quinta-feira, 31 de março de 2011

Não se conquistam alunos sem histórias com rosto

É uma notícia do Público, da qual deixo um pequeno excerto. Podem ler tudo aqui.

"Quando se resume a conquista de Lisboa a um parágrafo, a restauração da independência a pouco mais, ou as causas da I Guerra Mundial a duas linhas, quantas histórias ficam pelo caminho? São apenas exemplos, mas a História está a perder as suas histórias e com este processo "é cada vez mais difícil interessar os mais jovens pelo estudo" da disciplina, afirma Clara Serrano, da Universidade de Coimbra. E acrescenta: "São essas histórias com rosto, com protagonistas, que levam os alunos a sentirem-se "transportados" para outras épocas, envolvidos pelo tempo."


Abraço!

Cem jovens com menos de 15 anos abortaram em 2010

Será que uma destas é/era nossa aluna?

É uma realidade asustadora.

Podem ler no Jornal i.

Abraço!

Discussão entre alunos, facadas, perseguição...

Começou dentro da escola e acabou fora.

É mais uma notícia de violência, reflexo da situação social/económica/educacional (ou do que lhe quiserem chamar). A escola pouco pode fazer. Ou melhor, até pode fazer muito, mas se o que faz se não tiver continuidade na família e na comunidade...

"Não sejas violento! Mostro-te que não sou violento, mostro-te que isso pode ter consequências, mostro-te que não é um comportamento certo!" - Sai da escola e entra noutro mundo: os pais agridem-se, os colegas batem e roubam, a comunidade funciona com regras diferentes, os actos reprováveis não são repreendidos..." É remar contra a maré! E temos que lidar com eles todos os dias...

É uma notícia do Correio da Manhã:

"Um jogo de futebol acabou, ontem à tarde, com um aluno de 15 anos esfaqueado na cabeça, junto ao portão da Escola Preparatória Conceição e Silva, na Cova da Piedade, Almada.

‘Zé’ e ‘Angolano’, como são conhecidos pelos colegas, envolveram-se numa forte discussão durante um jogo de futebol. Como estavam dentro da escola, combinaram defrontar-se após as aulas, já na parte exterior do estabelecimento. Os dois jovens, ambos com 15 anos, trocaram insultos e daí às agressões físicas foi um ápice.

Apesar de o confronto ser apenas entre os dois, ‘Zé’ fez-se acompanhar por um grupo de amigos e desferiu um murro e um estalo ao ‘Angolano’. "Como estava em menor número, sacou da faca e atingiu o ‘Zé’ na cabeça, num braço e num joelho", contou um amigo da vítima.

"Quando eu cheguei disseram--me que o ‘Angolano’ estava a fugir e fomos atrás dele. Obrigamo-lo a entregar-se à PSP, que já estava a caminho", conta.

Enquanto ‘Zé’ foi levado para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, porque estava a perder muito sangue, ‘Angolano’ ficou sob a custódia de elementos da Escola Segura da PSP. O estado do jovem esfaqueado é considerado estável.

Como o agressor é menor de idade, será o Tribunal de Família e Menores a encarregar-se do caso."

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Abraço!

Partidos são os novos destinatários das mensagens da Fenprof

Como não temos governo, apela-se a todos os partidos...


"“Os partidos políticos, neste momento, assumem um protagonismo especial, são eles que agora vão assumir compromissos", afirma o sindicalista Mário Nogueira."

Com um Governo demissionário, os partidos políticos são agora os novos destinatários das mensagens de protesto dos professores. A posição é sublinhada pelo secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) na véspera da última das quatro acções de denúncia, denominadas como “manifestódromo”, um protesto que tem decorrido nas últimas terças e quintas-feiras à porta do Ministério da Educação, em Lisboa.


A forte probabilidade de eleições antecipadas leva a Fenprof a mudar o destinatário dos protestos. Agora as mensagens dos docentes dirigem-se aos partidos, diz o secretário-geral Mário Nogueira.

“Os partidos políticos, neste momento, assumem um protagonismo especial, são eles que agora vão assumir compromissos, desenhar os seus programas eleitorais, começar a anunciar quais são as primeiras medidas que vão tomar assim que forem Governo e algumas das primeiras vão ter que se dirigir à Educação”, refere o sindicalista.

Quanto ao último dos quatro protestos do chamado “manifestódromo” , pretende denunciar o que a Fenprof classifica de “horários absurdos dos professores”. A queixa vai ser tema de uma encenação a decorrer à porta da tutela, explica Mário Nogueira."
Rádio Renascença

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Abraço!

Organização do ano lectivo

Já saiu o definitivo (quem negociou isto?)

Podem ler aqui.

Segundo o adduo, "não concretiza a hecatombe que a revisão curricular previa, mas destaca-se:


- Diminuição do crédito horário;

- Fim do tempo destinado à assessorira do director;

- Fim do tempo destinado ao PTE.

Fica por saber qual as alterações que o Desporto Escolar irá ter, uma vez que passa a ser objecto de um despacho, as modalidades de educação e formação no âmbito do SNQ (art.º 18.º), assim como quais os projectos que serão contemplados pela administração a título excepcional (art.º 19.º).

Em alguns casos, o "corte" estabelece-se na ordem dos 60%."

Abraço!

Os despachos das quotas

Fui "roubar" ao adduo os despachos das quotas (ou cotas) para atribuição dos "Muito Bons" e "Excelentes".

Conforme a avaliação externa das escolas, podem ir até aos 10% para os "Excelentes" e 25% para os "Muito Bons".

Mas será que isto faz sentido? Se a esta ADD for suspensa a ADD feita pelo relatório de Auto-avaliação vai ter cotas? Eu vou jogar pelo seguro...

- Despacho n.º 5464/2011, que estabelece as percentagens máximas para a atribuição das menções qualitativas de Excelente e de Muito bom aos docentes integrados na carreira e em regime contrato;


- Despacho n.º 5465/2011, que estabelece as percentagens máximas para atribuição da avaliação final de Desempenho relevante e o reconhecimento de Desempenho excelente dos docentes que exercem cargos de gestão e administração em estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e de ensino básico e secundário, bem como em centros de formação de associação de escolas.
 
Abraço!

Não vá os coitados ficarem sem tacho...

"Governo está demissionário, mas nomeações na saúde e educação continuam"
 
" ... o Ministério da Educação considerou conveniente e necessário renovar agora, por mais três anos, os mandatos de dois elementos que integram o conselho científico para a avaliação dos professores."
 
Mais "jobs for the boys"? Sra. Ministra, não me quer reconduzir o contrato? São só 12 horitas, saio barato, dou aulas a preço de saldo...
 
Abraço!

Manuais de Protuguês não podem apelar só à memorização

Interessa despertar as mentes, pôr os alunos a pensar, interpretar.

O "a, e, i, o, u" é essêncial, mas por aquelas cabecinhas a pensar é fundamental. Não vá depois lerem muito bem, mas não fazerem ideia do que leram... sabem do que estou a falar!

"O apelo à memorização, em vez da análise, compreensão e avaliação
Público

No próximo ano lectivo, para o 3º ciclo do ensino básico estarão disponíveis 25 manuais que foram certificados pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

A certificação dos livros escolares passou a ser obrigatória desde 2007. Segundo Luís Alves, responsável pelo processo, os principais problemas identificados, e que foram corrigidos, diziam respeito a incorrecções na bibliografia e à proposta de recursos utilizados que, em alguns casos, "não visavam os desenvolvimentos de competências" previstas no currículo. Isto acontece, explicita, quando se privilegiam recursos que beneficiam a memorização (um conhecimento da História baseada em factos), em detrimento de outros "que fazem apelo à análise, compreensão e avaliação".

Ao contrário das investigadoras de Coimbra, Isabel Barca, da Universidade do Minho, não considera que os manuais em vigor sejam redutores. "Direi que não, pelo contrário. Se se tiver em conta os conteúdos programáticos, os manuais poderão talvez contribuir para alguma dispersão, dado observar-se a tentação de aprofundarem as temáticas para lá do que por vezes é necessário."

A investigadora frisa que "os manuais actualmente são bastante apelativos pelo uso da imagem e da cor" e que não se limitam "a apresentar um conjunto de conteúdos, colocam também questões sobre as fontes, por vezes de forma desafiante".

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Abraço!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Os primeiros três processos colectivos de docentes a contestar os cortes salariais

Vão ser entregues na sexta-feira.

Se nos conformamos estamos sempre a ser prejudicados... estes lutam! Agora o efeito...

É impressão minha ou no centro do país a luta dos professores é mais "aguerrida"?



"Primeiros processos colectivos contra cortes salariais dos professores entregues sexta no tribunal de Coimbra

Os primeiros três processos colectivos de docentes a contestar os cortes salariais impostos pelo Governo são entregues sexta-feira no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Coimbra pelo Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC).
Estes processos representam cerca de meia centena de docentes, associados do SPRC/FENPROF, pertencentes à Escola Secundária Jaime Falcão, Agrupamento de Escolas da Pedrulha (Coimbra) e ao Agrupamento de Escolas da Zona Urbana da Figueira da Foz.


“Estes são os primeiros processos de representação colectiva dos interesses individuais dos docentes. Têm a função simbólica de dar início a um processo que depois se vai acelerar”, disse hoje Luís Lobo, dirigente do SPRC.

Estão já constituídos ou em constituição outros colectivos de professores e educadores de escolas e agrupamentos dos seis distritos da região centro - Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu - para desencadear processos idênticos ao longo deste mês, adiantou Luís Lobo à Agência Lusa.

Segundo este dirigente, hoje já estavam contabilizados mais de meio milhar de professores na região Centro para avançar para estes processos, número que o SPRC espera que aumente bastante até ao final de Abril.

“O nosso objectivo é entregar tudo em Abril, mas o prazo decorre até 21 de Maio”, disse ainda.

O SPRC, tal como os restantes sindicatos da Federação Nacional dos Professores, dinamizou nas escolas a apresentação de impugnação do salário, por parte dos docentes, “no sentido de contestarem o corte que o Governo lhes impôs logo no mês de Janeiro”, lê-se numa nota da organização sindical.

“O momento de maior visibilidade teve lugar em 25 de Janeiro quando milhares de docentes entregaram a reclamação nos serviços administrativos da sua escola ou agrupamento. Pretende agora o SPRC, dando sequência ao que milhares de professores fizeram, envolvendo-se directamente nesse protesto de contestação, levar até às últimas consequências jurídicas a iniciativa que cada docente desenvolveu”, adianta.

Segundo a mesma nota, “uma acção de representação abstracta poderia parecer mais abrangente, mas na realidade não era, pois, se forem ganhos em tribunal cinco ou mais processos, poderão, nos termos da lei, todos os docentes a quem foram impostos cortes, requerer a extensão de sentença, ficando assim abrangida a sua situação”.

Para o SPRC, os cortes salariais, introduzidos no âmbito das medidas de contenção orçamental e combate ao défice, comportam “várias inconstitucionalidades”.

Violação do direito à negociação, o gorar de expectativas dos trabalhadores relativamente à sua situação financeira e a falta de equidade de tratamento são as inconstitucionalidades destacadas pelo membro da direcção do SPRC."

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Abraço!

ADD: Açores não suspende, Madeira não tem

Açores recusam suspender processo de avaliação dos professores

Madeira: governo suspende negociações com sindicato sobre avaliação dos professores
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