quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Isabel dixit

Engraçado... já tentaram encontrar uma escola pública com ensino Pré-escolar para os vossos filhos? E temos todos os universitários no Ensino público?

Uma notícia da da LUSA:

""A República lançou sementes que foram germinando. Há muitos caminhos na área da Educação e hoje estamos a colher frutos desde ideário que envolveu as gerações que nos antecederam na construção de um sistema educativo que é frequentado por todas as crianças. O sonho da República era abrir a escola a todos e nós hoje temos isso plenamente conseguido", afirmou Isabel Alçada."

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Abraço!

Funcionários públicos com notas altas vão ter mais férias

Os melhores trabalham mais, logo cansados ficam, logo mais têm que descansar! Ou não, mas isso é outra história...

Isto até podia ser um "docinho" para quem tem avaliação suficiente para estas notas mas não as obteve por falta de cota: "Não temos cota para ti, mas toma lá mais uns dias de férias e não digas que vais daqui!" Já não era mau, uma vez que esses dias podem ser, por opção, remunerados, sempre ganhavamos mais qualquer coisita.

É uma notícia do Diário Económico:

"A medida está prevista desde 2008, no SIADAP, mas tem efeitos, pela primeira vez, este ano.


Este ano, os trabalhadores da administração pública e os dirigentes intermédios do Estado (directores de serviço e chefes de divisão) que tenham obtido classificação de Excelente pelo seu desempenho nos três últimos anos têm direito a cinco dias de férias extra ou à respectiva remuneração.

A medida consta da lei que institui o novo Sistema de Avaliação de Desempenho (SIADAP) e que entrou em vigor em Janeiro de 2008, mas produz efeitos, pela primeira vez, em 2011.

Em ano de contenção orçamental o Governo vê-se confrontado, pela primeira vez, com a produção de efeitos de uma norma que pretende compensar quem se destaca na avaliação. "O reconhecimento de desempenho excelente em três anos consecutivos" confere ao dirigente intermédio e ao trabalhador "o direito a cinco dias de férias, no ano seguinte" ou, por opção "à correspondente remuneração", lê-se no diploma.

Já os trabalhadores e dirigentes intermédios que tenham obtido a classificação de relevante (Muito Bom) em três anos consecutivos terão este ano direito a três dias de férias ou à correspondente remuneração."

Tribunal de Contas vai analisar quanto custa um aluno ao Estado

Parece que é mesmo desta que, com ou sem a ajuda e os sorrisos da nossa Isabel, vamos saber quanto "gastamos" (é claro que não é um gasto, é um investimento, que deveria ser muito sério, para o futuro) dos cofres do estado.

Depois de tanta polémica faz todo o sentido sabermos os números reais (quero acreditar na entidade que vai fazer as contas).

É uma notícia da TVI24:

"A comissão parlamentar de Educação aprovou uma iniciativa do PSD para que o Tribunal de Contas elabore um estudo técnico sobre o custo que representa para o Estado cada aluno a estudar no ensino público.


Em declarações à agência Lusa, o deputado social-democrata Pedro Duarte considerou que «este é um elemento essencial para que se possa avaliar as políticas públicas na área da educação».

Pedro Duarte referiu que a iniciativa - aprovada pelo PSD, CDS-PP e PCP e com os votos contrários do PS e BE - é «relevante» para verificar também o financiamento fixado para as escolas com contrato de associação.

«Nós tentámos várias vezes que esse estudo fosse feito, ao nível da Educação, com outra fiabilidade, e não temos tido sucesso. Nesse sentido, apresentámos uma proposta na comissão de Educação para que seja o Tribunal de Contas a realizar um estudo técnico que nos permita ter dados fiáveis e reais sobre o verdadeiro custo por aluno para os cofres do Estado», disse.

Segundo Pedro Duarte, com os resultados do estudo será possível «concluir se está a haver um sobrefinanciamento, um subfinanciamento ou se está a haver um financiamento correcto»."

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Abraço!

Que impacto terá em Portugal um sistema de empréstimo de manuais escolares?

Segundo este estudo do Observatório dos Recursos Educativos não é vantajoso.


"O ORE apresenta o primeiro estudo realizado no nosso país sobre a implantação de um sistema de empréstimo de manuais escolares. As questões pedagógicas, sociais, culturais e económicas são analisadas com detalhe, permitindo antecipar cenários e avaliar o impacto da eventual concretização daquele sistema."

Assistiu-se ultimamente, em nome da efectiva gratuitidade e universalidade do ensino obrigatório, ao lançamento de algumas iniciativas políticas com vista à criação de um programa de empréstimo de manuais escolares.


Sempre atento aos múltiplos aspectos que condicionam a situação dos recursos educativos em Portugal, e constatando a não existência, entre nós, sobre esta matéria, de qualquer trabalho sistemático e credível, o ORE - Observatório dos Recursos Educativos elaborou relativamente à mesma o presente estudo. Nele abordam-se os principais pressupostos, variáveis e consequências inerentes a uma aplicação no nosso país do programa em causa em alternativa ao actualmente vigente. Este último, recorde-se, deixando, em princípio, às famílias os encargos com os custos dos manuais, apoia, todavia, através do SASE (Serviço de Acção Social Escolar), as que são mais carenciadas.

Visando-se, pois, a equidade, importa apurar dentro de que medida o sistema de empréstimo pode cumprir na realidade os princípios e as finalidades invocados para a sua introdução, designadamente em termos de justiça social, confrontando-se complementarmente este aspecto com a imprescindível ponderação das dimensões pedagógicas e culturais que nele estão implícitas. Acresce que, vivendo o país uma situação de aguda crise económica e financeira, se torna incontornável a acuidade de uma reflexão fundamentada sobre a correlação entre os custos e os benefícios da eventual adopção de um programa de empréstimo.



Para o efeito:

i) compilaram-se algumas das conclusões de uma exaustiva avaliação empreendida recentemente pela Universidade de Santiago de Compostela sobre a diversidade de sistemas adoptados pelas diferentes autonomias do país vizinho;

ii) elaborou-se uma projecção da evolução comparada, nos próximos cinco anos, dos custos para o Estado inerentes ao sistema actualmente em vigor e ao sistema de empréstimo;

iii) organizaram-se os dados referentes à situação do mercado livreiro, na sua dupla componente deprodução e distribuição.

Espera-se, deste modo, dar um contributo para a fundamentação de um debate que, estimulante quanto às suas premissas, permanece, contudo, em aberto e, muitas vezes, por força da ausência de referenciais científicos, demasiadamente no plano das convicções prévias e do senso comum.

Adalberto Dias de Carvalho, coordenador do ORE"




O estudo:







Abraço!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Boa disposição

Uma sátira com uma boa mensagem.

Gostei do uso das novas tecnologias (telemóvel) e da grandeza dos conhecimentos noutras áreas (medicina).

E só 100%? Porquê parar nos 100%?

O melhor é verem. Enviaram-me isto e partilho agora connvosco:



Abraço!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pode um professor ser tudo?

Partilho convosco esta opinião:
"Pode alguém ser quem não é?

* José Matias Alves - Correio da Educação


Pode alguém ser quem não é? Pode um professor ser tudo? Um ser que instrui, cuida, socializa, e estimula? Que guarda e toma conta? Que é amigo, irmão, pai e mãe? Psicólogo, sociólogo, assistente social? Pode alguém ser quem não é?

Evidentemente que não. O professor não pode ser tudo o que se lhe está a exigir. Porque não sabe. Porque não pode. Porque neste excesso impossível de ser, corre o risco de não ser o essencial: ser professor.

E ser professor é ensinar, isto é, instruir, socializar e estimular. Ou, para sermos mais precisos e explícitos, fazer aprender os alunos. Diagnosticando as inteligências, os talentos e as vontades. Percebendo as resistências e os entraves às aprendizagens. E ensaiando as chaves capazes de abrir as portas da vontade, condição primeira do sucesso. Porque o verbo aprender não suporta o imperativo, o professor tem de se concentrar nessa tarefa essencial de despertar a sede de aprender. E quando o consegue, grande parte da sua missão de ensinar está cumprida.

E é também por isto, por esta muita difícil exigência, que o professor se tem de concentrar no que é: esse ser atento e frágil que muda o destino dos outros através do conhecimento e da exigência."

* José Matias Alves é professor do Ensino Secundário, mestre em Administração Escolar pela Universidade do Minho, doutor em Educação pela Universidade Católica Portuguesa e professor convidado desta instituição.

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Abraço!

Custo da Educação Pública

Também estou curioso por saber detalhes...

Mais uma do Público:

"Quarenta e nove escolas com contrato de associação reclamaram hoje a divulgação “isenta” do custo por aluno da rede pública e exigiram que o Governo suspenda os projectos de construção de estabelecimentos onde já existe oferta educativa."



Abraço!

Educador português critica modelos tradicionais de educação no TEDx Rio

Para internacionalizar as informações colocadas neste blogue, transcrevo um notícia do nosso país irmão que dá destaque ao colega José Pacheco, coordenador da Escola da Ponte. Esteve no Brasil a discursar sobre formatos alternativos de Educação.

É uma notícia d' O Globo.


"Educador português critica modelos tradicionais de educação no TEDx Rio

Publicada em 15/02/2011 às 12h15m
Carlos Alberto Teixeira


RIO - O educador português José Pacheco, coordenador da Escola da Ponte, criticou em palestra no TEDx Rio os modelos tradicionais de educação e falou sobre formatos alternativos, ponto forte da escola. O TEDx Rio é a versão carioca do evento americano TED.com. Organizado de forma independente, o evento é um ciclo de 23 palestras de no máximo 18 minutos divididas em quatro blocos, todas gratuitas, e transmitido em tempo real pela internet .

Baixinho, zarolho, vestindo traje casual e com forte sotaque luso, a fala de Pacheco foi muitíssimo bem-humorada, decerto como forma de atenuar a forte e dura mensagem crítica ao sistema de educação, não só o brasileiro, mas mundial. Sua palestra foi fluida e contundente, a fala cheia de emoção, fruto dos 35 anos de experiência como educador.

- Não adianta querer padronizar fórmulas de ensino. Há muitos meios de ensinar, mas não existe nenhum que sirva para todos os alunos - disse Pacheco.

Ele exaltou os valores e os talentos individuais os educadores brasileiros, mas apontou grandes falhas estruturais no processo educacional brasileiro, classificando o Brasil como um país em risco:

- O analfabetismo funcional grassa. De que adianta pensar em tecnologia de ponta numa sociedade que ainda tem 20% de analfabetos funcionais?

Segundo ele, as leis que regem o sistema educacional estão totalmente defasadas e, pior, destacadas da realidade. Na Escola da Ponte, onde ele atua, que as crianças de uma dada turma não precisam ter a mesma, mas sim, estarem num mesmo nível de aprendizado.

- Quem foi o jegue que estipulou que todas as crianças numa turma têm que ser da mesma idade? - questionou. - Um dos problemas mais sérios é a síndrome do pensamento único.

A repercussão da palestra de Pacheco no Twitter foi altamente positiva, com alguns gaiatos exaltando o nome dele como possível ministro da educação aqui no Brasil. Outros classificaram a palestra como excelente e obrigatória para ser assistida novamente depois, quando o conteúdo estiver disponível em vídeo pela web.

- A educação está nas mãos de pessoas que não sabem o que é educação - finalizou Pacheco. - Mas não será este portuguesinho que dará a solução para os problemas educacionais do Rio e do Brasil. Eu não sei qual é essa solução. Volto pra minha terrinha e deixo o problema aqui para vocês mesmos resolverem, pois há solução sim. Só depende de vocês."

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Abraço!

PIT: esclarecimentos.

No blogue ad duo foi disponibilizado um documento proveniente da DGIDC  em que se esclarecem algumas dúvidas sobre a aplicação do PIT.

dgidc - Ofício-circular_ofc-dgidc.2011.2 - art22_estatuto_aluno; 2011.fev.11

Abraço!

A Professora mais espectacular

Voltaram as notícias sobre a Professora de Espinho que discutia sexo nas aulas, já todos devem ter lido.

Não conheço todos os contornos e não estou a tentar defender a senhora em questão. Mas todos sabemos que é fácil cairmos numa "rede" de intrigas. E alguns alunos são espertalhaços...

Recordo-me de um Professor que também discutia assuntos históricos de cariz mais sexual nas aulas, e quase todos gostavamos muito das aulas deles. Hoje, se fosse um filho meu aluno dele, não sei se gostava tanto. Na altura não fui moralmente corrumpido, não fiquei chocado/traumatizado, mas agora, mais crescidinho que sou, tenho outros descernimento...

Numa pesquisa sobre notícias encontrei esta, no jornal i, datada de 19 de maio de 2009, onde os alunos defendem esta professora, dizendo mesmo que é a mais espectacular... só para dar outra prespectiva ao tema, transcrevo-a:

"Professora de Espinho suspensa é "a mais espectacular" para os alunos


Publicado em 19 de Maio de 2009
Dezenas de alunos da Escola EB 2/3 Sá Couto de Espinho descrevem a docente, que foi suspensa devido à acusação de manter conversas impróprias nas aulas, como “a professora mais espectacular na escola”.

Estudantes do 7.º ao 9.º ano - aos quais a referida docente Joaquina Rocha lecciona as disciplinas de História ou Cidadania do Mundo Actual - afirmam que ela sempre se revelou preocupada com os problemas pessoais dos seus alunos.

“Mas sem deixar de dar a matéria das aulas”, asseguram.

Samir Nica, 19 anos, diz que ela “é uma professora espectacular. Dá as aulas, mas também se preocupa com o que a gente anda a fazer lá fora. É a nossa segunda mãe aqui na escola”.

“Quando eu tinha algum problema, era com ela que ia falar e ela ajudou-me sempre”, acrescenta o jovem.

“Sempre foi muito correcta. Não tenho nada que lhe possa apontar”, disse.

Samir dá um exemplo da atitude pela qual diz “admirar” a docente: “Eu mudo muito de namorada e a professora Joaquina sempre me disse que isso não estava bem e que eu devia ter cuidado”.

Ricardo Joel Familiar, do 8.º ano, é outro aluno que garante que “ela é a professora mais espectacular da escola”.

Carlos Santos, 18 anos, também defende Joaquina Rocha: “Ela é muito boa professora e sempre a ouvi dar bons conselhos ao pessoal”.

Sobre a gravação da conversa em que a docente se terá referido à alegada actividade sexual de duas alunas, em termos que os pais das mesmas consideram impróprios, tanto Samir, como Carlos e outros jovens dizem que “aquilo foi tudo arranjado”.

Ricardo Joel Familiar assegura que “as alunas já fizeram aquilo de propósito e provocaram a conversa toda porque sabiam que estavam a gravar”.

Daniel Ferreira considera, aliás, que “a professora não disse nada de mais. Foi é muito provocada para chegar àquele ponto”.

Outro aluno, que preferiu não ser identificado, tem a mesma opinião, mas acrescenta: “Isto só chegou ao ponto em que está porque a nossa directora de turma nunca gostou dessa professora e, como também é directora dessa turma [em que se deram os incidentes], aproveitou para fazer disto um grande caso”.

“Se tivesse sido com outra professora qualquer”, continua o mesmo estudante, “não tinha havido nada disto”.

Rui Silva realça ainda que “ninguém tem razões de queixa da professora a não ser esse 7.º ano. E nem é a turma toda! São só as duas alunas que arranjaram este barulho todo”.

Essas estudantes, dizem, já teriam reclamado de Joaquina Rocha à directora de turma."

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Abraço!