É mesmo um caso de obcessão. Não querem saber de mais nada lá por cima. O resto parece ser acessório. O que realmente importa não é importante!
"A avaliação docente - o alfa e o ómega (do Ministério) da Educação
J. A. Pinto de Matos - Correio do Minho
A investigação em educação tem uma relevância indiscutível para formação e para a prática pedagógica dos professores, apesar de pouco valorizada ou reconhecida, para não dizer ostracizada, quando não segue uma lógica de reprodução do sistema, isto é, quando as suas lógicas operadoras não adoptam a orientação da(s) política(s) da administração educacional. Mas ainda assim, e ainda mais por ser assim, deveria ser apoiada, obrigando a uma ponderação maior e fundamentada das orientações educativas.
A investigação em educação deveria definir os seus objectos de estudo numa orientação puramente científica - num processo de busca metódica de compreensão profunda da realidade - procurando captar e compreender o todo, questionando as práticas e as políticas, ajudando a torná-las mais eficazes, porque baseadas numa realidade estudada nas suas diferentes dimensões, e sobretudo com distintas visões e lógicas de abordagem. A realidade é demasiado complexa para que a sua compreensão fique reduzida a uma lógica “única”ou fragmentada.
Sabemos que o impacto público é sempre dado aos estudos que justificam e legitimam as políticas do Ministério. O mesmo não se aplica à divulgação de ideias que as possam contestar, ainda que o façam de forma consistente, apropriada e eficiente, até porque é através da administração que a análise da “realidade” educativa é divulgada. Os sinais são assim dados com mal disfarçada inocência, ou com desajeitada expressão de vontade, como será o exemplo, para esta segunda opção, da definição da área de investigação ou formação definida para os candidatos a equiparação a bolseiro.
No próximo ano lectivo, o Ministério da Educação decidiu, nos termos do Despacho nº 5452-B/2011, de 24 de Março, reduzir drasticamente o número de vagas - de 130 para apenas 10 - para o concurso a equiparação a bolseiro. Se a redução até um limite que raia o ridículo pode encontrar razões no garrote orçamental que o Ministério das Finanças fixou na Educação, já ultrapassa aquele limite a definição do objecto dos projectos de investigação.
Dispõe o Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação que só serão considerados os “projectos/formação em área considerada prioritária para a educação - ‘a avaliação do desempenho’”. Todos os outros que enveredem por outras áreas, por importantes que sejam para a formação e para a prática pedagógica dos professores proponentes, “serão indeferidos liminarmente”, sem ponderação do seu mérito ou qualidade.
Para a educação, na visão do Sr. Secretário de Estado, especialista nesta área (coincidência, certamente!), o que é prioritário (e único, ao que se constata) é a avaliação do desempenho. Especifique-se para que não restem dúvidas: avaliação do desempenho dos professores. Não fosse algum ingénuo pensar que se pudesse estar a falar de projectos ou formação na avaliação dos alunos. Isso, como tudo o resto na educação, não é “prioritário” para o Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação. Tendo dado por concluído o edifício legislativo da avaliação do desempenho, a decorrer normalmente, nas palavras da Sra. Ministra da Educação (até a oposição se intrometer), que pretende o Ministério senão uma justificação ou validação “científica” para as decisões já tomadas?
A obcessão sobre a avaliação do desempenho dos professores é te tal monta que turva o entendimento dos nossos governantes. A avaliação do desempenho dos professores não pode transformar-se no alfa e no ómega da Educação. É importante que os docentes e a sociedade em geral não sejam arrastados por intensas e intoxicantes acções de marketing para apenas este tema, promovidas ou com anuência táctica dos governantes, descurando o debate e a promoção da educação propriamente dita, em que todos devem participar.
Não questionando a possibilidade de o Ministério incentivar e definir áreas de investigação que considere prioritárias, não parece aceitável (muito menos para um “investigador”) excluir à partida projectos com mérito ou qualidade inquestionável noutras áreas educativas, onde a investigação sistemática deve ser mantida, para acompanhar, compreender e responder à contínua evolução social e tecnológica.
Menospreza-se assim, numa penada, o trabalho dos professores com os alunos. Sendo esse o essencial da sua função, nada seria mais natural que os projectos de investigação a desenvolverem (ou, pelo menos, alguns) pudessem incidir sobre os (outros) diferentes saberes a ela inerentes e à sua prática pedagógica. Mas essas matérias não revestem a mesma fulcralidade no desenvolvimento profissional dos docentes e na qualidade do ensino público, segundo o esclarecido Ministério da Educação.
A possibilidade de desenvolvimento de investigações independentes, sem um “produtor” que as financie, serão de mais difícil realização e resultarão numa “música alternativa” que não passará na “estação oficial”."
Abraço!
terça-feira, 19 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Professores preocupados com falta de informação sobre concurso
Do ME só chega um "estamos a tratar disso".
Gozar com a vida dos professores já é um velho costume deles...
"Os professores contratados temem não ver os contratos renovados no próximo ano letivo e têm feito chegar aos sindicatos preocupações com a falta de informação sobre o concurso que deveria iniciar-se hoje.
Contactado pela agência Lusa, o Ministério da Educação afirmou que o concurso está "em preparação" e será anunciado "em breve".
O concurso para suprir as chamadas necessidades transitórias nas escolas tinha abertura marcada para hoje, com o período de candidaturas a decorrer até 03 de maio."
Abraço!
Gozar com a vida dos professores já é um velho costume deles...
"Os professores contratados temem não ver os contratos renovados no próximo ano letivo e têm feito chegar aos sindicatos preocupações com a falta de informação sobre o concurso que deveria iniciar-se hoje.
Contactado pela agência Lusa, o Ministério da Educação afirmou que o concurso está "em preparação" e será anunciado "em breve".
O concurso para suprir as chamadas necessidades transitórias nas escolas tinha abertura marcada para hoje, com o período de candidaturas a decorrer até 03 de maio."
RTP
Abraço!
Concursos: Prestes a iniciar, mas sem data
Será que estamos (os contratados) tão ansiosos para depois saber que ficamos desempregados?
Ainda aguardo o despacho especial para o Desporto Escolar (se sabem mais do que eu divulguem por favor), a última chance de este ser salvo e a salvação de muitos lugares para professores na escola.
Ainda aguardo o efeito de tantas reformas que têm acontecido (não se esqueçam que são precisos 1,5 reformados para abrir um horário de 22h e nem todos vão ter o lugar deixado preenchido).
Ainda aguardo os efeitos dos super-hiper-mega-agrupamentos...
Ainda aguardo o efeito....
Neste caso vou ser pessimista e já conto com o desemprego. assim, se for outra a realidade, a surpresa é boa!
"Concurso para professores prestes a arrancar
Sara R. Oliveira - Educare
Os 34 361 docentes contratados poderão candidatar-se a um lugar das escolas, mas só no final de agosto é que saberão o seu destino. "É tudo uma incógnita", refere João Dias da Silva, secretário-geral da FNE.
O concurso para os professores contratados começará esta semana, previsivelmente já hoje, embora no site da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação durante a manhã desta segunda-feira ainda não houvesse qualquer referência ao assunto. De qualquer forma, tudo indica que o referido concurso decorra entre 18 de abril e 3 de maio. Pelo menos são essas as indicações recolhidas pela Federação Nacional de Educação (FNE).
Os 34 361 docentes - os números são do Ministério da Educação - terão assim cerca de duas semanas para se candidatarem a uma bolsa de recrutamento destinada a dar resposta às necessidades transitórias dos estabelecimentos de ensino. No entanto, ainda é preciso perceber como tudo se vai articular. "Ainda falta ver quais as normas de funcionamento do próximo ano letivo para que as escolas analisem quais as suas necessidades para o próximo ano", avisa João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, em declarações ao EDUCARE.PT. "É tudo uma incógnita", acrescenta.
De qualquer forma, o porta-voz da FNE considera que os prazos serão cumpridos com a abertura do concurso durante esta semana mas, mais uma vez, muitos docentes irão de férias sem saber qual o seu destino. "Embora haja um número significativo de professores que verão renovados os seus contratos no final de julho", salienta João Dias da Silva. Por outro lado, o concurso extraordinário de professores parece ter ficado pelo caminho. "Temos pouca esperança que haja a concretização de uma solução provisória, que os professores dos quadros pudessem concorrer às necessidades transitórias nos próximos dois anos letivos", refere.
A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) também estima que os prazos serão respeitados no concurso de contratados, que a bolsa de recrutamento irá colocar os docentes por ordem, mas teme que depois não haja vagas para as colocações. Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, lembra que se as medidas anunciadas pela tutela para o próximo ano letivo, como a constituição dos mega-agrupamentos, se concretizarem, haverá menos horários disponíveis. "E esse poderá ser o maior problema deste concurso", avisa. "Haverá uma lista ordenada e será constituída uma bolsa de recrutamento, o problema é haver vagas para colocar os professores", afirma.
A Associação Nacional de Professores (ANP) prevê uma diminuição de colocações, havendo apenas um fator que poderá contrariar ligeiramente essa tendência, ou seja, o aumento das aposentações na classe docente. "Está tudo em aberto, até a própria forma como se vai organizar o próximo ano escolar", comenta João Grancho, presidente da ANP. O responsável admite que haverá menos vagas, menos horários e aguarda por saber, em concreto, quais as medidas que serão aplicadas a partir de setembro.
O concurso de docentes contratados ajudará a perceber a dimensão da realidade educativa do próximo ano letivo, na medida em que as escolas terão de definir e anunciar o número de alunos e de turmas para 2011/2012. Nessa altura, serão conhecidas as necessidades reais e, de certa forma, avaliado o impacto dos cortes orçamentais no setor educativo. Ou seja, o que acontecerá depois do fecho de mais algumas centenas de escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico com menos de 21 alunos e da reorganização dos agrupamentos.
Recuando ao ano passado, em abril de 2010, cerca de 50 mil professores concorrerem ao concurso das necessidades provisórias das escolas, 18 mil dos quais foram colocados em setembro e 10 mil reconduzidos com horários completos nas escolas onde tinham lecionado nesse último ano letivo."
Abraço!
Ainda aguardo o despacho especial para o Desporto Escolar (se sabem mais do que eu divulguem por favor), a última chance de este ser salvo e a salvação de muitos lugares para professores na escola.
Ainda aguardo o efeito de tantas reformas que têm acontecido (não se esqueçam que são precisos 1,5 reformados para abrir um horário de 22h e nem todos vão ter o lugar deixado preenchido).
Ainda aguardo os efeitos dos super-hiper-mega-agrupamentos...
Ainda aguardo o efeito....
Neste caso vou ser pessimista e já conto com o desemprego. assim, se for outra a realidade, a surpresa é boa!
"Concurso para professores prestes a arrancar
Sara R. Oliveira - Educare
Os 34 361 docentes contratados poderão candidatar-se a um lugar das escolas, mas só no final de agosto é que saberão o seu destino. "É tudo uma incógnita", refere João Dias da Silva, secretário-geral da FNE.
O concurso para os professores contratados começará esta semana, previsivelmente já hoje, embora no site da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação durante a manhã desta segunda-feira ainda não houvesse qualquer referência ao assunto. De qualquer forma, tudo indica que o referido concurso decorra entre 18 de abril e 3 de maio. Pelo menos são essas as indicações recolhidas pela Federação Nacional de Educação (FNE).
Os 34 361 docentes - os números são do Ministério da Educação - terão assim cerca de duas semanas para se candidatarem a uma bolsa de recrutamento destinada a dar resposta às necessidades transitórias dos estabelecimentos de ensino. No entanto, ainda é preciso perceber como tudo se vai articular. "Ainda falta ver quais as normas de funcionamento do próximo ano letivo para que as escolas analisem quais as suas necessidades para o próximo ano", avisa João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, em declarações ao EDUCARE.PT. "É tudo uma incógnita", acrescenta.
De qualquer forma, o porta-voz da FNE considera que os prazos serão cumpridos com a abertura do concurso durante esta semana mas, mais uma vez, muitos docentes irão de férias sem saber qual o seu destino. "Embora haja um número significativo de professores que verão renovados os seus contratos no final de julho", salienta João Dias da Silva. Por outro lado, o concurso extraordinário de professores parece ter ficado pelo caminho. "Temos pouca esperança que haja a concretização de uma solução provisória, que os professores dos quadros pudessem concorrer às necessidades transitórias nos próximos dois anos letivos", refere.
A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) também estima que os prazos serão respeitados no concurso de contratados, que a bolsa de recrutamento irá colocar os docentes por ordem, mas teme que depois não haja vagas para as colocações. Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, lembra que se as medidas anunciadas pela tutela para o próximo ano letivo, como a constituição dos mega-agrupamentos, se concretizarem, haverá menos horários disponíveis. "E esse poderá ser o maior problema deste concurso", avisa. "Haverá uma lista ordenada e será constituída uma bolsa de recrutamento, o problema é haver vagas para colocar os professores", afirma.
A Associação Nacional de Professores (ANP) prevê uma diminuição de colocações, havendo apenas um fator que poderá contrariar ligeiramente essa tendência, ou seja, o aumento das aposentações na classe docente. "Está tudo em aberto, até a própria forma como se vai organizar o próximo ano escolar", comenta João Grancho, presidente da ANP. O responsável admite que haverá menos vagas, menos horários e aguarda por saber, em concreto, quais as medidas que serão aplicadas a partir de setembro.
O concurso de docentes contratados ajudará a perceber a dimensão da realidade educativa do próximo ano letivo, na medida em que as escolas terão de definir e anunciar o número de alunos e de turmas para 2011/2012. Nessa altura, serão conhecidas as necessidades reais e, de certa forma, avaliado o impacto dos cortes orçamentais no setor educativo. Ou seja, o que acontecerá depois do fecho de mais algumas centenas de escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico com menos de 21 alunos e da reorganização dos agrupamentos.
Recuando ao ano passado, em abril de 2010, cerca de 50 mil professores concorrerem ao concurso das necessidades provisórias das escolas, 18 mil dos quais foram colocados em setembro e 10 mil reconduzidos com horários completos nas escolas onde tinham lecionado nesse último ano letivo."
Abraço!
A Escola é fundamental!
Tem, tem futuro. E presente e passado!
A Escola está sempre presente, é sempre necessária, é fundamental!
Posso-me repetir? Sem Educação de qualidade um país não se desenvolve!
"A Escola tem futuro?
João Ruivo - Educare
O futuro da Escola está para lá das pequenas mediocridades e dos tiques de arrogância que algumas circunstâncias sustentam.
Todos sabemos que tem! Onde está o futuro da Escola? Está nos jovens, nas crianças e nos pais que todos os dias a procuram; na população adulta que quer saber mais; nos desajustados que desejam ser reconvertidos; nos arrependidos que cobiçam reiniciar um novo ciclo da sua vida; nos que não tiveram oportunidade (porque a vida também sabe ser madrasta) e agora buscam o alimento do sucesso; na sociedade e no Estado que já não sabem (e não podem...) viver sem ela e, sobretudo, pressente-se nos professores e educadores que são a alma, o sal e o sangue de que se faz todos os dias essa grande construção coletiva.
A Escola é uma organização muito complexa... É paixão e movimento perpétuo. É atração e remorso. É liberdade e prisão de sentimentos contraditórios. É mescla de angústias e espontâneas euforias. É confluência e rejeição. É orgulho e acanhamento. É todos e ninguém. É nome e chamamento. É hoje um dar e amanhã um rogar. É promoção e igualdade. É mérito e inveja. É jogo e trabalho. É esforço, suor e emancipação. É convicção e espontaneidade. É responsabilidade e comprometimento com todos os futuros. É passado e é presente. É a chave que abre todas as portas das oportunidades perdidas. É acolhimento, aconchego, colo e terapia. É a estrada do êxito, mas também um percurso inacabado, que nos obriga a voltar lá sempre, num fluxo de eterno retorno.
Porém, também acontece muitas vezes ser o pião das nicas, o bombo da festa, o bode expiatório, sempre e quando aos governos dá o jeito, ou lhes apetece.
Sobre a Escola, há governantes que aprenderam a mentir: sabem que ainda não foi inventada qualquer instituição que a possa substituir. Sabem ainda que os professores são os grandes construtores de todos os amanhãs. E, por isso, têm medo. Medo, porque a Escola é das poucas organizações que todos os governantes conhecem bem. Habituaram-se a observá-la por dentro, desde a mais tenra idade. E, por essa razão, sabem-lhe o poder e a fatalidade de não ser dispensável, silenciável, transferível, aposentável, exonerável ou extinguível. Então, dizíamos, têm medo e, sobre ela, mentem.
Mentem sobre a Escola e sobre os professores. Todos os dias lhes exigem mais e dizem que fazem menos. E não é verdade.
Em relação à Escola e aos professores, a toda a hora o Estado, a sociedade e as famílias se descartam e para aí passam cada vez mais esponsabilidades que não são capazes (ou por comodismo não querem...) assumir. Hoje, a Escola obriga-se a prevenir a toxicodependência, a educar para a cidadania, a formar para o empreendedorismo, a promover uma cultura ecológica e de defesa do meio ambiente, a motivar para a prevenção rodoviária, a transmitir princípios de educação sexual, a desenvolver hábitos alimentares saudáveis, a prevenir a Sida e outras doenças sexualmente transmissíveis, a utilizar as novas tecnologias da comunicação e da informação, a combater a violência, o racismo e o belicismo, a reconhecer as vantagens do multiculturalismo, a impregnar os jovens de valores socialmente relevantes, a prepará-los para enfrentarem com sucesso a globalização e a sociedade do conhecimento, e sabe-se lá mais o quê...
Acham pouco? Então tentem fazer mais e melhor... E, sobretudo, não coloquem a auto estima dos professores abaixo dos tornozelos com a divulgação pública de suspeitas infundadas e eticamente inadmissíveis.
É que não há Escola contra a Escola. Não há progresso que se trilhe contra os profissionais da educação. Não há políticas educativas sérias a gosto de birras e conjunturas que alimentam os egos pessoais de alguns governantes. Não há medidas que tenham futuro se não galvanizarem na sua aplicação os principais agentes das mudanças educativas: os educadores e os professores.
O futuro da Escola está para lá das pequenas mediocridades e dos tiques de arrogância que algumas circunstâncias sustentam.
A Escola, tal como a conhecemos, é uma invenção recente da humanidade. Mas não é um bem descartável, de uso tópico, a gosto de modas e de pseudo conveniências financeiras e orçamentais. A Escola vale muito mais que tudo isso. Vale bem mais do que aqueles que a atacam. Vale por mérito, por serviço ininterruptamente prestado, socialmente avaliado e geracionalmente validado.
Sim, a Escola tem muito e indiscutível futuro. E é tão tranquilo saber isso..."
Abraço!
A Escola está sempre presente, é sempre necessária, é fundamental!
Posso-me repetir? Sem Educação de qualidade um país não se desenvolve!
"A Escola tem futuro?
João Ruivo - Educare
O futuro da Escola está para lá das pequenas mediocridades e dos tiques de arrogância que algumas circunstâncias sustentam.
A Escola é uma organização muito complexa... É paixão e movimento perpétuo. É atração e remorso. É liberdade e prisão de sentimentos contraditórios. É mescla de angústias e espontâneas euforias. É confluência e rejeição. É orgulho e acanhamento. É todos e ninguém. É nome e chamamento. É hoje um dar e amanhã um rogar. É promoção e igualdade. É mérito e inveja. É jogo e trabalho. É esforço, suor e emancipação. É convicção e espontaneidade. É responsabilidade e comprometimento com todos os futuros. É passado e é presente. É a chave que abre todas as portas das oportunidades perdidas. É acolhimento, aconchego, colo e terapia. É a estrada do êxito, mas também um percurso inacabado, que nos obriga a voltar lá sempre, num fluxo de eterno retorno.
Porém, também acontece muitas vezes ser o pião das nicas, o bombo da festa, o bode expiatório, sempre e quando aos governos dá o jeito, ou lhes apetece.
Sobre a Escola, há governantes que aprenderam a mentir: sabem que ainda não foi inventada qualquer instituição que a possa substituir. Sabem ainda que os professores são os grandes construtores de todos os amanhãs. E, por isso, têm medo. Medo, porque a Escola é das poucas organizações que todos os governantes conhecem bem. Habituaram-se a observá-la por dentro, desde a mais tenra idade. E, por essa razão, sabem-lhe o poder e a fatalidade de não ser dispensável, silenciável, transferível, aposentável, exonerável ou extinguível. Então, dizíamos, têm medo e, sobre ela, mentem.
Mentem sobre a Escola e sobre os professores. Todos os dias lhes exigem mais e dizem que fazem menos. E não é verdade.
Em relação à Escola e aos professores, a toda a hora o Estado, a sociedade e as famílias se descartam e para aí passam cada vez mais esponsabilidades que não são capazes (ou por comodismo não querem...) assumir. Hoje, a Escola obriga-se a prevenir a toxicodependência, a educar para a cidadania, a formar para o empreendedorismo, a promover uma cultura ecológica e de defesa do meio ambiente, a motivar para a prevenção rodoviária, a transmitir princípios de educação sexual, a desenvolver hábitos alimentares saudáveis, a prevenir a Sida e outras doenças sexualmente transmissíveis, a utilizar as novas tecnologias da comunicação e da informação, a combater a violência, o racismo e o belicismo, a reconhecer as vantagens do multiculturalismo, a impregnar os jovens de valores socialmente relevantes, a prepará-los para enfrentarem com sucesso a globalização e a sociedade do conhecimento, e sabe-se lá mais o quê...
Acham pouco? Então tentem fazer mais e melhor... E, sobretudo, não coloquem a auto estima dos professores abaixo dos tornozelos com a divulgação pública de suspeitas infundadas e eticamente inadmissíveis.
É que não há Escola contra a Escola. Não há progresso que se trilhe contra os profissionais da educação. Não há políticas educativas sérias a gosto de birras e conjunturas que alimentam os egos pessoais de alguns governantes. Não há medidas que tenham futuro se não galvanizarem na sua aplicação os principais agentes das mudanças educativas: os educadores e os professores.
O futuro da Escola está para lá das pequenas mediocridades e dos tiques de arrogância que algumas circunstâncias sustentam.
A Escola, tal como a conhecemos, é uma invenção recente da humanidade. Mas não é um bem descartável, de uso tópico, a gosto de modas e de pseudo conveniências financeiras e orçamentais. A Escola vale muito mais que tudo isso. Vale bem mais do que aqueles que a atacam. Vale por mérito, por serviço ininterruptamente prestado, socialmente avaliado e geracionalmente validado.
Sim, a Escola tem muito e indiscutível futuro. E é tão tranquilo saber isso..."
Abraço!
domingo, 17 de abril de 2011
Não são más, são perturbadas!
Interessante. Mas espero que os pais que lerem este artigo não se demitam agora das suas funções (como já o fazem, com outros argumentos - ou até mesmo sem eles) usando "o meu filho é assim, é perturbado!"
"Haverá crianças más?
Adriana Campos - Educare
Crianças com perturbações de comportamento têm fraca empatia e pouca preocupação com os sentimentos, desejos e bem-estar dos outros.
"Com alguma frequência tenho ouvido comentários como: esta criança é mesmo má, tem prazer em fazer mal aos outros, tem prazer em irritar, desafia o tempo todo, sensibilizamos mas sem qualquer sucesso! Há mesmo crianças más? Que aconselhar a esses pais para que possam ter êxito na sensibilização? Gostaria que partilhassem este tema que leva ao desespero de muitos pais."
Não há crianças más, há crianças perturbadas. Quando uma criança apresenta "um padrão de comportamento repetitivo e persistente, em que são violadas os direitos básicos dos outros ou importantes regras ou normas sociais próprias da idade", estamos perante uma perturbação de comportamento, que aparece devidamente caracterizada na DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais).
Quem trabalha em contexto escolar sabe bem o quanto estas crianças são difíceis de "agarrar", uma vez que as palavras parecem ter pouca ressonância junto delas, pois, como diz o povo, as mensagens "entram a cem e saem a duzentos". Crianças com perturbações de comportamento têm fraca empatia e pouca preocupação com os sentimentos, desejos e bem-estar dos outros. Podem ser insensíveis e não ter sentimentos de culpa e remorso. A leitura que fazem da intenção dos outros, sobretudo em situações ambíguas, é distorcida, interpretando-as como mais hostis e ameaçadoras do que na realidade são.
Por este motivo têm muitas reações de agressividade desproporcional aos comportamentos que lhe deram origem. As crianças com este tipo de perturbação tentam habitualmente culpar os outros dos seus próprios comportamentos, apresentam baixa autoestima, baixa tolerância à frustração, temperamento explosivo e comportamentos marcados por grande imprudência.
O porquê da existência deste tipo de comportamentos é a grande questão. Segundo estudos realizados, a perturbação de comportamento tem componentes genéticas e ambientais, aumentando o risco sempre que os pais biológicos ou adotivos apresentam perturbação antissocial da personalidade ou têm um irmão com perturbação de comportamento. Este tipo de perturbação é também mais frequente quando os pais biológicos apresentam dependência do álcool, perturbação de humor ou esquizofrenia, histórias de perturbação de hiperatividade com défice de atenção ou perturbação de comportamento.
Estudos recentes no âmbito da neurologia mostram que pessoas com personalidade antissocial apresentam alterações ao nível do sistema límbico, que é uma parte do cérebro responsável pela empatia e pela solidariedade.
O que concluir de tudo isto? As crianças que habitualmente caracterizamos como sendo "más", com comportamentos que, efetivamente, podem caracterizar-se como tal, terão de ser alvo de tratamento psiquiátrico. Quanto mais precoce for a intervenção, melhor poderá ser o prognóstico. Felizmente, na maioria dos sujeitos, a perturbação remite na idade adulta. No entanto, existe uma substancial proporção de indivíduos que, quando adultos, continuam a revelar comportamentos que podem ser enquadrados na perturbação antissocial de personalidade. Quanto mais precoce for o início da perturbação de comportamento pior é o prognóstico.
Para concluir, poder-se-á afirmar que embora não exista cura para as perturbações de comportamento é fundamental que estas sejam identificadas e tratadas precocemente, de forma a minimizar os efeitos habitualmente devastadores que a elas estão associados. Pela minha experiência de muitos anos a trabalhar em contexto escolar, posso afirmar que as comissões de proteção de crianças e jovens poderão ser excelentes parceiros, na busca das melhores soluções para estas, crianças profundamente perturbadas!"
Abraço!
"Haverá crianças más?
Adriana Campos - Educare
Crianças com perturbações de comportamento têm fraca empatia e pouca preocupação com os sentimentos, desejos e bem-estar dos outros.
"Com alguma frequência tenho ouvido comentários como: esta criança é mesmo má, tem prazer em fazer mal aos outros, tem prazer em irritar, desafia o tempo todo, sensibilizamos mas sem qualquer sucesso! Há mesmo crianças más? Que aconselhar a esses pais para que possam ter êxito na sensibilização? Gostaria que partilhassem este tema que leva ao desespero de muitos pais."
Helena Inácio
Não há crianças más, há crianças perturbadas. Quando uma criança apresenta "um padrão de comportamento repetitivo e persistente, em que são violadas os direitos básicos dos outros ou importantes regras ou normas sociais próprias da idade", estamos perante uma perturbação de comportamento, que aparece devidamente caracterizada na DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais).
Quem trabalha em contexto escolar sabe bem o quanto estas crianças são difíceis de "agarrar", uma vez que as palavras parecem ter pouca ressonância junto delas, pois, como diz o povo, as mensagens "entram a cem e saem a duzentos". Crianças com perturbações de comportamento têm fraca empatia e pouca preocupação com os sentimentos, desejos e bem-estar dos outros. Podem ser insensíveis e não ter sentimentos de culpa e remorso. A leitura que fazem da intenção dos outros, sobretudo em situações ambíguas, é distorcida, interpretando-as como mais hostis e ameaçadoras do que na realidade são.
Por este motivo têm muitas reações de agressividade desproporcional aos comportamentos que lhe deram origem. As crianças com este tipo de perturbação tentam habitualmente culpar os outros dos seus próprios comportamentos, apresentam baixa autoestima, baixa tolerância à frustração, temperamento explosivo e comportamentos marcados por grande imprudência.
O porquê da existência deste tipo de comportamentos é a grande questão. Segundo estudos realizados, a perturbação de comportamento tem componentes genéticas e ambientais, aumentando o risco sempre que os pais biológicos ou adotivos apresentam perturbação antissocial da personalidade ou têm um irmão com perturbação de comportamento. Este tipo de perturbação é também mais frequente quando os pais biológicos apresentam dependência do álcool, perturbação de humor ou esquizofrenia, histórias de perturbação de hiperatividade com défice de atenção ou perturbação de comportamento.
Estudos recentes no âmbito da neurologia mostram que pessoas com personalidade antissocial apresentam alterações ao nível do sistema límbico, que é uma parte do cérebro responsável pela empatia e pela solidariedade.
O que concluir de tudo isto? As crianças que habitualmente caracterizamos como sendo "más", com comportamentos que, efetivamente, podem caracterizar-se como tal, terão de ser alvo de tratamento psiquiátrico. Quanto mais precoce for a intervenção, melhor poderá ser o prognóstico. Felizmente, na maioria dos sujeitos, a perturbação remite na idade adulta. No entanto, existe uma substancial proporção de indivíduos que, quando adultos, continuam a revelar comportamentos que podem ser enquadrados na perturbação antissocial de personalidade. Quanto mais precoce for o início da perturbação de comportamento pior é o prognóstico.
Para concluir, poder-se-á afirmar que embora não exista cura para as perturbações de comportamento é fundamental que estas sejam identificadas e tratadas precocemente, de forma a minimizar os efeitos habitualmente devastadores que a elas estão associados. Pela minha experiência de muitos anos a trabalhar em contexto escolar, posso afirmar que as comissões de proteção de crianças e jovens poderão ser excelentes parceiros, na busca das melhores soluções para estas, crianças profundamente perturbadas!"
Abraço!
A bola continua a ser rainha no recreio
E ainda bem. Parados estão eles em casa...
Isto acontece em Espanha, mas, neste intervalo de idades, devemos ter uma situação semelhante em Portugal.
"Um estudo espanhol, dirigido por Gonzalo Jover, da Universidad Complutense de Madrid, revela que, mesmo com a disseminação das novas tecnologias, as brincadeiras que exigem movimento, como as escondidas, ou relacionadas com o desporto continuam a dominar as atividades de recreio dos alunos dos 6 aos 12 anos. O estudo revela que entre os rapazes destas idades imperam os jogos com bolas de futebol ou outras e entre as raparigas predominam os jogos de movimento ou a socialização - Correio da Educação"
"Los juegos que requieren movimiento, como el escondite y el pilla pilla, y los relacionados con el deporte siguen siendo hoy, a pesar de la aparición de las nuevas tecnologías, los protagonistas en los patios escolares de España. Un estudio, que tenía como objetivo ver a qué juegan los niños en los colegios, realizado por el Observatorio de Juego Infantil, asegura que los niños entre 6 y 12 años siguen prefiriendo este tipo de pasatiempos. Y, entre ellos, el balón es el rey, sobre todo, entre los niños. "Las niñas pequeñas, de siete y ocho años, prefieren juegos de movimiento y socialización. Cuando crecen pasan a charlar con sus amigas durante el recreo", explica Gonzalo Jover, autor del informe y catedrático de Teoría de la Educación en la Universidad Complutense.
El juego es un derecho fundamental; se estipuló en la convención de los derechos del niño de 1989. Sin embargo, son pocos los colegios que lo incluyen en el proyecto educativo; exactamente un 42%. "Se le ha preguntado a padres y profesores, por lo que los datos son muy precisos. Además, es una tendencia que va en aumento. El juego ayuda al desarrollo psicológico y cognitivo de los niños", asegura Jover. La mayoría de los centros, un 65%, planifica juegos para los recreos, más en públicos que en privados. Y se invierte de un 5% a un 10% de su presupuesto. "Me parece razonable para el dinero con el que cuentan normalmente los centros escolares", añade Jover.
"El patio se enriquece tanto si los niños usan las nuevas tecnología como el juego, pero deben saber que estas tareas tienen una intención. Como la educación en valores. Los profesores deben enseñar estos recursos con un fin", narra Jover. Tanto el recreo como las aulas deben ser espacios con "el fin último de la educación".
Además, el estudio destaca que los padres dedican muy poco tiempo a jugar con sus hijos, que las familias actuales tienen menos hijos y que han desaparecido los espacios terciarios, es decir, los que no son el colegio o el hogar. "Los niños no juegan como antes en la calle", señala Jover. Además, Han aumentado las horas frente al televisor, "y el 73% de los juguetes se concentran en Navidad, lo que puede generar un inadecuado consumismo", añade."
Abraço!
Isto acontece em Espanha, mas, neste intervalo de idades, devemos ter uma situação semelhante em Portugal.
"Um estudo espanhol, dirigido por Gonzalo Jover, da Universidad Complutense de Madrid, revela que, mesmo com a disseminação das novas tecnologias, as brincadeiras que exigem movimento, como as escondidas, ou relacionadas com o desporto continuam a dominar as atividades de recreio dos alunos dos 6 aos 12 anos. O estudo revela que entre os rapazes destas idades imperam os jogos com bolas de futebol ou outras e entre as raparigas predominam os jogos de movimento ou a socialização - Correio da Educação"
"Los juegos que requieren movimiento, como el escondite y el pilla pilla, y los relacionados con el deporte siguen siendo hoy, a pesar de la aparición de las nuevas tecnologías, los protagonistas en los patios escolares de España. Un estudio, que tenía como objetivo ver a qué juegan los niños en los colegios, realizado por el Observatorio de Juego Infantil, asegura que los niños entre 6 y 12 años siguen prefiriendo este tipo de pasatiempos. Y, entre ellos, el balón es el rey, sobre todo, entre los niños. "Las niñas pequeñas, de siete y ocho años, prefieren juegos de movimiento y socialización. Cuando crecen pasan a charlar con sus amigas durante el recreo", explica Gonzalo Jover, autor del informe y catedrático de Teoría de la Educación en la Universidad Complutense.
El juego es un derecho fundamental; se estipuló en la convención de los derechos del niño de 1989. Sin embargo, son pocos los colegios que lo incluyen en el proyecto educativo; exactamente un 42%. "Se le ha preguntado a padres y profesores, por lo que los datos son muy precisos. Además, es una tendencia que va en aumento. El juego ayuda al desarrollo psicológico y cognitivo de los niños", asegura Jover. La mayoría de los centros, un 65%, planifica juegos para los recreos, más en públicos que en privados. Y se invierte de un 5% a un 10% de su presupuesto. "Me parece razonable para el dinero con el que cuentan normalmente los centros escolares", añade Jover.
"El patio se enriquece tanto si los niños usan las nuevas tecnología como el juego, pero deben saber que estas tareas tienen una intención. Como la educación en valores. Los profesores deben enseñar estos recursos con un fin", narra Jover. Tanto el recreo como las aulas deben ser espacios con "el fin último de la educación".
Además, el estudio destaca que los padres dedican muy poco tiempo a jugar con sus hijos, que las familias actuales tienen menos hijos y que han desaparecido los espacios terciarios, es decir, los que no son el colegio o el hogar. "Los niños no juegan como antes en la calle", señala Jover. Además, Han aumentado las horas frente al televisor, "y el 73% de los juguetes se concentran en Navidad, lo que puede generar un inadecuado consumismo", añade."
El Pais
Abraço!
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Ministério lança para a semana novo concurso para professores
Pelo menos é o que está escrito no Jornal i:
"O Ministério da Educação (ME) vai lançar na próxima semana o concurso para professores contratados destinado a suprir as "necessidades transitórias" das escolas e agrupamentos. Segundo a informação a que o i teve acesso, está previsto que o prazo de candidaturas aconteça entre os dias 18 de Abril e 3 de Maio, embora as datas não tenham ainda sido confirmadas pela tutela, que apenas revelou estar o "concurso em fase de preparação" para ser lançado "em breve". A Federação Nacional de Educação (FNE), porém, assegurou ao i que na "próxima semana o calendário já estará definido", contou o dirigente João Dias da Silva.
Engana-se porém os que pensam que esta é a oportunidade para os docentes contratados integrarem os quadros da função pública. O procedimento tem como finalidade preencher as carências provisórias das escolas para o próximo ano lectivo e costuma ser prática habitual, apesar de este ano professores e sindicatos terem receado o pior, após esta opção não ter sido expressamente determinada pelo Ministério das Finanças.
Os 34361 contratados (dados do ME) vão poder candidatar-se a um lugar nas escolas, mas só em finais de Agosto é que se conhecerá quantos professores vão ter os seus contratos renovados. É apenas no fim deste ano lectivo, quando as escolas já tiverem definido o número de alunos e das turmas que haverá condições para identificar as necessidades para 2011-12. Será portanto nesse momento que professores, directores ou encarregados de educação vão descobrir o impacto dos cortes orçamentais que resultaram por exemplo, com o fecho de 420 escolas primárias previsto pela tutela, a reorganização dos agrupamentos ou o fim da Área de Projecto no 12.º ano. "Que as escolas vão requisitar menos horários e que o número de contratações vai diminuir é uma certeza, mas ainda é cedo para avaliar o impacto real dos cortes orçamentais", diz o secretário-geral da FNE.
Só em Abril de 2010 foram cerca de 50 mil docentes que se responderam às chamadas "necessidades transitórias" das escolas, tendo 18 mil sido colocados em Setembro por contrato e a maior parte (10 mil) reconduzidos com horários completos nas escolas em que deram aulas durante o último ano lectivo. A integração nos quadros é, no entanto, uma exigência sindical cada vez mais improvável."
Abraço!
"O Ministério da Educação (ME) vai lançar na próxima semana o concurso para professores contratados destinado a suprir as "necessidades transitórias" das escolas e agrupamentos. Segundo a informação a que o i teve acesso, está previsto que o prazo de candidaturas aconteça entre os dias 18 de Abril e 3 de Maio, embora as datas não tenham ainda sido confirmadas pela tutela, que apenas revelou estar o "concurso em fase de preparação" para ser lançado "em breve". A Federação Nacional de Educação (FNE), porém, assegurou ao i que na "próxima semana o calendário já estará definido", contou o dirigente João Dias da Silva.
Engana-se porém os que pensam que esta é a oportunidade para os docentes contratados integrarem os quadros da função pública. O procedimento tem como finalidade preencher as carências provisórias das escolas para o próximo ano lectivo e costuma ser prática habitual, apesar de este ano professores e sindicatos terem receado o pior, após esta opção não ter sido expressamente determinada pelo Ministério das Finanças.
Os 34361 contratados (dados do ME) vão poder candidatar-se a um lugar nas escolas, mas só em finais de Agosto é que se conhecerá quantos professores vão ter os seus contratos renovados. É apenas no fim deste ano lectivo, quando as escolas já tiverem definido o número de alunos e das turmas que haverá condições para identificar as necessidades para 2011-12. Será portanto nesse momento que professores, directores ou encarregados de educação vão descobrir o impacto dos cortes orçamentais que resultaram por exemplo, com o fecho de 420 escolas primárias previsto pela tutela, a reorganização dos agrupamentos ou o fim da Área de Projecto no 12.º ano. "Que as escolas vão requisitar menos horários e que o número de contratações vai diminuir é uma certeza, mas ainda é cedo para avaliar o impacto real dos cortes orçamentais", diz o secretário-geral da FNE.
Só em Abril de 2010 foram cerca de 50 mil docentes que se responderam às chamadas "necessidades transitórias" das escolas, tendo 18 mil sido colocados em Setembro por contrato e a maior parte (10 mil) reconduzidos com horários completos nas escolas em que deram aulas durante o último ano lectivo. A integração nos quadros é, no entanto, uma exigência sindical cada vez mais improvável."
Abraço!
Belmiro de Azevedo defende a Educação
Ouviram/viram ontem a entrevista na tv?
Tal como outras vozes que se têm ouvido (e palavras que se têm lido), Belmiro de Azevedo defende que se deve apostar na Educação!
Quando é que os políticos vão dar ouvidos (olhos) a estas opiniões e decidir de vez parar de brincar com assuntos sérios?
Poupa-se agora, mas paga-se bem caro no futuro...
Abraço!
Tal como outras vozes que se têm ouvido (e palavras que se têm lido), Belmiro de Azevedo defende que se deve apostar na Educação!
Quando é que os políticos vão dar ouvidos (olhos) a estas opiniões e decidir de vez parar de brincar com assuntos sérios?
Poupa-se agora, mas paga-se bem caro no futuro...
Abraço!
José Salcedo: "Retirar todos os professores da função pública"
E já está: tudo resolvido!
E que tal tirar os políticos também da funçãio pública e meter lá gestores competentes?
E que tal mandar os juízes para o privado?
Ou, porque não, acabar com todos os funcionários públicos sem excepção? Privatiza-se tudo...
Opina-se e "prontos"!
Querem-se rir com a notícia? Tomem lá a parte engraçada:
"O presidente da Multiwave e ex-professor catedrático sugere várias medidas para tornar Portugal melhor, a pensar nas empresas e na educação.
O sector educativo é uma das prioridades para José Salcedo, presidente da Multiwave e ex-professor catedrático. Duas das suas sugestões são dedicadas à educação. Outras duas são para melhor a competitividade empresarial.
"Actuar sobre o sector educativo a todos os níveis, reformulando o papel do Estado, por forma a que este passe a estabelecer objectivos de qualidade num extremo e de verificação do cumprimento desses objectivos no outro", diz José Salcedo, que entregaria às escolas "a autonomia e responsabilidade para poderem atrair os melhor alunos e contrarem os melhores professores".
Assim, "retiraria todos os professores da função pública, entregando a sua contratação às escolas onde trabalham".
Ao Estado, concretiza, cabe a tarefa de corrigir assimetrias e garantir que as pessoas mais carenciadas tenham iguais oportunidades e promover um desenvolvimento equilibrado de todas as regiões do País.
"Para tal, recomendo a extinção de muitos serviços do actual Ministério da Educação, sobretudo aqueles que têm vindo a estabelecer políticas educativas"."
O resto podem ler no Jornal de Negócios (mas já não se refere à nossa classe).
Abraço!
E que tal tirar os políticos também da funçãio pública e meter lá gestores competentes?
E que tal mandar os juízes para o privado?
Ou, porque não, acabar com todos os funcionários públicos sem excepção? Privatiza-se tudo...
Opina-se e "prontos"!
Querem-se rir com a notícia? Tomem lá a parte engraçada:
"O presidente da Multiwave e ex-professor catedrático sugere várias medidas para tornar Portugal melhor, a pensar nas empresas e na educação.
O sector educativo é uma das prioridades para José Salcedo, presidente da Multiwave e ex-professor catedrático. Duas das suas sugestões são dedicadas à educação. Outras duas são para melhor a competitividade empresarial.
"Actuar sobre o sector educativo a todos os níveis, reformulando o papel do Estado, por forma a que este passe a estabelecer objectivos de qualidade num extremo e de verificação do cumprimento desses objectivos no outro", diz José Salcedo, que entregaria às escolas "a autonomia e responsabilidade para poderem atrair os melhor alunos e contrarem os melhores professores".
Assim, "retiraria todos os professores da função pública, entregando a sua contratação às escolas onde trabalham".
Ao Estado, concretiza, cabe a tarefa de corrigir assimetrias e garantir que as pessoas mais carenciadas tenham iguais oportunidades e promover um desenvolvimento equilibrado de todas as regiões do País.
"Para tal, recomendo a extinção de muitos serviços do actual Ministério da Educação, sobretudo aqueles que têm vindo a estabelecer políticas educativas"."
O resto podem ler no Jornal de Negócios (mas já não se refere à nossa classe).
Abraço!
Sair de cena
Sair de cena não é desistir. É para regressar com mais calma.
Se o vamos fazer (castigar), convém que seja bem feito...
"O erro frequente cometido por muitos pais, mesmo os mais bem-intencionados, quando chega a altura de aplicar um castigo consiste em emprestar muita emoção ao que fazem. Qualquer castigo é mais eficaz aplicado com calma e tranquilidade, usando um tom de voz sereno e firme. Muita irritação leva-nos a fazer coisas erradas, como gritar, humilhar, censurar ou mesmo bater na criança. Não é nada boa ideia aplicar um castigo quando estamos muito zangados. Nessas alturas o melhor é acalmar um pouco, de preferência longe da vista da criança (aquilo a que chamo "sair de cena"), e voltar ao assunto algum tempo depois, já mais calmos e emocionalmente controlados.
Além disso, a irritação do pai ou da mãe desvia a atenção da criança para algo secundário: a certa altura a criança está apenas preocupada com aquele estado de espírito dos pais e não com o que fez de mal ou o que podia ter feito de diferente.
Pior ainda: a irritação dos pais pode levar a criança a repetir o mau comportamento sempre que desejar chamar a atenção. Já descobriu que aquele comportamento é extremamente eficaz para conseguir a atenção dos pais.
Evitar este erro - muita emoção na altura de aplicar um castigo - é fundamental para que a disciplina seja eficaz."
Abraço!
Se o vamos fazer (castigar), convém que seja bem feito...
"O erro frequente cometido por muitos pais, mesmo os mais bem-intencionados, quando chega a altura de aplicar um castigo consiste em emprestar muita emoção ao que fazem. Qualquer castigo é mais eficaz aplicado com calma e tranquilidade, usando um tom de voz sereno e firme. Muita irritação leva-nos a fazer coisas erradas, como gritar, humilhar, censurar ou mesmo bater na criança. Não é nada boa ideia aplicar um castigo quando estamos muito zangados. Nessas alturas o melhor é acalmar um pouco, de preferência longe da vista da criança (aquilo a que chamo "sair de cena"), e voltar ao assunto algum tempo depois, já mais calmos e emocionalmente controlados.
Além disso, a irritação do pai ou da mãe desvia a atenção da criança para algo secundário: a certa altura a criança está apenas preocupada com aquele estado de espírito dos pais e não com o que fez de mal ou o que podia ter feito de diferente.
Pior ainda: a irritação dos pais pode levar a criança a repetir o mau comportamento sempre que desejar chamar a atenção. Já descobriu que aquele comportamento é extremamente eficaz para conseguir a atenção dos pais.
Evitar este erro - muita emoção na altura de aplicar um castigo - é fundamental para que a disciplina seja eficaz."
Paulo Oom - Jornal i
Abraço!
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