sexta-feira, 11 de março de 2011

Proposta retirar do Estado gestão educação preocupa CONFAP

Pelo que pude perceber, o PSD acredita nos "cheque-ensino": os pais escolhem a escola para os filhos. Em vez de finaciarem as ecolas, dão financiamento aos pais.

É um desafio que a escola pública não está preparada para aceitar, pois o seu funcionamento actual não se pode igualar ao das privadas. O poder de decisão é limitado, não têm autonomia, não podem contratar quem querem...

Se forem geradas condições de transição, pode ser uma boa medida para melhorar o ensino. Se for mais uma decisão em cima do joelho (como já estamos habituados a ver e sentir na pele) pode ser um verdadeiro caos.

É uma notícia do Diário Digital:

"As associações de pais consideraram hoje que retirar ao Estado a gestão da Educação é uma medida preocupante, redutora e má, que acaba com a função social do Estado e põe em causa a equidade do ensino.

Comentando a proposta de um grupo de empresários para o programa económico do PSD, Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), classificou-a de «redutora e má».

Trata-se de uma proposta «muito do lado das empresas e pouco de quem devia ter um olhar mais profundo sobre a educação», considera o responsável, que afirma ter «confiança na liderança atual do PSD» e acreditar que aquelas «não serão medidas a incluir num programa de governo»."

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Abraço!

ADD - Um guia para a acção

Ela anda aí e já reafirmaram que é para ficar até ao fim: falo da ADD.

A Lisboa Editora (que não me paga a publicidade, mas devia pois uns trocos dão sempre jeito a um pobre contratado) lançou este guia que dizem ser um "Verdadeiro instrumento de apoio prático", escrito por formadores que participaram na implementação do processo de avaliação do desempenho docente nas escolas.

"Inclui:


Contextos eminentemente práticos de operacionalização, com exemplos de documentos de registo e de instrumentos de recolha de informação;

Sugestões e pistas, para auxílio tanto do avaliado como do avaliador;

Quadros com a leitura dinâmica da legislação;

Propostas de organização do relatório."

Entretanto muda ou desaparece, mas se estiverem interessados vejam aqui.





Abraço!

Nobel Economia defende apoios à educação em tempos desemprego

Tem a sua lógica, mas será que ele conhece a realidade portuguesa?

Manter os jovens na escola por aqui passa por facilitar-lhes a vida, não os chatear muito e implorar que não se vão embora - fica muito mal nas estatísticas!

Investir em quê? Só se for nuns bilhares e em bares mais "cool", com umas bejecas à borla...
Notícia do Diário Digital:

"O Prémio Nobel da Economia em 2010, Christopher Pissarides, defendeu hoje em Bruxelas que os governos deveriam canalizar para a educação as verbas gastas em apoios sociais aos desempregados, para manter os jovens no sistema educativo.

«Os jovens deveriam ser encorajados a manter-se no sistema educativo quando o desemprego é alto, e o dinheiro que seria gasto em subsídios deveria, em vez disso, ser atribuído à educação», disse Pissarides, citado numa nota de imprensa da Comissão Europeia.

Christopher Pissarides, que participou hoje em Bruxelas num debate sobre «O Futuro do Mercado Laboral Europeu», disse ainda que a resposta da União Europeia à crise económica e financeira internacional permitiu mitigar o seu impacto e manifestou o apoio ao programa de reformas económicas e financeiras da Comissão Europeia."

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Abraço!

Directores apoiam docente castigado

Nova vaga de despedimentos?

Estes directores querem ir embora... Esta mania de não serem fiéis ao ministério da Educação...


"Dezenas de directores de escolas do distrito de Coimbra assinaram ontem um documento que será entregue a Helena Libório, directora regional de Educação do Centro, manifestando uma posição de solidariedade para com o colega Ernesto Paiva, coordenador da Equipa de Apoio às Escolas de Coimbra, demitido de funções por ter subscrito um texto contra o modelo de avaliação de professores. Na tarde de ontem, o texto já tinha 24 assinaturas.

"Achamos que ele fez um excelente trabalho, e por isso tem tido o apoio de muita gente. É uma pessoa que vai fazer muita falta, para mais numa altura em que se fala em novos mega-agrupamentos. Manteve sempre uma óptima relação com autarcas e directores", referiu Rosário Gama, directora da Escola Secundária Infanta D. Maria, onde o docente lecciona e onde se reuniram ontem, ao fim da manhã, vários directores de escolas da região.

Ernesto Paiva regressou a tempo inteiro às aulas e irá acrescentar às funções pedagógicas tarefas administrativas. "Vai trabalhar na biblioteca e apoiar a direcção da escola, dentro da parte administrativa. Na pedagógica, terá os 90 minutos de aulas e prestará apoio aos alunos", indicou a directora.

O ex-coordenador, até então avaliado pelo SIADAP (Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho na Administração Pública), passou a partir de agora a ser avaliado na escola. "Com 90 minutos de aulas por semana, como é que pode ser avaliado na escola?", questiona Rosário Gama.

Ernesto Paiva referiu que não esteve presente na reunião e que este é "um caso encerrado". "A tomada de posição é um acto das direcções das escolas que, naturalmente, registo. Não conheço o conteúdo do documento, mas tratando-se de uma posição de solidariedade vai ao encontro das centenas de mensagens SMS, telefonemas e manifestações de apoio que tenho recebido de várias partes", indicou."
Correio da Manhã

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Abraço!

"A Vida é Tua! Descobre o Teu Caminho"

E não falta quem não saiba para (por) onde ir.

Nesta era da informação, em que tudo está acessível, os jovens parecem mais desorientados (é só impressão minha?). Será por haver oferta em demasia?

A dificuldade pode ser filtrar o que realmente interessa...

Podem ler no Portal das Escolas:

"Sob o lema "A Vida é Tua! Descobre o Teu Caminho", realiza-se na Feira Internacional de Lisboa - FIL, Parque das Nações, de 16 a 19 de Março, a 4.ª edição da Futurália, Salão de Oferta Educativa, Formação e Empregabilidade.


A Futurália vai estar patente ao público nos Pavilhões 1 e 2 da FIL, podendo ser visitada das 10h às 19h, nos dias 16, 17 e 18 de Março e das 11h às 20h, no dia 19 de Março (sábado).

Entre as actividades programadas para o Auditório Futurália, salientam-se dois eventos: a III Conferência e-Learning “Empreender com tecnologias de aprendizagem", promovida pela TecMinho@Universidade do Minho, a efectuar no dia 18 de Março; e o Colóquio “Potencialidades Pedagógicas das TIC” (do Pré-Escolar ao Secundário), a realizar no dia 19, das 9h30 às 13h.

A Conferência conta com um painel de especialistas, nacionais e internacionais, em formação a distância e tecnologias educativas e engloba dois painéis, um dedicado à inovação pedagógica (manhã) e outro dedicado ao “e-learning e ao empreendedorismo” (tarde). A Futurália garante a transmissão ao vivo (via internet), facultando, assim, o acesso a uma audiência mais alargada, com particular incidência nas Comunidades de Língua Portuguesa.

O Colóquio pretende “fortalecer e priorizar a profissão docente através da actualização de conhecimentos em TIC”, estimulando a sua integração e aplicação na prática educativa, com sugestões, nomeadamente, de ferramentas, recursos e metodologias.

São múltiplos e diversificados os sectores em exposição. Os visitantes vão deparar-se com representantes de inúmeras instituições e temáticas, designadamente Escolas Profissionais, Escolas Tecnológicas, Centros e Empresas de Formação, Associações de Estudantes, Actividades de Tempos Livres, Turismo Juvenil, Campos de Férias, Municípios, Ministérios, Fundações, Entidades Financiadoras, ONG.

As visitas de estudo requerem um número mínimo de 10 alunos.

Para mais informações, consultar o sítio da Futurália - A Vida é Tua! Descobre o Teu Caminho."



Abraço!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Conhecer os nossos alunos (e/ou filhos, familiares...)

Trago-vos mais um conteúdo retirado do Psiadolescentes Weblog. Desta vez sobre o álcool e os jovens.

Lidamos melhor com eles quando os conhecemos...



"Algumas factos sobre álcool na adolescência

Embora o consumo do álcool seja frequente nos jovens, o seu consumo dependente é raro. Quando ele aparece, representa um forte sinal de mal-estar psicológico que carece de um acompanhamento técnico-profissional ajustado.


O comportamento de consumo de bebidas alcoólicas pelos adolescentes é veiculado por um encontro entre a substância álcool, o meio e um elemento pivot – o cérebro em desenvolvimento.

Nas primeiras experiências com bebidas alcoólicas, os estudos apontam para a maior preponderância dos factores sociais e psicológicos, enquanto que para o desenvolvimento de um problema de dependência do álcool, os factores biológicos parecem ter maior relevo.

Para alguns adolescentes, o consumo pode representar a inclusão num grupo de pares, integrado num processo de mimetização de comportamento enquanto agente facilitador dessa integração; noutros casos pode simbolizar um ritual de transição para a adulticia, ou significar um comportamento de rebeldia face a uma realidade discordante, ou conflito de autonomia.

A iniciação do consumo do álcool também e influenciado por condicionante sociais que incluem os efeitos da propaganda de bebidas alcoólicas sobre os jovens, com práticas de marketing bastante agressivas, as quais os jovens tendem a responder de uma forma emocional, podendo modificar o seu sistema de crenças e expectativas em relação ao beber.

Actualmente, a precocidade da idade de início do consumo de bebidas alcoólicas é uma realidade preocupante, evoluindo dos 18 anos no início da década de 70, para uma média actual que ronda os 13/14 anos.

A investigação mostra que o início do consumo de bebidas alcoólicas antes dos 14 anos de idade representa um factor de risco para o desenvolvimento de dependência do álcool na vida adulta.

É importante realçar que o consumo de bebidas alcoólicas na adolescência torna-se muito alarmante quando este aparece associado a alterações comportamentais e psicológicas (perturbações de conduta, impulsividade, défice atenção).

Os estudos revelam que a passagem para um consumo excessivo e potencialmente problemático na adolescência pode ser facilitada por vários factores de risco:

•Existem factores genéticos que parecem influenciar a resposta do adolescente ao efeito do álcool. Por exemplo, adolescentes com uma baixa resposta ao efeito tóxico do álcool, ou seja, que não apresentam muitas consequências da intoxicação – elevada tolerância (por exemplo, ressaca, incoordenação motora), têm maior risco de desenvolver problemas com ao álcool.

•Da mesma forma, aqueles adolescentes com uma elevada sensibilidade aos efeitos euforizantes do álcool (por exemplo, desinibição social, sexual) podem igualmente circunscrever um grupo de risco para o desenvolvimento de dependência.

•Claro que se adicionarmos estes mecanismos neurobiológicos a um contexto social e cultural vigente, que não só é permissivo ao consumo do álcool, mas igualmente à embriaguez, podemos esperar um potencial de abuso do álcool bastante inflacionado.

•O modelo de suporte social e familiar pode ter também implicações no consumo de álcool do adolescente. O consumo excessivo de álcool poderá tornar-se mais frequente em adolescentes que são “educados” em famílias disfuncionais, com modelos parentais que manifestam uma atitude favorável em relação ao consumo excessivo de álcool dos filhos, ou indiferença face a esse consumo, ou quando existe uma total ausência de comunicação e supervisão."

 
 
Abraço!

12.º ano. As melhores notas dependem mais dos pais

Então nós não temos influência?

Claro que temos, a maior de todas(?). Mas sabemos bem que um aluno acompanhado em casa é outra coisa...

Mas ter o canudo não faz de nós os melhores pais (por vezes é bem o contrário que acontece): é preciso vontade (e tempo, podem dizer vocês. Mas eu digo: tempo é o que fazemos com ele!).

Contém ainda outras informações que podem achar interessantes:

"Inquérito a 58% dos estudantes mostra que quanto mais habilitações têm as famílias melhor é o desempenho


Três em cada dez alunos chumbaram pelo menos uma vez antes de chegar ao 12.o ano. São sobretudo os rapazes que acumulam repetências ao longo do percurso escolar. Ser um bom aluno, aliás, depende mais do nível de escolaridade dos pais que da dedicação dos filhos aos estudos. Esta verdade aplica-se pelo menos à maioria dos adolescentes que estavam a frequentar o último ano do secundário em 2009/10.


"Estudantes à Saída do Secundário" é o resultado do inquérito a 57,9% dos alunos matriculados (45 472) em 691 escolas com ensino secundário. O estudo do Observatório dos Trajectos dos Estudantes do Ensino Secundário (OTES) e do Gabinete de Estatísticas e Planeamento da Educação (GEPE), do Ministério da Educação, conclui que quanto mais elevadas são as habilitações dos pais melhor é o desempenho dos filhos.

Pouco mais de um terço dos alunos cujos pais só frequentaram entre o 1.o e o 3.o ciclo tem médias acima dos 15 valores enquanto mais de metade dos estudantes oriundos de famílias com ensino superior ou secundário obtiveram igual classificação. Entre os que atingiram notas de mérito, a relação entre escolaridade da família e desempenho dos alunos é também quase linear. Mais de 18 valores é um patamar que só 2,2% dos estudantes de famílias com o 1.o ciclo atingem, enquanto, entre os adolescentes com pais licenciados, a percentagem das mais altas classificações ultrapassa os 12%.


Chumbos

O insucesso escolar, por outro lado, atinge principalmente os rapazes. Quase um terço dos estudantes chumbou antes de chegar ao último ano do secundário, mas enquanto a taxa de repetência entre elas é de 30% entre eles chega aos 37%. A maioria das reprovações acontece porém no ensino básico, já que quase dois terços dos estudantes inquiridos chegaram ao 12.o ano sem nenhuma repetência (65,3%) e um quinto chegou com uma reprovação (21%).

Os chumbos no 12.o ano não estão contabilizados neste estudo, uma vez que o inquérito foi aplicado entre Março e Junho de 2010, antes de o ano lectivo terminar. No entanto, segundo os dados que o Ministério da Educação forneceu às escolas em Fevereiro, a taxa de repetência no secundário atingiu em 2009/10 os 18% e, só no 12.o ano, os chumbos atingem 33% dos alunos.


Sucesso escolar

A maior taxa de sucesso escolar está entre os alunos dos cursos científico-humanísticos, em que a grande maioria (81,9%) está a concluir o 12.o ano na idade esperada: 17 anos. Logo a seguir surgem os alunos do ensino artístico especializado (63,6%) e dos cursos tecnológicos (50,1%) que chegaram ao último ano do secundário sem repetências ou interrupções no seu percurso escolar.

O mesmo não acontece nos cursos profissionalmente qualificantes, em que os adolescentes de 17 anos representam apenas 36,3% dos alunos. Significa isto que seis em cada dez alunos já chumbaram pelo menos uma vez - 28,1% dos alunos têm 18 anos, 19,5% têm 19 anos e 16,1% têm 20 ou mais.

Se há quem pense que o desempenho escolar dos adolescentes a estudar no ensino privado é melhor que o dos do público, o estudo do OTES e do GEPE vem mostrar que a distância é curta. Entre Março e Junho do ano passado, cerca de metade dos alunos tinha médias globais a variar entre os dez e os 14 valores - 56,6% no privado e 51,9% do público.

Mais fácil e mais difícil Língua Estrangeira parece ser a disciplina menos difícil para estes alunos, quando se comparam com os resultados a Português e a Matemática. Quase 30% dos alunos tinham nesta disciplina médias entre os 15 e os 17 valores e 16% entre 18 e 20 valores.

No caso da Matemática, as melhores notas representam 10% dos alunos e as médias acima dos 15 valores são mérito de 20,9% dos alunos. Um quarto dos adolescentes (25,7%) atingiu classificações até 17 valores a Língua Portuguesa e só 5% dos alunos ultrapassaram os 18 valores.

Entre os dez e os 14 valores fica o desempenho mais comum tanto a Português (63,1%) como a Língua Estrangeira (49%) ou a Matemática (53,2%), mas, quando se comparam as notas negativas entre estas três disciplinas, conclui-se que as classificações insuficientes a Matemática quase triplicam - 15,8% contra 6,2% a Português e 5,5% a Língua Estrangeira. Quase quatro em cada dez alunos inquiridos reconhecem ter dificuldades nas disciplinas que envolvem conhecimentos matemáticos. Essa dificuldade baixa para 34% no caso da Língua Portuguesa e para 15,2% a Física ou a Química. "
Jornal i

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E podem ler mais este artigo relacionado: E depois do secundário? Bons alunos vão atrás da vocação, medianos fogem do desemprego - do mesmo jornal.




Abraço!

As redes sociais e a Educação

Não pretendo com este artigo fazer oposição ao que publiquei recentemente - Ainda faz sentido o lápis e o papel? Até quando? - pelo contrário, é um complemento.

O professor é e vai continuar a ser o elemento mais importante da Escola/Educação. Mas um professor que não acompanha as novas tendências/metodologias corre o risco de ficar para trás. O equilíbrio pode existir!



E se serve para melhorar, é bom! Pedagógico é o que funciona...


O artigo é de Eduardo Miguel Soares, no Correio do Minho:



"As redes sociais já foram consideradas o futuro da internet. O futuro, portanto, chegou. E com ele uma dúvida: agora que as redes já são uma realidade, o que esperar delas? Com a web cada vez mais interactiva e social, penso que passaremos por um período em que surgirão diariamente novas alternativas de suporte para as redes sociais.


Neste sentido, a portabilidade pode ser um primeiro e importante passo em direcção ao futuro. Assim , educação não pode, portanto, evitar o computador e filtrar sites como o Facebook e YouTube. Educar é preparar para usar bem, com critério, ética e responsabilidade. Ferramentas como YouTube alteraram a concepção de audiência, já que os comentários podem tanto ser voltados aos contactos do autor quanto a todos os interessados em determinado tema. Este é um caminho fantástico para a troca de informações em larga escala. É aqui que o Ensino encontra a tecnologia.

Tudo indica que, no futuro, redes sociais e educação encontrar-se-ão frequentemente Novos recursos serão colocados nas actuais redes sociais porque, mesmo que esses sites não tenham sido criados para fins educacionais, os professores reconheceram o potencial dos mesmos para o ensino.

A expectativa é que, além de contribuir com a educação, as redes sociais possam estimular também mudanças positivas nos métodos e nas formas de ensino, aprendizado e estudo. Se o que era futuro já virou presente, o que está a ser construído agora é uma rede de futuras possibilidades. Temos uma auto-estrada híbrida a nossa frente.Redes Sociais e Ensino lado a lado.Já existem bastantes experiências em diversas escolas no âmbito das redes sociais, digamos que com o potencial tecnológico

Que as nossas escolas e o governo têm vindo a providenciar, temos recursos mais que capazes para podermos integrar estes meios de comunicação no ensino, visto que o caminho para a dinamização do mesmo não passa só pela requisição de recursos, passa também pelo aproveitamento que damos aos recursos que já temos.A grande vantagem das redes sociais é a troca de informação interactiva, fácil e rápida, características que são drasticamente importantes na Educação.

Defendo as redes sociais no ensino, pela optimização do mesmo. Já agora, apelo aos 'developers' do software e da web - Porque não uma 'rede social' direccionada para o ensino?

Cada vez mais o formato de papel tem vindo a tornar-se obsoleto e com uma rede social dedicada ao ensino o utilizador poderia fazer uma partilha de ficheiros e de informação exclusiva, respectiva ao mesmo, para tornar a pesquisa e a portabilidade de informação mais fácil para utentes e docentes. Este conceito pode ser um pouco utópico, se estivermos a falar de uma plataforma universal, mas creio que é facilmente exequível."

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Abraço!

Isabel Alçada vai à AR explicar avaliação de professores

Explicar o quê?

Que serve para nada? Que a intenção é boa? Que não tem dinheiro para permitir melhores avaliações?

A notícia da TVI24:

"A Comissão de Educação e Ciência aprovou, esta quarta-feira, a audição da ministra Isabel Alçada, para data a definir, e a realização de uma audição pública no Parlamento sobre a avaliação dos professores, disse à Lusa fonte da Comissão.


Na ordem de trabalhos da reunião de hoje, entre outras iniciativas, constava um requerimento do PCP para que seja ouvida a ministra da Educação sobre o encerramento de escolas do 1.º Ciclo e a constituição de mega-agrupamentos e uma proposta do PSD para a realização de uma audição pública sobre o processo de avaliação de professores.

Contactado pela agência Lusa, o deputado social-democrata Pedro Duarte revelou que ambas as propostas foram aprovadas, tendo o PSD aproveitado para acrescentar dois temas à proposta do PCP e pedido que a ministra Isabel Alçada fosse igualmente ouvida sobre o caso do professor que a DREC (Direcção Regional de Educação do Centro) afastou das funções de coordenação da Equipa de Apoio às Escolas de Coimbra e sobre o financiamento das escolas e dos cursos profissionais.

Foi também aprovada, adiantou o deputado, a realização de uma «grande audição pública» sobre a avaliação de professores."

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Abraço!

Crianças. Serviços de saúde detectam 3551 casos de maus tratos em 2010

É um retrato onde se encaixam muitos dos nossos alunos.

Quantas vezes desconfiamos? Quantas vezes denunciamos e ficamos frustrados pelos esforços que não foram desenvolvidos?

Podemos ajudar numa primeira intervenção/denúncia, mas o resto não é parte das nossas funções. Há outros organismos com essa competência...

A notícia é do Jornal i:

"O primeiro ano de funcionamento efectivo da rede nacional de núcleos de apoio a crianças e jovens em risco, em centros de saúde e hospitais, permitiu detectar 3551 casos de maus tratos. O relatório de 2010 da Acção de Saúde para Crianças e Jovens em Risco da Direcção-Geral de Saúde revela que a maioria dos casos, 68%, são situações de negligência, seguindo-se o mau trato físico (10%), mau trato psicológico (14%) e o abuso sexual (6%).


Vasco Prazeres, coordenador da Comissão de Acompanhamento da Acção de Saúde para Crianças e Jovens em Risco, explica que apesar de estes números ainda não serem definitivos, revelam um problema de saúde pública que era preciso começar a despistar o mais cedo possível "Há décadas que sabemos que o risco existe e que existe uma perpetuação dos maus tratos. Certamente haverá muitos que ainda passam ao lado da rede mas estamos a melhorar as respostas dentro do sistema."

A rede de núcleos foi criada por despacho do Ministério da Saúde em 2008, depois de algumas experiências piloto a partir de 206. O objectivo era dotar cada centro de saúde e unidade hospitalar de uma equipa multidisciplinar para acompanhar e prevenir situações de maus tratos detectados durante uma assistência clínica Vasco Prazeres sublinha que o facto de existirem 260 núcleos constituídos no final do ano passado, embora nem todos estejam já a funcionar em pleno, demonstra o sucesso da iniciativa. "Nunca houve uma meta para o número de núcleos, que devem surgir à medida que são identificadas necessidades.

O objectivo, em última instância, é existirem ferramentas de diagnóstico e prevenção para os casos poderem ser encaminhados pelos profissionais." O facto de a criação da rede ter coincidido com a reorganização dos cuidados de saúde primários fez com que o processo demorasse mais tempo, admite Vasco Prazeres. A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo apresenta neste momento das maiores lacunas. Ainda assim, sublinha o responsável, 15 formações em 2010 e os 1029 profissionais envolvidos nos núcleos devem ser encarados com optimismo.

Na linha da frente No relatório de 2010, o primeiro balanço formal da rede - que inclui casos que já tinham sido diagnosticados pelos serviços mas só agora entram na contabilidade da acção em saúde - lê-se que 48% dos casos foram tratados nos serviços de saúde, 40% foram encaminhados para a Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco e 12% para o Ministério Público. Para já, diz Vasco Prazeres, é impossível avaliar com rigor o desfecho dos casos, mas o essencial, destaca, é uma mudança na actuação dos profissionais de saúde, que passam a estar na linha da frente do combate aos maus tratos. "Esta abordagem veio mexer com muitos paradigmas. Os médicos e profissionais de saúde, que durante muitos anos entendiam como a sua missão o tratamento de lesões, passam a ter um papel activo na prevenção." Outra mudança surge na forma de encarar as vítimas. "Já não falamos de direito parental mas de responsabilidade parental. Mudou a forma de lidar com um pai que diz que, porque o filho é dele, pode fazer o que quer."

Por criar está o registo nacional para os casos notificados. Vasco Prazeres adianta que aplicação informática está a cargo da Administração Central do Sistema de Saúde e ainda não tem lançamento previsto. "Quando a tivermos será possível termos um panorama epidemiológicos dos maus tratos." Para já, os dados reunidos de forma informal permitem algumas leituras: "Sabemos hoje que os maus tratos não são só um problema das classes desfavorecidas." Por outro lado, o facto de a maioria serem situações de negligência aponta para que as vítimas que chegam ao sistema serem sobretudo crianças mais novas."

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Abraço!