Lendo a notícia tenho que reconhecer razão ao Bloco de Esquerda. primeiro deveriamos prevenir, não deixar que acontecesse. Mas isso é "caro": mais auxiliares nas escolas, mais e melhor formação de todos os intervenientes, tutorias, seguranças... Depois, se mesmo assim acontecer, as medidas penais devem ser aplicadas.
Fica a esperança que esta medida melhore a vivência salutar na escola, tal como deveria ser.
"Violência escolar: Governo e CDS querem penas de prisão
LUSA/Educare
Os deputados da Assembleia da República discutem na quinta-feira duas propostas em defesa da criminalização da violência escolar com penas até dez anos de prisão e uma recomendação contra essa solução em defesa de medidas como o trabalho comunitário.
O Governo vai apresentar uma proposta de lei e a bancada parlamentar do CDS-PP uma projecto de lei que defendem alterações ao Código Penal que permitam a criação de um novo crime público: a violência escolar.
Com a definição deste crime, os jovens entre 12 e 16 anos, que eram inimputáveis para efeitos da lei penal, podem ser penalizados com a aplicação de medidas tutelares educativas. Os mais velhos podem sofrer penas de prisão até dez anos, caso haja mortes.
A proposta de lei defende que os "maus-tratos físicos ou psíquicos, incluindo castigos corporais, privações da liberdade e ofensas sexuais" passe a ser punido com pena de prisão de um a cinco anos. As ofensas à integridade física graves têm uma moldura penal entre os dois e oito anos de prisão e, em caso de morte, o agressor pode ser condenado a 10 anos de prisão.
A proibição de contacto com a vítima, proibição de uso e porte de armas, pelo período de seis meses a cinco anos, ou a obrigação de frequência de programas específicos de prevenção da violência escolar são outras das medidas que o Governo quer ver transformadas em lei.
Governo e CDS-PP entendem que os menores devem passar a ficar submetidos à aplicação de sanções adequadas à respectiva faixa etária, ou seja, a medidas tutelares educativas. Também os populares defendem que os criminosos podem ser punidos com penas de prisão até dez anos, em caso de morte.
Contra a criminalização dos actos cometidos nas escolas, o Bloco de Esquerda entende que é preciso apostar na prevenção e por isso apresenta uma recomendação ao Governo para que tome "medidas urgentes".
Para os deputados do Bloco de Esquerda, "a criminalização destes actos não vai resolver o problema".
"Nos últimos anos, há quem tenha vindo a sugerir soluções meramente repressivas ou criminalizadoras para a questão da violência escolar. Esta é a estratégia da ilusão e da desistência. A criação de novos tipos penais não resolve nada, não responde a nenhum problema", defendem os bloquistas na recomendação que apresentam quinta-feira em plenário.
O BE apresenta ao Governo o que considera serem soluções "urgentes e necessárias": reforço dos auxiliares de acção educativa, a formação na gestão e prevenção de conflitos para docentes e não docentes, a redução do número de alunos por turma e a criação de equipas multidisciplinares com capacidade de intervenção e acompanhamento personalizado de situações problemáticas.
Para os bloquistas, devem ser as escolas a decidir quais os melhores mecanismos de sanção para responsabilizar os agressores, sugerindo medidas como a privação do convívio com os colegas e a atribuição de trabalho comunitário."
Abraço!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Uns saem, outros não entram...
A notícia não é muito recente, mas é sempre um assunto actual:
Diário de Notícias:
"Em meados de 2006 havia 135 mil professores com vínculo definitivo e 15 mil contratados pelo ME. Desde então, não chegaram aos 400 (396) os novos ingressos na carreira. No final de 2009, restavam 114 970 docentes efectivos. Actualmente, rondarão os 111 800. Uma quebra de 23 200 em apenas três anos e meio."
"O recurso aos contratados - bastante mais baratos em termos de vencimentos, do que os professores do topo da carreira que se reformam - tem sido a solução encontrada para compensar as saídas.
Só este ano lectivo já foram colocados cerca de 20 mil precários, metade dos quais através da renovação de vínculos anuais anteriores. Mas o seu número deverá ser reduzido este ano, por via das reorganizações curriculares e cortes orçamentais na Educação."
Palavras para quê? Não é novidade, mas vale a pena fazer a referência.
Abraço!
Diário de Notícias:
"Em meados de 2006 havia 135 mil professores com vínculo definitivo e 15 mil contratados pelo ME. Desde então, não chegaram aos 400 (396) os novos ingressos na carreira. No final de 2009, restavam 114 970 docentes efectivos. Actualmente, rondarão os 111 800. Uma quebra de 23 200 em apenas três anos e meio."
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"O recurso aos contratados - bastante mais baratos em termos de vencimentos, do que os professores do topo da carreira que se reformam - tem sido a solução encontrada para compensar as saídas.
Só este ano lectivo já foram colocados cerca de 20 mil precários, metade dos quais através da renovação de vínculos anuais anteriores. Mas o seu número deverá ser reduzido este ano, por via das reorganizações curriculares e cortes orçamentais na Educação."
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Palavras para quê? Não é novidade, mas vale a pena fazer a referência.
Abraço!
Manual de Primeiros Socorros
"Manual de Primeiros Socorros - Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias" é o título de uma publicação da DGIC.
"Com o Manual de Primeiros Socorros – Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias, a Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, em parceria com instituições de referência, pretende facultar à Escola, com rigor científico, de forma simples e ilustrada, os cuidados mais relevantes a ter em situações de emergência, das mais comuns às mais complexas que podem ocorrer no dia a dia, para que professores, pais e alunos estejam preparados até à chegada do auxílio médico."
Se estão interessados podem consultá-lo aqui.
Abraço!
"Com o Manual de Primeiros Socorros – Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias, a Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, em parceria com instituições de referência, pretende facultar à Escola, com rigor científico, de forma simples e ilustrada, os cuidados mais relevantes a ter em situações de emergência, das mais comuns às mais complexas que podem ocorrer no dia a dia, para que professores, pais e alunos estejam preparados até à chegada do auxílio médico."
Se estão interessados podem consultá-lo aqui.
Abraço!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O Desporto Escolar já está a salvo?
"Um novo projecto de despacho do Ministério da Educação já não estipula que as actividades de Desporto Escolar deixam de estar integradas na componente lectiva dos docentes, mas não especifica quais as condições em que se desenrolarão a partir do próximo ano lectivo."
A confirmar-se podem ser boas notícias. No entanto "não especifica quais as condições em que se desenrolarão a partir do próximo ano lectivo." E isto ainda me assusta...
A notícia é do Público e continua com umas contradições/confusões que não sei bem como interpretar, até porque repetem extractos de outras notícias mais antigas... já não sei se referem o novo ou o antigo projecto.
E espero que esta parte não seja verdadeira: "Por outro lado, o apoio aos alunos e a direcção de turma deixam de estar integrados na componente lectiva." A Direcção de Turma, com as suas insuficientes 2 horitas, deixa de estar na componente lectiva?
De qualquer forma leiam aqui e dêm a vossa opinião.
Abraço!
A confirmar-se podem ser boas notícias. No entanto "não especifica quais as condições em que se desenrolarão a partir do próximo ano lectivo." E isto ainda me assusta...
A notícia é do Público e continua com umas contradições/confusões que não sei bem como interpretar, até porque repetem extractos de outras notícias mais antigas... já não sei se referem o novo ou o antigo projecto.
E espero que esta parte não seja verdadeira: "Por outro lado, o apoio aos alunos e a direcção de turma deixam de estar integrados na componente lectiva." A Direcção de Turma, com as suas insuficientes 2 horitas, deixa de estar na componente lectiva?
De qualquer forma leiam aqui e dêm a vossa opinião.
Abraço!
Directores de escolas prioritárias temem punição da Comissão Europeia
"E é esta a questão ainda por esclarecer que mais atormenta as direcções destes agrupamentos. "O que tememos é que as regras nacionais mudem, mas as normas que a Comissão Europeia definiu para este programa se mantenham iguais", avisa um director de uma escola TEIP que prefere não ser identificado. Se assim for, os directores poderão enfrentar no prazo de dois ou três anos uma fiscalização de Bruxelas que, no caso de detectar irregularidades nas despesas apresentadas, os obrigará a devolver essas verbas."
Podem ler tudo (e vale a pena fazê-lo, parece que o estado adoptou o "chico-espertismo" típico do português) aqui.
Como diria o saudoso Pessa: "E esta, hein?"
Abraço!
Podem ler tudo (e vale a pena fazê-lo, parece que o estado adoptou o "chico-espertismo" típico do português) aqui.
Como diria o saudoso Pessa: "E esta, hein?"
Abraço!
Viaturas «Escola Segura» param por falta de seguro automóvel
"Não tem seguro? Não faz mal, os carros do estado não precisam de o ter" (desta eu não sabia... se um destes bater no meu como faço?).
"Podem circular sem seguro? Então quem é que se responsabiliza pelos acidentes que possam ocorrer?"
No fundo é esta a questão retratada na notícia da tvi que podem ler aqui.
Era quase um momento de boa disposição, se o assunto não fosse sério...
Abraço!
"Podem circular sem seguro? Então quem é que se responsabiliza pelos acidentes que possam ocorrer?"
No fundo é esta a questão retratada na notícia da tvi que podem ler aqui.
Era quase um momento de boa disposição, se o assunto não fosse sério...
Abraço!
Directores afirmam que escola a tempo inteiro está em perigo
É uma notícia adiantada pelo educare.pt.
É uma reafirmação, uma vez que já tinham chegado a esta conclusão.
"Se o projecto for implementado desta forma, as escolas não terão sequer capacidade de fazer o seu trabalho social, de ser uma escola a tempo inteiro: o desporto escolar acaba, outros projectos acabam, a escola vai limitar-se a dar aulas e a mandar os alunos para casa", afirmou Adalmiro Botelho da Fonseca, à margem de um encontro de directores escolares em Lisboa."
No fundo, pedem muitas omoletes, mas dão poucos ovos (desculpem-me a analogia):
"O responsável da ANDAE considera, tal como muitos dos directores escolares que participaram no encontro, que as escolas devem ter autonomia para distribuir o "bolo de horas" consoante as suas necessidades.
"Que gestão podemos fazer dos créditos, se não nos derem nenhum?", questionou, acrescentando que os responsáveis das escolas querem ajudar a racionalizar os meios, mas precisam de ter meios para trabalhar."
Alguém os vai ouvir? Ouvir até ouvem, mas "cai em saco roto"...
Estes recortes foram retirados daqui.
Abraço!
É uma reafirmação, uma vez que já tinham chegado a esta conclusão.
"Se o projecto for implementado desta forma, as escolas não terão sequer capacidade de fazer o seu trabalho social, de ser uma escola a tempo inteiro: o desporto escolar acaba, outros projectos acabam, a escola vai limitar-se a dar aulas e a mandar os alunos para casa", afirmou Adalmiro Botelho da Fonseca, à margem de um encontro de directores escolares em Lisboa."
No fundo, pedem muitas omoletes, mas dão poucos ovos (desculpem-me a analogia):
"O responsável da ANDAE considera, tal como muitos dos directores escolares que participaram no encontro, que as escolas devem ter autonomia para distribuir o "bolo de horas" consoante as suas necessidades.
"Que gestão podemos fazer dos créditos, se não nos derem nenhum?", questionou, acrescentando que os responsáveis das escolas querem ajudar a racionalizar os meios, mas precisam de ter meios para trabalhar."
Alguém os vai ouvir? Ouvir até ouvem, mas "cai em saco roto"...
Estes recortes foram retirados daqui.
Abraço!
Avaliação: mais esclarecimentos da DREN
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Quando a noite só começa às 22H
Há já muito tempo que considero (e outros o farão também de certeza) que a "noite" começa às 20H. Dantes o Ministério da Educação também o considerava. Agora não: a "noite" começa às 22H. E não é por acaso, é mesmo para poupar mais uns euros noutra das besteais modificações a meio do ano lectivo:
"É trabalho nocturno o que é feito depois desta hora! Agora desenrasquem-se!" - E eles é que mandam, pelo menos enquanto estivermos aqui para obedecer...
Podem ler sobre este assunto aqui.
Abraço!
"É trabalho nocturno o que é feito depois desta hora! Agora desenrasquem-se!" - E eles é que mandam, pelo menos enquanto estivermos aqui para obedecer...
Podem ler sobre este assunto aqui.
Abraço!
"Adultos consideram que passaram a poder acompanhar mais os filhos nos estudos"
"Adultos consideram que passaram a poder acompanhar mais os filhos nos estudos"
E isto devido às novas oportunidades. Notaram os vossos alunos mais acompanhados?
Eu não sou contra as Novas Oportunidades, mas questiono alguns aspectos. Mas tenho a certeza que foram muito bem utilizadas por muitas pessoas que realmente queriam ver reconhecidas as suas competências, porque hoje em dia um papel a comprovar que sabemos qualquer coisa é indispensável (mesmo que seja um papel quase dado ou obtido às custas do trabalho de outros...)
Podem ler a notícia do Público (de sexta-feira) aqui.
Abraço!
E isto devido às novas oportunidades. Notaram os vossos alunos mais acompanhados?
Eu não sou contra as Novas Oportunidades, mas questiono alguns aspectos. Mas tenho a certeza que foram muito bem utilizadas por muitas pessoas que realmente queriam ver reconhecidas as suas competências, porque hoje em dia um papel a comprovar que sabemos qualquer coisa é indispensável (mesmo que seja um papel quase dado ou obtido às custas do trabalho de outros...)
Podem ler a notícia do Público (de sexta-feira) aqui.
Abraço!
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