quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ME assegura não haver coincidência de quotas para avaliados e avaliadores

As cotas não deveriam estar definidas antes do início da avaliação?

"O governante adiantou que "muito em breve" será iniciada a negociação dos dois diplomas com as organizações sindicais de professores." - Já não era sem tempo. Só não sei se vou ficar satisfeito com estas negociações... mas isso é o tal pessimismo entranhado que já publicitei anteriormente!


"ME assegura não haver coincidência de quotas para avaliados e avaliadores


Lusa / EDUCARE

O Ministério da Educação garantiu ontem que "não haverá coincidência" do universo das quotas entre professores avaliadores e avaliados, anunciando que "muito em breve" será iniciada a negociação com os sindicatos de dois despachos sobre a matéria.

Durante uma audição na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, ontem à tarde, o secretário de Estado adjunto e da Educação fez questão de esclarecer o assunto, afirmando que "efectivamente não há coincidência dos universos entre avaliadores e avaliados". "O ME encontra-se em fase final da criação dos despachos que consignarão esta matéria, sobre as quotas para avaliação de desempenho. Haverá um despacho para a generalidade dos docentes e um despacho específico para as direcções das escolas e dos centros de formação", sublinhou Alexandre Ventura. O governante adiantou que "muito em breve" será iniciada a negociação dos dois diplomas com as organizações sindicais de professores. Durante a audição, Alexandre Ventura rejeitou as críticas de que o modelo de avaliação é absolutamente impraticável, garantindo que a tutela está "do lado das soluções e não dos problemas". "Não podemos exigir às escolas e docentes que tenham níveis de proficiência neste domínio. O processo de avaliação de desempenho está a desenrolar-se com normalidade e algumas dificuldades, naturalmente compreensíveis", admitiu."

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Abraço!

A insatisfação dos professores portugueses, contada em três passos

Três passos são poucos, mas já dizem muito.


"Os professores estão ansiosos por gritar nas ruas contra os cortes na escola pública e nem querem esperar pela convocação dos sindicatos.
por Kátia Catulo - Jornal i


 DESPEDIMENTOS

Directores ou sindicatos já avisaram que as mudanças anunciadas para o próximo ano lectivo vão provocar uma vaga de despedimentos entre a classe docente. Nas escolas já se adivinha quais vão ser os primeiros a ficar desempregados. "São os mais jovens que poderão não vir a ter os contratos renovados", avisa André Pestana, do movimento 3R.



EXCESSO DE TRABALHO

Após os despedimentos, ficarão os professores mais velhos, que temem aumentar a carga de trabalho para suprir a falta de meios. O projecto de despacho do governo que determina a reorganização de trabalho para o próximo ano lectivo aumentou o leque das tarefas que os professores terão de desempenhar fora da sala de aula: "Ficaremos reduzidos e teremos de assumir um maior número de funções burocráticas, além de continuar a preparar as aulas", conta Jaime Pinho, do Movimento Escola Pública.



AVALIAÇÃO

Os professores estão também indignados com o modelo de avaliação "que está a causar um grande mau estar" dentro das escolas, avisa Jaime Pinho. Acusam a tutela de ter criado um modelo "excessivamente burocrático", com os professores a disputarem as "poucas" oportunidades de progressão na carreira, que entretanto ficaram congeladas para toda a função pública. "É preciso rever esse modelo porque continuamos a ter avaliadores sem formação, continuamos a ter professores de Filosofia a avaliar os de História, de Inglês a avaliar os de Francês, de Matemática a avaliar os de Físico-Químicas."

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Abraço!
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ensino particular: Governo e associação chegam a acordo

Uma notícia da TVI:

"107 turmas deixarão de ser financiadas no início do próximo ano lectivo

O Governo e a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) chegaram esta quarta-feira a um acordo em relação às regras de financiamento dos contratos de associação e a uma redução gradual do número turmas abrangidas.

Em conferência de imprensa no Ministério da Educação, a ministra Isabel Alçada revelou que os contratos serão assinados «por cinco anos, até nova avaliação das necessidades da rede pública».

Segundo o acordo assinado esta quarta-feira, 107 turmas deixarão de ser financiadas ao abrigo destes contratos no início do próximo ano lectivo e outras 107 apenas em 2013/2014.

Um estudo encomendado pelo Ministério da Educação sobre a rede de colégios com financiamento público, divulgado na semana passada, propôs uma redução em 10 por cento do número de turmas financiadas: menos 146 turmas do ensino básico e menos 68 do secundário, num total de 214."

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Acabaram por ceder ao ministério da educação, mas também não podiam fazer muito mais.

Abraço!




É português o melhor aluno do mundo em língua portuguesa

Haja orgulho em ser português!

É um vídeo da RTP:

"Um aluno do Colégio luso internacional de Braga recebeu o prémio de melhor do mundo em língua portuguesa pela Universidade de Cambridge. Concorreram a este exame internacional alunos de 127 países."






Abraço!

Sindicatos de professores unidos para pedir à Provedoria da Justiça reposição da legalidade

São muitos assuntos em cima da mesa e de "negociação" (só há negociação se houverm, pelo menos, 2 partes - neste caso só há o ministério da educação) difícil.

Chamo atenção para a discussão da compensação por termino do contrato, que nestes últimos dias tem ensombrado alguns docentes (conheço vários casos). Estão a ser ameaçados para devolverem o que receberam e ainda não vi grande acção dos sindicatos neste domínio.

A esperança é a última a morrer, mas tem morrido muito prematura...

Mais uma notícia do Público:



"Sindicatos de professores unidos para pedir à Provedoria da Justiça reposição da legalidade


A Plataforma de Sindicatos de Professores reúne-se na quarta-feira com a Provedoria da Justiça para tentar repor a legalidade relativamente a medidas da tutela que considera estarem a violar a lei, como a organização do próximo ano lectivo sem negociação.

Numa iniciativa rara, os sindicatos do sector uniram-se para uma reunião com a qual pretendem reverter “procedimentos e medidas que o Ministério da Educação (ME) tem vindo a impor e que, na opinião dos Sindicatos de Professores, violam quadros legais vigentes”.

Em causa estão - segundo um comunicado da plataforma - a ausência de negociação relativamente a matérias que implicam directamente o emprego e os horários de trabalho dos professores e que, por isso, “são de negociação obrigatória”.

Como exemplo, é referido o caso mais recente, do projecto de despacho sobre a organização do próximo ano lectivo que “o ME recusou negociar”, apesar de esse ser um dos instrumentos principais de redução do número de horários e de postos de trabalho nas escolas.

Isto porque o diploma vem “subverter gravemente” o despacho que actualmente vigora e que decorre de processos negociais que tiveram lugar com a anterior equipa ministerial.

Em cima da mesa estarão outras matérias, como as “ultrapassagens” de professores na carreira, docentes que estão impedidos de progredir até ao final do ano por o Ministério não ter estabelecido a contingentação, ou as orientações da tutela sobre a aplicação do regime de avaliação.

Os sindicatos contestam ainda a aplicação da mesma quota de avaliação a docentes relatores e docentes avaliados e o período experimental a aplicar a docentes em regime de contratação a termo.

No que respeita a remunerações, os sindicalistas querem discutir o direito a receber compensação por caducidade de contrato, a não dedução das horas de formação contínua na componente não letiva de estabelecimento e os suplementos remuneratórios a docentes com funções em órgãos de gestão."

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Abraço!

Ser Professor

Apresento-vos esta opinião de João Ruivo ao mesmo tempo que testo esta nova forma de apresentação de conteúdos neste blogue.

Vale a pena a leitura. (Se deixarem o rato por cima 2 segundos aparece a opção "view in full screen" - Ver em ecrã inteiro)




Abraço!

Quantos contratados ficarão de fora do Ensino?

É uma notícia da Antena 1. Leiam o resumo mas dêm mais atenção ao extracto audio:

"BE alerta para despedimentos na educação, ministra nega


Na audição parlamentar à ministra da Educação, o Bloco de Esquerda alertou para os despedimentos que podem surgir face aos cortes na educação. Isabel Alçada disse mesmo que os custos por turma vão baixar cerca de 75 mil euros. O Ministério propõe que os contratos de associação com os colégios privados se situe nos 80 mil euros por turma no próximo ano, acima do previsto para as escolas públicas. A jornalista Madalena Salema acompanhou esta audição na AR."





Fiquei a gostar da minha frase inspirada (e infelizmente mais perto da realidade do que queria):
És contratado? Estás tramado!

Abraço!

Futuro do próximo ano lectivo está nas mãos do PSD - Já estão assustados?

Transcrevo e comento esta notícia do Jornal i:


"Oposição quer voltar a avaliar as mudanças no ensino básico, mas terá de esperar que o PSD concorde

A batata quente está na bancada do PSD. A oposição anunciou ontem durante a audição da ministra Isabel Alçada na comissão de Educação e Ciência do parlamento que vai requerer a apreciação parlamentar do decreto-lei que define as mudanças curriculares no ensino básico. Bloco de Esquerda, CDS-PP e PCP querem rever as decisões que implicam eliminar as disciplinas Área de Projecto, restringir o estudo acompanhado aos alunos mais fracos e ainda reduzir de dois para um o número de professores nas aulas de Educação Visual e Tecnológica do 2.o ciclo. Só que vão ter de esperar até os deputados do PSD decidirem se pretendem ou não juntar-se à oposição. - Protestam e contestam muito, mas já estamos habituados a que compactuem com o governo. Será que fazem o que está certo desta vez?

O deputado social-democrata Emídio Guerreiro diz que o seu partido quer conhecer primeiro a "fundamentação técnica e pedagógica" por trás destas medidas e, apesar de defender que a equipa de Isabel Alçada foi "incapaz de justificar" as alterações curriculares previstas para Setembro durante a audição, diz estar disposto a dar "mais algum tempo" ao Ministério da Educação para apresentar as devidas justificações.

A ausência de motivos pedagógicos foi a crítica que uniu toda a oposição contra a ministra da Educação e tanto Ana Drago, do BE, como Miguel Tiago, do PCP, pressionaram até ao limite a equipa de Isabel Alçada para saber que impacto no desemprego vai ter a eliminação de duas disciplinas e o fim dos pares pedagógicos nas aulas de Educação Visual Tecnológica.


Geração Deolinda

Apesar das sucessivas perguntas sobre a não renovação de contratos dos docentes que não estão integrados nos quadros, o secretário de Estado da Educação, Alexandre Ventura, manteve a mesma resposta: "Não vamos fazer quaisquer despedimentos. Vamos, sim, encontrar com as direcções de escolas as melhores soluções para gerir o tempo dos professores com outras actividades lectivas." Só faltou esclarecer se a promessa se estende aos contratados, que, na expressão de Ana Drago, estão agora catalogados na "geração Deolinda". - Mais uma vez não houve a coragem de esclarecer esta parte. Contratado não é professor, é um "tapa-buracos", o que não falta por aí são contratados. Infelizmente já estou habituado...

Da esquerda à direita, a oposição também censurou as mudanças no currículo do ensino básico sem estudos prévios. O critério, aliás - relembrou Emídio Guerreiro, do PSD -, não foi usado para reavaliar a oferta de escolas privadas com contrato de associação.
"É inacreditável que no caso do ensino particular haja um estudo de 400 páginas e para as escolas públicas nem uma folha A4."

Emídio Guerreiro assumiu perante o hemiciclo que não aceita os resultados do estudo que o Ministério da Educação solicitou à Universidade de Coimbra sobre as escolas privadas com contratos associativos por "conterem erros grosseiros". Contagem mal feita de alunos portadores de deficiência, taxas de ocupação da rede pública com valores diferentes dos fornecidos pelas autarquias ou localização geográfica imprecisa foram as "discrepâncias" que o PSD diz ter detectado no estudo. O deputado social-democrata acusou o governo de fornecer informação errada à equipa da Faculdade de Letras que apresentou o diagnóstico na semana passada. O relatório faz, segundo o PSD, uma contagem errada de alunos com necessidades especiais em pelo menos dez estabelecimentos de ensino privado e refere distâncias imprecisas na localização de escolas com oferta privada e pública. Os dados sobre a taxa de ocupação também apresentam diferenças, diz Emídio Guerreiro, dando o exemplo do município das Caldas da Rainha, que no estudo da Universidade de Coimbra tem uma taxa de ocupação da rede pública a não ultrapassar os 50% e, segundo a informação dada ao PSD pela câmara municipal, esse valor situar-se-á entre 90% e 104%. "A informação que foi dada é má e por isso não posso aceitar o estudo."

A oposição voltou a fazer perguntas sobre os custos dos alunos da rede pública, mas desta vez a ministra tinha a resposta na ponta da língua. O Estado gastou em 2010-2011 com cada aluno 3735 euros por ano. Por turma esse valor sobe para 85 513 euros. Para o próximo ano lectivo o governo prevê gastar entre 3296 euros (aluno/ano) e 75 487 euros (turma/ano). Ou seja, vai gastar menos 439 euros com cada aluno da escola pública. - Continuo curioso para saber de onde aparece este número - como foi calculado? E Vão cortar 10 mil euros por turma? Fácila, é só livrarem-se de mais um contrado!  A divulgação dos números era exigida pelos deputados há semanas, mas a ministra esclarece que as estatísticas sempre estiveram disponíveis para quem as quisesse consultar. Os dados permitem comparar os encargos do Estado com as turmas de escolas privadas - o financiamento aprovado é de 80 080 euros por ano/turma. Isabel Alçada esclareceu que até as novas regras estarem redefinidas persistiam "discrepâncias" entre contratos com valores a variarem de 80 a 150 mil euros/turma. "Não podemos fazer contratos diferenciados. Seria injusto e ilegal."
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Nada de novo. És contratado? Estás tramado!

Abraço!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Avaliação dos professores volta ao Parlamento

Há bons argumentos para acabarem com esta medida...

É uma notícia do SOL:


"O Parlamento volta na quarta-feira a discutir a não consideração dos efeitos da avaliação de desempenho dos professores nos concursos de colocação, na sequência de projectos de lei do PCP e Bloco de Esquerda.

A matéria já foi debatida no plenário da Assembleia da República no final de Abril do ano passado durante um debate de actualidade agendado pelo PCP e no início de Maio na Comissão de Educação e Ciência, numa audição com a ministra Isabel Alçada.

Os dois partidos apresentaram aqueles diplomas também no final de Abril, na mesma semana em que terminava a apresentação de candidaturas, mas o PS rejeitou o seu agendamento para discussão e votação com carácter de urgência, para o qual seria necessário o acordo de todos os grupos parlamentares.

Agora, já na segunda sessão legislativa, PCP e Bloco de Esquerda recuperam a intenção de que os resultados da avaliação de desempenho não produzam efeitos na lista de graduação nacional de professores.

Até ao anterior concurso contava apenas a nota de curso e os anos de serviço. Com a alteração introduzida pelo Governo nas regras, um docente avaliado com "Muito Bom" recebe mais um valor, enquanto um professor classificado com "Excelente" é bonificado em dois valores.

«Por motivos que são absolutamente alheios aos professores, um determinado professor pode ser substancialmente prejudicado no concurso apenas por ter sido sujeito a um regime de avaliação diverso», afirmam os comunistas, na exposição de motivos.

Alegando que «são várias as situações de tratamento desigual de docentes que se encontram na mesma situação», o Bloco de Esquerda exige que seja prorrogado até ao ano escolar 2011/2012 uma disposição transitória que estabelece que nos concursos não sejam tidos em consideração os resultados da avaliação de desempenho.

Durante a audição parlamentar em Maio do ano passado, a ministra Isabel alçada alegou que a nota de curso e os anos de serviço «não são critérios suficientes para a selecção de professores», rejeitando ignorar o esforço desenvolvido por escolas e professores durante o primeiro ciclo avaliativo (2007-2009).

Os sindicatos de professores manifestaram-se contra a consideração da avaliação, alegando a forma desigual como o modelo foi aplicado de escola para escola e apresentaram mesmo providências cautelares nos tribunais para travar o processo."


Abraço!

Alterações curriculares também visam "contenção orçamental", admite Governo

Afinal o orçamento reduzido contribuíu para estas alterações currículares...

"O Governo admitiu hoje que as alterações curriculares a introduzir no ensino básico e secundário também visam uma "contenção orçamental" e garantiu que os professores de Educação Visual e Tecnológica não serão transformados em "elementos descartáveis".

Durante uma audição na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência da Assembleia da República, Isabel Alçada foi questionada sobre o fim da Área de Projeto e do Estudo Acompanhado, fim do par pedagógico de Educação Visual e Tecnológica (EVT) e a possibilidade de as escolas se organizarem em tempos de 45 e 90 minutos.

"As alterações beneficiam o currículo. Têm em conta o interesse dos alunos, mas permitem contenção orçamental", afirmou Isabel Alçada."

De Franque Silva (LUSA)

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Para quando um discurso claro?

Quando é que o governo acabará com este tabu do número de docentes sem emprego no próximo ano lectivo?


Abraço!