"A proposta de lei prevê que a ADSE passe a funcionar como um
seguro de saúde, cabendo a cada
funcionário escolher se quer ou não beneficiar do sistema que comparticipa consultas, medicamentos e cirurgias.
Para o dirigente da Frente Sindical da Administração Pública, José Abraão,
esta alteração poderá pôr em causa o financiamento do sistema. “Pode ser fortemente comprometedor, porque aparentemente haverá sempre a tentação para outras alternativas, nomeadamente criando condições para os mais altos salários abandonarem a ADSE e aquilo que é sistema que devia ser solidário, acaba por não ser”.
Já Ana Avoila, da Frente Comum, considera que esta proposta
abre caminho para o Governo
acabar com o sistema
ou então para
aumentar os descontos dos funcionários públicos."
"No artigo 17.º da proposta a que o PÚBLICO teve acesso prevê-se que "os beneficiários podem, a todo o tempo, renunciar a essa qualidade" e acrescenta-se que essa "
renúncia tem natureza definitiva" e impossibilita uma nova inscrição."
"Já os
novos funcionários terão seis meses, contados a partir do momento em que entram para a função pública, para se
inscrever na ADSE."
"...a proposta prever que os
actos e cuidados médicos comparticipados pela ADSE passem a ter um
número limite, além de uma
duração temporal também previamente
limitada."
Podem ainda ler a lista dos cuidados médicos que vão ser excluídos
aqui.
Cortam nos salários, cortam na ADSE, cortam nas contratações...
Ainda há vontade de ser professor?