Colegas (eles e elas), será que isto é verdade também na ADD nas escolas? Claro que sim! Eu já mandei fazer um fato de treino à medida para a minha 1ª aula observada...
Reduzam o tamanho da saia, desapertem mais um botão para mostrar o peito cabeludo - tudo isto para parecerem mais competentes...
Espero que tenham levado isto para a brincadeira;)
Abraço!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Tensão social aumenta agressividade na escola
Não é nada que não se estivesse à espera, muitos dos nossos alunos são oriundos de famílias que passam, cada vez mais, por dificuldades financeiras.
É um mal da sociedade que é espelhado na Escola, não é fácil passar ao lado.
Podem ler a notícia aqui.
Abraço!
É um mal da sociedade que é espelhado na Escola, não é fácil passar ao lado.
Podem ler a notícia aqui.
Abraço!
Escola troca livros por iPad
Calma, ainda não é por cá, mas quem não quer ficar para trás tem que acompanhar os avanços tecnológicos.
Ainda há pouco tempo um belo pentium II era um maquinão que metia medo a muitos e ninguém, que eu conheça, foi comido por algum...
A notícia é da TVNET:
"Uma escola privada norte-americana decidiu trocar os livros pelo iPad. Os responsáveis alegam que os alunos carregam demasiado peso para a escola.
Depois de se terem apercebido que os alunos carregavam com quase 20 quilos em livros para a escola, a Webb School of Knoxville decidiu substituir os habituais manuais escolares pelo aparelho da Apple.
O uso do iPad será obrigatório para todos os alunos, dos 8 aos 18 anos, mas quem não tiver condições para comprar um pode pedir emprestado à instituição.
O iPad dos alunos terá as redes sociais, jogos e outras aplicações bloqueadas: "Temos alunos que carregam quase 20 quilos de livros didácticos, enquanto um iPad pesa menos de 1 quilo", explicaram os responsáveis."
Ainda há pouco tempo um belo pentium II era um maquinão que metia medo a muitos e ninguém, que eu conheça, foi comido por algum...
A notícia é da TVNET:
"Uma escola privada norte-americana decidiu trocar os livros pelo iPad. Os responsáveis alegam que os alunos carregam demasiado peso para a escola.
Depois de se terem apercebido que os alunos carregavam com quase 20 quilos em livros para a escola, a Webb School of Knoxville decidiu substituir os habituais manuais escolares pelo aparelho da Apple.
O uso do iPad será obrigatório para todos os alunos, dos 8 aos 18 anos, mas quem não tiver condições para comprar um pode pedir emprestado à instituição.
O iPad dos alunos terá as redes sociais, jogos e outras aplicações bloqueadas: "Temos alunos que carregam quase 20 quilos de livros didácticos, enquanto um iPad pesa menos de 1 quilo", explicaram os responsáveis."
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Modernices...
Abraço!
Bruxelas adopta plano para ajudar países como Portugal a reduzir abandono escolar
Li, com alguma esperança que se faça finalmente luz em algumas cabecinhas, no Público e transcrevo:
"Bruxelas adopta plano para ajudar países como Portugal a reduzir abandono escolar
A Comissão Europeia adoptou hoje um plano de acção para ajudar os Estados-membros a reduzir para menos de 10 por cento, até 2020, a taxa de abandono escolar, objectivo do qual países como Portugal ainda estão longe.
Apontando que três países da União Europeia (UE), Malta, Portugal e Espanha, têm taxas de abandono escolar precoce superior a 30 por cento, o executivo comunitário sublinhou hoje que este fenómeno “dificulta o desenvolvimento económico e social e constitui um sério obstáculo ao objectivo da UE de um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo”, razão pela qual quer um maior empenho.
“A Europa não pode dar-se ao luxo de que tantos jovens com potencial para contribuir para as nossas sociedades e para as nossas economias sejam deixados para trás. Temos de aproveitar o potencial de todos os jovens da Europa de forma a recuperar da crise”, comentou o presidente da Comissão, Durão Barroso.
Deste modo, a nova iniciativa da Comissão sublinha a actual situação na Europa, analisa as grandes causas do abandono escolar, os seus riscos para o futuro desenvolvimento económico e social, e sugere formas de lutar contra este problema de forma mais eficaz, numa proposta para uma recomendação do Conselho contendo linhas directrizes para ajudar os Estados-membros a desenvolver políticas abrangentes e baseadas em dados concretos para reduzir o abandono escolar.
Relativamente à actual situação na Europa, Bruxelas aponta que a média comunitária de abandono escolar precoce é de 14,4 por cento, mas este valor “mascara” diferenças consideráveis entre os Estados-membros, já que, por exemplo, sete países (Áustria, Finlândia, Lituânia, Polónia, República Checa, Eslováquia e Eslovénia) já atingiram a meta dos 10 por cento, mas três registam taxas superiores a 30 por cento (Espanha, Malta e Portugal).
A Comissão reconhece, todavia, que alguns países com altas taxas de abandono escolar “alcançaram reduções significativas”, entre os quais aponta Portugal, além de Roménia, Malta, Itália e Chipre.
De acordo com dados divulgados no ano passado pelo gabinete oficial de estatísticas da UE, o Eurostat, a taxa de abandono escolar precoce em Portugal foi 31,2 por cento em 2009, menos 4,2 pontos percentuais que em 2008 e menos 13,7 que em 1999.
Quantos às formas de combater o fenómeno, a Comissão sustenta que, tratando-se de um problema complexo, não pode ser resolvido apenas com políticas educacionais, sendo também necessário tomar medidas sociais e a nível de juventude.
Para Bruxelas, são necessárias medidas preventivas (combatendo as condições que podem conduzir ao abandono), de intervenção (quando forem detectadas dificuldades emergentes) e de compensação (a necessidade de oferecer uma segunda oportunidade para jovens adultos regressarem ao sistema educativo e ou de formação).
As propostas da Comissão vão ser discutidas pelos ministros da Educação dos 27 numa reunião entre 02 e 04 de Maio, em Bruxelas."
"Bruxelas adopta plano para ajudar países como Portugal a reduzir abandono escolar
A Comissão Europeia adoptou hoje um plano de acção para ajudar os Estados-membros a reduzir para menos de 10 por cento, até 2020, a taxa de abandono escolar, objectivo do qual países como Portugal ainda estão longe.
Apontando que três países da União Europeia (UE), Malta, Portugal e Espanha, têm taxas de abandono escolar precoce superior a 30 por cento, o executivo comunitário sublinhou hoje que este fenómeno “dificulta o desenvolvimento económico e social e constitui um sério obstáculo ao objectivo da UE de um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo”, razão pela qual quer um maior empenho.
“A Europa não pode dar-se ao luxo de que tantos jovens com potencial para contribuir para as nossas sociedades e para as nossas economias sejam deixados para trás. Temos de aproveitar o potencial de todos os jovens da Europa de forma a recuperar da crise”, comentou o presidente da Comissão, Durão Barroso.
Deste modo, a nova iniciativa da Comissão sublinha a actual situação na Europa, analisa as grandes causas do abandono escolar, os seus riscos para o futuro desenvolvimento económico e social, e sugere formas de lutar contra este problema de forma mais eficaz, numa proposta para uma recomendação do Conselho contendo linhas directrizes para ajudar os Estados-membros a desenvolver políticas abrangentes e baseadas em dados concretos para reduzir o abandono escolar.
Relativamente à actual situação na Europa, Bruxelas aponta que a média comunitária de abandono escolar precoce é de 14,4 por cento, mas este valor “mascara” diferenças consideráveis entre os Estados-membros, já que, por exemplo, sete países (Áustria, Finlândia, Lituânia, Polónia, República Checa, Eslováquia e Eslovénia) já atingiram a meta dos 10 por cento, mas três registam taxas superiores a 30 por cento (Espanha, Malta e Portugal).
A Comissão reconhece, todavia, que alguns países com altas taxas de abandono escolar “alcançaram reduções significativas”, entre os quais aponta Portugal, além de Roménia, Malta, Itália e Chipre.
De acordo com dados divulgados no ano passado pelo gabinete oficial de estatísticas da UE, o Eurostat, a taxa de abandono escolar precoce em Portugal foi 31,2 por cento em 2009, menos 4,2 pontos percentuais que em 2008 e menos 13,7 que em 1999.
Quantos às formas de combater o fenómeno, a Comissão sustenta que, tratando-se de um problema complexo, não pode ser resolvido apenas com políticas educacionais, sendo também necessário tomar medidas sociais e a nível de juventude.
Para Bruxelas, são necessárias medidas preventivas (combatendo as condições que podem conduzir ao abandono), de intervenção (quando forem detectadas dificuldades emergentes) e de compensação (a necessidade de oferecer uma segunda oportunidade para jovens adultos regressarem ao sistema educativo e ou de formação).
As propostas da Comissão vão ser discutidas pelos ministros da Educação dos 27 numa reunião entre 02 e 04 de Maio, em Bruxelas."
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Não podem pedir à Escola que resolva tudo. É mesmo necessária uma intervenção mais abrangente, eu não quero ser psicólogo, animador ou assistente social - entre outros: quero ser (só) Professor. Cada um faz a sua intervenção e todos obtemos sucesso.
Mas será que querem sucesso na Escola sem Professores ou com estes descontentes? Difícil...
Abraço!
Aposta na Educação - Riam-se comigo
A Educação é uma prioridade, vamos cortar nos professores, reduzir funcionários, minimizar as bolsas de estudo, fechar mais umas escolas, juntar tudo "à molhada" nos hiper-mega-agrupamentos...
Leiam esta notícia do Público e já percebem do que estou a falar...
"O primeiro-ministro afirmou hoje que “o grande projecto” para Portugal é a aposta na educação, “porque é o investimento mais importante na afirmação de um país”. - Está a gozar connosco?
“Aqui está o grande projecto nacional. Esta época vai ficar marcada pela aposta na educação”, afirmou José Sócrates a propósito do projecto de modernização das escolas secundárias que prevê a requalificação 313 estabelecimentos, num investimento global de 2,9 mil milhões de euros.
O primeiro-ministro, acompanhado da ministra da Educação, Isabel Alçada, inaugurou a remodelação da Escola Secundária de Sá de Miranda, um dos 21 estabelecimentos inaugurados também hoje em todo o país por vários membros do Governo.
José Sócrates sublinhou que com as escolas hoje inauguradas o país já remodelou 75 estabelecimentos do ensino secundário, num investimento de 1,3 mil milhões de euros. “Este é um país que aposta tudo na educação. Este é um projecto de muita ambição para o país e é a aposta maior na educação de que há memória”, reafirmou o primeiro-ministro, sublinhando que é “uma aposta de conjunto, que vai do pré-escolar ao ensino secundário”.
José Sócrates frisou que o país tinha de fazer este investimento na reconversão do parque escolar, ao nível do secundário, porque “essas escolas eram espaços que tinham ficado para trás no processo de desenvolvimento do país”.
Para o primeiro-ministro, quando há cerca de três anos se iniciou o programa, houve o cuidado de dar atenção às escolas mais antigas, avançando-se para uma intervenção que permitisse aos estabelecimentos manterem “a alma, a identidade e a memória”.
Os grandes investimentos na educação, segundo o primeiro-ministro, significam que “o país “apostou na igualdade de oportunidades” e que por isso “vai ter sucesso no futuro.
“Mostra-me a tua escola, dir-te-ei que nível de desenvolvimento tens”, vincou, a propósito da importância da formação na competitividade de cada país.
Para José Sócrates, os resultados já são claros, lembrando os números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que colocam Portugal, no domínio da educação, ao nível de vários países desenvolvidos. “Este é o caminho do futuro. Este é o grande projecto que mobiliza o país”, reafirmou.
A ministra Isabel Alçada aproveitou para sublinhar, por sua vez, que este é “o maior investimento de sempre em construção escolar, concretiza uma caminhada do conhecimento, da cidadania, da formação técnica, profissional”.
Questionada sobre a demora na intervenção em algumas escolas com más condições, Isabel Alçada justificou a alegada demora com o facto de “as obras demoram sempre tempo a fazer”, mas mostrou-se compreensiva e afirmou “entender essas queixas e compreender que as comunidades educativas ao verem a qualidade das obras nas escolas já intervencionadas desejem que isso também aconteça nas suas escolas”.
No entanto, a ministra garantiu que “os recursos financeiros postos ao dispor da educação são aplicados da melhor forma”, e que o Governo “tem consciência das várias situações e que há escolas que precisam de intervenção imediata”. Mas, adiantou, “não interessa remediar apenas. Interessa que os investimentos nas escolas sejam sustentáveis e para o futuro”.
Para Isabel Alçada, uma das mais-valias deste projeto de modernização é que irá “dotar todas as escolas com as condições necessárias, instalações e equipamentos adequados e necessários para os fins das escolas”.
O investimento na Escola Sá de Miranda, inaugurada hoje, foi de 13 milhões de euros “aplicados na construção de uma nova ala para a parte administrativa, na modernização de equipamentos, na criação de espaços flexíveis para usa da comunidades escolar entre outras melhorias”. A ministra deixou, ainda, uma garantia: “em breve haverá mais escolas a inaugurar”.
No âmbito do projecto de modernização das escolas secundárias, o Governo anunciou hoje a quarta fase, que integra mais 90 escolas."
Parece mais uma "política do betão", construir para dar a ganhar aos que apoiam as campanhas eleitorais - Não se esqueçam é que estas escolas ficam a pagar uma renda mensal à Parque Escolar, num período em que o financiamento às escolas está mais curto do que nunca. E estas "modernices" têm custos de manutenção, elctricidade... um "presente envenenado".
Mas é uma bela notícia para quem não sabe o que realmente se passa, somos uns sortudos porque o estado está a postar na Educação... E continuamos a reclamar - "esses professorzecos que não querem é trabalhar..."
Abraço!
Leiam esta notícia do Público e já percebem do que estou a falar...
"O primeiro-ministro afirmou hoje que “o grande projecto” para Portugal é a aposta na educação, “porque é o investimento mais importante na afirmação de um país”. - Está a gozar connosco?
“Aqui está o grande projecto nacional. Esta época vai ficar marcada pela aposta na educação”, afirmou José Sócrates a propósito do projecto de modernização das escolas secundárias que prevê a requalificação 313 estabelecimentos, num investimento global de 2,9 mil milhões de euros.
O primeiro-ministro, acompanhado da ministra da Educação, Isabel Alçada, inaugurou a remodelação da Escola Secundária de Sá de Miranda, um dos 21 estabelecimentos inaugurados também hoje em todo o país por vários membros do Governo.
José Sócrates sublinhou que com as escolas hoje inauguradas o país já remodelou 75 estabelecimentos do ensino secundário, num investimento de 1,3 mil milhões de euros. “Este é um país que aposta tudo na educação. Este é um projecto de muita ambição para o país e é a aposta maior na educação de que há memória”, reafirmou o primeiro-ministro, sublinhando que é “uma aposta de conjunto, que vai do pré-escolar ao ensino secundário”.
José Sócrates frisou que o país tinha de fazer este investimento na reconversão do parque escolar, ao nível do secundário, porque “essas escolas eram espaços que tinham ficado para trás no processo de desenvolvimento do país”.
Para o primeiro-ministro, quando há cerca de três anos se iniciou o programa, houve o cuidado de dar atenção às escolas mais antigas, avançando-se para uma intervenção que permitisse aos estabelecimentos manterem “a alma, a identidade e a memória”.
Os grandes investimentos na educação, segundo o primeiro-ministro, significam que “o país “apostou na igualdade de oportunidades” e que por isso “vai ter sucesso no futuro.
“Mostra-me a tua escola, dir-te-ei que nível de desenvolvimento tens”, vincou, a propósito da importância da formação na competitividade de cada país.
Para José Sócrates, os resultados já são claros, lembrando os números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que colocam Portugal, no domínio da educação, ao nível de vários países desenvolvidos. “Este é o caminho do futuro. Este é o grande projecto que mobiliza o país”, reafirmou.
A ministra Isabel Alçada aproveitou para sublinhar, por sua vez, que este é “o maior investimento de sempre em construção escolar, concretiza uma caminhada do conhecimento, da cidadania, da formação técnica, profissional”.
Questionada sobre a demora na intervenção em algumas escolas com más condições, Isabel Alçada justificou a alegada demora com o facto de “as obras demoram sempre tempo a fazer”, mas mostrou-se compreensiva e afirmou “entender essas queixas e compreender que as comunidades educativas ao verem a qualidade das obras nas escolas já intervencionadas desejem que isso também aconteça nas suas escolas”.
No entanto, a ministra garantiu que “os recursos financeiros postos ao dispor da educação são aplicados da melhor forma”, e que o Governo “tem consciência das várias situações e que há escolas que precisam de intervenção imediata”. Mas, adiantou, “não interessa remediar apenas. Interessa que os investimentos nas escolas sejam sustentáveis e para o futuro”.
Para Isabel Alçada, uma das mais-valias deste projeto de modernização é que irá “dotar todas as escolas com as condições necessárias, instalações e equipamentos adequados e necessários para os fins das escolas”.
O investimento na Escola Sá de Miranda, inaugurada hoje, foi de 13 milhões de euros “aplicados na construção de uma nova ala para a parte administrativa, na modernização de equipamentos, na criação de espaços flexíveis para usa da comunidades escolar entre outras melhorias”. A ministra deixou, ainda, uma garantia: “em breve haverá mais escolas a inaugurar”.
No âmbito do projecto de modernização das escolas secundárias, o Governo anunciou hoje a quarta fase, que integra mais 90 escolas."
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Parece mais uma "política do betão", construir para dar a ganhar aos que apoiam as campanhas eleitorais - Não se esqueçam é que estas escolas ficam a pagar uma renda mensal à Parque Escolar, num período em que o financiamento às escolas está mais curto do que nunca. E estas "modernices" têm custos de manutenção, elctricidade... um "presente envenenado".
Mas é uma bela notícia para quem não sabe o que realmente se passa, somos uns sortudos porque o estado está a postar na Educação... E continuamos a reclamar - "esses professorzecos que não querem é trabalhar..."
Abraço!
domingo, 30 de janeiro de 2011
Medo de ser feliz - Uma realidade para alguns alunos
Para reflectir.
Muitos de nós conhecem esta realidade ou uma muito semelhante. Como é parte da vida fora da escola por vezes até nos esquecemos...
"Medo de ser feliz
Teresa Lima - Educare.pt
Não consegue mexer-se. Paralisaram-lhe os movimentos. Vá lá! Uma angústia, um nó na garganta, vontade de fugir, para onde não sabe.
Tem os intestinos às voltas enquanto ouve a professora. Precisa de uma casa-de-banho. A professora olha-o a direito nos olhos, ele finge-se de morto. "Preciso ficar em casa", responde. Porquê? "Preciso mesmo". É para cuidar dos teus irmãos, não é? "Foi só porque a minha irmã ficou doente". E a tua mãe? Silêncio. A tua mãe trabalha? Silêncio. Não há mais ninguém que fique com os teus irmãos? Silêncio. Vontade de ir à casa-de-banho. Um nó na garganta a subir para os olhos. Finge-se de morto. "Sabes que já esgotaste as faltas todas deste ano e do próximo? Podes reprovar. Se fizeres este curso tens um futuro." A garganta apodera-se dos olhos. Os intestinos às voltas.
Demora a chegar a casa, não quer voltar. Vai pelo caminho mais longo. A casa está vazia. A mãe saiu pela noite. Apenas o aguardam os dois irmãos mais novos, reclamam comida. A menina tem a fralda suja.
"Falta à escola? Não sabia. Ele sai todos os dias de manhã para as aulas". Ouça, todas as mães querem o melhor para os seus filhos e o melhor para ele é vir às aulas. Ele está a tirar um curso, para o ano conclui a escolaridade, tem uma profissão. "Pois é... vou ter uma conversa com ele, não faço ideia. Anda-me a mentir. Não se preocupe professora, eu vou falar com ele". Levanta-se. Arranja-se dentro da mini-saia de ganga, faz tilintar as pulseiras que tem nos braços. "Obrigada, professora".
Sai da escola com a cabeça em água. Ferve-lhe na carteira a notificação do tribunal. O homem já está na prisão, aguarda julgamento. Se ela também for dentro quem é que assegura o negócio? O cunhado e o primo dão conta do recado, mas não vai chover o dinheiro do costume. O filho é parado, mas com dezasseis anos já é um homem. Tem que o iniciar, para o caso de acontecer o pior.
Falou com a mãe do seu aluno? Ela pode ficar sem os filhos, se for presa. Vamos ter que os encaminhar para famílias de acolhimento ou instituições de menores. Toda a família vive do tráfico de droga e os menores estão em risco. "Sim, falei. Também falei com ele".
Queres experimentar a escalada? Sim? Encolhe os ombros, finge-se de morto. Um peso na cabeça, um adormecimento constante. Queres ou não? Os colegas trepam a parede, batem palmas, estimulam-se para chegar ao fim, riem-se. Não consegue mexer-se. Paralisaram-lhe os movimentos. Vá lá! Uma angústia, um nó na garganta, vontade de fugir, para onde não sabe. Sobe, vamos lá. Medo, confiança, um formigueiro a agitar-lhe o sangue. Palmas, risos, confiança. Conseguiste, vês? Gostaste? Um sorriso, um brilho nos olhos. Uma angústia. Medo de ser feliz."
Abraço!
Muitos de nós conhecem esta realidade ou uma muito semelhante. Como é parte da vida fora da escola por vezes até nos esquecemos...
"Medo de ser feliz
Teresa Lima - Educare.pt
Não consegue mexer-se. Paralisaram-lhe os movimentos. Vá lá! Uma angústia, um nó na garganta, vontade de fugir, para onde não sabe.
Tem os intestinos às voltas enquanto ouve a professora. Precisa de uma casa-de-banho. A professora olha-o a direito nos olhos, ele finge-se de morto. "Preciso ficar em casa", responde. Porquê? "Preciso mesmo". É para cuidar dos teus irmãos, não é? "Foi só porque a minha irmã ficou doente". E a tua mãe? Silêncio. A tua mãe trabalha? Silêncio. Não há mais ninguém que fique com os teus irmãos? Silêncio. Vontade de ir à casa-de-banho. Um nó na garganta a subir para os olhos. Finge-se de morto. "Sabes que já esgotaste as faltas todas deste ano e do próximo? Podes reprovar. Se fizeres este curso tens um futuro." A garganta apodera-se dos olhos. Os intestinos às voltas.
Demora a chegar a casa, não quer voltar. Vai pelo caminho mais longo. A casa está vazia. A mãe saiu pela noite. Apenas o aguardam os dois irmãos mais novos, reclamam comida. A menina tem a fralda suja.
"Falta à escola? Não sabia. Ele sai todos os dias de manhã para as aulas". Ouça, todas as mães querem o melhor para os seus filhos e o melhor para ele é vir às aulas. Ele está a tirar um curso, para o ano conclui a escolaridade, tem uma profissão. "Pois é... vou ter uma conversa com ele, não faço ideia. Anda-me a mentir. Não se preocupe professora, eu vou falar com ele". Levanta-se. Arranja-se dentro da mini-saia de ganga, faz tilintar as pulseiras que tem nos braços. "Obrigada, professora".
Sai da escola com a cabeça em água. Ferve-lhe na carteira a notificação do tribunal. O homem já está na prisão, aguarda julgamento. Se ela também for dentro quem é que assegura o negócio? O cunhado e o primo dão conta do recado, mas não vai chover o dinheiro do costume. O filho é parado, mas com dezasseis anos já é um homem. Tem que o iniciar, para o caso de acontecer o pior.
Falou com a mãe do seu aluno? Ela pode ficar sem os filhos, se for presa. Vamos ter que os encaminhar para famílias de acolhimento ou instituições de menores. Toda a família vive do tráfico de droga e os menores estão em risco. "Sim, falei. Também falei com ele".
Queres experimentar a escalada? Sim? Encolhe os ombros, finge-se de morto. Um peso na cabeça, um adormecimento constante. Queres ou não? Os colegas trepam a parede, batem palmas, estimulam-se para chegar ao fim, riem-se. Não consegue mexer-se. Paralisaram-lhe os movimentos. Vá lá! Uma angústia, um nó na garganta, vontade de fugir, para onde não sabe. Sobe, vamos lá. Medo, confiança, um formigueiro a agitar-lhe o sangue. Palmas, risos, confiança. Conseguiste, vês? Gostaste? Um sorriso, um brilho nos olhos. Uma angústia. Medo de ser feliz."
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E na defesa da minha dama, foi o desporto que o permitiu ser feliz? Eu sei que é mais do que isto, mas...
Abraço!
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Ainda o Ensino Privado
iComentário na RTPN: De que falamos, quando dizemos ensino privado
Jornal i
São vários os pontos de vista...
Abraço!
Jornal i
São vários os pontos de vista...
Abraço!
Um olhar diferente sobre o Ensino
Um olhar diferente sobre o Ensino
"Exportar Ensino
O Congresso das Exportações terá lugar no início de Fevereiro, com o objectivo declarado de «definir uma estratégia clara e em pormenor sobre a forma de o país conseguir aumentar as exportações».
Sou director de uma instituição do ensino superior cujo contributo para as exportações nacionais ronda os cinco milhões de euros, mais do que 95% dos exportadores nacionais. Não fui convidado!
O ensino superior tem um volume de exportações que o coloca facilmente no top 100 dos maiores exportadores nacionais. Que eu saiba, também não foram convidados nem reitores, nem o presidente do Conselho de Reitores, nem o ministro Mariano Gago.
A razão é simples: para os organizadores do Congresso, o ensino superior não exporta. Exportações são o vinho, o azeite, os têxteis, o calçado ou as máquinas e equipamentos. Não o ensino.
Como se exporta ensino? Basicamente, importando pessoas, ou seja, atraindo estudantes estrangeiros para as escolas portuguesas. Quando um estudante de outro país vem fazer um mestrado em Portugal, paga as propinas, o alojamento, as refeições, os transportes, os livros e o lazer. Tudo isto são receitas. Tudo isto são exportações.
Isto sem falar em contributos indirectos. Como o daquele estudante de MBA que iniciou um negócio de exportação de azeite para o seu país, um dos maiores mercados mundiais. (Tivesse ele ido estudar para Espanha e seria o azeite dos nuestros hermanos a ser exportado). Estes estudantes, uma vez retornados aos seus países são grandes embaixadores de Portugal e um nó da cadeia global de relações sem as quais competir globalmente não é possível.
O ensino superior está no top 10 dos exportadores nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália. Na Austrália é mesmo o segundo maior sector exportador, atrás das matérias-primas, mas à frente do turismo. A Alemanha planeou investir, em 2010, 397 milhões de euros para atrair estudantes de todo o Mundo.
Abramos os olhos!"
"Exportar Ensino
O Congresso das Exportações terá lugar no início de Fevereiro, com o objectivo declarado de «definir uma estratégia clara e em pormenor sobre a forma de o país conseguir aumentar as exportações».
Sou director de uma instituição do ensino superior cujo contributo para as exportações nacionais ronda os cinco milhões de euros, mais do que 95% dos exportadores nacionais. Não fui convidado!
O ensino superior tem um volume de exportações que o coloca facilmente no top 100 dos maiores exportadores nacionais. Que eu saiba, também não foram convidados nem reitores, nem o presidente do Conselho de Reitores, nem o ministro Mariano Gago.
A razão é simples: para os organizadores do Congresso, o ensino superior não exporta. Exportações são o vinho, o azeite, os têxteis, o calçado ou as máquinas e equipamentos. Não o ensino.
Como se exporta ensino? Basicamente, importando pessoas, ou seja, atraindo estudantes estrangeiros para as escolas portuguesas. Quando um estudante de outro país vem fazer um mestrado em Portugal, paga as propinas, o alojamento, as refeições, os transportes, os livros e o lazer. Tudo isto são receitas. Tudo isto são exportações.
Isto sem falar em contributos indirectos. Como o daquele estudante de MBA que iniciou um negócio de exportação de azeite para o seu país, um dos maiores mercados mundiais. (Tivesse ele ido estudar para Espanha e seria o azeite dos nuestros hermanos a ser exportado). Estes estudantes, uma vez retornados aos seus países são grandes embaixadores de Portugal e um nó da cadeia global de relações sem as quais competir globalmente não é possível.
O ensino superior está no top 10 dos exportadores nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália. Na Austrália é mesmo o segundo maior sector exportador, atrás das matérias-primas, mas à frente do turismo. A Alemanha planeou investir, em 2010, 397 milhões de euros para atrair estudantes de todo o Mundo.
Abramos os olhos!"
Sol, 24 de janeiro
Prontuário adopta linguagem SMS e Acordo Ortográfico
Prontuário adopta linguagem SMS e Acordo Ortográfico
..."A nova edição inclui ainda vocabulário SMS, lista de smilings, lista de abreviaturas para E-mails e SMS."
"...«O português é uma língua viva, uma árvore frondosa com vários ramos, o brasileiro, o angolano, o moçambicano e por aí fora»."
..."A nova edição inclui ainda vocabulário SMS, lista de smilings, lista de abreviaturas para E-mails e SMS."
"...«O português é uma língua viva, uma árvore frondosa com vários ramos, o brasileiro, o angolano, o moçambicano e por aí fora»."
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Confesso que ainda me custa a engolir (escrever), mas não nos vamos livrar desta realidade...
Abraço!
Más formações - Deformações
Todos conhecemos bons e maus profissionais, sejam médicos, professores, engenheiros e em todas as outras profissões.
Fica este artigo de opinião para nos ajudar a reflectir. Cada um que retire o que achar pertinente.
"Deformações
José Pacheco - Educare.pt
Há uns vinte anos atrás, fiz uma breve incursão na formação inicial de professores. Ao cabo de cinco anos, fui embora. E não desejei voltar. Dessa breve experiência, ficaram amigos e recordações. Ficou a confirmação de que outra formação de professores é necessária e possível.
Após o incremento da formação, decorrente da institucionalização de um subsistema e do investimento de milhões de euros, os resultados foram decepcionantes. Após vinte anos e milhares de cursos e palestras, pouco ou nada se alterou na atitude dos professores, pouco ou nada terá mudado nas suas práticas: "o professor vai, fica ouvindo e, no fim, não aprende nada que consiga usar".
Há uns vinte anos atrás, fiz uma breve incursão na formação inicial de professores. Ao cabo de cinco anos, fui embora. E não desejei voltar. Dessa breve experiência, ficaram amigos e recordações. Ficou a confirmação de que outra formação de professores é necessária e possível.
Recusei trabalhar sozinho e reparti com uma jovem psicóloga os tempos de ensinar e aprender. Avisaram-me que era norma os alunos assinarem à entrada e à saída de cada aula, mas recusei o uso das "listas de presenças", por serem inconciliáveis com a "formação de professores autónomos e responsáveis" (conforme rezava o projecto da instituição de formação). E, também, porque eu não dava aula - aprendia com os jovens alunos que, hoje, são professores diferentes daqueles que uma formação inicial obsoleta engendra.
Atrevo-me a registar um episódio "exemplar". Perguntei aos meus alunos o que queriam aprender. Responderam que desejavam que eu falasse de Jerome Bruner. Manifestei a minha satisfação por irmos abordar o pensamento e a obra de um autor que eu admiro e quis saber a razão pela qual haviam escolhido esse autor. Esclareceram-me: na semana seguinte, iriam fazer uma prova de psicologia da educação e, entre os possíveis conteúdos da prova, estariam os trabalhos de Bruner. Quando eu quis saber o que já tinham estudado desse autor, responderam que nada tinham estudado, que bastaria decorar na véspera da prova. E a minha prelecção também ajudaria... Recusei fazê-la e mandei-os para a biblioteca, para que lessem os livros do Bruner. Se desse estudo resultassem dúvidas, eles poderiam vir ao meu encontro. Passei todo o dia na faculdade. No final da tarde, dialoguei com um pequeno grupo de alunos, que me trouxeram interrogações decorrentes das leituras que fizeram.
No início do ano, combinámos que, entre outros trabalhos, fariam uma pequena dissertação sobre um tema à sua escolha. Desagradável surpresa: a maior parte dos trabalhos era cópia de trabalhos feitos por alunos... de anos anteriores. Os raros originais primavam pela falta de pontuação e de... ideias próprias. De fundamentação científica, nem é bom falar - a leitura daqueles textos era um autêntico suplício. Os alunos amontoavam um chorrilho de lugares-comuns alinhavados com citações a esmo. Quando os interpelava sobre o conteúdo teórico das suas produções, confirmava que fazer citações não é sinónimo de ter aprendido alguma coisa. Se retirássemos as citações, nada restaria.
Essa breve experiência, fez-me recordar as heresias a que tive de recorrer, quando percorri a via-sacra da minha passagem pela situação de estudante universitário. Dotado de um mau feitio a toda a prova, perverti regras de um academismo fútil, questionei falsas solenidades e o respeitinho instituído. Mas quantos o fazem? Talvez poucos ousem fazê-lo, porque mais vale um diploma na mão do que dois a voar... "
Abraço!
Fica este artigo de opinião para nos ajudar a reflectir. Cada um que retire o que achar pertinente.
"Deformações
José Pacheco - Educare.pt
Há uns vinte anos atrás, fiz uma breve incursão na formação inicial de professores. Ao cabo de cinco anos, fui embora. E não desejei voltar. Dessa breve experiência, ficaram amigos e recordações. Ficou a confirmação de que outra formação de professores é necessária e possível.
Após o incremento da formação, decorrente da institucionalização de um subsistema e do investimento de milhões de euros, os resultados foram decepcionantes. Após vinte anos e milhares de cursos e palestras, pouco ou nada se alterou na atitude dos professores, pouco ou nada terá mudado nas suas práticas: "o professor vai, fica ouvindo e, no fim, não aprende nada que consiga usar".
Há uns vinte anos atrás, fiz uma breve incursão na formação inicial de professores. Ao cabo de cinco anos, fui embora. E não desejei voltar. Dessa breve experiência, ficaram amigos e recordações. Ficou a confirmação de que outra formação de professores é necessária e possível.
Recusei trabalhar sozinho e reparti com uma jovem psicóloga os tempos de ensinar e aprender. Avisaram-me que era norma os alunos assinarem à entrada e à saída de cada aula, mas recusei o uso das "listas de presenças", por serem inconciliáveis com a "formação de professores autónomos e responsáveis" (conforme rezava o projecto da instituição de formação). E, também, porque eu não dava aula - aprendia com os jovens alunos que, hoje, são professores diferentes daqueles que uma formação inicial obsoleta engendra.
Atrevo-me a registar um episódio "exemplar". Perguntei aos meus alunos o que queriam aprender. Responderam que desejavam que eu falasse de Jerome Bruner. Manifestei a minha satisfação por irmos abordar o pensamento e a obra de um autor que eu admiro e quis saber a razão pela qual haviam escolhido esse autor. Esclareceram-me: na semana seguinte, iriam fazer uma prova de psicologia da educação e, entre os possíveis conteúdos da prova, estariam os trabalhos de Bruner. Quando eu quis saber o que já tinham estudado desse autor, responderam que nada tinham estudado, que bastaria decorar na véspera da prova. E a minha prelecção também ajudaria... Recusei fazê-la e mandei-os para a biblioteca, para que lessem os livros do Bruner. Se desse estudo resultassem dúvidas, eles poderiam vir ao meu encontro. Passei todo o dia na faculdade. No final da tarde, dialoguei com um pequeno grupo de alunos, que me trouxeram interrogações decorrentes das leituras que fizeram.
No início do ano, combinámos que, entre outros trabalhos, fariam uma pequena dissertação sobre um tema à sua escolha. Desagradável surpresa: a maior parte dos trabalhos era cópia de trabalhos feitos por alunos... de anos anteriores. Os raros originais primavam pela falta de pontuação e de... ideias próprias. De fundamentação científica, nem é bom falar - a leitura daqueles textos era um autêntico suplício. Os alunos amontoavam um chorrilho de lugares-comuns alinhavados com citações a esmo. Quando os interpelava sobre o conteúdo teórico das suas produções, confirmava que fazer citações não é sinónimo de ter aprendido alguma coisa. Se retirássemos as citações, nada restaria.
Essa breve experiência, fez-me recordar as heresias a que tive de recorrer, quando percorri a via-sacra da minha passagem pela situação de estudante universitário. Dotado de um mau feitio a toda a prova, perverti regras de um academismo fútil, questionei falsas solenidades e o respeitinho instituído. Mas quantos o fazem? Talvez poucos ousem fazê-lo, porque mais vale um diploma na mão do que dois a voar... "
Abraço!
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