Há mais, no blogue de Paulo Guinote. Mas destaco:
"As medidas de alteração do Decreto-lei nº 6/2001, de 18 de Janeiro, não deveriam ser uma sequência directa de restrições orçamentais, já que o investimento em educação torna-se prioritário, sobretudo quando é reconhecida a melhoria dos resultados escolares, com base em estudos avaliativos internacionais (Estudo PISA 2009) e a partir de análises que têm sido feitas pela OCDE. O CNE considera, por isso, que as áreas curriculares não disciplinares tiveram, ao longo da década de 2000, um papel significativo na aquisição e desenvolvimento de competências dos alunos e que a sua redução representa uma revisão que atinge o elo mais fraco da organização curricular. Trata-se, assim, de uma alteração curricular que, na sua essência, é determinada por critérios económicos e não por questões educativas e pedagógicas."
Querer mais resultados com menos recursos... os euros falam mais alto e continuamos a cortar as pernas à educação, a alavanca da sociedade! Assim vai ela, a mancar...
Enfim...
Abraço!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Contra a violência sexual sobre as crianças
Outra notícia no educare.pt de leitura importante.
É bom saber que se tomam medidas, e parece que estas são adequadas, embora se saiba que lidar com esta questão pode sempre gerar polémicas.
Criaram um regra muito boa e fácil de passar: não deixes que mexam nas partes cobertas pela roupa interior!
Pena não ser traduzido para português.
"Conselho Europeu criou um site para desenvolver uma campanha de luta contra a violência sexual sobre as crianças. Para que os mais pequenos, dos 4 aos 7 anos, aprendam a estabelecer limites e a denunciar abusos.
O filme é pequeno, mas a informação está lá e os desenhos foram criados a pensar nos mais novos. Uma grande mão faz festinhas na cabeça de um boneco, que representa uma criança. Faz-lhe cócegas e ouvem-se gargalhadas. Até que a mão fica atrevida e tenta tocar na roupa interior. A resposta é não. Nas partes cobertas pela roupa interior, não é permitido mexer. Esta é a regra da roupa interior.
O anúncio é um dos meios utilizados por uma campanha que o Conselho Europeu lançou contra a violência sexual sobre crianças. O objectivo é ensinar os mais pequenos, entre os 4 e os 7 anos, a estabelecer limites e a denunciar abusos. Melhorar a cooperação internacional na captura de pedófilos é também um dos propósitos da iniciativa. Até porque, segundo Maud de Boer Buquicchio, subsecretária do Conselho Europeu, "uma em cada cinco crianças é vítima de abuso sexual" na Europa. É essa dura realidade, "Uma em cada cinco", que baptiza a campanha alojada num site com várias informações disponíveis.
A iniciativa tem ainda um livro em que é revelado o nome do boneco do anúncio televisivo. Kiko volta a aparecer com a mão numa versão mais longa do que no vídeo. E quando Kiko diz que não se pode tocar na roupa interior, a mão dá-lhe os parabéns e aconselha-o a não guardar segredo se alguém tentar tocar-lhe. "Aqui não se toca" é a mensagem que se quer transmitir.
O assunto é sério e é fundamental que os mais pequenos percebam e saibam estabelecer fronteiras. "Todos os dias, crianças são vítimas de abuso, frequentemente cometidos por pessoas nas quais confiam: pais, professores ou figuras de autoridade", sublinhou Maud Buquicchio. Além do site, disponível em inglês, francês e italiano, a campanha tem também cartazes para que a mensagem passe. Os pais e as escolas não ficam à margem desta iniciativa e, nesse sentido, o Conselho Europeu vai distribuir um kit de documentação que aborda os meios de prevenção de abusos sexuais. É importante que os mais velhos saibam lidar com a questão para que os mais novos sintam que podem confiar nos adultos. A vigilância é importante e é necessário decretar tolerância zero face à violência sexual contra os mais pequenos.
"É muito importante que não se chateie com o seu filho e que não o faça sentir que fez alguma coisa de errado". Este é um dos conselhos lançados para que os interrogatórios intimidatórios não aconteçam. Os pais devem saber explicar aos filhos que ninguém pode tocar no seu corpo sem a sua autorização e que há bons e maus toques. A campanha lembra ainda que os maus toques podem acontecer em qualquer idade. "Uma boa comunicação com as crianças é a chave", aconselha-se. O que implica abertura, determinação e um ambiente amigável.
A campanha explica, por outro lado, o que fazer em caso de suspeitas. Como reagir, como procurar ajuda. É importante não ficar zangado com a criança, nem fazê-la sentir que fez alguma coisa de errado. Pode-se perguntar quando e com quem, mas nunca porque isso aconteceu. "Tente não ficar aborrecido em frente ao seu filho. As crianças podem facilmente sentir-se culpadas e podem guardar informação". Procurar ajuda técnica é também um dos caminhos a seguir. A informação do site foi desenvolvida por profissionais de vários países, que tiveram em linha de conta diversas campanhas desenvolvidas pelo mundo.
Informações:
http://www.underwearrule.org/ "
Abraço!
É bom saber que se tomam medidas, e parece que estas são adequadas, embora se saiba que lidar com esta questão pode sempre gerar polémicas.
Criaram um regra muito boa e fácil de passar: não deixes que mexam nas partes cobertas pela roupa interior!
Pena não ser traduzido para português.
"Conselho Europeu criou um site para desenvolver uma campanha de luta contra a violência sexual sobre as crianças. Para que os mais pequenos, dos 4 aos 7 anos, aprendam a estabelecer limites e a denunciar abusos.
O filme é pequeno, mas a informação está lá e os desenhos foram criados a pensar nos mais novos. Uma grande mão faz festinhas na cabeça de um boneco, que representa uma criança. Faz-lhe cócegas e ouvem-se gargalhadas. Até que a mão fica atrevida e tenta tocar na roupa interior. A resposta é não. Nas partes cobertas pela roupa interior, não é permitido mexer. Esta é a regra da roupa interior.
O anúncio é um dos meios utilizados por uma campanha que o Conselho Europeu lançou contra a violência sexual sobre crianças. O objectivo é ensinar os mais pequenos, entre os 4 e os 7 anos, a estabelecer limites e a denunciar abusos. Melhorar a cooperação internacional na captura de pedófilos é também um dos propósitos da iniciativa. Até porque, segundo Maud de Boer Buquicchio, subsecretária do Conselho Europeu, "uma em cada cinco crianças é vítima de abuso sexual" na Europa. É essa dura realidade, "Uma em cada cinco", que baptiza a campanha alojada num site com várias informações disponíveis.
A iniciativa tem ainda um livro em que é revelado o nome do boneco do anúncio televisivo. Kiko volta a aparecer com a mão numa versão mais longa do que no vídeo. E quando Kiko diz que não se pode tocar na roupa interior, a mão dá-lhe os parabéns e aconselha-o a não guardar segredo se alguém tentar tocar-lhe. "Aqui não se toca" é a mensagem que se quer transmitir.
O assunto é sério e é fundamental que os mais pequenos percebam e saibam estabelecer fronteiras. "Todos os dias, crianças são vítimas de abuso, frequentemente cometidos por pessoas nas quais confiam: pais, professores ou figuras de autoridade", sublinhou Maud Buquicchio. Além do site, disponível em inglês, francês e italiano, a campanha tem também cartazes para que a mensagem passe. Os pais e as escolas não ficam à margem desta iniciativa e, nesse sentido, o Conselho Europeu vai distribuir um kit de documentação que aborda os meios de prevenção de abusos sexuais. É importante que os mais velhos saibam lidar com a questão para que os mais novos sintam que podem confiar nos adultos. A vigilância é importante e é necessário decretar tolerância zero face à violência sexual contra os mais pequenos.
"É muito importante que não se chateie com o seu filho e que não o faça sentir que fez alguma coisa de errado". Este é um dos conselhos lançados para que os interrogatórios intimidatórios não aconteçam. Os pais devem saber explicar aos filhos que ninguém pode tocar no seu corpo sem a sua autorização e que há bons e maus toques. A campanha lembra ainda que os maus toques podem acontecer em qualquer idade. "Uma boa comunicação com as crianças é a chave", aconselha-se. O que implica abertura, determinação e um ambiente amigável.
A campanha explica, por outro lado, o que fazer em caso de suspeitas. Como reagir, como procurar ajuda. É importante não ficar zangado com a criança, nem fazê-la sentir que fez alguma coisa de errado. Pode-se perguntar quando e com quem, mas nunca porque isso aconteceu. "Tente não ficar aborrecido em frente ao seu filho. As crianças podem facilmente sentir-se culpadas e podem guardar informação". Procurar ajuda técnica é também um dos caminhos a seguir. A informação do site foi desenvolvida por profissionais de vários países, que tiveram em linha de conta diversas campanhas desenvolvidas pelo mundo.
Informações:
http://www.underwearrule.org/ "
Abraço!
Quatro em 300 escolas avaliadas com "muito bom" em todos os domínios
É uma notícia do educare.pt
"Apenas quatro das 300 escolas sujeitas a avaliação externa no último ano lectivo obtiveram a classificação de "muito bom" em todos os domínios analisados, segundo dados a que a agência Lusa teve hoje acesso.
De acordo com um relatório da Inspecção-Geral de Educação, no ano lectivo de 2009/2010 foram avaliados 233 agrupamentos e 67 escolas não agrupadas, tendo em conta cinco parâmetros: "resultados", "prestação de serviço educativo", "organização e gestão escolar", "liderança" e "capacidade de auto-regulação e melhoria".
Questionado pela agência Lusa, o Ministério da Educação revelou que quatro unidades de gestão alcançaram a classificação de "muito bom" nos cinco domínios: Agrupamento de Escolas de Minde (Alcanena), Agrupamento de Escolas D. João II (Santarém), Agrupamento de Escolas Joaquim Inácio da Cruz Sobral (Sobral de Monte Agraço) e Agrupamento de Escolas Grão Vasco (Viseu). - Parabéns!
Os resultados da avaliação externa determinam as percentagens de classificações de "muito bom" e "excelente" que cada escola poderá atribuir aos seus professores no âmbito da avaliação de desempenho.
Em termos globais, as escolas sujeitas a avaliação externa em 2009/2010 revelam mais dificuldades na "capacidade de autorregulação e melhoria", sendo que quase metade das 300 avaliadas não foram além de uma classificação de "suficiente" neste domínio.
Neste último domínio, 3% dos estabelecimentos obtiveram "insuficiente", 47% "suficiente", 46% "bom" e 4% "muito bom".
"O domínio 'capacidade de auto-regulação e melhoria da escola' assume uma distribuição de classificações diferente dos restantes domínios, ao registar, para além do equilíbrio entre as classificações de 'bom' e 'suficiente', uma expressão reduzida de 'muito bom' e a maior representação de 'insuficiente'", lê-se no relatório.
Nos últimos quatro anos lectivos em que se realizou a avaliação externa das escolas, este foi o parâmetro no qual sempre se registaram as percentagens mais elevadas da classificação de "suficiente": 39%, 50%, 54% e 47% em 2006/07, 2007/08, 2008/09 e 2009/10, respectivamente.
No parâmetro da "liderança", 92% das escolas tiveram este ano uma classificação de "bom" ou "muito bom", o mesmo valor registado em relação à "organização e gestão escolar".
Na "prestação do serviço educativo" registou-se uma classificação de "suficiente" em 17% das unidades avaliadas, 70% obtiveram "bom" e 13% "muito bom". - Prestar bom serviço educativo não será o que realmente importa?
No domínio dos "resultados", 24% das escolas foram classificadas com "suficiente", 64% com "bom" e 12% com "muito bom".
À excepção do parâmetro da "capacidade de auto-regulação e melhoria da escola", não se registaram notas de "insuficiente" nos outros quatro domínios.
Em 2010/2011 serão sujeitos a avaliação externa 147 agrupamentos e escolas não agrupadas."
E agora com cortes e mais cortes, exigências atrás de exigências, leis inadequadas e tudo mais, quem vai ter melhores avaliações? As escolas vão funcionar melhor?
Abraço!
"Apenas quatro das 300 escolas sujeitas a avaliação externa no último ano lectivo obtiveram a classificação de "muito bom" em todos os domínios analisados, segundo dados a que a agência Lusa teve hoje acesso.
De acordo com um relatório da Inspecção-Geral de Educação, no ano lectivo de 2009/2010 foram avaliados 233 agrupamentos e 67 escolas não agrupadas, tendo em conta cinco parâmetros: "resultados", "prestação de serviço educativo", "organização e gestão escolar", "liderança" e "capacidade de auto-regulação e melhoria".
Questionado pela agência Lusa, o Ministério da Educação revelou que quatro unidades de gestão alcançaram a classificação de "muito bom" nos cinco domínios: Agrupamento de Escolas de Minde (Alcanena), Agrupamento de Escolas D. João II (Santarém), Agrupamento de Escolas Joaquim Inácio da Cruz Sobral (Sobral de Monte Agraço) e Agrupamento de Escolas Grão Vasco (Viseu). - Parabéns!
Os resultados da avaliação externa determinam as percentagens de classificações de "muito bom" e "excelente" que cada escola poderá atribuir aos seus professores no âmbito da avaliação de desempenho.
Em termos globais, as escolas sujeitas a avaliação externa em 2009/2010 revelam mais dificuldades na "capacidade de autorregulação e melhoria", sendo que quase metade das 300 avaliadas não foram além de uma classificação de "suficiente" neste domínio.
Neste último domínio, 3% dos estabelecimentos obtiveram "insuficiente", 47% "suficiente", 46% "bom" e 4% "muito bom".
"O domínio 'capacidade de auto-regulação e melhoria da escola' assume uma distribuição de classificações diferente dos restantes domínios, ao registar, para além do equilíbrio entre as classificações de 'bom' e 'suficiente', uma expressão reduzida de 'muito bom' e a maior representação de 'insuficiente'", lê-se no relatório.
Nos últimos quatro anos lectivos em que se realizou a avaliação externa das escolas, este foi o parâmetro no qual sempre se registaram as percentagens mais elevadas da classificação de "suficiente": 39%, 50%, 54% e 47% em 2006/07, 2007/08, 2008/09 e 2009/10, respectivamente.
No parâmetro da "liderança", 92% das escolas tiveram este ano uma classificação de "bom" ou "muito bom", o mesmo valor registado em relação à "organização e gestão escolar".
Na "prestação do serviço educativo" registou-se uma classificação de "suficiente" em 17% das unidades avaliadas, 70% obtiveram "bom" e 13% "muito bom". - Prestar bom serviço educativo não será o que realmente importa?
No domínio dos "resultados", 24% das escolas foram classificadas com "suficiente", 64% com "bom" e 12% com "muito bom".
À excepção do parâmetro da "capacidade de auto-regulação e melhoria da escola", não se registaram notas de "insuficiente" nos outros quatro domínios.
Em 2010/2011 serão sujeitos a avaliação externa 147 agrupamentos e escolas não agrupadas."
E agora com cortes e mais cortes, exigências atrás de exigências, leis inadequadas e tudo mais, quem vai ter melhores avaliações? As escolas vão funcionar melhor?
Abraço!
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Reformas - Dezembro de 2010 e Janeiro de 2011
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Escolas educam e... alimentam!
Têm saído várias notícias e comentários sobre as medidas que várias escolas e autarquias têm desenvolvido para combaterem a fome!
Mais uma vez, a escola é mais do que uma instituição para educar (a "educação dos livros"), são-lhe dadas "obrigações" que não deveriam ser necessárias.
Temos que leccionar, preparar aulas, organizar visitas, dar educação que devia ser dada em casa, ser psicólogos/conselheiros, entreter alunos, resolver conflitos, ser administrativos e tudo mais. E agora alimentamos! Sim, há professores (e sempre existiram) a contribuir para alimentar alunos, dinheiro que sai do seu bolso por solidadriedade social.
Somos humanos, somos solidários, concordo que todos ajudemos, mas será que tinhamos que chegar a este ponto? Onde anda quem disto devia tratar? Mais uma função - pesada - para a escola que cada vez mais tem menos recursos e mais funções! "Desenrasquem-se"...
Abraço!
P.S - E por que é que o menino que tem fome tem um telemóvel topo de gama e uma playstation portátil? E mesmo quando alimentamos somos "pisados" pelos pais? Dar-lhes o peixe ou ensiná-los a pescar?
Mais uma vez, a escola é mais do que uma instituição para educar (a "educação dos livros"), são-lhe dadas "obrigações" que não deveriam ser necessárias.
Temos que leccionar, preparar aulas, organizar visitas, dar educação que devia ser dada em casa, ser psicólogos/conselheiros, entreter alunos, resolver conflitos, ser administrativos e tudo mais. E agora alimentamos! Sim, há professores (e sempre existiram) a contribuir para alimentar alunos, dinheiro que sai do seu bolso por solidadriedade social.
Somos humanos, somos solidários, concordo que todos ajudemos, mas será que tinhamos que chegar a este ponto? Onde anda quem disto devia tratar? Mais uma função - pesada - para a escola que cada vez mais tem menos recursos e mais funções! "Desenrasquem-se"...
Abraço!
P.S - E por que é que o menino que tem fome tem um telemóvel topo de gama e uma playstation portátil? E mesmo quando alimentamos somos "pisados" pelos pais? Dar-lhes o peixe ou ensiná-los a pescar?
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Menos alunos por professor, mas...
"Uma turma inteira de Estudo Acompanhado não permite relação directa entre aluno e professor. Concluímos que o EA fosse reservado para os alunos que precisam de facto, sendo os alunos que não precisam dispensados" - Isabel Alçada em educare.pt
E tem toda a razão!
Menos alunos por professor, excelente ideia! Mas, consegue-se isso a reduzir os alunos ou aumentar os professores? Parece que a primeira opção é mais económica... Ou "mete-se isso como tempo não lectivo"?
Mas, quem (quantos) são os alunos com dificuldades? Como são identificados? Conseguem o apoio que precisam?
São só algumas dúvidas que quando forem esclarecidas não nos devem agradar... digo eu, que tenho esta desconfiança entranhada quando se trata de medidas deste ministério!
Abraço!
E tem toda a razão!
Menos alunos por professor, excelente ideia! Mas, consegue-se isso a reduzir os alunos ou aumentar os professores? Parece que a primeira opção é mais económica... Ou "mete-se isso como tempo não lectivo"?
Mas, quem (quantos) são os alunos com dificuldades? Como são identificados? Conseguem o apoio que precisam?
São só algumas dúvidas que quando forem esclarecidas não nos devem agradar... digo eu, que tenho esta desconfiança entranhada quando se trata de medidas deste ministério!
Abraço!
Ainda o PISA
Li e vou dar relevância.
Paulo Guinote, no blogue A Educação do Meu Umbigo (um dos que sigo):
"E só voltarei ao assunto se tiver mesmo mais elementos. O que se segue é parte de um mail que enviei em resposta a umas perguntas que me foram dirigidas acerca do assunto. Em vez de fazer post mais longo e elaborado, fica aqui o que acho e transmito, quer em privado, quer em público.
Tentando ser conciso:
O ME não disponibiliza os dados porque diz existir um “acordo de confidencialidade” com a OCDE.
A OCDE não disponibiliza porque diz que isso foi responsabilidade do Governo português.
As escolas que entraram não foram as mesmas, pelo menos em número assinalável, mas que não consigo quantificar neste momento.
O que eu acho é que estes PISA 2009 foram preparados com um “profissionalismo” que não existiu antes. A percepção da necessidade de resultados foi evidente e a “sensibilização” das escolas e alunos foi maior nos casos que conheço. No fundo, acho que fizeram em 2009 o que em outros países se faz há muito.
Penso que se este “profissionalismo” tivesse existido antes, em 2006 os resultados já teriam sido melhores.
Uma rede muito informal de pessoas está a tentar apurar mais informações sobre tudo isto, não para confirmar uma qualquer “teoria da conspiração”, mas para perceber se estaríamos assim tão mal em 2003 e 2006.
A teoria que apresentei pode ser confirmada (ou não) pelos dados. Não vou retorcê-los para “caberem” numa suspeita apriorística, Sinto o “aroma” de algo. Just that…."
Sim, também me ficou essa ideia, de, pelo menos, desconfiança... Nem precisam mentir sobre os números, esses vêm de "cima", da OCDE. Mas basta a questão do "profissionalismo" referida para que os dados sejam diferentes.
Mas afinal pode ser bom: em anos anteriores eramos melhores do que faziamos ver!(?)
Mas assim surge outra questão: mais vale ser mau e subir ou ser bom e manter? Subir dá mais importância à notícia, manter é "mais do mesmo"...
Que sirva para motivar e dar alento à Educação!
Abraço!
Paulo Guinote, no blogue A Educação do Meu Umbigo (um dos que sigo):
"E só voltarei ao assunto se tiver mesmo mais elementos. O que se segue é parte de um mail que enviei em resposta a umas perguntas que me foram dirigidas acerca do assunto. Em vez de fazer post mais longo e elaborado, fica aqui o que acho e transmito, quer em privado, quer em público.
Tentando ser conciso:
O ME não disponibiliza os dados porque diz existir um “acordo de confidencialidade” com a OCDE.
A OCDE não disponibiliza porque diz que isso foi responsabilidade do Governo português.
As escolas que entraram não foram as mesmas, pelo menos em número assinalável, mas que não consigo quantificar neste momento.
O que eu acho é que estes PISA 2009 foram preparados com um “profissionalismo” que não existiu antes. A percepção da necessidade de resultados foi evidente e a “sensibilização” das escolas e alunos foi maior nos casos que conheço. No fundo, acho que fizeram em 2009 o que em outros países se faz há muito.
Penso que se este “profissionalismo” tivesse existido antes, em 2006 os resultados já teriam sido melhores.
Uma rede muito informal de pessoas está a tentar apurar mais informações sobre tudo isto, não para confirmar uma qualquer “teoria da conspiração”, mas para perceber se estaríamos assim tão mal em 2003 e 2006.
A teoria que apresentei pode ser confirmada (ou não) pelos dados. Não vou retorcê-los para “caberem” numa suspeita apriorística, Sinto o “aroma” de algo. Just that…."
Sim, também me ficou essa ideia, de, pelo menos, desconfiança... Nem precisam mentir sobre os números, esses vêm de "cima", da OCDE. Mas basta a questão do "profissionalismo" referida para que os dados sejam diferentes.
Mas afinal pode ser bom: em anos anteriores eramos melhores do que faziamos ver!(?)
Mas assim surge outra questão: mais vale ser mau e subir ou ser bom e manter? Subir dá mais importância à notícia, manter é "mais do mesmo"...
Que sirva para motivar e dar alento à Educação!
Abraço!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Os nossos alunos
São estes os nossos alunos até aos 15 anos. Mais droga (mais barata e eficiente do que o álcool?), mais computador do que TV (compreende-se, até eu já devo estar perto disso), menos violentos (não noto), mais preservativos - mas não estão mais informados - e com hábitos mais saudáveis (praticam mais desporto). Há mais, podem ler:
"Jovens fumam e bebem menos, mas consomem mais droga" - IOL
"Jovens portugueses estão a sair menos à noite e já trocaram a TV pelo computador" - Público
Pelo menos não se lembraram de os chamar "rasca", como fizeram à minha geração.
Já agora leiam esta também:
"Falar de sexo é com colegas e não com pais" - Público
"Estou preocupada porque eles atrasam o início da vida sexual mas não têm mais informação [do que antes]. Os jovens não privilegiam os pais nem os professores para falar de sexualidade ou de infecções sexualmente transmissíveis. A vontade de falar de sexualidade é com os colegas. A maioria diz que aprende via Internet ou televisão, o que é um risco." - Margarida G. de Matos
Abraço!
"Jovens fumam e bebem menos, mas consomem mais droga" - IOL
"Jovens portugueses estão a sair menos à noite e já trocaram a TV pelo computador" - Público
Pelo menos não se lembraram de os chamar "rasca", como fizeram à minha geração.
Já agora leiam esta também:
"Falar de sexo é com colegas e não com pais" - Público
"Estou preocupada porque eles atrasam o início da vida sexual mas não têm mais informação [do que antes]. Os jovens não privilegiam os pais nem os professores para falar de sexualidade ou de infecções sexualmente transmissíveis. A vontade de falar de sexualidade é com os colegas. A maioria diz que aprende via Internet ou televisão, o que é um risco." - Margarida G. de Matos
Abraço!
Menos 30 mil professores: a confirmação?
Desta notícia de ontem, do Público, concluo o que não queria calcular: são mesmo muitos os professores que vão ficar de fora no próximo ano lectivo. Como diz Mário Nogueira, se os 30 mil cortes previstos pelos sindicatos fossem irrealistas o ministério da educação pelo menos contestaria-os.
Por outro lado vem o discurso bonito de Alexandre Ventura: "serão colocados nas escolas todos os docentes necessários para o funcionamento das aulas e para a prestação de um serviço educativo com o máximo de qualidade”. Nisto não acredito. se este ano já não o fazem, como o vão fazer com os cortes ainda maiores do próximo? Mas calma, a educação é prioritária para o Sócrates, tudo se resolve... por milagre!
A notícia:
"O Ministério da Educação diz que só em Setembro do próximo ano será possível saber quantos professores serão necessários nas escolas, recusando-se a comentar os números da Fenprof que alerta para o desemprego de mais de 30 mil docentes.
O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura, esteve hoje mais de duas horas reunido com representantes da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). No final, o secretário-geral da estrutura sindical, Mário Nogueira, disse à Lusa que a reunião foi inconclusiva: “Saímos exactamente com as preocupações com que entrámos”.
Entre as principais “preocupações” estava a possível redução do número de docentes, resultado dos cortes previstos no Orçamento do Estado. As contas feitas pela Fenprof apontam para que "mais de 30 mil professores" fiquem de fora já no próximo ano lectivo.
O secretário de Estado Alexandre Ventura recusou-se a comentar os números avançados pela Fenprof, dizendo que as contas ainda não podem ser feitas, porque cabe às escolas decidir de quantos professores é que vão precisar e essa é uma decisão que só será divulgada no próximo ano lectivo.
“O número de professores será conhecido em Setembro do próximo ano porque há um concurso para satisfação de necessidades transitórias onde se faz a contratação de docentes em função da manifestação de necessidades apresentadas pelas diferentes escolas”, disse à Lusa no final da reunião.
Alexandre Ventura acrescentou que o ministério quer “optimizar todos os seus recursos” mas que vai garantir que “serão colocados nas escolas todos os docentes necessários para o funcionamento das aulas e para a prestação de um serviço educativo com o máximo de qualidade”.
Já Mário Nogueira diz que se o número avançado pelo sindicato fosse surrealista, alguém já teria vindo a público contrariar a informação.
“O silêncio do ministério significa que a dimensão da catástrofe é tão grande como aquela que nós temos vindo a projectar. Se, eventualmente, fosse metade ou um terço daquilo que nós achamos seguramente o ME diria: 'não, vocês estão a exagerar', mas nem isso consegue dizer”, declarou.
Para Mário Nogueira, “quando alguém esconde aquilo que se quer saber é porque sabe que aquilo que esconde é muito, muito grave”.
Para a Fenprof, a situação “não pode ficar como ficou hoje”: “O Ministério tem de nos dizer com rigor quais é que são os impactos nos horários dos professores [no emprego dos professores] das medidas que já começaram a ser tomadas”, disse Mário Nogueira.
Por isso, a Fenprof vai enviar nova carta para o Ministério da Educação exigindo saber quais os impactos das medidas na situação laboral dos professores.
Mário Nogueira diz que o fim da Área de Projecto e do Estudo Acompanhado colocará no desemprego milhares de professores. Além destas duas situações, lembrou ainda as mudanças para as substituições de longa duração.
O sindicalista referiu ainda que não faz sentido que haja “muito menos professores por escola” numa altura em que se prevê que venha a haver “muito mais alunos nas escolas”, graças a medidas como o alargamento do ensino obrigatório até aos 12 anos de escolaridade ou o esforço no sentido de reduzir o abandono escolar."
Abraço!
Por outro lado vem o discurso bonito de Alexandre Ventura: "serão colocados nas escolas todos os docentes necessários para o funcionamento das aulas e para a prestação de um serviço educativo com o máximo de qualidade”. Nisto não acredito. se este ano já não o fazem, como o vão fazer com os cortes ainda maiores do próximo? Mas calma, a educação é prioritária para o Sócrates, tudo se resolve... por milagre!
A notícia:
"O Ministério da Educação diz que só em Setembro do próximo ano será possível saber quantos professores serão necessários nas escolas, recusando-se a comentar os números da Fenprof que alerta para o desemprego de mais de 30 mil docentes.
O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura, esteve hoje mais de duas horas reunido com representantes da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). No final, o secretário-geral da estrutura sindical, Mário Nogueira, disse à Lusa que a reunião foi inconclusiva: “Saímos exactamente com as preocupações com que entrámos”.
Entre as principais “preocupações” estava a possível redução do número de docentes, resultado dos cortes previstos no Orçamento do Estado. As contas feitas pela Fenprof apontam para que "mais de 30 mil professores" fiquem de fora já no próximo ano lectivo.
O secretário de Estado Alexandre Ventura recusou-se a comentar os números avançados pela Fenprof, dizendo que as contas ainda não podem ser feitas, porque cabe às escolas decidir de quantos professores é que vão precisar e essa é uma decisão que só será divulgada no próximo ano lectivo.
“O número de professores será conhecido em Setembro do próximo ano porque há um concurso para satisfação de necessidades transitórias onde se faz a contratação de docentes em função da manifestação de necessidades apresentadas pelas diferentes escolas”, disse à Lusa no final da reunião.
Alexandre Ventura acrescentou que o ministério quer “optimizar todos os seus recursos” mas que vai garantir que “serão colocados nas escolas todos os docentes necessários para o funcionamento das aulas e para a prestação de um serviço educativo com o máximo de qualidade”.
Já Mário Nogueira diz que se o número avançado pelo sindicato fosse surrealista, alguém já teria vindo a público contrariar a informação.
“O silêncio do ministério significa que a dimensão da catástrofe é tão grande como aquela que nós temos vindo a projectar. Se, eventualmente, fosse metade ou um terço daquilo que nós achamos seguramente o ME diria: 'não, vocês estão a exagerar', mas nem isso consegue dizer”, declarou.
Para Mário Nogueira, “quando alguém esconde aquilo que se quer saber é porque sabe que aquilo que esconde é muito, muito grave”.
Para a Fenprof, a situação “não pode ficar como ficou hoje”: “O Ministério tem de nos dizer com rigor quais é que são os impactos nos horários dos professores [no emprego dos professores] das medidas que já começaram a ser tomadas”, disse Mário Nogueira.
Por isso, a Fenprof vai enviar nova carta para o Ministério da Educação exigindo saber quais os impactos das medidas na situação laboral dos professores.
Mário Nogueira diz que o fim da Área de Projecto e do Estudo Acompanhado colocará no desemprego milhares de professores. Além destas duas situações, lembrou ainda as mudanças para as substituições de longa duração.
O sindicalista referiu ainda que não faz sentido que haja “muito menos professores por escola” numa altura em que se prevê que venha a haver “muito mais alunos nas escolas”, graças a medidas como o alargamento do ensino obrigatório até aos 12 anos de escolaridade ou o esforço no sentido de reduzir o abandono escolar."
Abraço!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
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