É também uma atitude que exige pouco esforço por parte dos pais, porque não envolve contacto físico, verbal ou visual com a criança.
Como é óbvio, apenas podemos usar esta estratégia quando a saúde ou a segurança da criança não está em risco. É uma forma inteligente de não termos que estar constantemente a repreender os nossos filhos por pequenas coisas que eles fazem propositadamente para nos provocar, como quando fazem caretas, lançam olhares, deitam a língua de fora, chamam a atenção, fazem birras ou choram por tudo e por nada.
Não deve ser uma estratégia a utilizar quando as faltas são mais graves, como, por exemplo, quando dizem palavrões, insultam, fazem gestos grosseiros, batem nos irmãos, correm ao atravessar a estrada ou desobedecem deliberadamente aos pais."
Paulo Oom - Jornal i
Abraço!
De novo a autonomia das Escolas
Sou dos que acredita que isto vai acontecer. Que vamos chegar ao ponto em que as Escolas vão ter voz activa na Educação, vão poder fazer como pensam ser melhor. Mas que também vão ter que apresentar resultados!
E por aqui anda a contratação dos Professores: se uma escola vai ter que justificar os seus resultados, vai ter que poder contratar quem quiser, tem que poder acreditar no seu grupo de trabalho.
Já estão a pensar "cunhas e mais cunhas"? Até acredito que sim, mas nem todos temos cunhas, vão sobrar lugares. Onde? Não sei. Mas depois as escolas vão ter que apresentar resultados. E o filho do amigo ou do sr. fulano de tal pode ter cunha mas ser incompetente... E que tal uma política de compensação por um trabalho bem feito? Quem faz mais e melhor tem que ter tratamento preferêncial...
É claro que isto levanta muitas mais questões e até pode entrar a ideia dos "cheque-ensino" já falada por Passos Coelho: financia-se o aluno e não a Escola. Seja pública ou privada os pais podem decidir (pelo menos parcialmente pois podem não haver vagas ou as escolas rejeitarem quem não quiserem...) onde matricular os filhos. E onde se matricularem levam o "cheque" para pagar o seu Ensino.
Mas deixando as "reflexões" por aqui, deixo-vos um artigo do Público:
"Autonomia das escolas será o passo mais importante"
Investigador e ex-secretário de Estado da Educação do PSD, Joaquim Azevedo diz que o próximo titular da pasta de Educação devia dar prioridade à autonomia das escolas. "É possível avançar-se bastante mais neste domínio e criar um sistema de responsabilidade", defende.
Quais as medidas que considera obrigatórias para o próximo titular da pasta da Educação, não esquecendo a situação em que o país vive?
Penso que há condições, porque não depende sobretudo de recursos financeiros, para se introduzir muito mais autonomia nas escolas e promover a contratualização com todas as escolas integradas no serviço público de educação. Defendo que todas as escolas integradas no sistema público de educação devem ter autonomia de gestão, pedagógica, de contratação de professores. É possível avançar-se bastante mais neste domínio e criar um sistema de responsabilidade. Essa é a grande questão em todas áreas: criar sistemas de responsabilidades que impeçam desmandos ou desorientações. Temos muitas falhas a esse nível. É preciso um novo compromisso social pela educação, que envolva professores, alunos, pais, autarquias.
Como é que a autonomia poderá beneficiar as aprendizagens dos alunos?
Há um primeiro esforço que é o de identificar os responsáveis pela promoção de melhores aprendizagens. E os responsáveis são cada escola e o conjunto dos seus autores. Depois é preciso atribuir-lhes as competências para tal e concentrá-las neles e isso pode fazer-se através de um mecanismo de contratualização. E depois de esta estar concretizada tem que se pedir às escolas que se coloquem numa rota de melhoria gradual. O objectivo da contratualização deve ser o de exigir que as escolas melhorem gradualmente as suas aprendizagens e isto deve estar inserido num sistema claro de responsabilidade, não pode ser uma coisa diluída.
A autonomia é então mais importante do que uma reforma curricular ou a revisão dos programas em vigor?
Já fizemos muitas alterações. Esse é um aspecto secundário. Pode-se redimensionar o currículo nacional, mas isso só por si não altera nada. Pode-se apontar um horizonte, como fez a actual ministra com as metas de aprendizagem [definição do que os alunos devem saber no final de cada ano]. Mas o problema permanece: como é que se chega lá? É bom que exista uma clarificação das metas porque isso ajuda também a criar um sistema de responsabilidade. Mas é cada escola que tem de olhar sobre si própria e promover uma reflexão interna, que envolva toda a comunidade, para perceber onde pode melhorar e o quê, e fazer isso ano a ano.
No quadro de contenção que sairá das conversações com o FMI será possível prosseguir medidas como, por exemplo, o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos?
Falta saber se o programa de contenção vai ser aplicado cegamente ou se serão acautelados dois ou três sectores, como a educação, a saúde, a solidariedade social. É possível distinguir. Por outro lado, o sistema continua a ter possibilidades de realização de alguma racionalização, de economias de escala. Mas não como se fez através de mega-agrupamentos, que estão a destruir a qualidade da direcção das escolas. É possível ir buscar economias de um lado para investir no outro. É evidente que a qualificação ao nível secundário tem de ser uma prioridade. A última coisa que devemos fazer neste contexto é baixar a qualificação das pessoas porque temos de fazer face à crise, mas também temos de pensar simultaneamente como vamos sair dela e a educação e qualificação das pessoas são fundamentais para se sair bem da crise.
Das medidas adoptadas por Isabel Alçada qual destacaria?
O foco nas metas de aprendizagem foi útil."
Abraço!
E por aqui anda a contratação dos Professores: se uma escola vai ter que justificar os seus resultados, vai ter que poder contratar quem quiser, tem que poder acreditar no seu grupo de trabalho.
Já estão a pensar "cunhas e mais cunhas"? Até acredito que sim, mas nem todos temos cunhas, vão sobrar lugares. Onde? Não sei. Mas depois as escolas vão ter que apresentar resultados. E o filho do amigo ou do sr. fulano de tal pode ter cunha mas ser incompetente... E que tal uma política de compensação por um trabalho bem feito? Quem faz mais e melhor tem que ter tratamento preferêncial...
É claro que isto levanta muitas mais questões e até pode entrar a ideia dos "cheque-ensino" já falada por Passos Coelho: financia-se o aluno e não a Escola. Seja pública ou privada os pais podem decidir (pelo menos parcialmente pois podem não haver vagas ou as escolas rejeitarem quem não quiserem...) onde matricular os filhos. E onde se matricularem levam o "cheque" para pagar o seu Ensino.
Mas deixando as "reflexões" por aqui, deixo-vos um artigo do Público:
"Autonomia das escolas será o passo mais importante"
Investigador e ex-secretário de Estado da Educação do PSD, Joaquim Azevedo diz que o próximo titular da pasta de Educação devia dar prioridade à autonomia das escolas. "É possível avançar-se bastante mais neste domínio e criar um sistema de responsabilidade", defende.
Quais as medidas que considera obrigatórias para o próximo titular da pasta da Educação, não esquecendo a situação em que o país vive?
Penso que há condições, porque não depende sobretudo de recursos financeiros, para se introduzir muito mais autonomia nas escolas e promover a contratualização com todas as escolas integradas no serviço público de educação. Defendo que todas as escolas integradas no sistema público de educação devem ter autonomia de gestão, pedagógica, de contratação de professores. É possível avançar-se bastante mais neste domínio e criar um sistema de responsabilidade. Essa é a grande questão em todas áreas: criar sistemas de responsabilidades que impeçam desmandos ou desorientações. Temos muitas falhas a esse nível. É preciso um novo compromisso social pela educação, que envolva professores, alunos, pais, autarquias.
Como é que a autonomia poderá beneficiar as aprendizagens dos alunos?
Há um primeiro esforço que é o de identificar os responsáveis pela promoção de melhores aprendizagens. E os responsáveis são cada escola e o conjunto dos seus autores. Depois é preciso atribuir-lhes as competências para tal e concentrá-las neles e isso pode fazer-se através de um mecanismo de contratualização. E depois de esta estar concretizada tem que se pedir às escolas que se coloquem numa rota de melhoria gradual. O objectivo da contratualização deve ser o de exigir que as escolas melhorem gradualmente as suas aprendizagens e isto deve estar inserido num sistema claro de responsabilidade, não pode ser uma coisa diluída.
A autonomia é então mais importante do que uma reforma curricular ou a revisão dos programas em vigor?
Já fizemos muitas alterações. Esse é um aspecto secundário. Pode-se redimensionar o currículo nacional, mas isso só por si não altera nada. Pode-se apontar um horizonte, como fez a actual ministra com as metas de aprendizagem [definição do que os alunos devem saber no final de cada ano]. Mas o problema permanece: como é que se chega lá? É bom que exista uma clarificação das metas porque isso ajuda também a criar um sistema de responsabilidade. Mas é cada escola que tem de olhar sobre si própria e promover uma reflexão interna, que envolva toda a comunidade, para perceber onde pode melhorar e o quê, e fazer isso ano a ano.
No quadro de contenção que sairá das conversações com o FMI será possível prosseguir medidas como, por exemplo, o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos?
Falta saber se o programa de contenção vai ser aplicado cegamente ou se serão acautelados dois ou três sectores, como a educação, a saúde, a solidariedade social. É possível distinguir. Por outro lado, o sistema continua a ter possibilidades de realização de alguma racionalização, de economias de escala. Mas não como se fez através de mega-agrupamentos, que estão a destruir a qualidade da direcção das escolas. É possível ir buscar economias de um lado para investir no outro. É evidente que a qualificação ao nível secundário tem de ser uma prioridade. A última coisa que devemos fazer neste contexto é baixar a qualificação das pessoas porque temos de fazer face à crise, mas também temos de pensar simultaneamente como vamos sair dela e a educação e qualificação das pessoas são fundamentais para se sair bem da crise.
Das medidas adoptadas por Isabel Alçada qual destacaria?
O foco nas metas de aprendizagem foi útil."
Abraço!
Balanço do trabalho de Isabel Alçada
A sra. que sorri muito mas que não foi melhor do que a outra que tinha cara de má...
E no concreto? Pois, fiquem a pensar, tal como eu...
O que é certo é que não estamos melhores: nem nós professores, nem a Educação.
E podem vir aqueles relatórios todos bonitos com uns números louváveis: quem está por dentro sabe como se conseguem...
O artigo é grande, pelo que não o transcrevo. Mas podem lê-lo no Público. E podem ler também "PÚBLICO questionou personalidades sobre estado da Educação", uma "espécie de versão" mais alargada. Deixo só algumas partes:
"Pelo meio "não houve uma única medida de futuro bem pensada e bem articulada", sustenta Manuel Pereira, director do agrupamento de Cinfães e presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares. Pelo contrário, adianta, "as medidas mais emblemáticas deste curto mandato são as que se constituem como o mais forte ataque à escola pública de qualidade". Exemplos: "Desinvestimento na educação, constituição de mega-agrupamentos à força, uma gestão de recursos humanos calamitosa com escolas a precisarem de professores e a não os poder contratar". ...
"A grande mudança foi cosmética. A atitude beligerante da anterior titular da pasta foi substituída pelo low profile da actual ministra. Esta mudança é positiva, mas é curta. No essencial, manteve-se uma política orientada para resultados de curto prazo", considera o deputado do PSD Pedro Duarte."
...
"Bravo Nico, deputado do PS, destaca como "mudanças mais significativas, entre outras, "a aposta no ensino profissional ao nível do ensino secundário", "a maior requalificação de sempre no parque escolar" e a "inversão da tendência dos resultados de desempenho dos estudantes portugueses, facto evidenciado pelo último relatório PISA", o programa da OCDE que visa aferir as competências dos alunos de 15 anos."
...
"O que verificamos é que existe cada vez mais uma escola para os filhos dos ricos e uma escola para os filhos dos pobres, sendo a primeira orientada para o prosseguimento de estudos e a segunda para a formação profissional", denuncia o deputado comunista Miguel Tiago."
...
"A autonomia é também uma das prioridades apontadas por Bravo Nico, Pedro Duarte e por Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais. A par da autonomia das escolas, o deputado social-democrata defende uma "alteração do paradigma do Ministério da Educação": "Em lugar de um ministério que se quer sobrepor e substituir às escolas deveremos ter um ministério avaliador, fiscalizar e disponível para apoiar as iniciativas e dificuldades das escolas". Paulo Guinote, Mário Nogueira e Ana Drago defendem uma reforma curricular norteada por princípios pedagógicos e não pelos cortes orçamentais."
...
"Professores e directores têm denunciado que com esta forma de avaliação se instalou a desconfiança nas escolas. "Como foi possível não se ter aprendido com os erros do modelo de Maria de Lurdes Rodrigues? Como foi possível criar um modelo que, do ponto de vista da burocracia e da conflitualidade que gera entre professores, é pior do que o anterior?", questiona o deputado social-democrata Pedro Duarte. Questionado pelo PÚBLICO, esta é uma das opções que o deputado destacou como sendo, em simultâneo, "uma das medidas emblemáticas e bicudas" da equipa de Isabel Alçada."
...
"Ao contrário do que anunciara no final de 2009, Isabel Alçada garantiu em Julho de 2010 que não seria introduzida qualquer alteração ao currículo do 3.º ciclo no ano lectivo de 2011/2012. Mas os cortes impostos pelo Orçamento do Estado (OE) ditam o contrário. O decreto-lei é publicado em Fevereiro, apesar dos pareceres contrários de todos os parceiros consultados. Estipula-se o fim de Área de Projecto, o Estudo Acompanhado fica limitado a alunos com dificuldades e no 2.º ciclo o número de professores em sala de aula passará de dois para 1. Segundo os sindicatos, as medidas previstas levariam ao despedimento de pelo menos 12 mil professores. Em média, os alunos passariam a ter menos quatro horas de aulas por dia. Em Março, todos os partidos da oposição votam a favor da cessação de vigência do diploma, que ficou assim sem efeito. Já as mudanças propostas para o ensino secundário entrarão em vigor: no próximo ano lectivo acaba a Área de Projecto no 12.º ano, será criada a disciplina de Formação Cívica no 10.º ano e introduzido um exame optativo de Filosofia."
...
"Em Junho de 2010 é aprovado no Conselho de Ministros o encerramento de 701 escolas do 1.º ciclo com menos de 21 alunos e a criação de 84 novas unidades de gestão, que resultarão da fusão e extinção de agrupamentos já existentes. As novas unidades poderão ter um máximo de três mil alunos. A lista de escolas a encerrar só foi publicada em Agosto. A Associação Nacional de Municípios contestou, os directores não chegaram a ser ouvidos pelo ministério. Com estas medidas, segundo o ME, terá sido possível reduzir cinco mil professores. Para o próximo ano lectivo previa-se o encerramento de 420 escolas do 1.º ciclo e a constituição de mais novos mega-agrupamentos."
...
Abraço!
E no concreto? Pois, fiquem a pensar, tal como eu...
O que é certo é que não estamos melhores: nem nós professores, nem a Educação.
E podem vir aqueles relatórios todos bonitos com uns números louváveis: quem está por dentro sabe como se conseguem...
O artigo é grande, pelo que não o transcrevo. Mas podem lê-lo no Público. E podem ler também "PÚBLICO questionou personalidades sobre estado da Educação", uma "espécie de versão" mais alargada. Deixo só algumas partes:
"A grande mudança foi cosmética. A atitude beligerante da anterior titular da pasta foi substituída pelo low profile da actual ministra. Esta mudança é positiva, mas é curta. No essencial, manteve-se uma política orientada para resultados de curto prazo", considera o deputado do PSD Pedro Duarte."
...
"Bravo Nico, deputado do PS, destaca como "mudanças mais significativas, entre outras, "a aposta no ensino profissional ao nível do ensino secundário", "a maior requalificação de sempre no parque escolar" e a "inversão da tendência dos resultados de desempenho dos estudantes portugueses, facto evidenciado pelo último relatório PISA", o programa da OCDE que visa aferir as competências dos alunos de 15 anos."
...
"O que verificamos é que existe cada vez mais uma escola para os filhos dos ricos e uma escola para os filhos dos pobres, sendo a primeira orientada para o prosseguimento de estudos e a segunda para a formação profissional", denuncia o deputado comunista Miguel Tiago."
...
"A autonomia é também uma das prioridades apontadas por Bravo Nico, Pedro Duarte e por Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais. A par da autonomia das escolas, o deputado social-democrata defende uma "alteração do paradigma do Ministério da Educação": "Em lugar de um ministério que se quer sobrepor e substituir às escolas deveremos ter um ministério avaliador, fiscalizar e disponível para apoiar as iniciativas e dificuldades das escolas". Paulo Guinote, Mário Nogueira e Ana Drago defendem uma reforma curricular norteada por princípios pedagógicos e não pelos cortes orçamentais."
...
"Professores e directores têm denunciado que com esta forma de avaliação se instalou a desconfiança nas escolas. "Como foi possível não se ter aprendido com os erros do modelo de Maria de Lurdes Rodrigues? Como foi possível criar um modelo que, do ponto de vista da burocracia e da conflitualidade que gera entre professores, é pior do que o anterior?", questiona o deputado social-democrata Pedro Duarte. Questionado pelo PÚBLICO, esta é uma das opções que o deputado destacou como sendo, em simultâneo, "uma das medidas emblemáticas e bicudas" da equipa de Isabel Alçada."
...
"Ao contrário do que anunciara no final de 2009, Isabel Alçada garantiu em Julho de 2010 que não seria introduzida qualquer alteração ao currículo do 3.º ciclo no ano lectivo de 2011/2012. Mas os cortes impostos pelo Orçamento do Estado (OE) ditam o contrário. O decreto-lei é publicado em Fevereiro, apesar dos pareceres contrários de todos os parceiros consultados. Estipula-se o fim de Área de Projecto, o Estudo Acompanhado fica limitado a alunos com dificuldades e no 2.º ciclo o número de professores em sala de aula passará de dois para 1. Segundo os sindicatos, as medidas previstas levariam ao despedimento de pelo menos 12 mil professores. Em média, os alunos passariam a ter menos quatro horas de aulas por dia. Em Março, todos os partidos da oposição votam a favor da cessação de vigência do diploma, que ficou assim sem efeito. Já as mudanças propostas para o ensino secundário entrarão em vigor: no próximo ano lectivo acaba a Área de Projecto no 12.º ano, será criada a disciplina de Formação Cívica no 10.º ano e introduzido um exame optativo de Filosofia."
...
"Em Junho de 2010 é aprovado no Conselho de Ministros o encerramento de 701 escolas do 1.º ciclo com menos de 21 alunos e a criação de 84 novas unidades de gestão, que resultarão da fusão e extinção de agrupamentos já existentes. As novas unidades poderão ter um máximo de três mil alunos. A lista de escolas a encerrar só foi publicada em Agosto. A Associação Nacional de Municípios contestou, os directores não chegaram a ser ouvidos pelo ministério. Com estas medidas, segundo o ME, terá sido possível reduzir cinco mil professores. Para o próximo ano lectivo previa-se o encerramento de 420 escolas do 1.º ciclo e a constituição de mais novos mega-agrupamentos."
...
Abraço!
Obediência, costumes e moda. Conheça as regras da escola pública
Lido assim até pode parecer que são regras desajustadas ou mesmo de "imposição ditatorial". Mas as escolas têm a tarefa muito complicada de publicar regras para o normal funcionamento da sua instituição educativa.
É claro que "não mostrar a roupa interior" nem devia ter que estar escrito, ou "dar prioridade aos alunos com dificuldades motoras" - mas infelizmente é mesmo necessário!
Bastava um regra, se fosse noutros tempos: "Respeitar!" Mas isso agora...
"Conhecer o hino e a bandeira
Em boa parte dos agrupamentos faz parte do deveres e direitos dos alunos conhecer e respeitar “activamente” os valores e os princípios fundamentais inscritos na Constituição da República Portuguesa, a bandeira e o hino e ainda a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Convenção Europeia dos Direitos do Homem e a Convenção sobre os Direitos da Criança.
Não exibir roupa interior
Há agrupamentos com indicações mais específicas quanto ao vestuário a levar para escola. É o caso das escolas da Senhora da Hora (Matosinhos), que proíbem shorts e tops curtos, ou das escolas de Poiares, que avisam os alunos que não podem exibir roupa interior.
“Literatura erótica” banida
Parece ser caso único nos regulamentos internos consultados pelo i – no agrupamento de escolas do Sudeste de Baião, o aluno que for apanhado a espreitar revistas com mulheres em poses “eróticas” está em claro incumprimento.
Prioridade aos adultos
O aluno que estiver na fila do refeitório à espera da sua vez terá de ceder o seu lugar caso apareça um professor ou um funcionário do Agrupamento de Escolas da Alapraia, Cascais. Dar prioridade aos professores e funcionários é um dever específico dos alunos; os adultos têm também primazia nos serviços do bufete e papelaria, “por motivos inerentes às suas funções”.
Piercings e tatuagens
Nas escolas de Almancil há os deveres gerais para todos os alunos e depois ainda há os deveres específicos só para alunos de Cozinha e Empregados de Mesa dos Cursos de Educação e Formação. Tatuagens e piercings só são permitidos se não estiveram à mostra. Dentro ou fora da escola, devem ter os cabelos “cortados, limpos e penteados”, os rapazes “barbeados”, as raparigas de unhas limpas e sem vernizes.
As regras escola a escola
DENTRO DAS SALAS
Agrupamento Matilde Rosa Araújo (Cascais)
- Assistir à aula, mesmo quando chegar atrasado, ainda que tenha falta.
Agrupamento de Escolas de Parede
- Manter uma postura correcta e cívica nas aulas, não lhe sendo permitido ingerir qualquer tipo de alimento, mastigar pastilha elástica, o uso de boné na cabeça ou a utilização de equipamentos tecnológicos (telemóvel, MP3, etc.).
Agrupamento de Escolas Grão Vasco (Viseu)
- Manter as carteiras limpas e manipular cortinas e estores só com autorização do professor.
Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa
- Ocupar um lugar adequado à sua estatura bem como a deficiências físicas.
- Ter um ensino individualizado e actualizado.
Agrupamento de Escolas de Aradas (Aveiro)
- Não manusear as persianas sem autorização do professor.
Agrupamento de Escolas de Almancil
- Entrar na sala após o professor e ocupar ordeiramente o seu lugar;
- Aguardar as indicações do pessoal não docente em caso de ausência do professor;
- Sair sem atropelos da sala de aula, deixando-a arrumada e limpa, após autorização do professor.
Agrupamento de Escolas da Pedrulha (Coimbra)
- Não arrastar as cadeiras, sentando-se de forma correcta;
- Pedir a palavra, pondo o dedo no ar e aguardando a sua vez.
Agrupamento de Escolas de Boliqueime
- Não bater às portas das salas de aula nem às janelas das salas de aula do rés-do-chão; não mexer em qualquer equipamento da sala de aula sem autorização.
FORA DAS SALAS
Agrupamento de Escolas de Vagos
- Não subir aos telhados ou às árvores, nem para recuperar objectos; o aluno deve comunicar o facto ao funcionário, que resolverá a situação.
Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria
- Não circular com veículos motorizados nem velocípedes dentro do recinto escolar e imobilizá--los através de cadeado no local reservado para o efeito.
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares
- Respeitar a prioridade nas filas de espera, evitando ultrapassagens e empurrões; não estragar comida;
- No refeitório: deve sentar-se educadamente sem perturbar o almoço dos outros, devendo falar baixo. Os espaços devem ficar limpos e arrumados.
Agrupamento de Escolas de Arraiolos
- Não lançar quaisquer explosivos ou outros artefactos ditos carnavalescos.
Agrupamento de Escolas Grão Vasco
- Não utilizar os corrimãos das escadas de forma indevida (debruçar, escorregar, etc.);
- Circular nos corredores pela direita, de forma organizada e calma, evitando circular nos corredores durante o período de aulas – se tiver de o fazer, deve guardar silêncio.
Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira
- Ter um comportamento digno quando utiliza os transportes escolares, respeitando o condutor e o revisor; cuidar da linguagem, não usando termos ou expressões que possam constituir ofensa para quem o ouve ou a quem o dirige.
CIVISMO E SOLIDARIEDADE
Agrupamento de Escolas Fernão do Pó (Bombarral)
- Usar vestuário e acessórios adequados ao contexto escolar, que não sugiram mensagens implícitas ou explícitas de carácter violento, obsceno ou outro que possa de alguma forma ferir os princípios estabelecidos no Projecto Educativo do Agrupamento.
Agrupamento de Escolas de Parede
- Utilizar linguagem correcta e adequada, não sendo permitido o uso de calão e linguagem grosseira.
Agrupamento de Escolas do Território de Calendário
- Não molhar ou sujar os colegas.
Agrupamento de Escolas de Tondela
- Não discriminar qualquer elemento da comunidade educativa por motivos físicos, raciais, económicos, religiosos, culturais ou por apresentarem necessidades educativas especiais.
Agrupamento de Escolas de Lamaçães
- Dar prioridade aos alunos com dificuldade de mobilidade.
Escola Secundária Dr. Solano de Abreu (Abrantes)
- Auxiliar colegas com insuficiência motora, visual ou outras.
Agrupamento de Escolas do Vale de Ovil
- Ser solidário com a verdade e a justiça, tolerante, respeitador do ambiente e defensor dos direitos humanos.
Agrupamento de Escolas de Arraiolos
- Ser solidário com os colegas, amparando e protegendo os mais novos para uma melhor integração escolar e social destes.
Agrupamento de Escolas Gomes Eanes de Azurara (Mangualde)
- Não se apossar do que não lhe pertencer e entregar com prontidão, na recepção, os objectos encontrados."
Abraço!
É claro que "não mostrar a roupa interior" nem devia ter que estar escrito, ou "dar prioridade aos alunos com dificuldades motoras" - mas infelizmente é mesmo necessário!
Bastava um regra, se fosse noutros tempos: "Respeitar!" Mas isso agora...
"Conhecer o hino e a bandeira
Em boa parte dos agrupamentos faz parte do deveres e direitos dos alunos conhecer e respeitar “activamente” os valores e os princípios fundamentais inscritos na Constituição da República Portuguesa, a bandeira e o hino e ainda a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Convenção Europeia dos Direitos do Homem e a Convenção sobre os Direitos da Criança.
Não exibir roupa interior
Há agrupamentos com indicações mais específicas quanto ao vestuário a levar para escola. É o caso das escolas da Senhora da Hora (Matosinhos), que proíbem shorts e tops curtos, ou das escolas de Poiares, que avisam os alunos que não podem exibir roupa interior.
“Literatura erótica” banida
Parece ser caso único nos regulamentos internos consultados pelo i – no agrupamento de escolas do Sudeste de Baião, o aluno que for apanhado a espreitar revistas com mulheres em poses “eróticas” está em claro incumprimento.
Prioridade aos adultos
O aluno que estiver na fila do refeitório à espera da sua vez terá de ceder o seu lugar caso apareça um professor ou um funcionário do Agrupamento de Escolas da Alapraia, Cascais. Dar prioridade aos professores e funcionários é um dever específico dos alunos; os adultos têm também primazia nos serviços do bufete e papelaria, “por motivos inerentes às suas funções”.
Piercings e tatuagens
Nas escolas de Almancil há os deveres gerais para todos os alunos e depois ainda há os deveres específicos só para alunos de Cozinha e Empregados de Mesa dos Cursos de Educação e Formação. Tatuagens e piercings só são permitidos se não estiveram à mostra. Dentro ou fora da escola, devem ter os cabelos “cortados, limpos e penteados”, os rapazes “barbeados”, as raparigas de unhas limpas e sem vernizes.
As regras escola a escola
DENTRO DAS SALAS
Agrupamento Matilde Rosa Araújo (Cascais)
- Assistir à aula, mesmo quando chegar atrasado, ainda que tenha falta.
Agrupamento de Escolas de Parede
- Manter uma postura correcta e cívica nas aulas, não lhe sendo permitido ingerir qualquer tipo de alimento, mastigar pastilha elástica, o uso de boné na cabeça ou a utilização de equipamentos tecnológicos (telemóvel, MP3, etc.).
Agrupamento de Escolas Grão Vasco (Viseu)
- Manter as carteiras limpas e manipular cortinas e estores só com autorização do professor.
Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa
- Ocupar um lugar adequado à sua estatura bem como a deficiências físicas.
- Ter um ensino individualizado e actualizado.
Agrupamento de Escolas de Aradas (Aveiro)
- Não manusear as persianas sem autorização do professor.
Agrupamento de Escolas de Almancil
- Entrar na sala após o professor e ocupar ordeiramente o seu lugar;
- Aguardar as indicações do pessoal não docente em caso de ausência do professor;
- Sair sem atropelos da sala de aula, deixando-a arrumada e limpa, após autorização do professor.
Agrupamento de Escolas da Pedrulha (Coimbra)
- Não arrastar as cadeiras, sentando-se de forma correcta;
- Pedir a palavra, pondo o dedo no ar e aguardando a sua vez.
Agrupamento de Escolas de Boliqueime
- Não bater às portas das salas de aula nem às janelas das salas de aula do rés-do-chão; não mexer em qualquer equipamento da sala de aula sem autorização.
FORA DAS SALAS
Agrupamento de Escolas de Vagos
- Não subir aos telhados ou às árvores, nem para recuperar objectos; o aluno deve comunicar o facto ao funcionário, que resolverá a situação.
Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria
- Não circular com veículos motorizados nem velocípedes dentro do recinto escolar e imobilizá--los através de cadeado no local reservado para o efeito.
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares
- Respeitar a prioridade nas filas de espera, evitando ultrapassagens e empurrões; não estragar comida;
- No refeitório: deve sentar-se educadamente sem perturbar o almoço dos outros, devendo falar baixo. Os espaços devem ficar limpos e arrumados.
Agrupamento de Escolas de Arraiolos
- Não lançar quaisquer explosivos ou outros artefactos ditos carnavalescos.
Agrupamento de Escolas Grão Vasco
- Não utilizar os corrimãos das escadas de forma indevida (debruçar, escorregar, etc.);
- Circular nos corredores pela direita, de forma organizada e calma, evitando circular nos corredores durante o período de aulas – se tiver de o fazer, deve guardar silêncio.
Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira
- Ter um comportamento digno quando utiliza os transportes escolares, respeitando o condutor e o revisor; cuidar da linguagem, não usando termos ou expressões que possam constituir ofensa para quem o ouve ou a quem o dirige.
CIVISMO E SOLIDARIEDADE
Agrupamento de Escolas Fernão do Pó (Bombarral)
- Usar vestuário e acessórios adequados ao contexto escolar, que não sugiram mensagens implícitas ou explícitas de carácter violento, obsceno ou outro que possa de alguma forma ferir os princípios estabelecidos no Projecto Educativo do Agrupamento.
Agrupamento de Escolas de Parede
- Utilizar linguagem correcta e adequada, não sendo permitido o uso de calão e linguagem grosseira.
Agrupamento de Escolas do Território de Calendário
- Não molhar ou sujar os colegas.
Agrupamento de Escolas de Tondela
- Não discriminar qualquer elemento da comunidade educativa por motivos físicos, raciais, económicos, religiosos, culturais ou por apresentarem necessidades educativas especiais.
Agrupamento de Escolas de Lamaçães
- Dar prioridade aos alunos com dificuldade de mobilidade.
Escola Secundária Dr. Solano de Abreu (Abrantes)
- Auxiliar colegas com insuficiência motora, visual ou outras.
Agrupamento de Escolas do Vale de Ovil
- Ser solidário com a verdade e a justiça, tolerante, respeitador do ambiente e defensor dos direitos humanos.
Agrupamento de Escolas de Arraiolos
- Ser solidário com os colegas, amparando e protegendo os mais novos para uma melhor integração escolar e social destes.
Agrupamento de Escolas Gomes Eanes de Azurara (Mangualde)
- Não se apossar do que não lhe pertencer e entregar com prontidão, na recepção, os objectos encontrados."
Abraço!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Concursos entre 26 de Abril e 9 de Maio
Finalmente alguma "luz" sobre os concursos.
Contratados e DCE (nada sobre os DACL que devem ser ainda alguns este ano, com os cortes no número de professores e com a nova distribuição do serviço...) podem concorrer "entre as 10:00 horas do dia 26 de Abril e as 18:00 horas do dia 9 de Maio de 2011 de Portugal Continental" - e chamo atenção para as horas, principalmente a final, 18 e não 24h.
Na página da DGRHE já podem ler o seguinte:
De acordo com o Decreto-Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro, a DGRHE informa que seguiu para publicação em Diário da República, o Aviso de Abertura do Concurso Anual com vista ao suprimento das necessidades transitórias de pessoal docente para o ano de 2011/2012.
A DGRHE disponibilizará, entre as 10:00 horas do dia 26 de Abril e as 18:00 horas do dia 9 de Maio de 2011 de Portugal Continental, a aplicação para candidatura ao Destacamento por Condições Específicas (DCE) e Contratação (CN).
DGRHE, 20 de Abril de 2011"
Abraço!
Contratados e DCE (nada sobre os DACL que devem ser ainda alguns este ano, com os cortes no número de professores e com a nova distribuição do serviço...) podem concorrer "entre as 10:00 horas do dia 26 de Abril e as 18:00 horas do dia 9 de Maio de 2011 de Portugal Continental" - e chamo atenção para as horas, principalmente a final, 18 e não 24h.
Na página da DGRHE já podem ler o seguinte:
"CONCURSO ANUAL COM VISTA AO SUPRIMENTO DAS
NECESSIDADES TRANSITÓRIAS DE PESSOAL DOCENTE
ANO ESCOLAR DE 2011-2012
NOTA INFORMATIVA
De acordo com o Decreto-Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro, a DGRHE informa que seguiu para publicação em Diário da República, o Aviso de Abertura do Concurso Anual com vista ao suprimento das necessidades transitórias de pessoal docente para o ano de 2011/2012.
A DGRHE disponibilizará, entre as 10:00 horas do dia 26 de Abril e as 18:00 horas do dia 9 de Maio de 2011 de Portugal Continental, a aplicação para candidatura ao Destacamento por Condições Específicas (DCE) e Contratação (CN).
DGRHE, 20 de Abril de 2011"
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