terça-feira, 29 de março de 2011

Manifesto ‘investir na educação, defender a escola pública’

"Professores recolhem assinaturas contra cortes
28 Março 2011 - Correio da Manhã

Os sindicatos da Plataforma da Educação vão promover amanhã uma jornada de recolha de assinaturas para a petição ‘Investir na Educação, Defender a Escola Pública’. A iniciativa vai decorrer, simultaneamente, em várias cidades, incluindo todas as capitais de distrito.

O manifesto visa protestar contra "a redução de 803 milhões de euros na Educação, a que acrescem reduções indirectas às autarquias". No documento pode ainda ler-se que "cortar nos recursos de que as escolas dispõem – humanos, físicos, materiais, financeiros –, e de forma tão violenta, impede que cumpram adequadamente a sua missão de ensinar, formar, educar e qualificar".

A iniciativa faz parte da preparação e mobilização para a Marcha Nacional pela Educação, em Lisboa, sábado, dia 2 de Abril."

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Abraço!

A ADD não desapareceu, pode é mudar

Não desapareceu esta pois ainda não saíu a suspensão em Diário da República. Não desaparece totalmente, pois, mesmo sem esta, temos a avaliação simplificada, a entrega de um documento de reflexão/auto-avaliação.

E não tenho informação de a do ano passado não servir na mesma para aumentar a nossa graduação no caso de termos Muito Bom ou Excelente. E também não tenho informação se a deste ano terá o mesmo efeito no concurso de 2012.

E chamo atenção para a parte desta notícia que refer que os professores dos Quadros nunca foram avaliados(?). Não é isso que tenho visto...

"Suspensão da avaliação dos professores foi aprovada mas ainda não tem efeitos

Professores contratados foram os únicos docentes avaliados nos últimos anos.

Os procedimentos de avaliação dos professores actualmente em curso só cessam quando for publicada, em Diário da República, a lei que revoga o decreto que regulamenta o actual modelo. Até lá, afirma o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, os docentes poderão continuar a ser avaliados nos moldes estabelecidos pelo diploma aprovado no ano passado, nomeadamente no que respeita à observação de aulas.


Na sexta-feira, com os votos de toda a oposição, à excepção do deputado do PSD Pacheco Pereira, a Assembleia da República aprovou a revogação do decreto que, em Junho de 2010, regulamentou a avaliação docente. O PS considerou que esta iniciativa pode estar ferida de inconstitucionalidade, uma vez que, segundo argumentou, os decretos regulamentares são da esfera exclusiva do Governo e apelou ao Presidente da República para que envie o diploma para o Tribunal Constitucional.

Se Cavaco ignorar o apelo e promulgar o diploma, dentro de algumas semanas os professores passarão a ser avaliados transitoriamente segundo os procedimentos previstos num despacho de Março de 2010 respeitante à "apreciação intercalar" de desempenho. Neste estabelece-se que a apreciação é feita a pedido do interessado, consistindo na entrega de um relatório de auto-avaliação. Esta é outra das disposições contidas no diploma aprovado sexta-feira pelo Parlamento.

Tanto Mário Nogueira como Dias da Silva, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, sustentam que o que já foi feito, no âmbito da avaliação, não é para deitar fora. Os dirigentes sindicais aconselham os docentes, sobretudo os que tiveram aulas assistidas, a referir estas actividades no relatório que apresentarem.

O actual ciclo avaliativo, que será interrompido pela promulgação do diploma do Parlamento, terminava em Dezembro. Começou em 2009, mas o modelo ainda em vigor só foi regulamentado no Verão de 2010. "A maioria das escolas só começou a avaliação em Janeiro", afirma Mário Nogueira. Segundo o Ministério da Educação, mais de 40 por cento dos docentes já requereram aulas assistidas.

Nos termos do modelo ainda em vigor, estas só são obrigatórias para a passagem ao 3.º e 5.º escalão. Mas os professores que quiserem concorrer a classificações de mérito também têm que ter observação de aulas. Com classificações de mérito, as condições de progressão na carreira ficam mais facilitadas. Mas todas estas disposições ficaram este ano sem efeito prático, uma vez que as progressões na função pública foram congeladas.

Esta ausência de efeitos só é válida para os professores do quadro. Aos docentes que são contratados anualmente está vedada a progressão na carreira, mas os seus contratos só podem ser renovados se tiverem sido avaliados. Os resultados da avaliação contam para efeitos de gradação nos concursos. Um "Excelente", por exemplo, poderá levar a um salto de 500 lugares, como sucedeu no concurso do ano passado. Muitos dos docentes que pediram aulas assistidas são contratados. Mas se a suspensão do actual modelo for promulgada, a avaliação que contará para efeitos de concurso já não será esta, mas sim a que vier a vigorar transitoriamente. Ou seja, o relatório de auto-avaliação.

Como nos concursos para contratados a avaliação que conta é a do ano anterior, este relatório irá pesar no concurso de 2012 e não no deste ano. Os contratados foram os únicos docentes que nos últimos anos têm sido avaliados. Para os professores do quadro, os ciclos foram sendo interrompidos. Primeiro com a transformação do modelo de Maria de Lurdes Rodrigues em versões simplificadas e depois com a revogação destes pelo diploma que agora foi também revogado pelo Parlamento."
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Abraço!

Carta aberta à ministra da Educação

Os colegas disseram de sua justiça, numa carta aberta publicada no jornal i. Foram estes, mas poderiam ser muitos mais.

Não digo que falam em nome de todos os outros, mas expreimem sentimentos de muitos outros.

"Foi com alguma incredulidade que lemos as suas declarações à imprensa, depois de a Assembleia da República ter aprovado a revogação do actual modelo da avaliação dos professores e aberto o caminho para o estabelecimento de um sistema de avaliação credível, justo e eficaz


lassificar como precipitada a decisão do parlamento revela grande insensibilidade face às preocupações manifestadas pela grande maioria da classe docente. Os deputados foram tudo menos precipitados. Até se poderia dizer que demoraram algum tempo a reagir às tomadas de posição aprovadas em centenas de escolas de norte a sul, aos muitos milhares de professores que subscreveram petições e abaixo-assinados, às posições dos directores escolares, dos sindicatos, dos movimentos e dos blogues de professores, às concentrações e manifestações de docentes, etc., etc.

Os deputados interpretaram correctamente o sentir de quem nas escolas, em condições tantas vezes adversas, diariamente dá o litro para formar os novos cidadãos. É justo dizer que a decisão que a Assembleia da República tomou no passado dia 25 honra todos aqueles que a votaram favoravelmente. Foi um acto que só dignifica o trabalho parlamentar, porque demonstrou que os representantes da nação - quaisquer que tenham sido as suas anteriores posições nesta matéria - não são insensíveis aos argumentos dos cidadãos e, ainda a tempo, souberam tomar a decisão mais correcta e sensata, mesmo correndo o risco de ser alvo de ataques destemperados.

Ao invés, a senhora ministra - apesar de já ter sido professora e até dirigente sindical - não foi capaz de fazer a "avaliação" do seu modelo de avaliação. Mas tinha a obrigação de saber que o modelo agora revogado não contribuiu em nada para a melhoria da qualidade do trabalho dos professores e que só representava um encargo inútil, desviando os professores do trabalho com os alunos (o único que é produtivo), ao mesmo tempo que criava nas escolas um ambiente verdadeiramente irrespirável, tal era a conflitualidade que esta avaliação inter-pares gerava.

E, perdoe-nos, mas vir falar agora de questões de constitucionalidade, além de revelar mau perder, é acordar demasiado tarde para a defesa do primado da lei. Já foi amplamente demonstrado que o modelo agora revogado estava repleto de disposições que desrespeitavam os princípios da justiça, da imparcialidade e da transparência, legal e constitucionalmente consagrados. Apenas três exemplos, entre muitos possíveis: colocava na situação de avaliadores e de avaliados professores que pertencem à mesma escola e que são concorrentes aos mesmos escalões da carreira; punha o mesmo grupo de pessoas a decidir a classificação dos colegas, mas também a reclamação e o recurso dessa classificação; impedia que fossem tornadas públicas as classificações obtidas pelos professores da mesma escola.

E poderá a senhora ministra afirmar, com conhecimento de causa, que esta avaliação estava assente na "cultura que do esforço vem a qualidade"? Se cada escola dividiu a bel-prazer os seus professores em avaliadores e avaliados, dada a flexibilidade proporcionada pela legislação. Nuns casos, valorizou-se o posicionamento na carreira; noutros, os professores votaram para escolher os relatores; noutros ainda, foi a qualificação académica que prevaleceu; ainda noutros, apenas as simpatias e antipatias; finalmente, em muitas situações, uma salada russa de todos estes "critérios". Resultado: docentes de escalões elevados a ser avaliados por professores com posicionamento na carreira muito inferior, bacharéis a avaliar licenciados e mestres, coordenadores de disciplina a ser avaliados pelos seus coordenados e uma infinidade de outras situações não menos anómalas e nada dignas.

E que dizer da "qualidade" de um sistema de avaliação em que às aulas dos relatores assistiam coordenadores de departamento de disciplinas diferentes da sua? Um professor de Educação Física a avaliar uma aula de Geometria Descritiva? Um professor de Geografia a ser avaliado por um de Filosofia? Ou um de Biologia, por outro de Física ou Matemática?

E que quer a senhora ministra que pensemos da sua afirmação de que "este modelo da ADD se encontra devidamente fundamentado do ponto de vista técnico e científico", quando um Muito Bom ou Excelente - que permitia ao professor contemplado ultrapassar centenas de colegas nos concursos - era atribuído com base em apenas duas aulas assistidas, enquanto nos dois anos lectivos do ciclo de avaliação são dadas 400, 500 ou mais aulas de 90 minutos? Isto já sem falar nos critérios e nos instrumentos de avaliação utilizados, que se baseavam nuns "padrões de desempenho docente" que, além de carecerem em absoluto de objectividade e clareza, atribuíam mais importância ao relacionamento (impossível de medir) dos professores com os seus colegas e com a comunidade, do que ao seu trabalho efectivo com os alunos.

Permita-nos aqui apenas um aparte para o senhor primeiro-ministro, quando este pergunta aos partidos da oposição o que é que estes vão dizer aos professores que tiveram Muito Bom e Excelente (presume-se que no modelo da sua antecessora): para isso, era preciso que soubessem quem eles são, pois esse é o segredo mais bem guardado nas nossas escolas, vá-se lá saber porquê...

Todos estes factos são, aliás, do seu conhecimento, pois ao seu gabinete tem chegado um volumoso caudal de tomadas de posições, muitas delas igualmente publicitadas na imprensa e nos blogues, além de denúncias de atropelos dos direitos profissionais, perpetrados por conta da sua ADD. Porém, em momento algum a ouvimos comentar estas evidências, só tendo saído do silêncio a que se remeteu (quase já nos tínhamos esquecido de si) para proferir estas declarações infelizes.

Permita-nos, a terminar, que retomemos mais uma vez as suas recentes palavras. "Momento triste" não foi a decisão soberana da Assembleia da República no dia 25 de Março. Momento triste foi ver alguém, contra todos os factos e o sentir de uma classe que merecia melhor consideração, revelar na hora da partida tamanha cegueira, ao obstinadamente tentar defender o indefensável. Senhora ministra, de facto é "a História que julga os actos". Já parou para pensar no que a História dirá de si?"

Ana Paula Correia, Isilda Lopes, José Ribeiro e Maria Manuela Ferraz, professores da
Escola Secundária c/ 3º ciclo de Henrique Medina, Esposende

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Abraço!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Isabel à espera de Cavaco

Cuidado com as más línguas, o título pode ser sugestivo, mas calma: está à espera da decisão do PR sobre a avaliação dos professores.



Abraço

Escola portuguesa "melhorou em termos de equidade"

Congratulo-me por estarmos a melhorar, mas vou esperar reacções dos "mais entendidos" sobre o assunto, uma vez que na realidade não sinto o que está descrito nas notícias. E vocês? Os nossos alunos estão mais iguais? Só se os melhores tiverem piorado...

Podem ler a notícia do JN e/ou ver a da RTP:



"Portugal é o sexto país cujo sistema educativo compensa melhor as assimetrias socioeconómicas, estando a diminuir as diferenças entre alunos com melhores desempenhos e aqueles com piores desempenhos, segundo os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos 2009.


Este é um dos dados que será apresentado, esta segunda-feira, na sessão "Evolução da Qualidade e da Equidade no Sistema Educativo Nacional (Pisa 2000-2009)", inserida nos Encontros Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) 2009, que decorre na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e que conta, no encerramento, com a presença da ministra da Educação, Isabel Alçada.

Em declarações à Agência Lusa, o representante português ao comité do PISA, Pinto Ferreira, afirmou que "a escola portuguesa, para além de ter melhorado em termos de qualidade, melhorou também e substancialmente em termos de equidade".

"Estão a diminuir as diferenças entre os alunos com melhores desempenhos e os alunos com piores desempenhos, o que é muito importante", garantiu.

Segundo Pinto Ferreira a OCDE define um índice relacionado com o estatuto socioeconómico e cultural dos alunos.

"O que é interessante é que em Portugal esse índice tem um pequeno impacto. Nós temos alunos com um estatuto socioeconómico e cultural muito débil e com resultados muito bons", observou.


O representante português ao comité do PISA afirmou que se Portugal estivesse na média da OCDE em termos do estatuto socioeconómico e cultural - e não abaixo como está - "o sistema educativo português não estaria, em termos de literacia de leitura, no 21º do ranking mas sim no décimo lugar".


"O nosso sistema educativo tem evoluído, quer do ponto de vista da qualidade quer da equidade", sublinhou.

Pinto Ferreira explicou que estes encontros estão a ser promovidos com o objectivo de analisar o programa.

"Em Dezembro foram apresentados os resultados de Portugal que melhoraram significativamente. Tivemos tipicamente mais 20 pontos em termos do desempenho a leitura, matemática e ciências", recordou.

Em comunicado enviado às redacções, o Ministério da Educação avança que "os resultados do PISA 2009 revelam que Portugal é o 6.º país cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias socioeconómicas" e que "é um dos países com maior percentagem de alunos de famílias desfavorecidas que atingem excelentes níveis de desempenho em leitura"."

Greve a exames não vai avançar

Parece que a FENPROF já não vai avançar com esta forma de luta.

Relembrando velhos tempos, houve uma altura em que fomos requisitados através dos serviços mínimos para se garantirem as vigilâncias nos exames, lembram-se? Já cá falei disso: os serviços afinal foram máximos, ou seja, fomos todos "obrigados" a ir para a escola, com ou sem vigilâncias marcadas no nosso serviço.

Mário Nogueira gostou da suspensão da ADD, mas não gosta de outras ideias do PSD e do PP:

"Preocupa-nos as posições do PSD e do CDS. A melhoria da Educação não passa pelo cheque-ensino e por medidas de privatização do ensino".


Mário Nogueira também se opôs à ideia defendida pelo PSD de os professores serem avaliados por uma entidade externa."


A notícia do Correio da Manhã:



""Com o Governo demissionário, já não faz sentido. Nesta fase, temos de nos dirigir aos partidos e tentar influenciar os programas eleitorais", disse ontem Mário Nogueira, no final do Conselho Nacional da Fenprof, em Lisboa. Já a greve em vigor às horas extras e outros protestos agendados, como a Marcha pela Educação (ver página 24), vão manter-se. O líder sindical defendeu que a suspensão da avaliação, aprovada sexta-feira no Parlamento, "foi uma vitória dos professores". Mas frisou que se mantêm as principais preocupações, em especial a perspectiva de milhares de docentes perderem o emprego devido ao corte de 800 milhões de euros.


"O próximo Governo deve tomar posse em Julho, e só terá um mês para alterar as medidas deste antes do início do ano lectivo", disse Nogueira, garantindo que se não houver alteração de política "regressa a luta". O PSD foi decisivo para a suspensão da avaliação, mas Nogueira desconfia das intenções da Direita: "Preocupa-nos as posições do PSD e do CDS. A melhoria da Educação não passa pelo cheque-ensino e por medidas de privatização do ensino".

Mário Nogueira também se opôs à ideia defendida pelo PSD de os professores serem avaliados por uma entidade externa."

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Abraço!

Cavaco Silva não vai intervir na avaliação dos professores

Mais um passo para que seja aprovada a suspensão da ADD.

Ontem (não foi a 1ª vez) manifestei preocupação pela "legalidade" da medida. Hoje já estou mais confiante, mas ainda não está "no papo".

Segundo o Jornal i, Cavaco Silva não vai "atender ao pedido do governo e não irá enviar para o Tribunal Constitucional o diploma de revogação do modelo aprovado a semana passada pela Assembleia da República."

A notícia integral:

"Cavaco Silva prepara-se para promulgar a proposta da oposição que revoga o modelo de avaliação dos professores, sabe o i. O Presidente da República não irá atender ao pedido do governo e não irá enviar para o Tribunal Constitucional o diploma de revogação do modelo aprovado a semana passada pela Assembleia da República. Belém considera que o argumentário do Partido Socialista sobre a inconstitucionalidade da proposta da oposição não é juridicamente correcto.


Na sequência da aprovação na Assembleia da República do diploma que punha um ponto final ao polémico modelo de avaliação dos docentes, o ministro da Economia, Vieira da Silva, veio a público pedir a fiscalização da proposta por parte de Cavaco Silva. "Julgamos que é absolutamente imperioso solicitar ao senhor Presidente da República uma particular atenção para comportamentos deste tipo e em particular para este diploma", defendeu o governante, considerando que se trata de "um diploma de duvidosa constitucionalidade" e com "meros fins eleitoralistas".

Sem o apoio de Cavaco Silva, resta ao governo, através do grupo parlamentar, pedir uma fiscalização sucessiva da proposta aprovada pela oposição.

Apesar de o agendamento da discussão e da votação desta proposta ter sido marcado antes de materializado o cenário de eleições antecipadas, a oposição, e principalmente o PSD, não se livraram da acusação de eleitoralismo. "Uma interrupção feita por uma oposição que está à beira de dissolução do parlamento, num momento em que não há dúvida para ninguém que o que se pretende é destruir aquilo que se construiu, parece-me realmente muito difícil de aceitar", considerou em entrevista à RTP a ministra da Educação.

Na resposta, o deputado do PSD Pedro Duarte acusou os socialistas de não lidarem bem com a democracia: "A vontade política manifestada pelo parlamento foi absolutamente inequívoca. Nós, em democracia, não podemos querer impor as nossas posições contra as maiorias que se estabelecem."

O PS aproveitou a ida a Belém, na última sexta-feira, para pedir a Cavaco Silva que "esteja atento a alguns sinais preocupantes que têm surgido na sociedade portuguesa". "Ainda hoje, quando todos os partidos vieram cá pedir eleições antecipadas, os mesmos partidos decidiram, em coligação negativa, aprovar um diploma de constitucionalidade duvidosa, com fins meramente eleitoralistas e oportunistas, no sentido de pôr fim à avaliação dos professores", referiu Vieira da Silva.

O diploma de revogação do modelo de avaliação dos professores passou na última sexta-feira com os votos a favor de todas as bancadas, com excepção do PS e do deputado do PSD Pacheco Pereira. Tratou-se da segunda coligação negativa contra o executivo, em dois dias, depois do chumbo ao PEC IV.

Os sociais-democratas defendem que seja uma comissão independente a avaliar os professores, rejeitando que sejam os professores a avaliar-se entre si."

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Abraço!

domingo, 27 de março de 2011

Preocupações com a legalidade da suspensão da ADD

Já há notícias (que já divulguei) sobre a possibilidade desta suspensão não ser constitucional.

Agora no Blogue Professoreslusos é posta também em causa.

Será que vai acabar mesmo?

Metam os homens das leis ao barulho...

Abraço!

Ministra amargurada com mudança na avaliação dos professores, FNE quer negociar

A nossa (ainda, mas por pouco tempo) Isabel levou a peito...

A FNE quer negociar (de certeza que a FENPROF também) e envolver várias partes na concretização do novo modelo de avaliação.

Não é fácil agradar a todos, mas esta não agradava a ninguém (mentira, agradava ao ME e ao governo...)!

Numa mensagem muito concorrida (mas que, para grande frustração minha serviu para pouco) que deixei neste blogue (Os Professores não querem esta ADD. Como querem a "outra"?) notou-se que uma ADD é difícil, envolve muitos factores, muitas variantes, que não é fácil definir critérios nem medidas. Mas defendo que exista, tal como todos (quase todos).

Fico na expectativa para ver a que vem substituir esta. E disponível para dar a minha ajuda! Querem-na?



"Condenável" e "consensual" foram as expressões ontem utilizadas para comentar a revogação da avaliação dos professores e para descrever como deve ser o próximo critério a aprovar. Enquanto a ministra da Educação se empenhou em endereçar críticas ao PSD por ter contribuído para a revogação do modelo, a Federação Nacional de Educação (FNE) já olha mais para a frente e defende que, no futuro, o novo modelo seja elaborado por "forças políticas, organizações sindicais, investigadores e comunidade científica".

"Este é um acto que não irá de maneira nenhuma honrar nem o trabalho em Educação nem o trabalho da Assembleia da República. É um acto a todos os títulos condenável", considerou ontem a ministra da Educação, Isabel Alçada, a propósito da posição do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, que disse apoiar a revogação do modelo de avaliação dos professores. Isabel Alçada, citada pela Lusa, disse ainda que a decisão dos sociais-democratas e restante oposição partidária é "precipitada".

O líder social-democrata entendeu, conforme declarações prestadas na sexta-feira à SIC, que a mudança votada foi uma decisão de "bom senso".

Se as trocas de acusações entre as forças políticas já eram esperadas, também a mudança do modelo de avaliação era "imperiosa", segundo os responsáveis da FNE. Ontem, em declarações ao PÚBLICO, o secretário-geral desta estrutura, João Dias da Silva, lembrou que a mudança já fora exigida ao Ministério da Educação e deveria ser concretizada até Setembro deste ano.

Lembrando que o modelo a aprovar abrange um universo entre 130 a 140 mil professores, João Dias da Silva entende que "ninguém é dono da verdade absoluta e, para se chegar a uma formula consensual, devem ouvir-se as diversas forças interessadas até que se obtenha um modelo sério, justo e transparente". Esse modelo, ainda de acordo com o presidente da FNE, "deve ser estável, mas capaz de permitir ajustamentos sempre que os mesmos sejam necessários".

Comentando o trabalho já realizado referente ao processo de avaliação (nomeadamente a apresentação do relatório de autoavaliação), o secretário-geral da FNE diz que o mesmo não deverá ser deitado fora, mas antes "aproveitado e integrado num todo que, certamente, será muito mais simplificado".

Falando ainda do processo de avaliação dos professores, João Dias da Silva disse que o mesmo não deverá destinar-se apenas para contribuir para eventuais situações de progressão na carreira. "A avaliação tem de ser entendida como um elemento de melhoria de práticas. Tem de ser formativa", acrescentou.

Quanto ao modelo a adoptar, o dirigente, embora não pormenorizando, adiantou que a FNE é favorável à avaliação de todos os docentes e que possui propostas que está disponível para apresentar e discutir com os restantes intervenientes.

Ainda antes de comentar a revogação do modelo de avaliação dos professores, João Dias da SIlva reportou-se, em declarações difundidas pela Lusa, ao reordenamento da rede escolar, condiderando que a fusão de agrupamentos tem como "único critério poupar dinheiro nos orgãos de direcção".

O PÚBLICO tentou também recolher as impressões do presidente da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, o que não foi possível concretizar."

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Abraço!

LOL e OMG entram no dicionário britânico

De tanto se usar passa a integrar o dicionário. Pode-nos (a nós, mais "velhotes") parecer estranho, mas se ouvirmos os jovens e muitos adultos jovens podemos identificar muitas expressões que ganham força depois de usadas muitas e muitas vezes.
Por um lado pode ser um "desrespeito" à língua original, mas por outro é a força da evolução. E o digital veio para ficar...

Actualizem-se... não sejam como eu que destas só conhecia o "LOL", dos meus tempos de "chats" e vida com menos responsabilidades.

"A cada actualização do Oxford English Dictionary são introduzidos novos termos que mostram a evolução da língua e as influências que a fazem avançar. Este ano não é excepção e da lista de 900 novos termos a incorporar no dicionário britânico constam algumas novidades que tornam bem claras as influências das redes e serviços sociais na evolução da língua inglesa.


LOL (Laughing Out Loud ou rir bem alto) já é quase um clássico da comunicação online e por mensagem de telemóvel e ganha finalmente direito a um lugar no dicionário britânico. OMG (Oh My God ou "Ó meu Deus"), aparentemente mais recente, também vai ganhar espaço na lista de palavras com direito a significado descrito no dicionário Oxford.

Há mais duas expressões que entram no dicionário e que obedecem à mesma lógica: BFF (Best Friends Forever ou melhores amigos para sempre) e IMHO (In My Humble Opinion ou na minha modesta opinião).

Os responsáveis do dicionário admitem que as expressões estão fortemente associadas às comunicações electrónicas e por essa via ganharam um lugar de relevo na linguagem corrente.

Também sublinham que, se bem que a entrada destes termos na linguagem corrente é recente, a origem da sua utilização é antiga. OMG terá sido usado pela primeira vez em 1917 e LOL em 1960. O primeiro numa carta pessoal, o segundo para abreviar uma expressão que hoje já não traduz: Little Old Lady.

Recorde-se que já no ano passado - e nos anos anteriores - as expressões ligadas à Internet têm tido peso preponderante nas novas entradas do dicionário. Em 2010 só o Twitter e as experiências associadas à plataforma asseguraram várias entradas: Tweetup, que expressa a intenção de encontro ou reunião, junta-se a Twitterati ou Twitterverse.

A palavra do ano foi no entanto Unfriend, ou "desamigar", que significa retirar alguém da lista de amigos na rede social. "
TeK

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Abraço!