Será por isso que os filhos dos portugueses têm os comportamentos que todos conhecemos na escola?
"Metade dos portugueses considera que o trabalho dificulta a vida familiar. E dois terços assumem mesmo ter dificuldades em conciliar a vida profissional e a vida familiar."
Podem ler mais no Jornal i.
Abraço!
quinta-feira, 24 de março de 2011
Tanto protestamos com este goverrno como com outro!
"A Federação Nacional de Professores (Fenprof) garantiu hoje que vai manter "as acções de luta" que tem agendadas porque os problemas que afectam a classe não ficam resolvidos com a queda do Governo."
Temos que concordar. Não é a queda que faz diferença, é a mudança de atitude/políticas de quem nos governar...
A notícia é do Público.
Abraço!
E não se pode castigar?
"A criação de um bom ambiente familiar é o alicerce da disciplina"
"E não se pode castigar?
por Paulo Oom, Pediatra, no Jornal i
OS CASTIGOS SÃO a única forma que muitos pais conhecem de conseguir uma disciplina eficaz nos seus filhos e por isso utilizam-na com frequência. Para eles, a ideia é que a criança precisa de sofrer para aprender, e que sem algum tipo de sofrimento, seja físico seja psicológico, a criança nunca irá obedecer a regras ou conhecer os limites para o seu comportamento. No entanto, o castigo é apenas uma forma de disciplina, longe de ser a única. E, lamento informar, geralmente a menos eficaz, pois ensina à criança principalmente o que não deve fazer e não o que deve fazer.
A criação de um bom ambiente familiar é o alicerce da disciplina. Sem um ambiente cheio de amor e diversão, onde todos sabem ouvir e sabem escutar e onde a coerência, a consistência e a flexibilidade estão presentes, é impossível existir uma disciplina eficaz. Logo em seguida, a melhor forma de educar os nossos filhos é através de mensagens positivas, que estimulam os comportamentos que consideramos adequados e aumentam a auto-estima das crianças. Chegados aqui, temos de perceber que há algumas situações em que o que pretendemos é terminar com um comportamento inadequado. E é aqui que está a dúvida: como aplicar correctamente os castigos para que consigam pôr fim ao comportamento indesejado, ao mesmo tempo que permitem à criança o controlo das suas emoções e dos seus impulsos e a levam a compreender que o mau comportamento tem consequências."
Abraço!
"E não se pode castigar?
por Paulo Oom, Pediatra, no Jornal i
OS CASTIGOS SÃO a única forma que muitos pais conhecem de conseguir uma disciplina eficaz nos seus filhos e por isso utilizam-na com frequência. Para eles, a ideia é que a criança precisa de sofrer para aprender, e que sem algum tipo de sofrimento, seja físico seja psicológico, a criança nunca irá obedecer a regras ou conhecer os limites para o seu comportamento. No entanto, o castigo é apenas uma forma de disciplina, longe de ser a única. E, lamento informar, geralmente a menos eficaz, pois ensina à criança principalmente o que não deve fazer e não o que deve fazer.
A criação de um bom ambiente familiar é o alicerce da disciplina. Sem um ambiente cheio de amor e diversão, onde todos sabem ouvir e sabem escutar e onde a coerência, a consistência e a flexibilidade estão presentes, é impossível existir uma disciplina eficaz. Logo em seguida, a melhor forma de educar os nossos filhos é através de mensagens positivas, que estimulam os comportamentos que consideramos adequados e aumentam a auto-estima das crianças. Chegados aqui, temos de perceber que há algumas situações em que o que pretendemos é terminar com um comportamento inadequado. E é aqui que está a dúvida: como aplicar correctamente os castigos para que consigam pôr fim ao comportamento indesejado, ao mesmo tempo que permitem à criança o controlo das suas emoções e dos seus impulsos e a levam a compreender que o mau comportamento tem consequências."
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Abraço!
Desenvolvimento no período escolar
Mais um conteúdo do Educare, mais direccionado para os colegas do 1º ciclo, mas interessante para todos.
Podem ler e ver:
"Desenvolvimento no período escolar
Adriana Campos
O desenvolvimento pessoal e emocional das crianças do período escolar caracteriza-se pela viragem para o exterior. As arenas de desenvolvimento deixam de ser só o lar e passam a ser a sala de aula, a vizinhança e o grupo. Estes contextos tornam-se nos principais agentes de socialização.
Porque 'a criança não é um adulto em miniatura', é fundamental conhecer as diferentes etapas que caracterizam o seu desenvolvimento, de forma a satisfazer o melhor possível as suas necessidades.
Ao longo deste artigo centrar-me-ei no período compreendido entre os 6 e os 11 anos aproximadamente, habitualmente designado como período escolar pelo facto de a escola constituir uma experiência central nesta fase de vida.
Ao longo deste período, a criança sofre importantes transformações em termos físicos, cognitivos e psicossociais. Apesar de a família continuar a ter um grande impacto na sua personalidade, o grupo de pares torna-se mais influente que anteriormente.
Em termos físicos, apesar de o crescimento ter abrandado, verifica-se um desenvolvimento significativo da força, da energia, da resistência e da eficiência motora, necessárias para participar em jogos organizados e em desportos. A maioria das crianças, apesar das doenças respiratórias ainda serem comuns, apresenta uma saúde, em geral, melhor que em qualquer outra fase da vida.
Em termos cognitivos, a criança entra no estádio que Piaget designou das operações concretas. Torna-se menos egocêntrica e é capaz de pensar com lógica, tendo em consideração múltiplos aspetos de uma situação e não apenas um único. O facto de compreender melhor o ponto de vista dos outros ajuda-a a comunicar de forma mais eficaz. Note-se, no entanto, que a criança está ainda limitada ao pensamento sobre situações reais muito concretas, uma vez que o raciocínio abstrato só se desenvolverá na adolescência. Nesta fase, a abordagem 'mãos à obra' é altamente recomendada, uma vez que a atividade é fundamental para que exista aprendizagem.
O desenvolvimento pessoal e emocional das crianças no período escolar caracteriza-se pela viragem para o exterior. As arenas de desenvolvimento deixam de ser só o lar e passam a ser a sala de aula, a vizinhança e o grupo. Estes contextos tornam-se nos principais agentes de socialização.
A memória e a linguagem desenvolvem-se também bastante neste período. A criança consegue concentrar-se mais tempo e excluir informação irrelevante. Como já compreende e interpreta a comunicação oral e escrita, é agora capaz de se fazer compreender melhor.
A adaptação da criança à escola e a sua capacidade para se aplicar depende não só das suas capacidades cognitivas, mas também do seu temperamento, das suas atitudes e das suas emoções. Os pais têm também um papel importante no percurso escolar dos filhos. Sempre que lhes comunicam que a aprendizagem é valiosa, que a mestria traz satisfação e que o esforço é mais importante que a capacidade, estão a contribuir para que eles se tornem mais motivados para a realização. Não é necessário que os pais se comportem como professores dos filhos para que estes tenham uma boa realização escolar. Se mostrarem interesse pelo que se passa na escola, falando do que lá se passa, se estabelecerem horas para as refeições, horas de deitar e de estudar, se providenciarem um espaço onde a criança possa estudar e guardar os seus materiais, já estarão a ter um papel muito importante para potenciar o sucesso escolar.
Por tudo o que aqui foi referido, é possível concluir que esta fase é marcada por progressos importantes em várias áreas. Por esta razão é importante um trabalho conjunto de pais e professores, no sentido de aproveitar ao máximo todas as potencialidades da criança."
Abraço!
Podem ler e ver:
"Desenvolvimento no período escolar
Adriana Campos
O desenvolvimento pessoal e emocional das crianças do período escolar caracteriza-se pela viragem para o exterior. As arenas de desenvolvimento deixam de ser só o lar e passam a ser a sala de aula, a vizinhança e o grupo. Estes contextos tornam-se nos principais agentes de socialização.
Porque 'a criança não é um adulto em miniatura', é fundamental conhecer as diferentes etapas que caracterizam o seu desenvolvimento, de forma a satisfazer o melhor possível as suas necessidades.
Ao longo deste artigo centrar-me-ei no período compreendido entre os 6 e os 11 anos aproximadamente, habitualmente designado como período escolar pelo facto de a escola constituir uma experiência central nesta fase de vida.
Ao longo deste período, a criança sofre importantes transformações em termos físicos, cognitivos e psicossociais. Apesar de a família continuar a ter um grande impacto na sua personalidade, o grupo de pares torna-se mais influente que anteriormente.
Em termos físicos, apesar de o crescimento ter abrandado, verifica-se um desenvolvimento significativo da força, da energia, da resistência e da eficiência motora, necessárias para participar em jogos organizados e em desportos. A maioria das crianças, apesar das doenças respiratórias ainda serem comuns, apresenta uma saúde, em geral, melhor que em qualquer outra fase da vida.
Em termos cognitivos, a criança entra no estádio que Piaget designou das operações concretas. Torna-se menos egocêntrica e é capaz de pensar com lógica, tendo em consideração múltiplos aspetos de uma situação e não apenas um único. O facto de compreender melhor o ponto de vista dos outros ajuda-a a comunicar de forma mais eficaz. Note-se, no entanto, que a criança está ainda limitada ao pensamento sobre situações reais muito concretas, uma vez que o raciocínio abstrato só se desenvolverá na adolescência. Nesta fase, a abordagem 'mãos à obra' é altamente recomendada, uma vez que a atividade é fundamental para que exista aprendizagem.
O desenvolvimento pessoal e emocional das crianças no período escolar caracteriza-se pela viragem para o exterior. As arenas de desenvolvimento deixam de ser só o lar e passam a ser a sala de aula, a vizinhança e o grupo. Estes contextos tornam-se nos principais agentes de socialização.
A memória e a linguagem desenvolvem-se também bastante neste período. A criança consegue concentrar-se mais tempo e excluir informação irrelevante. Como já compreende e interpreta a comunicação oral e escrita, é agora capaz de se fazer compreender melhor.
A adaptação da criança à escola e a sua capacidade para se aplicar depende não só das suas capacidades cognitivas, mas também do seu temperamento, das suas atitudes e das suas emoções. Os pais têm também um papel importante no percurso escolar dos filhos. Sempre que lhes comunicam que a aprendizagem é valiosa, que a mestria traz satisfação e que o esforço é mais importante que a capacidade, estão a contribuir para que eles se tornem mais motivados para a realização. Não é necessário que os pais se comportem como professores dos filhos para que estes tenham uma boa realização escolar. Se mostrarem interesse pelo que se passa na escola, falando do que lá se passa, se estabelecerem horas para as refeições, horas de deitar e de estudar, se providenciarem um espaço onde a criança possa estudar e guardar os seus materiais, já estarão a ter um papel muito importante para potenciar o sucesso escolar.
Por tudo o que aqui foi referido, é possível concluir que esta fase é marcada por progressos importantes em várias áreas. Por esta razão é importante um trabalho conjunto de pais e professores, no sentido de aproveitar ao máximo todas as potencialidades da criança."
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Abraço!
Entrevista a Mário Nogueira
Nesta os contratados são contemplados, contrastando com o esquecimento a que somos deixados noutros momentos...
Mas novidades não há: situação negra no futuro próximo!
Podem ler a entrevista completa aqui. Deixo alguns destaques:
"As escolas precisam de ter condições para se organizarem e funcionarem adequadamente e de, no quadro da sua autonomia, poderem desenvolver projetos educativos adequados às exigências que se lhes colocam."
"Hoje, cerca de 30% dos docentes são contratados, e os que trabalham nas designadas AEC são todos precários: 100%!"
"O encerramento de escolas deverá obedecer a outros requisitos que não apenas o aritmético e, sobretudo, ter em conta o desenvolvimento de rede que consta das cartas educativas municipais. "
"As políticas do Governo para a Educação põem em causa os combates ao insucesso e abandono escolares, ainda que tal possa não ter reflexo nas estatísticas."
Abraço!
Mas novidades não há: situação negra no futuro próximo!
Podem ler a entrevista completa aqui. Deixo alguns destaques:
"As escolas precisam de ter condições para se organizarem e funcionarem adequadamente e de, no quadro da sua autonomia, poderem desenvolver projetos educativos adequados às exigências que se lhes colocam."
"Hoje, cerca de 30% dos docentes são contratados, e os que trabalham nas designadas AEC são todos precários: 100%!"
"O encerramento de escolas deverá obedecer a outros requisitos que não apenas o aritmético e, sobretudo, ter em conta o desenvolvimento de rede que consta das cartas educativas municipais. "
"As políticas do Governo para a Educação põem em causa os combates ao insucesso e abandono escolares, ainda que tal possa não ter reflexo nas estatísticas."
Abraço!
quarta-feira, 23 de março de 2011
A coragem para dizer: basta!
Para não nos conformarmos com a situação actual...
"A coragem para dizer: basta!
José Matias Alves - Correio da Educação
Vivemos um tempo difícil e complexo. Ser professor é cada vez mais exigente num contexto em que muitos alunos não veem o sentido da escola, nem sequer as promessas que a tornariam suportável. Em que algumas (muitas?) famílias têm dificuldade em valorizar a escola por palavras e atos, arruinando assim muito do esforço desenvolvido pelos professores. E no campo especificamente laboral, muito tempo perdemos com enredos normativos e burocráticos que nos desviam do essencial que tem de ser procurar fazer com que os alunos aprendam o máximo que lhes for possível.
Neste contexto, temos de ter a coragem de dizer "basta". Dizer basta à irresponsabilidade legislativa que abafa a criatividade das escolas e dos professores. Dizer basta a um sistema de avaliação docente que continua a fazer de conta que está promover a qualidade do ensino, das aprendizagens, a excelência educativa. Dizer basta a tiques autoritários (venham eles de onde vierem) que nos limitam na capacidade de pensar, agir, cooperar e divergir. E que muitas vezes até nos ameaçam na nossa identidade cívica e profissional. Dizer basta à repetida irresponsabilidade de pais que se demitem da sua mais básica função educativa. Dizer basta ao excessivo simulacro, à excessiva hipocrisia organizada que arruína a coerência e a legitimidade da ação.
Dizer basta é um sinal não apenas da nossa cidadania organizacional. É um sinal de um imperativo educativo que tem de se basear na ética, na verdade, na honestidade, na justiça e na justeza. Porque ser professor também é isto: rejeitar uma ordem vassálica e praticar a liberdade livre que nos realiza como seres humanos."
Abraço!
"A coragem para dizer: basta!
José Matias Alves - Correio da Educação
Vivemos um tempo difícil e complexo. Ser professor é cada vez mais exigente num contexto em que muitos alunos não veem o sentido da escola, nem sequer as promessas que a tornariam suportável. Em que algumas (muitas?) famílias têm dificuldade em valorizar a escola por palavras e atos, arruinando assim muito do esforço desenvolvido pelos professores. E no campo especificamente laboral, muito tempo perdemos com enredos normativos e burocráticos que nos desviam do essencial que tem de ser procurar fazer com que os alunos aprendam o máximo que lhes for possível.
Neste contexto, temos de ter a coragem de dizer "basta". Dizer basta à irresponsabilidade legislativa que abafa a criatividade das escolas e dos professores. Dizer basta a um sistema de avaliação docente que continua a fazer de conta que está promover a qualidade do ensino, das aprendizagens, a excelência educativa. Dizer basta a tiques autoritários (venham eles de onde vierem) que nos limitam na capacidade de pensar, agir, cooperar e divergir. E que muitas vezes até nos ameaçam na nossa identidade cívica e profissional. Dizer basta à repetida irresponsabilidade de pais que se demitem da sua mais básica função educativa. Dizer basta ao excessivo simulacro, à excessiva hipocrisia organizada que arruína a coerência e a legitimidade da ação.
Dizer basta é um sinal não apenas da nossa cidadania organizacional. É um sinal de um imperativo educativo que tem de se basear na ética, na verdade, na honestidade, na justiça e na justeza. Porque ser professor também é isto: rejeitar uma ordem vassálica e praticar a liberdade livre que nos realiza como seres humanos."
* José Matias Alves é professor do Ensino Secundário, mestre em Administração Escolar pela Universidade do Minho, doutor em Educação pela Universidade Católica Portuguesa e professor convidado desta instituição.
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Abraço!
Ministra admite que agregação de escolas vai permitir "menos um ou outro professor"
"Ministra admite que agregação de escolas vai permitir "menos um ou outro professor"
É engraçada a Isabelinha: "um ou outro daqueles gajos que não fazem nada e nos custam dinheiro, esta treta do ensino leva-nos à falência, temos que nos livrar dos professores, onde já se viu gastar tanto em salários? Os Auxiliares podem começar a dar aulas também, aqueles que temos a 3 euros à hora devem servir..."
E chamo atenção à parte final da notícia: será que os responsáveis por esta estatística foram os mesmos que "estatisticaram" os dados referentes aos alunos por turma nas escolas privadas? Cuidado...
"A ministra da Educação admitiu hoje que a agregação de escolas vai permitir que haja "menos um ou outro" professor nos novos agrupamentos a partir de setembro, mas garantiu que vão ser preenchidos todos os horários requisitados.
Durante uma audição na Comissão parlamentar de Educação e Ciência, a deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago questionou Isabel Alçada sobre o número de professores que vão ser despedidos ou que não vão ter os seus contratos renovados devido ao encerramento de escolas do 1.º ciclo e à criação de novos agrupamentos.
"A constituição de agrupamentos permite uma gestão mais eficaz de recursos porque há docentes que podem prestar serviço em escolas contíguas e isso permite que possa haver menos um ou outro docente em cada agrupamento. É verdade. É verdade. Mas não será isso uma boa gestão de recursos?", respondeu a ministra da Educação.
No entanto, assegurou Alçada, todos os horários requisitados pelas direções das escolas para o próximo ano letivo serão postos a concurso, sendo assim colocados "todos os docentes necessários".
Durante a audição, a deputada bloquista afirmou que têm sido contactados diretores tendo em vista a formação de agrupamentos com cerca de quatro mil alunos, o que a ministra da Educação negou.
"Nenhum [agrupamento] ultrapassa os três mil alunos, ou seja, o número [máximo] que já existia", afirmou Alçada.
O deputado do PCP Miguel Tiago questionou ainda se o Governo confirma a criação de "280 mega-agrupamentos", o que mais uma vez foi negado pela tutela.
"Todos os números apontados são falsos", esclareceu a ministra da Educação, referindo que estão ainda a decorrer reuniões com escolas a autarquias e que só depois será possível apurar o número final de agrupamentos a criar.
Sobre esta matéria, Isabel Alçada argumentou que dados do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação indicam que, "regra geral, as escolas com maior dimensão têm melhores resultados escolares que as escolas com menor dimensão."
Jornal i
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Abraço!
Três estudantes feridas por grelha caída do tecto do refeitório
Acidentes acontecem, tudo bem. Mas:
"O acidente aconteceu num edifício inaugurado há menos de seis meses e que custou quase 13 milhões de euros. Conselho Directivo e Associação de Pais do estabelecimento de ensino de Paredes vão abrir um inquérito para apurar responsabilidades e prevenir casos semelhantes. Macedo Lemos, representante dos encarregados de educação, diz mesmo que vai exigir à Parque Escolar, empresa estatal responsável pela obra, uma vistoria a tudo o que foi construído em Paredes."
Algo correu mal em mais uma intervenção espectacular da Parque Escolar:
"Três estudantes da Escola Secundária de Paredes foram transportadas para o hospital de Penafiel com ferimentos provocados por uma grelha que caiu do tecto do refeitório.
"O acidente aconteceu num edifício inaugurado há menos de seis meses e que custou quase 13 milhões de euros. Conselho Directivo e Associação de Pais do estabelecimento de ensino de Paredes vão abrir um inquérito para apurar responsabilidades e prevenir casos semelhantes. Macedo Lemos, representante dos encarregados de educação, diz mesmo que vai exigir à Parque Escolar, empresa estatal responsável pela obra, uma vistoria a tudo o que foi construído em Paredes."
Jornal Verdadeiro Olhar
Algo correu mal em mais uma intervenção espectacular da Parque Escolar:
"Três estudantes da Escola Secundária de Paredes foram transportadas para o hospital de Penafiel com ferimentos provocados por uma grelha que caiu do tecto do refeitório.
As três adolescentes, de 14, 15 e 17 anos de idade, sofreram vários ferimentos, e estão a ser assistidas no hospital de Penafiel.
A estudante de 14 anos é a que apresenta mais queixas, com ferimentos nas costas e na cabeça, estando a ser submetida a exames médicos, disse à Lusa fonte do hospital.
As restantes sofreram ferimentos na face e na cabeça. A mais velha já teve alta e a jovem de 15 anos também está bem.
Fonte da direção da escola disse à Lusa que já mandou retirar as grelhas do teto do refeitório e as atividades na escola foram restabelecidas com normalidade."
JN
Entretanto já foram todas para casa, tiveram alta.
Abraço!
Ainda a guerra das privadas
Parece que são dados muito discutíveis, como já se tinha referido há uns tempos atrás.
O que é certo é que conseguiram enganar (?) as escolas e fizeram-nas assinar o novo acordo...
É uma táctica antiga do ministério, mas tem resultado... Seja pública ou privada, as coisas são sempre feitas em cima do joelho e maquinadas de forma a encostar os envolvidos à parede.
Perdemos todos...
"ME acusado de usar dados errados na redução de turmas
Erros e desrespeito pela lei em vigor. Estas são duas das principais críticas patentes num estudo elaborado por cinco professores da Universidade de Coimbra ao relatório sobre a rede do ensino particular com contratos de associação também elaborado por uma equipa da mesma universidade. Este estudo, que foi encomendado pelo Ministério da Educação, serviu de base à decisão de reduzir em 12 por cento o número de turmas financiadas pelo Estado ao abrigo daqueles contratos.
"Os dados que serviram de base para o trabalho estão, na maioria dos casos, errados, a previsão dos alunos futuros é incorrecta e as conclusões retiradas da análise estatística são, no mínimo, levianas", afirma-se no estudo ontem apresentado e que foi elaborado a pedido do SOS Educação, um movimento que congrega encarregados de educação com filhos a estudar em colégios com contratos de associação. Os autores, para já, não querem identificar-se.
Centrando os exemplos no concelho de Coimbra, por ser este "o mais atingido" - até 2013/14, o ME prevê cessar os contratos com cinco das nove escolas que têm estes acordos -, o estudo do SOS Educação sustenta que, no relatório encomendado pelo ME, "89 por cento das escolas foram apresentadas com dados imprecisos". A base estatística foi cedida pelas direcções regionais de Educação e pelos gabinetes do ministério. Mas esta "tem falhas", concluem os autores do novo estudo depois de terem comparado aquela informação com "os dados reais cedidos pelas escolas do município de Coimbra". Uma constatação a que dizem ter chegado: "A contagem dos alunos é, na maioria dos casos, inferior à real". Um "erro" que, em alguns casos, equivale a cinco turmas, acrescenta-se.
Nos colégios com contratos de associação, o ensino é gratuito. Estes contratos foram assinados para assegurar as necessidades educativas em regiões onde a oferta pública era inexistente ou escassa. O estudo do SOS Educação frisa que prestam um "serviço público de educação" e critica o relatório da UC por ignorar este conceito: "Cai no erro para o qual muitos especialistas têm chamado a atenção: o de se confundir "escola pública" com "serviço público de educação"".
Por outro lado, nas projecções que faz, o relatório encomendado pelo ME "confunde população em idade escolar com procura educativa", ou seja, ignora a percentagem provável dos alunos que ficarão retidos, que abandonarão a escola e a procura por parte de residentes em municípios vizinhos. Neste contexto, segundo os autores do novo estudo, ao invés das previstas reduções de 8,1 por cento de alunos para o 2.º e 3.º ciclos e de 4,2 por cento para o secundário, ter-se-ia uma redução de 4,9 e 2,9 por cento, respectivamente.
Para os autores do novo estudo, o relatório encomendado pelo ME também "subverte as próprias disposições legais estabelecidas pelo Estado". Isto acontece, justifica-se, porque, no que respeita à constituição de turmas, "centra-se única e exclusivamente no critério de residência", quando este, por lei, não é "preponderante na hierarquização das prioridades" para o preenchimento das vagas em cada escola. Na verdade, está em quarto lugar.
Os autores consideram que a legislação é também "deliberadamente ignorada" quando se separa a rede escolar em duas, uma pública e outra particular. A Lei de Bases do Sistema Educativo estabelece que existe apenas uma rede e que as escolas privadas são consideradas parte integrante dela, lembra-se.
Nem o ME, nem a Associação dos Estabelecimentos do Ensino particular e Cooperativo comentaram as conclusões."
Centrando os exemplos no concelho de Coimbra, por ser este "o mais atingido" - até 2013/14, o ME prevê cessar os contratos com cinco das nove escolas que têm estes acordos -, o estudo do SOS Educação sustenta que, no relatório encomendado pelo ME, "89 por cento das escolas foram apresentadas com dados imprecisos". A base estatística foi cedida pelas direcções regionais de Educação e pelos gabinetes do ministério. Mas esta "tem falhas", concluem os autores do novo estudo depois de terem comparado aquela informação com "os dados reais cedidos pelas escolas do município de Coimbra". Uma constatação a que dizem ter chegado: "A contagem dos alunos é, na maioria dos casos, inferior à real". Um "erro" que, em alguns casos, equivale a cinco turmas, acrescenta-se.
Nos colégios com contratos de associação, o ensino é gratuito. Estes contratos foram assinados para assegurar as necessidades educativas em regiões onde a oferta pública era inexistente ou escassa. O estudo do SOS Educação frisa que prestam um "serviço público de educação" e critica o relatório da UC por ignorar este conceito: "Cai no erro para o qual muitos especialistas têm chamado a atenção: o de se confundir "escola pública" com "serviço público de educação"".
Por outro lado, nas projecções que faz, o relatório encomendado pelo ME "confunde população em idade escolar com procura educativa", ou seja, ignora a percentagem provável dos alunos que ficarão retidos, que abandonarão a escola e a procura por parte de residentes em municípios vizinhos. Neste contexto, segundo os autores do novo estudo, ao invés das previstas reduções de 8,1 por cento de alunos para o 2.º e 3.º ciclos e de 4,2 por cento para o secundário, ter-se-ia uma redução de 4,9 e 2,9 por cento, respectivamente.
Para os autores do novo estudo, o relatório encomendado pelo ME também "subverte as próprias disposições legais estabelecidas pelo Estado". Isto acontece, justifica-se, porque, no que respeita à constituição de turmas, "centra-se única e exclusivamente no critério de residência", quando este, por lei, não é "preponderante na hierarquização das prioridades" para o preenchimento das vagas em cada escola. Na verdade, está em quarto lugar.
Os autores consideram que a legislação é também "deliberadamente ignorada" quando se separa a rede escolar em duas, uma pública e outra particular. A Lei de Bases do Sistema Educativo estabelece que existe apenas uma rede e que as escolas privadas são consideradas parte integrante dela, lembra-se.
Nem o ME, nem a Associação dos Estabelecimentos do Ensino particular e Cooperativo comentaram as conclusões."
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Abraço!
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