quinta-feira, 21 de abril de 2011

Balanço do trabalho de Isabel Alçada

A sra. que sorri muito mas que não foi melhor do que a outra que tinha cara de má...

E no concreto? Pois, fiquem a pensar, tal como eu...

O que é certo é que não estamos melhores: nem nós professores, nem a Educação.

E podem vir aqueles relatórios todos bonitos com uns números louváveis: quem está por dentro sabe como se conseguem...

O artigo é grande, pelo que não o transcrevo. Mas podem lê-lo no Público. E podem ler também "PÚBLICO questionou personalidades sobre estado da Educação", uma "espécie de versão" mais alargada. Deixo só algumas partes:


"Pelo meio "não houve uma única medida de futuro bem pensada e bem articulada", sustenta Manuel Pereira, director do agrupamento de Cinfães e presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares. Pelo contrário, adianta, "as medidas mais emblemáticas deste curto mandato são as que se constituem como o mais forte ataque à escola pública de qualidade". Exemplos: "Desinvestimento na educação, constituição de mega-agrupamentos à força, uma gestão de recursos humanos calamitosa com escolas a precisarem de professores e a não os poder contratar".
...

"A grande mudança foi cosmética. A atitude beligerante da anterior titular da pasta foi substituída pelo low profile da actual ministra. Esta mudança é positiva, mas é curta. No essencial, manteve-se uma política orientada para resultados de curto prazo", considera o deputado do PSD Pedro Duarte."

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"Bravo Nico, deputado do PS, destaca como "mudanças mais significativas, entre outras, "a aposta no ensino profissional ao nível do ensino secundário", "a maior requalificação de sempre no parque escolar" e a "inversão da tendência dos resultados de desempenho dos estudantes portugueses, facto evidenciado pelo último relatório PISA", o programa da OCDE que visa aferir as competências dos alunos de 15 anos."

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"O que verificamos é que existe cada vez mais uma escola para os filhos dos ricos e uma escola para os filhos dos pobres, sendo a primeira orientada para o prosseguimento de estudos e a segunda para a formação profissional", denuncia o deputado comunista Miguel Tiago."

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"A autonomia é também uma das prioridades apontadas por Bravo Nico, Pedro Duarte e por Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais. A par da autonomia das escolas, o deputado social-democrata defende uma "alteração do paradigma do Ministério da Educação": "Em lugar de um ministério que se quer sobrepor e substituir às escolas deveremos ter um ministério avaliador, fiscalizar e disponível para apoiar as iniciativas e dificuldades das escolas". Paulo Guinote, Mário Nogueira e Ana Drago defendem uma reforma curricular norteada por princípios pedagógicos e não pelos cortes orçamentais."

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"Professores e directores têm denunciado que com esta forma de avaliação se instalou a desconfiança nas escolas. "Como foi possível não se ter aprendido com os erros do modelo de Maria de Lurdes Rodrigues? Como foi possível criar um modelo que, do ponto de vista da burocracia e da conflitualidade que gera entre professores, é pior do que o anterior?", questiona o deputado social-democrata Pedro Duarte. Questionado pelo PÚBLICO, esta é uma das opções que o deputado destacou como sendo, em simultâneo, "uma das medidas emblemáticas e bicudas" da equipa de Isabel Alçada."

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"Ao contrário do que anunciara no final de 2009, Isabel Alçada garantiu em Julho de 2010 que não seria introduzida qualquer alteração ao currículo do 3.º ciclo no ano lectivo de 2011/2012. Mas os cortes impostos pelo Orçamento do Estado (OE) ditam o contrário. O decreto-lei é publicado em Fevereiro, apesar dos pareceres contrários de todos os parceiros consultados. Estipula-se o fim de Área de Projecto, o Estudo Acompanhado fica limitado a alunos com dificuldades e no 2.º ciclo o número de professores em sala de aula passará de dois para 1. Segundo os sindicatos, as medidas previstas levariam ao despedimento de pelo menos 12 mil professores. Em média, os alunos passariam a ter menos quatro horas de aulas por dia. Em Março, todos os partidos da oposição votam a favor da cessação de vigência do diploma, que ficou assim sem efeito. Já as mudanças propostas para o ensino secundário entrarão em vigor: no próximo ano lectivo acaba a Área de Projecto no 12.º ano, será criada a disciplina de Formação Cívica no 10.º ano e introduzido um exame optativo de Filosofia."

...

"Em Junho de 2010 é aprovado no Conselho de Ministros o encerramento de 701 escolas do 1.º ciclo com menos de 21 alunos e a criação de 84 novas unidades de gestão, que resultarão da fusão e extinção de agrupamentos já existentes. As novas unidades poderão ter um máximo de três mil alunos. A lista de escolas a encerrar só foi publicada em Agosto. A Associação Nacional de Municípios contestou, os directores não chegaram a ser ouvidos pelo ministério. Com estas medidas, segundo o ME, terá sido possível reduzir cinco mil professores. Para o próximo ano lectivo previa-se o encerramento de 420 escolas do 1.º ciclo e a constituição de mais novos mega-agrupamentos."

...


Abraço!

Obediência, costumes e moda. Conheça as regras da escola pública

Lido assim até pode parecer que são regras desajustadas ou mesmo de "imposição ditatorial". Mas as escolas têm a tarefa muito complicada de publicar regras para o normal funcionamento da sua instituição educativa.


É claro que "não mostrar a roupa interior" nem devia ter que estar escrito, ou "dar prioridade aos alunos com dificuldades motoras" - mas infelizmente é mesmo necessário!

Bastava um regra, se fosse noutros tempos: "Respeitar!" Mas isso agora...



"Conhecer o hino e a bandeira

Em boa parte dos agrupamentos faz parte do deveres e direitos dos alunos conhecer e respeitar “activamente” os valores e os princípios fundamentais inscritos na Constituição da República Portuguesa, a bandeira e o hino e ainda a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Convenção Europeia dos Direitos do Homem e a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Não exibir roupa interior

Há agrupamentos com indicações mais específicas quanto ao vestuário a levar para escola. É o caso das escolas da Senhora da Hora (Matosinhos), que proíbem shorts e tops curtos, ou das escolas de Poiares, que avisam os alunos que não podem exibir roupa interior.

“Literatura erótica” banida

Parece ser caso único nos regulamentos internos consultados pelo i – no agrupamento de escolas do Sudeste de Baião, o aluno que for apanhado a espreitar revistas com mulheres em poses “eróticas” está em claro incumprimento.

Prioridade aos adultos

O aluno que estiver na fila do refeitório à espera da sua vez terá de ceder o seu lugar caso apareça um professor ou um funcionário do Agrupamento de Escolas da Alapraia, Cascais. Dar prioridade aos professores e funcionários é um dever específico dos alunos; os adultos têm também primazia nos serviços do bufete e papelaria, “por motivos inerentes às suas funções”.

Piercings e tatuagens

Nas escolas de Almancil há os deveres gerais para todos os alunos e depois ainda há os deveres específicos só para alunos de Cozinha e Empregados de Mesa dos Cursos de Educação e Formação. Tatuagens e piercings só são permitidos se não estiveram à mostra. Dentro ou fora da escola, devem ter os cabelos “cortados, limpos e penteados”, os rapazes “barbeados”, as raparigas de unhas limpas e sem vernizes.


As regras escola a escola


DENTRO DAS SALAS

Agrupamento Matilde Rosa Araújo (Cascais)
- Assistir à aula, mesmo quando chegar atrasado, ainda que tenha falta.

Agrupamento de Escolas de Parede
- Manter uma postura correcta e cívica nas aulas, não lhe sendo permitido ingerir qualquer tipo de alimento, mastigar pastilha elástica, o uso de boné na cabeça ou a utilização de equipamentos tecnológicos (telemóvel, MP3, etc.).

Agrupamento de Escolas Grão Vasco (Viseu)
- Manter as carteiras limpas e manipular cortinas e estores só com autorização do professor.

Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa
- Ocupar um lugar adequado à sua estatura bem como a deficiências físicas.
- Ter um ensino individualizado e actualizado.

Agrupamento de Escolas de Aradas (Aveiro)
- Não manusear as persianas sem autorização do professor.

Agrupamento de Escolas de Almancil
- Entrar na sala após o professor e ocupar ordeiramente o seu lugar;
- Aguardar as indicações do pessoal não docente em caso de ausência do professor;
- Sair sem atropelos da sala de aula, deixando-a arrumada e limpa, após autorização do professor.

Agrupamento de Escolas da Pedrulha (Coimbra)
- Não arrastar as cadeiras, sentando-se de forma correcta;
- Pedir a palavra, pondo o dedo no ar e aguardando a sua vez.

Agrupamento de Escolas de Boliqueime
- Não bater às portas das salas de aula nem às janelas das salas de aula do rés-do-chão; não mexer em qualquer equipamento da sala de aula sem autorização.


FORA DAS SALAS

Agrupamento de Escolas de Vagos
- Não subir aos telhados ou às árvores, nem para recuperar objectos; o aluno deve comunicar o facto ao funcionário, que resolverá a situação.

Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria
- Não circular com veículos motorizados nem velocípedes dentro do recinto escolar e imobilizá--los através de cadeado no local reservado para o efeito.

Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares
- Respeitar a prioridade nas filas de espera, evitando ultrapassagens e empurrões; não estragar comida;
- No refeitório: deve sentar-se educadamente sem perturbar o almoço dos outros, devendo falar baixo. Os espaços devem ficar limpos e arrumados.

Agrupamento de Escolas de Arraiolos
- Não lançar quaisquer explosivos ou outros artefactos ditos carnavalescos.

Agrupamento de Escolas Grão Vasco
- Não utilizar os corrimãos das escadas de forma indevida (debruçar, escorregar, etc.);
- Circular nos corredores pela direita, de forma organizada e calma, evitando circular nos corredores durante o período de aulas – se tiver de o fazer, deve guardar silêncio.

Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira
- Ter um comportamento digno quando utiliza os transportes escolares, respeitando o condutor e o revisor; cuidar da linguagem, não usando termos ou expressões que possam constituir ofensa para quem o ouve ou a quem o dirige.


CIVISMO E SOLIDARIEDADE

Agrupamento de Escolas Fernão do Pó (Bombarral)
- Usar vestuário e acessórios adequados ao contexto escolar, que não sugiram mensagens implícitas ou explícitas de carácter violento, obsceno ou outro que possa de alguma forma ferir os princípios estabelecidos no Projecto Educativo do Agrupamento.

Agrupamento de Escolas de Parede
- Utilizar linguagem correcta e adequada, não sendo permitido o uso de calão e linguagem grosseira.

Agrupamento de Escolas do Território de Calendário
- Não molhar ou sujar os colegas.

Agrupamento de Escolas de Tondela
- Não discriminar qualquer elemento da comunidade educativa por motivos físicos, raciais, económicos, religiosos, culturais ou por apresentarem necessidades educativas especiais.

Agrupamento de Escolas de Lamaçães
- Dar prioridade aos alunos com dificuldade de mobilidade.

Escola Secundária Dr. Solano de Abreu (Abrantes)
- Auxiliar colegas com insuficiência motora, visual ou outras.

Agrupamento de Escolas do Vale de Ovil
- Ser solidário com a verdade e a justiça, tolerante, respeitador do ambiente e defensor dos direitos humanos.

Agrupamento de Escolas de Arraiolos
- Ser solidário com os colegas, amparando e protegendo os mais novos para uma melhor integração escolar e social destes.

Agrupamento de Escolas Gomes Eanes de Azurara (Mangualde)
- Não se apossar do que não lhe pertencer e entregar com prontidão, na recepção, os objectos encontrados."



Abraço!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Concursos entre 26 de Abril e 9 de Maio

Finalmente alguma "luz" sobre os concursos.

Contratados e DCE (nada sobre os DACL que devem ser ainda alguns este ano, com os cortes no número de professores e com a nova distribuição do serviço...) podem concorrer "entre as 10:00 horas do dia 26 de Abril e as 18:00 horas do dia 9 de Maio de 2011 de Portugal Continental" - e chamo atenção para as horas, principalmente a final, 18 e não 24h.


Na página da DGRHE já podem ler o seguinte:


"CONCURSO ANUAL COM VISTA AO SUPRIMENTO DAS

NECESSIDADES TRANSITÓRIAS DE PESSOAL DOCENTE

ANO ESCOLAR DE 2011-2012

NOTA INFORMATIVA

De acordo com o Decreto-Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro, a DGRHE informa que seguiu para publicação em Diário da República, o Aviso de Abertura do Concurso Anual com vista ao suprimento das necessidades transitórias de pessoal docente para o ano de 2011/2012.

A DGRHE disponibilizará, entre as 10:00 horas do dia 26 de Abril e as 18:00 horas do dia 9 de Maio de 2011 de Portugal Continental, a aplicação para candidatura ao Destacamento por Condições Específicas (DCE) e Contratação (CN).

DGRHE, 20 de Abril de 2011"
 
 
 
Abraço!

Ainda as reformas

Não sei se é "conversa de sindicato", mas afirmam que há colegas a sairem com 50% de penalização? Casos destes não conheço, mas devem ter outro negócio ou ocupação para sairem com 1000 euritos de reforma...

Deixam o Ensino de vez porque não lhes compensa continuar na carreira, é uma atitude inteligente, não os posso censurar.

Como já disse várias vezes, pobre de mim que gosto do que faço: não vou ser reconhecido nem enriquecer a dar umas aulas!



"Escolas perdem em média dez professores por dia

Dispararam os pedidos de reforma antecipada, com alguns docentes a preferirem penalizações que podem chegar aos 50 por cento. Os sindicatos falam de sangria no setor e destruição do modelo de ensino público."

Podem ver aqui. (O raio do código não me está a permitir disponibilizar o vídeo aqui, desculpem)

Abraço!

Dizer palavrões alivia mesmo a dor

Por isso tenham pena dos nossos alunos sofredores, se falam assim é porque fizeram dói-dói e têm que aliviar a dor...

Se eles têm conhecimento deste estudo podem sempre rebater a nossa chamada de atenção pelos palavrões que dizem, cuidado...

De certeza que perceberam a sátira, mas o título é de uma notícia real.

"Um grupo de investigadores britânicos chegou à conclusão que a tendência para dizer palavrões em caso de dor não se trata de falta de educação mas sim de um alívio real

O estudo, conduzido por investigadores da Universidade britânica de Keele, concluiu, no entanto, que o ato de praguejar alivia mais quem normalmente não o faz.

Para provar a sua teoria, a equipa de Richard Stephens usou um grupo de alunos voluntários, a quem foi pedido que submergissem os braços num recipiente com água gelada, enquanto diziam um palavrão. A experiência foi depois repetida, mas aos voluntários foi pedido que dissessem uma palavra "correta".

No final, concluiu-se que os jovens foram capazes de manter os braços dentro da água gelada mais tempo enquanto diziam o palavrão."
Visão



Abraço!

terça-feira, 19 de abril de 2011

UE só atingiu uma das cinco metas para educação em 2010

Junta-se esta mensagem com esta e temos esta do Educare, com mais desenvolvimentos (tal como desejei):


"UE só atingiu uma das cinco metas para educação em 2010

Lusa / EDUCARE

Relatório apresentado hoje pela Comissão europeia revela que os países da União Europeia melhoraram os seus sistemas de educação, mas apenas atingiram uma das cinco metas estabelecidas para 2010. Portugal apresentou "progressos notáveis" nos últimos anos.


O relatório sobre o progresso da educação mostra que a União Europeia foi bem-sucedida no objetivo de aumentar o número de diplomados em matemática, ciência e tecnologia, com um crescimento de 37% desde 2000, uma área em que Portugal surge entre os melhores desempenhos.

A meta estabelecida a nível global, para 2010, apontava para um aumento de diplomados em 15%. Foram atingidos os 37,2%, desde 2000, e a percentagem de mulheres passou de 30,7 para 32,6, no conjunto dos países.

Portugal é o país com maior crescimento, seguido da Eslováquia e da República Checa. O número de diplomados em matemática, ciência e tecnologia em Portugal cresceu 193,2% entre 2000 e 2008 e a percentagem de mulheres passou de 41,9 para 34,1.

Significativa, mas ainda insuficiente, foi a redução do abandono escolar, tendo aumentando o número de alunos que concluíram o Ensino Secundário. Melhoraram os níveis de literacia e a percentagem de adultos a receber educação ou formação.

No abandono precoce da escolaridade não deve ser ultrapassada a marca dos 10% entre 2010 e 2020.

Na Europa a 27, a percentagem de abandono do sistema (entre a população dos 18 aos 24 anos) desceu de 17,6%, em 2000, para 14,4%, em 2009. Nesta média, 12,5% eram homens e 16,3% mulheres.

Portugal apresentava percentagens de 43,6% em 2000, 35,4 em 2008 e 31,2 em 2009 no que diz respeito à saída precoce do sistema.


Os melhores desempenhos neste ponto foram da Polónia, República Checa e Eslováquia.

Na formação de adultos ao longo da vida, Portugal passou de 4,1%, em 2005, para 6,5%, em 2009. Entre a população ativa devem atingir-se, pelo menos, 12,5% em 2010 e 15% em 2020. Os melhores resultados neste item foram alcançados pela Dinamarca, Suécia e Finlândia.

A Comissão considera que, no geral, foram alcançados bons progressos, mas que são necessários mais esforços para serem alcançados os objetivos.


Secretário de Estado afirma que Abandono escolar continuou a baixar em 2010

O secretário de Estado da Educação João Mata considerou hoje que Portugal fez "progressos notáveis" nos últimos anos, destacando a redução do abandono escolar em 2,5 pontos percentuais, no ano passado, para 28,7%, em parte devido às vias profissionais.

Ao comentar o relatório da Comissão Europeia hoje divulgado, que inclui os dados do abandono precoce do sistema educativo até 2009, João Mata acrescentou os mais recentes indicadores, estimando que a tendência é para continuar a baixar o abandono, devido a medidas como as vias profissionais e a escolaridade obrigatória de 12 anos.

"Aquilo que é a previsão da União Europeia, expressa no relatório, confirma-se. O INE acaba de revelar o dado para o abandono escolar para o ano de 2010 e esse dado revela que em Portugal a taxa desceu em cerca de 2,5 pontos percentuais, situando-se agora nos 28,7%", disse João Mata à agência Lusa.

O secretário de Estado frisou que, nos últimos seis anos, Portugal reduziu em cerca de 11 pontos a taxa de abandono escolar, passando de 39% para 28%.

"Isto quer dizer que hoje abandonam menos 90 mil jovens do que há seis anos. Este é um dado muito significativo, muito estimulante, e mostra que este trabalho é fruto de um conjunto de políticas que têm trazido os resultados esperados", sublinhou.

Mata referiu que foram seguidas as recomendações da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico), no sentido de que o peso das vias profissionais no ensino secundário atingisse os 50%.

"Aquilo que está é também o peso da iniciativa Novas Oportunidades neste eixo dedicado aos jovens, concretizado através da expansão e diversificação das vias profissionais", explicou.

Para o secretário de Estado, trata-se de um reconhecimento das políticas educativas adotadas em Portugal, através dos resultados apresentados.

"Nos últimos seis anos, aumentámos em cerca de 250 mil o número de jovens matriculados no sistema de educação e formação. Este é um número esmagador e vai ao encontro daquele que é o principal desafio do sistema educativo: qualificar a população portuguesa", disse.

Considerando os resultados "muito animadores", João Mata defendeu que o país está "no bom caminho", frisando que 28,7% dos jovens, entre os 18 e os 24 anos, não concluíram o ensino secundário e não estão neste momento inscritos no sistema de educação e formação.



A meta da UE para 2020, neste domínio, é de 10%.

O Ministério da Educação emitiu um comunicado para se congratular com os resultados do relatório sobre os progressos na Educação, destacando "o investimento na melhoria das competências básicas dos alunos em língua portuguesa, ciências e matemática".

Os relatores recorreram a dados do Eurostat e do PISA, um programa internacional de avaliação de alunos da OCDE, cujo mais recente relatório aproximou Portugal da média da União Europeia."



Abraço!

Abandono escolar continuou a baixar em 2010

A notícia é boa.

Mas, nós que estamos por dentro da realidade do Ensino, sabemos como é conseguido este número: andamos com os alunos "ao colo", dámos-lhe o 9º ano em troca de um trabalhito sobre a vida deles escrito a computador, simplificamos ao máximo as avaliações (que é como quem diz baixamos a exigência ao nível mínimo), quase somos obrigados a passar alunos só porque apareceram à escola uns dias... enfim!

De qualquer forma parece o suficiente para "enganar" a Comissão Europeia.


"O secretário de Estado da Educação considerou hoje que Portugal fez “progressos notáveis” nos últimos anos, destacando a redução do abandono escolar em 2,5 pontos percentuais, no ano passado, para 28,7 por cento, em parte devido às vias profissionais.


Ao comentar um relatório da Comissão Europeia hoje divulgado, que inclui os dados do abandono precoce do sistema educativo até 2009, João Mata acrescentou os mais recentes indicadores, estimando que a tendência é para continuar a baixar o abandono, devido a medidas como as vias profissionais e a escolaridade obrigatória de 12 anos.

“Aquilo que é a previsão da União Europeia, expressa no relatório, confirma-se. O INE acaba de revelar o dado para o abandono escolar para o ano de 2010 e esse dado revela que em Portugal a taxa desceu em cerca de 2,5 pontos percentuais, situando-se agora nos 28,7 por cento”, disse João Mata à agência Lusa.

O secretário de Estado frisou que, nos últimos seis anos, Portugal reduziu em cerca de 11 pontos a taxa de abandono escolar, passando de 39 por cento para 28 por cento.

“Isto quer dizer que hoje abandonam menos 90 mil jovens do que há seis anos. Este é um dado muito significativo, muito estimulante e mostra que este trabalho é fruto de um conjunto de políticas que tem trazido os resultados esperados”, sublinhou.

Mata referiu que foram seguidas as recomendações da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico), no sentido de que o peso das vias profissionais no ensino secundário atingisse os 50 por cento.

“Aquilo que está é também o peso da iniciativa Novas Oportunidades neste eixo dedicado aos jovens, concretizado através da expansão e diversificação das vias profissionais”, explicou.

Para o secretário de Estado, trata-se de um reconhecimento das políticas educativas adotadas em Portugal, através dos resultados apresentados.

“Nos últimos seis anos, aumentámos em cerca de 250 mil o número de jovens matriculados no sistema de educação e formação. Este é um número esmagador e vai ao encontro daquele que é o principal desafio do sistema educativo: qualificar a população portuguesa”, disse.

Considerando os resultados “muito animadores”, João Mata defendeu que o país está “no bom caminho”, frisando que 28,7 por cento dos jovens, entre os 18 e os 24 anos, não concluiu o ensino secundário e não está neste momento inscrito no sistema de educação e formação.


A meta da UE para 2020, neste domínio, é de 10 por cento.

O Ministério da Educação emitiu um comunicado para se congratular com os resultados do relatório sobre os progressos na Educação, destacando “o investimento na melhoria das competências básicas dos alunos em língua portuguesa, ciências e matemática”.

Os relatores recorreram a dados do Eurostat e do PISA, um programa internacional de avaliação de alunos da OCDE, cujo mais recente relatório aproximou Portugal da média da União Europeia."



Abraço!

Reformas - Maio de 2011

Segundo o que consta do Aviso n.º 8632/2011 do diário da República nº70 de 8 de Abril, e se não me enganei na contagem, 214 colegas Professores e Educadores de Infância passam à reforma em Maio de 2011.

Como é usual, retirei os técnicos, auxiliares e outros não docentes da lista:







Abraço!

18 mil professores reformados desde 2007

Saem os que podem, mesmo que não o gostem de fazer.

Tenho assistido a um número crescente de reformados na escola onde lecciono. Todos (quase todos) saem com mágoa e lamentam o estado em que a Educação está. Se a realidade fosse outra ficavam, pois gostam do que fazem (faziam).



"O número de professores que se aposentaram desde 2007 atinge quase os 18 mil, de acordo com uma pesquisa efectuada pelo PÚBLICO e os números reunidos pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) às listas publicadas pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) em Diário da República.

Segundo a Fenprof, entre 1 de Janeiro de 2007 e 1 de Setembro de 2010, reformaram-se 15.210 professores. A análise do PÚBLICO concluiu que, até Dezembro do ano passado, se aposentaram mais 1623 docentes. Feitas as contas, as escolas públicas perderam 3765 docentes em todo o ano de 2010, o que dá uma média de 10,3 por dia. As listas publicadas pela CGA indicam ainda que, até Maio deste ano, se aposentarão mais 1059, o que dá um total de 17.892 professores desde 2007.


O número de aposentações nos primeiros cinco meses de 2011 é, ainda assim, inferior ao registado em igual período de 2010. De Janeiro até Maio do ano passado, reformaram-se 1422 professores. A análise às listas mensais de 2010 da CGA revela que o número de aposentações aumenta nos últimos meses do ano. Só em Outubro do ano passado, por exemplo, reformaram-se quase 500 docentes.

Em declarações ao PÚBLICO, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, salienta que, apesar de uma ligeira quebra de pedidos nos primeiros meses deste ano, o número de aposentações voltará a subir depois do fim do ano lectivo. "Este ano estão a tentar remeter a esmagadora maioria das situações para o fim do ano lectivo, para não terem que substituir os professores do quadro por contratados".

Para o sindicalista, a evolução do número de aposentações reflecte "o desgaste imenso dos professores". "Estamos a falar de professores que vivem em situações cada vez mais exigentes e desgastantes, nomeadamente da pressão dos horários e muitos professores acabam por não resistir. E, apesar das perdas do valor da pensão resultante do agravamento dos requisitos para a reforma, optam por ir embora", afirma Mário Nogueira.

O secretário-geral da Fenprof revela que as saídas fizeram com que neste momento só existam cerca de 105 mil professores do quadro. Já os docentes contratados, que não têm direito a progressão na carreira nem a pensão de aposentação, a Fenprof estima que sejam cerca de 42 mil. Por outro lado, o próprio Ministério da Educação estima uma redução de cerca de cinco mil docentes no âmbito da reorganização da rede escolar."


Abraço!

Educação melhorou nos países da UE

Será que vamos ter mais desenvolvimentos?



"Os sistemas educativos dos países-membros da União Europeia (UE) registaram uma melhoria em áreas-chave nos últimos dez anos, revelam dados de um relatório da Comissão Europeia (CE).

O relatório da CE mostra que os Estados-membros da UE conseguiram aumentar o número de licenciados em matemática, ciência e trecnologia, registanto um crescimento de 37 por cento desde 2000.

Portugal foi um dos países que obteve melhores resultados nessa área, naquela que foi a única meta cumprida das cinco estabelecidas para 2010."
Fábrica de Conteúdos



Abraço!