segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ministra enfrenta oposição na AR e pais e docentes na rua

Uma notícia do DN:

"Enquanto Isabel Alçada estiver a tentar esclarecer os deputados, a pedido do CDS-PP e do BE, cá fora far-se-ão ouvir os protestos dos pais com filhos em colégios com contratos de associação com o Estado e dos professores de Educação Visual e Tecnológica (EVT). Das cerca de 90 escolas privadas com contrato de associação, estarão mais de 600 pessoas, de acordo com os cálculos do movimento SOS Educação. Os encarregados de educação destes estabelecimentos têm protagonizado vários protestos, incluindo o encerramento de escolas, contra a redução do financiamento público.


Na semana passada foi divulgado um estudo encomendado pelo Ministério da Educação que aponta para a redução de 10 por cento do número de turmas financiadas e extinção de contratos com vários estabelecimentos. O documento é contestado pelo SOS Educação que rejeita chamar-lhe "estudo" e considera que veio agravar as preocupações dos pais. Existe ainda a possibilidade de alguns elementos do movimento assistirem à audição. O mote deste protesto vai assentar numa sátira aos livros escritos pela ministra. "Chega de Aventuras, Queremos a Verdade" é a palavra de ordem que se ouvirá para exigir "um estudo independente ao custo concreto das escolas públicas", disse à Lusa o porta-voz do movimento, Luís Marinho.

No final da audição será votada uma proposta do PSD para que o Conselho Nacional de Educação elabore um estudo sobre o custo por aluno no ensino público. Também os professores de EVT se preparam para reunir junto ao Parlamento e enviar uma delegação ao interior. Poderão estar cerca de 500 professores concentrados frente à AR, de acordo com contactos efetuados pela Lusa, mas antes um grupo da direção da Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica (ANPEVT) tentará mais uma ronda de contactos informais com os partidos para apresentar as suas preocupações: a manutenção do posto de trabalho depois de o Governo ter decidido manter apenas um professor do par que atualmente assegura a disciplina. A medida, diz o presidente da associação é "meramente economicista" e foi tomada sem ter em conta "qualquer critério pedagógico"."

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Espero que surta efeito, mas não tenho muitas esperanças...
 
Abraço!

Cérebro humano encolheu em 30.000 anos o equivalente a uma bola de ténis

Isso quer dizer que estamos menos inteligentes?

Foi o que pensei em primeiro lugar, pois tem-se demosntrado que um cérebro maior faz parte da evolução. Mas não involuimos, apenas somos menos fortes e não precisamos de tanto cérebro.

Confusos óu ávidos de mais informação? Leiam esta notícia da SIC:


"De acordo com a France Presse, que cita trabalhos científicos recentes, ao longo de 30.000 anos o volume médio do cérebro do homem moderno - homo sapiens - diminui cerca de 10 por cento, de 1.500 para 1.359 centímetros cúbicos, o equivalente a uma bola de ténis.


O cérebro das mulheres, mais pequeno do que o dos homens, sofreu proporcionalmente a mesma redução.

As medidas foram feitas a partir de cérebros encontrados na Europa, no Médio Oriente e na Ásia, explicou o antropólogo John Hawks, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

"Chamo a isto uma redução essencial e uma piscadela de olho à evolução", declarou o especialista numa recente entrevista à revista 'Discover'.

Segundo alguns antropólogos, tal redução não é assim tão surpreendente, na medida em que quanto mais forte e musculado mais tempo leva a inteligência a controlar essa massa.

O homem de Neandertal, um 'parente' do homem moderno desaparecido há 30.000 anos por razões ainda não totalmente clarificadas, era mais forte e tinha um cérebro maior. O homem Cro-Magnon, que pintou as paredes da caverna de Lascaux há cerca de 17.000 anos, foi o Homo sapiens com maior cérebro. Era igualmente mais forte do que os seus descendentes.

"Tais recursos eram necessários para sobreviver num ambiente hostil", sublinha David Geary, professor de psicologia da Universidade de Missouri (Estados Unidos) e autor de trabalhos sobre o desenvolvimento do cérebro humano ao longo dos anos.

Partindo desta constatação, o investigador estudou a evolução da dimensão do crânio, no período compreendido entre há 1,9 milhões e 10.000 anos atrás, e como os nossos antepassados viviam em processos sociais mais complexos.

Partiu do princípio de que uma maior concentração humana era importante, pois haveria maior intercâmbio entre grupos, maior divisão de trabalho e interações mais ricas entre os vários indivíduos.

O investigador constatou igualmente que o tamanho do cérebro diminuía quando a densidade populacional aumentava.

"De facto, na emergência de sociedades mais complexas, o cérebro humano tornou-se mais pequeno porque os indivíduos não têm a necessidade de tanta inteligência para sobreviverem, são ajudados pelos outros", explica David Geary à agência France Presse.

Contudo, esta redução do cérebro não quer dizer que os homens modernos são mais idiotas do que os seus ancestrais.

Desenvolveram foi outras formas de inteligência mais sofisticada, insiste, por seu lado, Brian Hare, professor adjunto de antropologia na universidade de Duke (Carolina do Norte).

O especialista faz ainda um paralelo entre os animais domésticos e os selvagens. Assim, os lobos de Alsácia (pastor alemão) têm um cérebro mais pequeno do que o dos lobos, mas são mais inteligentes e sofisticados porque compreendem os gestos de comunicação entre os homens.

"Isto mostra que não há relação entre o tamanho do cérebro e o quotidiano intelectual", que se define sobretudo pela capacidade de induzir e criar, insiste Brian Hare.

Cita ainda o exemplo dos chimpanzés, agressivos e dominadores, que têm um cérebro maior do que os macacos bonobos, mais 'civilizados' pois utilizam a simulação do ato sexual ou acasalamento para resolver os conflitos."

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Ou seja (em tom de brincadeira): como temos amigos/colegas não precisamos de tanto cérebro!

Abraço!

Professores. Começou a revolta que ainda não faz barulho

Infelizmente não noto isto na minha escola: mas também sou culpado, nada fiz neste sentido. Apenas se juntam uns grupos de conversa do "isto está mau, não pode ser". Ainda não ouvi "isto está mau, vamos fazer x ou y".

Fico animado por saber que alguém se está a mexer, não podemos esperar só pelos sindicatos.

Espero que não se lembrem de mais uma greve, não me parece que consigamos algo com isso. Mas fico expectante, será que conseguimos ser originais? Ou eficazes?

Mais uma notícia do Jornal i:


"O apelo circula nos emails, nos corredores das escolas, nos encontros marcados ao fim-de-semana, nos plenários organizados ao final da tarde ou à mesa dos restaurantes. Os professores conspiram quando e onde é possível, sem esperar pelos sindicatos para preparar os protestos contra a vaga de despedimentos e os cortes anunciados para o próximo ano lectivo. Querem ir para a rua depressa e a falta da logística das organizações sindicais não os impede de acreditar que vão conseguir mobilizar milhares de colegas nas praças ou nas avenidas de Lisboa. O comboio já está em movimento e a cada dia ganha mais velocidade.


Nas escolas de Setúbal ou de Oeiras são os professores que saem das aulas com vontade de se reunirem em vez de irem para casa ruminar sobre as desgraças que julgam virem aí. "A facilidade com que os professores se juntaram espontaneamente há poucos dias na Escola Básica Luísa Todi foi surpreendente", conta Jaime Pinho, do Movimento Escola Pública (MEP). Foi o princípio de uma corrente que em poucas horas contagiou a escola onde dá aulas mesmo ali ao lado - a Secundária D. João II - e estará prestes a entrar noutros agrupamentos de Setúbal ou de Palmela.

"Na minha escola, por exemplo, há uma grande vontade por parte dos professores de começarem a fazer qualquer coisa para travar o Ministério da Educação", explica Jaime Pinho. Os contactos já começaram - professor a professor, escola a escola, até entrarem em todas e conseguirem organizar um plenário com os docentes de todo o concelho de Setúbal. E depois logo se vê: "O que fazer com este movimento que está agora a germinar é ainda uma incógnita. Sentimos que o mínimo que podemos fazer é gritar alto numa praça da capital."

Em crescendo
Em Oeiras a onda de protestos também já está formigar dentro das escolas. Começou sem fazer muito barulho, mas é para ir crescendo até ganhar a escala de uma manifestação nacional. Na próxima semana distribuem-se panfletos aos pais e encarregados de educação para mostrar o ponto de vista dos professores sobre as consequências dos cortes orçamentais previstos para a educação. Na semana seguinte há pelo menos duas escolas do concelho em que os professores vão parar e fazer um minuto de silêncio. Ainda antes de Fevereiro terminar, o murmúrio vai sair dos portões e ficar frente às escolas. Algumas dezenas de professores irão empunhar cartazes e faixas em "defesa da escola pública".

Todo esse reboliço tem um grupo de professores por trás - o movimento 3R - Renovar, Refundar e Rejuvenescer. São pouco mais de 40 professores da Grande Lisboa, mas esperam vir a contaminar outras escolas. E é por isso que esta tarde vão ocupar um restaurante de Carcavelos. A convocatória para os professores participarem neste encontro chegou por emails disseminados com a eficácia de um vírus informático. "O objectivo desta iniciativa é apenas partilhar as ideias que vamos tendo para lutar contra aquilo que consideramos ser a destruição da escola pública", diz André Pestana, professor contratado em Oeiras e um dos coordenadores do 3R. Partilhando as ideias com os colegas vão encorajando outras escolas a fazerem o mesmo.

À mesa do restaurante, André Pestana vai tentar chegar mais longe. Quer sondar até onde os colegas estão dispostos a ir: "Estamos ainda a ponderar lançar algumas ideias para concretizar iniciativas que se traduzam num protesto forte." Só que antes disso é preciso alargar a influência do movimento e chegar a mais professores e a outros movimentos. O 3R quer aproveitar esta terça-feira - dia em que a ministra Isabel Alçada será ouvida na comissão de Educação da Assembleia da República - para estender o seu campo de acção. Haverá movimentações na rua, protestos de professores e até de encarregados de educação das escolas privadas com contratos de associação. O ambiente perfeito para contactar outros movimentos e fazer crescer essa vontade de mobilizar os colegas para uma missão ainda maior.


Unir forças
Quem for dos sindicatos e quiser juntar-se será bem-vindo - esclarece André Pestana -, mas o movimento 3R assegura que não vai ficar à espera que sejam as estruturas sindicais a dar o passo seguinte: "Os sindicalistas estão muito centrados em ganhar a guerra nos tribunais e ainda alimentam a esperança de vir a negociar com o ministério, mas nós acreditamos na mobilização de base para vencer este ataque contra a escola pública."

Só que há-de chegar o momento em que sindicatos e movimentos independentes de professores têm de se entender, avisa Jaime Pinho, do MEP. "No início houve muita desconfiança mútua, mas hoje é essencial reconhecer que a única via para chegarmos a algum lado é trabalhar em conjunto." Resta ver quem dá o primeiro passo. "Alguém terá de estender a mão", diz o coordenador do Movimento Escola Pública. E esse "alguém" são os sindicatos, que, por terem "maiores responsabilidades", deviam ter a "grandeza" de reconhecer a "força que os movimentos podem fazer para travar o governo". O comboio já partiu. Falta saber quem fará a viagem."



Abraço!

Plataforma sindical de professores regressa com mais aliados

E venham aliados, só nós já não chegamos!

E venha união, que assim desunidos também não chegamos (a lado nenhum)!

E venha luta inovadora e eficaz, de greves que nada resolvem estamos (todos?) fartos!

É uma notícia do Jornal i:


"Por enquanto ainda é cada um por si, mas os nove sindicatos vão estar unidos quando chegar a hora de reerguer um protesto nacional de professores contra os cortes e os despedimentos que temem vir a ser alvos por parte do Ministério da Educação. A Plataforma Sindical dos Professores está de regresso e quer responder na mesma moeda ao governo de José Sócrates, assegura Mário Nogueira, que esta quinta-feira, anuncia ao país em conferência de imprensa as "formas de luta" que a classe irá travar em breve. "A única coisa que posso desde já assegurar é que será uma resposta à dimensão da vergonha desta política educativa que está a ser preparada para o próximo ano lectivo", promete o secretário-geral da Fenprof e porta-voz da plataforma.


A Plataforma Sindical dos Professores - criada em 2008 para combater as políticas da ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues - está de novo operacional e, desta vez, pretende ser ainda mais ambiciosa. Lutar em duas frentes é o caminho que estão traçar: de um lado, os professores que terão um "momento exclusivo" para demonstrar a sua revolta; do outro, "todos os agentes" envolvidos na educação e que queiram subscrever o manifesto em "defesa da escola pública" da plataforma e aderir a uma "Marcha Lenta pela Educação" em Lisboa - sejam eles pais, alunos, directores ou psicólogos escolares.

Contar espingardas
Será uma agenda carregada aquela que a plataforma terá de gerir a partir desta semana e ainda antes de anunciar o plano de combate que será desvendado na quinta-feira. Hoje e amanhã cada um dos sindicatos reúne-se com os seus delegados para fazerem o balanço dos plenários que promoveram entre os professores. Centenas de delegados sindicais tiveram sucessivas reuniões nas escolas para fazer a contagem de espingardas. Quiseram saber até onde os professores estão dispostos a ir para "travar" o Ministério da Educação e são estas as respostas que agora vão levar aos dirigentes sindicais.

"No caso da Fenprof são cerca de 800 delegados que mergulharam nesta empreitada. Eu próprio, que gosto pouco de ficar sentado atrás de uma secretária, participei também nessa tarefa", conta o secretário geral da Fenprof. Menos de 48 horas é o prazo que cada um dos nove sindicatos terá para desenhar estratégias e definir o quer deste combate. Fim de tarde de quarta-feira é o dia em que a plataforma volta a se reunir para, desta feita, decidir o que será anunciado ao país na manhã seguinte.

Marcha lenta
O plano de combate não se esgota nos protestos dos professores, avisa o porta-voz da plataforma. Esta semana serão desencadeadas novas iniciativas para recrutar outros aliados. Está em curso a "Marcha Lenta pela Educação", uma iniciativa que a plataforma sindical espera poder vir a contar com a adesão de todos os agentes ligados à educação: "Já conseguimos mobilizar, além dos nove sindicatos que integram a plataforma, as duas confederações de pais e encarregados de educação, a Delegação Nacional de Associações de Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário e ainda os sindicatos do pessoal não docente, desde inspectores e auxiliares de educação até psicólogos ou administrativos ."

E como ainda é insuficiente, esta semana servirá também para a plataforma estender o seu apelo aos funcionários das autarquias, a outras associações de pais ou do ensino superior. O objectivo é que todos participem numa marcha que não tem data definitiva, embora alguns dirigentes gostassem que acontecesse a 2 de Abril para coincidir com os 35 anos da aprovação da Constituição da República Portuguesa. Mário Nogueira esclarece, porém, que nada está decidido, prometendo anunciar em breve a data: "Estaremos em condições de definir isso logo após fixar o calendário de protestos dos professores."


Abraço!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Educação: sindicatos vão estar atentos a avaliação, contratos a prazo e "mega agrupamentos"

Os sindicatos fazem o que fazem, mas parece que não têm força - a culpa é nossa, que não nos unimos, mas também deles, que não estão muito bem ajustados à realidade quotidiana. Os meios de luta são sempre os mesmos, as críticas repetem-se, e os resultados não aparecem... E os contratados são sempre deixados para último plano!

Quero acreditar que vão conseguir alguma coisa, mas...

Mais uma notícia do Jornal i de 6 de Fevereiro:

"A aplicação do novo modelo de avaliação dos professores, a defesa de um concurso extraordinário em 2011, as alterações curriculares e os novos “mega-agrupamentos” estarão sob a mira dos sindicatos da educação durante o próximo ano letivo.


“É fundamental que este ano letivo seja marcado pela estabilidade nas políticas educativas, mas também pela reformulação de políticas erradas”, disse à agência Lusa o secretário geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva.

Reformulação na qual a FNE quer ver o envolvimento de todos os atores sociais, “particularmente os que estão mais ligados à área da educação”.

Neste contexto, está a revisão curricular dos ensinos básico e secundário e a consequente alteração dos conteúdos programáticos de várias disciplinas.

A FNE considera fundamental que o próximo ano letivo, que arranca na quarta feira, fique marcado pela realização de um concurso extraordinário de professores que permita “corrigir injustiças” e “acabar ou limitar as margens de instabilidade que têm marcado o sistema educativo, com aquilo que tem sido o uso excessivo de professores contratados”. Esta será também uma batalha, já anunciada, da Federação Nacional dos Professores (FENPROF).

A FNE espera ainda ver o ano marcado pelo aumento da oferta da educação pré-escolar, também para as crianças com menos de três anos de idade, “limitando-se o acesso a amas e pondo à disposição das famílias profissionais de educação pré-escolar”.

“Queremos também que haja crescimento das condições de exigência e rigor nas certificações escolares e profissionais”, afirmou Dias da Silva, considerando fundamental que da parte dos ministérios da Educação e do Trabalho existam mecanismos que “garantam altas qualificações” ao nível escolar e profissional para quem as procura, sejam jovens ou adultos “à procura de uma segunda oportunidade”.

A FNE vai reunir nos dias 08 e 09 o secretariado nacional, em Lisboa, para identificar ações a realizar no primeiro período.

Os responsáveis da FENPROF vão para as escolas logo no início do ano letivo preparar reuniões e o secretário geral, Mário Nogueira, tem agendada presença em cerimónias de receção aos docentes realizadas pelas autarquias.

A FENPROF está já a preparar o Dia Internacional do Professor (05 de outubro) que por este ano coincidir com o Centenário da República pode ver passadas algumas iniciativas para mais tarde, como um seminário internacional sobre a profissão.

Muito trabalho no terreno, segundo Mário Nogueira, vai requerer o acompanhamento de novas dinâmicas, como “o funcionamento dos novos mega-agrupamentos” e do “novo modelo de avaliação que, na verdade, vai ser lançado em setembro”.

“Vamos ter de acompanhar isso muito de perto porque no final do ano letivo está previsto um momento de avaliação do novo modelo e eventual alteração”, indicou.

“Temos de ver o que se passa para termos exemplos concretos para fundamentar a nossa opinião”, declarou, prevendo um ano “complicado”.

“Estamos bastante apreensivos com o aumento da precariedade. Há escolas que começam a ter níveis de precariedade e de instabilidade do corpo docente muito relevantes e que fazem com que não funcionem bem”, referiu."



Abraço!

Conheça os novos megagrupamentos de escolas

Vale a pena ler esta notícia do Jornal i.

"Os agrupamentos que neste ano lectivo fundiram as escolas do pré-escolar ao secundário ganharam uma escala tão grande que, por vezes, se tornam ingovernáveis. As direcções ainda estão a aprender a lidar com a frustração dos professores que perderam autonomia e agora se sentem ignorados. Cinco meses depois de as comissões administrativas provisórias (CAP) assumirem a gestão deste novo modelo, há ainda carências de meios ou de docentes que se tornaram mais evidentes após a fusão. "A sobrecarga burocrática aumentou uma vez que as escolas estão distantes umas das outras. As rotinas de trabalho também são outras com implicações na qualidade dos serviços prestados, o que tem gerado um clima de escola agastado e desgastado", conta Ana Clara Almeida, que dirige o agrupamento de Penacova


Em boa parte dos casos, as escolas não conseguem funcionar em pleno porque agora é mais difícil fazer chegar a informação do topo até à base da pirâmide, sem se perder pelo caminho. Nos agrupamentos de escolas de Condeixa, de Vila Real de Santo António, Penacova, Arganil ou de Ana Castro Osório (Mangualde), as direcções enfrentam todos os dias a resistência de dezenas de professores avessos às mudanças. Os cinco novos agrupamentos procuram ainda o melhor caminho para eliminar o excesso de burocracias, encontrar as estratégias para reorganizar um quadro de docentes que triplicou ou descobrir novas rotinas para uniformizar as práticas de escolas até há pouco tempo habituadas a trabalhar com autonomia.

Há um longo percurso pela frente nestes agrupamentos, os primeiros a inaugurar um modelo de gestão que em Setembro do ano passado deu origem a 84 novas unidades que ficaram conhecidas como mega-agrupamentos. E, entretanto, o governo já avisou - as fusões de escolas são para continuar no próximo ano lectivo. Juntar todos os graus de escolaridade numa gestão única é o padrão que o Ministério da Educação quer estender a todo o ensino público. Os agrupamentos de Arganil, Condeixa ou de Penacova são os pioneiros e estão entre os poucos que podem partilhar com as próximas escolas a serem fundidas o que correu mal num processo feito contra o tempo e que está ainda longe do sucesso.


A maior fusão

De um mês para o outro, a comissão administrativa provisória das escolas de Ana Castro Osório passou a dirigir um agrupamento com 2800 alunos e 340 professores. É a maior fusão até agora e, gerir um quadro de funcionários e docentes três vezes maior, tornou-se numa tarefa muito mais complicada. Reuniões gerais com todos os professores deixaram de acontecer: "Precisaria de um estádio para conseguir juntar todos os professores que agora integram o corpo docente", conta ao i António Agnelo Figueiredo, presidente da CAP.

O grande obstáculo é agora conseguir que as orientações da direcção cheguem intactas no final da corrente de transmissão: "Pôr toda a gente a trabalhar junta é o nosso principal desafio, sobretudo porque é imprescindível uniformizar as práticas de escolas que antes tinham métodos de trabalho distintos." Legislar por "despacho" passou a ser o caminho mais rápido e fácil. Os professores tiveram de se habituar às "ordens de serviço" que, em muitos casos, substituíram o debate e a partilha de decisões. A internet entrou no quotidiano das escolas pois é a única ferramenta que permite manter a comunicação com o mínimo de falhas: "Passámos a usar um portal que está em actualização permanente."


MegaReuniões

Nas escolas de Penacova, que juntou 1568 alunos de dois agrupamentos extintos, as reuniões também passaram a ter "um número elevado de participantes", conta a presidente da CAP Ana Clara Almeida: "Isso tem dificultado o cumprimento da ordem de trabalhos, a circulação de informação e a tomada de decisões." Para facilitar a comunicação, a comissão criou a figura de representante da disciplina dentro dos novos departamentos que agora incluem várias disciplinas. Depararam-se com novo constrangimento. Dada a redução do crédito global de horas do corpo docente, consequência ligada à fusão, os professores estão ainda mais limitados no tempo disponível para reuniões de planeamento ou de avaliações: "A manutenção do regime de horário de trabalho dos professores, nas circunstâncias actuais, exigindo-se imenso sem contrapartidas, tem sido um quebra-cabeças para a CAP."

Os obstáculos nas escolas de Condeixa não são muito diferentes. O agrupamento juntou 1600 alunos e 210 professores e a recente dimensão do corpo docente "coloca sérias dificuldades ao nível da organização de reuniões, sendo agora mais difícil conseguir "gerir modos de trabalhar distintos", diz a dirigente da CAP Anabela Lemos. De resto, as dificuldades repartiram-se por todos os sectores, mas a pior fase aconteceu na preparação do arranque do ano lectivo. A fusão das várias bases de dados (alunos, professores e funcionários) foi a prioridade, uma vez que foi necessário processar vencimentos, uniformizar documentos contabilísticos, turmas e listagens várias de alunos. Foi portanto preciso reforçar a assistência técnica, o que a Direcção Regional de Educação do Centro não conseguiu prestar, critica a presidente.


Comunicações interrompidas

No agrupamento de escolas de Arganil ainda hoje há processos que ficaram incompletos: "A transmissão de tarefas ou de orientações continua a ser um problema, uma vez que ainda não temos um servidor que nos permita comunicar informaticamente com as escolas básicas do 2.o e 3.o ciclos e a secundária onde está a base de dados de alunos, professores e funcionários", conta o dirigente da comissão Fernando Antunes. Cristina Silveira, do Agrupamento de Vila Real de Santo António, não ficou muito surpreendida com as dificuldades que encontrou quando em Agosto assumiu a CAP: "Cada uma das escolas tinha a sua organização própria e a fusão implicou alterar normas e hábitos administrativos ou relacionais." O primeiro puzzle passou por construir horários com professores que dão aulas em duas escolas diferentes.

A diminuição de horas de crédito também aqui não facilitou a distribuição dos cargos nem dos projectos aprovados em cada uma das cinco escolas reagrupadas. Foi preciso ainda importar os processos dos alunos, usando programas informáticos diferentes, reorganizar serviços e processos administrativos e departamentos curriculares tendo em conta a distância entre as escolas. Tudo feito contra a vontade da comunidade, mas que teve de ser feito "porque tem de ser"."

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É mesmo isto, "porque tem que ser"! Não interessa se há condições, se há ganhos a nível da educação, se se dá um passo maior do que as pernas... "é mais barato? Avança-se!"

Mas calma, estamos todos a salvo: o Sr. Eng. reafirmou que a Educação é uma prioridade!

Abraço!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Acordo Ortográfico - Conversor de texto

Está sempre online, pode ser muito útil. Escrevem o texto "à moda antiga" e é convertido para "a moda mais moderna".

Podem comprovar aqui.

E não se esqueçam do outro conversor, que já vos deixei aqui há algum tempo, o lince.

O lince pode ser descarregado aqui.

Abraço!

Crianças entre os 9 e 16 anos têm conversas com estranhos na internet

Na sequência de uma mensagem que escrevi há pouco tempo atrás, deixo-vos este vídeo com um trabalho da SIC sobre a utilização da internet sem supervisão de adultos:





A internet é boa e má, depende de como a usamos e deixamos usar...

Abraço!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cantinas escolares em guerra contra a “junk food”

Mais uma no Público:

"Sopas, legumes, peixe — as cantinas escolares fornecem cada vez mais comida saudável aos alunos e estão ensiná-los a distinguir o que faz bem do que faz mal. Mas, quando chegam ao ensino secundário e têm dinheiro nas mãos, os jovens saem das escolas e compram bolachas, refrigerantes e batatas fritas no supermercado mais próximo. Estamos a ganhar ou a perder a guerra contra a obesidade – provavelmente, “o maior problema de saúde pública em Portugal”?


Alexandra Prado Coelho fez uma reportagem por diversas escolas, onde ouviu estudantes, professores, nutricionistas e outros responsáveis. Entrevistou também Jack Winkley responsável pela Unidade de Política de Nutrição da London Metropolitan University, um dos autores do estudo “The School Fringe – What Pupils Buy and Eat from Shops Surrounding Secondary Schools” (A Zona em Redor da Escola – O Que é que os Alunos Compram e Comem nas Lojas que Rodeiam as Escolas Secundárias), cujas conclusões merecem reflexão. No Reino Unido, onde o famoso cozinheiro Jamie Olivier tentou melhorar a saúde e a alimentação das crianças com a campanha “Feed me Better, dois quintos dos alunos nunca foram à cantina e só seis por cento têm o hábito de comer uma refeição quente ao almoço."

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Pelo que vou vendo, não são só os maiores que se "baldam" à cantina. Já passei por escolas que fechavam o bar dos alunos à hora do almoço, mas mesmo assim eles comiam "porcarias"... É a atracção pela "comida de plástico", jovem, na moda, cool...


Abraço!

Mais de 30 mil postos de trabalho serão eliminados no próximo ano lectivo, diz Fenprof

Mais de 30 mil: voltou o número que todos queremos que seja errado, mas, mesmo pensando que poderá haver um exagero por parte dos sindicalistas, não conheço informação do ministério da educação que contrarie esta projecção... se fosse mesmo descabido já teriamos ouvido um "os sindicatos são tolos, nunca cortariamos tantos postos de trabalho".

Dantes atirava para metade, 15 mil. Agora já atiro para 2/3, 20 mil... Não queria ter que refazer os cálculos, mas já nem sei...

É uma notícia do Público (já estava na hora de patrocinarem este blogue, à publicidade que lhes faço...)


"Mais de 30 mil postos de trabalho serão eliminados no próximo ano lectivo, diz Fenprof


No final de uma reunião com o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Mário Nogueira afirmou que as contas da Fenprof e que “o Ministério da Educação não conseguiu negar” apontam para uma redução de 30 a 40 mil horários, o que significa que “quase o mesmo número de postos de trabalho vão ser eliminados”.

“Nós calculamos que os mega-agrupamentos deem uma redução na ordem dos 10 a 12 mil lugares, que as alterações curriculares dêem uma redução de 12 mil, sendo que 7 mil são horários de EVT [Educação Visual e Tecnológica], e que com a organização do ano escolar e o novo despacho sejam mais cerca de 10 mil. Isto dá qualquer coisa como 34 mil horários”, disse.

O secretário de Estado Alexandre Ventura confirmou que as alterações curriculares “vão implicar alterações nas escolas”, mas negou que correspondam aos números avançados pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Contudo, quando questionado quanto ao número de horários previstos serem reduzidos, o governante respondeu que o “Ministério da Educação não está de maneira nenhuma envolvido na abordagem de quantos [professores] serão necessários”.

“O Ministério da Educação está envolvido na prestação do seu serviço educativo com máxima qualidade, portanto mobilizará todos os recursos necessários para a satisfação dessa necessidade da sociedade portuguesa”, afirmou.

Caberá às escolas escolher os professores em função dos seus recursos, disse Alexandre Ventura.

Mário Nogueira afirmou, por sua vez, que “as escolas só podem pedir pessoas em função dos critérios que o Ministério da Educação impõe”, ou seja, menos 30 a 40 mil horários.

Um decreto-lei publicado na quarta-feira em Diário da República veio alterar o desenho curricular do ensino básico e secundário a partir de Setembro de 2011.

O diploma decreta a extinção da disciplina de Área de Projecto, o fim da obrigatoriedade de frequência de Estudo Acompanhado, passando a ser apenas para alunos com dificuldades a língua portuguesa e matemática, e o fim do par pedagógico na leccionação da disciplina de EVT, que passa a ter apenas um professor."




Abraço!