"O primeiro-ministro destacou hoje as consequências da introdução de tecnologias na melhoria dos resultados educativos em Portugal, através do computador Magalhães..."
Acabei de ler e vieram-me logo estas questões à ideia:
Quem os usa na escola? Ou mesmo em casa para estudar?
Os alunos sabem trabalhar com eles? E se alguém carrega numa tecla e "aquilo desapareceu tudo"? Já sei, "vamo-nos queixar à professora, ela que trate disso!" - Alguém se lembrou que os melhores clientes destes computadores são os filhos dos pais a benificiar do RSI? E que estes, por norma, têm baixa instrução escolar e muito menor ao nível das TIC? "Dá-se isso e eles desenrascam-se..."
E os professores do 1º Ciclo, também têm direito a um por 50 euros? Ou a própria escola, quantos têm para que os professores se possam familiarizar com os programas "fantásticos"(?) que trazem instalados?
E são apenas algumas interrogações, de certo que se lembram de outras...
Viva o salvador, viva o Magalhães! Quantos mais Magalhães, melhor é a Educação neste país! Professores para quê?
E agora, o Magalhães visto pelos Gato Fedorento:
E são só dois, se forem ao youtube e procurarem "gato fedorento magalhães" vêm o resto da colecção.
Abraço!
sábado, 4 de dezembro de 2010
Continuam os cortes na Educação
Desta vez é nos directores adjuntos.
E o critério é simples: pelo número de alunos. Não interessa se o agrupamento tem 5 ou 10 escolas, se estão próximas ou afastadas, as ofertas formativas, ou outras questões relevantes.
Alterações que entram em vigor a meio dos mandatos, já para o ano. Interrompem o ciclo normal de 4 anos.
"O despacho que reduz o número de directores adjuntos das escolas do ensino básico e secundário foi hoje publicado em Diário da República. Directores esperavam novos critérios."
Mais em Público.pt
E o critério é simples: pelo número de alunos. Não interessa se o agrupamento tem 5 ou 10 escolas, se estão próximas ou afastadas, as ofertas formativas, ou outras questões relevantes.
Alterações que entram em vigor a meio dos mandatos, já para o ano. Interrompem o ciclo normal de 4 anos.
"O despacho que reduz o número de directores adjuntos das escolas do ensino básico e secundário foi hoje publicado em Diário da República. Directores esperavam novos critérios."
Mais em Público.pt
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Estatuto da Carreira Docente - versão muito útil.
http://www.sprc.pt/upload/File/PDF/Propostas/ECDConsolidado_20101130.pdf
Cliquem e acedam ao Estatuto da Carreira Docente que o SPZS pôs ao nosso dispor. É muito útil, está com anotações e destacam as alterações introduzidas ao longo do tempo.
Agradeço ao blog dos Professores Lusos (está na minha lista de blogs), onde tomei conhecimento deste documento.
Abraço!
Cliquem e acedam ao Estatuto da Carreira Docente que o SPZS pôs ao nosso dispor. É muito útil, está com anotações e destacam as alterações introduzidas ao longo do tempo.
Agradeço ao blog dos Professores Lusos (está na minha lista de blogs), onde tomei conhecimento deste documento.
Abraço!
E se pudessemos escolher a escola dos nossos educandos?
A ideia parece boa e há quem aconselhe. Neste caso é o americano Herbert J. Walberg, especialista em Economia da Educação.
É simples: temos um voucheur para gastarmos na escola que escolhermos (tipo "cartão de presente" que gastamos na loja à escolha num determinado centro comercial). O Estado financia e nós escolhemos.
E acrecenta que “a concorrência parece funcionar na educação”. Normalmente ficamos a ganhar com a concorrência, mais e melhor por menos custo, e parece que também pode ser este o caso.
Transcrevo a notícia do Público:
"Pais devem ter liberdade para escolher a escola, defende Herbert J. Walberg
O sistema educativo sueco pode ser um bom exemplo para Portugal, defende Herbert J. Walberg, especialista em Economia da Educação, que tem feito parte de vários grupos de conselheiros da OCDE para a área da Educação. Walberg recorda que a Suécia adoptou o cheque ensino, permitindo que as famílias escolhessem a escola, e que esta é obrigada a receber qualquer aluno.
“É o único país com um sistema de vouchers e as escolas têm vindo a melhorar os seus resultados [quando comparados com os internacionais]”, explica o autor do livro Escolha da Escola: descobertas e conclusões, uma edição do Fórum para a Liberdade de Educação, com o apoio da embaixada dos EUA e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. O lançamento é esta tarde, na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa.
“Gostava de ter vouchers para todos”, diz em conferência de imprensa. E retoma o exemplo da Suécia. Foi em 1993 que o Governo ordenou às autoridades locais que financiassem, o equivalente a 85 por cento do custo por aluno das escolas públicas tradicionais, as escolas que os pais escolhessem. Portanto, as famílias deixaram de pagar propinas na maioria das escolas privadas.
A par desta decisão, estabeleceu-se que as escolas eram obrigadas a admitir todos os alunos, independentemente do nível socioeconómico. Segundo Walberg, não se verificou o aumento da segregação, nem da concentração de crianças com necessidades educativas especiais em determinadas escolas.
Foi criado um “mercado da educação” que, segundo Walberg, “conduziu a uma concorrência crescente, melhorou o desempenho dos alunos e aumentou a satisfação dos pais com as escolas dos filhos”. No livro, Walberg cita vários estudos que comprovam que os pais a quem são dados os cheque ensino, participam mais activamente na vida escolar dos filhos.
Privatização do ensino
Mas há outras alternativas para que as famílias possam ter liberdade de escolha, continua. O especialista defende que os Estados podem definir metas de aprendizagem e privatizar as escolas: “As escolas privadas fazem melhor do que o Estado”, declara.
“A concorrência parece funcionar na educação”, diz, com base em investigação que tem sido feita nos EUA, onde há estados que apostaram nas charter schools, escolas com quem contratualizam que no espaço de cinco anos, os alunos têm de obter determinados resultados. Se esses não forem cumpridos, a escola fecha ou é mudado o seu corpo docente.
Segundo um estudo comparado entre as escolas com este tipo de contrato e as escolas públicas norte-americanas, as primeiras têm um bom desempenho, sobretudo os alunos pobres e hispânicos.
Walberg cita um outro estudo que revela que nos EUA, os professores do ensino público têm expectativas mais baixas do que os do ensino privado. Portanto, conclui, são muitos os dados que demonstram as mais valias das famílias poderem escolher a escola, dados que têm levado países como a Suécia, a Holanda, a República Checa ou o Chile a pôr em prática políticas de privatização na educação.
Os pais “têm tanto direito a tomar as decisões importantes sobre a educação dos filhos como o direito a dar-lhes um nome, morada e a escolher a pessoa que trata deles quando adoecem”, termina. "
É simples: temos um voucheur para gastarmos na escola que escolhermos (tipo "cartão de presente" que gastamos na loja à escolha num determinado centro comercial). O Estado financia e nós escolhemos.
E acrecenta que “a concorrência parece funcionar na educação”. Normalmente ficamos a ganhar com a concorrência, mais e melhor por menos custo, e parece que também pode ser este o caso.
Transcrevo a notícia do Público:
"Pais devem ter liberdade para escolher a escola, defende Herbert J. Walberg
O sistema educativo sueco pode ser um bom exemplo para Portugal, defende Herbert J. Walberg, especialista em Economia da Educação, que tem feito parte de vários grupos de conselheiros da OCDE para a área da Educação. Walberg recorda que a Suécia adoptou o cheque ensino, permitindo que as famílias escolhessem a escola, e que esta é obrigada a receber qualquer aluno.
“É o único país com um sistema de vouchers e as escolas têm vindo a melhorar os seus resultados [quando comparados com os internacionais]”, explica o autor do livro Escolha da Escola: descobertas e conclusões, uma edição do Fórum para a Liberdade de Educação, com o apoio da embaixada dos EUA e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. O lançamento é esta tarde, na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa.
“Gostava de ter vouchers para todos”, diz em conferência de imprensa. E retoma o exemplo da Suécia. Foi em 1993 que o Governo ordenou às autoridades locais que financiassem, o equivalente a 85 por cento do custo por aluno das escolas públicas tradicionais, as escolas que os pais escolhessem. Portanto, as famílias deixaram de pagar propinas na maioria das escolas privadas.
A par desta decisão, estabeleceu-se que as escolas eram obrigadas a admitir todos os alunos, independentemente do nível socioeconómico. Segundo Walberg, não se verificou o aumento da segregação, nem da concentração de crianças com necessidades educativas especiais em determinadas escolas.
Foi criado um “mercado da educação” que, segundo Walberg, “conduziu a uma concorrência crescente, melhorou o desempenho dos alunos e aumentou a satisfação dos pais com as escolas dos filhos”. No livro, Walberg cita vários estudos que comprovam que os pais a quem são dados os cheque ensino, participam mais activamente na vida escolar dos filhos.
Privatização do ensino
Mas há outras alternativas para que as famílias possam ter liberdade de escolha, continua. O especialista defende que os Estados podem definir metas de aprendizagem e privatizar as escolas: “As escolas privadas fazem melhor do que o Estado”, declara.
“A concorrência parece funcionar na educação”, diz, com base em investigação que tem sido feita nos EUA, onde há estados que apostaram nas charter schools, escolas com quem contratualizam que no espaço de cinco anos, os alunos têm de obter determinados resultados. Se esses não forem cumpridos, a escola fecha ou é mudado o seu corpo docente.
Segundo um estudo comparado entre as escolas com este tipo de contrato e as escolas públicas norte-americanas, as primeiras têm um bom desempenho, sobretudo os alunos pobres e hispânicos.
Walberg cita um outro estudo que revela que nos EUA, os professores do ensino público têm expectativas mais baixas do que os do ensino privado. Portanto, conclui, são muitos os dados que demonstram as mais valias das famílias poderem escolher a escola, dados que têm levado países como a Suécia, a Holanda, a República Checa ou o Chile a pôr em prática políticas de privatização na educação.
Os pais “têm tanto direito a tomar as decisões importantes sobre a educação dos filhos como o direito a dar-lhes um nome, morada e a escolher a pessoa que trata deles quando adoecem”, termina. "
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Novas Oportunidades: 10 mil certificações por mês
E é mesmo assim, "toma lá diploma" que já vem outro atrás para receber o dele, "é a 1 euuuuro", vai tudo!
Certificar conhecimentos: excelente ideia. Um mecânico com 20 anos de experiência não sabe mais do que um recém diplomado num curso profissional? Acredito que sim, pelo que deve ser reconhecido o seu valor. E hoje é preciso um papel para ser reconhecido...
Distribuir diplomas a quem nada continua a saber: Queres o 9º ano? Escreve num longo texto no Word (ou arranja quem escreva) a história da tua vida, os teus sonhos, ascendentes e descendentes, mede um pacote de leite e diz qual é o volume... de certeza que conhecem esta realidade - eu conheço.
Não tem mal, os números dizem-nos que temos portugueses mais instruídos, e é o que interessa - para as estatísticas!
A notícia é do Público:
"Novas Oportunidades: 1,489 milhões de formandos e 456 mil certificações.
A ministra da Educação, Isabel Alçada, disse hoje, em Guimarães, que o programa Novas Oportunidades registou já adesão de 1,489 milhões de portugueses, tendo feito 456 mil certificações.
“Isto corresponde a uma média de 10 mil certificações por mês, o que é muito”, frisou, baseando-se nos números que lhe foram transmitidos pelos gestores do programa.
A governante encerrou a sessão de abertura do 4.º Encontro Nacional Centros Novas Oportunidades, que hoje começou no Pavilhão Multiusos, em Guimarães.
O encontro pretende proporcionar uma visão global dos progressos alcançados com a Iniciativa Novas Oportunidades e da trajectória que seguirá nos próximos anos.
Isabel Alçada disse que o programa vai continuar e lembrou que as Novas Oportunidades abriram caminho a milhares de portugueses que assumiram uma atitude nova perante a ideia de que "o conhecimento é um valor”.
“As pessoas hoje sabem que podem ir sempre um pouco mais longe no seu processo de formação e aquisição de novos conhecimentos”, frisou, defendendo que “cada um dos portugueses que entrou no programa representa, também, um conjunto de novas oportunidades também para o país”.
Presente na iniciativa, o secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos, disse que “os adultos que passaram pela iniciativa manifestaram ganhos objectivos do ponto de vista pessoal, melhorando a auto-estima por via da valorização e conciliação com o passado, da redescoberta da escola, da percepção das capacidades e competências possuídas e do reconhecimento da experiência e do seu valor para progredir na educação formal e certificada”.
“Mas também do ponto de vista profissional: cerca de um quinto das pessoas sentiram alterações na sua vida profissional que se traduziram em melhorias, alargaram as competências, assumiram mais responsabilidades e aumentou a sua estabilidade no emprego”, sublinhou.
Valter Lemos acentuou ainda que, se se considerarem “os aspectos menores dos impactos profissionais, sobe para um terço o número de indivíduos que afirma ter havido pelo menos um factor positivo na sua vida profissional na sequência da sua passagem pelas Novas Oportunidades”.
Certificar conhecimentos: excelente ideia. Um mecânico com 20 anos de experiência não sabe mais do que um recém diplomado num curso profissional? Acredito que sim, pelo que deve ser reconhecido o seu valor. E hoje é preciso um papel para ser reconhecido...
Distribuir diplomas a quem nada continua a saber: Queres o 9º ano? Escreve num longo texto no Word (ou arranja quem escreva) a história da tua vida, os teus sonhos, ascendentes e descendentes, mede um pacote de leite e diz qual é o volume... de certeza que conhecem esta realidade - eu conheço.
Não tem mal, os números dizem-nos que temos portugueses mais instruídos, e é o que interessa - para as estatísticas!
A notícia é do Público:
"Novas Oportunidades: 1,489 milhões de formandos e 456 mil certificações.
A ministra da Educação, Isabel Alçada, disse hoje, em Guimarães, que o programa Novas Oportunidades registou já adesão de 1,489 milhões de portugueses, tendo feito 456 mil certificações.
“Isto corresponde a uma média de 10 mil certificações por mês, o que é muito”, frisou, baseando-se nos números que lhe foram transmitidos pelos gestores do programa.
A governante encerrou a sessão de abertura do 4.º Encontro Nacional Centros Novas Oportunidades, que hoje começou no Pavilhão Multiusos, em Guimarães.
O encontro pretende proporcionar uma visão global dos progressos alcançados com a Iniciativa Novas Oportunidades e da trajectória que seguirá nos próximos anos.
Isabel Alçada disse que o programa vai continuar e lembrou que as Novas Oportunidades abriram caminho a milhares de portugueses que assumiram uma atitude nova perante a ideia de que "o conhecimento é um valor”.
“As pessoas hoje sabem que podem ir sempre um pouco mais longe no seu processo de formação e aquisição de novos conhecimentos”, frisou, defendendo que “cada um dos portugueses que entrou no programa representa, também, um conjunto de novas oportunidades também para o país”.
Presente na iniciativa, o secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos, disse que “os adultos que passaram pela iniciativa manifestaram ganhos objectivos do ponto de vista pessoal, melhorando a auto-estima por via da valorização e conciliação com o passado, da redescoberta da escola, da percepção das capacidades e competências possuídas e do reconhecimento da experiência e do seu valor para progredir na educação formal e certificada”.
“Mas também do ponto de vista profissional: cerca de um quinto das pessoas sentiram alterações na sua vida profissional que se traduziram em melhorias, alargaram as competências, assumiram mais responsabilidades e aumentou a sua estabilidade no emprego”, sublinhou.
Valter Lemos acentuou ainda que, se se considerarem “os aspectos menores dos impactos profissionais, sobe para um terço o número de indivíduos que afirma ter havido pelo menos um factor positivo na sua vida profissional na sequência da sua passagem pelas Novas Oportunidades”.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Os nossos professores
A instabilidade que os professores sentem e que todos testemunham só se pode reflectir na qualidade de ensino de forma negativa e é aqui que voltamos a lamentar, os alunos são as vítimas de tudo isto...
É vergonhosa a forma como esta classe profissional tem sido e está a ser tratada (não sou suspeito, sou informático!). Toda a classe política que tem passado pelo Ministério nas últimas décadas tem mostrado um profundo desrespeito pelos professores, chegando a retirar-lhes a autoridade dentro da sala de aulas, o que contribuiu para a falta de respeito colectiva em relação a eles.
Há duas coisas a lamentar.
Uma é o desrespeito por uma classe profissional de elevadíssima responsabilidade que para poder desempenhar as suas funções na plenitude (como se pretende!) necessita, como qualquer outro, das mínimas condições de vida familiar e social, começando pela estabilidade. Só nessas condições é que seria legítimo pedir responsabilidades aos professores, de outra forma está-se a pedir que façam omeletas só com sal!.
A outra é que a instabilidade que os professores sentem e que todos testemunham só se pode reflectir na qualidade de ensino de forma negativa. É aqui que voltamos a lamentar, os alunos são as vítimas de tudo isto, os adultos (com responsabilidades no sector) não mostram respeito absolutamente nenhum pelas gerações que estão a tentar criar as bases para uma vida de trabalho que legitimamente pretendem viver com alguma qualidade.
A forma ligeira de tratar os problemas, as soluções adoptadas, a instabilidade vivida no sector a todos os níveis, a falta de coerência, a falta de rumo, a falta de projectos a longo prazo (validados!), a falta de diálogo e a falta de respeito estão a hipotecar de forma irreversível o futuro das próximas duas ou três gerações! (a ser optimista).
Não consigo entender o que falta para que os governos tomem consciência disto, só podem andar mesmo muito distraídos, para infelicidade de todos nós."
É vergonhosa a forma como esta classe profissional tem sido e está a ser tratada (não sou suspeito, sou informático!). Toda a classe política que tem passado pelo Ministério nas últimas décadas tem mostrado um profundo desrespeito pelos professores, chegando a retirar-lhes a autoridade dentro da sala de aulas, o que contribuiu para a falta de respeito colectiva em relação a eles.
Há duas coisas a lamentar.
Uma é o desrespeito por uma classe profissional de elevadíssima responsabilidade que para poder desempenhar as suas funções na plenitude (como se pretende!) necessita, como qualquer outro, das mínimas condições de vida familiar e social, começando pela estabilidade. Só nessas condições é que seria legítimo pedir responsabilidades aos professores, de outra forma está-se a pedir que façam omeletas só com sal!.
A outra é que a instabilidade que os professores sentem e que todos testemunham só se pode reflectir na qualidade de ensino de forma negativa. É aqui que voltamos a lamentar, os alunos são as vítimas de tudo isto, os adultos (com responsabilidades no sector) não mostram respeito absolutamente nenhum pelas gerações que estão a tentar criar as bases para uma vida de trabalho que legitimamente pretendem viver com alguma qualidade.
A forma ligeira de tratar os problemas, as soluções adoptadas, a instabilidade vivida no sector a todos os níveis, a falta de coerência, a falta de rumo, a falta de projectos a longo prazo (validados!), a falta de diálogo e a falta de respeito estão a hipotecar de forma irreversível o futuro das próximas duas ou três gerações! (a ser optimista).
Não consigo entender o que falta para que os governos tomem consciência disto, só podem andar mesmo muito distraídos, para infelicidade de todos nós."
Por Rui Moreira, em Educare
Ainda sobre cortes no orçamento da Educação
"Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido."
Sir Arthur Lewis
domingo, 28 de novembro de 2010
3 Notícias
Destaco estas 3 notícias do Público:
Cavaco Silva aponta Educação como desígnio nacional
Empresários investem nas escolas para ajudar a pôr fim ao abandono
António Pires de Lima quer aumentar apoios e associados
E o Ministério da Educação, o que faz? Reduz, piora, remedeia...
Abraço!
Cavaco Silva aponta Educação como desígnio nacional
Empresários investem nas escolas para ajudar a pôr fim ao abandono
António Pires de Lima quer aumentar apoios e associados
E o Ministério da Educação, o que faz? Reduz, piora, remedeia...
Abraço!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Escola Verde
Escola amiga do ambiente. (Leiam e decubram onde está a mentira...)
"Apetece dizer que tem tudo e mais alguma coisa a pensar no ambiente. O novo Centro Escolar da Gandra, na freguesia de Águas Santas, na Maia, será inaugurado na próxima segunda-feira, pela ministra da Educação, Isabel Alçada.
São 5.190m2, distribuídos por cinco salas de jardim-de-infância para 125 meninos, 12 salas com capacidade para 300 alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico, recreio coberto e parque infantil exterior, sala de informática, sala de educação plástica e ainda uma biblioteca.
Até aqui seria uma escola perfeitamente normal, mas o novo equipamento tem também um sistema de renovação mecânica, que garante a qualidade do ar interior em todo o edifício, aquecimento das águas através de painéis solares. Tem ainda um sistema de reutilização de águas pluviais, que são recolhidas numa cisterna, tratadas e reutilizadas na rede interna de descarga das sanitas e nas águas de limpeza exterior e regas dos espaços ajardinados.
No exterior há também um pomar que será mantido recorrendo apenas a métodos de agricultura biológica, com laranjeiras, limoeiros, pessegueiros, macieiras, pereiras, ramadas de vinha, kiwis e maracujás."
"Apetece dizer que tem tudo e mais alguma coisa a pensar no ambiente. O novo Centro Escolar da Gandra, na freguesia de Águas Santas, na Maia, será inaugurado na próxima segunda-feira, pela ministra da Educação, Isabel Alçada.
São 5.190m2, distribuídos por cinco salas de jardim-de-infância para 125 meninos, 12 salas com capacidade para 300 alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico, recreio coberto e parque infantil exterior, sala de informática, sala de educação plástica e ainda uma biblioteca.
Até aqui seria uma escola perfeitamente normal, mas o novo equipamento tem também um sistema de renovação mecânica, que garante a qualidade do ar interior em todo o edifício, aquecimento das águas através de painéis solares. Tem ainda um sistema de reutilização de águas pluviais, que são recolhidas numa cisterna, tratadas e reutilizadas na rede interna de descarga das sanitas e nas águas de limpeza exterior e regas dos espaços ajardinados.
No exterior há também um pomar que será mantido recorrendo apenas a métodos de agricultura biológica, com laranjeiras, limoeiros, pessegueiros, macieiras, pereiras, ramadas de vinha, kiwis e maracujás."
Para os mais atentos foi fácil (e até devem ter sorrido como eu fiz mal acabei de ler):
"Até aqui seria uma escola perfeitamente normal" - Não conheço estas escolas normais...
Abraço!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Governo - um terço. Fenprof - 80 por cento
Até pode parecer o resultado de um jogo, mas é mais uma guerra de números.
Na minha escola não se leccionou, houve uma grande (muito representativa) adesão à greve - e é uma escola históricamente pouco dada a estas coisas da greve. Mas não seio o que se passou no resto do país.
Sabem o que era interessante? Registarem aqui nos comentários as situações que conhecem, sempre seria um barómetro para "decidirmos" quem tem razão. Fica a sugestão.
E Fica também a ligação para a notícia do Público: Governo diz que fechou um terço das escolas, Fenprof aponta para 80 por cento
Abraço!
Na minha escola não se leccionou, houve uma grande (muito representativa) adesão à greve - e é uma escola históricamente pouco dada a estas coisas da greve. Mas não seio o que se passou no resto do país.
Sabem o que era interessante? Registarem aqui nos comentários as situações que conhecem, sempre seria um barómetro para "decidirmos" quem tem razão. Fica a sugestão.
E Fica também a ligação para a notícia do Público: Governo diz que fechou um terço das escolas, Fenprof aponta para 80 por cento
Abraço!
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