sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ADD - Opinião de José Matias Alves

Mais uma opinião, a mesma direcção: avaliar assim não é correcto!


"Difícil avaliação


*José Matias Alves - Correio da Educação (ASA)

Desde sempre que a avaliação do desempenho pelos pares foi uma questão difícil. Tão difícil que alguns professores preferiam que fosse realizada por agentes externos ligados à inspeção e/ou ao Ensino Superior.

Há uma legião de argumentos de diversa natureza: os critérios de nomeação dos relatores não são claros; há relatores menos qualificados academicamente do que os professores observados; há falta de formação específica para o exercício dessa complexa atividade; os instrumentos de registo não são válidos nem fiáveis; o demónio da subjetividade e do amiguismo inquinam o processo. Numa palavra, a avaliação tende a não ser justa e a provocar males maiores nos modos de viver a profissão.

E é neste quadro argumentativo que se vai registando um ambiente que tende a tornar-se, segundo alguns, explosivo, caótico, perverso. O Ministério, como era de esperar, afirma que o processo decorre normalmente. Mas a norma do Ministério é, por regra, também ela perversa, díptica e caótica.

Importa ir um pouco mais além na análise desta magna questão-problema. E enunciar a razão central: este clima é gerado porque os professores, de um modo geral, foram socializados numa cultura profissional de débil confiança mútua. E esta debilidade tem a ver com o facto de o modelo escolar não ter proporcionado espaços e tempos de trabalho comum e ter enclausurado os professores numa triste solidão profissional. E sem isto não há conhecimento do outro. E sem este conhecimento mútuo não pode haver confiança. E sem confiança não há modelo de avaliação que resista.

Num tempo em que os professores só podem ter aliados no interior da sua própria profissão, era bom que se caminhasse numa outra direção e sentido: o de uma comunidade profissional mais exigente e mais solidária."



* José Matias Alves é professor do Ensino Secundário, mestre em
Administração Escolar pela Universidade do Minho, doutor em Educação pela
Universidade Católica Portuguesa e professor convidado desta instituição.

Eles copiam e não são apanhados. 70% de cábulas na universidade

Todos sabemos que isto acontece. O que me surpereendeu é o número de casos: 70% de cábulas? 7 em cada 10 alunos? Será o "desenrasque" típico do português mais uma vez em acção? Ou  "chicoespertismo"?

É uma notícia do Jornal i:

"Plagiam, forjam assinaturas e reciclam trabalhos. Estudo sobre integridade académica nas universidades revela doença crónica

Estudo incluiu 400 cursos nacionais

Para ter vergonha é preciso ser apanhado? Se a resposta for sim, a explicação da dimensão da fraude académica nas universidades portuguesas pode estar na diferença entre os alunos que admitem copiar e os que são apanhados: 70% já copiaram num exame e apenas 2,4% foram apanhado. Os dados são de um novo estudo sobre integridade académica coordenado por Aurora Teixeira, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Para a investigadora, que nos últimos anos tem contribuído para a literatura internacional sobre o tema, os resultados revelam um verdadeiro flagelo no meio académico.

A análise preliminar, avançada ao i, tem por base as repostas de 5403 estudantes de mais de 400 cursos e uma centena de escolas. Neste estudo Aurora Teixeira quis aprofundar os resultados de um inquérito realizado em 2005 junto de alunos de Gestão e Economia, centrado na cópia em exames. O novo inquérito realizou-se entre Maio e Julho de 2010 e questionou alunos de todas as áreas sobre comportamentos como o plágio, a compra de trabalhos ou assinaturas falsas em folhas de presença.

Os resultados revelam que mais de metade dos alunos acredita que se copia deliberadamente e não porque a oportunidade surge ou por uma situação de pânico durante a prova. Pode concluir-se também que há uma continuidade neste tipo de comportamento: o estudo anterior, embora com alunos diferentes, revelava uma propensão para copiar de 62%. A percepção geral dos estudantes é que as práticas são reprováveis, mas não muito. Os alunos entendem ainda que haveria menos comportamentos desonestos se estudassem mais e organizassem melhor o tempo, mas também se os professores se interessassem mais pela sua aprendizagem.

Para Aurora Teixeira, a experiência académica em Inglaterra e os estudos comparativos sobre este tipo de fraude permitem concluir que em Portugal existe uma lacuna na forma como as instituições lidam com o problema. "O comportamento desculpabilizante é transversal a toda a sociedade", defende. "Quando falamos com alguém que tem alguma responsabilidade nas escolas sentimos que a questão da ética é relegada para segundo plano." Apesar de Portugal não ter taxas de incidência tão elevadas como outros países europeus, por exemplo a Polónia (ver texto ao lado), Aurora Teixeira frisa que as amostras portuguesas têm sido sempre maiores nos estudos comparativos, o que poderá ter atenuado a dimensão do problema.

Fraude generalizada
O estudo só estará pronto daqui a dois meses e permite a primeira avaliação do plágio nas universidades portuguesas, problema que Aurora Teixeira diz ultrapassar a cópia nos exames. De acordo com dados preliminares, 11,2% dos alunos inquiridos não citam fontes deliberadamente para "reclamar a originalidade de material copiado". Questionados sobre se já viram alguém fazê-lo, 43,6% responderam de forma afirmativa. Quase dois em cada dez estudantes admitem ter copiado "uma secção de um livro, artigo ou website e submetê-lo como seu".

Para Aurora Teixeira, outro dado revelador é a dimensão da reciclagem de trabalhos: 45,6% dos estudantes já entregaram o mesmo trabalho em mais de uma disciplina. "Os casos graves que vêm a público só acontecem esporadicamente, mas quem lecciona tem a nítida noção de que o plágio nas universidades é um problema aterrador", afirma a investigadora. O caso mais mediático é recente: uma professora do Instituto Politécnico do Porto foi acusada de plagiar um autor brasileiro no doutoramento, na Universidade do Minho.

Aurora Teixeira defende que os softwares de detecção de plágio, não sendo perfeitos, são uma ajuda. Numa ronda pelas universidades portuguesas, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e a Universidade Lusófona revelaram usar o sistema Ephorus, mas tanto as que o usam como as que não têm qualquer sistema implementado têm dados sobre o problema.

Aurora Teixeira alerta para a importância de existirem códigos de honra, dissuasores da fraude, e sanções claras. A prática nas universidades não é homogénea. Na FCSH, o plágio dá reprovação imediata na unidade curricular ou no mestrado/doutoramento em questão. Na licenciatura, só a reincidência conduz à abertura de procedimento disciplinar, medida que é imediata nos estudos avançados. A Universidade de Aveiro sustenta que "os casos detectados têm sido pontuais e de imediata resolução, em contexto de avaliação contínua, e por isso até agora sem consequências graves para os autores".

Na UA optou-se por uma "atitude pedagógica e de informação, promovendo acções de divulgação da propriedade intelectual dirigidas a docentes, investigadores e alunos". Já a Universidade Católica Portuguesa diz que os casos têm sido raros. "A formação académica deve alertar para a ética da investigação científica e procuramos, logo na formação de base dos estudantes, familiarizá-los com o devido tratamento das fontes." Esta é também a opinião de Aurora Teixeira, que acredita existirem falhas na formação para a investigação, mas também na forma como a avaliação está estruturada. "As escolas têm de se organizar de outra forma", defende, considerando inconcebível avaliarem-se trabalhos escritos de 80 alunos. O processo de Bolonha é parte do desafio: "Bolonha, com uma maior autonomia dos alunos, não funciona nas antigas estruturas em que não existia o hábito de dar feedback. Se ao longo do curso tive sempre 18 e fui sempre à Wikipédia fazer copypaste, é natural que não veja problema."

Apesar de os dados não serem revelados por escola, cada instituição que participou no estudo vai receber um relatório detalhado com o tipo de fraudes mais praticadas pelos seus alunos."

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Abraço!

PS e PSD contra exclusão da avaliação de desempenho

Uns querem, outros não.

Uns querem esta, outros querem outra.

Eu quero, mas quero outra! Quero que me destingam de quem nada faz. Quero que destingam quem faz mais do que eu. Quero saber que o meu trabalho é reconhecido e ter vantagens por isso - quem não quer?

É claro que esta avaliação não nos diz quem é melhor e pior: é subjectiva, é diferente de agrupamento para agrupamento, depende de cotas, não temos avaliadores qualificados para tal... Venha outra que esta não serve!



"PS e PSD contra exclusão da avaliação de desempenho
Lusa / EDUCARE


PS e PSD deverão inviabilizar os projectos de lei do Bloco de Esquerda e do PCP para que os efeitos da avaliação de desempenho dos professores não sejam considerados nos concursos de colocação, ontem discutidos no Parlamento.

Na discussão das propostas, a deputada do BE Ana Drago disse que "tanta gente detectou tantas dificuldades e tantas injustiças" no processo de avaliação, concluindo que "os resultados destas avaliações não são fiáveis e não podem valer" para determinar a colocação de docentes no ano lectivo de 2011/2012.

Pelo PCP, Miguel Tiago afirmou que os concursos de professores estão "inquinados" e apontou injustiças ao modelo de avaliação: os parâmetros são "diferentes de escola para escola", com estabelecimentos que "decidiram nem sequer realizar o processo total", disse, acrescentando que "os professores não têm responsabilidade pelo facto de serem avaliados por uma bitola diferente".

Das restantes bancadas, apenas o CDS subscreveu a viabilização dos diplomas, tendo o deputado José Manuel Rodrigues referido que "a avaliação de desempenho deve, no futuro, com um modelo justo, ter efeitos na graduação profissional, mas não para efeitos de concurso".

A deputada social-democrata Vânia de Jesus teceu várias críticas ao sistema de avaliação, que classificou de "injusto e confuso" e "de faz de conta", mas sustentou que "o Parlamento não deve dar um sinal errante tornando-o mais irrelevante e absurdo" e defendeu que "se corrija e se avance para uma simplificação do modelo".

Da bancada do PS, Rosalina Martins sublinhou que "a avaliação dos professores deve ser um processo contínuo e sustentado, com efeitos imediatos no concurso anual para as necessidades transitórias e também com efeitos não imediatos, como o descongelamento no acesso e progressão nas carreiras, quando chegar o momento oportuno".

"Estamos sempre disponíveis para melhorar, não para suspender o regime vigente antes de proceder à sua necessária avaliação", afirmou a deputada socialista."

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Abraço!

Reformas: E os contemplados de Março são...

...estes 200 (creio que contei bem) felizardos que se vão ver livres da escola. Depois de uma vida de trabalho deve ser triste querer "fugir" de onde se dedicou grande parte da vida...

Estes ainda conheceram os bons tempos da Educação em Portugal. Eu espero vir a conhecer...

(Se deixarem o rato em cima podem escolher ver em ecrã total)




Abraço!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ME assegura não haver coincidência de quotas para avaliados e avaliadores

As cotas não deveriam estar definidas antes do início da avaliação?

"O governante adiantou que "muito em breve" será iniciada a negociação dos dois diplomas com as organizações sindicais de professores." - Já não era sem tempo. Só não sei se vou ficar satisfeito com estas negociações... mas isso é o tal pessimismo entranhado que já publicitei anteriormente!


"ME assegura não haver coincidência de quotas para avaliados e avaliadores


Lusa / EDUCARE

O Ministério da Educação garantiu ontem que "não haverá coincidência" do universo das quotas entre professores avaliadores e avaliados, anunciando que "muito em breve" será iniciada a negociação com os sindicatos de dois despachos sobre a matéria.

Durante uma audição na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, ontem à tarde, o secretário de Estado adjunto e da Educação fez questão de esclarecer o assunto, afirmando que "efectivamente não há coincidência dos universos entre avaliadores e avaliados". "O ME encontra-se em fase final da criação dos despachos que consignarão esta matéria, sobre as quotas para avaliação de desempenho. Haverá um despacho para a generalidade dos docentes e um despacho específico para as direcções das escolas e dos centros de formação", sublinhou Alexandre Ventura. O governante adiantou que "muito em breve" será iniciada a negociação dos dois diplomas com as organizações sindicais de professores. Durante a audição, Alexandre Ventura rejeitou as críticas de que o modelo de avaliação é absolutamente impraticável, garantindo que a tutela está "do lado das soluções e não dos problemas". "Não podemos exigir às escolas e docentes que tenham níveis de proficiência neste domínio. O processo de avaliação de desempenho está a desenrolar-se com normalidade e algumas dificuldades, naturalmente compreensíveis", admitiu."

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Abraço!

A insatisfação dos professores portugueses, contada em três passos

Três passos são poucos, mas já dizem muito.


"Os professores estão ansiosos por gritar nas ruas contra os cortes na escola pública e nem querem esperar pela convocação dos sindicatos.
por Kátia Catulo - Jornal i


 DESPEDIMENTOS

Directores ou sindicatos já avisaram que as mudanças anunciadas para o próximo ano lectivo vão provocar uma vaga de despedimentos entre a classe docente. Nas escolas já se adivinha quais vão ser os primeiros a ficar desempregados. "São os mais jovens que poderão não vir a ter os contratos renovados", avisa André Pestana, do movimento 3R.



EXCESSO DE TRABALHO

Após os despedimentos, ficarão os professores mais velhos, que temem aumentar a carga de trabalho para suprir a falta de meios. O projecto de despacho do governo que determina a reorganização de trabalho para o próximo ano lectivo aumentou o leque das tarefas que os professores terão de desempenhar fora da sala de aula: "Ficaremos reduzidos e teremos de assumir um maior número de funções burocráticas, além de continuar a preparar as aulas", conta Jaime Pinho, do Movimento Escola Pública.



AVALIAÇÃO

Os professores estão também indignados com o modelo de avaliação "que está a causar um grande mau estar" dentro das escolas, avisa Jaime Pinho. Acusam a tutela de ter criado um modelo "excessivamente burocrático", com os professores a disputarem as "poucas" oportunidades de progressão na carreira, que entretanto ficaram congeladas para toda a função pública. "É preciso rever esse modelo porque continuamos a ter avaliadores sem formação, continuamos a ter professores de Filosofia a avaliar os de História, de Inglês a avaliar os de Francês, de Matemática a avaliar os de Físico-Químicas."

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Abraço!
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ensino particular: Governo e associação chegam a acordo

Uma notícia da TVI:

"107 turmas deixarão de ser financiadas no início do próximo ano lectivo

O Governo e a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) chegaram esta quarta-feira a um acordo em relação às regras de financiamento dos contratos de associação e a uma redução gradual do número turmas abrangidas.

Em conferência de imprensa no Ministério da Educação, a ministra Isabel Alçada revelou que os contratos serão assinados «por cinco anos, até nova avaliação das necessidades da rede pública».

Segundo o acordo assinado esta quarta-feira, 107 turmas deixarão de ser financiadas ao abrigo destes contratos no início do próximo ano lectivo e outras 107 apenas em 2013/2014.

Um estudo encomendado pelo Ministério da Educação sobre a rede de colégios com financiamento público, divulgado na semana passada, propôs uma redução em 10 por cento do número de turmas financiadas: menos 146 turmas do ensino básico e menos 68 do secundário, num total de 214."

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Acabaram por ceder ao ministério da educação, mas também não podiam fazer muito mais.

Abraço!




É português o melhor aluno do mundo em língua portuguesa

Haja orgulho em ser português!

É um vídeo da RTP:

"Um aluno do Colégio luso internacional de Braga recebeu o prémio de melhor do mundo em língua portuguesa pela Universidade de Cambridge. Concorreram a este exame internacional alunos de 127 países."






Abraço!

Sindicatos de professores unidos para pedir à Provedoria da Justiça reposição da legalidade

São muitos assuntos em cima da mesa e de "negociação" (só há negociação se houverm, pelo menos, 2 partes - neste caso só há o ministério da educação) difícil.

Chamo atenção para a discussão da compensação por termino do contrato, que nestes últimos dias tem ensombrado alguns docentes (conheço vários casos). Estão a ser ameaçados para devolverem o que receberam e ainda não vi grande acção dos sindicatos neste domínio.

A esperança é a última a morrer, mas tem morrido muito prematura...

Mais uma notícia do Público:



"Sindicatos de professores unidos para pedir à Provedoria da Justiça reposição da legalidade


A Plataforma de Sindicatos de Professores reúne-se na quarta-feira com a Provedoria da Justiça para tentar repor a legalidade relativamente a medidas da tutela que considera estarem a violar a lei, como a organização do próximo ano lectivo sem negociação.

Numa iniciativa rara, os sindicatos do sector uniram-se para uma reunião com a qual pretendem reverter “procedimentos e medidas que o Ministério da Educação (ME) tem vindo a impor e que, na opinião dos Sindicatos de Professores, violam quadros legais vigentes”.

Em causa estão - segundo um comunicado da plataforma - a ausência de negociação relativamente a matérias que implicam directamente o emprego e os horários de trabalho dos professores e que, por isso, “são de negociação obrigatória”.

Como exemplo, é referido o caso mais recente, do projecto de despacho sobre a organização do próximo ano lectivo que “o ME recusou negociar”, apesar de esse ser um dos instrumentos principais de redução do número de horários e de postos de trabalho nas escolas.

Isto porque o diploma vem “subverter gravemente” o despacho que actualmente vigora e que decorre de processos negociais que tiveram lugar com a anterior equipa ministerial.

Em cima da mesa estarão outras matérias, como as “ultrapassagens” de professores na carreira, docentes que estão impedidos de progredir até ao final do ano por o Ministério não ter estabelecido a contingentação, ou as orientações da tutela sobre a aplicação do regime de avaliação.

Os sindicatos contestam ainda a aplicação da mesma quota de avaliação a docentes relatores e docentes avaliados e o período experimental a aplicar a docentes em regime de contratação a termo.

No que respeita a remunerações, os sindicalistas querem discutir o direito a receber compensação por caducidade de contrato, a não dedução das horas de formação contínua na componente não letiva de estabelecimento e os suplementos remuneratórios a docentes com funções em órgãos de gestão."

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Abraço!

Ser Professor

Apresento-vos esta opinião de João Ruivo ao mesmo tempo que testo esta nova forma de apresentação de conteúdos neste blogue.

Vale a pena a leitura. (Se deixarem o rato por cima 2 segundos aparece a opção "view in full screen" - Ver em ecrã inteiro)




Abraço!