domingo, 6 de março de 2011

Fenprof prepara “manifestódromo” em frente ao Ministério da Educação em Março

É original e até tenho umas ideias:

Nós de Educação Física organizavamos um jogo de futebol, os colegas de EMRC uma Missa, os de EVT uma tela pintada - claro que estou a brincar, só para tentar animar!



"A Federação Nacional de Professores prepara uma jornada de luta original. Durante quatro dias: 22, 24, 29 e 31 de Março, grupos de professores estarão em frente ao Ministério da Educação "numa espécie de manifestódromo, para denunciar publicamente o que se passa nas escolas", lembrou o dirigente Mário Nogueira.

Durante esses dias, serão apresentadas rábulas, sketches e serão entregues documentos de esclarecimento da população sobre as lutas do sindicato. "Gostávamos que as coisas se resolvessem à mesa das negociações, mas infelizmente parece que só com grandes lutas é possível conseguir alguma coisa neste país", acrescentou o dirigente sindical.

Além desta acção, a Fenprof prepara ainda várias manifestações, começando já dia 12 de Março no Campo Pequeno e dia 19 de Março, na participação do protesto organizado pela CGTP. Para dia 2 de Abril está a ser preparada uma marcha pela qualidade da educação, além da greve às horas extraordinárias até ao final do ano lectivo.

"A união e a luta dão sempre resultado quando a razão está do nosso lado", lembrou Mário Nogueira, durante a conferência de imprensa.

O Ministério da Educação calcula que a cessação das medidas aprovadas pelo Governolevam a um acréscimo de 43 milhões de euros em relação ao que estava orçamentado para 2011. "A reacção da ministra foi apenas sobre quanto iria custar. Assim se vê o rumo economicista do governo", salientou o responsável, acrescentando que "a equipa da educação limita-se a aceitar as normas aplicadas pelas finanças". Para o líder sindical, esta medida do governo tinha como única intenção dispensar entre 10 a 12 mil professores.

Dia 23 de Abril, a Fenprof compromete-se a apresentar um estudo que vem desenvolvendo nos 84 mega agrupamentos."

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Abraço!

Ministra da Educação garante que não cede

É claro que ainda não vimos tudo...

Correndo o risco de ser repetitivo, acredito que estes srs. tenham sempre "uma na manga" para levarem a deles avante. Se não for por aqui é por ali, mas quem se trama são sempre os mesmos... E que tal uma excepção para confirmar a regra? É que eu queria mesmo trabalhar para o ano...

A D. Isabel, a reinar desde 2009-10-26, está amuada com a oposição, não a deixam poupar:


"Ministra da Educação garante que não cede

A ministra da Educação, Isabel Alçada, garante que não vai desistir da reorganização curricular do ensino básico, hoje travada no parlamento. Numa conferência de imprensa que ao final do dia deu na Direcção Regional de Educação do Norte, disse-se “muito” surpreendida com os partidos da oposição, “que estão sempre a exigir medidas de redução de despesas” e que “boicotam sistematicamente” aquelas em que o Governo se empenha.

Em causa está a extinção da disciplina de Área de Projecto e do par pedagógico (dois professores) na disciplina de Educação Visual e Tecnológica, bem como a limitação do estudo acompanhado a alunos com dificuldades. Três medidas que a ministra afiança serem importantes para reduzir o orçamento e tornar o ensino “mais eficiente” e que julga só terem sido chumbadas “por razões políticas”.

Isabel Alçada ainda não sabe que caminho tomar para levar a sua por diante. Disse repetidamente que vai analisar as possibilidades. Até porque o Orçamento de Estado foi pensado tendo em conta esta reorganização que conduziria a uma poupança de 43 milhões de euros.

“As propostas da oposição não trazem melhoria à nossa proposta”, afirmou. Dos partidos da oposição, apenas o CDS-PP apresentou uma proposta de alteração visando a manutenção do par pedagógico em Educação Visual e Tecnológica e o aproveitamento do tempo de Área de Projecto, que o Governo pretende extinguir, para o reforço da carga horária das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática."

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Abraço!

Boa disposição - Aleixo e o Diretor

Quem não conhece um espertalhão deste género?

Aqui fica um momento de humor.






Abraço!

ADSE: 3 notícias.



Alterações que permitem ADSE opcional não saíram do papel 

Subsídios de férias e Natal com descontos para ADSE
 
ADSE reduz para metade despesa com medicamentos
 
 
Abraço!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Oposição anula reorganização curricular do Governo - II

Para confirmar o que já tinha escrito (e transcrito).

Agora o problema são 43 milhões de euros este ano e 120 para o próximo que o estado não "poupa".

Continuo a acreditar que desinvestir na Educação é terrível para qualquer país. Ninguém contraria que a Educação é a base da sociedade, da política, da economia, de todos os campos. Como é possível quererem chaciná-la?

Mas receio que esta vitória nos leve a outras derrotas, vamos ser cortados de outras formas. Aqueles srs. são bons a tramarem os professores e o Ensino...

"Oposição anula reorganização curricular do Governo


Uma coligação dos partidos da oposição anulou a reorganização curricular determinada pelo Governo. A apreciação parlamentar do PCP que pedia a cessação do decreto em causa foi aprovada, com os votos do PCP, PSD, BE, PEV e com a abstenção do CDS.
Votação idêntica tiveram as apreciações parlamentares apresentadas pelo CDS e BE, mas como sublinhou o Presidente da Assembleia da República a primeira aprovação determinou de imediato a cessação da vigência do decreto que reorganizava os tempos lectivos do segundo e terceiro ciclos do ensino básico.
A bancada do CDS propôs alterações ao diploma, mas já não foram votadas por ter sido aprovada a cessação da vigência do diploma que previa, já a partir do próximo ano lectivo, a extinção da disciplina da Área de Projecto, o fim do par pedagógico (dois professores na sala de aula) em Educação Visual e Tecnológica e a limitação ao estudo acompanhado a alunos com dificuldades.

Acaba assim, mesmo antes de entrar em vigor, o que deveria acontecer a partir de 1 de Setembro próximo. Ontem, durante todo o dia, o Governo acusou a oposição, e sobretudo o PSD, de estar a "sabotar" a "execução orçamental" e de contribuir para o "aumento da despesa pública", ao não permitir que aquele diploma venha a ser aplicado. Foram apresentadas contas pela primeira vez. De manhã, pela ministra Isabel Alçada, em conferência de imprensa. À tarde, na Assembleia da República, pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e pelo secretário de Estado da Educação, Alexandre Ventura. Com a cessação de vigência, afirmaram, será provocado um acréscimo da despesa em 43 milhões de euros já este ano e de 120 milhões em 2012.

"É uma medida que terá sérias consequências financeiras no equilíbrio das contas públicas", avisou Lacão, durante o debate sobre os pedidos de apreciação parlamentar do diploma apresentados pelo CDS-PP, PCP e BE. Para o Governo, é também uma iniciativa "inconstitucional", uma vez que, argumentaram Alçada, Lacão e Ventura, implica um aumento da despesa, o que se encontrará vedado pelo artigo 167 da Constituição.

Segundo este artigo, os deputados "não podem apresentar projectos de lei, propostas de lei ou propostas de alteração que envolvam, no ano económico em curso, aumento das despesas ou diminuição das receitas do Estado previstas no Orçamento". Ouvido pelo PÚBLICO, o constitucionalista Tiago Duarte considerou que a disposição não se aplica aos pedidos de cessação de vigência que foram apresentados pelo PSD, PCP e BE. "Não é uma questão pacífica, mas neste caso penso que não existe inconstitucionalidade", disse.

Com uma tese de doutoramento precisamente sobre o Orçamento e a lei por detrás dele, Tiago Duarte explicou que os grupos parlamentares que requereram a cessação de vigência "não estão a tomar uma iniciativa legislativa", já que não apresentaram nenhum projecto ou proposta de lei ou de alterações. "Vão aprovar uma cessação de vigência, sem alterações ao diploma, e isso não é uma lei, mas sim apenas uma resolução da Assembleia da República", indicou. Por outro lado, afirmou, com esta iniciativa "não se está a aumentar a despesa, mas apenas a tentar que esta não diminua". Com a revogação do diploma, mantém-se em vigor a situação actual.

A apreciação parlamentar de diplomas aprovados pelo Governo para "efeitos de cessação de vigência ou de alteração" é uma das competências que a Constituição atribui à Assembleia da República. No caso da reorganização curricular, o único partido da oposição que apresentou uma proposta de alteração foi o CDS.


Despedir professores

Ao princípio da noite de ontem, o líder do CDS-PP, Paulo Portas, confirmou que os centristas iriam hoje garantir que a reorganização não fosse por diante. "Não concordamos com a extinção do chamado par pedagógico e defendemos que a Educação Visual e Tecnológica precisa de dois professores", justificou. "Por que é que o Governo não concorda com as nossas propostas? Porque esta reforma não tem como centro o aluno, não tem como fundamento o ensino, nem tem como objectivo o mérito. Se tivesse, o Governo substituía a Área de Projecto por Português e Matemática, mas não o faz porque o único objectivo é poupar 43 milhões de euros", acusou. "Quarenta e três milhões em poucos meses é muito dinheiro. Onde vão poupar?", questionou o deputado do PSD, Pedro Duarte, depois de Alexandre Ventura ter garantido que o seu ministério "vai despedir zero professores". De manhã, Isabel Alçada também garantira que os professores do quadro se irão manter na escolas, mas admitiu que as medidas previstas no diploma irão "naturalmente implicar uma alteração no número de horários que as escolas disponibilizam". Estes horários visam suprir as necessidades das escolas, sendo preenchidos por professores contratados. Actualmente estarão ao serviço cerca de 25 mil.

"Pela primeira vez, a ministra da Educação assumiu que vai despedir professores", frisou Pedro Duarte, acrescentando que as explicações apresentadas confirmam que a principal razão da reorganização curricular "é orçamental e não pedagógica". Quando anunciou, na quarta-feira, que também ia pedir a cessação de vigência do diploma, o PSD apresentou como principal motivo para tal o facto de o Governo se ter recusado a apresentar qualquer fundamentação pedagógica para as soluções defendidas, que se transformam por isso num conjunto de "cortes cegos". Uma acusação também feita pelos deputados Miguel Tiago, do PCP, e Ana Drago, do BE.

"A posição do Governo só pode ser uma: dizer, e dizer em particular ao grupo parlamentar do PSD, que não venha mais doravante exigir ao Governo com o mínimo de credibilidade a diminuição da despesa pública", afirmou Jorge Lacão. Um "aviso solene" que, segundo ele, é ignorado apesar das garantias dadas pelo Ministério da Educação de que a reorganização "não trará prejuízos didácticos".

A reorganização foi contestada por professores e directores e contou com o parecer negativo do Conselho Nacional de Educação, um órgão consultivo do Parlamento."

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Abraço!

Andaram na escola, mas Educação não tiveram

José Pacheco, no Educare, deixa-nos este relato de 3 casos - mas que podiam ser 30, 300 ou 3000 - em que se nota a "deseducação" das crianças/jovens, mas também dos seus pais.

Quantas histórias do género eu e vós conhecemos?

Quantas vezes vimos, sem margem para dúvidas, que os pais se demitiram da sua "parentalidade"? A Escola que os eduque...

Aconselho a leitura:

"Não é meu...


Primeira situação: o moço havia chegado à sua nova escola nesse dia, expulso de outra e bem recomendado: "É uma criança mimada e desobediente." Quando pendurou o seu casaco, derrubou dois e não fez menção de os apanhar. Fui ao seu encontro. Olhei para os casacos caídos. E o moço falou: "Não fui eu!"


Fitei-o, calma e insistentemente. O moço voltou à fala: "Não são meus!"

Voltei o meu olhar para os casacos. O moço voltou atrás, apanhou-os e pendurou-os nos cabides de onde os tinha arrancado.

No fim da tarde, uma senhora entrou na escola, dirigiu-se ao vestiário, pegou no casaco do moço, atirando um outro casaco ao chão. Não se baixou para o apanhar.

Segunda situação: portas fechadas, o avião acabava o abastecimento de combustível. A tripulação avisava ser proibido o uso de telemóveis. Os telemóveis tocavam. Muitos passageiros faziam ouvidos de mercador, ligando para familiares e amigos.

O avião chegou ao final da pista, preparava-se a partida - "Eu insisto, minha senhora! Faça o favor de apertar o cinto da sua filha".

"Ela não deixa colocar o cinto. Não consigo convencê-la."

Quando a mãe insiste - "Vá lá, meu anjinho, deixa a mãe pôr o cinto!" - apanha uma sonora bofetada do anjinho. A mãe encolhe-se. Sorri para a hospedeira de bordo: "Não vê que é uma criança..."

Durante a viagem, a criancinha premiu o botão de chamada, exasperando a hospedeira. Plantou os sapatos sujos em cima do assento, arrancou e destruiu tudo a que pôde deitar a mão. Impunemente, até ao fim da infernal viagem.

O avião aproximava-se do local de desembarque. Três vezes se escutou o apelo: "Por favor, permaneçam sentados até à paragem completa do avião". Repetido o apelo em língua inglesa, os passageiros levantados (mãe e filhinha incluídos) não voltaram a sentar-se. Presumo que fossem surdos, ou que não fossem ingleses...

Terceira situação: um jovenzinho de aspeto boçal descalçou-se, inundando o autocarro de um cheiro nauseabundo. Pousou um pé no espaldar do assento à sua frente. A passageira da frente sentiu o contacto do pé (e do odor), encolheu-se e voltou o rosto para a janela.

A moral da história... Provavelmente, quase todos os protagonistas destes exemplares episódios terão andado na escola. Quem os ajudou a crescer? Certamente, os jovenzinhos tiveram pais, parentes e amigos. Educação, essa não tiveram.

A Hanna Arendt dizia que as pessoas que não quisessem ter responsabilidade pelo mundo não deveriam ter filhos e que "os pais não exercem a sua autoridade e deixam os seus filhos nas mãos de chefetes que os lançam no conformismo e na delinquência".

A educação deveria começar na domus e continuar no seio da escola e da cidade, porque os filhos não nascem com manual para uso dos pais e urge assegurar o preceito de Napoleão: a educação de uma criança começa vinte anos antes de ela nascer. Porém, os infantes são "guetizados" em instituições de rituais sem sentido e entregues à TV, às consolas de jogos, à Internet... Será preciso proteger as crianças da demissão das famílias? Ter-se-á de inibir o poder paternal?

A escola talvez possa ser um dos lugares de reparação dos males da deseducação, quando instituir estruturas de convivencialidade, um permanente e equilibrado diálogo com as famílias. Quando for um lugar onde a autoestima ande a par com a heteroestima, onde cada ser seja individualmente responsável pelos atos de todos os outros. Onde autoridade rime com liberdade e a firmeza possa rimar com delicadeza."

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Abraço!

Reorganização Curricular travada pela oposição

Boas notícias (ganhamos aqui, mas já estou à espera doutra para nos tramarem, eles são muito engenhosos...):

O CDS apoia a cessação de vigência do diploma sobre a reforma curricular do ensino básico. Ou seja, voltamos ao currículo que tínhamos!

Finalmente a oposição fez mais do que "mandar uns bitaites"!

É uma notícia que pode ser lida no Expresso.

"O secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, congratulou-se hoje com a garantia da cessação de vigência do diploma do Governo sobre a reforma do ensio básico dada pelo CDS-PP.


O líder democrata-cristão, Paulo Portas, anunciou hoje que o CDS-PP, o único partido a apresentar propostas de alteração do diploma, vai viabilizar a cessação de vigência do diploma sobre a reforma curricular do ensino básico, proposta pelo PSD, PCP e Bloco de Esquerda.

"Congratulamo-nos que o CDS-PP acompanhe uma medida que consideramos útil, impedindo que siga em frente um decreto-lei feito apressadamente e em cima do joelho, com consequências gravosas em termos de qualidade da educação", disse João Dias da Silva à Agência Lusa."

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Abraço!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Afinal era para poupar 43 milhões de euros...

Mas o que são 43 milhões de euros comparados com a hipoteca do futuro de tantos jovens, bem como de professores, funcionários e outros agentes educativos?

O Estado já conseguiu financiar cerca de seis mil milhões de euros, cerca de 30 por cento das necessidades brutas de financiamento, excluindo financiamento de curto prazo. Em que vão ser gastos? Acessores para acessorarem acessores? Em mais uma frota de carros topo de gama?


"Isabel Alçada acusa PSD de fazer aumentar a despesa em 43 milhões de euros

O decreto-Lei, publicado em Diário da República em Fevereiro, extingue a Área de Projecto e o par pedagógico em Educação Visual e Tecnológica. Ontem, o PSD anunciou que se iria juntar ao PCP e ao Bloco de Esquerda para fazer cessar a sua vigência, ficando nas mãos do CDS/PP a decisão final sobre o destino da decisão governamental.


O Governo pressionou directamente o PSD por causa da proposta de reorganização curricular, alertando que desta maneira não estaria a cumprir o acordo para o Orçamento do Estado. O PÚBLICO sabe que já houve um contacto do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, com a direcção social-democrata.

A ministra convocou uma conferência de imprensa para dizer que considera que, segundo a Constituição da República, os deputados estão impedidos de apresentar projectos que envolvam o aumento da despesa prevista no Orçamento de Estado. "É absolutamente inaceitável que o PSD, que todos os dias exige contenção da despesa, avance agora com uma medida que a aumenta e impedirá a concretização do orçamento do Ministério da Educação", disse Isabel Alçada.

A governante confirmou que para a poupança desejada com este diploma sobre a reorganização curricular as escolas terão menos horário disponível para os professores contratados.


Pedro Duarte, vice-presidente da bancada do PSD, mostra-se surpreendido com as declarações de Isabel Alçada até porque a ministra sempre justificou esta reforma com razões de natureza pedagógica e não com motivos de contenção orçamental. “Isto significa uma mudança radical de discurso e agora é preciso que a ministra explique quantos professores vai despedir”, afirmou ao PÚBLICO Pedro Duarte. O deputado aconselhou o Governo a ponderar uma reorganização curricular “com tempo” para fazê-la "bem feita", já que esta proposta “não tem o acordo de ninguém”."


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Abraço!

FNE vs FENPROF, diálogo vs luta.

São dois caminhos. A FNE vai tentar a negociação. A FRNPROF fartou-se e parte para a luta.

E que tal dialogar e lutar? Um meio termo será possível?

Queremos resultados. Se são conseguidos por luta ou diálogo...

Boa sorte para os dois. Boa sorte para nós!

"Professores. Nove sindicatos partem para a guerra. Um acredita na paz


Dois percursos sindicais com dois resultados distintos: João Dias da Silva, dirigente da Federação Nacional da Educação (FNE), afastou-se dos protestos contra os cortes no ensino público e assegura que o Ministério da Educação abriu a porta para negociar logo após o Carnaval; Mário Nogueira, líder da Fenprof, organizou uma Plataforma da Educação, mobilizou sindicatos, pais, professores e psicólogos e não afasta greves e manifestações para pressionar a tutela. Não só está indignado por o ministério ter "recusado negociar" com a sua federação a semana passada, como acusa a equipa de Isabel Alçada de "iludir" o sindicato que não alinhou com a maioria.


A FNE não aderiu à Plataforma da Educação nem ao pré-aviso de greve às horas extraordinárias, porque quis deixar a porta entreaberta a futuras negociações com a tutela. A recompensa chegou esta semana: o ministério aceitou sentar-se à mesa com a federação a partir do Carnaval e, ao fazê-lo, deu o primeiro sinal de estar disposto a recolocar na agenda alterações ao modelo de avaliação, um concurso para os professores contratados e para os que dão aulas longe de casa e ainda outras regras na organização do tempo de trabalho docente. Nada está decidido, mas, ao anunciar o regresso ao diálogo com o governo, a FNE tornou-se, por enquanto, o único sindicato com hipótese de chegar a um entendimento.

Substituição A Federação Nacional da Educação assegura não ter abandonado a batalha para substituir o modelo de avaliação, só que prefere começar por corrigir os defeitos do actual sistema ainda este ano lectivo e, mais tarde, lutar pela substituição. Devagar se vai ao longe, é a estratégia de Dias da Silva para conseguir que, no próximo ciclo lectivo, os professores tenham novas regras de avaliação: "Para já vamos discutir a simplificação dos procedimentos burocráticos, mas em Setembro queremos um modelo substituto", esclarece o dirigente do sindicato afecto à UGT.

A estratégia da FNE de lutar por um novo modelo por etapas não é, porém, bem acolhida pela Fenprof. "A avaliação deve ser suspensa de imediato, e não corrigida", diz Mário Nogueira.

Além do modelo de avaliação, a FNE reivindica um concurso para integrar os contratados nos quadros e a mobilidade dos docentes entre escolas. Apesar dos cortes anunciados, Dias da Silva acredita na possibilidade de serem encontradas "soluções alternativas [para lançar concursos] sem impactos orçamentais imediatos".

A FNE arranca sozinha para as negociações, mas avisa que não faz questão de estar só neste processo: "Vemos isto pelo lado positivo. Vamos explorar caminhos que ainda estão abertos e queremos que o processo envolva todas as organizações."

O secretário-geral da Fenprof, por seu turno, responde que quando a sua federação quiser negociar não é à FNE que vai recorrer. "Não precisamos que nos dêem as mãos para negociar, temos pezinhos para lá chegar", diz Mário Nogueira, que duvida até que esta negociação chegue algum dia a acontecer. Das duas uma, diz o dirigente: "Ou a FNE está a dizer uma coisa que não vai acontecer ou o ministério está a iludir a FNE." A concretizarem-se as negociações, o processo será ilegal, alerta o líder da Fenprof: "Uma negociação tem regras. Exige uma convocatória para todos estarem presentes."

A irritação do secretário-geral da Fenprof é ainda maior porque há uma semana, numa reunião com o ministério, terá recebido mais uma recusa da tutela. "Nunca recusámos negociar. E se partimos para a greve contra as horas extraordinárias foi porque esperámos dois meses por uma resposta", explica.

Na mesma semana em que a FNE espera iniciar as conversações com o ministério, Mário Nogueira estará do outro lado da arena, numa manifestação no Campo Pequeno, a reivindicar o direito a negociar com a tutela."

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Abraço!

Acordo Ortográfico disponível para o Office

É uma boa ajuda para todos nós que ainda andamos um pouco baralhados com esta nova escrita.

Não é só tirar uns "c" e uns "p", há muito mais alterações. E como a nova moda veio para ficar parece que vamos ter mesmo que "abrasileirar" o nosso bom (mas complicado, diga-se) português!





Tenho pena mas...

Podem descarregar gratuitamente aqui.


"Office ganha corrector para novo Acordo Ortográfico



O Office acaba de ganhar novos correctores ortográficos para a língua portuguesa, que vêm compatibilizar as últimas versões das ferramentas de produtividade da Microsoft com o novo Acordo Ortográfico, anunciou a empresa, em comunicado.

Os novos correctores ortográficos estão disponíveis para utilizadores do Office 2010 e Office 2007, sob a forma de actualizações gratuitas, que podem ser solicitadas através do site criado para o efeito.

A actualização vai permitir que se continue a usar a anterior ortografia ou que se opte pela que agora está a ser introduzida, explicou a Microsoft.

As novas ferramentas de ortografia resultam de um trabalho desenvolvido, em parceria, por linguistas nacionais do Instituto de Linguística Teórica e Computacional e do Centro de Investigação e Desenvolvimento da Microsoft em Portugal.

Segundo a companhia, o suporte da versão oficial no novo Acordo Ortográfico será incluído também nas ofertas de outros produtos da empresa na área da produtividade (como servidores de colaboração, comunicação, etc) e ainda nas ofertas puramente online (em modelo cloud), tanto nas já existentes como nas que se prepara para disponibilizar de futuro."
TEK

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Abraço!